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Segunda-feira, Novembro 23, 2009Quinta-feira, Novembro 19, 2009Quinta-feira, Novembro 12, 2009Notas da coluna Nas entranhas da política da última edição do jornal O Cidadão"Quem sai na frente em Goiás dificilmente ganha"
O governador Alcides Rodrigues (PP) reforça a tese de seus auxiliares que a pesquisa Serpes abre portas abertas para lançar nova candidatura ao governo em 2010. Confiante no número de eleitores indecisos na espontânea (72,9%), Alcides diz que tradicionalmente o candidato a governador que larga na frente nas pesquisas em Goiás dificilmente vence a eleição. Cita, como exemplo, as últimas quatro campanhas. Em 1994, Maguito Vilela (PMDB) largou em terceiro e venceu Ronaldo Caiado e Lúcia Vânia. Em 1998, Marconi Perillo (PSDB) começou na lanterna e venceu o franco-favorito Iris Rezende (PMDB). Em 2002, Maguito largava na dianteira um ano e antes, mas perdeu para Marconi, reeleito. Em 2006, Maguito perdeu para o governador Alcides, que começou a campanha em terceiro. Exceto na eleição de 1998, nas outras três o candidato vitorioso era apoiado pelo governo, frisa Alcides. “Temos bons nomes para encabeçar uma chapa forte para o governo”, diz o pepista. Alcides X Marconi O governador Alcides Rodrigues (PP) deu mais uma senha de que o partido pode lançar nome próprio para as eleições em 2010. Presidente de honra da legenda, Alcides admite comunicar a decisão à cúpula nacional pepista, durante jantar, em Brasília, com a ministra chefe do Gabinete Civil da Presidência da República, Dilma Rousseff. Alcides X Marconi Alcides justifica a possibilidade de lançamento de candidatura própria ao governo, salientando que “todo partido almeja colocar um filiado seu para a disputa, principalmente nas mais importantes” Alcides X Marconi A candidatura apoiada por Alcides deve selar a ruptura com o PSDB. E trazer dificuldades para a candidatura de Marconi Perillo (PSDB), é bom lembrar que o tucano só conseguiu vencer o PMDB em Goiás com a base aliada unida. Sem a união os partidos nunca chegaram a uma vitória. Prefeito de Bela Vista inspira-se em Vanderlan O prefeito de Bela Vista, Eurípedes do Carmo, começou tímido. Porque o pós eleição no município foi muito complicado. Mas começa a deslanchar e, se deixarem, pode revolucionar a gestão pública no município. Ele é ousado e criativo. Quem o inspira é o prefeito de Senador Canedo, Vanderlan Vieira Cardoso. Divino Lemes rompeu com seu compadre Filiado ao PTN, o ex-prefeito de Senador Canedo Divino Lemes, depois de duas derrotas consecutivas, disse para dois aliados que não quer ver o senador Marconi Perillo nem pintado de ouro. Lemes e Marconi eram aliados. Hoje, o prefeito Vanderlan Vieira Cardoso é muito mais ligado ao senador tucano. Pra quem não sabe o Marconi é padrinho do filho de Divino. “Milagre” O vereador Diney (PTB) não é santo, mas realizou um verdadeiro “milagre”em 2008. O edil conseguiu ser eleito com apenas R$ 400, pelo menos foi o que ele declarou ao TRE. Diney precisa ensinar o “milagre” para os outros vereadores eleitos em Senador Canedo que declararam gastos de R$ 25 mil em média ao TRE. “Milagre” O vereador Diney (PTB) não é santo, mas realizou um verdadeiro “milagre”em 2008. O edil conseguiu ser eleito com apenas R$ 400, pelo menos foi o que ele declarou ao TRE. Diney precisa ensinar o “milagre” para os outros vereadores eleitos em Senador Canedo que declararam gastos de R$ 25 mil em média ao TRE. Ottoni e a Serpes Instado a comentar a pesquisa Serpes, Rubens diz que o dado mais importante é que “mostrou a situação de isolamento do senador Marconi Perillo. Ele aparece com 9% na pesquisa espontânea, depois de ter sido eleito governador duas vezes e senador uma vez, e há pouco tempo. A pesquisa mostra que o povo de Goiás não está com saudade de Marconi”. Ottoni e a Serpes “A pesquisa indica que Iris, Meirelles, Ronaldo Caiado, Jorcelino Braga e Rubens Otoni tem muito mais votos, juntos, do que Marconi. Não é só Iris que está contra Marconi, todos os outros que aparecem na pesquisa são contrários ao seu projeto”, frisa Rubens. “Não ficarei surpreso se Marconi não for candidato a governador.” Bolacha no Palácio De olho na terceira via para o governo de Goiás, o prefeito Vanderlan Cardoso (PR), lançou o deputado Sandro Mabel para governador na inauguração de uma praça na Vila São João. Essa terceira via seria formada por PP, PR, DEM e PSB. Rasteira O vereador Vilmar Lima (PSDB) tomou uma rasteira, que ele deve esta vendo estrelas até hoje. Com a saída do Divino e Laudeni do PSDB, Vilmar Lima tinha certeza que ia apossar do ninho tucano em Senador Canedo. Só que para desespero de Vilmar o senador Marconi Perillo entregou o partido para o secretário de Finanças, da cidade, Stênio Nascimento. Rasteira II Depois que Stênio Nascimento assumiu o comando do PSDB em Senador Canedo, Vilmar Lima entrou em desespero e foi até o presidente da Assembleia, Helder Valin (PSDB), declarar apoio a candidatura de Valin a deputado federal, em troca do comando do ninho tucano em Senador Canedo. Rasteira III Vilmar Lima sonha em disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa em 2010, só que sua candidatura está complicada no seu próprio partido por dois motivos: 1º porque ele não teve moral nem para assumir a presidência do PSDB. 2º será que a mesma direção estadual que não deu partido pra ele vai autorizar sua candidatura. Lambança O juiz da comarca de Senador Canedo, Leonardo Fleury Curado Dias acatou o pedido do Ministério Público e cancelou o concurso da Câmara Municipal. A lambança começou quando o promotor Glauber Rocha fez o ex-presidente, vereador Paulo Roberto (PPS) assinar um Termo de Ajuste e Conduta (TAC) para realização do concurso da casa. Lambança 2 Na época Paulo Roberto (PPS) contratou uma empresa de fundo de quintal, que planejou o concurso totalmente diferente do que foi acertado com o promotor. Tanto que quando o atual presidente Geraldo do Detran (PR) começou o que que Paulo fez no passado. O MP pediu a adequação ao TAC ou a suspensão do concurso. Lambança 3 E como a lambança já estava feita o atual presidente Geraldo do Detran (PR), teve apenas que realizar as provas, já que, o concurso estava em curso desde a gestão de Paulo Roberto. Em entrevista ao programa Via Livre Paulo Roberto alegou que a lambança foi feita pelo assessor jurídico da casa na sua gestão. Cabe agora o vereador Geraldo do Detran (PR) reparar a lambança feita no passado, já que, ele pegou o barco navegando pelas águas do rio Bonsucesso. Vilmar quer ser prefeito Depois de Vilmar Lima, dizer no Via Livre, que não tinha apresentado nenhum projeto de lei em mais de 7 meses de mandato. O vereador correu e apresentou uma lei inconstitucional na câmara, o projeto foi vetado pelo Executivo porque criava despesa para a prefeitura. Na última semana o veto foi confirmado por 9 votos na Câmara. Será que Vilmar não sabe que a função do vereador é fiscalizar, legislar. E que, quem executa as ações da prefeitura é o chefe do Executivo? Vilmar quer ser prefeito2 Agora o mais grave é que o vereador acabou de se formar em Direito, recebeu a presidência da CCJ e ainda não sabe fazer uma Lei. A comissão mais importante da casa, responsável por fiscalizar se as leis não ferem a Constituição Federal. No inicio de seu mandato Vilmar Lima deu uma Constituição Federal para o vereador Hamilton, mas por sua atuação na câmara Vilmar parece nunca ter lido o livro. A volta do Lalá Na década de 90 Lalá de Ouro assumiu a cadeira de vereador por alguns meses em Senador Canedo, sua passagem pela câmara foi hilária devido as suas gafes. Neste mês o vereador o Paulo Roberto (PPS) afirmou que a atuação do vereador Vilmar Lima no Poder Legislativo superou a do ex-vereador Lalá. “O Vilmar ta ganhando do Lalá em gafes aqui na Câmara”, comparou Paulo. Laudeni dançou O secretário extraordinário do Governo do Estado, Daniel Messac (PSDB), anunciou que voltará para seu cargo de deputado estadual na Assembleia Legislativa. O deputado, que é segundo suplente do deputado eleito Ernesto Roller (PP), atual secretário de Segurança Pública, voltará no lugar da deputada Laudeni Lemes (PP), quarta suplente. Laudeni dançou2 Laudeni contou que não foi avisada sobre sua saída do cargo. “Vou esperar o governador me telefonar”. A parlamentar não quis se aprofundar na questão, mas é bom lembrar que no início do mês ela trocou o PSDB pelo PP. Indagado se anunciou sua volta a Laudeni, Messac afirmou que disse a ela, informalmente, na semana passada. Laudeni dançou 3 Como Messac também é suplente, pode desocupar a cadeira até abril, assim como Júlio da Retífica e Evandro Magal. É que os titulares Ernesto Roller, Flávia Morais e Túlio Isac terão de deixar os cargos que ocupam no governo para as eleições de 2010. Rombo da Celg 2 CPI da Celg vota, no próximo dia 12 de novembro, a quebra de sigilo de Adilson Ramos e também do advogado Alcimar de Almeida. Os dois são acusados pelo Ministério Público de receberem da estatal R$ 44 milhões em contratos sem licitação. Nelto disse que, até o momento, ele tem dois votos para conseguir as quebras de sigilo – precisa de mais um. Rombo da Celg 3 “Eu e o Aidar (Humberto, do PT) vamos votar pela quebra. Somos cinco deputados na CPI e precisamos de apenas mais um para sermos maioria. Acredito que o presidente (Helio de Sousa, do DEM) também vai votar com a gente”, disse. Operação Dilma O PT vai tentar turbinar a candidatura Dilma Rousseff neste fim de ano. Ela terá presença especial no programa em rede nacional de TV, em dezembro, e será a estrela de 30 das 40 inserções nacionais do partido. Os petistas também vão usar 10% das inserções estaduais para vender sua candidata. Susto tucano Ao passar pelo Departamento Médico do Senado, Marconi Perillo resolveu entrar para medir a pressão e decidiu dar um susto nos assessores e políticos que o aguardaram no corredor: “Minha pressão está a 18 por 14”. Diante do espanto, consertou: “É brincadeirinha, está 12 por 7”. Misael 2010 Representante de Senador Canedo na Assembleia, o deputado Misael Oliveira (PDT), já começou a procurar lideranças na cidade em busca de apoio para eleição de 2010. Misael foi o deputado estadual mais votado no município em 2006, derrotando Laudeni Lemes(PSDB). Em suas caminhadas por Senador Canedo Misael já entrou em contato com vereadores da cidade em busca de apoio. 1998 é o marco zero para a Sefaz alcidista Para convencer de um descompasso entre a despesa com a folha salarial e a receita tributária do Estado, o secretário-pepista Jorcelino Braga iniciou seu levantamento a partir de 1998, primeiro ano dos governos Marconi. Em 2007 fez o mesmo para anunciar a reforma administrativa e o déficit fiscal no Estado. Não deu outra: deputados marconistas eram só irritação ontem na Assembleia. Ciuminhos O secretário de Educação de Senador Canedo, Alerandre Gonçalves ficou enciumado com a presença do secretário de Educação de Aparecida, Domingos Pereira, no 1º Grito Contra Violência Infantil promovido pela primeira dama Izaura Cardoso. “Na hora que falaram o nome dele, me deu vontade de ir embora na hora”, murmurou Alerandre. Ninho de cobras Na última sessão da câmara de Senador Canedo, o vereador Sérgio Bravo(PSB), pediu a palavra para conclamar união dos vereadores para as eleições de 2010 e 2012. Segundo o vereador o Poder Legislativo da cidade tem nomes com condições de disputarem um mandato de deputado estadual e a própria sucessão do prefeito Vanderlan Cardoso. Para o vereador se a desunião continuar a imperar na casa, eles nunca passaram de vereadores. Lula X Globo “Não seria bom para o Brasil se a gente tivesse apenas uma televisão produzindo novela. Não seria bom para o Brasil se a gente tivesse apenas uma televisão dando informações”, disse o presidente, em referência à líder Globo, sem citá-la. Lula X Globo 2 “O que está acontecendo na verdade? Essas alternativas estão permitindo que o povo brasileiro não seja vítima de alguns formadores de opinião pública que não querem formar opinião pública, mas querem conduzila a um pensamento único, a uma verdade única, sem permitir que as pessoas tenham possibilidade de ter opções de informação.” Grana do DF O prefeito de Aparecida, Maguito Vilela, se reuniu com o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira, e saiu feliz da vida com a promessa de que nos próximos 20 dias será liberada parte dos R$ 8 milhões para obras em pelo menos 13 bueiros e pontes de Aparecida de Goiânia. Deputado terá cota individual de R$ 500 milO martelo foi batido no governo: cada deputado na Assembleia terá cota de R$ 500 mil em emendas ao Orçamento do Estado de 2010. A cota era de R$ 400 mil, o que resulta num aumento de 25%. Alguns deputados queriam R$ 1 milhão. Relator da matéria, o deputado tucano Jardel Sebba (foto) diz que vai propor que só se vote o Orçamento depois que as emendas estiverem carimbadas: “Já recebemos pouco.”
Otoni: “Aliança com Alcides para 2010 está consolidada ”A aliança com o governador Alcides Rodrigues (PP) para a sucessão estadual do ano que vem está consolidada, afirma o deputado Rubens Otoni (PT), que ontem participou de balanço sobre as costuras políticas nos Estados com a ministra-presidenciável Dilma Rousseff. “Não existe mais dúvida no PT de que o governador é nosso aliado e estará conosco em 2010. Ele já consolidou essa aliança com o presidente Lula”, afirma Otoni. “A dúvida, que será resolvida somente depois de março, e não antes, é se teremos uma ou duas chapas da base lulista para o governo estadual. Para liderar uma chapa, o pré-candidato a governador precisa ser quem mais agrega apoios partidários”, diz o petista, que defende única chapa. Otoni afirma que a aliança entre Alcides e Lula está selada há algum tempo, não tendo nada a ver com a autorização do Tesouro Nacional para o governo goiano captar empréstimo de R$ 280 milhões no mercado. “Isto é mérito do esforço fiscal da gestão de Alcides, nada mais”, ressalta.
Segunda-feira, Novembro 09, 2009ASSISTA O PREFEITO DE SENADOR CANEDO VANDERLAN NO PROGRAMA PAULO BERINGHSParte 1 Parte 4 Parte 3 Parte 4 Sexta-feira, Novembro 06, 2009Para Iris, “PMDB está se reciclando”Ao lançar o programa de coleta seletiva de lixo de Goiânia (leia mais na página 3), o prefeito Iris Rezende (PMDB) disse ontem que seu partido também está “se reciclando” para entrar com “muita força” nas eleições estaduais do ano que vem. O peemedebista destacou programas da Prefeitura em diferentes áreas e rebateu as críticas do PSDB à sua administração.
“O PMDB vem se reciclando a cada dia. Tem prefeitos novos, vereadores novos, deputados novos, filiações novas, é um partido em efervescência”, afirmou Iris, quando perguntado sobre o programa do partido para 2010. “É um partido que realmente se movimenta e que, juntamente com partidos aliados, marchará para as eleições do ano que vem com muita força”, afirmou ainda o prefeito. A declaração de Iris vem após nova onda de trocas de ataques entre ele o senador Marconi Perillo (PSDB). Ambos ex-governadores por dois mandatos, o peemedebista e o tucano estão empatados na preferência do eleitorado a 11 meses das eleições, conforme mostrou pesquisa Serpes/O POPULAR publicada dia 19. Ao citar as novas filiações, o prefeito fez referência ao ingresso do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, no PMDB. Questionado, em entrevista coletiva, sobre a decisão de Meirelles de se posicionar sobre a disputa estadual somente em março, Iris voltou a defender a definição dos integrantes da chapa até o final deste ano. Mas ressaltou que é apenas uma “recomendação” baseada em sua “experiência política”. “Foi uma recomendação. O partido precisa antecipar, justamente para buscar as alianças com outros partidos. Se deixar tudo isso para a última hora, poderá chegar numa situação incontrolável”, disse o prefeito. “Então, com a minha experiência, fiz uma recomendação de que o partido tem, se possível até o final do ano, de definir os nomes e esses nomes comecem a pensar em plano de governo, a buscar alianças, sem o mínimo de arranhão ou de desrespeito à Justiça Eleitoral”, disse Iris. Gestão Ao discursar no lançamento da coleta seletiva, em evento realizado no Paço Municipal, Iris destacou a ação da Prefeitura na redução dos custos com o custeio da máquina – tema recorrente em seus pronunciamentos. O tom administrativo também foi adotado na entrevista concedida na chegada para a solenidade. Acerca da redução das despesas com a máquina, Iris disse que o “neoliberalismo” impôs a ótica da terceirização de serviços públicos, mas que, em sua gestão, a rescisão de contratos de locação de máquinas, por exemplo, representou economia de até 50% para a Prefeitura. Iris se emocionou ao agradecer à presença de populares e auxiliares no lançamento da campanha da coleta seletiva. Foi quando disse ver uma “grande união de esforços” da população em torno do crescimento da cidade e destacou a participação de brasileiros de diversas partes do País na fundação de Goiânia. Em entrevista, Iris afirmou que a capital é “exemplo para o País”. “É a cidade com as melhores praças, com os melhores parques, com a melhor área verde, é a cidade mais limpa, é a cidade do povo feliz”, afirmou o peemedebista. O prefeito voltou a destacar a atuação de sua administração na pavimentação urbana e na construção de praças. “Goiânia hoje está toda asfaltada, contando, em cinco anos, com quase 400 praças urbanizadas”. Segundo ele, o número de praças feitas em sua administração é o mesmo feito nos “últimos 50 anos”. Com o programa de coleta seletiva de lixo, Iris procura dar maior visibilidade à política ambiental e de conservação urbana da capital. Segundo auxiliares, no campo eleitoral a medida visa dar perfil de “maior modernidade” à administração peemedebista enquanto Iris tenta pavimentar sua candidatura ao Palácio das Esmeraldas. Segunda-feira, Novembro 02, 2009Repasses do FPM em outubro aumentam 2,9%Municípios recebem sexta-feira (30) os repasses do terceiro decêndio de outubro do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), o equivalente a R$ 740,08 milhões em valores líquidos, ou seja, com a retenção do Fundeb descontada. Somados a esses valores, foram creditados R$ 377,28 milhões de repasses extras referentes a dívida ativa e classificação de receita, também em valores líquidos.
Com estes repasses extras da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), o FPM de outubro soma, em valores brutos – sem os descontos do Fundeb – R$ 3,65 bilhões, valor 2,9% maior que os R$ 3,54 bilhões do mesmo período do ano passado. “Com este resultado, decorrente destes três repasses extras, a maioria dos Municípios não receberá complementação do FPM relativa a outubro”, explica o presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski. Ainda de acordo com Ziulkoski, o resultado deste mês não indica recuperação do Fundo, “porque o montante só ficou acima de 2008 devido aos repasses extras referentes a meses anteriores”. Em valores corrigidos pelo IPCA, o mês de outubro representa queda de 0,9% em relação ao ano passado: de R$ 3,68 bilhões em 2008 para R$ 3,65 bilhões em 2009. O levantamento da CNM, que acompanha mês a mês a evolução do FPM nos últimos anos, também indica que os repasses do FPM estão voltando aos patamares de 2007. “Todo o crescimento acumulado em 2008 já foi superado este ano”, explica Ziulkoski. No comparativo mês a mês – janeiro a outubro – do FPM, em valores brutos e corrigidos pelo IPCA, a diferença entre 2008 e 2009 é de 9,4%, queda de R$ 42,38 bilhões para R$ 38,42 bilhões. O presidente da CNM também destaca que os repasses extras da STN são resultado da mobilização dos prefeitos. “A verdade é que a proposta do ‘novo’ não deu certo”Pré-candidato do PMDB ao governo estadual, o prefeito Iris Rezende afirma que o teste de gestão a que o grupo PP-PSDB – agora em crise – foi submetido será o trampolim para a volta dos peemedebistas ao Palácio das Esmeraldas. Em entrevista ao POPULAR, no Paço Municipal, Iris afirma que venceu as eleições em Goiânia em 2004 e 2008 porque a proposta do novo, feita pelo hoje senador Marconi Perillo (PSDB), “não deu certo” – em referência ao bordão do tempo novo cunhado pelo tucano.
O governador Alcides Rodrigues tem dito que o índice de 73% de indecisos na pesquisa Serpes/ O POPULAR, na consulta espontânea, indica um espaço para um projeto político eleitoral alternativo ao do PSDB e ao do PMDB. O senhor acredita que há espaço para isso em Goiás? Uma suposição, não gosto de falar em hipótese, mas se amanhã me declarasse candidato a governador, não tenho dúvida de que aquela porcentagem de 40% que eu tenho lá viria para 50%, porque na verdade como você vai buscar (um resultado) numa manifestação espontânea se eu nunca falei que sou candidato? Mas acho que tem campo para outros candidatos, sem dúvida. Disputei a prefeitura de Goiânia em 2004 com mais sete postulantes e não ganhei no primeiro turno por uma diferença pequena. Acho que o número de candidatos não prejudica, pelo contrário, dá oportunidade para uma discussão mais abrangente das questões que afligem o Estado. Esse crescimento aconteceria também para Marconi Perillo (PSDB) se ele afirmasse que é candidato e, consequentemente, isso reduziria o espaço para a terceira via? Uma terceira via tiraria voto de onde? Do lado de lá. No momento em que o governador faz surgir essa terceira via, é para tirar alguma coisa do lado de cá. Mas ela (a candidatura) vai penetrar muito mais fortemente no terreno que tem sido comum deles, e agora, ao que parece, há uma disposição de candidatura própria. Sobretudo sob a liderança do PP e do governador. O senhor acha que é possível essa idéia de terceira via em Goiás? Pela experiência que acumulou, existe espaço em Goiás para uma alternativa aos grupos que tradicionalmente se enfrentaram numa disputa eleitoral? Ninguém pode negar a liderança do governador, tanto é que ele chegou ao governo. É um político de tradição em Goiás. Agora, eu o vejo em condição de liderar uma terceira via? Acho que sim, sobretudo na área em que ele está integrado. No nosso terreiro, o avanço será pequeno. Por que, prefeito? Porque ele foi sempre ligado às forças de lá. Segundo a pesquisa Serpes, o governo de Alcides é considerado bom e ótimo por cerca de 34% das pessoas. Um governo essa imagem consegue reunir força política suficiente para construir um projeto eleitoral alternativo? Tem, indiscutivelmente. Ele (Alcides) tem sido um chefe de governo humilde, esforçado e, embora em pequena dosagem, tem mostrado ao Estado que a situação do governo que ele recebeu era a mais precária possível. Então tudo isso dá a ele condições para um bom desempenho eleitoral. Prefeito, se o senhor fosse pesquisado pelo Serpes, como avaliaria o governo de Alcides: ótimo, bom, regular, ruim ou péssimo? Na minha condição eu diria que tenho que avaliar o governo levando em conta a situação em que ele recebeu o Estado – segundo a gente vai pinçando pela própria imprensa, pelas declarações do governador e dos próprios auxiliares – ele recebeu um Estado arrebentado, a Celg falida, Saneago em dificuldades profundas, um déficit de R$ 100 milhões por mês. Se ele tivesse recebido um Estado em situação boa e tivesse feito o que tem feito, a minha nota não seria de governo bom. Mas, levando em conta a situação do Estado que ele recebeu, e ele tem conseguido um desempenho razoável, então a minha nota é maior, porque quem milita na política, quem conhece administração pública como eu conheço, tem de levar em conta a situação do Estado que ele recebeu. E, segundo consta, foi de uma situação precária. O senhor tem dito que a próxima eleição será muito apaixonante... Vai ser uma eleição emocionante porque vai ficar mais nas mãos do eleitor do que de lideranças, porque normalmente quem dita comportamento social numa época de eleição é o líder. Por que a próxima eleição será diferente? É porque é o próprio povo quem vai definir quem é o melhor, porque ele conhece os dois. Hoje nós temos três forças políticas: o PMDB e os seus partidos aliados; o governo do PP e os seus partidos aliados; e o PSDB com os seus partidos aliados. Lá no PSDB, a liderança maior, indiscutivelmente, é o senador Marconi; no PP é o governador Alcides, e no PMDB é esse grupo aí que vem se colocando na oposição desde que perdemos a eleição para governador em 1998. Bem, então o povo conhece hoje de sobra Iris e os seus companheiros. Conhece de sobra Marconi e os seus companheiros. Conhece de sobra Alcides e os seus companheiros. Então, vai ser fácil demais para o povo definir. Demais. Na sua opinião, o que o eleitor vai levar em conta para se definir por um por um desses projetos eleitorais? Qual será o discurso, qual o mote da campanha do ano que vem? Competência administrativa. Sistema de administrar. Responsabilidade, sobretudo na condução dos negócios públicos. Então, a hora em que começar a campanha, forem definidos os candidatos, você vai notar. Não vai adiantar propaganda bonita, o povo não vai se deixar enganar, o cidadão vir e oferecer 400 mil casas, 200 mil empregos, não adianta isso mais. “Vou asfaltar o mundo, vou fazer isso, aquilo”, não vai (adiantar prometer). Como é que vou falar de uma coisa se ocupei o governo e não dei conta? Por que é que agora vou dar conta, por que agora vou fazer? Então, é o conhecimento que o povo tem desses líderes. Quando fui candidato em 1982, o primeiro item era de que o Iris representava a reação a um sistema de arbítrio implantado no País. Valeu um pouco o meu comportamento como prefeito de Goiânia, quando fui cassado. Hoje o povo sabe qual é o sentimento que cada um tem com as classes mais sofridas. É a vivência que cada um (candidato) tem na política que vai fazer o povo abraçá-lo ou despedí-lo. Na eleição de 1982, o senhor era um representante da luta contra o arbítrio e tinha uma imagem de administrador em Goiânia. Em 1990, defendeu a reconstrução do Estado em crise no final do governo Santillo. Em 1998, defendeu a imagem dos governos do PMDB e o povo optou pelo novo, pela mudança. Agora... O povo acostumou com obras, com tudo. Pelo que está falando, a marca do PMDB continua sendo a de construtor de obras. O que vai diferenciar o discurso de agora daquele de 1998? Construção de obras, valorização da pessoa humana, a competência de gestão... Por que você acha que fui eleito prefeito em Goiânia há cinco anos? Foi pelo conhecimento que o povo de Goiânia tinha do meu comportamento em frente à administração. Foi por isso. Quando eu decidi pela candidatura a prefeito, já haviam sete postulantes. Fui o oitavo. E você veja bem que, no segundo turno, se juntaram todos contra mim. O presidente Lula apoiou o Pedro Wilson, porque era o candidato do seu partido. O governador Marconi apoiou publicamente em caminhada o seu candidato. Não adiantou nada. Por quê? Porque eu já era conhecido. E o novo já não deu certo. A verdade é essa. O novo em Goiânia não deu certo. Então, esse processo vai repetir, eu acredito. Agora, não quero dizer em termos de nome, mas em termos de forças políticas, como é que essas forças se comportam na administração. Goiânia não deixa de ser um espelho. O povo está notando qual o comportamento dessas forças com o poder nas mãos. É uma situação bem diferente, bem especial. O PSDB construiu a imagem de que fez uma administração modernizadora. Não é um partido de obras, mas fala em uma gestão de modernização do Estado e também de preocupação com o ser humano, com investimentos na área social. O senhor não acha que esse é um discurso forte para contrapor ao do PMDB? O povo quer resultados. Muita propaganda se fez. Que inovação experimentamos? Foi na área da informática, com o avanço da informática em todo o mundo. O governo tinha de aproveitar todo esse potencial que tinha às suas mãos. Bem, mas e o social? Onde ficaram as casas populares que anunciaram naquela época? Não sei. Mas e as conquistas sociais, como distribuição de renda por meio de programas como Renda Cidadã? Não, espera aí! A primeira preocupação com o social tem de envolver a família, a moradia. Tem de envolver um bom ensino, boa saúde, desenvolvimento. Porque pensar em social não é simplesmente distribuir esmola. Pensar em social é valorizar, dar oportunidade para a pessoa se desenvolver. E é isso que estamos fazendo na Prefeitura de Goiânia, sem barulho, sem publicidade. Hoje a população de Goiânia é feliz. Claro que numa população de um milhão de habitantes você não põe 100% (das pessoas) felizes. Mas, de modo geral, a autoestima do goianiense está alta, levantou, se agigantou. De conversa e publicidade, o povo anda cheio. Por isso eu digo: todos são conhecidos. Alguns prometeram e não fizeram. Essa é a grande verdade. Uma das forças, o PSDB, está se preparando para se colocar na oposição ao governo do Estado. O senhor acha que a entrada do PSDB na oposição vai complicar o discurso do PMDB? Eu até me reservaria para fazer uma avaliação dessas num futuro, não hipoteticamente. Estou pagando para ver o comportamento dessas forças em relação ao governo estadual, porque acho até que isso vai dar ensejo ao próprio governo, se isso acontecer, de abrir a caixa-preta que até muita gente desconhece. Apenas sei que o governador encontrou o Estado numa situação difícil, com déficit de R$ 100 milhões, mas a caixa-preta não se abriu. Por que o Estado chegou a essa situação? O povo não sabe e precisa saber. E a campanha vai incendiar isso. O que levou o Estado a essa situação? Naquela época não existia ainda crise internacional que passamos a experimentar no último ano. Então há muita coisa aí a se discutir. O senhor acha que, por isso, o PSDB vai ficar neutro na relação com o governo? Tem de perguntar isso para eles. Eu sei qual a posição que nós vamos tomar. Essa eu posso dizer, com o incentivo dos companheiros todos. Não há risco de o PSDB romper com o governo e sobrar para o PMDB a responsabilidade de apoiar esse governo, a governabilidade e até, lá na frente, justificar esse governo? O PMDB tem de ter um comportamento exemplar como sempre procurou ter. Não podemos trazer a política para um nível que prejudique os interesses populares, do Estado. O PMDB nunca reivindicou um cargo no governo Alcides, e tem dado apoio. Por quê? É o espírito público que norteia nossos sentimentos. O PMDB nunca apoiou o governador, nem apoiaria se por acaso chegasse aí uma mensagem consolidando interesses de terceiros, interesses pessoais. O governador tem sempre encaminhado (à Assembleia) projetos do interesse do governo e, assim, o PMDB não deixará de apoiar mesmo em época eleitoral. Não precisamos adotar o caminho do “quanto pior melhor”, porque temos história. Se o jovem não sabe o comportamento do PMDB, o pai dele e o avô sabem. Amostra do debate de 2010Um pequeno curto circuito ocorreu novamente entre PSDB e PMDB na semana passada, o que levou o prefeito Iris Rezende e o senador Marconi Perillo a trocarem algumas acusações indiretas. Esses atritos, que existem desde o primeiro embate entre tucanos e peemedebistas, em 1998, vão ficar mais intensos na medida em que as eleições forem se aproximando, pois, a menos que ocorra um imprevisto, a disputa será novamente entre os dois rivais atuais da política goiana, como atestou a pesquisa Serpes/ O POPULAR, divulgada na edição do dia 19 de outubro.
O PSDB está atuando em duas frentes. Ora consome parte do tempo de suas lideranças no embate com o PP do governador Alcides Rodrigues, o que inclui defender a imagem dos dois governos tucanos em Goiás – e em especial, a de Marconi, maior capital político do grupo –, ora no enfrentamento direto com os peemedebistas. Na semana passada, a luta com os pepistas arrefeceu depois que ela chegou a uma intensidade tal que o próximo passo, tanto de um lado como do outro, seria o rompimento. Como esse passo não interessa a nenhuma das duas partes, por vários motivos os quais não cabe agora avaliar, houve uma distensão, abrindo espaço para os tucanos atuarem na outra arena, a do enfrentamento com o PMDB. O troca-troca de cutucões entre os dois principais líderes partidários apresenta um aperitivo do que deverá ocorrer no debate eleitoral de 2010. Aparentemente, será mais do mesmo, isto é, uma repetição dos argumentos de ambos os lados nas últimas três campanhas que o eleitor goiano já conhece de cor. PSDB e PMDB sabem, contudo, que vão precisar sofisticar sua argumentação, não apenas para chamar a atenção do eleitor, que poderá se mostrar cansado do mesmo discurso de anos seguidos, como porque a decisão de uma eleição leva em conta as circunstâncias de cada momento, fatos conjecturais e até emocionais. Numa disputa tão acirrada como promete ser a de 2010, esses fatores devem ser levados em conta, pois poderão fazer a diferença na hora da decisão final. Assim a pergunta que ambos os partidos deveriam estar se fazendo é: com que discurso eu vou para a eleição? Em 1982, em sua primeira disputa para governador, Iris Rezende apresentou-se como representante na luta contra a ditadura militar, respaldado ainda pela memória que os goianos guardavam de sua administração “revolucionária”, segundo suas palavras, na Prefeitura de Goiânia (1966—1969). Na segunda disputa, em 1990, o Estado passava por grave crise política e administrativa, no final do mandato do governador Henrique Santillo, possibilitando a Iris se candidatar para tirar o Estado da paralisia em que se encontrava. Em 1998, Iris fez sua primeira campanha como candidato situacionista e perdeu. Apegou-se ao histórico do PMDB em suas duas administrações e no governo de Maguito Vilela, mas não convenceu o eleitor de optar pela continuidade. O histórico eleitoral de Marconi também revela variações no discurso político-eleitoral. Ele se apresentou como o tempo novo da política goiana e, apesar de boa parte de seus aliados serem tradicionais na política estadual, convenceu o eleitor de que era novo em relação aos 16 anos de governos peemedebistas. Em 2002, ele já não era mais mudança, mas continuidade e o eleitorado decidiu prorrogar por mais quatro anos seu mandato. Em 2006, a mesma idéia de continuidade prevaleceu, elegendo Alcides para governador e Marconi para senador com aproximadamente 2 milhões de votos. Nesses 12 anos que separam o primeiro embate entre Marconi e Iris do pleito de 2010, alguns fatos políticos mudaram substancialmente a relação dos partidos com a sociedade e, consequentemente, a visão do eleitorado sobre as lideranças partidárias. Entre eles, destaque para as duas eleições de Iris para prefeito de Goiânia (2004 e 2008) e o governo de Alcides. À frente da Prefeitura, Iris teve a oportunidade de recompor sua imagem, desconstruída nas eleições de 1998 e de 2002. Já o governo Alcides conseguiu o que nem o mais antimarconista dos peemedebistas alcançou, arranhar a imagem de Marconi de bom administrador e de político com responsabilidade com os gastos públicos. A disputa de 2010 acontecerá neste contexto, portanto, será bem diferente dos embates anteriores. Iris já deu mostras de que continuará defendendo o mesmo discurso de disputas passadas, o de que o PMDB é o partido que mais investe em infraestrutura no Estado. Confia que essa idéia terá liga com as expectativas do eleitor, que ele identifica como carente de obras, e, também, que se beneficiará da comparação que agora será possível fazer entre o que os peemedebistas e os tucanos fizeram em seus governos. No embate diário, como o que ocorreu na semana passada, o PSDB mantém-se firme no discurso de que representa a visão de um Estado moderno, que busca o futuro por meio de ações de promoção do desenvolvimento econômico e de investimento em programas sociais, que os tucanos consideram o legado dos governos marconistas, contra a visão tradicionalista que atribuiu aos adversários peemedebistas. Falta aqui uma liga no discurso tucano com a nova realidade política do Estado, fruto da combinação da recuperação da imagem de Iris com o arranhão na imagem de Marconi. O PMDB já fez sua aposta, e, pelo que mostra a pesquisa, parece que esse discurso irista pega em Goiânia e em seu entorno. Resta saber se ele se estenderá a todo Estado. Já os tucanos ainda tateiam em busca de um discurso adequado. A idéia de uma gestão modernizadora pode ser atraente para o segmento formador de opinião pública, mas é pouco convincente para a massa de eleitores. O embate interno com o PP roubou tempo e energia do PSDB para pensar no futuro. Cileide Alves
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