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Sexta-feira, Outubro 30, 2009

Prefeito de Senador Canedo defende candidatura de Sandro Mabel à Governador em 2010

Hoje (30) pela manhã, durante a apresentação do programa Cá Entre Nós, o prefeito de Senador Canedo, Vanderlan Cardoso (PR), foi entrevistado por Altair Tavares, Marcelo Heleno e Vassil Oliveira, por telefone e ao vivo. O assunto debatido entre os quatro foi o fato de, no último final de semana, o nome do deputado Sandro Mabel (PR) ter sido lançado como opção ao governo do Estado nas Eleições 2010.

Durante sua participação, que durou cerca de cerca de 15min, Vanderlan defendeu que o PR lance candidato próprio em 2010. O prefeito de Senador Canedo ainda adiantou que, com certeza, uma aliança formada entre PP, o DEM, o PR e o PSB, podem os deixar mais fortes.

A entrevista

Vanderlan foi questionado pelo diretor de jornalismo da Rádio 730, Altair Tavares, sobre o fato de, há tempos, o prefeito ter citado o nome de Marconi Perillo como um 'bom candidato', o de sua preferência inclusive. “Porque a mudança?”, perguntou Altair.

E ele respondeu: “na verdade, eu sempre disse que Goiás tem bons candidatos. Eu citava o nome do senador Marconi Perillo, o nome do prefeito Íris Rezende, Henrique Meirelles, aliás, Goiás está nessas Eleições 2010 com bons candidatos”, disse Vanderlan.

Alianças

Sobre a possibilidade de outras ”siglas” se juntarem ao PR para a formação de alianças, ele foi positivo e incisivo. “Com certeza! Eu acho que uma aliança com o PP, o DEM, o PR, e nós também vamos ter o PSB, será forte”, afirmou o prefeito de Senador Canedo.

Apoio do governo

O apoio do atual governador é tido como fundamental para os pré-candidatos do PR. Questionado sobre a viabilidade de candidatura ocorrer, mesmo sem o “sim” de Alcides, o entrevistado se mostrou confiante.

“Eu acredito que sim, mas o apoio, nessa altura do campeonato, é fundamental. Nós temos certeza, o governador está defendendo uma outra opção apoiado pelo PP”, afirmou o prefeito.

Como definirão o candidato?

O atual momento é amistoso entre as lideranças do PR. Sandro Mabel está conversando com o Ronaldo Caiado, com Jorcelino Braga e com o presidente do PP, para que o candidato seja definido. “O que não pode é ficar polarizado no senador Marconi Perillo e o prefeito Íris Rezende”, reclama Vanderlan Cardoso.

Ouça a entrevista completa aqui

Jornal O Cidadão

Quinta-feira, Outubro 29, 2009

Laudeni fica sem mandato

O secretário extraordinário do Governo do Estado, Daniel Messac (PSDB), anunciou ontem à tarde que voltará para seu cargo de deputado estadual na Assembleia Legislativa. O deputado, que é se-gundo suplente do deputado eleito Ernesto Roller (PP), atual secretário de Segurança Pública, voltará no lugar da deputada Laudeni Lemes (PP), quarta suplente.

Messac disse ao Diário da Manhã que a base do PSDB cobrou que ele retornasse à Assembleia para apresentar projetos de interesse do partido. “Já cumpri todas as tarefas que me foram dadas enquanto estive na secretaria”. O tucano fez questão de frisar que sua volta é em clima harmonioso e não tem nenhum problema com Laudeni, nem com o governador Alcides Rodrigues. “Darei continuidade ao trabalho de Laudeni. Continuarei defendendo Alcides e os projetos do governo”.

Laudeni contou que não foi avisada sobre sua saída do cargo. “Vou esperar o governador me telefonar”. A parlamentar não quis se aprofundar na questão, mas é bom lembrar que no início do mês ela trocou o PSDB pelo PP. Indagado se anunciou sua volta a Laudeni, Messac afirmou que disse a ela, informalmente, na semana passada.

Krebs exige quebra de sigilo e lança desafio contra advogado

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o endividamento da Celg na Assembleia Legislativa tem incitado confrontos que vão além das versões conflituosas de governos que geriram a estatal. O duelo agora se dá entre o promotor de Justiça Fernando Krebs e o advogado Adilson Ramos Júnior. Ambos já depuseram à CPI.

O advogado afirmou que o Ministério Público, que move ações por improbidade administrativa contra o escritório em que atua, em razão de contratos firmados com dispensa de licitação com a estatal, age por motivações político-partidárias. A resposta de Krebs veio em forma de desafio. “Está lançado. Se quebrarmos o sigilo bancário dele e não encontrarmos nenhuma irregularidade, eu renuncio à promotoria.”

A quebra de sigilo bancário e fiscal de dois escritórios de advocacia contratados pela Celg – Alcimar de Almeida Advogados Associados e Ramos Advocacia, representado por Adilson – já havia sido defendida pelo promotor na segunda-feira (26), em depoimento na Assembleia. O argumento é o de que a quebra permitiria rastrear o destino de recursos provenientes do cofre público. Segundo o MP, os dois escritórios receberam da Celg R$ 44 milhões. Krebs chegou a provocar. “Quem não deve, não teme”. O desafio lançado ontem em conversa com DM evidencia convicção do promotor em relação à existência de irregularidades – ou, menos provável, disposição em deixar o cargo.

No dia seguinte, em depoimento, o advogado disse não ter nada a temer. Apesar do discurso tranquilo, rejeita realização à quebra do sigilo. Membro-titular da CPI, o deputado José Nelto (PMDB) diz ter informações de que a Ramos Advocacia dividiu R$ 17 milhões dos honorários com diretores da Celg.

Os depoimentos à CPI da Celg trouxeram à tona o jogo de acusações de ambos os lados. Na ação contra o advogado, que está na 1ª Vara da Fazenda Pública, o MP pede bloqueio de bens de Adilson. O advogado, por sua vez, levantou suspeição que Krebs agiu movido por interesses políticos. Segundo ele, a suspeição está sob análise da Corregedoria-Geral do MP. Krebs afirmou ontem que todas as suspeições foram julgadas improcedentes pela Corregedoria do MP.

Os “pês”
Krebs utilizou o histórico de atuação à frente da 57ª Promotoria de Goiânia para refutar as insinuações do advogado Adilson Júnior de que esteja agindo sob motivações político-partidárias. “Já processei na promotoria o prefeito Iris Rezende (PMDB), Marconi Perillo (senador-PSDB), Neyde Aparecida (secretária municipal-PT), Delúbio Soares (ex-PT), Pedro Canedo (PP), Evandro Magal (PP)... gente de todos os “pês” da vida. O MP não age politicamente e muito menos esse promotor que vos fala.”

Ele admite que não é a primeira vez que o MP ouve esse tipo de insinuação, mas destaca que ela geralmente parte dos políticos. “Normalmente, são os políticos que acusam o MP de agir politicamente.” Bate na tecla da isenção, e atribui a declaração à estratégia para desviar o foco das denúncias sobre ele próprio. “Em vez de fazer defesa técnica, preferiu partir para ataque pessoal.”


Deputado também provoca

Além do desafio lançado pelo promotor de Justiça Fernando Krebs, o advogado Adilson Ramos Júnior terá outro duelo pela frente. O deputado estadual José Nelto (PMDB-foto), integrante da CPI da Celg, também disse que abre seu sigilo bancário, caso Adilson quebre o seu sigilo. “Se ele não quer abrir seu sigilo é porque tem maracutaia. A CPI vai brigar até o último minuto para conseguir a quebra do sigilo bancário do senhor Adilson”, explicou.

A CPI da Celg vota, no próximo dia 12 de novembro, a quebra de sigilo de Adilson Ramos e também do advogado Alcimar de Almeida. Os dois são acusados pelo Ministério Público de receberem da estatal R$ 44 milhões em contratos sem licitação. Nelto disse que, até o momento, ele tem dois votos para conseguir as quebras de sigilo – precisa de mais um.

“Eu e o Aidar (Humberto, do PT) vamos votar pela quebra. Somos cinco deputados na CPI e precisamos de apenas mais um para sermos maioria. Acredito que o presidente (Helio de Sousa, do DEM) também vai votar com a gente”, disse. Além dos três citados acima, os demais integrantes da CPI são os deputados Daniel Goulart (PSDB) e Coronel Queiroz (PTB).

Record sofre de “preconceito”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem que a TV Record, ligada à Igreja Universal do Reino de Deus, é “vítima de preconceito”, como ele diz já ter sido. A declaração foi feita durante discurso na inauguração de dois estúdios da rede de televisão no centro de produções Rec Nov, em Vargem Grande, na zona oeste do Rio. Lula mexeu em câmeras e claquetes e, sem saber que microfones à sua volta estavam ligados, perguntou pelo bispo Edir Macedo, fundador da Universal e da Record, que está em viagem à África. Lula citou a atriz Cristina Pereira, contratada da Record que militou pelo PT e fez campanhas ao seu lado. “Cristina saía para bater bumbo com metalúrgico, vítima de preconceito, como a Record é vítima de preconceito.”

Alcides se esquiva de discutir seu próprio projeto político

O governador Alcides Rodrigues (PP) disse ontem que ainda não definiu projeto político para o próximo ano e que nunca conversou sobre o assunto com a cúpula nacional do partido. Reportagem do jornal O Globo informou na terça-feira que, em meio às negociações do PP com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para fechar aliança na disputa pela Presidência da República, estava a exigência de apoio do PT à candidatura de Alcides ao Senado.

“Não li a matéria. Nunca conversei a respeito deste assunto. Tenho me esquivado de assuntos políticos, principalmente os mais polêmicos. Não tenho nada a declarar, portanto. Vou até procurar ler (a reportagem)”, disse o governador, em evento de anúncio da redistribuição dos recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) para Goiás, no Palácio Pedro Ludovico Teixeira (leia reportagem na página 13).

Alcides confirmou que participaria do jantar com a ministra, ontem em Brasília, acompanhado do presidente estadual do PP, Sérgio Caiado, secretário de Infraestrutura. “Espero que tenha lá uma comida bastante saborosa, além é claro de assunto que interessa ao nosso Estado. Vamos lá para ouvir e, se possível e conveniente, vamos também opinar”, brincou.

O pepista, que é presidente de honra do PP nacional e único governador do partido, voltou a dizer que quer lançar candidatura própria ao governo, mas repetiu que não é o momento de definição de nomes. “Todo partido procurar um candidato é natural, lógico.” Questionado se o PP tem um possível nome ao governo, ele respondeu que há “vários”, sem nominá-los. “Não vou nominar porque tenho pregado que não é hora de fazer política. Não nos assusta hora nenhuma candidaturas já postas que tenham porcentuais já um pouquinho maiores que outras ainda não postas.”

Celg
Pela manhã, Alcides falou do impacto da crise na Celg no Tesouro Estadual e do risco de atraso de salário do funcionalismo. “Hoje estamos quitando o mês de outubro. Temos feito uma ginástica muito grande para que isso aconteça”, disse, explicando que é alto o valor pago de serviço da dívida e as perdas com ICMS não pago pela Celg.

“O déficit na Celg gira em torno de R$ 70 milhões por mês. Imaginem os senhores se tivéssemos aplicando esses recursos em obras importantes, programas para a população. No entanto, estamos bancando a Celg”, afirmou, referindo-se aos quase R$ 500 milhões da dívida de ICMS da companhia.

Quarta-feira, Outubro 28, 2009

Heráclito chama Suplicy de ‘corno’ e vídeo vai à web



Um par de vídeos pendurado na web tornou-se oportunidade para uma visita à fronteira que separa o Senado do balcão de uma birosca.

O Senado é uma coisa, a birosca é outra. Mas, por vezes, os dois ambientes se interpenetram.

Graças ao eleitor do Piauí, Heráclito Fortes pertence ao mundo do Senado, não ao universo da birosca.

Reza a praxe, que, no ambiente parlamentar, mesmo o pior desafeto deve ser tratado por “excelência” e “nobre colega”.

Porém, ao discutir suas diferenças com Eduardo Suplicy num programa de TV piauiense, Heráclito como que encostou a barriga no balcão da birosca.

Deu-se há cinco dias. Abandonando a sua reconhecida verve humorística, o senador ‘demo’ aproximou-se do cangaço parlamentar.

O apresentador da atração formulou a Heráclito a pergunta de uma telespectadora. Queria saber se seus embates com Suplicy eram temperados pela “inveja”.

Vale a pena ouvir Heráclito: “Inveja? Eu não sou corno! Eu não tenho inveja de corno! Me respeite, menina! [...] Eu vou ter inveja do Suplicy por quê?”

Em resposta a outra pergunta, Heráclito pespegou em Suplicy um segundo adjetivo acerbo. Disse que o contendor tornou-se um personagem “idiotizado”.

“Depois de ele ter posado de sunga, de calcinha lá nos corredores do Senado, para atender aquela Sabrina Sato, ele idiotizou-se”.

Suplicy decidiu responder a Heráclito com o cavalheirismo do seu silêncio. “Não vou comentar”, disse o senador ao repórter.

Pode-se atribuir a Suplicy muitos defeitos. Pode-se dizer que, às vezes, ele agride a própria imagem. Mas jamais arranhou as boas maneiras.

Num instante em que Heráclito homenageia a retórica da birosca, vale aproveitar a visibilidade do banditismo carioca para recordar uma frase.

Um comentário que o traficante Elias Maluco fez aos policiais que o estapearam no instante em o conduziam, algemado: “Não esculacha”.

Terça-feira, Outubro 27, 2009

Lula, o filho do Brasil

Terça-feira, Outubro 20, 2009

Magal é condenado por improbidade

Suspensão dos direitos políticos por cinco anos foi uma das penas que a juíza Elizabeth Maria da Silva, da 1ª Vara de Fazenda Pública Estadual, aplicou ao deputado e líder do Governo na Assembléia, Evandro Magal (PP), por improbidade administrativa. A ação foi proposta pelo promotor Fernando Krebs, em 2005, quando Magal era presidente da Metrobus e resolveu estampar nas traseiras dos ônibus o símbolo de sua campanha para prefeito de Caldas Novas.

A sentença judicial foi divulgada ontem e prevê ainda o ressarcimento integral do dano ao erário público (o valor que a Metrobus gastou com os adesivos) mais pagamento de multa referente a 12 vezes o salário que Magal recebeu na estatal.

“Achei a pena muito pesada para a infração cometida, se é que houve infração. Quando tomei conhecimento que o Ministério Público iria propor uma ação, mandei retirar imediatamente os símbolos dos ônibus que já haviam sido plotados”, argumenta Magal, acrescentando que “não houve lesão ao patrimônio público porque os adesivos eram muito baratos”.

O pepista diz que o recurso já está pronto e que deve ser protocolado hoje junto ao Tribunal de Justiça de Goiás. Se tiver decisão desfavorável, Magal pode recorrer ainda ao Superior Tribunal de Justiça e ao Supremo Tribunal Federal.

“É bem provável que uma sentença definitiva neste processo seja demorada. Mas a decisão da juíza é importante no sentido de que o réu responde hoje pela liderança do Governo na Assembleia, não é apenas mais um deputado, e nem por isso o uso da máquina para fins eleitoreiros deixou de ser punido”, analisa Krebs.

Com planos de disputar a reeleição no próximo ano, Magal enfrenta ação proposta pelo PSDB por infidelidade partidária – ele deixou a sigla tucana para se filiar ao PP no início deste mês. O processo contra o deputado corre no Tribunal Regional Eleitoral e a relatoria está também com a juíza Elizabeth Maria.

Segunda-feira, Outubro 19, 2009

Eleições 2010 - Iris e Marconi empatados

O senador Marconi Perillo (PSDB) e o prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), polarizam a disputa para o governo estadual, mostra a primeira rodada da pesquisa Serpes/O POPULAR sobre as eleições de 2010, realizada entre os dias 10 e 14. O tucano e o peemedebista, ambos ex-governadores do Estado, estão tecnicamente empatados nas quatro simulações – de sete apresentadas aos eleitores – em que são colocados em confronto (veja quadro). O senador aparece à frente quando, em vez de Iris, o candidato peemedebista é o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles.

A margem máxima de erro da pesquisa, que entrevistou 1.001 eleitores, é de 3,1 pontos porcentuais, para mais ou para menos. As simulações alternam na disputa o senador, os dois peemedebistas, o deputado federal Rubens Otoni, o candidato do PSOL, Washington Fraga, e os três pré-candidatos apoiados pelo governo de Alcides Rodrigues (PP) – o vice-governador Ademir Menezes (PR), o secretário da Fazenda, Jorcelino Braga (PP), e o deputado federal Ronaldo Caiado (DEM).

Na primeira simulação, em que todos os pré-candidatos ao governo são apresentados ao eleitor, Marconi tem 38,7% das intenções, diante de 37,1% de Iris. Meirelles tem 9,1%, Caiado aparece com 3%, Otoni, com 2,4%, Ademir obtém 0,8%, Braga tem 0,6% e Fraga, 0,1%.

Quando o candidato da base de Alcides é Ademir, Marconi tem 42,7% e Iris, 40,9%. Otoni aparece nesse cenário com 4,3% e o vice-governador, com 1,4%. Washington Fraga, tem 0,3%.

Na disputa contra Braga, Marconi tem 43% das intenções e Iris, 41%. Já Otoni obtém os mesmos 4,3% da simulação anterior e o secretário da Fazenda, 0,6%. Já Washington Fraga tem 0,4%.

Quando o candidato apoiado pelo governo Alcides é Caiado (DEM), Marconi aparece com 42,2% e Iris, com 40,1%. Otoni obtém, nesse cenário, 4,1% das intenções de voto e o democrata, 3,2%.

Meirelles
Marconi lidera as outras três simulações da pesquisa, em que o candidato do PMDB é Meirelles. Quando Otoni e Ademir estão na disputa, o senador tucano obtém 56,2% das intenções de voto. Meirelles aparece com 19,8%. O deputado petista tem 4,7% e o vice-governador, 2,5%. Fraga aparece com 0,2%.

Na simulação com Braga, Marconi tem 57,2% das intenções de voto, Meirelles, 20%, Otoni 4,8% e o secretário da Fazenda, 0,7%. O candidato do PSOL aparece com 0,3%.

No confronto contra Caiado, Marconi tem 56,2% das intenções, Meirelles, 19,8% e Otoni aparece com 4,5%. O democrata obtém, por sua vez, 3,4% das intenções de votos e Fraga tem 0,2%, mostra a pesquisa Serpes.

Migração
Segundo o instituto, quando Iris é retirado das simulações, 40% dos votos do peemedebista vão para Marconi e 25% convergem para Meirelles. Os demais se distribuem entre os três candidatos da base aliada de Alcides. O levantamento mostra ainda que, segundo o Serpes, qualquer que seja o cenário entre Iris e Marconi, os votos dos outros candidatos se distribuem por igual, mesmo quando o candidato do PMDB na disputa é Meirelles.

Regiões
A divisão da pesquisa por regiões mostra que o desempenho de Marconi é melhor no Entorno de Brasília – variando de 49,4% a 60,2% nos quatro cenários em que são confrontados. Já Iris alcança seu melhor resultado em Goiânia e na Região Central (onde estão Aparecida, Anápolis e Trindade). Na capital, a variação do desempenho de Iris é entre 51,8% e 56%. No Centro, vai de 40,8% a 44,7% das intenções de voto.

Segundo o Serpes, o eleitor de Marconi é predominantemente do sexo feminino, com até 34 anos de idade. Já Iris tem um eleitorado formado sobretudo por homens e com 35 anos ou mais. Segundo a pesquisa, Capital e Centro seguem Iris e o interior, Marconi.

Quinta-feira, Outubro 15, 2009

Partidos têm até dia 14 para apresentar balanço

Encerrado o prazo para as filiações, partidos têm até dia 14 de outubro para apresentar à Justiça Eleitoral a lista dos seu novos filiados. As pessoas que não constarem na lista não poderão votar nas convenções estaduais, assim como serem candidatos. O DEM saiu na frente e registrou 302 filiações somente em Goiânia.

O presidente metropolitano do DEM, secretário de Ciência e Tecnologia, Joel Santanna Braga, afirma que dois nomes de peso aderiram ao partido, mas solicitaram “discrição”. “Foi uma correria, um trabalho intenso do partido. Muitos vieram para agregar, trabalhar, e ainda são ligados a Caiado ou ao senador Demóstenes Torres”, informa Joel.

De acordo com o secretário-geral municipal do PP, Renato Bernardes, o partido recebeu 111 filiações em Goiânia e calcula cerca de 400 adesões no interior do Estado. No entanto, a sigla recebeu poucos nomes de peso, como os deputados estaduais Laudeni Lemes e Evandro Magal, ambos ex-tucanos, do secretário da Fazenda, Jorcelino Braga.

O PR recebeu aproximadamente 80 adesões, a maioria líderes evangélicos. O PTB filiou 60 políticos em Goiânia. A sigla saiu fortalecida com a adesão do empresário José Batista Júnior (Friboi). O PSDB recebeu 55 novos membros, entre eles o ex-vice-prefeito de Goiânia e secretário da Fazenda do Distrito Federal, Valdivino de Oliveira, e o suplente de deputado estadual Nédio Leite. O PT estima ter recebido nas semanas finais para o prazo de filiação cerca de 40 membros. O PMDB foi o único partido que não soube informar.



REFORÇOS

PMDB – não soube informar

Henrique Meirelles (presidente do Banco Central)

Josué Gouvéia (ex-PTC e diretor geral do Procon)


PT – 40 filiações***

Jeová Alcântara (ex-secretário municipal de Planejamento)

Wolmir Amado (reitor da UCG)

Wellington Camargo (ex-deputado estadual do PMDB)


PSDB – 55 filiações

Valdivino de Oliveira (ex-PMDB, ex-vice-prefeito de Goiânia e secretário da Fazenda do Distrito Federal)

Nédio Leite (ex-PP, suplente de deputado estadual)

Harlei (goleiro do Goiás)



PTB – 60 filiações***

Júnior do Friboi (empresário)

Jorge Braga (cartunista)

Luiz Carlos Bordoni (jornalista)



PR – 80 filiações***

César Augusto (apóstolo da Igreja Fonte da Vida e pai do deputado estadual tucano Fábio Sousa)

Roberto Ferreira (ex-PMDB e ex-deputado)

Silmara Vieira (presidente da Agehab)

Mauro Barbosa (diretor-geral do DNIT)

Batista Pereira (apresentador do programa Chumbo Grosso)



DEM – 302 filiações

Heuler Cruvinel (secretário de Habitação de Rio Verde)



PP – 111 filiações

Evandro Magal (ex-PSDB, deputado estadual)

Laudeni Lemes (ex-PSDB, deputado estadual)

Jorcelino Braga (secretário da Fazenda)

Ary Valadão (ex-governador)

Maria Valadão (esposa de Ary)

Renner (cantor sertanejo)

“Tesouro não aguenta mais bancar a Celg”

O governador Alcides Rodrigues (PP) disse ontem à noite que o problema do endividamento da Celg precisa ser resolvido o mais rápido possível. “A Celg é um problema que deve ser resolvido logo, pois o Tesouro Estadual não aguenta mais bancar a empresa”, afirmou o pepista, momentos antes de ser homenageado pela Câmara Municipal de Goiânia com a medalha Pedro Ludovico Teixeira, em virtude de sessão especial pelo Dia do Médico.

Segundo informações do próprio governo, a dívida total da Celg alcança R$ 6 bilhões, sendo que R$ 1,35 bilhão é débito de curto prazo e precisa ser negociado imediatamente para que a estatal volte a ser adimplente e possa cumprir com seus compromissos – pagar fornecedores e voltar a repassar intregralmente o ICMS ao Estado, por exemplo.

Mas Alcides comentou que, ao menos por enquanto, não compensa aceitar a proposta da Eletrobras, que ofereceu R$ 40 milhões por 41,08% das ações da companhia. “Se as ações da Celg forem vendidas, como ela está endividada, o dinheiro não alcança uma vigésima parte da dívida total.”
O governador prometeu ainda ir a Brasília na próxima quarta-feira para discutir o assunto nos ministérios. “Em Goiás, já discuti o problema com o presidente do Tribunal de Justiça, Paulo Teles, com o presidente da Assembleia Legislativa, Helder Valin, integrantes do Ministério Público e vários parlamentares. Na semana que vem, vou a Brasília.”

Além de pagar os R$ 40 milhões pelas ações, a Eletrobras oferece um aporte de R$ 309 milhões na empresa e garante o empréstimo de R$ 1,35 bilhão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao Estado. Porém, quer mais contrapartida, além das ações. Reivindica a cadeira de vice-presidente (cargo precisa ser criado) e mais quatro cadeiras na diretoria. Assim, a direção da Celg seria compartilhada entre o governo do Estado e a empresa federal.

política
Além de falar sobre a Celg, Alcides mandou recado aos pepistas que ainda sonham com a volta da base aliada do tempo novo na disputa pela eleição ao governo do Estado, em 2010. “Essas pessoas (que querem a união do PP com o PSDB) não são pepistas e devem procurar outro partido.”
Por enquanto, para fazer o sucessor de Alcides, o PP tem como grande aposta o secretário estadual de Fazenda, Jorcelino Braga, que se filiou ao partido recentemente. Outra alternativa é apoiar a candidatura do deputado federal Ronaldo Caiado (DEM), que já afirmou que se lança ao governo com apoio de Alcides.

homenagem
A sessão de ontem à noite foi proposta pelo vereador e médico Dr. Gian (PTC) e homenageou também diretores e presidentes de diversas entidades da área da saúde, tai0s como Conselho Regional de Medicina, Sindicato dos Médicos de Goiás, Associação Médica, Associação dos Hospitais de Goiás, Ipasgo e Unimed.

Governador se diz honrado com homenagem da Câmara

Médico especializado em Ginecologia e Obstetrícia, o governador Alcides Rodrigues (PP) se disse honrado com a homenagem da Câmara de Goiânia, ontem à noite – ele recebeu a medalha Pedro Ludovico Teixeira, em virtude de sessão especial pelo Dia do Médico.

“Estou muito feliz com a comenda, que representa o reconhecimento do esforço de todos nós do governo. E ela, sem dúvida, honra a qualquer um. Me sinto honrado e quero agradecer à Câmara, em nome do Dr. Gian, autor da propositura, que é médico, e ao presidente da Casa, Francisco Júnior”, afirmou.

Alcides fez questão de lembrar ainda que estende a homenagem a todos os colegas do Estado. “Quero, neste momento, transferir essa homenagem a todos os colegas que estão espalhados pelos quatro cantos de Goiás.” O governador, que já foi dono de hospital, já realizou ao menos cinco mil partos em Goiás, principalmente na região de Santa Helena e Acreúna.

Porém, ao terminar o discurso na Câmara, Alcides, quando descia do púlpito, foi colocado em uma “saia justa”. Marcos Antônio Oliveira, que estava na plateia, gritou pelo nome do governador. A Casa ficou muda e ouviu o senhor dizer que estava, há quatro anos, procurando pelo filho, que, segundo ele, desapareceu nas mãos da Polícia Militar. “Hoje ele estaria com 25 anos”, disse Marcos.

O governador, visivelmente constrangido, chamou o secretário de Segurança Pública, Ernesto Roller, que estava no local, para tomar providências. “É para tomar as devidas e necessárias providências com o caso”, afirmou Alcides. Marcos, momentos antes de se reunir em separado com Roller, agradeceu. “Obrigado, governador. Sabia que o senhor atenderia meu pedido”. Roller afirmou ainda que vai se reunir novamente com Marcos hoje ou amanhã.

Terça-feira, Outubro 13, 2009

PTdoB aumenta 14 vezes em Goiás e quer três deputados estaduais e um federal em 2010

De partido pequeno a emergente. É assim que o PTdoB se vê em Goiás, hoje, após mais de dois anos de filiações partidárias e crescimento acelerado. De 11 diretórios municipais em 2006, a sigla tem hoje cerca de 140 diretórios. De um mil filiados há dois anos, para 14 mil integrantes após o prazo final de filiações, no último dia 3 de outubro. Aumento de 14 vezes.

Líder do partido na Assembleia, o deputado Wellington Valim traça planos ousados para 2010. Pensa em eleger ao menos três deputados estaduais – hoje são dois – e um federal. “Vamos reeleger a mim e ao Tiãozinho Costa na Assembleia e eleger o vereador Deivison Costa federal”, explicou.

Para alcançar o objetivo, Wellington lembra que o partido filiou pelo menos 11 lideranças políticas, com chances de conseguir uma vaga na AL. “São potenciais candidatos que se filiaram ao partido no prazo final de filiações. Sem falar no Deivison, ex-presidente da Câmara de Goiânia, que tem todas as chances de ser eleito”. Deivison tem muita força no segmente evangélico na Capital e pode surpreender nas urnas.

Saber se o PTdoB atingirá as metas traçadas pelo parlamentar, só as urnas, em 2010, poderão dizer. Porém, ano passado, nas eleições municipais, o partido atingiu marcas importantes. Elegeu, pela primeira vez, dois prefeitos em Goiás – Iran Ferreira (Colinas do Sul) e Daves Soares (Itapuranga). Sem falar em mais 36 vereadores.

“Demos um salto gigantesco em 2008, mas queremos mais e temos potencial para isso”, afirmou Wellington, que antes de migrar para o PTdoB, na véspera da eleição de 2006, fazia parte do PP de Inhumas. “Saí do PP, não me arrependo e hoje não quero mais voltar. Meu objetivo é fazer crescer o PTdoB.”

Só para fazer um comparativo de forças, o PDT, partido tradiconal em Goiás e no Brasil, tem o mesmo número de parlamentares na Assembleia que o PTdoB.

Segunda-feira, Outubro 05, 2009

STF arquiva um processo contra parlamentar por semana

Levantamento realizado pelo Congresso em Foco revela que somente nos últimos quatro meses o Supremo Tribunal Federal (STF) arquivou 14 denúncias contra deputados federais e senadores. O número representa, em média, um processo a menos por semana contra os parlamentares na mais alta corte do Judiciário brasileiro (veja a lista dos processos arquivados).

Os arquivamentos são a outra face de um curioso histórico do Supremo. Embora não tenham faltado nos últimos anos congressistas acusados pelos mais diversos tipos de crime, nunca o tribunal condenou um congressista. Quase sempre, os procedimentos são encaminhados para arquivamento. Em muitos casos, isso ocorre depois de o processo prescrever, após mofar por anos a fio nas gavetas da burocracia da Justiça. Há, porém, quem atribua o desolador destino das acusações à má qualidade das denúncias apresentadas, como disse o ministro Marco Aurélio em entrevista ao Congresso em Foco. Uma crítica, aliás, rebatida pelos policiais federais.

A pesquisa feita pelo site levou em consideração o recesso dos ministros, entre 2 de julho e 3 de agosto. De acordo com o levantamento, foram arquivados nos últimos quatro meses 12 inquéritos (investigações preliminares) e duas ações penais (procedimentos que podem resultar em condenações). O motivo do arquivamento não é apontado no serviço de acompanhamento processual disponível no portal do STF, que serviu de base para a pesquisa.

As denúncias descartadas pelos ministros tratam de 14 tipos de transgressões previstas no Código Penal brasileiro e na lei eleitoral.

Processos aumentam

Apesar dos arquivamentos constantes, aumentam os processos contra congressistas em razão da quantidade de denúncias oferecidas ao STF pelo Ministério Público Federal, com base em investigações da Polícia Federal. Nos últimos quatro meses, elas foram mais do que o dobro do número de processos descartados.

No período verificado, o Supremo recebeu 30 acusações contra 25 parlamentares: 26 inquéritos e quatro ações penais contra 21 deputados federais e quatro senadores da República.

Os novos procedimentos alcançam pelo menos nove tipos de crime. As acusações mais frequentes são as de crime de responsabilidade e peculato (apropriação, por funcionário público, de qualquer bem móvel de que tem a posse em razão do cargo, em proveito próprio ou alheio), com seis registros cada. Na sequência, aparecem as suspeitas por crime contra a Lei de Licitações, com cinco investigações.

Quinta-feira, Outubro 01, 2009

Órfão de Meirelles, Alcides dá sinais de que busca 3ª via


Diante da preferência dada ao PMDB pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, o governador Alcides Rodrigues (PP) articula qual caminho será percorrido na eleição de 2010. A chamada 3ª via, uma aliança de seu partido com o PR e o DEM, ganha força entre a cúpula governista. Prova disso foi um café-da-manhã entre o pepista e o presidente regional democrata, deputado Ronaldo Caiado, ontem, embaixo das jabuticabeiras do Palácio das Esmeraldas. Sem testemunhas.
Mas o tom da conversa, pelo visto, animou Caiado, que tenta viabilizar sua candidatura ao governo. Em seu Twitter, postou o seguinte comentário: “Sempre ouvi falar, mas nunca tinha tido oportunidade. Pela 1ª vez, chupei jabuticaba no Palácio das Esmeraldas, hoje, com o governador (Alcides Rodrigues).” Ainda no miniblog, após ser questionado se a fruta tinha sido doce ou amarga, o democrata respondeu “doce”. “Foi um café-da-manhã que caiu muito bem”, completou.
Caiado estava em Brasília, onde é líder da bancada do DEM na Câmara, quando recebeu a convocação do governador, na última terça-feira à noite. Retornou a Goiânia às 7 horas de ontem só para o encontro. Às 11, já estava de volta a Brasília. Questionado pelo Diário da Manhã sobre o teor da conversa, o deputado afirmou que nunca escondeu a sua simpatia por uma 3ª via para contrapor PMDB e PSDB, mas que não iria falar sobre o assunto porque “ainda é cedo”. “A conversa envolveu 2010, mas ainda é cedo. Temos até o dia 30 de junho para definir candidato”, despistou. O democrata afirmou que não conversará com outra legenda, porque está “com o governador Alcides Rodrigues”.
Sobre a filiação de Meirelles ao PMDB, Caiado só disse que se trata de decisão individual. “Nunca fui de comentar algo que não existe, fizeram muita especulação, mas hoje ele está filiado ao PMDB. Cada um segue o caminho que quiser. Posso opinar apenas sobre o partido e o grupo do qual faço parte”, afirmou. A iniciativa tomada por Alcides de partir para o ataque pretende também sinalizar aos prefeitos da base que existem outras possibilidades, que Henrique Meirelles não era o único ás na manga.
O DM apurou que Alcides vai realizar eventos nos próximos dias para unir seu grupo e dos partidos aliados. Com a possível filiação do secretário da Fazenda, Jorcelino Braga, ao PP, os governistas pretendem fortalecê-lo para a disputa interna, que deve se acirrar nos próximos meses para ver quem da 3ª via poderia encabeçar a chapa.
Caiado tentará mais uma vez candidatura em nível nacional. Incentivado pelo deputado federal Sandro Mabel, o PR aposta no vice-governador Ademir Menezes, que pode assumir o governo, caso Alcides dispute cargo eletivo. O PSB, do presidente da GoiásTurismo, Barbosa Neto, e o PTN, de Francisco Gedda, também são cotados para compor a chapa.

Roriz se filia ao PSC para ser candidato ao governo


“Vamos à vitória!” Com esta frase, o ex-governador Joaquim Roriz reafirmou sua candidatura ao Governo do Distrito Federal e definiu a razão de sua filiação ao Partido Social Cristão (PSC), depois de deixar o PMDB após mais de 20 anos de militância. “Saí de um partido grande do ponto de vista quantitativo para um grande partido qualitativo”, discursou Roriz.

A filiação ocorreu no gabinete do senador Mão Santa (PSC), na Terceira Secretaria do Senado, na presença do presidente nacional do PSC, Pastor Everaldo Ribeiro, e de dezenas de deputados federais, entre eles Laerte Bessa (PSC-DF), Bispo Manoel Ferreira (PSC-RJ), Marcondes Gadelha (PSC-PB), Marcelo Melo (PMDB-GO), e outros.

O ex-governador do Distrito Federal disse que a filiação ao PSC se deu naturalmente, já que a doutrina partidária e mesmo a sigla do partido se identificam completamente com o sentimento político dele. “Em minha vida política, eu sempre cuidei e resolvi os problemas sociais, especialmente dos pobres, e sempre fui cristão, porque sem Cristo nada acontece”, disse.

Em tom emocionado, Roriz relembrou toda a sua trajetória política de vereador, deputado estadual e federal, prefeito de Goiânia, vice-governador de Goiás e governador do Distrito Federal por quatro vezes e justificou a motivação em ser candidato mais uma vez.

“Eu poderia ficar na fazenda, mas me sentiria mal ao ver tanta injustiça, tantas casas derrubadas por trator e milhares de pais e mães desempregados, sem ter comida para os filhos”, disse.

O ex-governador disse que não pode mais ficar calado diante dessas injustiças sociais e da má gestão do atual governo, especialmente nas áreas de Saúde, Segurança e Educação. “Está tudo errado, não tem dinheiro pra remédio porque tá aplicado em banco”, denunciou. “A cada dia piora a qualidade de vida de Brasília”, disse.

Roriz conclamou os companheiros do PSC e de outros partidos aliados a trabalhar, desde já, para construir uma aliança com o povo brasiliense para que, em 2010, sejam vitoriosos e tragam de novo a esperança de uma vida melhor.

Iris diz que tem “vivido muitas emoções”


“Tenho vivido muitas emoções na minha caminhada, grande parte desde a constituição do PMDB.” Foi assim que o prefeito de Goiânia, Iris Rezende, abriu o discurso que fez durante a filiação do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, ao PMDB. Resgatou a história do partido que “surgiu da alma de um povo oprimido, do sentimento de uma nação que não se conformava com o regime ditatorial”. Iris recorreu ao retrospecto para saudar a filiação de Meirelles a partido de “altos e baixos”, “glórias e frustrações”, mas que existe “no coração e na consciência de uma parcela considerável da população”. Constatação, garante Iris, amparada em pesquisas, que apontam o PMDB, segundo ele, como a legenda “mais querida pelos goianos”.

Meirelles deu sequência à narrativa positiva sobre o partido. “O que formou o PMDB foi a vontade e a visão de homens e mulheres que viram que o País precisava seguir na direção correta e se organizaram. Não é um partido de um grupo, mas de milhões de brasileiros. Essa é a essência da democracia. Essa é a essência do PMDB.” Após relembrar a história do PMDB, o presidente do BC agradeceu à generosidade de Iris, a quem aprendeu a “admirar desde os tempos de estudo em Goiânia”. “Obrigado pela generosidade, pela lealdade expressa de forma indubitável.”

E completou, transformando opinião de senso comum em bandeira. “Os que ficam falando mal da política serão governados pelos políticos. É importante a participação geral em todos os níveis. Porque no âmbito político são tomadas as decisões.”

Nenhum dos cinco deputados federais goianos do PMDB assistiu à filiação de Meirelles ontem, em Goiânia. Ausência mais notável foi a da deputada Iris de Araújo, presidente nacional do PMDB e esposa do prefeito de Goiânia, Iris Rezende. O presidente estadual do PMDB, Adib Elias, citou o trabalho que os deputados têm em Brasília como motivo do desfalque.

Luiz Bittencourt, deputado federal, justificou a ausência e criticou a filiação de Meirelles: “De cima para baixo, sem ampla discussão e diálogo com todos os segmentos do partido. Respeito o presidente do BC e sua trajetória, mas o que sei da sua vida política é que ele filiou-se ao PSDB em 2002, elegeu-se deputado federal, e deixou o partido antes de tomar posse, para trabalhar com o governo do PT. O PMDB precisa se reforçar, mas precisa reforçar também a sua democracia interna, evitando que decisões sejam tomadas de forma centralizada. Onde já se viu falar que um partido aceita que um recém-filiado possa se candidatar a qualquer cargo. E como ficam as pretensões de quem milita no PMDB há anos?”

Olvanir Andrade foi decisivo nas articulações

Ligado historicamente ao prefeito Iris Rezende (PMDB), desde o advento da redemocratização nos anos 1980, o atual síndico da Encol, Olvanir Andrade, é o grande responsável pelas articulações que garantiram a filiação do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, ao PMDB. Foi o apartamento dele, no Setor Oeste, o ambiente que abrigou todos os encontros de líderes do partido com o executivo, até que a decisão final fosse anunciada.

Ex-secretário particular de Iris na primeira gestão à frente do governo do Estado, que começou em 1983, e chefe de Gabinete do então senador da República na segunda fase do mandato, Olvanir tem larga experiência política. Além disso, é amigo de infância de Meirelles. Os dois estudaram juntos no chamado período de ouro do colégio Lyceu de Goiânia e nunca perderam o contato, mesmo durante os longos anos em que o executivo goiano surpreendeu o Brasil ao assumir o comando internacional do BankBoston.

Com os primeiros sinais de Meirelles apontando que viria para a disputa em 2010, Olvanir utilizou de toda a sua capacidade de articulação para convencer a autoridade monetária do Brasil a trilhar os caminhos do PMDB, mesmo diante do peso e da força do PP do governador Alcides Rodrigues.

Para convencer Meirelles, Olvanir ganhou um aliado decisivo: o próprio prefeito Iris Rezende, que se empenhou desde o início para tornar realidade a empreitada. Os argumentos utilizados durante as conversações foram definitivos: a força da maior legenda do Estado, o comando dos maiores municípios e a alta popularidade de Iris em face da administração na Prefeitura de Goiânia. Ou seja, um suporte e tanto para que Meirelles possa optar na hora certa. As alternativas são o governo, o Senado ou a vice na chapa do PT à Presidência da República.

Palavras de Meirelles: somar, lealdade, esperança e crescer

O discurso de Henrique Meirelles (BC) ontem na filiação ao PMDB foi ponderado, como já era esperado, mas marcado por palavras-chave, escolhidas a dedo. Numa referência direta ao prefeito Iris Rezende, destacou a lealdade e sinceridade. E deixou claro que o PMDB em Goiás é Iris. Ao falar de seu novo partido, Meirelles frisou as palavras democracia, esperança e futuro e disse que chegava na legenda para somar. Agradou em cheio Iris e demais peemedebistas. Como bandeira para 2010, Meirelles enfatizou seu trabalho nos últimos sete anos no comando do BC para consolidar o crescimento econômico do País, “que ajudou Goiás a atrair investimentos privados e a gerar milhares de empregos”, numa resposta às críticas tucanas. Sobre seu futuro: “Eu tenho a visão de um futuro progressista, de desenvolvimento. É o que vejo para o País e para Goiás. Levem esta mensagem para casa, para o trabalho”. Já pede votos. Na saída do diretório, Meirelles sentou na poltrona da frente e do lado da janela do ônibus que o levaria de volta ao aeroporto. Está no páreo para 2010.

 

 

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