Ex-prefeito de Silv�nia tem direitos pol�ticos suspensos
� O Juiz Pedro Paulo de Oliveira, em a��o proposta pelo Minist�rio P�blico, condenou o ex-prefeito de Silv�nia, Jo�o Correa Caixeta, nas penalidades previstas na Lei de Improbidade administrativa. Ele ter� de ressarcir R$ 4.359,00 aos cofres p�blicos, est� com seus direitos pol�ticos suspensos e dever� pagar multa civil de R$ 8.700,00. Tamb�m foi determinada a sua proibi��o de contratar com o poder p�blico e o recebimento de benef�cios ou incentivos fiscais ou credit�cios, al�m da perda da fun��o p�blica. O promotor Carlos Luiz Wolff relata que a a��o foi proposta pela promotora Lilian Mendon�a de Ara�jo, que atuava na comarca durante a gest�o do ex-prefeito, e teve como fundamento a compra irregular de medicamentos e produtos hospitalares, em 2000. De acordo com a a��o, em mar�o daquele ano, Jo�o Caixeta comprou R$ 1.450,00 de produtos da empresa Hosp Com�rcio de Produtos Hospitalares. No m�s seguinte, uma nova compra, no valor de R$ 2.900,00 foi feita no local. Segundo apurado pelo MP, a empresa foi constitu�da por meio de documentos fraudulentos para emitir notas fiscais frias de compra e venda de produtos. Chamado a prestar esclarecimentos ao juiz, o ex-prefeito negou os fatos e chegou a pedir a condena��o da promotora ao pagamento de multa de mais de R$ 150 mil por acreditar que a propositura da a��o teria se dado por mera �persegui��o�. Essa argumenta��o foi prontamente indeferida pelo juiz. Testemunhas arroladas no processo, como servidores da receita estadual, confirmaram que a �empresa fachada� comercializava com diversas prefeituras, sem entregar mercadorias, e que foi constitu�da a partir de documentos roubados, com a finalidade de praticar a venda de notas fiscais. Relat�rio da coordena��o de Combate � Sonega��o Fiscal da Secretaria da Fazenda Estadual constatou tamb�m que a firma servia apenas como intermedi�ria em negociata na venda de notas fiscais frias para prefeituras e nunca adquiriu mercadorias em quantidade para revenda. Para o juiz, ficou provada a inten��o do ex-prefeito de desviar recursos - o que configura ato de improbidade administrativa � motivo pelo qual, ent�o, julgou procedente os pedidos feitos pelo Minist�rio P�blico.�
� A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) em Goi�s expediu uma recomenda��o e uma representa��o para tentar barrar a diploma��o de novos vereadores. A representa��o � direcionada ao procurador-Geral da Rep�blica Roberto Monteiro Gurgel com pedido para que seja ajuizada no Supremo Tribunal Federal uma A��o Direta de Inconstitucionalidade contra a Emenda Constitucional (EC) 58/2009, que possibilita o aumento do n�mero de vagas para vereadores em todo o pa�s. J� a recomenda��o � para todos os promotores eleitorais do Estado, com objetivo de eles proporem recurso contra a expedi��o de diploma para os suplentes que forem diplomados vereadores efetivos na atual legislatura com base na EC n� 58/2009. A PRE recomenda ainda a proposi��o de a��o civil p�blica em face dos suplentes que ilegalmente forem empossados diretamente pela C�mara Municipal como vereadores efetivos na atual legislatura, sem pr�via diploma��o. Por �ltimo, orienta os promotores a expedirem recomenda��o �s respectivas C�maras Municipais a n�o darem posse aos suplentes com base na EC 58/2009. Para o procurador Regional Eleitoral, Alexandre Moreira Tavares dos Santos, o inciso I do art. 3� da EC 58/2009 � inconstitucional pois deu efic�cia imediata ao dispositivo que ampliou o n�mero de vereadores com aplica��o retroativa �s elei��es de 2008. �O aumento de vereadores dentro da pr�pria legislatura altera diretamente a representa��o/composi��o pol�tica do munic�pio, conforme definido em elei��o j� realizada ou seja, altera-se a vontade popular manifestada nas urnas mediante voto direto, secreto, universal e peri�dico� entende Alexandre Moreira. Al�m disso, a investidura pol�tica aos suplentes acarreta flagrante viola��o � soberania popular, ao princ�pio da representatividade do Estado Democr�tico de Direito previsto no art. 1�, par�grafo �nico, da Constitui��o Federal, ao princ�pio da seguran�a jur�dica e da veda��o de preju�zo ao ato jur�dico perfeito, os quais constituem cl�usulas p�treas inalter�veis por emenda constitucional.�
Em Goi�s, a c�mara de Bela Vista de Goi�s deu posse na sexta-feira, 25, a dois novos parlamentares. Pela PEC promulgada no Congresso Nacional, Silv�nia pode empossar mais dois parlamentares.
Est� confirmada a filia��o de Meirelles ao PMDB? Iris Rezende - A imprensa acelera tanto essas quest�es politicas que nem n�s, pol�ticos, damos conta de acompanhar. Veja: no momento em que PTB, PP, PR e tantos outros partidos abriram suas portas para Meirelles, PMDB entendeu que deveria tamb�m abrir suas portas. E ele est� entendendo que o PMDB � a melhor op��o. Eleitoralmente, ele tem raz�o. N�o quero desfazer de nenhum partido, mesmo porque todos t�m seus valores, mas eleitoralmente ele tem raz�o. O PMDB � o partido que tem a maior aprova��o no meio social. Quando se faz uma pesquisa, constatamos: o PMDB, de longe, tem a maior aceita��o da popula��o.
Meirelles vai filiar ao PMDB amanh� (hoje)? Iris - Sim, pelo que conversamos ontem. Vai combinar dia e hor�rio, acho que na quarta-feira com o presidente do partido, Adib Elias. Meirelles tem viagens a empreender pelo mundo afora, ent�o me parece que essa filia��o dever� acontecer na pr�xima quarta-feira.
Ser� em Goi�nia? Iris - � claro. Naturalmente as lideran�as ser�o convocadas. At� porque temos que despertar a aten��o das pessoas que queiram filiar ao PMDB levando em conta esse prazo.
A filia��o ao PMDB significa que ele � candidato ou ainda � cedo para dizer isso? Iris - O que senti � que tudo depende ainda de uma conversa com o presidente Lula que se dar�, salve engano, no dia de hoje (ontem). O presidente insiste que ele permane�a no Banco Central at� o fim do ano que vem. Em segundo lugar, a que ele seria candidato? A gente deduz, que a tend�ncia inicial seja o Senado. Parece que esse � um sonho que ele alimenta. H� cinco anos, quando se filiou ao PSDB, queria ser candidato a senador.
Mas pra ser candidato a senador ele n�o precisava se filiar ao PMDB, poderia se filiar ao PP e formar chapa com o senhor. Iris - Se ele pode filiar a um partido que d� garantia maior de votos a ele, porque n�o faz�-lo? Meirelles � pol�tico e est� descomprometido com todos os partidos de Goi�s. Vai procurar o caminho mais f�cil. E porque o PP n�o pode apoi�-lo no PMDB se n�s estamos todos a�, mais ou menos no mesmo barco?
O PMDB nacional o considera plano B para candidatura de Dilma � presid�ncia? Iris - Essa � uma �rea que n�o tenho como discutir sobre ela porque eu estou muito isolado aqui em Goi�nia. Tenho me dedicado �s obras e ao trabalho noite e dia. Nessa �rea nacional n�o tenho a m�nima id�ia. Agora, � um nome. O PMDB n�o tem candidato a presidente, pode at� surgir. Ningu�m sabe.
Quem procurou o primeiro contato? Meirelles ou o PMDB? Iris - Vamos botar as coisas nos lugares. O encontro com Meirelles partiu dele, por meio de um amigo em comum.
O PMDB apoiaria Meirelles no PP, como candidato a governo? Iris - Desde a minha primeira entrevista, h� mais de um ano, digo o PMDB ter� seu pr�prio candidato. Ele me fez a mesma pergunta que voc�. Tem possibilidade? Eu falei: 'Henrique, vou ser muito franco e claro. O PMDB ter� candidato pr�prio. Um partido com 30% de prefer�ncia dos eleitores que deixa de lan�ar candidato est� zombando de seus simpatizantes. Se voc�, por ventura, se filiar ao PMDB, poder� ser o nosso candidato. Porque n�o temos ainda um candidato oficialmente lan�ado'.
Ao mesmo tempo em que busca o apoio do PP, o PMDB tamb�m admite que um candidato pepista ao governo do Estado poderia ajudar o partido. N�o descartam estimular a candidatura do secret�rio da Fazenda, Jorcelino Braga, conhecido pelas cr�ticas �cidas aos governos do senador Marconi Perillo (PSDB).
�Para n�s, um terceiro candidato � �timo, ainda mais com o perfil do Braga, que n�o teme ir para o embate aberto�, admite o presidente estadual do PMDB, Adib Elias.
Mas a candidatura pr�pria parece n�o empolgar mais uma parcela do PP, que nos bastidores reclama da atua��o da c�pula no epis�dio da filia��o de Meirelles e enxerga o lan�amento de outro nome como �ato de desespero�.
�O partido foi in�bil, achou que estava tudo acertado e agora estamos naquela situa��o: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come�, reclama um pepista ao avaliar as perspectivas da legenda para 2010. �O governador tem a caneta na m�o, mas n�o tem uma perspectiva de poder concreta para vender aos aliados para criarmos um novo projeto eleitoral�, afirma a fonte.
Embora ainda cogite apoiar Meirelles, a c�pula do PP continua engasgada com sua desist�ncia. Reclamam que ele foi �desrespeitoso� na condu��o do processo e que teria antes de desfazer o clima ruim. (B.R.L.)
A deputada estadual licenciada e secret�ria de Cidadania do Estado, Fl�via Moraes (PSDB), comunicou ontem ao senador Marconi Perillo (PSDB) que pretende deixar o partido para se juntar ao PDT. �Eu pedi que ela e o marido (George Moraes, ex-prefeito de Trindade) refletissem melhor, que ela ter� espa�o garantido e que o partido precisa dela�, contou Marconi.
O senador afirmou ainda que Valdivino Oliveira, ex-vice-prefeito de Goi�nia, est� �decidindo o futuro dele, que ser� em um dos partidos da nossa alian�a�. Ontem, a filia��o de Valdivino ao PSDB j� era dada como certa no site do partido.
Al�m de Valdivino, o site tucano anunciou outras filia��es: Benitez Calil, ex-presidente do PMDB; seu filho, Lucas Calil, e o desembargador aposentado Homero Sabino � que tamb�m foi do PMDB e estava no PSC.
Filiaram-se tamb�m os delegados Waldir Soares, Ant�nio Carlos de Lima e Darlene Ara�jo; coronel Celmo Pereira, candidato a deputado estadual pelo PSL derrotado em 2002, e seu irm�o, C�lio Barbosa; M�rcio Valente (que deixou o PP) e Ant�nio Pereira, ex-�rbitro de futebol.
FHC o presidente que teve vergonha de ser brasileiro
�� preciso desmantelar os �ltimos dinossauros estatais deste pa�s�, foi com essa frase que o ex-presidente, Fernando Henrique Cardoso, defendeu a privatiza��o da Petrobr�s e da Caixa Econ�mica Federal enquanto estava alojado no Pal�cio do Planalto. A desculpa para entregar a Caixa a pre�o de banana era que o Brasil n�o precisava de dois bancos federais. Mas felizmente a Petrobr�s e nem a Caixa n�o foram ceifadas pela pol�tica neoliberal implantada pelos os tucanos no Brasil, diferentemente das empresas Vale do Rio Doce, Companhia Sider�rgica Nacional (CSN) e o Sistema Telebr�s que foram vendidas a pre�o de banana.
Hoje com an�ncio da descoberta do Pr�-sal e com a inser��o do Brasil entre os maiores produtores de petr�leo do mundo. Foi constatado mais uma vez que a pol�tica das privatiza��es foram um verdadeiro desastre e um crime contra a na��o. FHC e sua pol�tica neoliberal foram praticamente enterrados, com a crise financeira mundial, causada justamente pela a falta de controle do mercado financeiro, fortalecendo a tese que o Estado n�o pode abrir m�o de tudo como defende os tucanos.
Agora voltando ao Pre-s�l, j� pensou, se a Petrobr�s fosse vendida como queria FHC? Agora o Brasil n�o teria condi��es alguma de explorar o Pr�-sal! Hoje com toda infra-estrutura e o avan�o tecnol�gico que a Petrobr�s alcan�ou, vamos aguardar cerca de doze anos para colhermos os primeiros frutos da extra��o da lama negra da reserva Tupi. S� para se ter uma id�ia o volume de petr�leo � t�o grande que inclusive ser� criada a Petrosal para auxiliar a Petrobr�s na extra��o do combust�vel.
Certamente com a venda da Petrobr�s o primeiro barril de petr�leo seria retirado pelo governo s� daqui a uns cem anos. E poderia ser pior ainda, se a Petrobr�s fosse realmente vendida, todo o petr�leo do pr�-sal sem d�vida ficaria nas m�os de multinacionais, j� que, empresa n�o pertenceria mais ao governo e sim a iniciativa privada e com certeza elas encontrariam as reservas do Pr�-sal.
Outro fator que favoreceria a rasteira no Brasil e a Lei do Petr�leo, feita no governo FHC, onde as multinacionais obtiveram autoriza��o para extrair o petr�leo no Brasil pagando apenas os impostos e royalties para governo, tarefa feita at� ent�o, apenas pela Petrobr�s. Olhem s� absurdo as multinacionais agora podem explorar o petr�leo no nosso territ�rio e ainda vender para n�s.
A sede tucana era t�o grande para vender o patrim�nio do povo brasileiro, que FHC chegou a encomendar um estudo para uma empresa de publicidade dos EUA, no qual foi pago mais de U$200 milh�es. Resultado, de acordo com o estudo a Petrobr�s passaria a se chamar Petrobrax. A desculpa era seguinte, melhorar a aceita��o da empresa no exterior facilitando a fala do nome Petrobr�s para os povos de outros pa�ses. Para FHC, Petrobrax soava melhor para os gringos, segundo o tucano existia em certa dificuldade de outros povos em falar Petrobr�s. � como se o MacDonald�s no EUA, a Wolksvagem na Alemanha ou a Honda no Jap�o mudasse seus nomes apenas para agradar outros pa�ses. Mas na verdade, a inten��o era mesmo americanizar a Petrobr�s para privatiz�-la satisfazendo o estigma de colonizado de FHC.
FHHH (apelido dado carinhosamente pelo jornalista Elio Gaspari), s� n�o implantou o novo nome (Petrobrax), porque a conjuntura pol�tica da �poca n�o admitia tal medida. Em seu segundo mandato o presidente �colono� estava enfrentando uma onda de desgastes e mudar o nome da maior empresa p�blica do Brasil naquele momento poderia acabar de enterrar seu governo.
A Petrobrax como sonhou FHC � a prova incontest�vel de sua vergonha em ser brasileiro e de um presidente que quis mudar o nome da Petrobr�s, empresa que � o s�mbolo maior e orgulho dos brasileiros apenas para facilitar dic��o de outros povos. Os seus vergonhosos discursos na ONU, feitos em outros idiomas ignorando a nossa l�ngua. E a vergonhosa comemora��o dos 500 anos do Brasil onde ele sitiou Porto Seguro, excluindo os brasileiros da festa. S�o atitudes que mostram como a s�ndrome de colono estava t�o impregnada em FHHH, aflorando sua total falta de respeito com a identidade nacional e consequentemente jogando nossa hist�ria na lata de lixo.
Infelizmente no governo tucano existia um tempo de submiss�o do Brasil, em que FHC era uma esp�cie de s�ndico em Bras�lia com miss�o de vender a m�quina p�blica brasileira para a �metr�pole�. Ainda bem, que FHC perdeu seu cargo de s�ndico em Bras�lia, porque se ele tivesse ficado mais um m�s no governo, com certeza os presidentes que o suceder�o certamente seriam obrigados a pagarem aluguel para despacharem no Pal�cio do Planalto.
Deputados Miguel �ngelo, Wagner Guimar�es, Thiago Peixoto, Adriete Elias, Jos� Nelto (de costas), Mara Naves, Luiz Carlos do Carmo (de costas) e Paulo C�zar Martins, ontem
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, est� a um passo de se filiar ao PMDB. Em reuni�o ontem � tarde com oito deputados da bancada estadual em seu apartamento no Setor Oeste, Meirelles se mostrou menos inseguro e mais disposto para discutir o assunto. Ainda contido, Meirelles preferiu ouvir as observa��es de cada deputado, mas afirmou a todos que estava �muito feliz e satisfeito� com o incentivo que o PMDB tem dado � sua poss�vel candidatura ao governo de Goi�s em 2010. O DM apurou que ele confirmaria ontem a sua decis�o ao PP e ao governador Alcides Rodrigues (PP), ap�s o fechamento desta edi��o.
O conversa com os deputados durou 1h45 e reuniu a l�der do PMDB da Assembleia Legislativa, Mara Naves, Thiago Peixoto, Wagner Guimar�es, Adriete Elias, Miguel �ngelo, Jos� Nelto, Luiz Carlos do Carmo e Paulo C�zar Martins. Segundo Mara, que falou em nome de todos, a reuni�o foi �produtiva e fraterna�. �Todos ficaram � vontade, todos falaram e Meirelles ouviu atentamente cada deputado. Refor�amos o convite para que ele se filie ao PMDB�, disse a l�der.
Se at� um tempo atr�s Meirelles demonstrava inseguran�a em rela��o ao caminho que deve seguir, ontem, Mara n�o sentiu resist�ncia do presidente do BC. �Ele n�o falou qual decis�o tomou, n�o disse nada em rela��o a isso, mas o vi alegre, disposto, n�o vi inseguran�a da parte dele. Ele possui uma vis�o macro das coisas, � um s�bio e at� refor�ou que, quando tomar a decis�o, vai avisar a todos, inclusive para a imprensa�, afirmou Mara.
Na reuni�o, cada deputado fez quest�o de se apresentar e citar um pouco da regi�o que representa e da for�a que o PMDB possui no Estado. Meirelles falou pouco, mas disse que era �muito importante ouvir a bancada para tomar uma decis�o�, pois o prazo para as filia��es est� perto.
Meirelles ainda disse que, no momento, n�o pode falar abertamente sobre filia��o por conta de sua responsabilidade como presidente do BC. �Ele disse apenas que est� analisando, reconheceu o peso que o PMDB t�m. Meirelles foi muito pragm�tico, falou na medida certa e foi firme em suas palavras�, contou Mara.
O PP, partido do governador � que j� tinha iniciado as investidas em Meirelles antes do PMDB �, n�o foi lembrado durante a reuni�o. Mara garantiu que o presidente do BC n�o tocou no nome do partido e que estava na reuni�o disposto apenas a ouvir as observa��es dos peemedebistas.
Na reuni�o foi servido caf�, quitandas e refrigerante. Ainda na porta do pr�dio onde Meirelles reside, o deputado Paulo C�zar Martins estava ansioso para ouvir o presidente. �Vim aqui para ouvi-lo, quero saber sua decis�o�, disse. Ap�s descer da cobertura do Edif�cio Afif Rassi, o deputado brincou: �Voc� quer saber o que foi decidido? Meirelles vai se filiar ao PMDB e amanh� vai registrar sua filia��o no cart�rio�, brincou.
Tr�s dos oito deputados estavam viajando e retornaram a Goi�nia apenas para participarem da reuni�o. Mara estava em Goian�sia, Paulo C�zar estava em Caiap�nia e Adriete, em Catal�o. Os dois �ltimos chegaram atrasados.
Thiago foi o primeiro a chegar � antes da hora marcada para a reuni�o (17h) � e o primeiro a subir para cobertura. Mara afirmou que pediu o encontro ap�s saber que Meirelles havia se reunido, semana passada, com a bancada federal, em Bras�lia. A parlamentar entrou em contato com assessores de Meirelles, mas foi ele pr�prio quem escolheu o dia da audi�ncia por telefone, na �ltima quinta-feira � noite. �Achei oportuno n�s nos encontrarmos com ele e refor�ar o convite que o prefeito de Goi�nia, Iris Rezende, tinha feito. Como eu disse, Iris � o nosso maestro e n�s, a orquestra. N�o pod�amos deixar de conversar com Meirelles�, esclareceu.
Semana agitada
Ap�s a reuni�o com a bancada estadual do PMDB, Meirelles retornaria ainda � noite a Bras�lia. Ele se reuniria com o presidente Lula para relatar o resultado de seus �ltimos contatos em Goi�s consult�-lo sobre a conveni�ncia de sua filia��o ao PMDB ou ao PP.
H� cerca de duas semanas, Meirelles teve reuni�o com Lula para consult�-lo sobre o assunto. Lula preferiu deixar Meirelles confort�vel e solicitou apenas que o presidente do BC refletisse o assunto nos pr�ximos dias.
As articula��es devem avan�ar essa semana. Na ter�a-feira, Meirelles vai se reunir com o presidente do diret�rio regional do PMDB, Adib Elias. Na quarta-feira, vai almo�ar com o governador do Rio de Janeiro, S�rgio Cabral (PMDB). Ele precisa se filiar at� 3 de outubro para poder concorrer a cargo p�blico em 2010.
H� informa��es de que a bancada do PMDB na C�mara Municipal tamb�m se re�ne essa semana com Meirelles para ratificar apoio a sua filia��o e refor�ar que o PMDB n�o tem resist�ncia ao seu nome.
Alcides confirmou no dia anterior que vai procurar o presidente, �possivelmente essa semana� para conversar sobre a filia��o ou n�o ao partido. Enquanto o PMDB largou na frente nas investidas a Meirelles, o PP esfriou as articula��es, apesar da c�pula garantir que a filia��o do presidente do BC ao PP � �certa�. Caso Meirelles opte pelo PMDB, Alcides admitiu que o PP n�o tem um plano B para as elei��es do ano que vem (leia mat�ria ao lado).
Alcides afirma que n�o possui plano B
Chamou aten��o uma das declara��es dadas pelo governador Alcides Rodrigues (PP) durante o casamento do secret�rio de Agricultura, Leonardo Veloso, s�bado � noite. O governador, que se comprometeu a responder apenas cinco perguntas � para n�o atrapalhar a festa, como ele mesmo disse � afirmou que o seu grupo pol�tico n�o possui um plano alternativo para o caso de o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, decidir n�o se filiar ao PP. �(Se ele n�o vier) a partir da� � outra hist�ria. N�o tem plano B�, disse Alcides. �(O ass�dio do PMDB) � sinal de que ele � uma pessoa que tem qualifica��o e peso pol�tico para disputar elei��o.�
O cons�rcio de partidos aliados a Alcides acredita que o Pal�cio das Esmeraldas precisa, sim, de um plano B. Ora citam o deputado federal Ronaldo Caiado, ora lembram do vice-governador Ademir Menezes (PR). Na pior das hip�teses, a candidatura de um dos dois capitalizaria o bloco e os cacifaria a negociar apoio em melhores condi��es em um eventual segundo turno entre o prefeito de Goi�nia, Iris Rezende (PMDB), e o senador Marconi Perillo (PSDB). O principal defensor da tese � o deputado federal e presidente do PR, Sandro Mabel.
Agora que Meirelles parece bastante pr�ximo do PMDB, a pauta deve ocupar com mais intensidade as agremia��es que integram a ala alcidista. Caso n�o lancem candidato, ser�o obrigados a decidir entre aliar-se a Marconi ou a Iris j� no primeiro turno. No PP, a reconcilia��o com o PSDB j� � seriamente considerada desde que come�ou o namoro entre o presidente do BC e os peemedebistas. At� mesmo o secret�rio-geral do PP, o diretor financeiro da Agetop, S�rgio Lucas, antes hostil aos tucanos, j� amenizou o tom de suas declara��es. � o que grande parte da base do PP do interior quer: a alian�a com Marconi.
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse ontem, em encontro com a bancada estadual do PMDB, que a decis�o sobre filia��o partid�ria passar� por nova conversa com o presidente Luiz In�cio Lula da Silva. Embora j� tenha dito que Lula respeitar� o caminho que ele escolher, Meirelles destacou declara��es recentes do presidente em favor de sua perman�ncia no BC.
O goiano afirmou que teria encontro ainda na noite de ontem com Lula, em Bras�lia, para falar sobre compromissos do presidente no exterior. Lula viaja hoje a Nova York e ficar� por 15 dias fora do Pa�s. A conversa decisiva sobre pol�tica com o presidente ocorreria ontem.
Na reuni�o com os peemedebistas, de uma hora e meia, no apartamento de Meirelles no Setor Oeste, o anfitri�o deu sinais de que a d�vida para o caso de optar por filia��o � mesmo entre PP e PMDB. Ele fez refer�ncias ao governador Alcides Rodrigues e ao prefeito de Goi�nia, Iris Rezende, dos quais recebeu convite para se filiar.
Segundo relatos de presentes, Meirelles afirmou que ter� nova conversa com o governador e destacou que recebe, h� meses, apoio e incentivo de Alcides para a filia��o e candidatura. �O governador vem me dando apoio h� muito tempo e, por respeito, vou ter uma conversa com ele.�
Sobre Iris, o presidente do BC lembrou que o peemedebista est� em primeiro lugar nas pesquisas e que Goi�s reconhece o prefeito como grande administrador. Elogiou a trajet�ria pol�tica de Iris e afirmou que sentiu-se honrado com as declara��es do prefeito de que as portas do PMDB estariam abertas. Meirelles falou tamb�m da sua liga��o com o PMDB no passado, por meio da amizade com Olvanir Andrade e Servito Menezes.
Bases Meirelles destacou na conversa com os deputados que n�o quer tomar decis�es �de cima para baixo� e pretende ouvir as bases dos partidos. Na semana passada, ele conversou tamb�m com a bancada do PMDB goiano na C�mara dos Deputados, em caf� da manh� em Bras�lia.
Depois de sucessivos contatos com lideran�as do PP, Meirelles passou a considerar a possibilidade de se filiar ao PMDB a partir de articula��es que passaram pela c�pula nacional do partido. Segundo especula��es, o presidente Lula teria defendido a filia��o ao partido de Iris. Meirelles negou, em entrevista ao POPULAR na quinta-feira, que haja interfer�ncia do presidente na escolha do partido.
O PMDB ofereceria a possibilidade de candidatura em n�vel nacional � Presid�ncia ou vice � e ao Senado, embora haja d�vidas sobre espa�o para a disputa ao governo.
O presidente do BC disse aos peemedebista que ter� decis�o at� o dia 30 de setembro, quando viajar� para Copenhague, na Dinamarca, para compromissos oficiais. Aliados em Goi�s afirmam que a filia��o, caso ele decida entrar em algum partido, deve ocorrer no pr�ximo domingo, 27.
Meirelles recebeu os deputados �s 17h30, explicou rapidamente o que est� em an�lise e repetiu que est� em momento de �ouvir mais do que falar�. Cada deputado presente falou por cerca de cinco minutos. Ningu�m demonstrou resist�ncia � filia��o dele ao PMDB e at� mesmo � candidatura ao governo.
Participaram os deputados Adriete Elias, Jos� Nelto, Luiz Carlos do Carmo, Mara Naves � l�der do partido na Assembleia �, Miguel �ngelo, Paulo Cezar Martins, Thiago Peixoto e Wagner Guimar�es.
O anfitri�o ofereceu aos presentes salgadinhos, p�o de queijo, caf� e refrigerante. Por volta de 19 horas, Meirelles encerrou a conversa informando que teria encontro com Lula em Bras�lia.
A bancada do PMDB mostrou impress�es diferentes sobre a conversa com Meirelles. H� quem aposte que ele acabar� n�o se filiando a nenhum partido. Na opini�o de parte dos peemedebistas, o fato de ele ter dito que far� nova consulta ao presidente Lula soa como uma justificativa para poss�vel desist�ncia.
No entanto, uma parcela dos deputados diz considerar que Meirelles realmente est� em d�vida e ainda analisa o melhor caminho. Os parlamentares afirmam que o presidente mostrou que o PMDB tem grande peso na decis�o.
Os senadores Dem�stenes Torres e L�cia V�nia s�o os favoritos para a reelei��o. At� porque n�o h� outros candidatos anunciados. Mas alguns pol�ticos de peso devem disputar e o quadro tende a mudar de configura��o. Mauro Miranda, Henrique Meirelles, Roberto Balestra, Iris Ara�jo, Adib Elias e Rubens Otoni s�o cotados para disputar mandato de senador. Se candidatos, todos, muito fortes, dar�o trabalho a Torres e L�cia. O quadro n�o parece nada tranquilo para os senadores.
Em entrevista ao O Popular Henrique Meirelles mostra indefina��o quando h� 2010
O senhor decidiu se filiar a um partido em Goi�s? N�o. Estou ainda por definir se vou me filiar. Estou avaliando e ainda n�o tenho conclus�o. Com certeza, imediatamente ap�s a decis�o, vou falar mais sobre isso em Goi�s, para explicar os fatores que me levaram a escolha e dar detalhes sobre o assunto. Quando decidir, vou esclarecer os motivos.
A d�vida � mesmo entre PP e PMDB? Eu tenho diversos convites e ainda n�o me decidi. Vou avaliar primeiro se vou me filiar e depois definir o partido. E vou fazer isso com cuidado, calma, toda responsabilidade, para fazer a melhor escolha.
O sr. fez o compromisso com o governador Alcides Rodrigues de que, caso optasse por uma filia��o partid�ria, seria ao PP? N�o tenho decis�o tomada. Ent�o n�o tenho o que dizer sobre essas conversas. Tenho ouvido muita gente, tenho andado rouco de tanto ouvir, e estou avaliando, mas n�o tomei decis�o.
O sr. conversou ontem (quarta-feira) com a bancada do PMDB de Goi�s na C�mara. Busca avaliar se teria espa�o na legenda para se candidatar a governador? Estou avaliando, conversando, ouvindo a opini�o de muitos. Como goiano, tenho ouvido v�rias lideran�as para saber o que pensam. Tamb�m como presidente do BC, converso com muitas pessoas, recebo a todos.
Com que outras lideran�as de Goi�s conversou nos �ltimos dias? Ah, isso n�o me cabe falar. Tenho de agir como presidente do Banco Central e ser discreto sobre essas conversas.
O sr. conversou com o governador? N�o. Ele est� na China, n�? Primeiro eu estava no exterior. Quando voltei, ele � que estava. De modo que n�o falei com ele nos �ltimos dias. Devemos voltar a falar quando ele retornar.
O presidente Lula articula sua filia��o ao PMDB? O presidente Lula n�o faz articula��es neste sentido. Ali�s, a grande prefer�ncia dele, e ele disse isso ontem, � que eu ficasse no BC at� dezembro de 2010. S� que ele j� disse tamb�m que me apoia caso eu decida me filiar e ser candidato.
Qual foi o peso das declara��es do presidente favor�veis ao sr. na visita a Goi�nia e An�polis? Aquilo foi uma interven��o normal, um elogio ao trabalho de um ministro, reconhecimento do esfor�o que fizemos para sair da crise, pela estabilidade. Foi uma coloca��o institucional.
N�o houve pretens�es pol�ticas? � claro que tudo na a��o p�blica pode ter leitura pol�tica. Mas ele tem dito isso em outras circunst�ncias tamb�m, n�o foi s� l� no palanque em Goi�nia.
O governo de Goi�s explorou muito a quest�o das contas do Estado, da busca pelo equil�brio financeiro, do fim do d�ficit. Considera que esse debate pode ser favor�vel ao sr. na campanha ao governo? Por enquanto, n�o tenho decis�o de ser candidato. Ent�o n�o conv�m falar de quest�es t�o espec�ficas, do que poderia me favorecer ou n�o. N�o estou pensando nisso agora. Vou pensar se decidir ser candidato.
Como � a participa��o do sr. nas negocia��es do governo federal com o Estado para salvar a Celg? � uma quest�o espec�fica que eu n�o quero comentar agora. Vou entrar nestes assuntos s� depois que me decidir. Caso me filie vou falar de todas essas coisas. Sou presidente do Banco Central, estou 100% focado na economia. N�o estou em campanha. O que posso dizer agora � que estou avaliando e vou tomar uma decis�o serena, respons�vel, cuidadosa.
TRE de Minas Gerais vai divulgar candidato ficha suja
Por unanimidade, na sess�o do dia(3), o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) aprovou resolu��o que vai disponibilizar, por meio do portal do TRE-MG na internet, uma listagem contendo o nome dos candidatos, os cargos para os quais se candidatam e as informa��es consubstanciadas nos documentos apresentados para o registro das suas candidaturas, inclusive aqueles que digam respeito ao curr�culo, compromissos e programas que apresentarem � Justi�a Eleitoral. Al�m do portal do Tribunal, na internet, as informa��es tamb�m estar�o acess�veis no servi�o do Disque-Eleitor (3291-0004).
Ainda de acordo com a Resolu��o 785/2009, constar�o da lista de divulga��o todas as a��es dos candidatos que estejam em tramita��o, verificadas nas certid�es, mesmo que ainda n�o tenham sido julgadas, inclusive as que versarem sobre improbidade administrativa. O teor das informa��es publicadas, bem como a sua atualiza��o no Portal do TRE-MG ser�o de responsabilidade da Coordenadoria de Registros Eleitorais e Partid�rios (da Secretaria Judici�ria), unidade respons�vel pelo processamento dos pedidos de registro de candidaturas.
A ideia de disponibilizar ao eleitor, para as elei��es 2010, a lista com curr�culo e principais propostas dos candidatos surgiu da iniciativa do presidente do TRE-MG, desembargador Almeida Melo, que, na quarta-feira (2), encaminhou proposta aos membros do Senado para inclus�o na reforma eleitoral (em tramita��o no Congresso Nacional) de um novo inciso na Lei das Elei��es.
Deputado e presidente estadual do PR, Sandro Mabel afirma que a maioria dos prefeitos do partido n�o teve apoio do senador Marconi Perillo (PSDB) nas elei��es do ano passado. �N�o existe isso de que os prefeitos do PR est�o fechados com Marconi para 2010, porque nada devem ao senador. Em muitas cidades, Marconi apoiou nossos advers�rios�, diz. Mas pondera: �� claro que, a depender do que for decidido para a elei��o estadual, poder� haver dissid�ncia no PR, como em qualquer outro partido. Mas a maioria dos nossos prefeitos, posso garantir, vai seguir o partido�. Mabel diz que, embora seja discreto, o governador em exerc�cio Ademir Menezes (PR) dar� visibilidade ao partido nas duas semanas no comando do Estado com a viagem de Alcides Rodrigues (PR) ao exterior. �O importante � que o PR mostra lealdade ao governador. Se n�o ter� tempo para fazer muita coisa enquanto for governo, por outro lado ter� tempo para n�o fazer nada que contrarie Alcides�, diz Mabel.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, disse ontem que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que cria 7.709 vagas para vereadores nas c�maras municipais de todo Pa�s dever� receber contesta��es no STF. Na avalia��o dele, a proposta n�o poderia ter efeito retroativo �s elei��es de 2008 e conferir cargo a vereadores da atual legislatura. A PEC j� passou pelo Senado, foi aprovada em primeiro turno na C�mara e precisa apenas de uma vota��o no segundo turno para entrar em vigor.
�Eu n�o sei se esse � o teor da emenda, mas se ela estabeleceu ou tem essa previs�o, muito provavelmente ser� contestada no �mbito do STF, e com grande possibilidade de essa contesta��o vir a ser acolhida�, disse ele, na abertura da Semana Nacional de Concilia��o da Justi�a, no F�rum Trabalhista Rui Barbosa, em S�o Paulo. �Acho extremamente dif�cil que ela venha a ser aplicada de imediato, com a convoca��o de suplentes, como se n�s tiv�ssemos realizado uma elei��o a posteriori�, afirmou.
O presidente do Supremo ressaltou que o Supremo avalia mudan�as no processo eleitoral com restri��o. Como exemplo, ele citou o caso da verticaliza��o, em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu que a PEC aprovada em 2006, que previa o fim da verticaliza��o para as coliga��es entre partidos e autorizava Estados a n�o seguir as alian�as feitas em n�vel federal, s� valeria para as elei��es de 2010. (Ag�ncia Estado)
Minist�rio P�blico quer anular concurso da C�mara de Vereadores de Senador Canedo
Mesmo sem cumprir o Termo de Compromisso e Ajustamento de Conduta (TAC) do Minist�rio P�blico do Estado (MP), a C�mara Municipal de Senador Canedo publicou ontem o resultado do Concurso P�blico feito para preencher as vagas dispon�veis na Casa. Na lista de aprovados constam o filho do presidente da C�mara, assessores de vereadores, atuais diretores e secret�rios da pr�pria Casa. Promotor do MP, Glauber Rocha, espera a anula��o do concurso.
Em 2008, a C�mara tinha se comprometido a realizar concurso p�blico para a contrata��o de funcion�rios de acordo com o TAC assinado juntamente com o MP. No entanto, de acordo com o promotor, ao assumir a presid�ncia da Casa, o vereador Geraldo Siqueira (PR), n�o atendeu �s determina��es do �rg�o.
Dentre as irregularidades, o MP apontou prazo de inscri��o de apenas cinco dias, falta de divulga��o do edital no site da Casa, aus�ncia de cargos de procurador e contador (determina��es do TAC), al�m da contrata��o de uma empresa respons�vel pela realiza��o do processo por R$ 75 mil, quando os pr�prios funcion�rios da C�mara realizaram as inscri��es e aplica��es da prova.
�Consegui na Comarca de Senador Canedo a suspens�o do concurso, mas a C�mara entrou com pedido de liminar no Tribunal de Justi�a e conseguiu realizar o processo�, conta o promotor. Apesar da lista dos aprovados ter sido publicada, a a��o ingressada por Glauber est� em tramita��o e ser� julgada pelo TJ.
O presidente da C�mara disse que n�o tem receio do concurso ser anulado e adiantou que os aprovados s� ser�o convocados ap�s a justi�a julgar o m�rito da a��o. "N�o fui eu que assinei o TAC, isso foi na gest�o passada e n�o na minha. N�o me prendi aos detalhes. Se anularem o concurso eu irei recorrer at� a inst�ncia superior", informou Siqueira. Quanto aos nomes dos aprovados terem rela��o pr�xima com os vereadores da C�mara, o republicano afirmou que o questionamento n�o tem sentido.
Depois de muita confus�o na Justi�a e a realiza��o das provas contra a vontade do Minist�rio P�blico saiu o resultado do "concurso" da C�mara Municicipal de Senador Canedo. Confira abaixo o resultado e o nome dos aprovados: * Analista Legislativo - vagas 4 - sal�rio R$ 2.500,00 - n�vel superior
- JOS� ALVES DE ALENCAR - GUIOMAR NOBREGA DOS SANTOS - JADIR PAULA RIBEIRO - LEONARDO VICTOR A. AMARAL
- ALEX FELIPE R. LIMA - JOS� BATISTA - DORMECI FERREIRA DA SILVA - JOSE RODRIGUES DA SILVA - ANTONIO GERALDO DE CASTRO - GILMAR MORAIS FRAZ�O - SAMUEL CURCINO R. DOS SANTOS
- ELKE DE SOUSA CAMPOS XAVIER - DIVINA MARTA B. AMORA - SONIA CANDIDA DA MATA - EDNAIR REGES DOS REIS - CARMEM LUCIA SOARES FREIRE
Obs: Qualquer opini�o ou questionamento sobre o concurso pode ser feito ao Minist�rio P�blico de Senador Canedo no fone: (62) 3512-4517/1583 ou pelo e-mail gabinete@mp.go.gov.br
Deputados tucanos avaliam que mandatos s�o da coliga��o
Uma poss�vel filia��o de deputados e suplentes do PSDB para partidos pr�ximos do governador Alcides Rodrigues (PP), se confirmada, deve deflagrar uma guerra jur�dica no Estado. A coluna ouviu alguns parlamentares, que pediram anonimato para n�o passar recibo, sobre a amea�a do PSDB (e PTB tamb�m) de que exigir� na Justi�a o mandato do parlamentar que trocar a legenda por outra. Os deputados argumentam que foram eleitos ou s�o suplentes da coliga��o PSDB-PP. Se mudarem para o PP, avaliam, continuam na coliga��o. Mas s� v�o tomar uma decis�o depois de conversar com o governador Alcides, que chega do exterior no dia 22. Querem garantia de que ter�o respaldo palaciano para 2010. Alguns suplentes, como Evandro Magal e Laudeni Lemes, devem deixar a Assembleia em mar�o, quando os titulares dos mandatos � os secret�rios estaduais Ernesto Roller (PP) e T�lio Isac (PSDB) � retornar�o ao Legislativo. Ou seja: se decidirem mudar para o PP e o PSDB exigir os mandatos na Justi�a, at� sair o resultado, a In�s estar� morta. A conferir.
Vereadores - Aumento de vagas s� para 2012, diz TSE
Um dia depois de a C�mara dos Deputados aprovar em primeiro turno uma emenda � Constitui��o que prev� a cria��o imediata de 7.709 vagas de vereadores nas C�maras Municipais, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Ayres Britto, sinalizou que a medida, se votada em definitivo, s� valeria para as pr�ximas elei��es.
Segundo Ayres Britto, a jurisprud�ncia do �rg�o sustenta que uma emenda � Constitui��o pode criar novas vagas para vereadores, mas a mudan�a teria de ocorrer antes do pleito. �N�o vou me pronunciar sobre a constitucionalidade ou n�o desse projeto. O que posso dizer � que, de acordo com a jurisprud�ncia do TSE, � poss�vel o aumento do n�mero de vereadores por emenda desde que passe a vigorar na legislatura subsequente�, afirmou.
�� preciso n�o confundir vereador suplente com suplente de vereador. N�o existe vereador suplente e temos de nos perguntar: �Um suplente de vereador pode ser transformado em vereador por emenda?� O que o TSE responde � que uma emenda n�o pode substituir a voz das urnas�, completou.
A emenda foi aprovada na C�mara por 370 votos a 32, com 2 absten��es, e ainda precisa passar por vota��o em segundo turno, prevista para o dia 22 ou 23, para ir � promulga��o. O texto redimensiona o tamanho da maioria das C�maras Municipais, aumentando cadeiras principalmente em munic�pios entre 50 mil e 1 milh�o de habitantes. Capitais como S�o Lu�s e Macei�, por exemplo, sairiam dos atuais 21 vereadores para 31. S�o Paulo e Rio de Janeiro permaneceriam com o mesmo n�mero de vereadores, 55 e 51, respectivamente.
A expectativa dos defensores da medida � que as C�maras deem posse imediata aos suplentes assim que a emenda for promulgada. O texto fala em efic�cia imediata, sem retroatividade de sal�rios. Mas at� alguns que defendem a proposta reconhecem que sua efic�cia ser� questionada judicialmente.
V�rios deputados que s�o contr�rios � medida, como Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), j� afirmaram que v�o ingressar com questionamentos nos tribunais superiores caso a emenda seja promulgada. (Folhapress)
Gripe A: Senador Canedo tem escola municipal interditada
A Secretaria de Educa��o de Senador Canedo suspendeu ontem (9) as aulas na Escola Municipal Pastor Albino Boaventura, ap�s o surgimento de cinco casos suspeitos de gripe a entre alunos com idade de 7 a 14 anos. Todos j� est�o sendo tratados com Tamiflu, medicamento indicado para combate � essa gripe.
Durante a suspens�o das aulas, os demais estudantes ser�o visitados em casa, para monitoramento da doen�a e a escola retomar� as atividades nesta segunda-feira (14). Outros munic�pios goianos, como Trindade e Inaciol�ndia suspenderam as atividades escolares por causa dos riscos de contamina��o.
C�mara aprova em 1� turno mais 7.709 vagas de vereador
Texto aprovado por 370 votos a 32 aumenta C�maras em 14,8%; cidades entre 80 mil e 1 milh�o de habitantes s�o as mais afetadas (PSDB-MG), um dos relatores do projeto de reforma eleitoral
Emenda ainda precisa ser votada em 2� turno; C�mara estava lotada de suplentes de vereador, que esperam tomar posse ap�s aprova��o
Em meio a muita pol�mica e uma press�o nos corredores e gabinetes que durou semanas, a C�mara dos Deputados aprovou ontem � noite em primeiro turno a emenda � Constitui��o que pretende criar 7.709 novas vagas de vereadores no Brasil, elevando o atual tamanho das C�maras Municipais em 14,8%.
O texto foi aprovado por 370 votos a 32, com 2 absten��es, e ainda precisa passar por vota��o em segundo turno para ir � promulga��o. A emenda redimensiona o tamanho da maioria das C�maras, aumentando cadeiras principalmente em cidades entre 80 mil e 1 milh�o de habitantes.
Capitais como S�o Lu�s e Macei�, por exemplo, sairiam dos atuais 21 vereadores para 31. S�o Paulo permaneceria com 55 vereadores.
TRE de Minas vai divulgar ficha criminal de candidatos
Resolu��o aprovada pelo TRE-MG (Tribunal Regional Eleitoral) permite que o �rg�o revele em seu site a certid�o criminal dos candidatos que disputar�o o pleito de 2010, tal como j� ocorre com a declara��o de bens.
Todas as a��es que tramitam em varas c�veis e criminais constar�o da lista de divulga��o do �rg�o, "mesmo que ainda n�o tenham sido julgadas, inclusive as que versarem sobre improbidade administrativa", diz o artigo 3� da resolu��o 785, aprovada por unanimidade no dia 3.
Pela primeira vez, um �rg�o eleitoral oficializa a divulga��o da situa��o na Justi�a dos candidatos aos cargos que estar�o em disputa no ano que vem em Minas. Ser�o 134 cargos. Em 2006, foram 1.453 postulantes aos cargos de governador, vice-governador, senador e deputados federais e estaduais.
A PMCC Projetos de Transporte de �lcool estima que a licen�a pr�via para a constru��o do seu primeiro alcoolduto ser� emitida nas pr�ximas semanas pelo �rg�o ambiental do governo do estado de S�o Paulo. A previs�o � do diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, que participou nesta quarta-feira (9/9) de evento no Rio de Janeiro.
A PMCC Projetos � uma joint venture entre a Petrobras, Mitsui&Co e Carmargo Correa. O alcoolduto � parte do corredor de exporta��o de etanol que come�a no Terminal de Senador Canedo, em Goi�s, passa por Uberaba, em Minas Gerais, Ribeir�o Preto, Paul�nia e Guararema, em S�o Paulo.
Do Terminal de Guararema, o duto segue para o Terminal de S�o Sebasti�o, no litoral Norte de S�o Paulo e para o Terminal da Ilha d'�gua, no Rio de Janeiro, atrav�s do poliduto OSRIO, j� existente, que passar� a ser exclusivo para etanol.
A expectativa da Petrobras � que os dois primeiros trechos do ramal � Paul�nia/Ribeir�o Preto e Ribeir�o Preto/Uberaba � estejam conclu�dos at� o final de 2010. O terceiro trecho ainda depender� da demanda de mercado.
�Estamos fazendo o licenciamento na faixa existente de um poliduto que liga Paul�nia e Bras�lia. Isso facilita muito a vida. N�o teremos problemas de desapropria��o�, contou Paulo Roberto Costa.
O n�mero de v�timas da gripe su�na em Goi�s sobe para 20 mortes, foi o que o demonstrou o balan�o da Secretaria Estadual de Sa�de (SES) sobre a gripe A no Estado. Existem 42 casos suspeitos em todo o Estado, 80 casos confirmados, 20 mortes confirmadas e 130 descartados.
Em Goi�nia foram 5 mortes, 6 em Aparecida de Goi�nia, 2 em An�polis, 1 em Brasabrantes, 1 em Catal�o, 1 em Cristian�polis, 1 em Jaupaci, 1 em Minieros, 1 em Sanclerl�ndia e 1 em Senador Canedo. Ainda existem 18 casos de mortes sob suspeita.
Trem de Senador Canedo a Bras�lia deve ficar pronto em 3 anos
Alcides Rodrigues e presidente da Valec anunciam linha de trem entre Senador Canedo e Bras�lia. Trajeto ser� feito em 1h30
O governador de Goi�s, Alcides Rodrigues, e Jos� Francisco das Neves, o Juquinha, presidente da Valec, anunciaram ontem, em Pequim, projeto do Estado de Goi�s em inaugurar nos pr�ximos tr�s anos o Expresso Pequi. A proposta se parece com a ideia de trem-bala, mas � bem mais realista em termos de execu��o e or�amento. O trem-bala foi or�ado em R$ 5 bilh�es e o novo projeto pode ficar pronto com um quinto deste valor.
Alcides descarta a hip�tese de �trem-bala� ou de alta velocidade devido aos custos, mas reafirma que o Estado tem interesse em ligar Goi�nia � Capital Federal atrav�s dos trilhos de ferro. Segundo o governador, o trem deve fazer o trajeto em uma hora e meia a partir de uma velocidade de 180 km por hora. Ele informa que a proposta depende das a��es conjuntas dos governos de Goi�s, federal e bancada de parlamentares goianos. �A licita��o pode sair antes de mar�o�, diz Juquinha.
Segundo Juquinha, o valor da constru��o deve girar entre R$ 800 milh�es a R$ 1 bilh�o. O custo ser� semelhante ao gasto hoje com a Ferrovia Norte Sul � or�ada em R$ 3,5 milh�es por quil�metro. �A diferen�a � que faremos um projeto de velocidade mais r�pida. Vamos fazer coisas plaus�veis. Esque�am o trem-bala. Ficar sonhando n�o adianta�.
De acordo com o presidente da Valec e governador, o projeto pol�tico para a constru��o do �trem r�pido� passa pelo Senado. A Comiss�o de Infraestrutura ser� utilizada para angariar uma rede de apoio necess�rio para tirar o trem do papel. �Podemos colocar R$ 300 milh�es nessa obra no ano que vem. Em tr�s anos estaria pronto para inaugurar. O problema � come�ar a fazer e n�o deixar parar�, diz.
O presidente da Valec explica que j� existe o tra�ado inicial por onde passar� o trem. Ele sairia da Vila Matinha, em Senador Canedo. O custo da obra ser� pago pelos governos federal e de Goi�s. Em seguida ser� ofertada a concess�o para explora��o dos servi�os. Dentro desta perspectiva, o trem pode ser legalmente apresentado como um ramal da Ferrovia Norte- Sul. Outra medida que a Valec deve tomar, informa Francisco das Neves, ser� a apresenta��o da proposta como trem de cargas, mas possibilitar que o modal tenha a fun��o de carregar tamb�m pessoas.
Segundo Juquinha, em fevereiro o governador deve anunciar detalhes da constru��o da ferrovia que atender� o Expresso Pequi. Nos pr�ximos dias, o presidente da Valec se reunir� com o presidente da Ag�ncia Nacional de Transportes Terrestres, Bernardo Figueiredo, para tratar dos aspectos legais da obra.
Como Juquinha � potencial candidato a deputado federal pelo Tocantins, ele deseja encerrar suas atividades na Valec no come�o de 2010 com todo o trajeto definido e recursos encaminhados. �J� fiz 370 quil�metros da Norte-Sul. Antes fizeram, em dois governos, apenas 215 quil�metros. Acho que agora esse projeto sai.�
Investimentos em ferro devem movimentar R$ 180 bi
Um discurso emocionado marcou o dia de ontem dos empres�rios goianos que est�o na China. Dentro de um �nibus e de forma improvisada, logo ap�s almo�o de neg�cios em Tangshan, Guido Arantes, ex-deputado federal por Goi�s e investidor em minera��o, confirmou visita de representantes do governo de Hebei �s suas jazidas em Goi�s e Tocantins. Na viagem de volta para Pequim, o empres�rio levantou de seu assento e realizou discurso inflamado mostrando revolta contra o fim da Metago, empresa de minera��o de Goi�s. Minutos depois, confirmou o acordo que pode explorar pelo menos 1,5 bilh�o de toneladas nas jazidas de Colinas (TO). Uma tonelada de ferro tem valor no mercado que varia de 100 a 120 d�lares, dependendo do grau de pureza do produto. Todos estes n�meros juntos podem movimentar estrondosos R$ 180 bilh�es s� em Colinas, que j� apresenta estudos mais detalhados de potencial de explora��o mineral.
Em Cavalcante, do lado de Goi�s, a expectativa � de minas maiores e mais valiosas, pois est�o compostas por ferro que apresenta melhor grau de pureza � fato que multiplicaria as possibilidades de investimento. As bases do contrato devem ser firmadas em Goi�s durante a visita dos chineses. A primeira visita ocorrer� no come�o do m�s de outubro e ter� como meta in�cio de estudos e estabelecimento de bases de acordo com a cria��o de uma joint venture. Chineses querem a garantia de que a Ferrovia Norte-Sul seja utilizada para facilitar o transporte da produ��o. A China consome hoje metade do ferro produzido no mundo.
O governador Alcides Rodrigues afirma que a discuss�o a partir desse momento � de como ocorrer� o transporte do min�rio. �Ser� necess�rio criar um ramal at� a Ferrovia Norte-Sul�, diz. Ele afirma que a Metago foi essencial para gerar informa��o mineral, mas acredita que o Estado n�o est� desprovido de pesquisas. �Ao contr�rio: temos em Goi�s informa��es impressionantes na Secretaria de Ind�stria e Com�rcio�, disse.
Cavalcante j� � hoje polo de minera��o em Goi�s, com a movimenta��o de 50 carretas ao dia. Elas levam mangan�s at� Ilh�us (BA). Os carregamentos de ferro podem seguir o mesmo modelo de explora��o. A diferen�a � que o ferro deve seguir por 30 quil�metros at� a Ferrovia Norte-Sul e ser descarregada no Porto de Itaqui (MA). De l� o mineral partir� para o porto de Caofeidian, na China. Ontem, o governador e comitiva visitaram a �rea de Caofeidian, zona industrial de Tangshan. A cidade chinesa � um complexo industrial modelo que recebe min�rios de toda parte do mundo.
Homenagem ao Cerrado
Francisco das Neves diz que o nome Expresso Pequi tem origem na viagem realizada por agentes p�blicos de Bras�lia e Goi�nia em 2003 para conhecerem o trem-bala na Fran�a, Alemanha e Espanha. �N�o queria que mudassem o nome, que � uma bonita homenagem. Acho que o projeto tem essa cara de pequi mesmo�, diz.
O novo projeto, por�m, surgiu em mar�o deste ano, com a presen�a de Alcides Rodrigues e do deputado federal Jovair Arantes (PTB). �Est�vamos lan�ando obras em Porangatu quando tivemos essa ideia�. Apesar de diferente e inusitado, Juquinha acha justific�vel manter o nome de Expresso Pequi. �Um projeto mais p� no ch�o pode ser executado, contar com total apoio do presidente Lula e ser instalado rapidamente�.
Dois vereadores e um primeiro suplente de Pires do Rio tiveram os diplomas cassados ontem atrav�s de senten�a assinada pelo juiz da 27� Zona Eleitoral H�lio Ant�nio Cris�stomo de Castro. Os vereadores eleitos, Ruimar de Almeida (PSDB) e Domingos Rodrigues Pereira (PSB), al�m do suplente Watevilo Benjamim Cotrim, teriam feito gastos irregulares com combust�vel durante a campanha, que n�o foram aprovados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRT).
Segundo presta��o de contas de Domingos, foram lan�adas despesas com o produto no valor de R$1.038,62, pagos com recursos pr�prios. Por�m, investiga��o policial e apreens�o de documenta��o � �poca da campanha revelou 18 controles de abastecimento referentes � entrega de combust�vel para outras pessoas, autorizado pelo vereador, no valor de R$ 937.
Ruimar apresentou uma nota fiscal de R$3.575,95 em gastos com gasolina. A pol�cia encontrou, entretanto, 19 controles no valor de R$1.552,01 em litros de combust�vel. Watevilo tamb�m teve o diploma ca�ado por apresentar apenas nota de R$4.745,28 que teria sido pagos com recursos doados para a campanha.
A pol�cia encontrou 77 controles referentes a mais de 2 mil litros de gasolina em nome do suplente, que teriam sido utilizados por terceiros. As datas s�o variadas e a maioria dos ve�culos citados nos controles fiscais n�o foram declarados. Os acusados n�o foram encontrados pela reportagem para comentar as acusa��es.
O governador cassado do Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB), afirmou ontem, na companhia de sua esposa, Dulce Miranda, e dos dois filhos, que n�o sair� da pol�tica e que n�o pretende recorrer da decis�o do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) � que manteve a cassa��o de seu mandato e de seu vice, Paulo Sidnei Antunes (PPS).
�Vejo nesta decis�o (do TSE) o in�cio de uma nova miss�o. Vou cuidar um pouco da fam�lia, tenho duas crian�as. Agora estou pronto para exercer o mandato de marido e de pai�, disse. �A nossa miss�o n�o terminou, uma nova miss�o come�a. Estou tranquilo, entendo que procurei fazer o melhor. N�o digo que fui perfeito porque ningu�m chega � perfei��o�, avaliou.
Sorte O governador revelou que n�o recorrer� da decis�o do TSE e, ao fim, desejou boa sorte ao governador interino. �Rogo a Deus que o pr�ximo governador, Gaguim, tenha o mesmo sucesso que eu tive na vida p�blica, honradez, dignidade, lealdade e procurar sempre olhar para a frente�, estimou Miranda.
A �nova miss�o referida pelo ex-governador� pode ja ter in�cio em 2010. O peemedebista � cotado para a disputa por uma das duas vagas ao Senado.
�Todo homem p�blico sempre almeja um degrau a mais. Dizer que n�o vou continuar na vida p�blica, estaria sendo injusto com a popula��o tocantinense e at� comigo mesmo. Nosso projeto � continuar na vida p�blica, sim, com toda a certeza�, enfatizou o ex-governador, Marcelo Miranda. (N�dia Sousa, do Jornal do Tocantins)
Em Bras�lia, Sarkozy faz barba, cabelo, bigode e etc.
Depois fazer barba, cabelo e bigode, Sarkozy ofereceu um mimo ret�rico a Lula.
Declarou-se a favor da velha pretens�o brasileira de obter um assento permanente no Conselho de Seguran�a da ONU.
Natural. Com um contato bilion�rio no bolso, defenderia at� a inclus�o de Lula no ranking dos homens mais belos e elegantes do planeta.
Sarkozy permitiu-se pronunciar uma �nica queixa. Frustrara-se com o card�pio do jantar da v�spera.
�A �nica promessa que ele [Lula] n�o me cumpriu foi oferecer um churrasco�.
A picanha chegou a ser levada ao espeto. Quando Lula chegou ao Alvorada, �s 20h30 de domingo (6), estava quase no ponto.
O diabo � que o vidro temperado que protegia as laterais da churrasqueira do Alvorada estourou. �Eu n�o podia servir churrasco com vidro�, Lula justificou.
Por sorte, Marisa mandara preparar uma moqueca capixaba com feij�o tropeiro. E Sarkozy teve de se contentar com a peixada.
Elogiou especialmente o feij�o. "Fico feliz que o presidente Sarkozy gostou muito do tropeiro. Significa que ele est� se sentindo em casa", Lula festejou.
H� menos de um m�s do fim do prazo para filia��o partid�ria � e, consequentemente, para a defini��o das principais figuras que os partidos ter�o nas elei��es de 2010 �, cresce a investida do PMDB na disputa pela filia��o de Henrique Meirelles, presidente do Banco Central (BC) e poss�vel candidato ao governo de Goi�s.
Se o projeto de Meirelles for mesmo disputar o governo, o PMDB tem cartas contundentes que podem ganhar a filia��o do presidente do BC: a possibilidade do prefeito Iris Rezende (PMDB) renunciar � candidatura ao governo em prol de Meirelles e o peso pol�tico de Iris na campanha de 2010. �(O governador) Alcides (Rodrigues, PP) n�o conseguiu capitalizar o poder de influenciar o voto�, avalia Mauro Miranda, secret�rio de Governo de Goi�nia.
Mauro diz que �as cartas j� foram jogadas abertamente� pelo PMDB. Um aliado do Pa�o afirma que Iris se encontrou com Meirelles na semana passada em um hangar no Estado. Mauro confirma apenas o encontro da deputada federal Iris Ara�jo (PMDB) com o presidente do BC, quando o assunto teria sido a sucess�o estadual.
Entretanto, segundo Mauro, as negocia��es devem ser aceleradas quando Meirelles voltar de sua viagem � Europa. �Essa decis�o passa por uma conversa com o Lula. Certeza, ningu�m tem de nada. Mas se as pesquisas qualitativas e as for�as pol�ticas ficarem com ele (Meirelles), n�o vejo dificuldade do prefeito apoi�-lo (para o governo do Estado), desde que Meirelles esteja no PMDB�, pondera.
Ren�ncia Enquanto boa parte das lideran�as do PMDB defende a candidatura de Iris para o governo do Estado, Mauro j� tem pronta a justificativa para uma poss�vel ren�ncia do prefeito � disputa: humildade e responsabilidade com sua administra��o em Goi�nia.
�Se tiver um nome que ganhe do (senador) Marconi (Perillo, PSDB), Iris abre m�o. Ele tem uma responsabilidade muito grande em rela��o a isso, est� muito feliz na Prefeitura, desprendido tamb�m. Mas est� tamb�m determinado a contrapor o Marconi. Se n�o tiver outro nome, ele sai candidato�, afirma Mauro.
O secret�rio chega a admitir uma defini��o ainda neste ano do apoio � candidatura de Meirelles pelo PMDB, caso o presidente do BC suba nas pesquisas internas do partido. �Mas a data � a da lei (Iris tem at� o final de mar�o para se desincompatibilizar do cargo de prefeito, caso queira disputar as elei��es de 2010). At� a v�spera, as coisas podem se complicar.�
Alian�a Questionado se o PMDB fecharia alian�a com Meirelles candidato ao governo, mesmo com o presidente do BC filiado ao PP, Mauro recua: �N�o tenho certeza disso, mas acho que n�o�.
O secret�rio acrescenta: �Meirelles � um grande nome, um grande t�cnico, tem discurso bom. Mas o que significa isso em rela��o � realidade de Goi�s, � cidade pequena? Ele ter� paci�ncia de ir pedir votos a lideran�as locais, est� disposto a cumprimentar no dia seguinte? Ele � capaz de renunciar � toda gl�ria para assumir a goianidade dele no seu todo?�
O secret�rio n�o coloca em d�vida o potencial pol�tico de Meirelles, mas demonstra receio na disputa do presidente do BC com Marconi. �Acho que ele (Meirelles) deve ter (capital pol�tico). Mas e a habilidade pol�tica do Marconi e do Iris, como ficariam? Qual deles motiva mais as pessoas? Precisa de uma pesquisa muito bem feita e um projeto aberto�, defende Mauro. Proporcionais Enquanto a campanha majorit�ria do PMDB espera pela defini��o de Henrique Meirelles, o partido est� empenhado na busca de lideran�as pelo interior para capitalizar a disputa por vagas na Assembleia. Motivado pela aprova��o popular do governo de Iris e pelo ingresso do partido em grande parte das principais prefeituras goianas, o PMDB quer garantir maioria no parlamento estadual em 2010.
�Estamos preparando deputados estaduais no Estado inteiro. Agora � hora de aflorar nomes. O candidato a governador vai puxar muito voto e a base aliada, numa leitura atual, est� muito fragmentada. Se a crise render, deve atrapalhar Alcides e Marconi�, analisa o secret�rio.
Jogando em casa na �ltima rodada da 2� Divis�o do Campeonato Goiano, os times de Morrinhos e Canedense venceram o Itau�u e o Novo Horizonte, respectivamente, e garantiram ontem a vaga na elite do Estadual de 2010. A �ltima e decisiva rodada do quadrangular final da Segundona teve dez gols e dois est�dios � Pl�nio Jos� de Souza (Senador Canedo) e Jo�o Vilela (Morrinhos) � lotados.
O Morrinhos, ao ganhar do Itau�u por 3 a 1, chegou a 12 pontos, ficou com o t�tulo da Segundona e ainda comemorou com a torcida, no Centro Esportivo Jo�o Vilela, a primeira conquista relevante de sua hist�ria � antes, foi vice da 3� Divis�o em 2007.
J� a Canedense, ap�s disputar a elite em 2007 e 2008, retorna � 1� Divis�o com 10 pontos. Ontem, o time de Senador Canedo goleou o j� eliminado Novo Horizonte por 5 a 1, garantindo o acesso, o vice e a artilharia para o atacante Boka.
Cedido pelo Atl�tico, Boka fez tr�s gols e terminou a Segundona com11 gols. Os outros dois foram de Maranh�o � Rochinha descontou. O t�cnico Z� Humberto conseguiu, pela segunda vez, o acesso � elite � ele comandou o Santa Helena no t�tulo de 2008.
Retorno A �ltima vez que a popula��o morrinhense teve um representante na 1� Divis�o foi em 1997, quando o time da cidade era o Am�rica, rebaixado naquele ano. Ontem, em casa e empurrado pela sua torcida, o Morrinhos n�o deu muitas chances ao Itau�u que, pela terceira vez seguida, v� a vaga escapar na �ltima rodada ap�s fazer boas campanhas.
Como dependia apenas de si para ser o campe�o, o Morrinhos fez 1 a 0 aos 10 minutos no chute de fora da �rea de Givanildo, curiosamente um jogador revelado pelo Am�rica nos fim da d�cada de 1990. O Itau�u empatou aos 31 minutos no belo gol do lateral Rodrigo, que entrou na �rea e driblou o goleiro Enival. O Itau�u perdeu outras chances, enquanto Da Silva ampliou aos 35 minutos no chute cruzado. O gol do t�tulo foi de Chocolate, cobrando p�nalti aos 10 minutos do segundo tempo. Depois, foi s� festejar a fa�anha.
O secret�rio de Seguran�a P�blica, Ernesto Roller, e o comandante geral da Pol�cia Militar, coronel Carlos Ant�nio Elias, n�o sabem, mas o �PM� Jo�o Rodrigues dos Reis Filho tentou agredir fisicamente o fiscal da Tecnoguarda Mois�s Sousa Lima.
Rodrigues disse: �Eu sou policial e estou armado, se voc� quiser resolver isto, aqui ou em outro lugar, a gente resolve�. Empregado de Alsueres Mariano (tentou abafar o caso), que perdeu elei��o para prefeito de Senador Canedo para Vanderlan Vieira Cardoso, Jo�o Rodrigues frisou que � policial militar. A ocorr�ncia foi registrada no 8� DP.
Motivo da valentia do �PM� Rodrigues: ele estacionou o autom�vel num lugar que impedia a passagem dos ve�culos dos moradores do Housing Flamboyant. Ao usar o nome da PM para amea�ar pessoas, Rodrigues contribui para manchar o nome de uma institui��o s�ria.
A press�o dos suplentes de vereador para a aprova��o do aumento de vagas nas c�maras municipais surte pouco efeito no Congresso. Parlamentares se revezam no microfone para pedir a vota��o da PEC (Proposta de Emenda � Constitui��o) n� 47/08, mas a decis�o foi mais uma vez adiada.
As galerias da C�mara foram ocupadas por suplentes esperan�osos de que o plen�rio votasse o assunto esta semana. Uma reuni�o de l�deres realizada ontem (2), no entanto, adiou a decis�o para a pr�xima quarta-feira (9). A tend�ncia � que seja mais uma vez jogada pra frente, talvez para o final do m�s, segundo alguns deputados envolvidos nas negocia��es.
A campanha dos suplentes come�ou h� oito meses e j� teve at� greve de fome (leia aqui e aqui). O presidente da C�mara, Michel Temer (PMDB-SP), � contra a PEC dos vereadores. Avalia que a mat�ria vai provocar �problemas judiciais de maior monta" se for aprovada, segundo afirmou ontem (2) em entrevista.
A mais recente aprova��o da PEC 47/08 (tamb�m chamada "PEC Paralela dos Vereadores", uma vez que foi extra�da de outra) ocorreu no plen�rio do Senado, em dois turnos, em 17 de junho deste ano (leia). A proposta define o limite de gastos para as c�maras municipais, para atender ao aumento das vagas de vereador previsto na PEC origin�ria. Traduzindo em percentuais, sem depend�ncia de fatores econ�micos, a PEC estabelece, em suma, limites m�ximos de gastos entre 2% e 7% (o texto aprovado na C�mara fixava esse limite em 2% E 4,5% � leia aqui e aqui). Atualmente, o percentual varia entre 2% e 8%.
Tamb�m ficam estabelecidas faixas percentuais de despesas para as c�maras municipais, observando-se a popula��o do munic�pio e tendo como base a arrecada��o total no ano anterior: 7% para munic�pios com popula��o de at� 100 mil habitantes; 6% para 101 mil at� 300 mil habitantes; 5% para 301 mil at� 500 mil habitantes; 4% para 501 mil at� 2 milh�es de habitantes; 3% para 2,001 milh�es at� 8 milh�es de habitantes; 2% para cidades com mais de 8 milh�es de habitantes.
A PEC 20/08, em linhas gerais, amplia de 51.748 para 59.791 o n�mero desses cargos no pa�s (diferen�a de 7.343 � ou 14,1% de amplia��o de vagas). A proposta tamb�m altera a proporcionalidade de vereadores em rela��o � quantidade de habitantes em cada munic�pio. Assim, os menores munic�pios (at� 15 mil habitantes) teriam nove e os maiores (at� 8 milh�es), 55 vereadores.
O l�der do PSDB na C�mara, Jos� An�bal (SP), reafirmou ser contra o aumento de vagas. �N�s n�o podemos eleger sete mil vereadores no plen�rio da C�mara�, disse o tucano � reportagem, rodeado de suplentes de vereador obviamente interessados na aprova��o da mat�ria.
�Nem o Tribunal Superior Eleitoral vai permitir que esses suplentes tomem posse. Porque, se eles tomarem posse, vai ter vereador na titularidade que vai ter de sair, vai ter que fazer novas elei��es. Deve-se parar um pouco e pensar nas consequ�ncias pr�ticas, fora o �ba-�ba. Eu entendo a expectativa do cidad�o que � primeiro suplente e quer assumir, legitimamente, mas n�o vai dar certo, mesmo que a C�mara aprove�.
�O presidente da C�mara, Michel Temer, que � jurista e conhece bem o Tribunal Superior Eleitoral, me disse o seguinte: n�o haver� posse de nenhum vereador. Todas poder�o ser questionadas, por quem quer seja, e v�o significar � e, por isso, o TSE n�o vai permitir � mudan�a na composi��o das c�maras, inclusive com perda de mandato por alguns vereadores.�
�O governo n�o est� [interessado] nesta PEC, n�o. Quem est� nessa PEC s�o alguns partidos pol�ticos que acham que � leg�timo e tal. Eu acho que n�o compete � C�mara eleger sete mil vereadores�, concluiu.
A posi��o do tucano n�o � compartilhada pelo deputado Pompeo de Matos (PDT-RS), autor do primeiro projeto de reposi��o de vagas de vereador, em 2004. �H� uma incompreens�o da C�mara. Esse � um tema que eu venho tratando aqui desde 1999, e a C�mara empurra com a barriga. Tanto que o Supremo [Tribunal Federal] interferiu, e acabou fazendo os desarranjos na representa��o das c�maras municipais. O que estamos querendo fazer � corrigir essas distor��es�, disse Pompeo, para quem ainda neste m�s a mat�ria entrar� em pauta. �Demorou, mas estamos na reta final. Eu queria que fosse hoje [quarta, 2]. Queremos a posse dos novos vereadores, no m�ximo, em janeiro do ano que vem.�
Um dos principais conhecedores do assunto na C�mara, o deputado M�rio Heringer (PDT-MG) tamb�m defende a aprova��o da PEC e a recomposi��o das c�maras municipais. �Quem est� nos gabinetes n�o detecta isso, mas � imprescind�vel a presen�a dos vereadores nos munic�pios. Eles n�o fazem uma a��o s� de legisladores e fiscalizadores: eles s�o agentes p�blicos que fazem a intermedia��o do pobre com o poder�, disse o deputado.
�S�o esses caras que botam [m�es carentes] no seu carro e levam para a maternidade. N�o � essa a fun��o? Mas quem far�? Na vac�ncia do poder p�blico, eles s�o os representantes leg�timos. Esses caras fazem mais coisas no Brasil do que pode se criticar no momento�, arrematou o deputado, para quem n�o haver� �nus para os cofres p�blicos. Segundo Heringer, n�o h� disputa pol�tica em torno da PEC, mas h� uso pol�tico da proposi��o como moeda de neg�cio. �O pr�-sal hoje � a disputa pol�tica. E, para fazer press�o sobre a condi��o do pr�-sal, faz press�o em cima de uma PEC que j� est� consagrada e discutida h� mais de oito anos.�
O deputado mineiro diz n�o estar �nem um pouquinho preocupado� com a capacidade or�ament�ria em absorver eventuais gastos extras decorrentes do aumento de vagas. �O or�amento n�o pode subir. Se couber mais representantes dentro das c�maras, est� bom. N�s impedimos o crescimento do or�amento, mas n�o o crescimento da representatividade, minha preocupa��o primeira�, conclui o deputado, acrescentando que n�o h� mordomias em um universo de quase seis mil munic�pios. �Desses, 20 ou 30 s�o privilegiados. Cidade do interior n�o tem isso, n�o. N�o tem gabinete, n�o tem carro, n�o se excede na mordomia. Em cidade do interior o que se pode fazer � redistribuir o trabalho.�
�Quanto mais press�o, melhor�
O parlamentar Fl�vio Dino (PCdoB-MA) tamb�m acredita que a PEC ser� aprovada ainda neste m�s. Favor�vel � mat�ria, o deputado e ex-juiz federal maranhense diz que o Judici�rio errou quando extinguiu 8.528 vagas de vereador em 2004.
�[A PEC] ser� aprovada, eu tenho essa convic��o. A proposta � razo�vel, correta, rep�e vagas que foram indevidamente suprimidas pelo poder Judici�rio, e n�o tem impacto fiscal negativo. Pelo contr�rio, ela tem impacto positivo, na medida em que haver� redu��o dos gastos�, defendeu Dino, para quem a pol�mica em torno do pr�-sal �dificultou a constru��o de consenso�, com a obstru��o dos trabalhos em plen�rio. �Coisa que � leg�tima no Parlamento.�
Dino diz que a aprova��o da mat�ria � quest�o de tempo, mas prefere n�o arriscar uma data em que isso ocorrer�. Enquanto n�o h� defini��o, afirma o deputado, a press�o dos suplentes � v�lida. �Sempre tive na minha cabe�a at� o final de setembro, ainda temos a� v�rias semanas. A press�o � inerente ao Parlamento, quanto mais press�o, melhor. Eu adoro isso aqui cheio, quanto mais gente reclamando, pedindo. Acho que isso � bom porque � a vitalidade do Congresso, e os suplentes est�o corretos de vir aqui e cobrar de seus parlamentares. � assim que as coisas se resolvem�, conclui o parlamentar, para quem �a imensa maioria� dos deputados apoiar� a proposta.
L�der do DEM, o deputado Ronaldo Caiado (GO) disse � reportagem n�o conhecer a raz�o da demora para votar a mat�ria. �N�o sei responder�, resumiu Caiado, sem querer se posicionar sobre a mat�ria ou antecipar como votar� sua bancada. �Eu, como l�der, encaminharei no dia da vota��o. Eu falo pela bancada, n�o falo como pessoa f�sica. Mas ainda n�o foi feita a reuni�o.�
J� o l�der do PT na C�mara, C�ndido Vaccarezza (SP), � mais enf�tico em rela��o � mat�ria. �A bancada do PT vota pelo sim�, disse o deputado, recebendo aplausos dos vereadores que o cercavam � porta do plen�rio. O petista minimizou o impasse em torno da PEC. �A PEC est� tramitando rapidamente. N�s �amos votar hoje, mas a Casa est� sob obstru��o. A praxe aqui � n�o votar PEC em obstru��o, lembrando que as propostas de emenda � Constitui��o precisam de 308 � com a obstru��o dos trabalhos de PSDB, DEM e PPS (cerca de 130 deputados), n�o h� quorum suficiente para aprova��o da proposta. �A� a PEC fica j� fadada � derrota, sem a discuss�o. N�o � que tenha resist�ncia. N�o tem � n�mero para votar a PEC.�
�N�s votamos, na semana passada, na comiss�o, e a imprensa disse que foi votado na calada da noite. Tem uma semana que n�s votamos, tem PEC aqui que foi votada h� mais tempo. Temos que esperar a oposi��o levantar a obstru��o�, ponderou Vaccarezza.