A Ronda Ostensiva T�tica Metropolitana (Rotam) est� de volta �s ruas com patrulhamento 24 horas. O comunicado foi feito pelo comandante-geral da Pol�cia Militar, coronel Carlos Ant�nio Elias, na manh� de ontem, quando a tropa de elite recebeu nove viaturas novas. A portaria que limitava hor�rio de atividade da Rotam das 7 � 1 hora foi revogada. Agora, a Rotam retorna �s ruas em tempo integral com refor�o e autorizada a fazer abordagens diante de a��es suspeitas. Efetivo da Rotam ter� aumento de 50%.
Reportagem do DM mostrou na edi��o de quinta-feira (26) que popula��o goianiense aprova a medida. Enquete apontou que 85% dos entrevistados gostariam que a Rotam voltasse a ter presen�a ostensiva. A enquete ouviu 20 pessoas. �A Rotam nunca deixou as ruas, sempre esteve � disposi��o da comunidade e n�o ser� diferente. Agora, ela est� pronta para agir 24 horas, onde e quando for necess�rio. A volta reflete o reconhecimento da comunidade ao servi�o prestado�, declarou o comandante-geral da Pol�cia Militar em Goi�s, coronel Ant�nio Carlos Elias.
O comandante pontua que a Rotam � treinada para entrar em a��o em casos de alto risco, como roubo a banco e assaltos. Ele defende que n�o h� indicador de aumento na criminalidade em Goi�nia, e que a presen�a da Rotam no patrulhamento 24 horas vai assegurar esses resultados. �A viol�ncia n�o est� em alta. Desde que assumi o comando, os n�meros t�m reduzido significativamente�.
A efetividade da tropa de elite � um dos meios apontados por autoridades e pela pr�pria popula��o para reduzir o crime na Capital. Cada viatura � Blazer adaptada para a Rotam � custou R$ 76.500,00. O valor dos nove ve�culos entregues ontem somou R$ 688.500,00. Os carros foram adquiridos com verbas do Fundo Estadual de Seguran�a P�blica (Funesp). Os recursos s�o oriundos dos cofres do Estado.
Secret�rio de Seguran�a P�blica, Ernesto Roller disse que o grupo volta a atuar 24 horas reaparelhada. �A Rotam nunca parou de trabalhar. Agora com viaturas novas e armamentos suficientes.� Secret�rio da Fazenda, Jorcelino Braga participou da solenidade de entrega dos ve�culos e afirmou que n�o faltar�o recursos � Seguran�a. �O governo passou por turbul�ncias e teve que reorganizar as finan�as. Mas todos os pleitos da Seguran�a s�o atendidos.�
Dois cursos para prepara��o de soldados para a Rotam ser�o abertos em setembro. Segundo o comandante da tropa, major Renato Brum, o efetivo ser� ampliado em 50%.
Concurso para 1.450 vagas na Pol�cia Militar
O comandante da Rotam, major Renato Brum, diz que a postura do grupo n�o muda. Afirma que a tropa continuar� sendo um grupo especializado para atuar em ocorr�ncias de maior complexidade; no entanto, poder�o cumprir as fun��es de policiamento comum, enquanto n�o houver chamadas para casos que necessitem da presen�a deles. Ele avalia que os novos ve�culos trazem melhora significativa nos servi�os. �A tropa est� motivada. Temos todo armamento e equipamentos necess�rios.�
Concurso
O secret�rio de Seguran�a P�blica, Ernesto Roller, anunciou, ainda para este ano, concurso para a admiss�o de 450 oficiais e mil pra�as da Pol�cia Militar. Outro refor�o ser� o aproveitamento de militares da reserva. �Vamos buscar o profissional da reserva para realizar servi�os burocr�ticos e administrativos.�
Simon, desapontado: �No Brasil, n�o se apura nada�
O senador Pedro Simon (PMDB-RS) foi ouviu o ronco da rua. Esteve no Largo do S�o Francisco, a faculdade de Direito da USP.
Rodeado de estudantes, resumiu numa frase o desalento que o assaltou depois que o Senado arquivou as a��es contra Sarney e o STF livrou a cara de Palocci.
�Ficou provado que, no Brasil, n�o se apura nada�. Alunos e professores perguntaram ao senador o que h� de ser feito.
E Simon: �Se houvesse movimento da sociedade, duvido que Sarney n�o tivesse renunciado�.
A rea��o contra a impunidade precisa vir, no dizer de Simon, �de fora para dentro�. Leia-se: das ruas para as institui��es p�blicas.
Sim, Simon enfatizou, �porque de dentro do Congresso e do Supremo Tribunal Federal n�o vai sair nada...�
�...Do presidente Lula n�o vai sair nada. E n�o adianta destituir o Conselho de �tica, porque o STF acaba arquivando tudo�.
H� no Senado quem j� est� pelas tampas com a prega��o �tico-moral de Simon. Por exemplo: Ideli Salvatti (PT-SC), l�der de Lula.
Quando Simon sobe � tribuna para se queixar da renit�ncia de Sarney, Ideli costuma perguntar, � boca mi�da e entre risos:
�Ele j� falou do Rio Grande do Sul ou continua fingindo que � senador pela Para�ba?�
O petismo n�o se conforma com o sil�ncio de Simon em rela��o aos malfeitos atribu�dos � gest�o da governadora ga�cha Yeda Crusius (PSDB).
Nesta sexta (28), como que decidido a livrar-se da pecha de ��tico seletivo�, Simon disse meia d�zia de palavras sobre a encrenca ga�cha.
Presidente do PMDB estadual, Simon afirmou que seu partido �realmente tem participa��o� no governo tucano de Yeda.
Mas, segundo ele, o pemedeb� �deixou claro� � governadora �que sair� do governo e que participar� da CPI" aberta contra ela na Assembl�ia Legislativa.
Marco Aur�lio: �Corda sempre estoura do lado fraco�
O velho e bom Nelson Rodrigues dizia que �o povo desconfia do que entende�. S�bias e certeiras palavras.
Veja-se o caso da quebra do sigilo do caseiro Francenildo. Epis�dio de compreens�o simples e apreens�o imediata.
S� n�o v� quem n�o quer. O STF, por exemplo. Ou, por outra, parte do Supremo, aquele peda�o que se recusou a ver.
Marco Aur�lio Mello, um dos ministros que viram, traduziu o sentimento que ganhou o meio-fio:
"Se voc� perguntar a qualquer um do povo se ele acha que Palocci mandou quebrar o sigilo, ver� que a sensa��o � de que ele tinha interesse nisso...�
�...Ele � o �nico beneficiado. Isso � de uma clareza solar. A corda acabou estourando do lado mais fraco, como sempre".
De fato, de fato. A despeito das evid�ncias que saltavam da den�ncia do Minist�rio P�blico, escorada em dados colecionados pela PF, houve quem fechasse os olhos.
Gilmar Mendes, um dos cinco colegas de Marco Aur�lio que preferiram n�o enxergar, tenta se explicar:
"Temos que estar atentos que o julgamento penal � um julgamento t�cnico. N�o se trata de um julgamento de car�ter moral".
Ou�a-se mais um pouco de Gilmar: "As pessoas come�am a colocar como se tivesse havido uma absolvi��o ou que o tribunal tivesse feito uma op��o entre o poderoso e o caseiro...�
�...N�o � nada disso. Parece que o crime s� existiria se praticado pelo ent�o ministro da Fazenda".
Sejamos t�cnicos, como deseja o presidente do STF. Na fase de an�lise de uma den�ncia, exige-se do juiz que perscrute a consist�ncia dos ind�cios.
N�o h� que falar, nesse est�gio, em provas cabais. A menos que a den�ncia fosse inepta, algo que n�o se deu no 'caseirogate', o correto � abrir a a��o penal.
Ainda que rumine d�vidas, o julgador deve se pautar por um princ�pio que os te�ricos do direito classificam assim: "in dubio pro societate" (na d�vida, em favor da sociedade).
Uma vez aceita a den�ncia, passa-se � fase do contradit�rio. O Minist�rio P�blico agrega as provas. Os r�us se defendem. E a coisa evolui para o julgamento.
A� sim h� que exigir provas irrefut�veis. Do contr�rio, invoca-se outra velha regra do direito: "in dubio pro r�u" (em d�vida, a favor do r�u).
Ao livrar Palocci de uma den�ncia em que os ind�cios, por eloquentes, clamavam por respostas, o Supremo acabou se guiando por um preceito que as ruas j� n�o engolem: in d�bio depende do r�u.
Recorra-se, de novo, a Nelson Rodrigues: "O povo tem seus abismos, que conv�m n�o mexer, nem a�ular".
N�o � novidade nos EUA. Os democratas Barack Obama e Hilary Clinton anunciaram suas candidaturas presidenciais em depoimentos em v�deo para a web. Nada de enrevistas exclusivas para esse ou aquele jornal ou canal de TV da velha m�dia. S� pela internet --depois reproduzida por todos os outros meios.
No caso de Marina Silva, o an�ncio de sua filia��o ao PV ser� transmitindo ao vivo a partir das 11h do dia 30 de agosto, domingo. Eis os endere�os para quem tiver interesse em acompanhar:
A candidatura Dilma Roussef est� fechada para balan�o. O desgaste provocado pelo embate com a ex-secret�ria da Receita Federal, Lina Vieira, que resultou em crise e demiss�es em cascata naquela estrat�gica reparti��o, superou as estimativas do governo.
Constata-se que houve uma sucess�o de inabilidades pol�ticas, a que o pr�prio Lula deu sua contribui��o � e que contribui��o! -, ao envolver-se diretamente no bate-boca, desafiando a ex-secret�ria a exibir sua agenda. Em pol�tica, primeiro escal�o n�o polemiza com o terceiro: pune ou silencia.
Ao profanar essa regra, Lula deu ao caso a dimens�o pol�tica que est� tendo � e que, em circunst�ncias normais, n�o teria. Se a interven��o de Dilma j� era excessiva, e desnecess�ria, imagine-se a do presidente da Rep�blica. Na sequ�ncia, houve o depoimento de Lina no Senado e a desastrada interven��o do Gabinete de Seguran�a Institucional, sustentando a inexist�ncia no Pal�cio de registros de visitas havidas h� mais de um m�s, o que � tecnicamente question�vel, para n�o dizer improv�vel.
O resultado � o desgaste, pol�tico e moral, que tem gerado enormes preocupa��es dentro do PT. Figuras de alto coturno do partido questionam a candidatura de Dilma, que, antes mesmo da pol�mica, j� n�o entusiasmava.
Dilma, na verdade, foi (e �) uma inven��o pessoal de Lula. N�o seria jamais cogitada espontaneamente pelo partido, por n�o reunir as condi��es b�sicas para tal. Antes de mais nada, n�o se trata de uma petista hist�rica. Dilma � egressa do PDT, n�o tem perfil pol�tico e � vista t�o-somente como uma t�cnica, sem carisma e sem simpatia pessoal.
Com toda a exposi��o p�blica que ganhou por meio de Lula, comparecendo h� meses a todos os lan�amentos do PAC em todo o pa�s, n�o conseguiu aproximar-se nas pesquisas do governador de S�o Paulo, Jos� Serra, que ainda n�o se lan�ou candidato, nem se exp�s em viagens nacionais.
Como se n�o bastasse, exp�s-se, ao longo do tempo, a sucessivos desgastes, como o epis�dio do dossi� contra o ex-presidente Fernando Henrique e sua mulher, dona Ruth Cardoso, e o caso da incorre��o de seu curr�culo, que a dava indevidamente como mestra e doutora em economia.
Para agravar o quadro, a senadora Marina Silva deixou o partido e ser� candidata pelo PV, o que amea�a o principal ativo eleitoral de Dilma: sua condi��o feminina. Nesse quesito, Marina Silva apresenta trunfos mais sedutores: uma biografia rica, semelhante � de Lula, acrescida de ingredientes mais glamourosos, como o de ser negra, ter superado j� adulta a condi��o de analfabeta e de n�o portar m�cula em sua trajet�ria pol�tica.
Lula, mesmo assim, ainda aposta na sua ministra. Entende que a fervura pol�tica a que se exp�s � passageira, circunscreve-se a um p�blico limitado e em breve estar� superada. Por isso mesmo, decidiu que a deve manter � dist�ncia do burburinho, em quarentena. E � como est�. A oposi��o, por�m, n�o pensa em largar o caso.
Quer lev�-lo �s �ltimas conseq��ncias, insistindo em que o Planalto, tendo em vista os termos do contrato com a empresa respons�vel pelo registro de imagens de visitantes � que prev� guarda de seis meses dos registros e posterior backup -, forne�a as informa��es que nega possuir. Pode n�o dar em nada (e n�o dar�), mas prorroga a exposi��o do caso. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o sucessor de Lina na Receita, Otac�lio Cartaxo, com declara��es desastradas, auxiliam nessa estrat�gia.
N�o h� d�vida de que o caso chegar� aos palanques da campanha do ano que vem, se Dilma for mesmo a candidata. Embora n�o haja outro nome dispon�vel, nem Lula d� sinais de que recuar�, j� h� d�vidas. O PT vive o paradoxo de possuir um presidente popular�ssimo, num governo com alto �ndice de aprova��o, sem um nome capaz de capitalizar esse patrim�nio eleitoral.
O balan�o a que a candidatura Dilma est� submetido embute a discuss�o em torno de nomes alternativos. Pretendentes a substitu�-la, n�o faltam. Falta, sim, um nome consistente, capaz de agradar a Lula, ao alto comando do partido e, sobretudo, ao eleitor. Lula, que precipitou a campanha ao lan�ar Dilma antes mesmo que a legisla��o eleitoral o autorizasse, v�-se for�ado pelos fatos a perder a pressa.
O processo, por�m, n�o recua. Serra, esta semana, pela primeira vez, admitiu formalmente que � candidato, enquanto Ciro Gomes e Marina Silva j� falam nessa condi��o.
A bancada estadual do PMDB saiu de reuni�o ontem com o prefeito de Goi�nia, Iris Rezende (PMDB), com a convic��o de que ele ser� candidato a governador em 2010. Os dez deputados estaduais do partido se reuniram por duas horas com o prefeito em seu gabinete, no 5� andar do Pa�o Municipal, para pedirem que ele firme candidatura.
Sem afirmar textualmente que vai disputar o governo do Estado, Iris disse aos aliados que est� �� disposi��o� do partido para as elei��es e lembrou que suas maiores vit�rias foram quando estava na oposi��o, citando os pleitos ao governo em 1982 e � Prefeitura de Goi�nia em 2004. �Nunca vacilei quando o PMDB precisou de mim�, afirmou Iris, segundo participantes do encontro.
�Viemos fazer um apelo para que o prefeito seja nosso candidato a governador e ele mostrou bastante disposi��o. Iris n�o � de fugir de embates�, afirmou a l�der da bancada, Mara Naves, logo ap�s a reuni�o. �Hoje, Iris � a esperan�a do PMDB em Goi�s. N�o tenho d�vida que ele vai atender ao apelo do partido�, disse o deputado Jos� Nelto.
Iris prometeu aos deputados que vai intensificar as articula��es pol�ticas com lideran�as de outros partidos aliados nas pr�ximas semanas. Pediu, no entanto, que n�o antecipem a discuss�o sobre as vagas a vice e ao Senado de uma eventual chapa peemedebista para n�o inviabilizar futuros acordos pol�ticos.
Disse tamb�m que, apesar do presidente Luiz In�cio Lula da Silva ter mostrado prefer�ncia pela candidatura do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, est� confiante no apoio do PT goiano caso decida disputar.
Sobreviv�ncia A candidatura de Iris trata-se de uma quest�o de sobreviv�ncia para os parlamentares do PMDB. Eles avaliam que sem o prefeito n�o contar�o com um palanque forte em 2010, o que resultaria numa redu��o das bancadas federal e estadual da sigla.
O apelo ao prefeito � uma tentativa de manter acesa no partido a perspectiva de poder para 2010, fundamental para conquistar quadros no processo de filia��o que se encerra em setembro. Desde que Lula jogou um balde de �gua fria em Iris durante sua passagem por Goi�s, no �ltimo dia 13, membros do PMDB em todo o Estado se sentiram inseguros quanto � perspectiva de contarem com uma candidatura competitiva.
O receio � de que, sem o apoio de Lula, Iris desista de disputar, o que reduz as chances do partido retomar o comando do governo estadual. Alguns prefeitos e vereadores ensaiam, portanto, uma debandada para se aliarem a um grupo com maior expectativa eleitoral, contam deputados peemedebistas.
Um grupo do PMDB defende que Iris antecipe sua pr�-candidatura em setembro para estimular as filia��es e conter as defec��es. O prefeito chegou a cogitar o gesto no final da semana passada, mas ontem mostrou mais cautela. Disse aos deputados que a antecipa��o eleitoral poderia trazer instabilidade pol�tica ao PMDB e � sua administra��o.
Mesmo com as obras de cinco unidades de sa�de paralisadas ou n�o iniciadas, o governador Alcides Rodrigues (PP) anunciou ontem, em Urua�u (285 quil�metros de Goi�nia), a constru��o de um novo hospital, com a cria��o de 360 novos leitos. A obra, reivindicada pelos prefeitos da Regi�o Norte do Estado, ainda n�o foi licitada, mas a previs�o � de que a primeira etapa seja conclu�da at� o final de 2010.
Com o lan�amento do Hospital Regional de Urua�u, sobe para seis o n�mero de unidades de sa�de para cujas obras n�o h� previs�o de conclus�o (veja quadro). S�o tr�s obras ainda n�o iniciadas e duas paralisadas no Entorno de Goi�nia e uma em fase de projeto, o Hospital de Urg�ncias da Regi�o Noroeste, em Goi�nia. Na capital, as obras foram lan�adas em 2006, antes da sucess�o estadual.
No Entorno, a constru��o dos hospitais de Novo Gama e de �guas Lindas est� paralisada, sem previs�o para ser retomada, segundo a Secretaria de Sa�de. Em Valpara�so, outro munic�pio da regi�o, a unidade est� pronta, mas sem os equipamentos necess�rios para atender � popula��o.
Tamb�m no Entorno, o munic�pio de Santo Ant�nio do Descoberto recebeu R$ 13,2 milh�es em recursos do Estado e do Minist�rio da Sa�de (R$ 12 milh�es) para a conclus�o das obras de outra unidade. Na vizinha Luzi�nia, a promessa de constru��o do Hospital de Urg�ncias ainda n�o saiu do papel.
Segundo o presidente da Ag�ncia Goiana de Transportes e Obras P�blicas (Agetop), Jos� Am�rico, as obras do hospital regional de Urua�u v�o ajudar a desafogar o Hospital de Urg�ncias de Goi�nia (Hugo). Segundo ele, � necess�rio que o Estado invista simultaneamente em diversas obras para responder ao crescente aumento de demanda pelo servi�o de sa�de. �Sem os investimentos em Urua�u e Santa Helena, no Norte e no Sudoeste do Estado, n�o atacamos o epicentro do problema, que � a necessidade de descentraliza��o do atendimento�, afirma. �� o caso tamb�m de Goi�nia, por isso temos a constru��o do Hugo da Regi�o Noroeste�, explicou Am�rico.
No discurso durante o lan�amento do hospital em Urua�u, o governador afirmou que as obras come�ar�o �o mais brevemente poss�vel�. �O presidente da Agetop j� est� autorizado a proceder processo licitat�rio e na maior brevidade poss�vel estaremos iniciando esta obra importante n�o s� para Urua�u, como pra toda regi�o�, afirmou Alcides. �T�o logo a licita��o seja conclu�da, estaremos iniciando, em ritmo acelerado a obra�, disse ainda o pepista, que assegurou que �recursos n�o v�o faltar� para a conclus�o.
O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou nesta quinta-feira (20) o desmembramento de Inqu�rito (INQ 2718) que investiga senador e governador de estado. O senador continuar� a ser processado no Supremo, enquanto a den�ncia contra o governador ser� enviada ao Superior Tribunal de Justi�a (STJ). O processo tramita em segredo de justi�a e apura crimes de compra de voto (artigo 299 do C�digo Eleitoral), lavagem de dinheiro (artigo 1� da Lei 9.613/98) e forma��o de quadrilha ou bando (artigo 288 do C�digo Penal). O caso foi levado a Plen�rio porque o governador envolvido nas investiga��es suscitou no Supremo a necessidade de se obter pr�via autoriza��o da Assembleia Legislativa do Estado para ser processado judicialmente. A vota��o dessa quest�o ficou prejudicada diante da proposta do ministro relator, Ricardo Lewandowski, de desmembrar o inqu�rito, acolhida pela maioria do Plen�rio. Segundo o relator, o processo � volumoso, envolve muitos fatos e v�rias provas, motivo que recomendaria o desmembramento. Ele informou ainda que o Minist�rio P�blico Federal (MPF) j� ofereceu a den�ncia contra o senador e o governador.
Na estaca zero. Foi assim que terminou a reuni�o do prefeito de Goi�nia, Iris Rezende (PMDB), com o presidente Luiz In�cio Lula da Silva ontem, em Bras�lia, para tentar contornar o mal-estar causado pela visita de Lula a Goi�s, na quinta-feira passada.
Embora n�o admita publicamente o conflito e prefira atribuir � imprensa a repercuss�o desfavor�vel das declara��es de Lula refor�ando a pr�-candidatura a governador do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, Iris saiu do encontro visivelmente insatisfeito. Concedeu em seguida entrevista � imprensa repleta de recados velados ao presidente e a Meirelles � a quem evitou todo o tempo nominar.
Lula, contou o prefeito, lhe disse que �em hip�tese alguma� teve a inten��o de deflagrar o debate sucess�rio ao fazer men��o ao presidente do BC nos eventos. Mas parece que nem o peemedebista acreditou. Iris garantiu na entrevista � a primeira ap�s os acontecimentos da semana passada � que o PMDB ter� candidato a governador em 2010, afirmou que as declara��es pr�-Meirelles n�o o afetam e alfinetou o presidente do BC dizendo que, por sua trajet�ria pol�tica, n�o precisa antecipar candidatura a mais de um ano das elei��es.
�Quem tem 50 anos de vida p�blica n�o precisa antecipar qualquer projeto e nem decidir com tanta anteced�ncia�, afirmou Iris, completando em seguida: �Se o presidente quis enaltecer o seu auxiliar, o presidente do Banco Central, isso n�o pode me atingir, porque o presidente foi a Goi�nia atendendo convite nosso, para inaugurar (casas populares), e eu n�o preciso de me preocupar com um projeto que eu ainda n�o o integro.�
Iris deixou subentendido que, ao contr�rio do que defendem alguns aliados do presidente � que falam em um suposto desejo do petista em ter duas candidaturas aliadas no Estado � a inten��o de Lula seria lan�ar uma chapa �nica em Goi�s com os partidos de sua base para enfrentar o senador Marconi Perillo (PSDB). Aproveitou para tamb�m criticar indiretamente a inten��o do Pal�cio do Planalto em tentar convencer o PMDB a abrir m�o de candidatura pr�pria para apoiar Meirelles.
�Quando decidi disputar a Prefeitura de Goi�nia (em 2004), o fiz com sete outros candidatos. Ent�o acho que pol�tico que come�a a escolher n�mero ou nomes de candidatos para disputar, ele j� come�a fracassado�, criticou. �O PMDB tem obriga��o de lan�ar candidato ao governo. Agora, isso vai depender do partido, nunca de mim. N�o sou eu quem vai ditar ordens ao PMDB. Se o partido entender amanh� de apoiar (Meirelles), que ap�ie e eu seguirei a decis�o.�
Mesmo com as alfinetadas, Iris frisou o tempo todo que n�o foi a Bras�lia para tratar dos acontecimentos em Goi�nia da semana passada e disse que s� o presidente poderia falar sobre esse epis�dio. �Eu acho que presidente n�o tem o dever de dar satisfa��o de express�es ou falas suas e nem eu buscaria isso dele�, ponderou.
Questionado se a reuni�o havia mudado alguma coisa do sentimento que havia ficado ap�s a visita presidencial, Iris foi evasivo: �Ontem (ter�a-feira) eu estava inaugurando uma grande escola. Amanh� (hoje) estarei inaugurando asfalto em dois bairros. A vida continua. Eu continuarei fazendo mais e melhor na Prefeitura de Goi�nia. Essa � a minha preocupa��o.�
A reuni�o de cerca de uma hora com Lula, no Centro Cultural Banco do Brasil, onde o presidente est� despachando provisoriamente, n�o contou com testemunhas. Acompanhava o prefeito o assessor especial Osmar Magalh�es (PT), que n�o chegou a entrar no gabinete. Iris disse que a conversa foi sobre quest�es administrativas, pol�tica nacional e �rapidamente� sobre o cen�rio estadual.
Embora tente disfar�ar seu descontentamento, o prefeito, segundo aliados, ficou �profundamente contrariado� com a forma como foi praticamente ignorado por Lula em Goi�nia, enquanto Meirelles ganhava men��es elogiosas no discurso.
A avalia��o entre auxiliares do prefeito � que o presidente conseguiu desmontar o trabalho de aproxima��o dos partidos da base lulista em Goi�s. A reuni�o com Lula, segundo Iris, foi marcada pelo pr�prio presidente, que lhe telefonou na sexta-feira. �Diante da repercuss�o, entendi que o presidente me convidou para que pudesse esclarecer que n�o era bem aquilo.�
H� uma unanimidade sobre a visita do presidente Luiz In�cio Lula da Silva quinta-feira a An�polis e depois a Goi�nia. Ele desagradou gregos e troianos. Entre seus aliados, PMDB e o pr�prio PT s�o os mais contrariados. O senador Marconi Perillo se queixa dos ataques recebidos do presidente. At� mesmo o governador Alcides Rodrigues e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, os �nicos que ganharam com a performance de Lula, mantiveram-se cautelosos � afinal, t�m d�vidas sobre o presente que receberam.
Lula desagradou PMDB e PT n�o apenas por ter enaltecido em tr�s oportunidades seguidas (entrevista e dois discursos) as qualidades de Meirelles, mas por ter desconhecido o prefeito Iris Rezende, deixando-o numa saia-justa, j� que foi um dos anfitri�es que mais se empenharam na organiza��o da festa para o presidente.
Os mais contrariados entenderam que Lula declarou prefer�ncia pela candidatura de Meirelles, j� os moderados, que ele apenas �inseriu� o presidente do Banco Central no tabuleiro da sucess�o. Em uma coisa todos concordam: o presidente errou no tom e, mesmo que sua inten��o tenha sido apenas a inser��o de Meirelles, ele foi deselegante com o PMDB e, com isso, embaralhou o processo pol�tico, que vinha sendo costurado por petistas, peemedebistas e governistas.
Lula passou como um trator sobre o PT de Goi�s. Desconheceu todos os petistas goianos, � exce��o do deputado Pedro Wilson, citado apenas quando ele lembrou que foi o parlamentar quem o apresentou a Meirelles. Nem sequer mencionou o deputado Rubens Otoni, que assumiu o papel de interlocutor entre o governo federal e o estadual, no palanque em An�polis, sua principal base eleitoral. Lula fragilizou os petistas goianos por demonstrar n�o ter com eles nenhuma proximidade.
A arrog�ncia e o desrespeito de Lula com as inst�ncias partid�rias n�o s�o uma novidade. H� muito ele confunde seus pr�prios interesses com os do PT, mas ultimamente tem ficado ainda mais � vontade no desempenho desse papel de dono do partido, atitude alimentada certamente pelo excesso de confian�a adquirido com sua alta popularidade.
Ap�s o susto da semana passada, PMDB e PT tentam entender o que aconteceu para recompor o quadro pol�tico anterior � visita de Lula. A primeira provid�ncia ser� renovar os votos de confian�a entre os dois partidos, agora profundamente abalada. V�rios petistas refor�aram o compromisso priorit�rio com o PMDB e destacaram que a primeira parte do projeto de constru��o do eixo lulista em Goi�s � afastar o PP do PSDB � j� se confirmou. Se h� uma coisa positiva para peemedebistas e petistas nessa visita foi que ela confirmou o isolamento pol�tico de Marconi.
Agora n�o h� mais d�vida de que Meirelles est� no p�reo, mas prevalece a incerteza sobre sua candidatura. Primeiro por sua apertada agenda como presidente do Banco Central, que o afasta de reuni�es pol�ticas. Lula deu-lhe um empurr�o, mas n�o far� milagres. Meirelles ter� de ter compet�ncia pol�tica para articular uma chapa competitiva, pois este avisou que ele s� dever� ser candidato �pra ganhar�. Sua filia��o ao PMDB parece improv�vel, pois o partido j� tem dono.
Meirelles deve ter aprendido com a experi�ncia de 2002 o custo pol�tico de se filiar a um partido com fortes lideran�as. Na �poca, nem o presidente Fernando Henrique Cardoso nem o governador Marconi Perillo conseguiram cumprir a promessa de que ele seria o candidato tucano a senador de Goi�s.
Hoje, independentemente do prest�gio do presidente do Banco Central, o PMDB do senador Renan Calheiros e do deputado Michel Temer n�o vai lhe entregar de m�o beijada a vaga de vice-presidente numa eventual chapa com Dilma Rousseff. Em Goi�s, o PMDB � Iris Rezende, e a atitude de Lula serviu para unir o partido em torno de seu nome. Fora do PMDB, que j� garantiu que ter� candidato pr�prio, sobra a Meirelles o PP de Alcides ou o PR. Nessa hip�tese haveria duas chapas pelo grupo lulista em Goi�s, uma com PMDB e PT e outra com PP e aliados.
Com o grupo dividido em duas chapas, Meirelles n�o conseguir� formar uma �alian�a capaz de garantir, para ele, a vit�ria�, j� que �n�o pode ser candidato para perder as elei��es�, segundo as palavras de Lula. Talvez por isso o PP de Alcides, maior defensor da candidatura de Meirelles, evitou comemorar vit�ria com a declara��o de Lula na semana passada. Afinal, como construir uma chapa suficientemente forte para n�o perder a elei��o sem o PMDB? Lula jogou sobre as costas de Alcides e do pr�prio Meirelles a responsabilidade de viabilizar essa chapa forte, o que pode ser um peso muito grande para sustentarem sozinhos.
O presidente conseguiu o que queria, afastar Alcides de Marconi. J� sabe que conta com pelo menos dois palanques para Dilma em Goi�s, por isso foi embora sem o menor peso de consci�ncia com o estrago que provocou por aqui. Goi�s � um Estado sem for�a pol�tica no cen�rio nacional e os problemas que criou s�o pequenos para mobilizar as dire��es nacionais do PT e do PMDB para articular uma rea��o por l�. Lula deixou o pepino nas m�os de Alcides, de Meirelles, de Iris, de Rubens, de Pedro Wilson. Eles � que ter�o de reconstruir o que sobrou da visita de quinta-feira. T�m apenas um conforto: a situa��o de Marconi, o advers�rio comum, n�o � mais confort�vel.
Henrique Meirelles, presidente do Banco Central, est� a um passo de uma candidatura ao governo de Goi�s.
Na �ltima quinta (13), de passagem pelo Estado, Lula levou Meirelles ao pa�lanque. Depois, em entrevista, envernizou-lhe os planos:
�O Meirelles n�o pode ser candidato para perder a elei��o. Se conduzir a economia de Goi�s como o Banco Central, Goi�s s� tem a ganhar".
H� no caminho de Meirelles uma macumba. Pelo andar da carruagem, o presidente do BC vai �s urnas cavalgando uma coliga��o que inclui o DEM.
A alian�a entre o candidato de Lula e a legenda proto-oposicionista � tricotada pelo deputado �demo� Ronaldo Caiado.
Presidente do diret�rio goiano do DEM, Caiado tem algo em comum com Lula. Ambos nutrem funda avers�o pelo senador tucano Marconi Perillo.
Governador de Goi�s por dois mandatos, Perillo quer voltar ao comando do Estado. Cobi�a o apoio do DEM. Mas Caiado prefere Meirelles.
At� o final de setembro, o presidente do BC ter� de sentar pra�a num partido pol�tico. Encaminha-se para o PP.
Trata-se do partido do atual governador goiano, Alcides Rodrigues. �, tamb�m ele, um desafeto de Perillo, de quem, no passado, foi vice-governador.
Meirelles, Alcides e Caiado costuram uma alian�a escorada em quatro partidos: O DEM e outras tr�s que, em Bras�lia, seguram o andor de Lula: PP, PR, PSB.
Por esse acerto, haver� sob Meirelles dois candidatos ao Senado. Um deles ser� o �demo� Dem�stenes Torres.
O mesmo Dem�stenes que, na semana passada, conduziu a sess�o da comiss�o de Justi�a que convocou Lina Vieira para depor contra Dilma Rousseff no Senado.
Lula preferia que Meirelles se filiasse ao PMDB, disputando o governo de Goi�s em coliga��o com o PT, que indicaria o vice.
O PMDB at� concorda em receber Meirelles. Desde que ele desista do governo e concorra ao Senado.
Para a cadeira de governador, o PMDB prefere lan�ar o atual prefeito de Goi�nia, Iris Rezende, numa parceria com o petismo.
Assim, Meirelles est�, hoje, mais pr�ximo do PP e da inusitada sociedade eleitoral com o DEM.
Caiado d� de ombros para a apar�ncia de contradi��o. Alega que o perfil do ex-banqueiro Meirelles identifica-se � perfei��o com a ideologia �demo-liberal�.
De resto, s�o grandes as afinidades do DEM com Alcides, do PP. O partido mant�m no secretariado do atual governador dois representantes.
Joel Santana Braga, genro do senador Marco Maciel, � secret�rio de Ci�ncia e Tecnologia de Goi�s. Oto Nascimento Jr. comanda a secretaria de Planejamento.
Em 2002, quando Lula o convidou para presidir o BC, Meirelles acabara de eleger-se deputado federal pelo PSDB de Goi�s. Renunciou ao mandato, desfiliou-se do partido e aceitou o convite.
Hoje, Meirelles � o mais longevo colaborador econ�mico de Lula. O presidente diz ter com ele uma "d�vida de gratid�o". Se quiser mesmo pagar a fatura, talvez tenha de engolir o DEM de contrabando.
O senador Marconi Perillo (PSDB) disse ontem que a visita do presidente Luiz In�cio Lula da Silva a Goi�s na quinta-feira foi exclusivamente pol�tica e sinalizou que o troco vir� na mesma moeda: vai elevar o tom na oposi��o ao governo federal em Bras�lia. Pela manh�, ele convocou entrevista coletiva no escrit�rio em Goi�nia para responder aos ataques de Lula e falou por cerca de 50 minutos.
Ao comentar a quest�o da BR-060, Marconi afirmou que sua obriga��o � cobrar do governo federal a conclus�o de obras e prometeu endurecer: �Vou fazer muito mais a partir de agora, da tribuna do Senado. E mais do que isso, vou come�ar a convocar autoridades agora na Comiss�o de Infraestrutura e no plen�rio para falar sobre estes projetos, que s�o importantes e n�o podem ficar s� no papel�.
Aliados de Marconi afirmam que ele prepara para a pr�xima semana um pronunciamento na tribuna do Senado com respostas ao presidente. Al�m disso, amea�a iniciativas como a de ler instala��es de Comiss�es Parlamentares de Inqu�rito (CPI) contra o governo federal. Como vice-presidente do Senado, Marconi tem assumido o comando da Casa em meio a crise que envolve o presidente Jos� Sarney (PMDB-AP).
Em maio, Marconi participou de manobra de tucanos para instalar a CPI da Petrobras e leu o requerimento em plen�rio. Na ocasi�o, Lula disse que a proposta era coisa de quem n�o tinha o que fazer.
No palanque montado na Pra�a C�vica, quinta-feira, o presidente criticou o tucano em duas ocasi�es: sobre o epis�dio da duplica��o da BR-060 � quando, segundo Lula, Marconi tentou ficar com o b�nus do avan�o das obras, ao levar em um micro-�nibus lideran�as da capital para o Dnit, em Bras�lia � e do caso Celg.
Na coletiva, Marconi fez cr�ticas ao governo estadual e � Prefeitura de Goi�nia, sem refer�ncia direta, por patrocinarem o que chamou de palanque pol�tico. Segundo ele, n�o houve benef�cios concretos para o Estado. �Infelizmente o que vimos n�o foi uma visita administrativa, que tivesse como objetivo resultados para Goi�s, mas um palanque pol�tico, custeado pelo er�rio. De concreto, sinceramente, n�o vimos nada�, afirmou. �Temos problemas graves, como falta de tom�grafos e aparelhos de raio-x, problemas em delegacias, problemas de toda ordem em escolas face a um gasto desta envergadura. Se tivesse utilizado os recursos para suprir demandas, aquisi��o de medicamento de alto custo, por exemplo, ter�amos muito mais proveito.�
Ainda enquanto falava da BR-060, ele atacou Lula: �O presidente muitas vezes declara sobre assuntos acerca dos quais tem pouca ou nenhuma informa��o. Quantas vezes vimos o presidente em companhias meio suspeitas, quantas vezes a gente percebe o presidente falando alguma coisa da qual n�o tem dom�nio absoluto? � lament�vel, porque sempre quero enxergar no presidente da Rep�blica um estadista, um magistrado, que n�o interfere em quest�es pequenas, mi�das, locais.�
Questionado sobre o respaldo de Lula � candidatura do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, Marconi disse que � leg�timo o desejo do goiano de entrar na disputa. Marconi afirmou que apoiou Meirelles em �dezenas de ocasi�es�. �Ele n�o conseguiu aquela vota��o toda s� gastando dinheiro�, disse, sobre a vit�ria de Meirelles em 2002, na disputa por cadeira na C�mara dos Deputados, pelo PSDB.
O senador disse que ajudou o presidente do BC tamb�m quando foi nomeado para o cargo e na sabatina do Senado � teria pedido aos parlamentares tucanos que poupassem o goiano. �Fui leal a ele nos momentos em que precisou do meu apoio�, afirmou.
Marconi participou quinta-feira da festa de romaria do povoado de Muqu�m. Aliados do tucano destacavam que o evento reuniu mais gente do que a visita do presidente. Marconi discursou l� antes do show do padre F�bio de Melo.
As estimativas divulgadas ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat�stica (IBGE) mostram que Aparecida de Goi�nia ultrapassou a marca dos 500 mil habitantes em 2009. Comparada a 2000, o n�mero de habitantes cresceu 51,83%, o que corresponde a mais de 174,4 mil pessoas. A explos�o demogr�fica experimentada pela cidade � resultado, principalmente, do fluxo migrat�rio que parte das Regi�es Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil para o Entorno da capital de Goi�s.
�Aparecida � a terceira cidade que mais cresce no Pa�s�, afirma o economista Carlos Eduardo de Paula Rodrigues, secret�rio da Fazenda do munic�pio. Assim como Aparecida, outros munic�pios da Regi�o Metropolitana de Goi�nia experimentaram crescimento bem acima da m�dia desde 2000, como � o caso de Senador Canedo (45,95%) e Trindade (28,87%), que � a oitava mais populosa do Estado, segundo o IBGE.
Al�m do Entorno de Goi�nia, � o Entorno do Distrito Federal que atrai elevado contingente populacional. Os principais exemplos s�o os munic�pios de Luzi�nia, �guas Lindas, Valpara�so e Formosa (veja quadro).
O avan�o da popula��o faz crescer a demanda por servi�os e representa um desafio a mais para a administra��o local. A infraestrutura vi�ria, de saneamento, sa�de, habita��o e transporte, obviamente, n�o cresce na mesma propor��o e com a mesma velocidade que o n�mero de habitantes. �Cabe ao munic�pio equacionar os investimentos visando melhorar os indicadores socioecon�micos�, ressalta o ge�grafo do Instituto de Estudos S�cio-Ambientais da Universidade Federal de Goi�s (Iesa-UFG), professor Jo�o de Deus.
De acordo com o secret�rio Carlos Eduardo, o perfil de Aparecida mudou na �ltima d�cada. �O munic�pio deixou de ser apenas formador de m�o-de-obra para Goi�nia, uma cidade dormit�rio. Aparecida se tornou atrativa para investimentos, melhorando as taxas de empregabilidade.� O crescimento da arrecada��o do Imposto Sobre Circula��o de Mercadorias e Servi�os (ICMS), segundo diz, demonstra o dinamismo do com�rcio local. �A arrecada��o cresceu 360% em quatro anos�, cita.
O pre�o dos terrenos em Aparecida de Goi�nia e sua proximidade com a capital, segundo avalia o professor Jo�o de Deus, s�o fatores que contribu�ram muito para a explos�o demogr�fica registrada pelo munic�pio.
H�, nas viagens presidenciais, uma imensa, uma inestanc�vel vol�pia eleitoral. Lula respinga campanha como um guarda-chuva encharcado.
At� o presidente do Banco Central j� cabe nos pa�lanques de Lula. Escalou-os nesta quinta (13), em Goi�nia e An�polis.
Henrique Meirelles sonhava com a cadeira de Lula. Sobreveio Dilma Rousseff. Tenta agora p�r de p� uma candidatura ao governo de Goi�s.
Elegera-se deputado federal por esse Estado, em 2002. Era, ent�o, tucano. Abdicou do mandato para virar banqueiro de Lula.
At� o final de setembro, Meirelles ter� de sentar pra�a num partido pol�tico. Oscila entre o PMDB e o PP. Est� mais pr�ximo do segundo.
Em Goi�s, Lula tem dois objetivos: quer um palanque vistoso para Dilma. E um candidato ao governo capaz de esmigalhar o tucano Marconi Perillo.
Governador de dois mandatos, Perillo encontra-se no Senado. � o vice de Sarney. Em 2010, tentar� voltar ao comando do Executivo goiano. Lula deseja evitar.
Vem da� a desfa�atez com que o presidente, ro�ando todos os limites da legisla��o eleitoral, leva ao pa�lanque at� o guardi�o da moeda.
Na passagem por Goi�s, Lula recobriu Meirelles de afagos. Em entrevista, disse que ele "n�o pode ser candidato para perder as elei��es". Beleza. Dinheiro Meirelles tem. Falta recrutar os votos.
Ainda est� para ser totalmente levantada a hist�ria do setor farmac�utico em Goi�s. Na �ltima d�cada, o estado abriu in�meras facilidades fiscais, al�m de frouxid�o na fiscaliza��o, que permitiram o aparecimento de laborat�rios, atacadistas e ind�stria das liminares em combust�veis. H� ind�cios de que dinheiro do jogo de bicho tenha sido aplicado em alguns desses setores. E, aparentemente, houve envolvimento de autoridades estaduais para convalidar o modelo.
A Folha de hoje traz mat�ria (clique aqui) sobre o inqu�rito envolvendo laborat�rios farmac�uticos em esquemas de licita��o em S�o Paulo. Dois laborat�rios desapareceram do inqu�rito. Um deles, de familiares do ex-governador goiano e atual senador Marconi Pirillo, pol�tico com estreitas liga��es com o PSDB paulista.
A informa��o da Folha traz dados curiosos:
Uma das acusadas, a Halex, pertence a Heno Perillo, primo de Marconi Perillo, ex-governador de Goi�s e senador do PSDB. Segundo a mat�ria, �o nome do pol�tico aparece anotado � m�o, ao lado do de Heno, na ficha de forma��o societ�ria da empresa que integra a documenta��o da opera��o.�
Na mat�ria, Perillo afirma nunca ter intercedido pela empresa do primo. Mas as investiga��es foram conduzidas pelo Minist�rio P�blico Estadual, Pol�cia Civil e supervisionadas pela pr�pria Casa Civil do governo Serra.
Posso estar enganado, mas nunca soube da Casa Civil se envolvendo em qualquer investiga��o criminal. N�o faz parte de suas atribui��es, a n�o ser que tenha repercuss�es pol�ticas.
Concretamente:
A Casa Civil do governo paulista participou de um inqu�rito em que, no meio do caminho, foi retirado o nome de uma empresa goiana que pertence a um primo do aliado pol�tico de Serra, Marconi Perillo - que � suspeito de participar da empresa.
A imprensa goiana nada publicou, a respeito de que o Supremo Tribunal Federal, por meio do ministro Ricardo Lewan dowski, deve decidir na quinta-feira, 13 � data da visita do presidente Lula da Silva ao Estado de Goi�s �, se ouve ou n�o a Assembl�ia Legislativa para abrir processo contra o governador Alcides Rodrigues e o senador Marconi Perillo. Os dois pol�ticos foram denunciados pelo Minist�rio P�blico Eleitoral por abuso do poder econ�mico na campanha de 2006.
Se optar por n�o ouvir a Assembleia Legislativa, que dificilmente dar� licen�a para processar Alcides, o Supremo pode acolher a den�ncia do Minist�rio P�blico Eleitoral e deve pedir, imedi�atamente, o afastamento do governador. A justficativa do afastamento tem a ver com a possibi�lidade de, se ficar no cargo, o governante atrapalhar as investiga��es.
O advogado do governador Alcides � o ex-ministro do TSE Jos� Gerardo Grossi, um expert em direito eleitoral. O inqu�rito, que corre em segredo de justi�a, tem sido comentado entre advo�gados e pol�ticos de Bras�lia.
�PP n�o ficar� alheio ao processo eleitoral�, diz Alcides
O governador Alcides Rodrigues (PP) disse ontem � noite que o seu partido n�o vai se furtar a participar das discuss�es entre os partidos com vistas �s elei��es de 2010, mas que ainda n�o � o momento. �O PP vai estar presente, n�o vai ficar alheio a este processo como nunca esteve alheio a nenhum processo eleitoral nas �ltimas d�cadas aqui em Goi�s. Ele � suced�neo de uma hist�ria pol�tica, � um partido que tem hist�ria aqui em Goi�s, contribuiu para o desenvolvimento e vai continuar assim�, disse.
A solenidade ocorreu na reabertura do Centro Cultural Marietta Telles, na Pra�a C�vica. � a segunda vez que o pr�dio � reformado. A obra foi or�ada em R$ 897 mil e executada apenas com recursos do Tesouro do governo do Estado, segundo informou a presidente da Ag�ncia Goiana de Cultura (Agepel), Linda Monteiro. Foi constru�da uma moderna biblioteca, uma gibiteca repaginada, uma biblioteca em braile e a digitaliza��o de cinco mil itens.
Alcides disse ainda que reconhece a presen�a do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, na m�dia goiana e nacional sendo lembrado como poss�vel nome para concorrer ao governo de Goi�s. �Vamos aguardar a filia��o dele. Em setembro deve vir o ponto final desta interroga��o. Mas ele tem estado presente na m�dia goiana e nacional como um prov�vel candidato ao governo de Goi�s�, disse o governador, ontem � noite. �N�o estou discutindo alian�as neste momento, na hora certa n�s vamos sentar e debater�.
Hoje, Alcides recebe o ex-ministro-chefe da Casa Civil Jos� Dirceu (PT) para um almo�o no Pal�cio. �s 9 horas, o governador prestigia a posse dos gestores das unidades escolares da rede estadual de Educa��o, no Centro de Cultura e Eventos da UFG Ricardo Bufai�al�, no Campus II. E, �s 20 horas, participa das comemora��es dos 151 anos da Pol�cia Militar do Estado de Goi�s e da entrega da Comenda da �Ordem do M�rito Tiradentes�, no Grau Gr�-Cruz, � presidente da OVG, Raquel Rodrigues, na Academia de Pol�cia Militar, no Setor Universit�rio.
Caldas Novas - Cassados diplomas de prefeito e vice
O prefeito de Caldas Novas, Ney Viturino (PSC) e o seu vice, Otaviano da Cruz Vieira (PP), tiveram seus diplomas cassados pela ju�za Placidina Pires, da 7� Zona Eleitoral. De acordo com a decis�o, o presidente da C�mara de Vereadores, Mauro Henrique Palmerston Lemos (PMDB), assume a prefeitura at� a realiza��o de elei��o extempor�nea.
Entre as acusa��es contra Ney e o vice est�o a realiza��o de propaganda institucional no per�odo vedado. A senten�a decretou a inelegibilidade dos dois por tr�s anos, prazo a ser contado a partir da elei��o de 2008. Eles ter�o ainda de pagar multas. No caso do prefeito e sua coliga��o, o valor foi fixado em cerca de R$ 21 mil. A reportagem n�o localizou Ney Viturino para falar sobre a decis�o. (Erika Lettry)
O desembargador Jo�o de Almeida Branco afastou do cargo o vereador Willian Ludovico (PMDB), de Aparecida de Goi�nia. Willian e Jo�o Ant�nio Borges (PSB), presidente da C�mara, tiveram os mandatos cassados pelo juiz Desclieux Ferreira, com base em den�ncia do Minist�rio P�blico sobre a contrata��o de servidor fantasma para o gabinete de Ludovico.
Eles recorreram ao Tribunal de Justi�a e obtveram liminar para reassumir os cargos em junho. Willian voltou a ser afastado pelo Tribunal de Justi�a. Segundo a assessoria de imprensa do TJ, o vereador continuar� afastado porque recorreu da decis�o por duas vezes usando o mesmo recurso. O promotor �lvio Vicente, que denunciou o caso ao Minist�rio P�blico, diz que o desembargador voltou atr�s da decis�o na semana passada devido � irregularidade.
�Agora ele (vereador) ter� de aguardar o julgamento afastado�, explica. Jo�o Ant�nio permanece no cargo at� o julgamento do recurso, garantido por liminar.
Fraude Os vereadores foram afastados em maio ap�s serem denunciados pelo trabalhador rural Janires dos Santos Ara�jo, de 62 anos, analfabeto, que teria sido nomeado assessor parlamentar do vereador Willian Ludovico, com o sal�rio de R$1,7 mil. Janires disse que nunca soube da contrata��o e n�o teria prestado servi�os � C�mara.
Segundo a den�ncia do MP, William Ludovico tirou c�pia da carteira de identidade de Janiris com a promessa de doa��o de um lote, mas usou o documento para nomear o trabalhador rural em seu gabinete. Procurados, os dois vereadores n�o forma localizados para comentar a decis�o do desembargador.
Um dia depois de enfrentar a ira da dupla Renan Calheiros (PMDB-AL) e Fernando Collor (PTB-AL) no plen�rio, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) confessou nesta ter�a-feira que teve medo do olhar transtornado do ex-presidente da Rep�blica, que durante as quase duas horas de embate, ficou logo abaixo da tribuna olhando diretamente em sua dire��o, com o semblante muito crispado.
Ele disse que em v�rios momentos lhe passou na mem�ria a cena da trag�dia que abalou Bras�lia na d�cada de 60, quando o pai de Collor, o ent�o senador Arnon de Mello, assassinou, com um tiro no peito, o senador acreano Jos� Kairala, em plena tribuna.
Segundo os registros da �poca, o senador alagoano disparou tr�s tiros contra seu inimigo pol�tico, o senador Silvestre P�ricles, a 5 metros de dist�ncia.
Errou todos, mas atingiu sem querer Kairala, suplente que estava em seu �ltimo dia de mandato. Apesar do flagrante, a imunidade de Arnon de Mello o livrou de qualquer puni��o.
- � incr�vel! Me veio a imagem do pai dele, que atirou e matou o senador Kairala. Foi assustador, saia fogo dos olhos do senador Fernando Collor ali logo embaixo de mim. E eu n�o falei nada de mais dele, quando vi ele entrou correndo, completamente transtornado ! - lembrou Simon.
Fizemos um raio-x da C�mara de Senador Canedo, com intuito de mostrar para voc� eleitor, como foi a atua��o dos vereadores durante o primeiro semestre deste ano. Baseamos nossa an�lise nos projetos e requerimentos apresentados nas 25 sess�es ordin�rias que a maioria dos vereadores participaram em cinco meses deste ano.
De acordo com as informa��es que est�o � disposi��o da popula��o no site da Casa (www.camaracanedo.go.gov.br) foram apresentados pelos vereadores apenas seis projetos de leis. Um n�mero bastante pequeno comparado � quantidade de leis apresentadas por outras c�maras municipais: como a da cidade de An�polis onde foram propostas pelos vereadores 73 leis, em Ner�polis onde o Legislativo � composto pelo mesmo n�mero de vereadores de Senador Canedo, foram apresentados 41 projetos, j� em Rio Verde os vereadores propuseram 27 leis.
Apresentaram projetos de leis somente os vereadores Geraldo Detran (PR) alterando a lei org�nica, S�rgio Bravo (PSB) determinado a instala��o de brinquedos para portadores de necessidades especiais nas pra�as da cidade e um do Roberto Lopes (PPS) tombando o pr�dio da sede sub-prefeitura como patrim�nio hist�rico da cidade.
O professor de direito constitucional, Evandro Martins, informou que as leis aprovadas no parlamento ter�o que ser cumpridas, e que elas servem para regulamentar uma infinidade de fatores no cotidiano de uma cidade. �Uma lei pode proibir o uso de cigarros em lugares p�blicos, diminuir o tempo em fila de banco ou determinar um aprendizado de uma disciplina na sala de aula. Em fim pode resolver a vida de muita gente, com uma lei aprovada em uma c�mara de vereadores�, afirmou o professor.
�Vale ressaltar que as leis s�o importantes. Porque s�o as leis que mudam as vidas das pessoas, leis determinam como a sociedade deve-se organizar�, ressaltou. O professor ainda disse que � preciso que os vereadores proponham mais leis que melhorem o cotidiano das pessoas, segundo o professor quando a C�mara n�o prop�e leis, ela foge da sua fun��o. �Se o vereador n�o faz leis ele n�o est� cumprindo o seu papel, porque afinal de contas o vereador � eleito para ser um legislador e fiscal�.
Requerimentos Outro instrumento usado pelos vereadores para reivindicar melhorias para popula��o � o requerimento, por meio deste documento o vereador pode cobrar e solicitar tudo que � de interesse dos seus eleitores como troca de l�mpada, sinaliza��o de rua, melhor atendimento em um PSF e etc. E de acordo os dados publicados no site da c�mara os vereadores apresentaram um total de 192 requerimentos (veja o box ao lado). Vale ressaltar que o requerimento � um pedido e n�o tem a for�a de uma lei. O campe�o na apresenta��o de requerimentos foi vereador Dinei (PTB) com 36 no total e na �ltima coloca ficou o vereador Wander David (PTC) com apenas 6 requerimentos. Depois de analisar os n�meros, ficou evidenciado que os vereadores novatos tiveram uma disposi��o maior em apresentar requerimentos, como no caso do novato Hamilton (PV), com 24 proposituras j� o veterano Paulo Roberto (PPS) apresentou apenas 12 requerimentos.
Comparando com o n�mero de requerimentos apresentados por outras c�maras, o Legislativo canedense teve uma atua��o t�mida, de acordo com os n�meros disponibilizados pelos sites das casas a C�mara de Senador Canedo, s� ganhou em quantidade de requerimentos dos vereadores da Ner�polis, la foram apresentados 116. J� em Rio Verde no sudoeste goiano foram aprovados 498 requerimentos, Jata� 321 e em An�polis os vereadores requereram 686 vezes.
Outro lado O presidente da C�mara, vereador Geraldo Detran (PR), afirmou que os vereadores trabalharam bastante no semestre passado. �Todos os vereadores tiveram uma �tima atua��o�. Quanto ao n�mero de leis apresentado o vereador informou que os vereadores n�o podem fazer leis a toque de caixa. �N�o adianta criar leis para depois elas n�o serem cumpridas�, destacou.
Depois de um primeiro momento de discursos conciliat�rios que destacavam a democracia e a nova forma de fazer pol�tica no PPS, a troca de socos e pontap�s marcou a elei��o da nova executiva do partido, em que Gilvane Felipe foi escolhido presidente.
O tumulto teve in�cio com discurso do ex-deputado estadual Leandro Sena. Ele foi o primeiro a falar na fase de elei��o, ap�s a abertura do congresso e depois que tucanos j� haviam deixado o local. Leandro reclamou da falta de valoriza��o das lideran�as, com cr�ticas �s �ltimas gest�es.
O ex-deputado ultrapassou o limite de tr�s minutos concedido a cada orador e solicitou mais tr�s. Mesmo ap�s o novo limite, ele continuou lendo o discurso de quatro p�ginas, sob protestos de parte dos presentes. Logo come�ou a briga. Aliados de Leandro dizem que ele foi atacado. J� o outro lado afirma que partiu do orador o primeiro soco contra integrantes da sigla.
Leandro diz que n�o bateu nem apanhou. �N�o ficaram satisfeitos com as verdades que falei e quiseram me agredir. Mas, gra�as a Deus, sa� ileso, n�o fui tocado�, disse, admitindo que dois aliados entraram na briga para defend�-lo. O ex-deputado disse que iria � delegacia registrar ocorr�ncia por �tentativa de agress�o�. Ele acusou Darlan Br�s de ter iniciado a confus�o.
Darlan registrou ocorr�ncia no 4� Distrito Policial e fez exame de corpo de delito, informou o comando do partido. Ele alega que foi Leandro quem provocou a briga.
Gilvane disse que a conduta do ex-deputado ser� avaliada pela comiss�o de �tica do partido. O presidente eleito defende a expuls�o de Leandro.
Os delegados votaram tamb�m a favor da alian�a com o DEM e o PSDB e ao apoio a Marconi Perillo em 2010.
Acusar o PSDB de promover o rompimento na base aliada ao governo estadual � uma �interpreta��o injusta e equivocada�, disse ontem o senador Marconi Perillo (PSDB). Ele referia-se a declara��es do governador Alcides Rodrigues (PP), h� oito dias, na cidade de Goi�s. O pepista afirmou que nunca pregou desuni�o na base e que um grupo de tucanos faz oposi��o e cr�ticas ao governo.
�O PSDB nunca faltou com apoio ao governo Alcides, nunca faltou com apoio �s candidaturas do PP. Apoiamos o PP nas tr�s �ltimas elei��es. De modo que, se h� esse tipo de interpreta��o, na minha opini�o, � injusta e equivocada�, afirmou em entrevista, antes de participar do Congresso Estadual do PPS.
Assim como Alcides, Marconi disse que nunca partiu dele movimentos para provocar o rompimento na base. �Da minha parte nunca houve estremecimento algum. Eu sempre fui justo e leal aos meus companheiros�, disse.
Em discurso e na entrevista, o senador deu recados e sinais da insatisfa��o com os antigos aliados do PP. Questionado sobre demiss�es na Organiza��o das Volunt�rias de Goi�s (OVG) de funcion�rios ligados a ele, respondeu: �Tem tr�s anos e meio que pessoas t�m sido demitidas do governo. � uma decis�o do governador e isso a gente n�o discute, s� acata�.
Na semana passada, em novo gesto que denuncia o rompimento entre PP e PSDB, cerca de 20 servidores da OVG foram demitidos � todos ligados ao senador. H� especula��es no governo de que o mesmo pode ocorrer em outros �rg�os. A OVG alegou tratar-se de �mudan�as de rotina�.
Marconi buscou minimizar o aspecto pol�tico da visita do presidente Luiz In�cio Lula da Silva a Goi�s, no dia 13, quando estar�o juntos em um s� palanque Alcides, o prefeito de Goi�nia, Iris Rezende (PMDB), e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. �� absolutamente natural. O presidente visita todos os Estados e sempre recebe governadores e prefeitos. Ele se encontra com o governador (Jos�) Serra (PSDB). � uma agenda que acontece cotidianamente, que precisa ser respeitada. Espero apenas que as consequ�ncias dessa visita sejam positivas para o Estado.�
Sobre a aproxima��o pol�tica e manifesta��es de lideran�as do PP e do PT de que pode haver alian�a pol�tica, Marconi afirmou que � cedo para discutir coliga��es. �S�o conjecturas. Tudo que est� sendo dito e articulado agora pode n�o estar ocorrendo ano que vem. Estamos muito distante das conven��es. Pode ser que alian�as n�o existentes hoje ocorram e pode ser que n�o.�
No discurso, Marconi repetiu por seis vezes a palavra coer�ncia e por quatro vezes a defesa de se �ter lado� (leia mais na reportagem ao lado). Criticou pol�ticos que n�o cumprem compromissos e defendeu investimentos em programas sociais. O tucano contou que esteve em Novo Gama (no Entorno do Distrito Federal) no dia anterior para acompanhar distribui��o de cestas b�sicas da prefeitura. �Fiquei extremamente constrangido com a car�ncia de irm�os nossos. N�o dever�amos mais nos defrontar com isso. Precisamos ter pol�ticas p�blicas em n�vel nacional, estadual e local que efetivamente promovam o indiv�duo � condi��o de cidadania.�
O senador disse que seu governo deu �muitas li��es de democracia, de cidadania e de respeito �s pessoas. Destacou a cria��o do Vapt Vupt e de �programas sociais modernos que levam em considera��o a verdadeira cidadania�.
Minutos antes, o vice-presidente do PSDB e deputado estadual Daniel Goulart havia destacado em discurso a redu��o de investimentos em programas sociais no atual governo. Acusou a gest�o pepista de extinguir o Sal�rio Escola e reduzir o subs�dio no Eixo Anhanguera, o n�mero de cart�es do Renda Cidad� e o valor da Bolsa Universit�ria. �N�o podemos mais chamar de bolsa, � sacolinha�, atacou.
Todos os discursos deram destaque a realiza��es do governo Marconi e defenderam a alian�a PSDB-DEM-PPS em n�veis nacional e estadual. Houve tamb�m por parte dos oradores cr�ticas ao governo federal. Al�m de Daniel e Marconi, discursaram o presidente do PPS estadual, Gilvane Felipe, o secret�rio-geral do PPS nacional, Rubens Bueno, o ex-prefeito de Goi�nia Nion Albernaz (PSDB) e o ex-deputado federal Vilmar Rocha (DEM). O deputado federal Jo�o Campos (PSDB) e o secret�rio-geral da sigla, S�rgio Cardoso, tamb�m participaram do evento.
Gilvane fez cr�ticas ao n�o-cumprimento de promessas no governo estadual. Citou o compromisso de reserva de 50% dos cargos a mulheres. �N�o me venha dizer que � culpa de crise ou d�ficit. O d�ficit que h� � de palavra dada e palavra cumprida�, afirmou. �Virou moda jogar culpa em governos anteriores pela inoper�ncia e incompet�ncia.�
Dissidentes Marconi disse que os dissidentes peemedebistas que declararam apoio � sua candidatura buscam resgatar a hist�ria do PMDB. �S�o ex-prefeitos e lideran�as que, durante os anos em que fui governador, n�o aderiram, foram firmes nas posi��es partid�rias, nunca procuraram o pal�cio, foram absolutamente independentes. S�o lideran�as aut�nticas, que t�m hist�ria, est�o no PMDB h� 30, 40 anos. Eu os respeito porque sempre foram coerentes e estiveram na vanguarda do partido.�
J� n�o tem co mo es con der ou dis far �ar a re a li da de. A si tu a ��o da Celg es t� pe la ho ra da mor�te. O di nhei ro que po de ria tra zer um f� le go pa ra a em pre sa, pro me ti do h� v� rios mes es pe lo pre si den te Lu iz In� cio Lu la da Sil va, n�o che ga e a si tu a ��o es t� to tal men te � de ri va. Pe la via ad mi nis tra ti va in ter na j� n�o exis te mais o que fa zer a n�o ser es pe rar pe la de go la.
O zun zun zum in ter no na Celg, com la men tos de pa ci en te de sen ga na do, � de que em dois mes es a em pre sa che ga r� ao fim. A fe de ra li za ��o, ou se ja, a en tre ga do co man do da Celg pa�ra o go ver no fe de ral, j� vem sen do ad mi ti da qua se aber ta men te.
O t�o so nha do em pr�s ti mo do go ver no fe de ral se ria, nes ta al tu ra da si tu a ��o, um au t�n ti co mi�la gre. Mas se r� que exis te al gum in te res se re al de Bra s� lia em n�o fe de ra li zar a Celg e de pois pri va ti zar a par te sa u d� vel da em pre sa, que ge ra lu cros pri m� rios de 300 mi lh�es de re ais ao ano?
E pen sar que o ex-pre si den te da em pre sa, �nio Bran co, era fa vo r� vel � en tre ga de me nos da me ta de das a��es ao go ver no fe de ral via BNDES pa ra man ter a Celg lon ge da fe de ra li za ��o...
A po pu la ��o de Ne r� po lis parece ter re cu pe rado a au to es ti ma e es t� en tu si as ma da com a ad�mi nis tra ��o de Gil Ta va res, diz um colega de PTB. Des de que as su miu a pre fei tu ra, Gil j� re ca�pe ou 75 mil me tros de ru as e ilu mi nou 14 bair ros, me di das que be ne fi ci a ram uma po pu la ��o que es ta va es que ci da pe lo po der p� bli co. Com re cur sos da pre fei tu ra, ele ad qui riu seis �ni bus es co la res e du as am bu l�n cias. A cons tru ��o do Cen tro de Di ag n�s ti co da ci da de j� foi ini ci a�da, as sim co mo o pr� dio da Uni ver si da de Rio Ver de, que vai fun cio nar em um lo cal im pro vi sa do at� o fim do ano, quan do o pr� dio pr� prio de ve ser en tre gue � po pu la ��o. Ini ci al men te a uni ver�si da de vai ofe re cer tr�s cur sos � Di rei to, Ad mi nis tra ��o e Pe da go gia �, mas no ves ti bu lar do fim do ano vai con tar com mais oi to cur sos.
Ne r� po lis faz 61 anos na se gun da-fei ra dia 3, e Gil Ta va res es t� fa zen do uma gran de fes ta pa ra co me mo rar, coi sa que a ci da de n�o via h� mais de 20 anos. �Uma opor tu ni da de pa ra res ga tar a his t� ria e a tra di ��o de Ne r� po lis�, diz o pre fei to. E a no vi da de n�o pa ra por a�. A ci da de, que nun ca te ve um show de gran de por te, vai ver ao vi vo a du pla Bru no e Mar ro ne