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Quinta-feira, Maio 28, 2009Deputado protocola proposta de terceiro mandato para autoridades do ExecutivoO deputado Jackson Barreto (PMDB-SE) protocolou na tarde desta quinta-feira (28) com 194 assinaturas uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para permitir um terceiro mandato para quem exerce o Poder Executivo (presidente, governadores e prefeitos). A proposta prevê um referendo para consultar a população sobre a idéia.
Segundo o próprio deputado, a intenção é permitir a candidatura a uma nova reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2010. Mesmo assim, 15 deputados da oposição teriam assinado a proposta, de acordo com Barreto. “Os que assinaram sabiam o que estavam assinando, que é para o Lula. Dos partidos maiores, só não tem ninguém do PPS. Do DEM tem 11 deputados, enquanto do PSDB tem quatro que assinaram”, disse o peemedebista. Barreto afirma que o momento político é favorável à tese de mais um mandato para o presidente. “Em política tudo depende do momento. Nós estamos vivendo um momento de crise, que não foi gerada no nosso país, mas para gerir esse momento é preciso de uma pessoa com uma grande força interna e externa para conduzir o país e esta pessoa é Lula." O deputado pretende encontrar Lula na próxima semana, quando estaria prevista a presença do presidente em um evento em Sergipe, terra do deputado. Barreto não tem medo de ser desautorizado pelo presidente. “Ele está no papel dele de negar o terceiro mandato, mas é o momento que vai dizer." Além dos 15 deputados da oposição, cerca de 80 dos maiores partidos da base também teriam assinado a proposição de Barreto, que precisava de 171 assinaturas para prosperar. Nenhum líder assinou a PEC. “Os líderes só não assinaram, mas muitos demonstraram apoio”, diz o peemedebista. A lista de quem assinou a proposta só será divulgada após a conferência das assinaturas -o que deve terminar somente no começo da noite desta quinta. Após a conferência, a Mesa manda a PEC para publicação. Ela começa tramitando pela Comissão de Constituição e Justiça e terá de passar ainda por uma comissão especial antes de ir a plenário, onde precisa ser aprovada duas vezes com o voto de 308 deputados. Depois, a proposta vai ao Senado, onde precisa ser aprovada na CCJ e em plenário com o apoio de 49 senadores sem nenhuma alteração no texto. Para entrar em vigor já para as eleições do ano que vem, todo este caminho precisa ser percorrido até setembro. Lereia ataca governo de novo!O tom de acusação ao governador Alcides Rodrigues (PP) e ao secretário da Fazenda, Jorcelino Braga, foi reforçado ontem pelo deputado federal Carlos Alberto Lereia (PSDB) em entrevista coletiva na Assembleia Legislativa.
Munido de uma ação de indenização contra Jorcelino Braga por danos morais – ao ter se referido ao deputado como “cachorro vira-lata” – e com cinco documentos de pedidos de investigação protocolados junto ao Ministério Público (MP) de Goiás, Tribunais de Contas do Estado (TCE) e dos Municípios (TCM), Lereia disparou acusações e reclamou de “ingratidão e traição”. “Se Marconi Perillo (PSDB) deixou um déficit em Goiás, esse déficit tem nome e sobrenome: Alcides Rodrigues. Ele trouxe Braga.” O secretário da Fazenda foi alvo da maioria dos ataques, a quem Lereia culpa de tentar desagregar a base aliada deste que assumiu a função na Sefaz. Lereia iniciou a coletiva dizendo que Braga havia mentido “descaradamente” ao negar que a empresa Kanal Vídeo, de propriedade do filho de Braga, teria negócios com prefeituras do PMDB. O tucano acusa Braga de exercer concorrência desleal – “qual empresa tem um secretário da Fazenda para inseri-la no serviço público?” – e de ter assumido irregularmente a função na Sefaz. Segundo o tucano, Braga não teria se desvinculado da empresa da qual era proprietário na época que assumiu o cargo, em abril de 2007. “Ele diz que se desvinculou, mas tenho uma certidão da empresa que mestra ele como administrador nomeado em julho de 2007”. Ele também respondeu à provocação de Braga ao dizer que “cachorro vira-lata quando late, é porque o dono mandou”. Lereia retrucou: “Cachorro tem uma vantagem. Raposa morre de medo dele”, provocou. Alcides O governador também não escapou dos comentários do deputado. Ele disse que Alcides Rodrigues beneficiou Santa Helena, cidade administrada pela primeira-dama Raquel Rodrigues (PP), no pagamento da dívida da Celg à prefeitura, relativa à cobrança indevida de ICMS. Conforme o deputado, várias cidades teriam pleiteado na Justiça o pagamento desta dívida pela Celg, mas apenas Santa Helena teria recebido o pagamento integral (sem desconto de dívidas da prefeitura com a Celg) e logo após a posse de Raquel, em 2007. O valor da dívida paga integralmente, segundo Lereia, seria entre R$ 14 milhões e R$ 22 milhões. “Isso é gravíssimo do ponto de vista da relação do Estado com os municípios goianos, que estão hoje vivendo uma verdadeira calamidade.” Lereia pediu ao MP que investigue se houve violação do princípio constitucional de isonomia neste caso. O tucano considera ainda que o governador possa estar sendo influenciado por Braga, “este sim maldoso, perverso, daninho”. OUÇA A ENTREVISTA AQUI Alcides responde Léreia e ataca Marconi![]() A antecipação do debate sucessório e a busca pelo poder provocaram a crise na base aliada, segundo o governador Alcides Rodrigues. Em entrevista coletiva na manhã de ontem, no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, o pepista atacou a “vaidade” e o grupo do PSDB que trabalha para inviabilizar o governo. Foram 9 minutos com fortes declarações. Alcides disse que ficou ofendido e que a postura do grupo de tucanos provoca quebra de confiança. O senhor se sentiu ofendido com as declarações do deputado Carlos Alberto Lereia? É claro que fiquei ofendido. Afinal de contas, tenho me pautado pela seriedade, pelo trabalho e pela retidão ao longo da minha vida pública e também pessoal. O poder público não pode resvalar para a área da irresponsabilidade, da leviandade e também do deboche. A sociedade, principalmente em Goiás – Estado que está crescendo e prosperando – precisa e exige dos homens públicos seriedade em suas condutas e decisões. Neste sentido, o governo de Goiás tem sido transparente, responsável e ético. E vai continuar assim. Depois desses episódios, fica complicada a união da base aliada? Eu disse que a antecipação das eleições era inoportuna, inconveniente, indesejável e ia contra os interesses administrativos de Goiás. O resultado está aí: a antecipação do debate sucessório. Estamos muito longe ainda das eleições. Neste momento, todos que fomos eleitos temos de trabalhar muito pelo nosso Estado para beneficiar a população. É isso que estou fazendo com a minha equipe. Trabalhando muito, apresentando resultados positivos a cada dia, a cada instante. Goiás está sendo um canteiro de obras, não só de infraestrutura, mas em todas as áreas, em todas as regiões. O senhor vai considerar lideranças do PSDB como opositores ao governo oficialmente? Vou tratar todos com consideração, com respeito, como tenho feito até este momento. A Assembleia Legislativa tem tido toda atenção e consideração como Poder pelo Executivo. Os outros poderes, idem. Então, vou continuar nesta linha. Não vou me resvalar hora nenhuma para o lado da discussão que não traz frutos para Goiás. Vai buscar ampliar o apoio na Assembleia Legislativa? Nunca tive problemas na Assembleia. Tenho tido o respeito e a compreensão dos parlamentares em todas as discussões que para lá foram encaminhadas pelo Executivo. Tenho tido uma relação respeitosa com o Legislativo. E assim há de continuar. Em sua opinião, onde está o começo deste rompimento com o senador Marconi Perillo? Eu quero dizer que os problemas começaram a existir a partir do momento da busca do poder. Esta não deve ser a primeira discussão de um homem público, em qualquer esfera. O debate sucessório é apaixonante. E muitos são mais apaixonados até do que outros. Alguns são muito vaidosos. Têm de estar à frente em tudo, de ser considerado o melhor, o mais bonito, o mais-mais de tudo. E não é assim. Temos de ter espírito público e procurar fazer valer a confiança que foi nos depositada pelo povo goiano. O vaidoso é o senador Marconi Perillo? Não disse nomes, não nominei. Eu disse que existem pessoas vaidosas. Os senhores não concordam? O que acha da acusação de traição, de que na época da campanha o senhor defendia o governo anterior e depois surgiram as críticas? Olha, traição é daquele que não dignifica a confiança do povo. É aquele que não cumpre compromissos. É aquele que fala uma coisa e faz outra. É aquele, ou aqueles que fazem reuniões na calada da noite, fazendo estratégias para inviabilizar o governo. Estes é que são os traidores do povo de Goiás. Não (trai) quem trabalha diuturnamente, pagando contas, fazendo com que a coisa pública seja levada a sério, acabando com as tetas daqueles que não estão percebendo que o tempo é outro e que agora não existe mais. Tempo novo acabou? Sempre existirá tempo novo, tempo bom, para aqueles que querem o bem da coisa pública e dos interesses do Estado. O senhor concorda com o secretário Jorcelino Braga, que disse que há um grupo do PSDB que quer desestabilizar seu governo? Concordo em gênero, número e grau. O secretário Braga, como os demais secretários, têm sido uns leões na luta para que possamos ultrapassar tantos problemas que se apresentam à nossa frente, principalmente numa crise internacional. O Estado está em melhores condições porque fizemos uma corajosa reforma administrativa a tempo. E tivemos a condição de atravessar esta turbulência. Temos dificuldades, mas estamos trabalhando para ultrapassar estes obstáculos – alguns colocados até por pessoas que querem inviabilizar o governo. O que deixou o senhor mais indignado em todo este episódio? A quebra da confiança. Eu sempre fui um companheiro leal, correto, em todos os instantes. Correto, leal, prestativo, solidário e companheiro. Mas nunca me permiti estar na condição de títere ou de capacho. Mandaria algum recado ao senador Marconi Perillo? Não, não quero mandar recado. Eu, se tiver de falar, falo pessoalmente e a hora que for conveniente. Hora nenhuma eu peço para alguém falar em meu nome. Está mais revoltado com o deputado Lereia ou com o senador Marconi? Quero esquecer este episódio, que tem nele embutido alguns que representam o Cavaleiro da Triste Figura. Confirma que o PP terá candidato a governador? Não quero discutir eleições. É inoportuno e até a legislação eleitoral não permite. Estamos é trabalhando, fazendo e conquistando muito por Goiás. O governo pensa em apresentar dados sobre o governo anterior?Os números não mentem. Estão aí para todos. Braga rebate Leréia![]() Secretário rebate deputado e insiste sobre herança de dificuldades financeiras Fabiana Pulcineli A ordem do governo ontem foi esclarecer cada uma das acusações do deputado federal Carlos Alberto Lereia (PSDB), mas sem polemizar com mais denúncias nem muita agressividade. Em entrevista coletiva para responder o tucano, o secretário da Fazenda, Jorcelino Braga, insistiu nos ataques relacionados às dificuldades financeiras herdadas pela atual gestão – disse que a situação era de “terra arrasada” – e atribuiu as declarações do deputado a “um grupo do PSDB que trabalha 24 horas por dia para desestabilizar o governo”. Antes de conceder a entrevista, em seu gabinete, Braga se reuniu por cerca de meia hora com o governador Alcides Rodrigues (PP). O pepista deu aval para que o secretário respondesse e disse que aguardaria os acontecimentos para se manifestar “no momento oportuno”. Depois do encontro com Alcides, Braga recebeu deputados estaduais e auxiliares do governo que pregaram “uma resposta equilibrada e com bom-senso” para evitar a oficialização do rompimento entre PP e PSDB. A tese defendida pelo secretário da Fazenda é de que o grupo do PSDB – ele se recusou a citar nomes – tentou comandar o Estado após a posse de Alcides e, diante do insucesso, trabalha para desestabilizar o governo (veja quadro). Lereia é um dos mais fiéis aliados do senador Marconi Perillo (PSDB). Em entrevista à CBN Goiânia na segunda-feira, o deputado chamou o secretário de “agiota”, acusando-o de ter laranjas em suas empresas e de atuar a serviço do PMDB. Disse ainda que Alcides não tem caráter e traiu Marconi. Braga respondeu que aprendeu no mercado financeiro a “não jogar dinheiro pelo ralo” e que tem amigos em todos os partidos. Sobre traição, elevou o tom, afirmando que trair é deixar um governo que exige “sangue dia e noite para arrumar”. Disse ainda que “dói” ouvir declarações sobre o caráter de Alcides e criticou acusações feitas por quem tem imunidade parlamentar. “É fácil falar assim.” Inicialmente, durante a coletiva, Braga afirmou que ninguém tem a ver com os contratos de suas empresas – das quais ele ressaltou estar afastado. Mais tarde, ao POPULAR, disse ter conversado com o filho Danilo, um dos sócios da produtora Kanal Vídeo, e que o proibiu de fechar novos contratos com qualquer órgão público. “Eu pessoalmente sou contra. Não acho legal”, disse. A empresa tem também como sócio Alberto Araújo. Segundo ele, a produtora fechou apenas um contrato com prefeitura, a de Aparecida de Goiânia, no valor de R$ 54 mil. “Como gestor público, não posso gerir as empresas. Não estou acompanhando o trabalho. Vou lá aos sábados para tocar violão, mas só isso.” O secretário sugeriu ainda que o Ministério Público investigue favorecimento a qualquer prefeitura na Sefaz. Sobre as dificuldades financeiras, Braga disse que a atual gestão encontrou problemas em todas as estatais, além do déficit de R$ 100 milhões mensais do Estado. Segundo ele, seriam necessários ao menos mais dois mandatos para resolver todos os problemas financeiros do governo. Ao comentar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), enviada à Assembleia, Braga disse que o Estado não brinca na hora de elaborar o Orçamento e não faz “planejamento pirotécnico”. “O Orçamento de Goiás no passado era considerado o pior pelo governo federal. Hoje é respeitado, é técnico”, afirmou. No gabinete de Braga, os secretários pepistas Sérgio Caiado (Infraestrutura) e Roberto Balestra (Extraordinária) acompanharam a entrevista, além do presidente da Agência de Comunicação, Marcus Vinicius de Faria Felipe. Vanderlan busca ampliação da avenida Leste-Oeste em Brasília![]() Os prefeitos de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), de Senador Canedo (PR), Vanderlan Vieira, e de Trindade (PMDB), Ricardo Fortunato, participaram na tarde de hoje (27) de uma audiência em Brasília (DF), na qual solicitaram a liberação das verbas para o término das obras da Leste-Oeste. Os gestores das três Prefeituras se reuniram com os ministros do Turismo, Luiz Barretto, da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, e das Cidades, Márcio Fortes de Almeida, para discutir a autorização do repasse de R$ 232 milhões que serão utilizados na conclusão dos 42 quilômetros restantes da Avenida Leste-Oeste. No total, a via possui 55 quilômetros de comprimento, 13 quilômetros (concentrados em Goiânia), no entanto, já estão praticamente finalizados. A conclusão que se faz urgente é restrita à ligação entre as cidades de Senador Canedo e Trindade. A justificativa para liberação dos recursos está veiculada ao desenvolvimento que a obra trará tanto para a região metropolitana da capital quanto às cidades interligadas, além de favorecer aspectos turísticos devido à grande demanda de adeptos ao turismo religioso que movimenta o município de Trindade. Terça-feira, Maio 26, 2009Entrevista Lereia: “A empresa dele (Braga) tem contrato com o PMDB”O deputado federal Carlos Alberto Lereia (PSDB) incendiou ontem as relações entre seu partido e o governo do Estado. Em entrevista ao programa Papo Político, da CBN Goiânia, ele acusou o secretário Jorcelino Braga (Fazenda) de ter empresas em nome de laranjas e de prestar serviço a prefeituras do PMDB. O tucano disse ainda que a explicação para o governador Alcides Rodrigues (PP) ter mudado de opinião sobre o governo de Marconi Perillo (PSDB, 1998-2006) é “falta de caráter”. Quais são as repostas do PSDB a essas críticas do secretário da Fazenda (Jorcelino Braga)? Quando li (a reportagem publicada domingo no POPULAR), achei estranho ele (Jorcelino Braga), de maneira arrogante, dizer que “assumiu o Estado”. Primeiro, esse cidadão não tem voto. É um cidadão que se fez em Goiânia na agiotagem. Conheço seu passado e é sempre ligado ao mercado financeiro, agiotando, cobrando juros. Então, botaram a raposa para tomar conta do galinheiro. Quando Marconi estava no governo foi muito importante para a eleição do dr. Alcides (Rodrigues). De repente, se aproximaram do Lula, a serviço do PMDB hoje. O sr. Braga trabalha para o PMDB. A empresa dele, aquela de produção de vídeo, tem contrato com as prefeituras do PMDB, inclusive com a prefeitura de Aparecida de Goiânia, do sr. Maguito (Vilela, prefeito). Ele (Braga) está a serviço do PMDB. Eles conheciam muito bem a estrutura do governo, o dr. Alcides foi secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, foi prefeito-interventor em Anápolis. Tudo a convite de Marconi Perillo. Ele assumiu antes de ser eleito e nunca disse um defeito do governo. De repente vem colocar defeito? Isso é traição, é sacanagem, não podemos ficar em silêncio. O Marconi é muito educado, que fique em silêncio. Eu não fico. Não aceito esse tipo de comportamento, isso é desleal, de pessoas que não têm nenhum compromisso, responsabilidade com as relações históricas que existem. O sr. Braga, vou interpelá-lo judicialmente, porque ele, como secretário da Fazenda – e a sua empresa que produz vídeo deve estar em nome de laranjas, porque ele é useiro e vezeiro disso – está fazendo contratos com prefeituras. É muito estranho que uma empresa de um secretário da Fazenda preste serviço para as prefeituras onde a Secretaria da Fazenda tem de distribuir o ICMS, pagar os convênios. Ele tem de se explicar perante o Ministério Público. Como o PSDB avalia essa mudança de posição que o sr. disse que o governador Alcides teve, ou seja, de alguém que estava no governo, conhecia tudo e não reclamava, para um governo que hoje critica... (Interrompendo a pergunta) É falta de caráter! Essa é a explicação, é falta de caráter. Um homem que tem caráter não age dessa maneira. Você é boazinha para mim enquanto você me é útil, mas aí o dia que você deixa de ser útil pra mim você passa a ter mil e um defeitos?! Ou então, para eu me aproximar de alguém que não gosta de você, eu vou denegrir sua imagem? Isso se chama falta de caráter, não existe outra palavra. O governador Alcides é que não tem caráter, na opinião do sr.? Não tenha dúvida, o sujeito se elegeu com um apoio e hoje nega tudo isso? Está faltando caráter, se comporta como um verdadeiro traidor. O secretário da Fazenda aponta um problema concreto que todo mundo já conhece, que é a não-contabilização da dívida de R$ 1 bilhão do Estado com a Celg. O governo do PSDB então errou ao não contabilizar essa dívida? Quem enviou esse projeto para a Assembleia foi o ex-governador, na época governador, Marconi Perillo. Quando eles (PP) assumiram o governo (o projeto) já estava tramitando na Assembleia. Então, o Marconi teve a iniciativa de mandar à Assembleia o reconhecimento da dívida do Estado junto à Celg. Ele só foi votado depois que o dr. Alcides estava no governo, mas a iniciativa foi do governador Marconi Perillo. Na primeira ação, o governo precisava enviar um projeto a Assembleia autorizando o Estado a assumir a dívida. A segunda parte era o governo contabilizar essa dívida, o que não foi feito. Por quê? O dr. Alcides, a primeira coisa que ele fez, assim que assumiu o governo, foi botar o diretor financeiro da Celg, que está lá até hoje, o Nerivaldo Costa (PP). Então ele sabia muito bem sobre a Celg. E isso já tem três anos e agora que vem com essa história? Na época da eleição, no caso do próprio Carlos Silva (presidente da Celg e suplente de deputado estadual), a Celg foi muito importante para ele. Acho que é uma boa investigação para o Ministério Público fazer. Parece que eles abusaram muito da empresa na eleição de alguns deputados. Outra questão apontada pelo governo são 11 acordos firmados pelo Estado com a Eletrobras, durante a gestão de Marconi Perillo, que não foram cumpridos. E isso teria dificultado agora a questão da adimplência da Celg. O que o sr. sabe sobre isso? Inclusive naquele relatório publicado pelo POPULAR tem pagamentos de juros a bancos. A maioria esmagadora foi feito na gestão do dr. Alcides. É muito estranho ouvir eles fazendo lobby para pegar dinheiro emprestado de banco. Cabe uma investigação. Inclusive tem aí um pagamento à prefeitura de Santa Helena que é algo estranho. Por que os outros municípios goianos não receberam? A prefeitura de Santa Helena recebeu dezenas de milhões de reais. E é administrada pela primeira-dama, a senhora Raquel (Rodrigues, PP). É algo também a ser muito bem explicado. Represento vários municípios, sou de uma cidade do porte de Santa Helena, Minaçu, que não recebeu. Caldas Novas não recebeu, Posse não recebeu, mas Santa Helena recebeu. Estranho esse pagamento de milhões para a prefeitura de Santa Helena. “A empresa dele, aquela de produção de vídeo, tem contrato com prefeituras do PMDB, inclusive com a prefeitura de Aparecida de Goiânia.” Lereia, em referência ao secretário Jorcelino Braga (Fazenda) Ouça a entrevista aqui Lereia ataca secretário e piora criseApesar de afirmarem que críticas não representam posição do PSDB, tucanos deram respaldo a ação
Bruno Rocha Lima Declarações do deputado federal Carlos Alberto Lereia (PSDB) na Rádio CBN ontem (Confira o áudio da entrevista) abalaram de vez a já frágil estrutura que sustentava a base aliada. Em entrevista ao programa Papo Político, Lereia acusou o secretário da Fazenda, Jorcelino Braga, de se beneficiar do cargo para fazer negócios pessoais e atacou o governador Alcides Rodrigues (PP), a quem classificou “sem caráter”. Embora as declarações do tucano não tenham sido em nome do PSDB, contaram, extra-oficialmente, com o endosso da cúpula do partido. Lereia foi escalado para responder as críticas de Braga à gestão do PSDB no governo. Presidente do diretório regional do PSDB, o deputado federal Leonardo Vilela, que estava ontem em Belo Horizonte, deu sua opinião pessoal por meio de nota. “Respeito a opinião do deputado Carlos Alberto Lereia, especialmente quando ele pede lealdade do grupo que ajudamos a eleger, pois sempre fomos leias ao governador Alcides Rodrigues”, diz a nota. “Da mesma forma que não pretendemos impor qualquer candidatura à base aliada, também não admitimos veto ao nome do senador Marconi Perillo”. Marconi não quis comentar a entrevista de Lereia. Na semana passada, o senador e o secretário da Fazenda já haviam trocado farpas pela imprensa. Mas a assessoria do tucano, ao falar sobre as acusações de Lereia, disse que o deputado “expressa a posição de integrantes da base que se sentem tratados de forma desleal pelo atual governo.” A casa de Marconi virou ontem palco de romaria de lideranças tucanas, que traçavam os próximos movimentos. Resolveram esperar uma manifestação do governo. A tendência, dizem, é preservar Marconi do embate direto e revidar qualquer crítica a ele. Sexta-feira, Maio 22, 2009MP quer saber se irmã de prefeito tem salário![]() O Ministério Público (MP) de Trindade informou ontem que vai investigar o caso da irmã do prefeito de Trindade, Ricardo Fortunato (PMDB), que trabalha na Secretaria de Assistência Social do município. Segundo assessores da prefeitura, Michele Fortunato não tem vínculo com a administração e não recebe pela atividade que desempenha na secretaria, cujo comando está a cargo da mãe, Irani Oliveira. Reportagem publicada ontem pelo POPULAR mostrou que a prefeitura de Trindade emprega pelo menos quatro parentes de autoridades: Vagner Fortunato, secretário de Obras e tio de Ricardo; Alfredo Neto, diretor de Compras e primo do prefeito; a mãe de Ricardo é secretária de Assistência Social e o filho do vice-prefeito Arquivado Bites (PT), Fagner Bites, é secretário de Esportes de Trindade. O promotor de Justiça da comarca de Trindade, José Antônio de Sá, disse que vai analisar se questiona judicialmente a contratação de quatro parentes de autoridades na prefeitura, já que decisões pontuais do Supremo Tribunal Federal (STF) estabelecem o cargo de secretário como indicação política e de livre nomeação do prefeito. Já a situação de Michele Fortunato é considerada ilegal pelo promotor. “Não é possível exercer uma atividade pública sem vínculo com a administração”, avalia José Antônio. A reportagem esteve ontem à tarde em Trindade para tentar ouvir o prefeito sobre o emprego de parentes. A informação do chefe de gabinete foi de que Ricardo Fortunato não estava na prefeitura. Por causa da crise, Celg deve 272 milhões em ICMS ao Estado![]() As dificuldades financeiras da Celg comprometeram a capacidade de investimentos do Estado em R$ 272 milhões desde outubro do ano passado. É que a companhia repassou apenas parte do ICMS devido ao Tesouro, acumulando a dívida em valor que representa 36,2% da receita mensal do Estado. Se a salvação para a empresa não sair até o final do ano, o governo prevê prejuízo não só aos investimentos como também em pagamentos da folha. “Se a situação se mantiver assim até dezembro, o governo passa a ter problema. Por isso meu desespero em buscar solução. Isso afeta a sobrevivência do Estado”, disse ontem ao POPULAR o secretário estadual da Fazenda, Jorcelino Braga. O governo planejou no ano passado, após o fim do déficit mensal de R$ 100 milhões, reservar uma média de R$ 40 milhões por mês para investimentos. No mês passado, foi exatamente este o valor que a Celg deixou de pagar de ICMS. A companhia tem de repassar uma média de R$ 70 milhões por mês de imposto, o que representa 10% da receita tributária do Estado. Braga reafirmou que a crise financeira mundial paralisou o processo de negociação da Celg com bancos, que previa a ampliação dos prazos de pagamento da dívida. Foi um golpe no planejamento do governo, que teve de canalizar para a Celg o que havia reservado para investimentos. “Hoje a companhia se socorre ao Tesouro”, diz o secretário. Para compensar a perda com ICMS, Braga afirma que o governo tem investido em ações para evitar perdas de receita. “Fazemos um trabalho pesado de evasão fiscal e ampliamos a carteira negociada de R$ 44 milhões para R$ 600 milhões”, exemplificou. Em relação às despesas, Braga disse que o corte possível já foi feito na reforma administrativa. Ele ressalta, porém, a dificuldade de controlar os gastos com a folha, citando o exemplo do aumento gradativo do piso dos professores. Só neste ano, o impacto no folha do funcionalismo será de R$ 550 milhões. Por conta da demora na negociação de empréstimo de R$ 1,35 bilhão do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – a previsão do governo é que dure mais seis meses –, Braga anunciou na quarta-feira que tenta junto à Eletrobrás uma negociação de pagamento da dívida vinculada à liberação do valor pelo banco. Na ocasião, ele disse que a inadimplência – com o consequente impedimento de reajuste da tarifa e de repasse de recursos da União – vai “matando” a Celg. A classificação de risco (rating) do Estado é um novo entrave para a liberação do empréstimo por parte do BNDES. O governo federal aponta risco de inadimplência por parte do governo estadual por conta do histórico financeiro. O secretário anunciou que o Estado pediu à Secretaria do Tesouro Nacional nova análise desta nota de risco. Hoje dois representantes do governo estadual terão audiência no BNDES para explicar detalhes do balanço das contas do ano passado. A ideia é mostrar ao banco o esforço da atual gestão em equilibrar as contas. Na próxima segunda-feira, Braga voltará ao BNDES para pedir agilidade na análise e terá audiência na Eletrobrás para entregar pedido oficial da negociação do pagamento das dívidas. Contas O presidente da Celg, Carlos Silva, confirmou ontem a dívida do ICMS, mas disse também que a companhia espera receber recursos devidos por empresas – Metrobus, Iquego, Agehab e Saneago – e outros órgãos do governo. “Estamos tentando pagar, com um sacrifício enorme, parte das dívidas do ICMS e os fornecedores”, afirmou o presidente, em entrevista à rádio CBN Goiânia. Carlos Silva já disse que o déficit mensal da empresa é de R$ 70 milhões. Braga explicou que está em andamento um estudo do encontro de contas da Celg e do Estado. O secretário estima dívida de cerca de R$ 100 milhões do Tesouro com a companhia. Segundo ele, após o fechamento da análise, haverá a compensação deste valor na dívida de ICMS. O governo baixou um decreto no mês passado determinando que a Sefaz controle todas as despesas de energia e água do Estado. “Assim, vamos evitar a inadimplência e esse tipo de dívida acumulada”, esclareceu o secretário. Além do acerto com o Estado, a Celg negocia também a repactuação da dívida dos municípios. PDV Carlos Silva disse ontem que já solicitou à diretoria administrativa e ao Recursos Humanos da Celg o estudo de um plano de demissão voluntária e de concurso para substituição. Ele reafirmou, porém, a preocupação com a saída de importantes funcionários. ANA LÚCIA: MOÇÃO DE REPÚDIO A CAIADOEm pronunciamento na Assembléia Legislativa do Estado de Sergipe, a deputada estadual Ana Lucia (PT) apresentou Moção de Repúdio e Protesto ao deputado federal Ronaldo Caiado (DEM-GO), aprovada pelos delegados participantes da 2ª Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial em Sergipe, realizada no dia 19, no Auditório Lourival Batista, em Aracaju. O documento reúne mais de 100 assinaturas.
Em evidência está a denúncia à atuação do deputado Ronaldo Caiado, destacando ações de atrocidade desempenhadas pela União Democrática Ruralista – UDR -, grupo do qual o parlamentar é um dos líderes. A Moção também registra a solidariedade dos participantes ao companheiro e líder do Governo na Assembléia Legislativa, deputado Francisco Gualberto, o qual Ronaldo Caiado tentou desmoralizar. Há décadas a UDR vem atacando os trabalhadores e suas organizações, cometendo, inclusive, assassinatos contra os trabalhadores rurais. Trata-se da mesma UDR que atuou como braço armado da ditadura militar e que agora vem a Aracaju atacar o povo sergipano e seu governo”, destaca o documento. “Nessas perseguições e atrocidades promovidas pela União Democrática Ruralista, quem mais sofreu foi a Pastoral da Terra e todos aqueles que sempre lutaram e lutam por Reforma Agrária. Não poucos os exemplos vividos na região Centro-Oeste do Brasil”, diz Ana Lucia. Conferência Nacional De acordo com a parlamentar, eleita delegada para compor o grupo que representará Sergipe na conferência nacional, de 25 a 28 de junho, em Brasília, a Moção de Repúdio e Protesto será entregue à Câmara de Deputados Federal e ao Senado. A Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial vai analisar e repactuar os princípios e diretrizes aprovados na 1ª Conferência Nacional, ocorrida em maio de 2005, além de avaliar a implementação do Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial. Também serão analisados a realidade brasileira a partir da implantação da Política de Promoção da Igualdade Racial, os impactos de políticas de igualdade estruturadas por estados e municípios, a participação e o controle social, além de temas prioritários da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (educação, trabalho e renda, segurança pública, saúde e quilombos). Outro foco da Conferência será a discussão da Agenda Nacional sob a perspectiva do Plano de Ação de Durban. Este Plano foi definido durante a última Conferência Mundial contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e a Intolerância, que se realizou em 2001, na cidade de Durban, na África do Sul. Fortunato emprega mãe, primo e tio na prefeitura de Trindade![]() Na contramão do combate ao nepotismo na administração pública, o prefeito de Trindade, Ricardo Fortunato (PMDB), abriu o governo para os parentes e nomeou a mãe, o tio e o primo para cargos de primeiro e segundo escalões. A irmã de Fortunato trabalha na Secretaria de Assistência Social mas, segundo um assessor do prefeito, não recebe salário da prefeitura. E ainda tem o filho do vice-prefeito, Arquivaldo Bites (PT), também empregado no primeiro escalão municipal. O tio do prefeito é Vagner Fortunato, secretário de Obras e Serviços. O primo é Alfredo Neto, filho da irmã da mãe de Ricardo, nomeado diretor de Compras da prefeitura. A própria mãe do prefeito, Irani Oliveira, é secretária de Assistência Social. E Fagner Bites, filho de Arquivaldo, é secretário de Esportes. O assessor de Comunicação da prefeitura, Ladislau Couto, justificou que o cargo de secretário foi considerado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) uma função política e, portanto, poderia ser dado a um parente da autoridade. Também alegou que “primo pode”, por ser quarto grau de parentesco. Para o procurador-geral do Ministério Público (MP) junto ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), Fabrício Motta, a própria quantidade de parentes na prefeitura de Trindade já denota favorecimento de Fortunato na administração pública. “O secretariado pode não ser abrangido pela súmula do STF, mas o fato de abrigar tantos parentes não deixa de ser uma afronta ao princípio da moralidade estabelecido pela Constituição Federal”, analisa Fabrício. A promotora Marlene Nunes, coordenadora da área de Patrimônio Público do Ministério Público de Goiás (MP-GO), explica que o STF abriu precedentes para indicações de parentes no cargo de secretário em decisões pontuais, mas que a súmula anti-nepotismo do Supremo proíbe contratação de parentes em qualquer situação. “O MP entende que essas decisões são um retrocesso. Já iniciamos um movimento em nível nacional para que o STF volte atrás e edite nova súmula restringindo o nepotismo também em cargos de natureza política”, afirma Marlene. A promotora avalia ainda que algumas situações já podem ser questionadas pelo promotor local, que são os casos de excesso de parentes – mesmo em caso de secretários – e também quando há falta de qualificação técnica para o cargo que o parente exerce. Demissões No início da administração, Ricardo Fortunato empregou outros dois parentes dele próprio e indicou a esposa de Arquivaldo para a direção de uma escola municipal. João Fortunato, tio do prefeito, era responsável pelo contato com fornecedores da merenda escolar. “Houve denúncia de superfaturamento e o prefeito cortou o João imediatamente”, afirmou Ladislau Couto. Uma sobrinha de Fortunato foi nomeada na Secretaria de Saúde. Ela foi exonerada e a mulher do vice-prefeito deixou a diretoria da escola por recomendação do Ministério Público de Trindade. Vínculo A irmã de Ricardo Fortunato, Michele Fortunato, trabalha na Secretaria de Assistência Social. Na repartição, a reportagem foi informada de que ela fica lá o dia inteiro, mas a pessoa que atendeu o telefone não soube dizer qual é a função de Michele. Ladislau Couto diz que ela “dá um apoio para a mãe (secretária da pasta), mas não tem função específica, não recebe nada”. Marlene Nunes questiona a prática. “A pessoa que está desenvolvendo uma atividade administrativa pública tem de estar legitimamente ligada à máquina. Não se pode praticar atos administrativos quando não há um vínculo legítimo”, pondera. Sem resposta Procurado pela reportagem, o prefeito retornou a ligação, mas não quis se pronunciar. Ricardo Fortunato foi informado do assunto em questão e respondeu “acho que vocês deveriam procurar saber direito”, ao que foi respondido “É o que estamos fazendo. Queremos saber por que tantos parentes estão empregados na prefeitura”. Fortunato encerrou a ligação dizendo que “prefere discutir o assunto na Justiça”. Diferente do prefeito, Ladislau Couto respondeu a todas as perguntas sobre os parentes na prefeitura de Trindade e concluiu: “É um dos grandes problemas dos novos executivos: administrar a família. Ô tristeza”. Juiz afasta vereadores em Aparecida João Antônio, presidente da câmara, e William Ludovico são acusados de manter servidor fantasma na casa Um trabalhador rural de 62 anos, analfabeto, nomeado assessor parlamentar do vereador de Aparecida, William Ludovico (PMDB), com salário de R$ 1,7 mil, procurou o Ministério Público (MP) para denunciar que nunca soube da sua contratação, não prestou um dia sequer de serviço à Câmara e que alguém teria recebido em nome dele o valor de R$ 25 mil em 2008. A denúncia foi transformada em ação civil pública contra William e o presidente da Câmara de Aparecida, João Antônio Borges (PSB), que ontem foram afastados temporariamente do mandato por decisão do juiz Desclieux Ferreira. A denúncia começou a ser investigada em fevereiro deste ano. Janiris dos Santos Araújo procurou o MP porque foi impedido de se aposentar como trabalhador rural. No INSS, informaram que ele tinha recebido R$ 25 mil no ano passado como assessor parlamentar da Câmara de Aparecida. Segundo a denúncia do MP, William Ludovico tirou cópia da carteira de identidade de Janiris com a promessa de doação de um lote, mas usou o documento para nomear o trabalhador rural em seu gabinete. O promotor Élvio Vicente afirma que os cheques, de R$ 1,7 mil, referentes ao salário de Janiris, eram endossados com assinatura falsa do servidor fantasma e depositados em contas bancárias de pessoas próximas ao vereador. Os microfilmes mostram que quatro cheques caíram na conta de Édia Rodrigues de Oliveira, assessora parlamentar de William. Outros dois foram parar na conta da noiva de William e mais dois foram depositados em nome da ex-esposa de William. O promotor diz que Édia confessou, em depoimento, que cobrava R$ 60 para cada cheque que era depositado na conta dela. Os depósitos teriam sido feitos por Wilson Francisco dos Santos, outro assessor parlamentar que segundo o MP está envolvido no esquema fraudulento. Cúmplice O promotor relata que o presidente da Câmara foi envolvido na fraude quando o MP solicitou cópia dos recibos referentes aos salários, que deveriam estar assinados por Janiris. “João Antônio avisou William da investigação, Janiris recebeu R$ 1 mil para assinar os recibos e o presidente entregou documentos falsos para o MP”, afirma Élvio. O trabalhador rural tentou se aposentar novamente e, mais uma vez impedido, procurou o MP e confessou que teria recebido R$ 1 mil para assinar os recibos. “Segundo Janiris, William e João Antônio prometeram que em 30 dias ele estaria aposentado. Mas eles o enganaram mais uma vez”, diz o promotor. Élvio Vicente afirma ter ouvido todos os envolvidos e que eles entraram em contradição durante os depoimentos: “Sem saber que eu estava de posse das cópias dos cheques, Wilson chegou a afirmar que o cheque foi repassado para um supermercado”. Além do afastamento de William e João Antônio, a liminar judicial determinou também o afastamento de Édia e Wilson, da tesoureira da Câmara de Aparecida, Olga Gonçalves Faria, e do procurador da Casa, João Bosco Boaventura. O juiz determinou ainda a indisponibilidade de bens dos vereadores no valor de até R$ 25 mil. Polícia Os documentos reunidos pelo MP foram enviados ao 1º Ciops de Aparecida para abertura de inquérito. “O maior prejudicado foi um idoso que não conseguiu receber um lote (Janiris é militante do Movimento dos Sem Terra), não conseguiu aposentadoria e ainda está com o nome sujo na Receita Federal porque não declarou a suposta renda de R$ 25 mil”, avalia Élvio. Procurado pela reportagem, William Ludovico afirmou que a denúncia contra ele é falsa e que vai recorrer da liminar judicial. William diz que Janiris trabalhou como entregador de correspondência em seu gabinete, afirma que o servidor não é analfabeto e inventou toda a história quando foi demitido. “Agora, eu já fui julgado e condenado porque não tem nada pior para um vereador do que ver seu nome publicado em um jornal numa denúncia como essa”, lamenta William. João Antonio não foi encontrado para falar sobre o assunto. Manifestantes atacam tucanos em ato contra CPI da PetrobrasCerca de 2.500 integrantes de movimentos sociais ligados à base governista realizaram ontem uma passeata contra a CPI da Petrobras no centro do Rio. A manifestação, que contou ainda com a participação de políticos do PT, terminou com um abraço simbólico ao prédio da empresa. A avenida Rio Branco, uma das principais da cidade, chegou a ser interditada ao trânsito de veículos.
Afinados com o discurso do presidente Lula, que, na semana passada, chamou o PSDB de "pouco patriota" por criar a CPI, manifestantes empunharam faixas e entoaram palavras de ordem acusando a oposição de querer deixar a estatal em uma situação vulnerável para então privatizá-la. De cima de um carro de som, sindicalistas gritavam: "Sai seu tucano, sai seu ladrão, larga a Petrobras, que é patrimônio da nação". Depois, a expressão "seu tucano" foi substituída pelo nome do governador de São Paulo, José Serra, possível candidato do PSDB nas eleições presidenciais de 2010. Um dos deputados petistas presentes, Antonio Carlos Biscaia (RJ), disse que a CPI é "irresponsável" e "desnecessária". "Se há fato concreto, vamos investigar através do Ministério Público e do Tribunal de Contas", defendeu. A presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes), Lúcia Stumpf, criticou o uso político da comissão e disse que ela vai "contra os interesses do povo". Segundo Stumpf, a entidade decidiu participar do protesto porque "sempre se mobilizou em defesa de um projeto nacional capaz de sustentar a educação do país". "Esse projeto de desenvolvimento passa pelo petróleo brasileiro", disse. ela Já o coordenador-geral da FUP (Federação Única dos Petroleiros), João Antonio de Moraes, afirmou que a criação da CPI é "uma reação de setores que não querem que o Brasil tenha o controle sobre o pré-sal". Paulo Teles autoriza elaboração de projeto para ampliação de Fórum![]() O presidente do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), desembargador Paulo Teles, autorizou a elaboração do projeto de ampliação do Fórum de Senador Canedo. O anúncio foi feito hoje (22) durante a solenidade de inauguração da reforma do edifício, que passou por reestruturação elétrica e hidráulica, além de receber investimentos em segurança, com a instalação de alarmes, grades e câmeras, e a inserção de um moderno sistema de som no tribunal do júri. O presidente anunciou ainda que o Plano Estratégico para o biênio 2009/2011 prevê a criação de uma secretaria de planejamento que vai observar, com antecedência, casos como o de Senador Canedo, que apresentou um crescimento econômico grande com reflexos para o Judiciário. “Essa secretaria vai acudir as necessidades do Judiciário no sentido de prever o que vai acontecer. Senador Canedo ganhou um terminal da Petrobras e nunca o Judiciário se preocupou em prever o impacto disso. Resultado, o Tribunal acordou um dia e viu uma comarca que começou com mil processos passar a ter 10 mil num curto espaço de tempo. Estamos, com isso, nos preparando para o futuro”, afirmou Paulo Teles durante a solenidade que contou com a presença do prefeito de Senador Canedo, Vanderlan Vieira Cardoso, entre outras autoridades. O prefeito elogiou o dinamismo de Paulo Teles, com que esteve reunido na semana passada solicitando a ampliação do Fórum. O prefeito agradeceu a receptividade do presidente do TJ e afirmou que esta “saudável parceria tem elevado Senador Canedo, principalmente no que diz respeito à Justiça, uma referência”, disse ele, que, depois do evento, convidou Paulo Teles para conhecer os projetos desenvolvidos pela Prefeitura. Melhorias Para a juíza Liliam Margareth da Silva Ferreira Araújo, as melhorias realizadas no Fórum melhorarão, significativamente, o atendimento ao jurisdicionado e proporcionarão melhor ambiente de trabalho para os servidores. O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Goiás (OAB-GO), Miguel Cançado, também compareceu ao evento. Aline Leonardo Quarta-feira, Maio 20, 2009Como é doloroso para Lula dizer não ao 3º mandato![]() De Lula, hoje, em visita à China: - Não discuto essa hipótese. Em primeiro lugar, não existe um terceiro mandato. Em segundo, a Dilma está bem. E foi tudo o que ele disse. Descontruindo a declaração de Lula: * "Não discuto essa hipótese". De outras vezes ele discutiu, sim, para negá-la com veemência. Chegou a rebatê-la dizendo que "não se brinca com a democracia". E por aí foi. O terceiro mandato existe, sim, por hipótese. Ganhou a forma de emenda à Constituição que já foi apresentada por um deputado do PMDB. * "Em primeiro lugar, não existe terceiro mandato". Não, ainda não existe. Para existir a Constituição terá de ser modificada. É só por isso que Lula não discute a hipótese? Por que simplesmente não a desautoriza novamente? * "Em segundo, a Dilma está bem". Se não estivesse bem ou se vier a não ficar, aí Lula será capaz de discutir o terceiro mandato? De admiti-lo? De desejá-lo? Logo depois de se reeleger presidente, Lula começou a sondar seus parceiros de confiança sobre a hipótese do terceiro mandato. Conversou com assessores e governadores de vários partidos. Cito logo três: Jaques Wagner (Bahia), Paulo Hartung (Espírito Santo) e Eduardo Campos (Pernambuco). A idéia do terceiro mandato não foi bem acolhida por eles. Pelo contrário. Wagner refutou-a com firmeza durante uma viagem com Lula à Europa para o anúncio do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014. Registre-se que Lula fazia cara de aborrecido toda vez que esbarrava em opinião contrária ao terceiro mandato. Depois deixou de mexer com o assunto. O principal efeito colateral de se retomar agora a conversa sobre terceiro mandato seria o enfraquecimento em definitivo da candidatura de Dilma. E isso Lula não quer. Ao menos até estar convencido de que ela poderá ou não concorrer à sua vaga. De todo modo, o calendário conspira contra o terceiro mandato. Ele teria que ser aprovado este ano para Lula poder disputá-lo no próximo. Terça-feira, Maio 19, 2009Deputado deve propor emenda do 3º mandatoO deputado federal Jackson Barreto (PMDB-SE) quer apresentar até o fim do mês a proposta de emenda constitucional para que o presidente Lula concorra a nova reeleição.
A emenda prevê a realização de um referendo em setembro, para valer já para a eleição de 2010, como revelou anteontem a Folha. Barreto já tem o mínimo de 171 assinaturas de deputados (16 delas dos oposicionistas do PSDB, DEM e PPS) para protocolar a proposta, que prevê duas reeleições para presidente, governador e prefeito. "Pretendo entrar com a emenda até o final do mês", disse Barreto. Ele corre contra o tempo: a emenda teria menos de seis meses para ser aprovada na Câmara e Senado, o que faz com que a ideia seja vista com ceticismo no Congresso. "Estou expressando o que eu sinto no Nordeste. O Nordeste se sente prestigiado, a população se sente cidadã em razão das políticas públicas do governo Lula", afirmou o deputado. A emenda será a primeira tratando especificamente de um terceiro mandato para 2010. No ano passado, o petista Devanir Ribeiro (SP) ameaçou fazer o mesmo, mas foi dissuadido pelo Palácio do Planalto. Abuso de dinheiro público derruba presidente da CâmaraAtenção foi na Inglaterra
O presidente da Câmara dos Comuns (Câmara Baixa britânica), Michael Martin, apresentou nesta terça-feira a sua renúncia, após as pressões recebidas devido ao escândalo do abuso de dinheiro público por parte dos deputados. Ele deve deixar o cargo no dia 21 de junho. Em um breve pronunciamento, Martin justificou a sua saída como uma tentativa de "manter a unidade" da Câmara. - Isso vai permitir que a Casa eleja um novo presidente. É tudo o que tenho a dizer sobre o assunto - disse ele, recusando-se a responder a perguntas. O substituto de Martin, há oito anos no cargo, será eleito pelos 646 deputados que compõem a Câmara Baixa britânica no dia 22 de junho. É a primeira vez que a saída do presidente da Câmara é pedida em mais de 300 anos. O premier britânico, Gordon Brown, deve dar uma entrevista ainda hoje para falar sobre a reforma no sistema de gastos do governo. Brasil FoodsO presidente da Perdigão, Nildemar Secches, e o presidente do Conselho de Administração da Sadia, Luiz Fernando Furlan, anunciaram oficialmente em entrevista nesta terça-feira (19), em São Paulo, a criação da Brasil Foods (BRF), resultante da fusão das duas empresas. A nova empresa foi apresentada por Secches como "a grande multinacional brasileira de alimentos brasileiros processados". A Brasil Foods, entretanto, terá apenas a função institucional, sem a função de substituir qualquer das marcas do grupo. No esquema desenhado para a fusão, a Brasil Foods será a sucessora da Perdigão. Os acionistas das duas empresas se tornarão acionistas da BRF e a Sadia se tornará, em um primeiro momento, subsidiária da nova empresa. Durante esse período, Sadia e BRF terão conselhos compostos pelos mesmos membros. Marcas e mudanças Para apresentar a nova empresa ao público, e assegurar que os produtos que ele conhece continuarão no mercado, a Brasil Foods colocará no ar a partir desta quarta-feira (20) uma campanha publicitária estrelada pela atriz Marieta Severo (do seriado "A Grande Família", da TV Globo). Já a atual estrela da campanha da Sadia - personagem que zomba das demais marcas - deve perder espaço: "O Juvenal vai embora ou vai mudar de foco", disse o executivo da Sadia. "O tempo da alfinetada acabou, agora é só amor", brincou Nildemar Secches. "A BRF vai dar a face para os segmentos institucionais. As marcas têm sua vida, sua comunicação própria. Vamos continuar com Perdigão, Sadia, Qualy, Doriana, Batavo", ressaltou o executivo da Perdigão. "No mercado interno, as marcas hoje e sempre vão continuar. São marcas com um grande conhecimento." "Do ponto de vista comercial, os consumidores não vão sentir nada no dia seguinte, todas as marcas estarão lá", acrescentou Furlan. No mercado externo, Secches afirma que será feito um estudo para definir qual segmento será explorado por cada uma das denominações. De acordo com dados divulgados durante a entrevista, Sadia e Perdigão operam comercialmente em 110 países. "Quase metade do nosso faturamento vem do exterior", afirmou Secches. A nova empresa já nasce líder em alimentos processados no país, com cerca de 120 mil funcionários. Segunda-feira, Maio 18, 2009Saiba quem os 41 deputados estaduais apoiarão para o governo do EstadoA base governista tende a apoiar Marconi Perillo, já que Alcides Rodrigues ainda não sinalizou qual caminho seguirá. No caso do pepista realmente bancar a candidatura do presidente do BC, Henrique Meirelles, cada deputado terá de escolher o seu lado e seguir PP ou PSDB.
Fiéis -------------------------------------------------------------------------------- Quem apóia? Marconi Perillo Por quê? É o maior aliado que o senador tucano tem na Assembleia Legislativa e já age publicamente em prol de sua candidatura. Intensificará as ações à medida que as eleições se aproximarem. Jardel Sebba (PSDB) -------------------------------------------------------------------------------- Quem apóia? Marconi Perillo Por quê? Apesar de alguns embates com o prefeito de Porangatu na época das eleições, será o principal cabo eleitoral tucano no norte do Estado. Mesmo sendo suplente de deputado, e ganho a vaga devido às articulações de Alcides, não esconde a sua preferência pelo senador. Júlio da Retífica (PSDB) -------------------------------------------------------------------------------- Quem apóia? Marconi Perillo Por quê? Junto com Jardel é outro pólo marconista na Assembléia. Defende os projetos tucanos com unhas e dentes e, quando necessário, ataca o PMDB. Já anunciou que não tentará a reeleição, e planeja ser coordenador da campanha de Marconi. Daniel Goulart (PSDB) -------------------------------------------------------------------------------- Quem apóia? Marconi Perillo Por quê? Ex-líder do governo Marconi na Assembléia, o deputado não tem se envolvido muito nas questões políticas desde o fim do governo tucano. Mesmo assim, estará pronto para lutar em prol de uma candidatura do senador para o governo do Estado. Honnor Cruvinel (PSDB) -------------------------------------------------------------------------------- Quem apóia? Marconi Perillo Por quê? Representante do senador no nordeste do Estado. Atuará como a grande liderança tucana daquela região, em busca de votos. Trabalhará em conjunto à sua campanha, já que é candidato certo à reeleição. Iso Moreira (PSDB) -------------------------------------------------------------------------------- Quem apóia? Marconi Perillo Por quê? Líder do PSDB na Assembléia Legislativa, o deputado estará com Marconi, apesar da frustrada aliança com o PMDB no ano passado, quando apoiou Wagner Guimarães à prefeitura de Rio Verde. Padre Ferreira (PSDB) -------------------------------------------------------------------------------- Quem apóia? Marconi Perillo Por quê? O parlamentar da igreja Fonte da Vida tem ligações muito grandes com o senador desde o início da sua vida pública. Na Câmara de Goiânia fez oposição forte ao PMDB e na Assembléia mantém atuação ligada a Marconi. Fábio Souza (PSDB) -------------------------------------------------------------------------------- Quem apóia? Iris Rezende Por quê? Foi eleito com grande ajuda do prefeito, em 2006, e sua atuação sempre foi a de exaltar o líder peemedebista. Apesar de alguns desgastes internos, seguirá o prefeito no projeto que ele escolher. Thiago Peixoto (PMDB) -------------------------------------------------------------------------------- Quem apóia? Marconi Perillo Por quê? Foi presidente da Comissão de Constituição e Justiça, a mais importante da Casa, durante o governo de Marconi. Isto quer dizer que tem confiança por parte do tucanato. Já defende que o seu partido, o DEM, apoie o senador para o governo. Hélio de Souza (DEM) ------------------------------------------------------------------------------- Quem apóia? Iris Rezende Por quê? Diferentemente de 2006, quando o então prefeito de Catalão, Adib Elias, disputou a indicação da candidatura ao governo, desta vez o presidente regional do partido já defende Iris. A deputada, sua esposa, certamente o seguirá. Adriete Elias (PMDB) -------------------------------------------------------------------------------- Quem apóia? Marconi Perillo Por quê? Tem um histórico ligado ao senador, tanto na Assembléia quanto em sua atuação política. Junto com Hélio e o ex-deputado Vilmar Rocha, foi um dos que defendeu que o partido deveria estar com Marconi e Alcides, em 2006. Nilo Rezende (DEM) -------------------------------------------------------------------------------- Quem apóia? Iris Rezende Por quê? É a maior liderança peemedebista de Rio Verde, quinto maior município do Estado em número de eleitores. Assim como a maior parte do PMDB apoiará Iris e dará suporte à sua postulação no sudoeste. Wagner Guimarães (PMDB) -------------------------------------------------------------------------------- Quem apóia? Marconi Perillo Por quê? É o representante de Luziânia na Assembléia Legislativa e nutre aliança política com o prefeito Célio Silveira, marconista de primeira hora. Além disto o PTB já anunciou apoio ao senador, o que facilitará a sua vida. Cristovão Tormin (PTB) -------------------------------------------------------------------------------- Quem apóia? Iris Rezende Por quê? Foi líder do prefeito durante a sua permanência na Câmara Municipal e segue a risca as orientações de Iris. Sem dúvida estará com o peemedebista, caso ele for candidato. Caso contrário, estará com o candidato que ele apoiar. Samuel Belchior (PMDB) -------------------------------------------------------------------------------- Quem apóia? Marconi Perillo Por quê? Apesar de fazer parte de um partido que tende apoiar o projeto do governador Alcides, a deputada seguirá o tucano. Vale lembrar que o conselheiro do TCE, Sebastião Tejota, seu marido, tem forte ligações com Marconi. Betinha Tejota (PSB) -------------------------------------------------------------------------------- Quem apóia? Iris Rezende Por quê? Liderança de Jataí, cidade importante onde o PMDB recuperou a sua hegemonia política, o deputado não terá problemas em apoiar Iris Rezende. Em 2010, lutará pela sua reeleição ao parlamento. Romilton Morais (PMDB) -------------------------------------------------------------------------------- Quem apóia? Marconi Perillo Por quê? É integrado com o senador Marconi Perillo e com o deputado Jovair Arantes, marconista de carteirinha. Representa o setor da segurança pública, pasta também priorizada pelo tucano em seu governo. Coronel Queiroz (PTB) -------------------------------------------------------------------------------- Quem apóia? Iris Rezende Por quê? Apagado no parlamento, já deu mostras de que continuará e seguirá o seu partido na sucessão de 2010. Disputará a reeleição dando suporte a uma candidatura do prefeito de Goiânia para governador. Luís Carlos do Carmo (PMDB) -------------------------------------------------------------------------------- Quem apóia? Iris Rezende Por quê? Líder do PMDB na Assembléia, a deputada faz coro ao restante do partido em relação à naturalidade do prefeito. É esposa do prefeito de Goianésia, Gilberto Naves, que também dará apoio a uma candidatura de Iris. Mara Naves (PMDB) -------------------------------------------------------------------------------- Quem apóia? Iris Rezende Por quê? É apoiado pela Igreja Universal e fará dobradinha com o secretário de Administração de Goiânia, Jorge Pinheiro (PRB), que tentará vaga na Câmara Federal. Assim, continuará dando suporte ao clã peemedebista. Miguel Ângelo (PMDB) -------------------------------------------------------------------------------- Quem apóia? Iris Rezende Por quê? Vive uma situação muito polarizada em Porangatu, sua principal base eleitoral. Apoiará Iris Rezende para fazer contraposição ao deputado Júlio da Retífica (PSDB), que comandará a frente marconista, no norte do Estado. Vanuza Valadares (PSC) -------------------------------------------------------------------------------- Quem apóia? Iris Rezende Por quê? Articulou o apoio de seu partido em prol da candidatura do prefeito à reeleição, no ano passado. Tem ligações próximas ao Paço, tanto que indicou Miguel Thiago, seu aliado, para a Agência Municipal de Trânsito (ex-SMT). Luís César Bueno (PT) -------------------------------------------------------------------------------- Quem apóia? Rubens Otoni Por quê? Sem clima para apoiar Iris ou Marconi, o deputado apoiará a tese da candidatura própria, assim como fez na sucessão municipal, no ano passado. Como o nome do deputado Rubens Otoni é o que mais une, o petista não terá dúvidas. Mauro Rubem (PT) -------------------------------------------------------------------------------- Quem apóia? Rubens Otoni Por quê? Aliado de primeira hora do deputado Rubens Otoni, o parlamentar já 'faz campanha' em favor da candidatura própria. Principalmente porque se Rubens for candidato majoritário, Aidar ganhará o seu apoio para a Câmara Federal. Humberto Aidar (PT) -------------------------------------------------------------------------------- Quem apóia? Henrique Meirelles Por quê? Desde que assumiu o mandato o deputado é alinhado com o Palácio das Esmeraldas. Propôs a polêmica PEC de diminuição de repasses a órgãos de Ciência e Tecnologia e é um dos mais fortes governistas. Seguirá Alcides. Wellington Valim (PT do B) -------------------------------------------------------------------------------- Quem apóia? Henrique Meirelles Por quê? Único pepista da Casa depois da saída de Carlos Silva para a Celg, o parlamentar já defende candidatura própria de seu partido e garante que a opção número um do governador é o presidente do Banco Central. Ozair José (PP) -------------------------------------------------------------------------------- Tendência Quem deve apoiar? Marconi Perillo Por quê? O presidente da Assembléia é um dos mais difíceis de se prever, mas nos últimos dias aumentaram as apostas de que ficará com o tucano. Pode apoiar também uma candidatura de Meirelles, lembrando que era membro do antigo grupo meirellista. Helder Valin (PSDB) -------------------------------------------------------------------------------- Quem deve apoiar? Marconi Perillo Por quê? Tende a apoiar o tucano, mas pode ficar refém de seu partido. Isto porque o PR deve seguir os partidos do presidente Lula, apoiando a candidatura de Iris Rezende ou até mesmo uma investida de Henrique Meirelles. Cilene Guimarães (PR) -------------------------------------------------------------------------------- Quem deve apoiar? Marconi Perillo Por quê? Tem o mesmo problema de Cilene Guimarães. Se depender dele, não tem dúvidas em apoiar o senador tucano, mas aguarda definição do partido. Tem grande aproximação com Marconi. Cláudio Meirelles (PR) -------------------------------------------------------------------------------- Quem deve apoiar? Marconi Perillo Por quê? Tudo indica que estará com o senador. A única dúvida é em relação ao grupo de Aparecida, do qual faz parte, encabeçado pelo vice-governador Ademir Menezes (PR), e que ainda não decidiu seu caminho. Marlúcio Pereira (PTB) -------------------------------------------------------------------------------- Quem deve apoiar? Marconi Perillo Por quê? Apesar de estar no PDT, partido que participa da administração municipal de Goiânia, o deputado tem ligações muito próximas à base aliada do governo estadual. Ele, porém, não se arriscaria em seguir o projeto de Alcides. Misael Oliveira (PDT) -------------------------------------------------------------------------------- Quem deve apoiar? Marconi Perillo Por quê? O deputado é voz quase única pró-Marconi em seu partido. Pode estar com o senador, mas também há possibilidade de apoiar o projeto de Alcides, caso o partido o pressione. A cúpula do PT do B é alcidista. Tiãozinho Costa (PT do B) -------------------------------------------------------------------------------- Quem deve apoiar? Iris Rezende Por quê? Desde as eleições municipais, quando deixou o grupo de Aparecida para apoiar o prefeito Maguito Vilela, tem acompanhado o caminho do peemedebista. Mesmo assim, ainda faz parte da base governista, o que gera dúvidas. Dr. Valdir Bastos (PR) -------------------------------------------------------------------------------- Quem deve apoiar? Henrique Meirelles Por quê? Como líder do governo, tem defendido bravamente a administração de Alcides e pode ir para o PP. Se não tiver a janela de filiações, porém, ficará com o seu partido e apoiará a candidatura de Marconi Perillo. Evandro Magal (PSDB) -------------------------------------------------------------------------------- Quem deve apoiar? Henrique Meirelles Por quê? Tem o mesmo dilema de Magal. A diferença que a deputada já está de malas prontas para o PP, só esperando a janela. Caso esta não venha, pode não sobrar alternativa do que continuar e empunhar a bandeira do PSDB. Laudeni Lemes (PSDB) -------------------------------------------------------------------------------- Indefinidos Quem pode apoiar? Marconi Perillo ou Henrique Meirelles Por quê? Ainda é cota do PSDB, mas não possui ligações com o senador Marconi depois da eleição para a mesa diretora de 2004. Era do grupo meirellista, mas já há comentários de que pode ser forçado a apoiar o tucano. Samuel Almeida (PSDB) -------------------------------------------------------------------------------- Quem deve apoiar? Qualquer um Por quê? É visto muito mais como um governista do que um oposicionista. O seu passado (já foi filiado ao PSDB) e a sua recente aproximação com Alcides coloca um ponto de interrogação no seu futuro político. José Nelto (PMDB) -------------------------------------------------------------------------------- Quem deve apoiar? Qualquer um Por quê? É mais governista do que José Nelto, tanto que sempre segue o Palácio em votações polêmicas. A sua filiação o coloca como um provável apoiador de Iris, mas ninguém se surpreenderá se não seguir este caminho. Paulo César Martins (PMDB) -------------------------------------------------------------------------------- Quem deve apoiar? Qualquer um Por quê? Aliado forte ao governo estadual, mas segue a cartilha do prefeito de Itumbiara, José Gomes da Rocha (PP). O pepista é próximo a Alcides, Marconi e Iris, e pode apoiar qualquer um dos três. Álvaro Guimarães (PR) ------------------------------------------------------------------------------- Quem deve apoiar? Henrique Meirelles ou Marconi Perillo Por quê? É da base aliada, está em um partido alinhado com o senador, mas pode apoiar o projeto de Alcides, já que tem fortes relações com o secretário Jorcelino Braga. O embate com o PSDB, nas eleições de 2008, também desgastaram as relações. Frei Valdair (PTB) -------------------------------------------------------------------------------- Quem deve apoiar? Iris Rezende ou Henrique Meirelles Por quê? Tinha tudo para apoiar o prefeito Iris Rezende, mas preferiu se afastar do PMDB e compor com o governo. Recentemente vem votando contra o Palácio, o que deixa dúvidas sobre o seu futuro. Isaura Lemos (PDT) ‘Vice-governador é trunfo do PR’ Vanderlan VieiraVanderlan Vieira, também se revelou um político promissor. A frente da prefeitura do município pela segunda vez, o republicano promoveu avanços na cidade, em todas as áreas. Em visita à Tribuna, na quinta, 14, Vanderlan fez um balanço desses primeiros meses do segundo mandato, e falou do impacto causado pela diminuição do repasse de verbas federais para a administração municipal. Presidente da Ammeg, Vanderlan elogia a integração entre os prefeitos da região metropolitana e aponta problemas enfrentados pelos municípios do entorno de Goiânia. Aline Mil, Anapaula Hoekveld, Eduardo Sartorato e Elizeth Araújo -------------------------------------------------------------------------------- Tribuna do Planalto - O prefeito de Santa Cruz, Esley Augusto Dâmaso (PP), esteve aqui na Tribuna há alguns dias e reclamou que nada do que foi prometido pelo governo federal foi cumprido e que os prefeitos não puderam parcelar o alongamento da dívida com o INSS, e nem pegaram ainda o dinheiro da reposição da perda do FPM. O que o senhor tem a dizer sobre isso? Vanderlan Vieira - A questão do INSS até hoje não foi resolvida. Mas, a gente sabe que até que se conclua a parte burocrática, realmente demora alguns dias. Isso foi anunciado hás uns trinta dias. Então, eu acredito que ainda demora uns 60, 90 dias para que seja concluído. A liberação dos recursos para repor as perdas do FPM foi aprovada, se não me engano, a semana passada, e acredito que esse será mais rápido. Acredito que até o final do mês a reposição já vai estar na conta das prefeituras. A reclamação dele é que, como o governo federal fez um anúncio com muito estardalhaço, a comunidade está cobrando dos prefeitos e os prefeitos estão em uma saia justa. O sr. acha que procede essa reclamação? Eu acho que o governo federal deu uma ajuda muito grande aos municípios. Muitos até não esperavam que fosse anunciada uma ajuda tão rápido. E é lógico que o governo, fazendo esse anúncio, iria dar uma divulgação muito grande como ele fez quando ajudou os municípios. Agora, a gente tem de convir que é preciso esperar a resolução da questão burocrática. Por mais que o presidente seja a maior autoridade do País, ele tem de obedecer aos trâmites legais. Senador Canedo sofreu com essa diminuição do FPM? Sofreu bastante. Todas as cidades sofreram. Qual o impacto dessa redução? No ano passado os municípios receberam do bolo tributário em torno de R$ 52 bilhões. Para este ano estão previstos R$ 44 bilhões, ou seja, vão diminuir 8 bilhões. Particularmente acho desigual essa distribuição: O município deveria participar pelo menos com o dobro ou o triplo do que é repassado hoje aos municípios, e passar algumas outras obrigações que hoje estão com os municípios, mas eles não recebem por esses serviços prestados, como segurança, cadeia, uma parte do Judiciário e tantas outras obrigações que hoje passam para os municípios, mas que não chegam recursos para estas despesas. Acho que se houvesse a municipalização de direito, porque de fato já está, desses serviços, o certo seria repassar esses recursos para o município para bancar preso, bancar funcionário para Judiciário, para delegacia, para cadeia, combustível para alguns órgãos estaduais, principalmente. Então, deveria municipalizar realmente e dar condições como é feito na Europa e Estados Unidos, em que o município fica com a maior parte da arrecadação do bolo tributário. E a Reforma Tributária, prefeito, é um avanço no sentido de dar mais autonomia aos municípios? Eu vejo a Reforma Tributária como uma saída. Ela tem de se fazer de alguma forma, para que se corrija essa questão da distribuição dos impostos. Pelo que já vi e estive conversando até mesmo com o deputado Sandro Mabel, que é o relator da matéria, sobre a questão das contribuições, o que está se fazendo na reforma agora é passar para os municípios mesmo que gradativamente uma grande parte dessas contribuições que vão se transformar praticamente em um imposto só. Aí, sim, os municípios terão condições melhores de ter os seus recursos e atender a população. O sr. assumiu recentemente a Associação dos Municípios da Região Metropolitana, Ammeg. Como está a integração entre esses municípios? Com a crise, os prefeitos resolveram se unir mais. E a gente está sentindo isso tanto na AGM quanto nas associações regionais. No caso da nossa associação, os prefeitos agora estão mais unidos, principalmente para buscar soluções para os problemas da Região Metropolitana. Tivemos uma reunião agora com discussões amplas sobre anel viário, que está esquecido, está parado no tempo. Goiânia até hoje não ter o seu anel viário concluído é uma vergonha. Isso é uma vergonha não só para os municípios que acompanham a Região Metropolitana, mas para a classe política como um todo, porque é ela que representa o Estado. Com certeza ela se sente envergonhada de não resolver o problema do anel viário. Em quase todas as cidades em que a gente chega hoje neste Brasil afora tem o anel viário e Goiânia ainda não tem por questões, às vezes, políticas, por birra. Estou vendo agora que o próprio governador está muito interessado por causa da Copa do Mundo. Copa sem anel viário, pode esquecer. O trânsito está terrível ao redor de Goiânia. Como o sr. avalia a área do transporte. Ela avançou? Acho que o transporte coletivo vai ser resolvido quando tiver um metrô de superfície em Goiânia. Por mais que você coloque ônibus, não adianta. Pode colocar mais dois mil ônibus aí, porque não vão andar. O problema vai continuar. Então, se não colocar mais corredores, se não colocar um metrô de superfície em Goiânia, pode inventar ônibus com ar-condicionado, computador de bordo. Pode pôr até cama, que não vai resolver. O pessoal vai sair e para andar cinco quilômetros vai demorar duas horas. Então, a solução que eu vejo do trânsito de Goiânia é o metrô de superfície. E aquele projeto do sr. de estender o Eixo Anhanguera até Senador Canedo? Isso, na verdade, é um sonho nosso e um compromisso do governo do Estado, firmado em 2006. Teve algum andamento? Eu não tive ainda uma informação do governo. A informação que tenho é que o Eixo iria até a região de Senador Canedo, que é no Jardim das Oliveiras. Porém, não fui comunicado oficialmente que o Eixo Anhanguera vai ser estendido até Senador Canedo ou até Trindade. Eu acredito que está em estudo e esse compromisso do governador Alcides Rodrigues, como o compromisso a duplicação da GO- 403 e do Estádio de Futebol de Senador Canedo, ainda precisa ser resgatado. Mas ainda está em tempo e, com certeza, o Eixo Anhanguera chegando a Senador vai ser um grande avanço. O sr. falou da integração da Região Metropolitana. E a sua integração com o prefeito de Goiânia, como é o relacionamento de vocês? É excelente. Sempre que a gente precisa ele está pronto para atender e ajudar. Desde que assumiu, o prefeito tem procurado em conjunto conosco resolver os problemas de divisa, e praticamente todos já foram resolvidos. Como o sr. avalia este início de segundo mandato, que já começa com essa crise dos municípios em relação às verbas? Nós antecipamos um pouco a crise e fizemos uma reforma logo após as eleições. Começamos no mês de outubro e concluímos no mês de novembro. Então, essa reforma que fizemos é que está nos ajudando a atravessar esta crise. Com o planejamento feito no ano passado, a gente está conseguindo até aumentar o número de trabalhadores na prefeitura, com relação ao ano passado. Quais os principais problemas que a cidade enfrenta hoje? São muitos. Temos problemas de transporte coletivo, que ainda é crítico. Porém, temos um problema crítico, que é a questão do esgotamento sanitário. Nós estamos trabalhando e buscando alternativas de estações de tratamento mais modernas, mais compactas, de um custo mais baixo. E em relação à construção do alcooduto, prefeito, quais as suas perspectivas? A nossa esperança é que seja construído, mas a cada dia que passa parece que está ficando mais distante o início da construção do alcooduto. Faltam recursos. Muitas pessoas investiram em usinas no Estado de Goiás, no Tocantins, então, acredito que pode ser prorrogado aí por mais dois ou três anos, mas a obra vai sair. Prefeito, o sr. é um dos que acreditam na vinda do Henrique Meirelles a Goiás para se candidatar em 2010. Essa opinião é do PR ou não? Essa é uma opinião minha, pessoal. Para mim, o que está desenhando é que o Henrique Meirelles viria para ser candidato pelo PP e que o prefeito Iris Rezende iria para o Senado. Mas , temos o vice-governador, Ademir Menezes, que é um candidato natural. E se o governador sair e o Ademir ficar, seria até desrespeitoso da minha parte dizer que o nosso candidato seria Henrique Meirelles ou Iris Rezende ou Marconi Perillo. Então, o Ademir seria a alternativa do PR para a candidatura ao governo? Ele é o candidato natural sendo vice-governador. Se ele pleitear e o partido realmente apoiar e tiver mais partidos apoiando eu creio que ele será candidato. O futuro político do PR fica indefinido até março. A tendência é essa? Acredito que até março não se define nada porque o partido precisa saber antes se o governador vai sair, se o Ademir vai ficar, e também eu acredito que o vice-governador não vai querer ser candidato à reeleição no caso de ele assumir simplesmente por querer. Tem de ver a base de apoio, as pesquisas, se realmente vai haver condições para isso. Mas o que eu volto a afirmar é o seguinte: que ele é o candidato natural. Então, nós como membros do PR até em respeito a ele, que é o vice-governador, não podemos falar em apoio a outra candidatura que não seja a dele à reeleição. Mas é um projeto do PR lançar candidato em 2010? O PR ainda está conversando. Aliás, ele está mais ouvindo os candidatos do que tendo realmente um projeto que seja o Ademir ou que seja outro para 2010. O sr. acha que Ademir Menezes é um nome forte o suficiente para ser candidato, levando em consideração os dois nomes que já estão colocados, do prefeito Iris e do senador Marconi? Olha, uma coisa é ele hoje como vice-governador e outra é ele como governador e candidato à reeleição. Então, vai depender muito do projeto que ele fizer antes, se ele for assumir o governo, que, com certeza, se tiver esse pensamento, já deve ter algum projeto elaborado para ser executado em curto espaço de tempo. Então, vai depender muito da capacidade dele neste período dele assumir e ser candidato à reeleição. Eu vejo assim com potencial. Se ele chegar e já implantar projetos, pode ter grande retorno. Existem muitos projetos simples que podem ser executados em pouco tempo. Mas aí o sr. está considerando que ele vai assumir o governo. Para ele assumir, o governador Alcides tem de sair. O sr. acredita nessa possibilidade? Essa é uma dúvida que todo mundo tem hoje. O governador é muito fechado e ninguém consegue tirar praticamente nada dele. Então, ninguém sabe ainda. Pode sair, pode não sair. Esta é dúvida que todos têm. Será que ele vai disputar um cargo ou será que não vai. Então, Ademir Menezes com o vice-governador não tem tanta força como governador, com a máquina na mão. Além de contar com esta saída do governador, o que o PR tem feito para se fortalecer? Eu acho que um dos maiores trunfos do PR hoje é ter o vice-governador. Se você pegar aí a história anterior, quem é o governador Alcides? Ele foi vice-governador do Marconi. Então, Ademir é um candidato natural. Acho que o processo eleitoral em 2010 vai passar pelo PR. Não tem jeito. Nós temos o vice-governador. Então, o maior trunfo do PR hoje é ter o vice-governador. Hoje, prefeito, existem dois projetos aí bem claros. O projeto do PSDB e o do PMDB. Independentemente de nomes, dentro desses dois projetos, com qual o PR se identificaria mais hoje? Acho que esta resposta quem estaria mais capacitado para dá-la é o presidente do partido, o Sandro Mabel. No meu caso, por exemplo, eu me dou bem com todos. Tenho uma admiração e um carinho especial pelo prefeito Iris Rezende. Ele é um político que tem uma história. O senador Marconi Perillo me ajudou muito quando comecei em Senador Canedo. O Henrique Meirelles, eu o conheço pouco. Falei com ele uma ou duas vezes, mas acho que se ele vier realmente a ser candidato o prefeito Iris possivelmente desistirá da candidatura ao governo. ‘Município parecia vila suja de Goiânia’ Então o sr. acredita numa polarização nesta eleição? A única certeza que a gente tem hoje é que o senador Marconi Perillo é candidato. Porque é o único que está fazendo campanha 24 horas por dia e é o jeito dele. O senador Marconi faz política 24 horas por dia, anda o Estado todo, é uma pessoa muito querida e em todos os lugares que vai é muito bem recebido. Então, ele é o único que a gente vê aí que está fazendo campanha. O Henrique Meirelles na campanha passada, eu estou vendo que vai ser a mesma coisa de 2006. Vem não vem. É não é. Então, há muita especulação. Ele mesmo não falou nada, até mesmo porque ele é presidente do Banco Central. E se ele anunciar que é candidato vai ter de sair imediatamente, é uma questão de estratégia. Mas hoje se formos analisar o senador Marconi Perillo é um candidato fortíssimo, que vai dar muito trabalho para quem quer que seja: Henrique Meirelles, Iris Rezende, ou qualquer um que vier. Ele vai dar muito trabalho. O sr. se sente à vontade hoje se por acaso o caminho for apoiar o senador Marconi Perillo já que existe um problema pessoal do presidente do partido com o senador? Olha, o problema pessoal que estiver no passado não influencia, porque se influenciasse o PR não teria apoiado o Marconi Perillo para o Senado e o Alcides para governador nas eleições de 2006. Naquela época o problema, da história do mensalão, estava em uma fase bem mais complicada. Então, isso não influencia. O deputado Sandro Mabel sempre respeitou a decisão do partido, ele não define nada sozinho, sempre define com todos os companheiros do partido. Assim, o que ficar acertado, tenho certeza de que o Sandro vai respeitar, e ele tem falado isso, que a decisão não é só dele. E realmente, desde que estou no partido, nunca foi somente dele. Como deve ser essa preparação do partido para 2010? Vai haver encontros e um esforço maior para filiar lideranças? Como vai ser essa estratégia? Isso já está acontecendo, só que se trabalha muito nos bastidores com relação a aumentar o número de filiados e de potenciais candidatos, porque isso é como desenvolver um produto numa empresa. Se tiver desenvolvendo e mostrar antes da hora a concorrência vem em cima e leva. Então, estamos conversando com muita gente que possivelmente vai ser candidato tanto a deputado estadual quanto federal, para termos uma chapa boa que aumente a representatividade do partido. A expectativa do partido é aumentar a bancada em 2010? Acho que todo partido quer crescer. Então, o objetivo é esse: o partido quer crescer e também quer ser respeitado. Prefeito, o fato do partido participar da administração municipal, da estadual e também da federal ajuda ou atrapalha na hora de definir o rumo para as eleições de 2010? Não houve acordos para as eleições de 2010, então o partido está livre para definir e tomar as posições no momento certo. E o futuro político do sr.? Existe uma possibilidade do sr. se candidatar agora em 2010 para deputado federal? Essa questão de candidatura é mais especulação. Nunca me passou pela cabeça ser candidato a federal. A gente tem tido algumas conversas com companheiros, amigos que são possíveis candidatos, com propostas, mas o projeto nosso ainda é Senador Canedo e terminar os quatro anos no município. São vários os problemas financeiros que o governo enfrenta. Com a dívida da Celg, a agenda positiva, acaba não vindo ou vindo em doses menores. Como o sr. vê essas dificuldades do governo? Se você observar nos outros Estados, por exemplo a questão de arrecadação de impostos estaduais, houve uma queda muito grande. Aqui, devido às providências que foram tomadas nos últimos dois anos, o Estado de Goiás este ano não está tendo queda, perda de receita. Isso reflete tanto no Estado quanto para os municípios. O que tenho falado a alguns prefeitos é que embora às vezes não esteja chegando aos municípios os recursos, o déficit foi superado graças às atitudes e as medidas que foram tomadas pelo governo do Estado com o corte de muitos abusos. O governo cortou créditos absurdos que existiam, como créditos outorgados, alguns incentivos fiscais e mais algumas cadeias produtoras que tinham aí que, na verdade, agregavam pouca coisa ao Estado. No caso da Celg, a gente vê coisas absurdas, contratos absurdos que foram colocados ali e não dá para entender muito bem de como você compra uma energia talvez por R$ 80, R$ 100 o quilowatt e vende por quatrocentos e dá prejuízo. Então, alguma coisa está errada. O presidente novo, Carlos Silva, pelos cortes anunciados, em pouco tempo vai contornar a situação. Muito se fala que a arrecadação de Senador Canedo é alta por conta do petróleo. Isso é mito? Nós temos hoje a arrecadação principal do município oriunda do ICMS. Temos no município, indústrias, o frigorífico, que no momento está fechado, que era um dos maiores empregadores depois da prefeitura, que é o Goiás Carne, e a Petrobras. A Petrobras ainda é a maior fonte arrecadadora de ICMS, até porque o FPM praticamente vem quase tudo descontado por dívidas anteriores. Mas, a Petrobras está no município desde 1995, e algumas pessoas questionam isso. E eu gosto de lembrar que a Petrobras está lá desde 95 e se você for observar a cidade de Senador Canedo até 2004, parecia que era uma vila das mais sujas e desorganizadas de Goiânia. E de 2005 para cá é que a gente começou a arrumar a cidade. Estamos construindo uma nova cidade em todos os aspectos, desde saúde, educação, infraestrutura e agora trabalhando para resolver definitivamente o problema da água e do esgotamento sanitário. O que os prefeitos esperam do governo estadual agora para este ano e para o ano que vem, em termos de obras e de repasses de recursos do governo estadual? A gente espera que comece a liberação de alguns convênios para asfalto. Além disso, a gente está vendo o governador muito preocupado com relação à moradia, tanto é que aumentou o cheque moradia de R$ 8 para R$ 15 mil e está desenvolvendo projetos de casas em parceria, e eu acredito que vai haver aí um mutirão para executar asfalto e moradia num prazo recorde, porque senão não dá nem tempo mais. Essas dificuldades que o governador tem hoje podem impedir que ele tenha uma influência maior nas eleições do ano que vem? Com certeza. Se o governo leva obras aos municípios, todos ficam satisfeitos e isso se reflete em votos. Então, quem ele tiver apoiando vai ter um ganho com isso. E ele próprio, se for candidato, com certeza, com obras, com benfeitorias vai estar todo mundo rindo para as paredes. Se não há obras, como ter ganho político? O governador está com muitos projetos e muitos convênios para serem feitos com os municípios e vai conseguir recuperar esse tempo perdido. PMDB é mais ele![]() Para os governos, bons tempos aqueles onde o presidente do Senado ou da Câmara, diante do pedido de criação de uma CPI com o número de assinaturas necessárias, podia arquivá-lo a qualquer pretexto. Um dia o Supremo Tribunal Federal decidiu: CPI é direito da minoria. Satisfeitas as exigências para ser criada, ela deve funcionar de imediato. Uma penca de motivos conspirou para que a oposição derrotasse o governo na batalha pela criação da CPI da Petrobrás, destinada a investigar possíveis podres da empresa detectados pelo Ministério Público e o Tribunal de Contas da União. José Sarney (PMDB-AP), presidente do Senado, não vê a hora de outro assunto atrair o interesse da mídia ocupada há três meses em expor escândalos protagonizados por seus pares. Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo no Senado, ainda não engoliu a demissão do irmão e da cunhada antes alojados na Infraero. Fez um discurso colérico contra o ministro Nelson Jobim, da Defesa. Ouviu como resposta que suas críticas eram “irrelevantes”. Jucá não mexeu um dedinho para evitar a derrota do governo. Não deu um telefonema para pedir a ninguém que retirasse a assinatura do requerimento de criação da CPI. Gedel Vieira Lima, ministro da Integração Nacional e cabeça coroada do PMDB, celebrou em rigoroso silêncio o êxito da oposição. José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobrás e baiano como ele, é nome forte para concorrer a uma vaga no Senado em 2010. Gedel sonha em tomar o lugar do governador Jaques Wagner (PT). Mas não descarta a hipótese de se compor com Wagner e sair candidato ao Senado. Gabrielli só o atrapalha. Renan Calheiros (PMDB-AL) manteve-se distante do empenho da oposição em recolher assinaturas para instalar a CPI e do esforço de última hora do governo em reduzir o número de assinaturas. Para não ser apontado como omisso, no início da noite da última sexta-feira telefonou para um dos líderes da oposição: “E aí, como estão as coisas?” O tal líder respondeu: “As coisas estão bem”. A conversa foi curta. Renan nada pediu. Estão frias as relações de Renan com o governo e o PT desde que ele escapou de ser cassado pelo uso de um lobista de empreiteira para pagar despesas de uma ex-amante. O PT votou a favor da absolvição dele. Em troca, Renan foi obrigado a renunciar à presidência do Senado. Em fevereiro passado, para aborrecimento de Lula, Renan elegeu Sarney presidente contra Tião Viana, candidato do PT e do PSDB. Nada mais favorável a um partido predador como o PMDB do que um governo carente de sua ajuda para chegar a bom termo. Sem um PMDB compacto ao seu lado, Lula jamais conseguirá eleger Dilma Rousseff presidente. E basta que o PMDB do Senado faça um pouco de corpo mole para que a CPI da Petrobrás provoque uma forte dor de cabeça em Lula e, de quebra, na própria Dilma. No escurinho dos gabinetes do PMDB são poucos no momento os que ainda apostam suas fichas na eleição de Dilma. Nada a ver com a saúde dela. A maioria simplesmente acredita mais nas chances de uma chapa presidencial encabeçada pelo governador José Serra e tendo o governador Aécio Neves como vice. Acha que essa chapa sairá do forno até o fim do ano. E que quando sair não haverá mais para ninguém. Até lá, o melhor negócio para o PMDB é garantir “a governabilidade”, mantendo os cargos que tem e ganhando outros. Haverá de tirar vantagem dos nomes de que dispõe para disputar governos estaduais e vagas no Senado. A composição com o PT será difícil em vários Estados. A força de atração do PSDB reside paradoxalmente em sua fraqueza: tem poucos nomes fortes para os governos e o Senado. Nem por isso o futuro reserva ao PMDB uma aliança formal com o PSDB. O mais razoável é que ele nem vá com Dilma nem com Serra para poder, aqui e ali, ir com um e com o outro de acordo com suas conveniências. Caso queira governar, qualquer um que vença governará com o PMDB. Oposição quer privatizar Petrobras, diz ministro sobre CPIPara Paulo Bernardo, oposição quer 'desmoralizar' empresa.
Nelson Jobim diz que CPI quer antecipar processo eleitoral de 2010. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse nesta segunda-feira (18) que a oposição, com a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis irregularidades na administração contábil da Petrobras, pretende "desmoralizar" a empresa com o intuito de privatizá-la. "O que o PSDB gostaria mesmo é de privatizar a Petrobras e eles não conseguiram fazer isso no governo Fernando Henrique [1995-2003]", disse. "Provavelmente vão querer desmoralizar a Petrobras para fazer isso no futuro, mas tenho certeza de que não vão conseguir." Bernardo afirmou que o governo vai esclarecer todas as suspeitas levantadas contra a petrolífera estatal. "E vamos continuar fazendo investimentos na área do pré-sal normalmente, mantendo a Petrobras com a grande empresa que é", destacou. Na justificativa do pedido de CPI, protocolado na última quarta-feira (13), o senador tucano Álvado Dias (PR) manifesta preocupação com as seguidas denúncias contra a Petrobras e a ANP. “É preocupante que a maior empresa estatal brasileira tenha passado a freqüentar as páginas policiais da imprensa." Segundo Bernardo, o Brasil anda na contramão da tendência mundial. "Enquanto os grandes países desenvolvidos estão fazendo tudo para proteger suas empresas, nós fazemos alguma coisa para derrubar a maior empresa do continente sul-americano", reclamou. "A oposição, no seu afã de dificultar as coisas para o governo pode prejudicar uma empresa que é uma das maiores do mundo." O ministro do Planejamento ressaltou, no entanto, que a instalação da CPI não conseguirá paralisar as atividades do governo. "Nós vamos acompanhar essa gritaria que estão fazendo, mas de forma alguma vamos deixar paralisar. Nem as ações de investimento da Petrobras serão paralisadas, nem o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), nem o programa Minha Casa, Minha Vida. Vamos tocar tudo normalmente", assegurou Bernardo. Jobim Para o ministro da Defesa, Nelson Jobim, a criação da CPI da Petrobras representa uma antecipação do processo eleitoral de 2010. "Isso tudo aí é briga política, se chama 2010", disse Jobim a jornalistas após participar da abertura de um encontro de fuzileiros navais. A leitura do requerimento na sexta-feira para criação da CPI, primeiro passo no processo de instalação da comissão, foi comandada pelo PSDB, partido que rivaliza com o PT na sucessão presidencial do ano que vem. Mesmo o Democratas, aliado dos tucanos, não têm interesse na CPI. Nelson Jobim, que é do PMDB, acredita que a oposição vai criar novos fatos políticos ao longo deste ano para tentar enfraquecer o governo. "Vai haver a partir dessa antecipação do processo eleitoral uma enormidade de retaliações, que são naturais, considerando a eleição de 2010. Não existem regras para isso. As coisas acontecem", disse. Exame confirma que deputado estava embriagado em acidente no PRresultado do exame de dosagem alcoólica feito na amostra de sangue do deputado estadual Fernando Ribas Carli Filho (PSB) comprovou que o parlamentar estava embriagado no momento do acidente que matou dois jovens em Curitiba, na madrugada de quinta-feira (7).
De acordo com a análise, realizada pelo Instituto Médico-Legal (IML) de Curitiba e divulgado no fim da manhã desta segunda-feira (18) pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), havia no sangue do deputado 7,8 decigramas de álcool por litro de sangue. Para o Código Brasileiro de Trânsito (artigo 306), a apresentação de dosagem acima de 6 decigramas já é considerada crime, e o nível tolerado é de 2 decigramas O material examinado pelo IML foi coletado pelo Hospital Evangélico para exames clínicos logo após o acidente, mas só uma semana depois do acidente, quando a Delegacia de Delitos de Trânsito (Dedetran) solicitou as amostras de sangue . “Hoje é possível afirmar com 100% de certeza que o deputado estava sob influência alcoólica no momento da colisão”, disse à Agência Estadual de Notícias o delegado Armando Braga de Moraes Neto, da Dedetran, que acompanha as investigações. Segundo a Sesp, para a conclusão do inquérito ainda falta finalização de outros laudos periciais, como o de levantamento do local de morte, que possibilitará compreender a dinâmica da colisão e a possível velocidade dos veículos envolvidos, e o resultado da necropsia das vítimas. Ainda nesta semana a polícia pretende realizar a reconstituição do acidente. Família das vítimas A empresária Cristiane Yared e a auxiliar de limpeza Vera de Almeida passaram a semana anestesiadas pela dor. Vera e Cristiane perderam seus filhos Carlos Murilo, de 20 anos, e Gilmar Rafael, de 26 anos. O carro onde eles estavam colidiu com o veículo dirigido pelo deputado estadual Fernando Carli Filho (PSB). O deputado estadual, de 26 anos, estava com a habilitação suspensa. Ele tinha 130 pontos na carteira. Nos últimos seis anos recebeu 30 multas, 23 por excesso de velocidade. O acidente aconteceu quase 1h da manhã, horário em que, com menos carros circulando, os semáforos piscam a luz amarela, em alerta, em vários cruzamentos de Curitiba. É um sinal para que os motoristas diminuam a velocidade, olhem com atenção e só então avancem. Testemunhas dizem que o deputado ignorou todos esses cuidados e acabou acertando em cheio o primeiro carro que cruzou o caminho dele. As câmeras do posto de combustível que fica na esquina onde ocorreu o acidente registraram as últimas imagens do carro onde estavam os dois rapazes que morreram. Nas imagens, o carro das vítimas passa em frente ao posto e freia ao se aproximar do cruzamento. Quando avança, é atingido pelo carro do deputado que vinha na outra rua. Vinho no restaurante Os garçons e seguranças do restaurante onde o deputado jantou, pouco antes do acidente, confirmaram que ele havia tomado vinho. O socorrista que atendeu Carli Filho registrou no boletim "hálito etílico", ou seja, cheiro de álcool. Só na última sexta-feira (15), nove dias depois do acidente, a Justiça determinou que seja feito o exame de dosagem alcoólica no deputado. O teste foi feito no sangue colhido no dia do acidente. Em São Paulo, onde o filho está internado, a mãe do deputado decidiu falar pela primeira vez depois do acidente. “Tenho pensado onde que nós erramos. Você cria o filho, faz tudo por ele, ensina os primeiros passos, e de repente você se vê envolvida numa tragédia, uma dor dessas, onde a vida para”, diz Ana Rita Carli. O deputado está na UTI. Passou por uma cirurgia que durou 14 horas para recompor os ossos do crânio e da face e ainda deve ser operado novamente. Por ser deputado estadual, Fernando Carli Filho só pode ser julgado por desembargadores do Paraná. * ( Com informações da Gazeta do Povo) Segunda-feira, Maio 11, 2009PP + PTConvites para viagens ao exterior, homenagens do mais alto escalão no Itamaraty, apoio para resolver os problemas financeiros do Estado. É evidente que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está tentando conquistar a simpatia do governador Alcides Rodrigues (PP). Se a estrela vermelha tem conseguido ou não povoar os pensamentos pepistas é um mistério que a serenidade do governador não deixa transparecer. Em entrevista à Tribuna do Planalto, durante a abertura da 2ª Bienal do Livro de Goiás, Alcides declarou que a aproximação com o governo federal só traz grandes benefícios para o Estado. Questionado se essa parceria agrada também aos pepistas goianos, Alcides foi conciso ao dizer que não existe discussão partidária quando o assunto é ajudar Goiás a angariar recursos. Se o governador é discreto sobre uma possível parceria entre PP e PT nas próximas eleições, prefeitos e outros políticos seguem um posicionamento distinto.
O senador Marconi Perillo (PSDB), personagem já escalada para o cenário goiano em 2010, tem utilizado o argumento de que os currais políticos são o que mais sustenta uma candidatura estadual e, nesse ponto, a união entre PP e PSDB é algo natural e bem aceito pelos prefeitos goianos. O senador acredita que, no interior do Estado, a separação da base aliada não é o desejo dos administradores municipais e isso tornaria uma união entre PP e PT uma tarefa complicada para Alcides. Alguns discordam desse paradigma, mas a maioria dos prefeitos do PP tem assinado embaixo no descrédito de Marconi, apesar de se colocarem totalmente à disposição da decisão da força majoritária do partido. Os prefeitos pepistas e aliados declaram aos quatro ventos que vão seguir Alcides, qualquer seja a sua decisão, principalmente se o tema for uma candidatura própria. Colocando à parte a discussão sobre a filiação ou não do presidente do Banco Central Henrique Meirelles ao PP e a sua então suposta candidatura ao governo do Estado, até prefeitos que conservam bom relacionamento com o PT não acreditam que a aglutinação possa acontecer em 2010. O processo sucessório de 2008 mostrou que o número de municípios que aglutinam literalmente a base é realmente relevante. A Tribuna analisou o domínio do Partido Progressista no interior e constatou que dos 49 municípios comandados pelo PP, 17 possuem vice-prefeituras tucanas. Em contraponto, apenas três municípios liderados pelo PP possuem vice-prefeituras comandadas pelo PT. E, ainda, cinco prefeituras com chapa PP e PMDB. PMDB A maior dificuldade que alguns prefeitos veem na parceria com o PT em 2010 é o cortejo explícito que existe, hoje, entre o Partido dos Trabalhadores e o PMDB goiano. O prefeito de Inhumas e presidente da Associação Goiana dos Municípios, Abelardo Vaz (PP), é um dos poucos prefeitos pepistas no Estado que tem parceria direta com o PT, já que seu vice, Davi Isaias da Silva (PT), é do partido de Lula. Ainda assim, Abelardo faz parte do time de administradores municipais que não acreditam em um processo sucessório estadual em que PP e PT ocupem uma mesma chapa. "Hoje não vislumbro esse cenário exatamente pela proximidade que o PT firma a cada dia com o PMDB. Para mim, PP e PMDB são como água e óleo", declara. Abelardo concorda com o posicionamento do senador Marconi Perillo, dizendo que a parceria entre PP e PSDB no interior do Estado é real e pode ser vista na prática. "Em Inhumas o PSDB me ajuda muito. Me ajudou na eleição e me ajuda agora na administração. Considero fundamental.", exemplifica. O deputado federal Leonardo Vilela (PSDB), presidente estadual do PSDB, insistiu no argumento de que Goiás só suporta processos sucessórios polarizados em duas candidaturas e que, por isso, segundo ele, o PP vai se unir com o PSDB e descartar qualquer relacionamento com o PT e, principalmente, com o PMDB. "A política em Goiás sempre foi polarizada. É o grupo do PSDB, do PP, do DEM, do PTB, do PR de um lado e o PMDB e seus aliados de outro. E vai ser novamente assim, da mesma forma que a eleição presidencial", argumenta. Para o deputado, a eleição presidencial vai ficar entre o candidato do PT e o candidato do PSDB. Há de se levar em conta que o PSDB surgiu da costela do PMDB em Goiás e que o deputado é opositor do governo Lula na Câmara e luta arduamente para conseguir a união de PP e PSDB em 2010, de modo que seu partido não perca um aliado estratégico e tempo de TV no horário eleitoral. Prefeitos e LulaPara o prefeito de Santa Cruz de Goiás, Esley Augusto Damaso (PP), a proximidade de Alcides e Lula não se reflete nos pequenos municípios do Estado. Em visita à Tribuna, Esley (mais conhecido como Diley) reclamou que o presidente não tem atendido a promessa de fazer o repasse de ajuste do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
O acordo foi feito depois do manifesto de inúmeros prefeitos, apoiados pelas associações municipais, que protestaram contra a queda do FPM depois da medida presidencial que reduziu o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), principal fonte de arrecadação do fundo. Sobre 2010, Diley acredita que PP e PSDB estarão juntos. Pare ele, o medo que alguns pepistas têm de se unir novamente aos tucanos reside apenas na grande cúpula do partido. "Somos 14 municípios na Estrada de Ferro. Falo por todos eles que nossa relação com o senador Marconi não poderia ser melhor", pontua. Mas Alcides continua sendo seu grande mentor na sucessão. "Mesmo não sendo o presidente do partido, quem Alcides definir, o PP irá apoiar". Parcerias de resultadosAo todo, 49 municípios goianos são liderados pelo PP. As coligações feitas em cada cidade:
PP x PSDB Águas Lindas, Brazabrantes, Campos Belos de Goiás, Guapó, Hidrolândia, Iaciara, Itaguari, Joviânia, Ouvidor, Porteirão, Portelândia, Rubiataba, Santa Cruz de Goiás, Santa Helena de Goiás, Santa Tereza de Goiás, São Luiz do Norte, São Miguel do Araguaia. PP + PMDB Abadiânia, Americano do Brasil, Bonópolis, Campinorte, Mossâmedes. PP + PT Inhumas, Trombas, Uruana. PP + PP Formosa, Goianópolis, Cidade de Goiás, Maurilândia, Montes Claros de Goiás, Pirenópolis. PP + DEM Cabeceiras, Gameleira de Goiás, Mundo Novo, Palmelo. PP + PR Caturaí, Hidrolina, Piracanjuba, Santa Fé de Goiás, Uruaçu. Demais partidos... PP + PDT Campo Alegre de Goiás. PP + PTB Ipiranga de Goiás, Itumbiara, São Simão. PP + PSC Itaberaí, Morrinhos. PP + PTN Montividiu do Norte. PP + PTC Santa Rita do Araguaia. PP está cada vez mais próximo do PTO governador Alcides Rodrigues (PP) e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), estão cada vez mais próximos. A parceria administrativa caminha para uma aliança política entre PP e PT no Estado de Goiás, em 2010. É o que tudo indica. Na última semana, o governador recebeu a mais alta comenda, grau Grã-Cruz, da Ordem do Rio Branco no Palácio do Itamaraty. Durante o evento, o pepista fez questão de ressaltar a sensibilidade do governo federal no tratamento dispensado ao Estado.
"O governo Lula tem sido sensível com as causas de Goiás. Existe uma boa convivência com o governo federal. É um reconhecimento à importância de Goiás por uma administração federal que tem dado especial atenção ao Estado", destacou o governador. Alcides e Lula ocuparem o mesmo palanque está se tornando algo corriqueiro. E a troca de elogios entre eles, virando rotina. Há pouco mais de duas semanas, os dois estiveram juntos em Itumbiara. Na ocasião, o presidente anunciou o aumento da capacidade de endividamento da Celg. O pepista demonstrou toda sua gratidão pelo apoio hipotecado pelo governo federal. O anúncio deu novo fôlego ao governo, que admitiu, na última semana, que a crise na companhia é o principal entrave para que a gestão estadual possa deslanchar. Falta um ano e meio para o final do mandato do pepista. Muitas promessas de campanha ainda são só promessas. Mas, com o saneamento da dívida da estatal, a expectativa é de que isso possa mudar nos próximos meses. O governador está otimista. Desde que assumiu o comando do Palácio das Esmeraldas, Alcides Rodrigues priorizou o pagamento das dívidas do Estado. Pouco dinheiro foi investido em obras. A prioridade era zerar o déficit. Com a reforma administrativa e a contenção de gastos, o governador parece estar conseguindo resolver o problema. A dívida da Celg dificultou a vida do governador. Ainda dificulta. A parceria com o governo federal é a chance do pepista para melhorar a imagem do governo e sua própria imagem, que acabou desgastada. Para reverter esse quadro, o pepista aposta na recuperação da Celg, que, segundo ele, trará retornos positivos ao desenvolvimento de Goiás. O governador não está mais próximo apenas do presidente Lula, mas também do prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB). O relacionamento entre eles é mais que harmonioso. É promissor. O PT aposta nessa aliança. Nos bastidores, há quem diga que o governador está cada vez mais simpático a essa idéia, de reproduzir em Goiás a base lulista para o próximo pleito. Para se tornar um forte aliado no grupo de partidos que sustentam o governo federal, primeiro Alcides Rodrigues terá de fazer o governo deslanchar. Se realmente quer o apoio do PP em Goiás, Lula fará de tudo para fortalecer o governador. A ajuda para a recuperação da Celg é um exemplo disso. Assim, as chances de o governador cumprir promessas de campanha e melhorar seus índices de popularidade aumentam substancialmente. A proximidade de Alcides com Lula rende ao Estado recursos da União, ao passo que o bom relacionamento com o PMDB dá tranqüilidade ao governador. Contando com a possibilidade de formalizar a aliança PP-PMDB em 2010, o partido do prefeito Iris Rezende evita embates com o governo estadual e faz uma oposição morna na Assembleia Legislativa. Nos próximos dias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva virá a Goiânia para entregar, junto com o prefeito Iris Rezende, cerca de 5 mil casas populares construídas pela prefeitura com recursos municipais e da União - são R$50 milhões da prefeitura e R$70 milhões do governo federal. Mais uma vez, o governo Lula investe no sucesso dos aliados. Aos poucos o PT costura a aliança tão desejada pelo presidente e monta no estado o palanque para o sucessor do petista à presidência da República. (Anapaula Hoekveld) Marconi desafia Lulao senador Marconi Perillo afirmou não acreditar na participação direta do Presidente Lula na formação de uma terceira via em Goiás.
Segundo o senador, o presidente tem muito com o que se preocupar: “com a crise econômica mundial, com a candidata dele, com o governo dele” declarou. Marconi disse ainda que o presidente Lula não seria mesquinho nem medíocre de se excluir em questões locais e estaduais e entrar na política partidária. Juscelino Kubitchek O senador afirmou que para Lula trabalhar como estadista assim como foi Juscelino Kubitschek deve sobre por essas questões. “Como Presidente da República, Lula está acima dessas coisas e para se transformar em um grande estadista como foi Juscelino Kubitschek certamente vai ter que pairar acima dessas questões”, declarou. Ouça a entrevista aqui Quarta-feira, Maio 06, 2009BOLSA DE EMPREGOVagas anunciadas.
Vagas de trabalho em Senador Canedo. 2- Aux. de produção. Idade acima de 18 anos, com ou sem experiência. 1- Serviços gerais. Idade acima de 27 anos, com experiência em jardinagem. 1- Mecânico de Manutenção Industrial. Idade acima de 23 anos, com experiência comprovada e não fumante. 1- Eletricista Industrial. Idade acima de 23 anos, com experiência comprovada e com disponibilidade de horários. 1- Costureira. Para máquina overloque. ELZIMAR RIBEIRO BOLSA DE EMPREGOS. Fone: 3275-9971 Novo Internet Explorer 8: mais rápido e muito mais seguro. Baixe agora, é grátis! Terça-feira, Maio 05, 2009Jobim na investigação do AraguaiaMesmo não agradando a setores das Forças Armadas, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, pretende esclarecer definitivamente os acontecimentos da Guerrilha do Araguaia. Além de uma coletânea de documentos sobre o assunto, disponível no Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro e que será enviado à Justiça Federal, o ministro quer levar adiante as investigações. Na semana passada, por meio de portaria, Jobim mandou criar um grupo de trabalho para tentar localizar ossadas de pessoas supostamente desaparecidas no confronto iniciado há 37 anos.
Calados desde a saída de alguns generais remanescentes do golpe militar de 31 de março de 1964, oficiais do grupo considerado linha dura dentro das Forças Armadas evitam entrar em confronto com Jobim. Mas há uma insatisfação pela edição da portaria na última quinta-feira. A medida mostra a intenção do ministro de ir fundo na investigação. “O processo de procura dos desaparecidos começou há vários anos, mesmo antes da demanda judicial, e vai até o fim”, afirma um colaborador próximo de Jobim. A própria portaria reconhece que as investigações até agora não foram suficientes por causa “da limitação dos resultados alcançados nas expedições já realizadas para o fim de localizar, recolher e identificar os restos mortais de guerrilheiros e militares mortos no episódio conhecido como Guerrilha do Araguaia”. Agora, uma nova comissão formada de militares do Exército, governos do Pará e Distrito Federal e outros órgãos públicos deve seguir para a região até o início do próximo semestre em busca de ossadas. Desta vez, usando métodos científicos que serão planejados pelo grupo. Os primeiros trabalhos para tentar recuperar os corpos dos desaparecidos do Araguaia ocorreram em 2003, quando o governo constituiu uma comissão interministerial, que tinha como finalidade obter informações que levassem à localização de possíveis ossadas. Na época, as Forças Armadas se encarregaram de indicar locais onde os confrontos teriam acontecido. Depois disso, outras três expedições foram enviadas à região, sendo a última em dezembro do ano passado. Todos os relatórios sobre o tema foram inconclusivos, já que não tinham informações concretas sobre os restos mortais. Articulação para 2010 faz balançar aliança PSDB-DEMA um ano e meio das eleições, já está chegando ao fim a lua de mel PSDB-DEM. A bancada do PSDB na Câmara se queixou ontem ao governador José Serra (PSDB) do apetite democrata no Estado de São Paulo.
Sob orientação do prefeito Gilberto Kassab, o DEM trabalha para dobrar o número de deputados federais: de 5 para 10. Investirá em 12 candidatos. "Tentaremos eleger de 8 a 12 deputados", disse o secretário Rodrigo Garcia (DEM). DEM e PSDB tradicionalmente se unem nas eleições para deputados. Mas o PSDB de São Paulo resiste à composição, sob o argumento de que monta uma chapa inteira da qual os democratas se beneficiam concentrando esforços num time forte. O problema deverá se reproduzir pelo país em 2010. Coordenador da bancada paulista, Fernando Chucre foi o porta-voz da preocupação ontem, na reunião de duas horas, no Palácio dos Bandeirantes. "Muita gente da bancada fica incomodada, com medo de perder espaço", admitiu o deputado Ricardo Tripoli (PSDB). Comitê Rio 2016 levanta suspeita de espionagemA suspeita de uma estratégia de espionagem por parte da cidade "rival" Madri fez com que o comitê da candidatura do Rio para os Jogos de 2016 partisse para o ataque: cassou a credencial do jornalista Simon Walsh, que se apresentara como correspondente da agência espanhola EFE durante a visita da comissão de avaliação do COI ao Rio - mas que, na verdade, estaria a serviço da candidatura de Madri.
O secretário-geral do Comitê Rio 2016, Carlos Roberto Osório, estuda agora se leva a denúncia à Comissão de Ética do Comitê Olímpico Internacional (COI). Madri nega que tenha enviado um espião. O comitê Rio 2016 afirma ter checado com a própria agência EFE, que negou ter Walsh no seu quadro de colaboradores. Outro agravante: o comitê está de posse de um press release sobre a candidatura oficial de Madri assinado pelo jornalista e que traz ainda seus telefones. Vanderlan Cardoso comemora colheitaEm Senador Canedo, o prefeito Vanderlan Cardoso (PR) celebrou ontem, em confraternização com funcionários e assessores, o encerramento da colheita do Programa Lavoura Comunitária 2008-2009, no município. O rendimento da safra neste ano, segundo o diretor do programa, Vicente Paulo da Luz (Tequinha), foi de um total aproximado de 160 mil quilos de arroz, que agora, serão distribuídos entre as 380 famílias beneficiárias cadastradas no programa.
Segundo Tequinha, a quantidade que caberá a cada família é suficiente para o próprio consumo durante um ano. O programa Lavoura Comunitária de Senador Canedo é custeado pela parceria Estado-município. Este último promove a articulação junto aos fazendeiros, para a doação do terreno; complementa as sementes e o adubo e ainda entra com as máquinas para a preparação do terreno, colheita e transporte. As lavouras foram plantadas numa área de 75 hectares. BOLSA DE EMPREGOSVAGAS ANUNCIADAS DIA 05/05/2009 TERÇA- FEIRA. FONE: (62)3275-9971 Avenida Progresso, Qd 10 Lt 03 - Conjunto Sabiá - Senador Canedo Domingo, Maio 03, 2009Maguito abre comemorações do 87º aniversário de Aparecida de GoiâniaO prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela (PMDB), abre oficialmente neste domingo, 3, as comemorações do 87º aniversário da cidade com a realização de um desfile cívico-militar. “Queremos fazer uma grande festa para a comunidade”, pontuou o peemedebista, que aguarda a participação do governador Alcides Rodrigues (PP), do prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), e de várias autoridades.
Tropeiros, carros-de-bois, membros do Exército, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal (PRF), Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal, Superintendência Municipal de Trânsito de Aparecida (SMTA), alunos da rede municipal de Educação e representantes das secretarias dão vida ao desfile que contará com mais de 20 carros alegóricos. Da região metropolitana, a contribuição de 400 cavaleiros. A história da cidade, desde sua fundação, será contada no decorrer dos blocos. Antes, paraquedistas animam a plateia. “Vamos aproveitar este momento para elevar a autoestima de todos os aparecidenses”, sublinhou Maguito, que há mais de dois meses determinou a organização do evento. A comitiva de mais de 6 mil integrantes sairá de três pontos distintos do município (Bairro Vera Cruz, Cidade Livre e Village Garavelo), com o intuito de chamar a população local para o desfile, que começa às 8h30, na Avenida Independência. Um público de cerca de 20 mil pessoas é esperado pela organização. O tema deste ano é Família, Cidadania e Solidariedade. A proposta é convidar o cidadão a refletir sobre o assunto, valorizando o respeito ao próximo. O desfile terá duas perspectivas: a história do município e as ações empreendidas pelo atual governo, que serão contadas pelas secretarias municipais. Aparecida de Goiânia foi fundada em 11 de maio de 1922, a partir da doação de terras de fazendeiros para a construção da igreja Nossa Senhora Aparecida. Para homenagear um dos fundadores do município, Maguito inaugurou em janeiro a estátua do casal José Cândido de Queirós e Maria Elias de Deus. Foram eles quem doaram a área onde hoje se encontra a igreja da Matriz, no Centro Histórico. PASSEIO CICLISTICO - No decorrer da semana que celebra o aniversário da cidade, a Secretaria de Esporte e Lazer (Smel) promove, no dia 9 de maio, o primeiro Grande Prêmio Ciclístico Cidade de Aparecida, na Avenida Independência (Centro e Village Garavelo). Os três primeiros colocados de cada categoria - elite, master e amador – serão premiados. Os interessados devem se inscrever na Smel, localizada no Centro Olímpico de Aparecida – Rua 8, quadra 21, Setor Conde dos Arcos - até o dia 7 de maio. Para se inscrever, basta levar dois quilos de alimentos não perecíveis, que serão repassados para a Secretaria de Ação Social. Governo vai aos trancos e barrancos na AssembleiaUm recado dos deputados da base governista. Essa é a impressão que fica da derrubada de 18 vetos do governo a emendas ao Orçamento 2009, todas relativas à Assembleia. A votação foi na sessão extraordinária de terça-feira, 28. O governo deve ter de engolir o gasto extra de quase R$ 130 milhões embutido nas emendas propostas pelos deputados. Observadores do Legislativo estadual não acreditam que seja uma insurreição aberta. Não agora, pelo menos.
O que há, segundo um desses analistas, é um descontentamento permanente dos parlamentares da base com o tratamento dispensado a eles pelo governo. Os deputados não são recebidos pelo governador nem que a vaca tussa. Nos bastidores da Assembleia já virou piada o comentário (seria apenas maldoso?) de que o líder do governo, Evandro Magal, fica até 30 dias sem falar com o governador. Na verdade, ninguém sabe qual é o interlocutor do governo com a Assembleia. O chefão da Sefaz, Jorcelino Braga, até que se entusiasmou durante um tempo com mais essa função. Não deu certo porque ele tem outras responsabilidades e, novamente segundo as más línguas, nem possui vocação para o complicado diálogo com parlamentares mais pidões. De qualquer forma, o “recado” dos vetos tende a se transformar em uma afronta mais grave ao que tudo indica. Um tema mais sensível pode ser o termômetro: o governo quer aprovar a emenda constitucional que reduz os repasses à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg) dos atuais 0,5% do orçamento para 0,1%. Até as paredes do Palácio Alfredo Nasser sabem que, neste momento, o governo não conseguirá os 25 votos necessários à aprovação da PEC. Há duas semanas, a matéria entrou na pauta e foi retirada às pressas porque acabaria sendo arquivada por falta de votos. Vetos derrubadosDeputados derrubam 18 vetos do governo ao Orçamento 2009, que tratam de emendas relativas à Assembleia.
Os deputados apreciaram em plenário nesta terça-feira, 28, em duas fases, vetos parciais da Governadoria sobre o autógrafo de lei nº 29, de 8 de janeiro de 2009, que trata de emendas orçamentárias relacionadas à Assembleia Legislativa, no tocante ao Orçamento para 2009. Foram derrubados em plenário 18 dos vetos da Governadoria a várias emendas oriundas da mesa diretora, entre elas: - Emenda 226, que suplementa verba na dotação orçamentária constante dos encargos com inativos e pensionistas da Assembleia, no valor de R$ 4,09 milhões; - Emenda 227, que suplementa verba na dotação orçamentária do "apoio administrativo" (servidores em atividade, incluindo os 41 deputados estaduais), no valor de R$ 16,08 milhões; - Emenda 228, que suplementa verba para construção da nova sede da Assembleia Legislativa, no valor de R$ 54,99 milhões; - Emenda 231, que suplementa verba para a ação "Transparência das Ações Legislativas" (verba indenizatória) da Assembleia, no valor de 6,16 milhões; - Emenda 232, que suplementa verba para o Programa Identidade Legislativa: Responsabilidade Social, no valor de R$ 18 mil; - Emenda 233, que suplementa verba para o Programa Assembleia do Futuro, no valor de R$ 6 mil; - Emenda 236, que suplementa verba para a ação "Integração, Desenvolvimento e Aperfeiçoamento do Poder Legislativo, no valor de R$ 18 mil; - Emenda 237, que também suplementa verba da ação "Integração, Desenvolvimento e Aperfeiçoamento do Poder Legislativo, no valor de R$ 20 mil; - Emenda 239, que suplementa verba na "Veiculação e Divulgação de Atividades Parlamentares", no valor de R$ 7 mil; - Emenda 243, que suplementa verba para o programa "Assembleia Itinerante", no valor de R$ 106 mil, e para o programa Identidade Legislativa, no valor de R$ 25 mil; - Emenda 244, que suplementa verba na ação "Coleta Seletiva do Lixo" e para o programa Identidade Legislativa, nos valores de R$ 3900,00 e R$ 1700,00; - Emendas 245 e 246, que suplementa verba na dotação orçamentária da ação "Redação Escolar e Monografia Universitária" e para o programa Identidade Legislativa, nos valores de R$ 1 mil e R$ 9 mil respectivamente; - Emendas 247 e 248, que suplementa verba para a "Ação na Promoção da Excelência Gerencial nas Organizações Públicas do Estado de Goiás" e para o programa Identidade Legislativa, nos valores de R$ 7mil e 200 e R$ 620 mil respectivamente; - Emenda 249, que suplementa verba na ação "Apoio Administrativo" (com manutenção e passagens aéreas) , no valor de R$ 11,44 milhões; - Emenda 250, que suplementa verba na dotação orçamentária "Construção, Ampliação e Reforma da Assembleia", no valor de R$ 650 mil; - Emenda 251, que suplementa verba na ação "Encargos Judiciais" (URV) da Assembleia, no valor de R$ 34,76 milhões. O único veto da Governadoria mantido em votação pelos deputados foi ao parágrafo único do artigo 20. A Governadoria justificou o veto dizendo que o dispositivo, se fosse sancionado, inviabilizaria a análise pelo Poder Executivo de cada uma das emendas parlamentares apresentadas. “Marconi, se eleito, vai ser o Rambo do PP”O PP não quer apoiar o senador Marconi Perillo para o governo, em 2010. Nas conversas com pepistas e até com tucanos, alguns integrantes do PP, como Sérgio Caiado, não escondem a animosidade.
Um pepista disse para um tucano: “Se for eleito governador, Marconi vai atropelar o PP, como se fosse Rambo”. O mesmo pepista, muito próximo de Sérgio Caiado, sugere que nem Iris Rezende, se eleito, jogaria tão pesado contra o PP quanto Marconi. “O senador está muito ressentido com o doutor Alcides Rodrigues. Ele queria mandar no governo, e não conseguiu.” Outro pepista diz que, se Marconi quiser apoiar Meirelles para governador, o apoio é “bem-vindo”. “O problema é que o PSDB pode querer participar da chapa majoritária e não há espaço para agasalhar todos.” Na semana passada, os pepistas davam como certa a candidatura de Meirelles a governador, numa aliança ampla, que deve incluir PMDB, PT e PR. “A chapa ideal é Meirelles para o governo, com Iris Aráujo na vice, Rubens Otoni e Roberto Balestra para o Senado”, afirma. Sábado, Maio 02, 2009
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