Geddel � candidato ao governo da Bahia, confirma L�cio
O presidente do PMDB da Bahia, L�cio Vieira Lima, declarou hoje (30), em entrevista ao �ncora da R�dio Metr�pole, M�rio Kert�sz, que o ministro Geddel Vieira Lima � candidato ao governo da Bahia em 2010 e os cargos hoje ocupados pelo partido foram entregues (desde junho) ao governador Jaques Wagner (PT).
A candidatura pr�pria do PMDB � uma exig�ncia do partido, acrescentou L�cio Vieira Lima: "A gest�o petista n�o correspondeu �s nossas expectativas", justificou. "PMDB e PT est�o afastados. O PMDB tem candidatura pr�pria, que cresce, toma as ruas. Estamos apenas aguardando o governador demitir os nome que foram indicados pelo PMDB".
O PMDB ocupa hoje as Secretarias da Ind�stria, Com�rcio e Minera��o (SICM) e Infraestrutura.
L�cio Vieira Lima explicou que o partido espera a exonera��o dos secret�rios (Rafael Amoedo e Antonio Carlos Batista Neves), mas o esp�rito p�blico o impede de recomendar aos titulares das duas pastas que simplemente n�o compare�am ao trabalho.
Al�m de destinar recursos � �rea social, plano do governo Lula � investir em pa�ses da Am�rica Latina, da �frica e da �sia
Estrat�gia busca evitar uma enxurrada de d�lares no Brasil, ampliar mercados para produtos brasileiros e a proje��o geopol�tica do pa�s
Al�m de investir os recursos da explora��o do petr�leo do pr�-sal na �rea social, o governo Lula planeja destinar o dinheiro do futuro Fundo de Desenvolvimento Social a dois outros objetivos: reduzir o volume de d�lares no pa�s e fazer investimentos estrat�gicos em pa�ses da Am�rica do Sul, da �frica e da �sia.
Segundo relato de um assessor presidencial, o fundo ter� n�o s� a finalidade de "combater nossas eternas car�ncias sociais", mas tamb�m criar "nossos pr�prios mercados" e "neutralizar a chamada "doen�a holandesa'" -valoriza��o excessiva da moeda local, causada pela forte entrada de d�lares devido a elevadas exporta��es de determinados produtos, como petr�leo e g�s, que acabam minando outros setores da economia nacional.
O uso dos recursos do fundo ter� uma fase de car�ncia, provavelmente de tr�s anos. Durante esse per�odo, ele ficaria sendo capitalizado com a renda do pr�-sal para, s� depois, ser utilizado em investimentos no pa�s e no exterior.
O fundo brasileiro ser� diferente do da Noruega, pa�s usado como modelo para a defini��o das novas regras de explora��o de petr�leo.
Enquanto no pa�s n�rdico atualmente se gasta apenas os rendimentos do fundo, no Brasil a ideia � gastar tamb�m parte do capital do fundo na �rea social e em inova��o tecnol�gica.
Um dos respons�veis pelo novo marco regulat�rio defende essa ideia das futuras cr�ticas com dois argumentos: o Brasil � diferente da Noruega, onde n�o h� desigualdade social como aqui, e o fundo ter� regras garantindo sua sustentabilidade.
Isso significa que o uso do capital do fundo petroleiro para gastos sem retorno financeiro, como na �rea social, n�o poder� comprometer a sua exist�ncia.
Reforma pode anistiar 51 mil candidatos das elei��es 2008
A reforma eleitoral aprovada neste m�s pela C�mara dos Deputados poder� representar uma anistia para cerca de 51 mil pol�ticos que concorreram nas elei��es municipais do ano passado e n�o prestaram contas, como manda a lei.
Eles representam 14% dos candidatos do Brasil, mas em alguns Estados, a propor��o � bem maior, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral.
No Amap�, por exemplo, 35,8% dos 1.494 candidatos a prefeito e vereador em 2008 descumpriram a norma de apresentar a presta��o de suas contas de campanha nos 30 dias seguintes ao pleito.
Boa parte deles correria o risco de se tornar ineleg�vel, j� que o TSE entende que um candidato s� pode concorrer numa elei��o se tiver contas de campanhas anteriores aprovadas.
Mas, se a reforma eleitoral for confirmada no Senado da maneira que foi aprovada pelos deputados, poder� beneficiar esse grupo de inadimplentes.
O projeto afirma que basta a apresenta��o das contas para que o candidatos se tornem eleg�veis. Significa dizer que o pol�tico estaria apto para se eleger se, por exemplo, apresentar suas contas anteriores no dia em que fizer o registro de sua nova candidatura, inviabilizando uma an�lise da Justi�a Eleitoral por falta de tempo h�bil.
O presidente da Fran�a, Nicolas Sarkozy, foi internado em um hospital de Paris, domingo (26), depois de se sentir mal enquanto se exercitava perto de sua resid�ncia de fim de semana. Sarkozy � casado com a modelo e cantora Carla Bruni, essa ai da foto.
EUA desativam painel com cr�ticas ao regime cubano
At� ontem, 25 janelas do quinto andar do edif�cio da Se��o de Com�rcio de Washington em Havana, situado no bairro do Malec�n, serviam de painel para difundir mensagens, not�cias e declara��es pol�ticas que criticavam o governo cubano.
Como gesto do governo norte-americano para melhorar as rela��es com a ilha, Washington apagou o sistema eletr�nico de 1,5 m de altura em funcionamento desde janeiro de 2006. O presidente Fidel Castro ficou furioso quando o sistema come�ou a funcionar.
No dia em que a bancada do PSDB no Senado deve protocolar no Conselho de �tica da Casa representa��o por quebra de decoro parlamentar contra o presidente Jos� Sarney (PMDB-AP), o l�der do partido no Senado, Renan Calheiros (AL), amea�ou contra-atacar.
Renan relatou que conversou por telefone, na segunda-feira, com Sergio Guerra (PE), presidente do PSDB, para inform�-lo que o PMDB tomaria atitude semelhante em rela��o ao tucano Arthur Virgilio (PSDB-AM), que j� admitiu ter tido um funcion�rio fantasma em seu gabinete.
- Comuniquei ao S�rgio Guerra que se o PSDB partidarizar, entrar com representa��o, n�o h� como o PMDB n�o fazer o mesmo. � uma quest�o de reciprocidade, sobretudo em rela��o ao senador Arthur Virg�lio - ele confessou.
Depois que o atual presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, inovou o marketing eleitoral com o uso da internet, a aten��o de pol�ticos brasileiros (e imagina-se, de outros pa�ses tamb�m) voltou-se para o instrumento poderoso que � a Rede Mundial de Computadores numa campanha pol�tica. Em Goi�s, alguns pol�ticos tamb�m passaram a ver a internet com outros olhos.
Conscientes de que a Rede pode, de fato, impactar na participa��o do eleitorado e de que ela � uma h�bil aliada, sobretudo junto aos formadores de opini�o, os pol�ticos t�m feito uso cada vez mais freq�ente da internet e de suas �ltimas novidades. Afinal, as elei��es de 2010 se aproximam e � preciso se preparar: trabalhos, encontros, estrat�gias, pesquisas, propaganda e muito mais fazem parte da agenda de poss�veis candidatos e quem mais se interessar pelas vagas existentes. A internet � um generoso espa�o para divulgar tudo isso.
Os pol�ticos usam a internet especialmente para fazer oposi��o pol�tica. Em blogs e sites pessoais, eles relatam suas opini�es acerca da gest�o do governador, do prefeito, do trabalho do vereador, deputado, senador, enfim, pol�ticos de todas as esferas. Discutem temas como: sa�de, educa��o, moradia e outros da cidade onde vivem. Mas, eles tamb�m usam esses meios para fazer propaganda de si mesmos e da pr�pria atua��o.
A partir de agora, com a aprova��o da reforma eleitoral (leia nesta p�gina), a utiliza��o da internet deve ser ainda maior. N�o s� por sites, blogs e orkut, mas principalmente pelo twitter, que d� mais rapidez � informa��o. O twitter, inclusive, � a mais nova febre no Brasil entre celebridades e pol�ticos, mesmo entre os que n�o abandonaram o orkut, flickr e blogs, onde eles postam fotos e textos, o you tube, onde veiculam v�deos e, � claro, os sites.
Dos quatro pr�-candidatos ao governo do Estado de Goi�s, o site do deputado federal Rubens Otoni (PT) � o mais completo. Nele, o leitor pode encontrar projetos e trabalhos executados pelo petista, obter informa��es acerca dos encontros do Partido dos Trabalhadores. As not�cias em geral, como infraestrutura, meio ambiente, ci�ncia e tecnologia e outros s�o atualizadas diariamente. O site tem ainda enquete, galerias de fotos, v�deos, links para outros sites e etc.
No site do senador Marconi Perillo (PSDB) � poss�vel ler a biografia dele, obter informa��es relacionadas ao governo do 'tempo novo' e ficar informado sobre os passos pol�ticos e projetos executados pelo ex-governador.
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, ainda n�o tem blog nem participa de sites de relacionamento. Suas apari��es se resumem � v�deos postados no you tube. S�o entrevistas (concedidas por ele � ve�culos de comunica��o), palestras e document�rios que n�o se sabe se foram postados por ele ou por outra pessoa.
O prefeito Iris Rezende (PMDB) ainda n�o aderiu � internet. Por�m, tem planos de criar em breve orkut, twitter e facebook. Os tr�s ser�o institucionais, ou seja, tratados pela prefeitura. Uma curiosidade � que j� existe na internet um blog com o nome de Iris Rezende, onde h� v�rias not�cias sobre o prefeito. L� consta que Iris j� deixou claro sua pretens�o em ser governador do Estado novamente, que o PMDB j� o definiu como candidato ao governo em 2010 e que o presidente nacional do PT, deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP), apoia Iris na elei��o do ano que vem.
Parlamentares Adepto da Rede h� algum tempo, o deputado estadual Thiago Peixoto (PMDB) tem blog, flickr e twitter. Neles, o peemedebista escreve sobre seu trabalho na Assembleia Legislativa, comenta a situa��o do Estado em diversas �reas, faz oposi��o pol�tica ao governo estadual, posta fotos de momentos de trabalho, sugere livros e etc. Outro que aderiu aos benef�cios da internet � o l�der do Democrata na C�mara, Ronaldo Caiado. O deputado tem um blog e um site, onde publica artigos, sugere leituras, posta links. No you tube, publica v�deos de momentos hist�ricos, campanha eleitoral e participa��o em programas de televis�o. Caiado tamb�m aderiu ao twitter.
A deputada federal, Raquel Teixeira (PSDB) tem orkut, twitter, flickr, blog e post's no orkut. No flickr, blog e you tube h� pronunciamentos da deputada, fotos, trabalhos desenvolvidos, entrevistas concedidas e outros. A deputada atualiza o twitter diariamente. Mas, nos �ltimos dias n�o tem entrado no site em fun��o das f�rias.
Orkut O prefeito Iris Rezende tem uma comunidade no orkut. O nome � Iris Rezende - Governador 2010. A descri��o da p�gina � direta. Destaca que � favor�vel � candidatura de Iris e lamenta a perda do ent�o prefeito de Aparecida de Goi�nia, Maguito Vilela (PMDB), nas elei��es passadas ao governo do Estado. E d� uma apimentada: diz que a gest�o do atual governador, Alcides Rodrigues (PP), envelheceu o governo com pr�ticas mesquinhas. Escrevem os internautas: "Nosso Estado � grande o suficiente para compreender que � necess�rio um pol�tico de pulso firme, um grande tocador de obras, que realmente coloque nosso querido Goi�s no rumo do desenvolvimento". E continuam: "Com uma administra��o vision�ria e transformadora, nosso prefeito se torna cada vez mais querido pela popula��o de Goi�nia".
O goiano Henrique Meirelles, presidente do Banco Central, tem uma comunidade a mais que Iris Rezende no orkut. Uma intitulada Henrique Meirelles Governador e outra, Henrique Meirelles, governador de Goi�s. Ambas destacam o curr�culo do Presidente do BC e dizem que ele � a pessoa adequada para substituir Alcides Rodrigues no governo do Estado. O senador Marconi Perillo tamb�m tem uma comunidade no orkut. O nome � Marconi Governador - 2010. A descri��o diz que a comunidade � destinada �queles que viveram cada minuto de um governo que batalhou pelo reconhecimento nacional do Estado. J� o deputado federal, Rubens Otoni, tem tr�s comunidades no orkut. Duas sob o t�tulo de Rubens Otoni Governador 2010 e uma Rubens Otoni para governador. Todas argumentam que Otoni � um pol�tico que tem compromisso com Goi�s e que, por isso, deve ser eleito governador no pr�ximo pleito.
Novas regras para campanha virtual No in�cio deste m�s, no dia 08 de julho, a C�mara dos Deputados aprovou um projeto de lei que promove uma mudan�a nas normas eleitorais que restringem o uso da internet. O projeto precisa ser aprovado pelo Senado e depois sancionado pelo presidente Lula, para que as novas regras sejam colocadas em pr�ticas. Se sancionado at� setembro deste ano, as mudan�as valer�o para as elei��es do ano que vem.
Com a nova lei, os pol�ticos que antigamente n�o podiam fazer campanha pol�tica na internet (com exce��o do pr�prio site) ficar�o liberados para fazer, por�m com algumas ressalvas. O candidato s� poder� fazer propaganda a partir do dia 05 de julho do ano da elei��o, no site pessoal, do partido ou das coliga��es. O site que tiver propaganda eleitoral dever� ser registrado junto � Justi�a Eleitoral e estar obrigatoriamente hospedado em provedor de internet constitu�do no pa�s. Os sites precisar�o seguir as mesmas regras que a TV e o r�dio: no caso de um debate pol�tico, levar todos os candidatos, inclusive os que tiverem 1% de inten��o de votos. Se o candidato se sentir ofendido por alguma mat�ria, ele ter� o direito de resposta com o mesmo tempo que a mat�ria permaneceu publicada e o mesmo tamanho, o que j� � feito na televis�o e no r�dio, a diferen�a � que na internet o candidato ter� o direito de resposta em at� 48 horas, por causa da velocidade da Rede. Esses sites tamb�m n�o poder�o privilegiar nenhum candidato.
As doa��es de recursos financeiros aos candidatos que antigamente poderiam ser feitas atrav�s de cheques cruzados ou nominais e por meio de transfer�ncia on-line, agora podem ser feitas tamb�m atrav�s de cart�o de cr�dito ou d�bito. O valor da doa��o mais o nome do doador e o CPF devem ser obrigatoriamente comunicados � Justi�a Eleitoral. Pessoas f�sicas, hoje em dia, s�o proibidas de fazer campanha para pol�ticos na internet. Depois de aprovada a nova lei, qualquer pessoa vai poder fazer, mas, todas correr�o o risco de ter a comunidade, o blog ou o site interditado se o pol�tico se sentir ofendido com alguma coisa.
Regulamenta��o O advogado e especialista em legisla��o eleitoral, Sebasti�o Ferreira, diz que a libera��o do uso da internet em campanhas pol�ticas � in�til. Segundo ele, n�o deveria haver regulamenta��o porque ningu�m consegue controlar a internet. O especialista acredita que deveria existir presta��o de contas s�rias, por parte dos pol�ticos, mas que regulamentar o uso da internet n�o vai impactar em nada. "Sou a favor da liberdade de express�o. Mas esse controle � in�til", diz.
Se n�o � poss�vel controlar a internet, mais dif�cil ser� controlar as propagandas pagas, que segundo a lei, permanecer�o proibidas. Indagado se a medida vai beneficiar apenas os pol�ticos, Ferreira diz que o brasileiro n�o costuma brigar pelos seus direitos no que diz respeito � pol�tica. "Se fosse no futebol, seria outra conversa. Mexa com o time de algu�m e espere para ver o que acontece. Agora, na pol�tica..."
O que �:
Twitter O twiter � uma esp�cie de micro blog. Desde que foi criado, a sua difus�o no mundo foi imediata. No Brasil, celebridades, pol�ticos, empresas e m�sicos t�m aderido � ferramenta. A p�gina possibilita ao internauta escrever at� 140 caracteres e ter v�rios seguidores. Se o dono do perfil deixar sua p�gina aberta, qualquer pessoa pode ter acesso �s suas informa��es.
Orkut O orkut foi criado em janeiro de 2004. � uma rede social, da Google, onde os usu�rios podem fazer novas amizades e manter as j� existentes. Nele, � poss�vel postar fotos, adicionar v�deos, participar de comunidades, escrever mensagens, fazer depoimentos e etc. O orkut foi criado por um engenheiro turco e foi operado na Calif�rnia at� agosto de 2008. Desde ent�o ele vem sendo operado no Brasil devido ao grande n�mero de usu�rios brasileiros que fazem parte da rede. No pa�s, mais de 23 milh�es de pessoas tem orkut.
Facebook O facebook foi criado em 2003 por um jovem chamado Zuckerberg, na Universidade de Harvard, Estados Unidos. O objetivo de Zuckerberg era se comunicar pela internet com os demais estudantes de Harvard. Em duas semanas, dois ter�os dos estudantes da universidade haviam aderido ao site. Pouco tempo depois, o facebook conquistou boa parte da rede universit�ria dos Estados Unidos e atualmente � uma das redes sociais mais acessadas do mundo. No facebook, os usu�rios podem criar perfis, postar fotos, trocar mensagens e fazer amigos. O uso do site � gratuito.
Goianos no Twiter
Senadores * Dem�stenes Torres (DEM). Pode ser encontrado por @demostenes25 * Marconi Perillo (PSDB). Pode ser encontrado por @marconiperillo
Deputados federais * Raquel Teixeira (PSDB). Pode ser encontrado por @DRaquelTeixeira * Ronaldo Caiado (DEM). Pode ser encontrado por @deputadocaiado
Deputados estaduais * Coronel Queiroz (PTB). Pode ser encontrado por @coronelqueiroz * Thiago Peixoto (PMDB). Pode ser encontrado por @ThiagoPeixoto
Vereadores * Daniel Vilela (PMDB). Pode ser encontrado por @DanielVilela15 * Gari Negro Jobs (PSL). Pode ser encontrado por @garinegrojobs * Henrique Arantes (PTB). Pode ser encontrado por @henriquearantes * Virmondes Cruvinel Filho (PSDC). Pode ser encontrado por @Virmondes
�Mulher � a coisa mais importante, mais divina, para o ser humano�, diz Jos� Nelto
Em entrevista � CBN Goi�nia na manh� de ontem para justificar a companhia da mulher, M�nica, na viagem com o avi�o do Estado no fim de semana. Ao comentar detalhes do epis�dio, Nelto se disse v�tima de briga pol�tica entre PP e PSDB e acusou a imprensa de tamb�m j� ter viajado com aeronaves do governo.
�Existe uma briga entre o deputado Carlos Alberto Lereia (PSDB) e o governador do Estado, Alcides Rodrigues (PP). E, devido eu ser (sic) deputado de oposi��o, acabei tendo meu nome envolvido nesta briga pol�tica�. Nelto disse ainda que outros parlamentares j� utilizaram aeronaves do governo para viagens particulares, mas n�o deu detalhes da acusa��o. �Se cometi um erro, pergunto: quem � que n�o erra? Agora, eu paguei. Quantos parlamentares que viajam, v�o para suas fazendas, com aeronave do Estado? Isso pode vir � tona�, amea�ou. Ao POPULAR, Nelto diz ter recolhido dados sobre a utiliza��o, mas que s� divulgar� no dia 5 de agosto. �Isso chama-se estrat�gia de guerra. N�o vou falar nada agora�, afirmou.
O deputado disse n�o ver problemas na viagem � Posse, j� que houve o ressarcimento ao Estado. �Tanto faz voc� pagar avi�o particular ou avi�o do Estado. A �gua que voc� compra � p�blica. A energia que voc� compra � p�blica. Voc� paga tanto sendo parlamentar como sendo cidad�o comum. Qual foi meu primeiro ato? Chegar e dizer que vou pagar�.
A jornalista Cileide Alves rebateu, afirmando que os avi�es do Estado n�o est�o dispon�veis para loca��o. Foi quando Nelto atacou: �A imprensa j� andou em avi�o do Estado. E pelo que sei a imprensa n�o pagou passagem para o Estado. Vejo que a imprensa nacional pegou carona com o presidente Lula e depois deu o dinheiro para o Fome Zero. Agora, temos de deixar de hipocrisia. Eu viajei, assumi a responsabilidade, paguei�.
O Gabinete Militar do Estado baixou portaria determinando apura��o da viagem do deputado estadual Jos� Nelto (PMDB) em avi�o de propriedade do governo no �ltimo fim de semana. Chefe do �rg�o, o coronel Sebasti�o Vaz da Silva informou ontem que a autoriza��o para o fornecimento de um S�neca para o peemedebista n�o partiu da chefia, mas diretamente do servi�o a�reo do Estado � ger�ncia do Gabinete Militar.
Vaz afirmou que estava de licen�a m�dica e retornou para �administrar a crise� provocada pelo fato de o deputado ter utilizado a aeronave para ir a encontro partid�rio em Posse (a 502 quil�metros de Goi�nia). A portaria n�mero 013/2009 cita reportagem do POPULAR, que revelou com exclusividade a viagem do peemedebista, e determina sindic�ncia de at� 30 dias na viagem do deputado �sem autoriza��o formal�. �Mas quero resolver isso j� na pr�xima semana�, adianta o coronel.
Para o chefe do Gabinete Militar, houve descumprimento do procedimento padr�o em dois aspectos: a autoriza��o de viagem para outros poderes e at� mesmo para auxiliares do governo passam oficialmente pelo Gabinete Militar � com despacho da chefia e, na maioria das vezes, consulta ao governador Alcides Rodrigues (PP) � e a aus�ncia de informa��o sobre o objetivo pol�tico da viagem do deputado a Posse.
�Temos um controle rigoroso dos voos e de quem utiliza. Jamais permitir�amos uma viagem para participa��o em eventos pol�ticos�, afirma o coronel Vaz. �Vamos apurar a fundo, descobrir onde houve falhas e resolver isso�, completou. Ontem, foram ouvidos os pilotos da aeronave que levou o deputado a Porangatu, Posse e S�o Miguel do Araguaia, e o chefe do servi�o a�reo do Estado, Joaquim Martins da Silva J�nior, o Catal�o.
�Houve erro no fato de o servi�o a�reo n�o ter remetido o pedido do deputado ao Gabinete Militar. Ele (Catal�o) sabe que este � o procedimento padr�o�, disse o coronel Vaz. Embora aponte a falha, o chefe do �rg�o diz n�o ver m�-f� por parte do servi�o a�reo em ter concedido a aeronave. �Ele desconhecia a viagem para Posse. Se tivesse tomado conhecimento, certamente n�o autorizaria�, disse.
Nelto diz ter solicitado avi�o do Estado para viajar a Porangatu e S�o Miguel do Araguaia, em miss�o oficial como presidente da Comiss�o de Defesa dos Direitos do Consumidor para apurar den�ncias de cartel de combust�vel. A viagem ocorreu na sexta-feira e o deputado diz ter pernoitado em Porangatu por recomenda��o dos pilotos � quando teria aproveitado para ir � festa de anivers�rio da deputada estadual Vanuza Valadares (PSC). No dia seguinte, quando deveria ir a S�o Miguel e retornar a Goi�nia, pediu que levassem-no a Posse para o encontro do PMDB.
Ouvidos ontem pelo respons�vel pela sindic�ncia, coronel Ivan Furtado de Figueiredo, os pilotos alegaram que o pedido do desvio foi feito durante o voo e que eles n�o conseguiram contato com o chefe do servi�o a�reo para confirmar permiss�o. Ivan tamb�m recolheu documentos do servi�o a�reo, incluindo of�cio de Nelto solicitando o c�lculo dos gastos do trecho Porangatu-Posse-Porangatu, e da Ag�ncia Nacional de Avia��o Civil (Anac).
O coronel Vaz disse n�o saber se o governador chegou a ser consultado sobre o pedido de Jos� Nelto. �Ainda n�o conversei com o governador�,
Lotado no Senado Federal desde 1986, Haroldo Feitosa Tajra foi o bra�o direito de todos os primeirossecret�rios da Casa desde a gest�o de Carlos Wilson, em 2001. L�, ajudou a administrar um Or�amento de R$ 2,7 bilh�es por ano e esteve � frente de muitas licita��es para contrata��o de empresas fornecedoras.
Conhecia como poucos o funcionamento das nomea��es e transfer�ncias de verbas feitas por interm�dio dos chamados atos secretos, estopim para a sucess�o de esc�ndalos no Senado. Este ano, em meio � crise que apeou da diretoria-geral o at� ent�o todo-poderoso Agaciel Maia, Tajra foi indicado pelo atual primeirosecret�rio Her�clito Fortes (DEM-PI) como novo diretor do Senado. \
A rela��o com Her�clito � antiga. Os dois s�o piauienses e suas fam�lias se conhecem h� duas d�cadas. Haroldo � primo do primeiro-suplente de Her�clito, Jesus Tajra, que foi deputado pelo Pfl, hoje DEM. S� que, nomeado h� menos de um m�s numa tentativa de p�r um ponto final aos desmandos e irregularidades cometidas no Senado, o novo diretor-geral j� corre o risco de ter o mesmo destino do antecessor.
Conforme denunciou ISTO� em sua �ltima edi��o, Haroldo � um dos expoentes da estrutura operada pelo servidor Aloysio Brito Vieira que o DEM montou para controlar com m�o de ferro a primeira secretaria. Entre 2005 e 2008, atuou afinado com o primeirosecret�rio Efraim Morais (DEM-PB), que agora � acusado de receber R$ 300 mil mensais da Ipanema Empresa de Servi�os Gerais e Transportes.
Tamb�m foi frequentador ass�duo das festas promovidas em Bras�lia pelo ex-primeiro-secret�rio Romeu Tuma (ex-DEM hoje PTB-SP) e seu filho Robson, o Tuminha, que durante a administra��o do pai, entre 2003 e 2004, tinha contatos frequentes com o grupo que organizava as licita��es do Senado. Haroldo mantinha ainda um relacionamento estreito com o ex-diretor da C�mara Adelmar Sabino, que prestou consultoria a Tuma no per�odo em que ele comandava a primeira secretaria.
Gra�as a sua grande influ�ncia e capacidade de operar nos bastidores, Sabino passou 18 anos no comando administrativo da C�mara. Era uma esp�cie de Agaciel Maia de l�. Quando chegou ao Sal�o Azul, Sabino teve Haroldo como aliado de primeira hora, gra�as a sua boa rela��o com o empresariado.
O presidente Lula divulga que o governador paulista Jos� Serra prefere concorrer � reelei��o certa a disputar o Pal�cio do Planalto, em 2010. H� quinze dias, disse isso ao governador do Paran�, Roberto Requi�o, para evitar que ele passasse a apoiar Serra.
Trata-se apenas de uma estrat�gia de Lula para esvaziar o palanque do tucano e for��-lo a antecipar o lan�amento de sua candidatura. A seus ministros, o presidente conta outra hist�ria.
Relatou-lhes um encontro no qual Serra lhe disse que s� decidir� sua candidatura no pr�ximo ano � mantra que o governador repete a quem quiser ouvir.
Aos mais pr�ximos, Serra mostra uma pesquisa feita h� poucos dias: 65% dos paulistas querem que ele dispute a Presid�ncia e 70% preferem que adie esse an�ncio para 2010.
Oito fam�lias foram obrigadas a deixar a casa onde moravam, na Avenida Amazonas, quadra 24-A, lote 4, Parque Alvorada, em Senador Canedo, depois que policiais militares e uma oficial de Justi�a cumpriram mandado de reintegra��o de posse no local, na manh� de ontem. O lote, onde estavam constru�dos oito barrac�es, separados por muros que formavam becos, pertence ao pedreiro Raimundo Moreira e foi invadido h� oito anos, conforme explicou o advogado do propriet�rio, Francisco Silvestre.
�O dono deste lugar tamb�m � uma pessoa humilde. Ele tentou conversar, mas at� os oficiais de Justi�a que vinham aqui trazer notifica��es eram recebidos com agress�es�, disse Silvestre. Nos barracos do lote 4 da Avenida Amazonas viviam mais de 25 crian�as. O conselho tutelar da regi�o esteve no local durante a reintegra��o de posse, oferecendo abrigo aos menores, mas n�o conseguiu autoriza��o das m�es.
�Um conselheiro queria levar meus filhos, falando que eu n�o tinha onde ficar. Mas em algum lugar eu vou ficar, e onde eu estiver meus filhos v�o estar comigo�, disse a dona de casa Eliane da Silva Souza, m�e de seis crian�as, com idades entre 1 e 12 anos. Ela est� gr�vida do s�timo filho.
A manicure Linderci Xavier de Souza, 36, chorava enquanto observava seu barraco demolido. Com a filha mais nova nos bra�os, ela, que � m�e de outros quatro filhos, estava desesperada. �O que vou fazer da minha vida? N�o tenho para onde ir, n�o tenho.� Todos os moradores entrevistados disseram que compraram suas casas acreditando ter adquirido um im�vel legalizado. �Ningu�m aqui � invasor. Todo mundo pagou pra morar neste peda�o de terra, e agora estamos sendo tocados como cachorros�, reclamou Lucimar de Souza Peres, 44, camel�.
Igrejas cat�lica e evang�lica do setor devem abrigar provisoriamente as fam�lias.
A reforma eleitoral aprovada ontem pela C�mara liberou a propaganda na internet, em portal do partido ou do candidato, nas p�ginas de relacionamento da rede, como Orkut e Twitter, em blogs e por meio de mensagens eletr�nicas. Autorizou tamb�m a pr�-campanha para a realiza��o de pr�vias, reuni�es em locais fechados e entrevistas em que a pessoa pode se anunciar como candidata.
Pelo projeto aprovado, os debates no r�dio e na TV � e agora tamb�m na internet � para governador, senador e presidente da Rep�blica, que s�o os cargos majorit�rios, poder�o ser realizados com a presen�a de no m�nimo dois ter�os dos candidatos, n�o sendo mais necess�rio o comparecimento de todos, como � atualmente. A exig�ncia inviabilizava muitos debates, visto que candidatos de partidos nanicos �s vezes discordavam das regras para o confronto s� para inviabilizar a sua realiza��o.
BLINDAGEM A mesma lei, aprovada ontem depois de acordo que envolveu todos os partidos, presenteou os candidatos com uma blindagem, proibindo o uso de imagens e voz deles por parte dos advers�rios nos programas eleitorais. Desse modo, o candidato do governo n�o poder� usar em 2010 imagens do PSDB ou do DEM com ataques � Petrobras, o que os marqueteiros do Planalto pretendiam fazer. Os partidos de oposi��o tamb�m ficar�o proibidos de usar imagens do presidente Luiz In�cio Lula da Silva dizendo que a crise mundial era apenas uma �marolinha�, o que j� vinha acontecendo em propagandas do DEM na televis�o. Ficam proibidas ainda trucagens e montagens que visem a prejudicar o advers�rio.
Se a libera��o da propaganda na internet foi total no que se refere a partidos, candidatos e pessoas f�sicas, houve uma proibi��o de uso desse ve�culo por parte de empresas ou �rg�os da administra��o direta e indireta da Uni�o, Estados e munic�pios. A multa para quem desobedecer a determina��o vai de R$ 5 mil a R$ 30 mil. Ser� permitido o uso da internet para a doa��o de valores para as campanhas por pessoa f�sica, por interm�dio do cr�dito, limitada a 10% da renda bruta anual. Ve�culos e im�veis que forem emprestados a um candidato n�o poder�o ter valor superior a R$ 50 mil.
Os l�deres partid�rios tamb�m aproveitaram a lei para se proteger. Pelo texto aprovado, a responsabilidade legal � at� mesmo civil e trabalhista � cabe exclusivamente ao diret�rio nacional, estadual ou municipal que tiver violado o direito de algu�m. E, em caso de n�o pagamento, as despesas nem poder�o ser cobradas judicialmente dos �rg�os superiores dos partidos. Se houver uma decis�o pela penhora, o bem a ser arrestado ser� da inst�ncia partid�ria que contraiu a d�vida n�o paga.
DIREITO DE RESPOSTA O direito de resposta para quem se sentir agredido, em qualquer meio, ter� prioridade sobre os demais processos em exame pela Justi�a Eleitoral. A propaganda nos jornais impressos poder� ser feita por no m�ximo dez inser��es em cada ve�culo, devendo constar obrigatoriamente quanto custou a compra daquele espa�o. Como os principais jornais reproduzem suas p�ginas na internet, a propaganda que aparece nas p�ginas impressas poder�o ser reproduzidas nesse meio. Mas ningu�m pode comprar espa�o exclusivamente em sites da rede.
O PSOL foi derrotado na tentativa de restabelecer a propaganda pol�tica em muros. Pelo projeto aprovado, nas �rvores e jardins localizados em �reas p�blicas, muros, cercas e tapumes divis�rios n�o ser� permitida a propaganda eleitoral de qualquer natureza. Est�o liberados cavaletes, bonecos, cartazes, mesas para distribui��o de material de campanha e bandeiras ao longo das vias p�blicas, desde que m�veis e que n�o atrapalhem o tr�nsito. Os trios el�tricos continuam proibidos, exceto para sonoriza��o de com�cios. Os showm�cios tamb�m n�o podem ser realizados.
Na elei��o do ano que vem o eleitor ter� de apresentar um documento com fotografia. E, a partir de 2014, todos os votos eletr�nicos ser�o tamb�m impressos e poder�o ser vistos pelo eleitor no momento da vota��o. Destes, 2% ser�o auditados pela Justi�a. (AE)
Em discursos no interior e na Sefaz, governador disse ser �amigo� do presidente e que s� soube do d�ficit financeiro ap�s a elei��o
Se vale a m�xima de que pol�tico n�o fala, mas manda recados, o dia de ontem do governador Alcides Rodrigues (PP) foi repleto de mensagens para advers�rios e aliados. Nos compromissos � visita a Alto Para�so e evento na Secretaria da Fazenda �, o governador voltou a destacar a boa rela��o com o presidente Luiz In�cio Lula da Silva, dizendo-se �amigo� do petista, e o esfor�o de sua gest�o em busca do equil�brio financeiro e da transpar�ncia, com declara��es que atingem o PSDB.
Depois de destacar iniciativa do governo em �aproveitar bem o dinheiro p�blico�, na entrega de projeto de lei que reduz a burocracia das licita��es (leia mais na p�gina 12), Alcides disse em entrevista que n�o sabia da situa��o do Estado antes de assumir o novo mandato, em 2007. Ele respondia pergunta sobre promessas feitas na campanha eleitoral para a �rea de seguran�a p�blica. Policiais civis em greve protestaram em frente a Sefaz na hora do evento.
�Existe uma lei no Pa�s chamada Lei de Responsabilidade Fiscal. Nenhum governador tem o direito de ultrapassar limites sob pena de sofrer san��es. Estamos no limite da lei. � inconceb�vel. N�o � poss�vel neste momento dar aumento salarial�, disse, destacando que a greve foi considerada ilegal pela justi�a. Questionado se n�o sabia do limite de gastos com folha em 2006, quando j� era governador, Alcides respondeu: �Eu n�o sabia da situa��o do Estado. Hoje sabemos a real situa��o�.
No discurso, Alcides defendeu a seriedade no trato do dinheiro p�blico. �Governo acaba. Governador vem e vai. � preciso zelar por interesses do Estado�, afirmou o governador. Na entrevista, destacou que mostra coragem. �� preciso ter muito esp�rito p�blico e, sobretudo, muita coragem para mexer com tantos interesses embutidos nisso que estamos tentando combater. Goi�s, sem d�vida nenhuma, avaliar� no futuro o grande salto que o governo deu.�
Pela manh�, em S�o Jorge, distrito de Alto Para�so, Alcides tamb�m falou do equil�brio financeiro. �N�o deixamos o dinheiro sumir no ralo � n�o s� da corrup��o, mas do dinheiro mal empregado �, por isso est� sobrando para pagar tudo em dia e investir.�
Ele falou ainda em nova forma de fazer pol�tica, ao destacar a rela��o com prefeitos da oposi��o e com Lula. �Homens p�blicos t�m o dever de respeitar a vontade popular e trabalhar juntos. Hoje sou amigo e defendo o presidente Lula, reconhe�o nele um grande presidente�, afirmou. �Quero dizer com isso que estamos vivendo outros tempos.�
Ao final do discurso, nova mensagem: �Sou um otimista por natureza. Cada obst�culo � nossa frente, quero ultrapassar. Sen�o n�o seria nem governador. E deixo um recado: fujam dos pessimistas, daqueles que n�o acreditam no tempo atual�.
Alcides afirmou que n�o falou sobre pol�tica com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que veio a Goi�s no fim de semana. �Respeito aqueles que fazem proselitismo extempor�neo, embora contrarie a lei, mas n�o vou focar em pol�tica agora.�
Para evitar encontro com policiais em protesto na entrada principal da Sefaz, Alcides chegou por outro port�o, o que provocou correria dos manifestantes. A equipe do choque da Pol�cia Militar foi acionada para evitar entrada no pr�dio onde ocorria o evento.
O prefeito de Itumbiara, Jos� Gomes (PP), prop�s ontem parcelar em seis vezes o pagamento dos R$ 44,8 milh�es que o munic�pio tem direito de receber por diferen�a de c�lculo de arrecada��o de ICMS. No entanto, o presidente da Associa��o Goiana dos Munic�pios (AGM), Abelardo Vaz (PP), n�o aceitou o parcelamento e promete uma manifesta��o na entidade amanh�.
Decis�o judicial j� transitada em julgado bloqueou R$ 31 milh�es do repasse do ICMS desta semana aos munic�pios para que seja repassado a Itumbiara. A medida gerou cr�ticas da AGM, que alega n�o ter sido notificada antes que fosse efetuada a reten��o. Tenta reverter a decis�o na Justi�a antes que o valor seja transferido ao munic�pio.
No entanto, o desembargador Luiz Eduardo de Souza, da 1� C�mara C�vel, j� havia determinado ao Co�ndice em 13 de janeiro o repasse imediato do recurso a Itumbiara, o que n�o ocorreu. No �ltimo dia 3, o desembargador Jo�o Ubaldo Ferreira determinou o bloqueio do tributo para quitar a d�vida com o munic�pio.
�O prefeito procurou no in�cio do ano os membros do Co�ndice j� propondo o parcelamento desta d�vida para evitar transtornos aos munic�pios, mas n�o obteve resposta�, afirma seu advogado, Paulo Brom. A a��o corre desde 2002 e j� esgotaram todas as possibilidades de recurso.
Abelardo diz que n�o existe clima entre os prefeitos para um acordo e pede uma suspens�o por 30 dias da decis�o para tentar revert�-la
Das 149 empresas que fizeram doa��es para candidatos na campanha de 2006 com valores acima do permitido pela legisla��o eleitoral, 23 excederam as contribui��es em R$ 50 mil ou mais. A lista destes doadores e candidatos beneficiados foi divulgada ontem pelo Minist�rio P�blico Federal (MPF), que passou o valor total da doa��o � e n�o do excedente � para n�o incorrer em quebra de sigilo fiscal.
Os doadores s�o cooperativas, construtoras, cons�rcios, dois postos de combust�vel, entre outros. Mais de 50% dos candidatos beneficiados pertenciam � base aliada do governo da �poca e apenas 12 deles perderam as elei��es. Dois benefici�rios s�o suplentes que assumiram os mandatos: Carlos Silva (PP) assumiu vaga na Assembleia posteriormente e agora � presidente da Celg, Chico Abreu (PR) � deputado federal na vaga de Roberto Balestra (PR), atual secret�rio extraordin�rio do Estado.
A lista do MPF mostra que empresas goianas contribu�ram tamb�m com candidatos que concorreram em outros estados. A P.R. Ind�stria e Com�rcio de Bebidas doou R$ 52,5 mil para Paulo Roberto Roriz (DEM), que disputou vaga de deputado no Distrito Federal (DF) e a Prize Assessoria contribuiu com R$ 150 mil para a campanha � reelei��o do ent�o senador paraense Luiz Ot�vio Campos (PMDB).
A maior doa��o da lista partiu da Hidrobombas, que passou R$ 478,5 mil para a campanha ao governo de Alcides Rodrigues (PP) e outros dois pepistas � Carlos Silva e Ernesto Roller, atual secret�rio da Seguran�a P�blica. Os dois ocupam cargos importantes no governo: a Seguran�a P�blica responde pelo aumento da viol�ncia no Estado � atualmente enfrenta a greve de policiais civis � e a Celg pleiteia empr�stimo junto ao governo federal para pagar d�vidas.
Limite De acordo com a legisla��o eleitoral, as empresas podem doar para campanha apenas 2% do seu faturamento bruto no ano anterior. J� para pessoas f�sicas, esse limite � de 10%. Entre empresas e cidad�os que desrespeitaram esta lei, 623 no total v�o ter de responder �s representa��es ajuizadas ontem pelo MPF no Tribunal Regional Eleitoral.
Depois de notificados, os doadores ter�o at� 48 horas para contestar os dados apresentados pelo MPF. Se condenados, ter�o de pagar multa que corresponde de cinco a dez vezes o valor excedente da doa��o. J� os candidatos beneficiados n�o ser�o responsabilizados no processo.
Dos 14 que aprovaram anu�nios para servidores, 7 s�o de categorias beneficiadas
Pelo menos sete dos 14 deputados que aprovaram anteontem a proposta de emenda constitucional que recria o adicional por tempo de servi�o para parte do funcionalismo beneficiaram suas profiss�es de origem. Os servidores beneficiados pela proposta podem ter aumento de at� 35%, caso o projeto avance no
Congresso e se torne lei. A proposta originalmente concedia o adicional apenas a ju�zes e promotores, mas o benef�cio foi estendido a mais de 30 categorias. Esses setores fizeram lobby na C�mara.
Dos sete que votaram a favor, quatro s�o delegados: o relator Laerte Bessa (PMDB-DF), Francisco Ten�rio (PMN-AL), Marcelo Itagiba (PMDB-RJ) e Jo�o Campos (PSDB-GO). H� um promotor, Carlos Sampaio (PSDB-SP); um auditor fiscal, Jo�o Dado (PDT-SP); e um funcion�rio p�blico, Washington Luiz (PT-MA) - todos de carreiras beneficiadas. Jo�o Dado disse que sua categoria merece:
- Afinal, sem auditores, a sonega��o de imposto no Brasil, que j� n�o � pequena, seria maior ainda. � justo.
- Era privil�gio conceder apenas para duas categorias. As outras tamb�m t�m esse direito - justificou Itagiba.
Procuradoria investigar� a aquisi��o da BrT pela Oi
A compra da companhia telef�nica Brasil Telecom pela Oi/ Telemar, neg�cio avaliado em R$ 13 bilh�es que recebeu financiamento de dois bancos p�blicos, � alvo de procedimento aberto pela Procuradoria da Rep�blica no Distrito Federal.
O procedimento � uma medida tomada pelos procuradores antes de decidirem se abrem ou n�o inqu�ritos ou a��es.
A investiga��o pretende avaliar se a Anatel, a ag�ncia fiscalizadora do governo federal, cometeu irregularidades ao conceder em dezembro passado, em tempo recorde, uma anu�ncia pr�via para o neg�cio.
Os achados da apura��o, que corre desde 2008, ser�o cruzados com um inqu�rito que a Pol�cia Federal de S�o Paulo dever� abrir em decorr�ncia da Opera��o Satiagraha, a for�a-tarefa formada em 2007 pela PF e pela Procuradoria da Rep�blica em S�o Paulo para investigar o banqueiro Daniel Dantas e o grupo Opportunity.
Neste momento, ningu�m responde pela presid�ncia da Rep�blica.
Lula continua no exterior. Jos� Alencar, 77 anos, est� anestesiado. Passa por sua 14� opera��o no Hospital S�rio Liban�s devido a 13 tumores cancer�genos que carrega no corpo.
Na aus�ncia de Lula e de Alencar, o presidente da C�mara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP) � quem assume a presid�ncia. N�o assumiu.
No pa�s onde n�o h� crise no Senado, apenas uma mera diverg�ncia, segundo Lula;
onde Jos� Sarney nada tem a ver com a Funda��o Jos� Sarney;
onde o ministro do Meio Ambiente considera normal que a mulher seja funcion�ria da C�mara dos Deputados e trabalhe ali apenas um dia por semana;
e onde pol�ticos dizem abertamente que est�o pouco se lixando para a opini�o p�blica;
ora, � irrelevante que durante algumas horas a presid�ncia da Rep�blica fique vaga.
A Comiss�o de Constitui��o e Justi�a da C�mara aprovou ontem, por unanimidade, o parecer do deputado Jos� Genoino (PT-SP) pela inadmissibilidade da proposta de emenda � Constitui��o (PEC) que previa a possibilidade de segunda reelei��o para o presidente da Rep�blica, governadores e prefeitos. A PEC foi apresentada pelo deputado Jackson Barreto (PMDB-SE). As informa��es s�o da Ag�ncia Brasil.
�A CCJ, por unanimidade, enterrou de vez tanto esse tipo de emenda � Constitui��o quanto as que tratam de prorroga��o de mandatos. Ent�o, isso est� encerrado, porque foi decis�o un�nime e tem uma for�a pol�tica, que, no meu modo de entender, ningu�m vai mais tentar qualquer emenda nesse sentido nessa legislatura�, afirmou Genoino
De acordo com o petista, a decis�o da CCJ firma uma esp�cie de jurisprud�ncia na comiss�o: �N�o se pode mudar as regras do jogo para beneficiar quem est� no poder, e a emenda fazia isso, o que fere o princ�pio da certeza das regras, que � a base do meu parecer�. Como a proposta que previa a possibilidade de terceiro mandato foi rejeitada, seu autor n�o deve recorrer da decis�o.
Em visita a Ipameri, onde participou ontem da abertura da exposi��o agropecu�ria do munic�pio, o prefeito de Goi�nia, Iris Rezende (PMDB), disse que no pr�ximo ano vai se dedicar a preparar o PMDB nos munic�pios para a disputa eleitoral. Evitou, no entanto, falar sobre a possibilidade de disputar o governo do Estado.
Em reuni�o com prefeitos e pol�ticos aliados da regi�o, da qual tamb�m participaram o prefeito de Aparecida de Goi�nia, Maguito Vilela, e o presidente do PMDB, Adib Elias, Iris explicou que ainda n�o iniciou visitas ao interior por estar focado na administra��o. Disse que tem dificuldade em se deslocar para outros munic�pios devido os compromissos na Prefeitura.
O prefeito pediu aos presentes que coloquem suas gest�es em primeiro lugar para que se tornem vitrines do partido na disputa. Disse que no pr�ximo ano, �quando a pol�tica reinar�, a� vai se dedicar ao corpo-a-corpo nos munic�pios e � organiza��o do partido, incluindo forma��o das chapas proporcionais.
Embora Iris tenha evitado avan�ar na sua poss�vel candidatura, o clima entre seus aliados em Ipameri era de que este � um caminho sem volta.
Em resposta a tucanos, Sefaz divulga parecer que atesta descumprimento de regras fiscais em 2001, 2002 e 2004
A Secretaria do Tesouro Nacional (STN) confirmou que Goi�s n�o cumpriu metas fiscais em 2001, 2002 e 2004, fato que gerou penalidade no valor de R$ 35,7 milh�es. O balan�o do desempenho do Estado relativo ao Programa de Reestrutura��o e Ajuste Fiscal entre 1998 e 2008 foi solicitado pela Secretaria da Fazenda � STN e divulgado ontem, em resposta �s declara��es do deputado federal Carlos Alberto Lereia (PSDB).
No in�cio de junho, o tucano fez cr�ticas ao governo e, na tentativa de defender a gest�o do ex-governador Marconi Perillo (PSDB), hoje senador, divulgou documento da STN que destaca que o resultado prim�rio (c�lculo da receita da administra��o direta menos as despesas) do Estado cresceu de R$ 29 milh�es para R$ 751 milh�es entre 1999 e 2006 e que a rela��o d�vida/receita passou de 3,13 em 2000 para 1,82 em 2006. Os dados foram lidos na Assembleia Legislativa pelo deputado Daniel Goulart (PSDB).
Na ocasi�o, a Sefaz afirmou que o documento apresentado pelo tucano era parcial e omitia informa��es sobre o n�o-cumprimento de metas e consequentes puni��es ao Estado. A Sefaz, ent�o, enviou of�cio � STN com pedido de detalhes sobre o alcance das metas desde 1998. Os dois documentos � divulgado ontem e aquele destacado por tucanos � � assinado pelo secret�rio do Tesouro Nacional, Arno Augustin Filho.
No documento mostrado pelo PSDB, Arno diz que �os n�meros demonstram claramente que foram bem sucedidos os esfor�os do governo de Goi�s na op��o pelo ajuste fiscal�. No of�cio enviado esta semana � Sefaz, o secret�rio do Tesouro diz que �apesar das avalia��es das metas demonstrarem desempenho satisfat�rio da rela��o d�vida/receita ao longo do per�odo, esclarecemos que houve descumprimento de metas dos exerc�cios de 2001, 2002 e 2004�.
Em anexo � resposta para a Sefaz, a STN adicionou resumo de todos os of�cios enviados ao governo de Goi�s desde 1999. Neles, est�o especificadas as metas cumpridas e n�o-cumpridas neste per�odo.
A Sefaz pediu informa��es ainda sobre a n�o-contabiliza��o de d�vida do Estado com a Celg e as consequ�ncias provocadas nas contas p�blicas do Estado. �A STN comunicou a necessidade de regulariza��o da referida assun��o (de d�bitos entre o Estado e a Celg) como pr�-requisito para a verifica��o de limites e condi��es de qualquer outra opera��o de cr�dito�, respondeu o secret�rio do Tesouro.
O governo goiano levou quase um ano para regularizar a quest�o e incluir a d�vida no balan�o das obriga��es com a Celg. A n�o-contabiliza��o impedia a negocia��o de empr�stimo de R$ 1,3 bilh�o para que a companhia pague d�vidas com o sistema energ�tico. O acerto est� em andamento com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econ�mico e Social (BNDES) e com o Banco do Brasil (BB).
Arno Augustin ressaltou o esfor�o do governo em resolver o problema. �Destaca-se, por oportuno, que esta Secretaria reconhece o esfor�o empreendido pelo atual governo nos �ltimos 15 meses com vistas a solucionar o problema�, diz o of�cio.
Apelidado de �transatl�ntico da alegria�, a Comiss�o de Constitui��o e Justi�a (CCJ) da C�mara aprovou ontem a admissibilidade da emenda constitucional que cria 7 mil novas vagas de vereadores no Pa�s j� a partir de 2008. A proposta, que passou pelo Senado, segue agora para an�lise de uma comiss�o especial. Se aprovada por essa comiss�o, passar� por duas vota��es do plen�rio da C�mara. Nesta fase final, ter� de receber o voto favor�vel de 308 deputados, no m�nimo.
Para o deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), trata-se de um projeto flagrantemente inconstitucional, visto que no m�nimo levar� a uma recontagem de votos da elei��o passada. �Isso � um transatl�ntico da alegria�, atacou Biscaia. Ele, o vice-l�der do DEM, Jos� Carlos Aleluia (BA), e o deputado Jos� Genoino (PT-SP), tentaram tirar do texto, na CCJ, a parte relativa � retroatividade.
Os outros parlamentares, no entanto, entenderam que as mudan�as s� devem ser feitas na comiss�o especial, que trata do m�rito das propostas, e n�o na Comiss�o de Justi�a, que apenas opina pela admissibilidade ou n�o. Genoino lembrou que a retroatividade gera inseguran�a jur�dica e, se passar, ser� motivo de a��es no Supremo Tribunal Federal (STF).
�Est�-se alterando aqui o resultado de uma elei��o homologada pela Justi�a Eleitoral. (Isso) ofende todos os princ�pios que devem nortear nossa Constitui��o�, apelou ainda Biscaia. Mas os outros deputados mantiveram-se firmes no prop�sito de deixar essa quest�o ser resolvida em outra inst�ncia.
No fim do ano passado, o Senado aprovou um texto �nico para o aumento dos vereadores, sem exig�ncia de que as C�maras Municipais reduzissem gastos. O ent�o presidente da C�mara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), recusou-se a promulgar a emenda, alegando que o texto votado no Senado era diferente do aprovado na C�mara. O Senado chegou a recorrer ao STF. Chinaglia n�o cedeu. A emenda foi ent�o desmembrada entre a parte referente ao n�mero de vereadores e a quest�o das despesas. (AE)
Decis�o do Tribunal de Justi�a em prol de itumbiara suspende pagamento de R$ 31 milh�es do imposto a demais administra��es
Decis�o da Justi�a pode deixar os munic�pios goianos sem R$ 31 milh�es referentes ao repasse desta semana da arrecada��o do Imposto sobre Circula��o de Mercadorias e Presta��o de Servi�os (ICMS), que seria depositado hoje.
O presidente da 1� C�mara C�vel do Tribunal de Justi�a, desembargador Jo�o Ubaldo Ferreira, deferiu pedido de liminar em favor da prefeitura de Itumbiara para bloquear o repasse do Co�ndice � conselho que define a divis�o da arrecada��o do ICMS entre as prefeituras � para pagar ao munic�pio R$ 44,8 milh�es referentes a revis�o de �ndices.
Os R$ 31 milh�es j� foram transferidos da conta banc�ria do Co�ndice para uma conta judicial. A Associa��o Goiana dos Munic�pios (AGM) entrou ontem no Tribunal de Justi�a com pedido de suspens�o da liminar. O montante, segundo o presidente da AGM, Abelardo Vaz (PP), representa quase metade do total da arrecada��o do ICMS a que os munic�pios t�m direito em julho.
�Essa medida vai inviabilizar o pagamento do funcionalismo e paralisar servi�os b�sicos como o transporte escolar em diversos munic�pios�, afirma Abelardo. O presidente da AGM, juntamente com o prefeito de Senador Canedo, Vanderan Vieira (PR), e do deputado Misael Oliveira (PDT), representante do Co�ndice na Assembleia Legislativa, pediram ontem ao presidente do TJ, desembargador Paulo Telles, urg�ncia na aprecia��o da suspens�o da liminar.
O temor � de que o dinheiro seja depositado na conta da prefeitura de Itumbiara � que j� havia recebido cerca de R$ 30 milh�es referentes � mesma a��o � antes de uma nova decis�o judicial. �Se o valor for transferido vai demorar muito para recuperarmos�, diz Vanderlan. Caso a decis�o n�o seja revista, o repasse da pr�xima semana do ICMS tamb�m seria bloqueado para saldar o restante da d�vida.
Os representantes da AGM e do Co�ndice reclamam que n�o foram notificados na sexta-feira, quando foi deferida a liminar. �Estranho como a a��o correu r�pido. Fomos avisados s� no in�cio da tarde de hoje (ontem) e at� 17h30 n�o t�nhamos a decis�o em m�os para pedirmos a suspens�o. Dificultaram nosso acesso ao processo�, diz Abelardo.
Outro problema apontado por Misael � o fato do governo estadual at� hoje n�o ter nomeado os membros do Co�ndice, o que deveria ocorrer no in�cio do ano. �A Justi�a teria de notificar o presidente do Co�ndice, mas essa figura hoje nem existe oficialmente�, afirma Misael.
A Sefaz informou � AGM que a indica��o dos membros est� parada h� dois meses no Gabinete Civil da Governadoria. �Se n�o fosse este fato, ter�amos recebido a notifica��o a tempo de impedir o bloqueio do valor�, diz o pedetista. A AGM tentou falar ontem com o prefeito de Itumbiara, Jos� Gomes (PP), para tentar negociar o parcelamento da d�vida, mas ele n�o atendeu.
"Esperamos que Senador Canedo tenha candidato a deputado estadual", diz Sandro Mabel
No �ltimo dia 4 no encontro regional do PR em Senador Canedo, o deputado federal SandroMabel (PR) concedeu uma entrevista exclusiva onde destacou os seguintes assuntos:
* Crescimento do PR no estado
* Candidatura ao governo do vice-governador Ademir Menezes
* Candidatura ao senado
* Apoio do PR a Marconi, Iris ou Meirelles
* Lan�amento de uma candidato a deputado estadual por Senador Canedo
Jornalista diz que patrim�nio de Meirelles beira 1 bilh�o de reais
O jor�na�lis�ta Hu�go Stu�dart, ex-di�re�tor da su�cur�sal bra�si�li�en�se da re�vis�ta �Is�toɔ, es�cre�veu: �Hen�ri�que Mei�rel�les apo�sen�tou-se do BankBos�ton com ren�di�men�tos de US$ 1,5 mi�lh�o ao ano. O que ga�nha com apli�ca���es no mer�ca�do fi�nan�cei�ro, � um se�gre�do que guar�da a se�te cha�ves. Mas es�ti�ma-se que, at� dei�xar o ban�co, em fins de ju�lho, ti�ves�se ren�di�men�tos, em b��nus e co�mis�s�es, no pa�ta�mar de US$ 15 mi�lh�es anua�is. Ele ga�nhou ain�da US$ 110 mi�lh�es em a��es do Fle�et�Bos�ton. Um ami�go pr�xi�mo cal�cu�la que seu pa�tri�m��nio acu�mu�la�do che�gue per�to de US$ 300 mi�lh�es � e que es�t� pres�tes a rom�per a bar�rei�ra do seu pri�mei�ro R$ 1 bi�lh�o�.
Suzuki vai para a Itumbiara do prefeito Jos� Gomes
O governo de Alcides Rodrigues vai liberar mais de R$ 200 milh�es para o grupo Suzuki, um cons�rcio brasileiro-japon�s. A montadora deve ser instalada em Itumbiara.
Inicialmente, porque tem neg�cios em Catal�o, com a Mitsubishi, o grupo Suzuki n�o havia se interessado por outro munic�pio. Mas gostou de Itumbiara por causa de alguns motivos estrat�gicos e a boa receptividade do prefeito Z� Gomes da Rocha (PP).
O grupo Suzuki avaliou positivamente o fato de a BR-153 ser duplicada na regi�o, a facilidade de comunica��o com Minas Gerais e S�o Paulo, maiores centros consumidores do Pa�s, e o prefeito ofereceu uma �rea grande e de qualidade. Finalmente, a Ferrovia Norte-Sul ter� um ramal at� Itumbiara.
A Mitsubishi tamb�m receber� incentivo para sua nova expans�o.
O futuro do presidente do Senado, Jos� Sarney permanece indefinido, apesar do sorriso aberto, pr�prio de pessoas que se sentem amparadas, que ele exibiu na sa�da do encontro com o presidente Luiz In�cio Lula da Silva, sexta-feira. Com o apoio do PT, Sarney tem a maioria de que precisa para continuar no comando, mas os partid�rios de sua sa�da acreditam que a for�a que adquiriu na conversa com Lula poder� n�o resistir ao surgimento de novas den�ncias.
E pelo jeito Sarney n�o ter� sossego. Na mesma sexta, ele enfrentou mais uma den�ncia, a revela��o de que possui uma casa de R$ 4 milh�es em Bras�lia que n�o declarou � Justi�a Eleitoral. No fim de semana, a Folha de S. Paulo e a revista �poca publicaram mais revela��es sobre o ex-todo poderoso Agaciel Maia. O inferno de Sarney come�ou em 1� de mar�o, quando se tornou p�blica a exist�ncia da casa de Agaciel em Bras�lia, n�o declarada ao Imposto de Renda, avaliada em R$ 5 milh�es. Desde ent�o, as den�ncias foram se sucedendo e nada garante que a chegada do recesso de julho devolver� a tranquilidade � vida de Sarney.
A possibilidade de sua ren�ncia ou de sua licen�a, colocou o senador Marconi Perillo (PSDB) no olho do furac�o. Vice-presidente do Senado, ele � o primeiro na linha de sucess�o e pode ter de assumir caso o cai-n�o-cai de Sarney volte a pender novamente para fora da cadeira de presidente.
N�o � segredo que o presidente Lula n�o morre de amores por Marconi. O estremecimento entre eles aconteceu em junho de 2005, quando Marconi declarou � imprensa que tinha alertado Lula um ano antes sobre a exist�ncia do suposto mensal�o.
Em dezembro de 2007, durante a vota��o no Senado da prorroga��o da CPMF, o governador do Distrito Federal, Jos� Roberto Arruda (DEM), levou Marconi para uma conversa com Lula. Era o primeiro encontro reservado entre eles depois do constrangimento do mensal�o. Lula saiu do encontro convencido de que Marconi seria seu interlocutor entre os tucanos. Mas o que se viu em seguida foi seu discurso contundente no plen�rio contra a CPMF.
Os efeitos da contrariedade de Lula com Marconi podem ser percebidos na articula��o que o PT ajudou a construir para promover o afastamento do PP do governador Alcides Rodrigues com o PSDB de Marconi. Obviamente n�o foi isso que levou Alcides a se afastar de Marconi, mas a ajuda do governo federal e de seu PT foi fundamental para o governador criar seu pr�prio grupo pol�tico, afastando-se dos tucanos.
Na semana passada, Marconi sentiu novamente a m�o de Lula. �� importante para o DEM e o PSDB, que querem que ele (Sarney) se afaste para o Marconi Perillo assumir, o que n�o � vantagem para ningu�m. A �nica vantagem � para o Marconi Perillo e para o PSDB que querem ganhar o Senado no tapet�o�, reagiu Lula � poss�vel ren�ncia ou licen�a de Sarney. O presidente n�o quer correr o risco de ter no comando do Senado, mesmo que por poucos dias, um senador em quem n�o confia. Ainda guarda na mem�ria a recente cria��o da CPI da Petrobras, que s� saiu do papel no dia em que Marconi presidia a sess�o em substitui��o ao presidente Sarney.
O governo federal � um forte obst�culo � ascens�o de Marconi � presid�ncia do Senado, mas n�o o �nico. Ele tamb�m come�ou a sentir a for�a da m�dia, que n�o dar� moleza para um prov�vel novo presidente da Casa, assim como n�o deu a outros presidentes com muito mais for�a pol�tica do que Marconi, caso do pr�prio Sarney.
Nos dias em que a poss�vel ren�ncia de Sarney parecia que ia se confirmar, Marconi viu seu nome em v�rias reportagens levantando suspeitas em seus governos em Goi�s. O site Conversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim, relembrou tr�s processos existentes no STF contra Marconi e ironizou sua idoneidade moral.
Reportagem do jornal O Globo de quinta-feira tamb�m foi atr�s dos tr�s processos, oferecendo um aperitivo do que poder� virar a vida do senador goiano caso ele realmente chegue � presid�ncia do Senado, mesmo que fique apenas por cinco dias no cargo, prazo previsto no regimento interno para o vice convocar nova elei��o no caso de ren�ncia do titular.
Marconi sabe do alto risco para sua carreira, em especial neste momento em que recomp�e sua base pol�tica e trabalha junto a lideran�as para restaurar sua imagem, arranhada pelos alcidistas, mas tem dado demonstra��o de que quer correr o risco.
A visibilidade e o poder de um presidente do Senado s�o muito atraentes para qualquer pol�tico, mesmo que o �nus de ter sua vida devassada venha embutido no cargo. Marconi est� decidido a enfrentar esses obst�culos, caso a presid�ncia do Senado caia em seu colo. Acha que construiu sua carreira enfrentando desafios e que se firmou politicamente no confronto, vide a disputa eleitoral de 1998.
Uma decis�o de risco, pois ele tanto pode se fortalecer � Marconi pensa em tomar medidas dr�sticas caso chegue � presid�ncia, mexendo no vespeiro que � a estrutura administrativa da Casa � como pode se ferir seriamente, com reflexos diretos na sua candidatura a governador em 2010. Como diz o ditado popular, �o risco que corre o machado, corre o pau�.
Fim de festa em Trindade exp�e distanciamento entre PP e PSDB
Governador Alcides se recusou a cumprimentar o deputado Carlos Alberto Lereia, autor dos ataques ao governo que trouxeram � tona a tens�o entre pepistas e tucanos
O distanciamento entre PP e PSDB e o comportamento de pr�-candidatos deram o tempero pol�tico � missa de encerramento da Festa do Divino Pai Eterno, em Trindade. O evento reuniu as tr�s maiores lideran�as pol�ticas de Goi�s na manh� de ontem: governador Alcides Rodrigues (PP), prefeito de Goi�nia, Iris Rezende (PMDB), e senador Marconi Perillo (PSDB).
�ltimo a chegar, Alcides se recusou a cumprimentar o deputado federal Carlos Alberto Lereia (PSDB), respons�vel por ataques ao governo que expuseram a tens�o entre pepistas e tucanos. O governador cumprimentou formalmente o senador e o prefeito, al�m das demais lideran�as presentes no evento.
Em entrevistas, Alcides e Marconi demonstraram a falta de entusiasmo com a possibilidade de uni�o entre os dois partidos. �Desejamos paz a todos, independentemente de cor partid�ria. N�o discrinamos ningu�m. Que estejamos em paz, trabalhemos muito e apresentemos resultados ao Estado�, disse o governador, questionado se desejava a paz na base aliada.
Marconi disse ver sentimento de uni�o na base, mas admitiu as dificuldades de reconcilia��o. �Olha, � sempre poss�vel que as coisas aconte�am. Eu ando muito pelo interior, em Goi�nia, e percebo desejo muito forte por parte da base que haja a unidade das for�as que caminharam juntas desde 1999�, disse, para completar: �Agora, cada elei��o � uma elei��o. Em todas tivemos retratos diferentes, com forma��es diferentes. Isso depende muito do momento. Est� cedo ainda, muitas articula��es v�o ocorrer. Neste quebra-cabe�a, neste xadrez que � a pol�tica, tudo pode acontecer�.
Marconi foi o primeiro a chegar ao local da missa. Desceu do carro em ponto distante e seguiu para o altar montado em frente � Bas�lica, cumprimentando as pessoas e colocando-se �sempre � disposi��o� no Senado. Iris chegou em seguida e tamb�m cumprimentou fi�is no caminho.
Na sa�da, ambos seguiram o mesmo ritual. Marconi ficou mais tempo e andou por ruas da cidade onde estavam armadas barracas para a festa. A assessoria do senador abria espa�o para cumprimentos e fotos com o tucano. Iris deixou a cidade sem conceder entrevista.
O evento contou com a presen�a de lideran�as pol�ticas de todos os maiores partidos do Estado � al�m de PSDB, PP e PMDB, havia representantes do DEM, PT e PR. eventos
Marconi disse que os eventos no interior e em Goi�nia, intensificados no �ltimo m�s, s�o comuns em sua carreira pol�tica. �Eu sempre trabalhei assim. Desde que fui presidente da juventude, sempre gostei de visitar as pessoas. Depois que me elegi deputado, sempre voltei �s bases, �s comunidades, para discutir, ouvir. Sempre gostei de ouvir opini�es, dialogar com as pessoas. Tenho feito isso agora. O Congresso � muito importante para a vida das pessoas�, afirmou.
O senador disse receber convites de lideran�as municipais e de bairros da capital, negando que haja press�o para a realiza��o de eventos. �S�o muitos convites. Tenho ido a comemora��es, inaugura��es, anivers�rios de cidades, eventos, palestras e debates. Estou ouvindo a comunidade sobre o trabalho na cidade. Isso tem sido muito interessante�, disse.
Marconi tem feito reuni�es semanais em bairros da capital, mas diz que os encontros tamb�m t�m a inten��o de colher reivindica��es da popula��o ao Senado.
Espera O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, n�o chegou a confirmar participa��o na missa, mas, por estar em Goi�s desde s�bado, foi esperado no evento. Aliados n�o souberam dizer que compromissos ele teve pela manh�. O governador afirmou que, se Meirelles estivesse dispon�vel, eles certamente teriam conversa ontem. Por�m, governistas n�o confirmaram o encontro. Alcides vai participar de evento da Federa��o da Agricultura e Pecu�ria (Faeg), �s 10 horas, quando Meirelles dar� palestra.
Mais de 2,3 milh�es de pessoas passaram por Trindade nos dez dias da Romaria do Divino Pai Eterno. A informa��o � do Corpo de Bombeiros e Pol�cia Militar. Ontem, duas grandes celebra��es marcaram o �ltimo dia da romaria, que � a terceira maior festa religiosa do Pa�s. A missa solene pela manh� e a prociss�o luminosa com encerramento, ao cair da noite, que foram acompanhadas por mais de 500 mil devotos.
Faltava uma hora para come�ar a celebra��o da manh�, quando fi�is j� se aglomeravam na Pra�a do Santu�rio com a inten��o de conseguir um lugar melhor. �Quero ficar bem perto do altar para agradecer o Pai Eterno pelos milagres derramados em minha vida, e dar um abra�o no padre Robson�, disse a dona de casa Vera L�cia Rodrigues da Silva. H� 15 anos ela n�o perde a celebra��o.
Junto com milhares de devotos, Vera acompanhou, atentamente, as palavras do arcebispo metropolitano de Palmas (TO), dom Alberto Taveira Corr�a, que presidiu a celebra��o pela primeira vez. Concelebraram ao lado dele o arcebispo metropolitano de Goi�nia, dom Washington Cruz, o bispo da diocese de Ipameri, dom Guilherme Werlang, e o reitor do Santu�rio-Bas�lica, padre Robson Oliveira Pereira, al�m de dezenas de padres e religiosos.
A missa atraiu ainda diversas autoridades, como o governador de Goi�s, Alcides Rodrigues (PP), e a primeira-dama, Raquel Rodrigues; prefeito de Goi�nia, Iris Rezende (PMDB), e a primeira-dama e deputada federal Iris Ara�jo (PMDB); senador Marconi Perillo (PSDB) e a mulher Val�ria Perillo; senador Dem�stenes Torres (DEM); senadora L�cia V�nia (PSDB); o prefeito de Trindade, Ricardo Fortunato (PMDB); e outras autoridades, como deputados estaduais e federais e secret�rios de governo.
Nas duas horas e 20 minutos de missa, foi refletido o tema central da romaria: �Fica conosco senhor.� Dom Alberto frisou que a Romaria do Pai Eterno � semelhante � passagem b�blica, em que Jesus caminha com os disc�pulos de Ema�s. �Durante a caminhada da vida, o Divino Pai Eterno est� presente na vida de todos. Deus � peregrino e aquece o cora��o de seus filhos.� Ele pediu que os romeiros assumam, n�o s� na festa de Trindade, mas nas comunidades onde vivem, o compromisso de serem crist�os atuantes. �Hoje, somos enviados como peregrinos, romeiros do Divino Pai Eterno para fazer o bem em nossas casas e par�quias.�
A cada ano, a popularidade de padre Robson, reitor do Santu�rio-Bas�lica, est� mais forte. Bastou anunciar seu nome para que a multid�o come�asse a aplaudi-lo. O padre, no final da celebra��o, comemorou a marca de 2,3 milh�es de romeiros. �A vinda dos romeiros a Trindade � resultado de um trabalho de evangeliza��o�, afirma o reitor. No ano passado, foram 2,4 milh�es, no entanto, um dos motivos da maior participa��o foi a vinda do padre Marcelo Rossi.
Padre Robson agradece autoridades e imprensa
Padre Robson agradeceu as autoridades, como, por exemplo, o governo do Estado, que intensificou a seguran�a dos romeiros por meio da Secretaria de Seguran�a P�blica, pelos trabalhos da Celg e Saneago, entre outros servi�os. Da mesma forma, lembrou do empenho dos governos de Trindade e de Goi�nia. Agradeceu ainda todos os ve�culos de comunica��o, que divulgaram informa��es referentes � festa.
Tamb�m lembrou do empenho das 1,5 mil pessoas volunt�rias envolvidas na organiza��o da festa, as quais cuidaram da ornamenta��o, seguran�a, coment�rios, limpeza e trabalho lit�rgico. �S�o tantas pessoas envolvidas que voc�s nem imaginam. Obrigado pelo trabalho de todos.� O reitor afirma que a manifesta��o de f� dos peregrinos � o que mais chama a sua aten��o. �S�o tantas provas de devo��o e amor ao Pai Eterno, que nos deixa sensibilizados.� Antes de finalizar a celebra��o, padre Robson, com voz forte, animou a multid�o com os tradicionais �vivas�. O grupo de c�nticos Semear animou a celebra��o.
Canga nos bois e carros preparados para mais um desfile na Festa do Divino Pai Eterno. S�o 284 carros de boi que revivem as tradi��es da romaria e mant�m acesa a f� e a devo��o no Divino Pai Eterno.
O 9� desfile come�ou pela manh� com as b�n��os do padre Geraldo Francisco Pinheiro e o prest�gio do prefeito de Trindade, Ricardo Fortunato, 1� dama do munic�pio, Irani Oliveira, secret�rios, vereadores e autoridades locais, al�m do prefeito de Goi�nia, �ris Rezende, 1� dama de Goi�nia e deputada federal, �ris de Ara�jo, e prefeitos de outros munic�pios de Goi�s.
Os quase 300 carros de boi vieram de diversas cidades do Estado e bateram recorde em rela��o ao n�mero de comitivas do ano passado. Algumas comitivas viajaram mais de cinco dias para chegarem a Trindade. Para o prefeito a participa��o de tantos carros de boi engrandece a Festa do Divino Pai Eterno. �O desfile de carros de boi relembra a �poca dos nossos pais, dos nossos av�s e revive as nossas ra�zes. A f� no Divino Pai Eterno � que d� for�a aos carreiros para que eles sigam viagem e cheguem a Trindade�, ressalta o prefeito, Ricardo Fortunato.
Os carros sa�ram da pra�a da cadeia, passaram pela Igreja Matriz e seguiram at� o carreir�dromo, onde receberam os cumprimentos das autoridades e, das m�os do prefeito, Ricardo Fortunato, uma lembran�a feita pela prefeitura: a imagem da Sant�ssima Trindade.
Segundo o Corpo de Bombeiros, cerca de 150 mil pessoas passaram pelo carreir�dromo durante o dia. O desfile de comitivas a cavalo encerrou o evento.
Em audi�ncia p�blica no munic�pio de Itumbiara, na tarde de ontem, o presidente da Valec, Francisco das Neves, o Juquinha, afirmou que o munic�pio ganhar� um ramal da Ferrovia Norte-Sul. O governador Alcides Rodrigues (PP) participou da audi�ncia e destacou a import�ncia da inclus�o de Itumbiara no tra�ado da ferrovia.
�Existe uma grande vontade pol�tica para fazer com que a ferrovia chegue a v�rios pontos de Goi�s, e Itumbiara n�o poderia estar de fora�, afirmou o governador. O in�cio das obras no munic�pio est� previsto para 2010. A audi�ncia p�blica em Itumbiara serviu tamb�m para as autoridades presentes � deputados estaduais, federais e senadores � distribu�rem afagos ao governo do Estado. Isso porque a senadora L�cia V�nia (PSDB) citou em seu discurso que Goi�s foi elevado ao n�vel A de investimento pela Caixa Econ�mica Federal.
�Me pediram para dar os parab�ns ao governador de Goi�s. Depois de tantos anos, o Estado passa a poder negociar livremente com a Caixa�, disse L�cia. �Isso acontece porque o governador fez o dever de casa�, afirmou o senador Dem�stenes Torres (DEM).
O Partido da Rep�blica (PR) realiza nesse s�bado, 04, o terceiro encontro da legenda esse ano. Dessa vez a cidade que vai sediar a reuni�o � Senador Canedo, a 16 quil�metros da capital, localizada na regi�o Metropolitana de Goi�nia. O anfitri�o do encontro e o prefeito da cidade Vanderlan Cardoso.
A C�mara Municipal de S�o Miguel do Araguaia cassou na ter�a-feira � noite o mandato do vereador e ex-presidente da casa Adilson Pires da Silva (PSDB). O parlamentar vinha sendo investigado desde fevereiro de 2009 por uma comiss�o legislativa que apurou diversos crimes cometidos pelo vereador durante o per�odo em que foi presidente da c�mara.
Adilson, que n�o foi encontrado para comentar a decis�o, � de cometer 12 crimes, entre eles, improbidade administrativa, pagamento de contas pessoais com dinheiro p�blico, m� gest�o de obras p�blicas e compra de votos. � acusado de construir um anexo na C�mara sem licita��o.
De partidos em posi��es antag�nicas no cen�rio federal, o deputado federal Rubens Otoni (PT) e o prefeito de Rio Verde, Juraci Martins (DEM), deram sinal de conviv�ncia pol�tica suprapartid�ria. O palco desse ato que �marca uma nova fase na pol�tica goiana�, qualificado pelas duas lideran�as, foi o semin�rio �Goi�s de todos n�s�, realizado na tarde de ontem, no audit�rio Pequi do Gelps Hotel, em Rio Verde.
Rubens Otoni elogiou a presen�a de Juraci Martins no evento, promovido pelo mandato popular do deputado federal. �Quero agradecer de maneira especial sua presen�a, prefeito, porque ela � um gesto importante no esfor�o que estamos fazendo de mostrar que podemos fazer pol�tica p�blica e servir a comunidade acima das nossas diferen�as.�
Em seu discurso, Juraci tamb�m ressaltou a import�ncia de se fazer pol�tica de forma apartid�ria. �N�o somos homens submissos a partidos, mas a ideias. Quem dirige nossos rumos s�o aqueles que nos elegeram; � com eles que temos compromisso.�
O prefeito elogiou a iniciativa de Otoni de discutir Goi�s de forma regionalizada e disse estar disposto a fazer um trabalho em parceria. Ele fez refer�ncia ao presidente do PT de Rio Verde, Karlos Cabral, com quem disputou as �ltimas elei��es para prefeitura. �Vamos trabalhar juntos, pois, apesar de termos sido advers�rios no processo eleitoral, temos o mesmo prop�sito, que � com a renova��o da pol�tica de Rio Verde e com o desenvolvimento de nosso munic�pio�, concluiu.
"Isso n�o d�, se ele sair, ele n�o volta", afirmou Lula
No momento mais tenso do jantar de quinta-feira � noite com a bancada do PT do Senado, quando o presidente Lula, a ministra Dilma Rousseff e o chefe de gabinete do presidente, Gilberto Carvalho, tentaram enquadrar totalmente a bancada do PT, o l�der Aloizio Mercadante p�s seu cargo na mesa, segundo relato de outros senadores.
Mercadante insistiu em defender a licen�a tempor�ria do presidente do Senado, Jos� Sarney (PMDB-AP), como uma proposta da maioria da bancada, e Lula reagiu:
- Isso n�o d�, se ele sair, ele n�o volta - disse o presidente, citando outros casos semelhantes e apelando para a crise de governabilidade que a sa�da de Sarney poder� gerar, com reflexos n�o s� na pol�tica como na economia.
Segundo relato de senadores, Mercadante respondeu:
- N�o podemos perder o foco da crise do Senado e temos que ter responsabilidade com a governabilidade, mas precisamos respeitar a posi��o da bancada, n�o d� para enquadrar.
Diante do impasse, Lula e senadores concordaram que voltam a tratar do assunto na pr�xima semana. Mas a estrat�gia que parece mais clara a partir de agora � tentar "empurrar com a barriga" os problemas, para todos ganharem tempo, na esperan�a de que o clima pol�tico fique mais ameno.
Foi erro t�cnico, justificou o senador Jos� Sarney (PMDB-AP).
Aux�lio moradia mensal de R$ 3.800,00 que ele diz jamais ter pedido at� por que tem casa pr�pria em Bras�lia al�m da casa de presidente do Senado?
Erro t�cnico, naturalmente.
Casa comprada mediante contrato de gaveta, n�o declarada � Justi�a Eleitoral durante duas elei��es, e que s� outro dia passou para o nome dele?
Ora, um t�pico erro t�cnico, segundo Sarney.
O erro t�cnico est� para Sarney assim como "recursos n�o contabilizados" (leia-se: Caixa 2) est� para Del�bio Soares, ex-tesoureiro do PT na �poca do mensal�o. E o "eu n�o sabia" est� para Lula.
A partir de hoje postarei no blog os meus coment�rios feitos diariamente durante a semana no Programa Via Livre - 106,1 FM, das 8 as 9:30 da manh�. Voc� tamb�m pode ouvir todos coment�rios na se��oaudio- video deste blog ou aqui
A uma semana da 35� c�pula do G8 (os sete pa�ses mais ricos do mundo e a R�ssia), os EUA e a Alemanha cravaram os �ltimos pregos no caix�o do grupo, cuja morte o chanceler brasileiro Celso Amorim j� decretara h� 15 dias.
A chanceler (premi�) Angela Merkel foi simples e direta, em depoimento ontem ao Parlamento alem�o: insinuou que o G8 se tornara "obsoleto" e definiu o G20, formado pelas maiores economias do planeta, como o "formato ideal" para cuidar do futuro do mundo.
A c�pula do G8 na It�lia seria apenas uma "sess�o preparat�ria" para o encontro do G20 nos EUA, em setembro, a terceira c�pula do conglomerado.
Os americanos foram algo mais sutis: Michael Froman, conselheiro para Assuntos Econ�micos Internacionais da Casa Branca, caracterizou o encontro na It�lia como uma esp�cie de "talk show".
"Ser� mais um troca de pontos de vista entre as duas c�pulas do G20 [a de abril em Londres e a de Pittsburgh em setembro] do que uma oportunidade para produzir delibera��es espec�ficas", afirmou, no "briefing" (sess�o informativa) a respeito da participa��o do presidente Barack Obama.
A morte do G8 e a promo��o do G20 coincidem plenamente com os desejos da diplomacia brasileira. Com isso, o Brasil passa a sentar-se no banco da frente da condu��o informal dos neg�cios planet�rios.
Enquanto crescem as especula��es sobre o suposto recuo do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, da candidatura ao governo de Goi�s, a bancada do PMDB na Assembleia Legislativa refor�a o apoio � gest�o de Alcides Rodrigues (PP). Na ter�a-feira e ontem, os peemedebistas ajudaram a derrubar requerimentos do deputado Daniel Goulart (PSDB) que solicitavam informa��es sobre a presta��o de contas do governo. Na sess�o de ontem, os votos do PMDB foram fundamentais para evitar a convoca��o do secret�rio da Fazenda, Jorcelino Braga, a dar explica��es sobre as 12 ressalvas do Tribunal de Contas do Estado (TCE) no balancete de 2008. Havia 21 deputados em plen�rio: 4 votaram a favor do requerimento de Daniel e 15, contra � 5 deles do PMDB. Mais: a deputada Adriete Elias, mulher do presidente estadual peemedebista, Adib Elias, foi � tribuna agradecer as obras do governo Alcides em Catal�o. �nica voz dissonante no PMDB, Thiago Peixoto n�o estava na sess�o.
Partidos antecipam debate sobre sucess�o de Sarney
Ao pendurar nas manchetes a amea�a de �ren�ncia�, Jos� Sarney precipitou o debate sobre a ocupa��o de uma cadeira que, em tese, ainda � sua.Sarney se antoimp�s um futuro sem meio-termo. Ou fica no cargo ou renuncia de vez. N�o cogita pedir licen�a.Disseminou-se no Senado a impress�o de que a presid�ncia de Sarney, sitiada por den�ncias de favorecimento a familiares e amigos, foi � UTI.
O eventual apoio do PT pode funcionar como um bal�o de oxig�nio. Mas n�o vai tirar da maca a rec�m-inaugurada gest�o Sarney. �Hoje, o Senado � uma Casa sem governo. Sarney n�o preside mais o Senado�, diz S�rgio Guerra, presidente do PSDB. Jos� Agripino Maia, l�der do DEM, avalia que, sem um pedido de licen�a, o drama de Sarney tende a se tornar mais agudo.
�H� duas crises no Senado�, disse Agripino ao blog. �Uma � administrativa. Outra � pol�tica...�."...A crise administrativa est� sendo tratada a cada den�ncia, com rem�dios t�picos e eficazes...� . �...A crise pol�tica envolve as den�ncias contra o presidente Sarney. Essa resulta em discuss�o pol�tica, em alian�as e em desentendimentos...�
�...A supera��o envolve uma investiga��o que possa ser acreditada pela sociedade. Algo que s� seria obtido se Sarney se licenciasse�.Nesta quarta (1), Agripino conversou com Arthur Virg�lio, l�der do PSDB. Em fevereiro, divergiram. Os �demos� foram de Sarney. O tucanato foi Ti�o Viana (PT-AC).Agora, est�o decididos reunificar a parceria. Enquanto aguardam pelo desfecho do mart�rio de Sarney, analisam nomes.
Agripino tra�a o perfil do candidato ideal: �Para ganhar, temos que ter nome com uma imagem muito pr�xima da de Jesus Cristo...�.�...Uma esp�cie de Nossa Senhora do Senado�. Pedro Simon? �Pode ser�, diz Agripino. Numa troca de id�ias com S�rgio Guerra, Arthur Virg�lio levou � mesa uma alternativa an�dina: Neuto de Conto (PMDB-SC).
Para Aloizio Mercadante (SP), a oposi��o vai �com muita sede ao pote�. Na noite passada, o l�der petista trabalhava com a id�ia de perman�ncia de Sarney.Mais: agia para assegurar o apoio do PT ao morubixaba do PMDB. �N�o excluo a hip�tese de ren�ncia, mas n�o creio que seja o cen�rio mais prov�vel�.
Em privado, o ex-candidato Ti�o Viana (PT-AC) diz que, reabrindo-se a sucess�o no Senado, n�o cogita voltar � disputa. �Nem que a cadeira fosse pintada de ouro�. Quanto tenta manter Sarney acomodado na poltrona, Renan e seu grupo tamb�m esbo�am um �Plano B�.S�o quatro, por ora, os nomes cogitados: Romero Juc�, Garibaldi Alves e os ministros H�lio Costa (Comunica��es) e Edison Lob�o (Minas e Energia).
Candidato ao governo de Minas, H�lio Costa talvez n�o se interesse. Repons�vel pela nomea��o do ex-diretor Jo�o Carlos Zoghbi, um dos dentes da engrenagem podre do Senado, Lob�o iria � disputa como um seis que se disp�e a substituir o meia d�zia.Restam Garibaldi e Juc�. O primeiro foi presidente-tamp�o nas pegadas do desastre Renan Calheiros. N�o fez feio.
O segundo, l�der de Lula no Senado, responde a tr�s inqu�ritos no STF. Num deles, � acusado de crime de responsabilidade por desvio de verbas p�blicas. Em 2005, j� na gest�o Lula, Juc� foi arrancado da cadeira de minist�rio da Previd�ncia por uma enxurrada de den�ncias de corrup��o.A acusa��o mais pesada acomodava-o no centro de um empr�stimo no Banco da Amaz�nia que teria fazendas fantasmas como garantia.
N�o parece o personagem mais indicado para conduzir um Senado que, no gog�, almeja uma limpeza �tica.A ficha de Juc� n�o difere muito da de outros pol�ticos que comp�em o miolo do grupo de Sarney. Na noite passada, depois de passar o dia toureando o PT com amea�as de ren�ncia, Sarney reuniu-se com o seu pessoal.
Foram � casa dele, entre outros, Renan, J�der Barbalho, Gim Argello e Wellington Salgado.Renan foi acusado, em 2007, de pagar a pens�o do filho que teve com uma ex-mante com verbas de um lobista de empreiteira. Para provar-se inocente, levou � mesa pap�is que o tornaram suspeito de lavar dinheiro com a venda de gado.
De resto, viu-se enredado em den�ncias de uso de laranjas na compra de r�dios e de um jornal. Para salvar o mandato, renunciou � presid�ncia do Senado.J�der responde a quatro a��es e dois inqu�ritos no STF. Em 2001, sob FHC, foi acusado de tomar parte de desvios na Sudam que al�aram a casa dos R$ 3 bilh�es.
Acusaram-no tamb�m de desviar verbas do Banco do Par� e de receber propina � �poca em que era ministro da Reforma Agr�ria de Sarney.Para se livrar da cassa��o, J�der teve de abdicar da presid�ncia do Senado e do mandato. Voltou como deputado.
Argello tem contra si 38 processos por crimes eleitorais. � investigado por corrup��o, lavagem de dinheiro, sonega��o e apropria��o ind�bita. Salgado foi denunciado ao STF pelo Minist�rio P�blico por supostas fraudes tribut�rias de empresas de sua fam�lia.
Conselho de �tica, em transe, absolve Edmar Moreira
pol�tica j� n�o espanta. Os rep�rteres acompanham a coisa com olhos de enfado. Habituaram-se ao inaceit�vel.
A �ltima reuni�o do Conselho de (a)�tica da C�mara exige a presen�a de um roteirista de cinema, um Glauber Rocha redivivo.
Plano geral na sala do conselho. Voz de locutor: �Corrup��o � bom? Os esc�ndalos s�o bons? V�m para o bem? � saud�vel que aconte�am?�
Olhos r�tilos. Bocas. Dentes de deputados rindo. Sob holofotes, uma barriga ceveda a verbas da Sudene sussurra: �Seremos crucificados pela imprensa�.
Um est�mago nutrido a cotas de gabinete replica: �Bobagem. A corrup��o anda t�o generalizada que ofensivo agora � ser chamado de incorrupt�vel�.
O barriga de Sudene: �Mas a elei��o � no ano que vem�. E o est�mago de cotas: �T� me lixando. Com o dinheiro da corrup��o eu compro um car�ter sem ja�a�.
Voz de locutor: �Os esc�ndalos s�o bons porque funcioanam como um desmascaramento. Se v�m � tona � sinal de que os criminosos foram pilhados�.
Corta para o castelo de R$ 25 milh�es, nos fund�es de uma Minas Gerais feudal. M�sica de Vila Lobos. Fecha numa barata � borda da piscina.
C�mera de volta para o conselho. Zoom na cara de Edmar Moreira. Semblante cool, clean, despreocupado. Ao fundo, os rostos de rep�rteres cansados.
Ouve-se a voz inquisidora do relator Nazareno Fonteles (PT-PI): �O colega violou os princ�pios constitucionais da legalidade, da impessoalidade e da moralidade".
Close nos l�bios do deputado Moreira Mendes (PPS-RO): "O mandato � meu e vou votar de acordo com minha consci�ncia...�
�...O Edmar cometeu ato atentat�rio contra o decoro parlamentar, mas n�o incompat�vel com o decoro".
Imagens de deputados votando. O presidente Jos� Carlos Ara�jo (PR-BA) anuncia o resultado. Nove votos pela absolvi��o. Quatro pela condena��o. Uma absten��o.
Edmar Moreira sorri um riso infinito. Nada fora comprovado, exceto uma coisa: n�o h� culpados no Congresso; s� inocentes e c�mplices.
Uma mosca solit�ria voa no plen�rio do Conselho de (a)�tica. Voz do locutor: �Essa li��o j� n�o havia sido aprendida? O pa�s j� n�o mudara?...�
�...N�o ficara combinado que os pol�ticos n�o delinquiriam mais. N�o ficara estabelecido que os eleitores n�o votariam em bandidos?�
Corta para uma feira. Az�fama, algaravia, muvuca. Jornais enrolam peixes. Corta para o Congresso. Cenas a�reas de um Legislativo tamb�m a�reo.
Fecha na cuia virada para cima. S�bito, uma fenda se abre no solo seco e quebradi�o de Bras�lia.
O ch�o engole o peda�o da edifica��o de Niemeyer em formato de empada. Corta para o castelo mineiro. Festa de Edmar.
O deputado inocente se esconde atr�s de uma cascata de camar�es. Forma-se � sua direita uma fila de cumprimentos: gordos deputados, colunistas sociais...
...Lobistas mel�fluos, achacadores cheirosos, burocratas prestativos. Um brinde coletivo. Nada havia sido comprovado.
Cenas finais: convidados retardat�rios cruzam a ponte levadi�a do castelo em suas mercedes e BMWs. Uma rotativa imprime o jornal do dia seguinte.
�A nova moral�, eis a manchete. O roteirista d� nome ao filme: Bras�lia em Transe. Suspira. E digita a �ltima palavra: Fim.
O senador Marconi Perillo (PSDB-GO), vice-presidente do Senado e substituto do colega Jos� Sarney (PMDB-AP) caso esse renuncie � presid�ncia, telefonou, ontem � tarde, para Renan Calheiros (AL), l�der do PMDB. Puxou conversa sobre a hist�ria que se alastrara pelo Senado de que o PMDB preparara um dossi� contra ele.
Renan negou a exist�ncia do dossi� - embora ele exista e Renan saiba disso.
O PT partiu para cima do DEM, respons�vel pela �rea administrativa do Senado nos �ltimos anos, foco de algumas das irregularidades rec�m-descobertas.
A estrat�gia foi definida em encontro da bancada petista, que tamb�m avaliou ter outro trunfo na m�o: o discurso do l�der tucano Arthur Virg�lio (AM), que admitiu na tribuna ter recorrido ao ex-diretor-geral Agaciel Maia quando o parlamentar teve problemas com o cart�o de cr�dito durante uma viagem internacional.
Os dois movimentos petistas evidenciam o rearranjo de for�as na Casa, embaralhado desde a elei��o de Jos� Sarney (PMDB-AP) para a Presid�ncia em fevereiro. Naquela ocasi�o, PT e PSDB se juntaram para derrotar Sarney. A crise em torno do peemedebista, no entanto, acelerou esse processo, reaproximando PT do PMDB de um lado e do outro, DEM e PSDB.
Partir para cima dos democratas foi a sa�da encontrada pelo PT para conter a cobran�a diante da postura amena adotada pela sigla no caso Sarney, acossado pela onda de esc�ndalo � um neto dele, por exemplo, � investigado por ter intermediado cr�dito consignado oferecido a funcion�rios do Senado.
O l�der do PT, Aloizio Mercadante (SP), lembrou que h� 20 anos a Primeira-Secretaria, �rg�o mais importante da Casa ap�s a Presid�ncia, sempre esteve nas m�o do DEM. �A crise � mais profunda e tem mais gente com responsabilidade�, disse o representante de S�o Paulo.
A Primeira-Secretaria cuida dos contratos com as empresas terceirizadas. A Pol�cia Federal investigou fraudes em contrata��es firmadas pelo Senado durante a gest�o de Efraim Morais (DEM-PB).
Os policiais monitoram um lobista que, em troca de suposta propina, teria negociado o resultado das licita��es, num total de R$ 35 milh�es anuais.
O tal lobista assessorou Efraim no setor, tinha acesso irrestrito ao gabinete do parlamentar mesmo depois de desligado do setor e mantinha uma sociedade oculta com o democrata. Efraim nega envolvimento nas irregularidades.
Garibaldi e Maciel j� s�o cotados para chefiar Senado
Diante da perspectiva de o presidente do Senado, Jos� Sarney (PMDB-AP), renunciar ao cargo, os candidatos a sua sucess�o come�aram a se movimentar. Um dos nomes mais cotados era o do senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), que, h� dois anos, assumiu a presid�ncia do Senado ap�s ren�ncia de Renan Calheiros (PMDB-AL).
Anteontem, Garibaldi foi um dos tr�s senadores do PMDB que defenderam publicamente que Sarney se licencie do cargo. Ao mesmo tempo, mas com pouqu�ssimas chances, o DEM trabalha para viabilizar o nome de Marco Maciel (DEM-PE) � presid�ncia do Senado.
Com a eventual sa�da de Sarney, a tend�ncia � que o comando da Casa permane�a nas m�os do PMDB. Ter� de haver uma nova elei��o para escolha de outro presidente. A avalia��o entre os peemedebistas � a de que n�o h� nomes vi�veis e de consenso na bancada de 19 senadores em condi��es de suceder Sarney, sem entrar em confronto com o Pal�cio do Planalto.
As pretens�es de Garibaldi de ocupar a presid�ncia do Senado s� se tornar�o realidade em uma negocia��o de consenso entre todos os partidos.