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Quinta-feira, Maio 28, 2009

Um retrato 3X4 de um Brasil que mora l� nos 'fundos'

Deputado protocola proposta de terceiro mandato para autoridades do Executivo

O deputado Jackson Barreto (PMDB-SE) protocolou na tarde desta quinta-feira (28) com 194 assinaturas uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para permitir um terceiro mandato para quem exerce o Poder Executivo (presidente, governadores e prefeitos). A proposta prev� um referendo para consultar a popula��o sobre a id�ia.

Segundo o pr�prio deputado, a inten��o � permitir a candidatura a uma nova reelei��o do presidente Luiz In�cio Lula da Silva em 2010. Mesmo assim, 15 deputados da oposi��o teriam assinado a proposta, de acordo com Barreto.

�Os que assinaram sabiam o que estavam assinando, que � para o Lula. Dos partidos maiores, s� n�o tem ningu�m do PPS. Do DEM tem 11 deputados, enquanto do PSDB tem quatro que assinaram�, disse o peemedebista.

Barreto afirma que o momento pol�tico � favor�vel � tese de mais um mandato para o presidente. �Em pol�tica tudo depende do momento. N�s estamos vivendo um momento de crise, que n�o foi gerada no nosso pa�s, mas para gerir esse momento � preciso de uma pessoa com uma grande for�a interna e externa para conduzir o pa�s e esta pessoa � Lula."

O deputado pretende encontrar Lula na pr�xima semana, quando estaria prevista a presen�a do presidente em um evento em Sergipe, terra do deputado. Barreto n�o tem medo de ser desautorizado pelo presidente. �Ele est� no papel dele de negar o terceiro mandato, mas � o momento que vai dizer."

Al�m dos 15 deputados da oposi��o, cerca de 80 dos maiores partidos da base tamb�m teriam assinado a proposi��o de Barreto, que precisava de 171 assinaturas para prosperar. Nenhum l�der assinou a PEC. �Os l�deres s� n�o assinaram, mas muitos demonstraram apoio�, diz o peemedebista.

A lista de quem assinou a proposta s� ser� divulgada ap�s a confer�ncia das assinaturas -o que deve terminar somente no come�o da noite desta quinta. Ap�s a confer�ncia, a Mesa manda a PEC para publica��o. Ela come�a tramitando pela Comiss�o de Constitui��o e Justi�a e ter� de passar ainda por uma comiss�o especial antes de ir a plen�rio, onde precisa ser aprovada duas vezes com o voto de 308 deputados.

Depois, a proposta vai ao Senado, onde precisa ser aprovada na CCJ e em plen�rio com o apoio de 49 senadores sem nenhuma altera��o no texto. Para entrar em vigor j� para as elei��es do ano que vem, todo este caminho precisa ser percorrido at� setembro.

Lereia ataca governo de novo!

O tom de acusa��o ao governador Alcides Rodrigues (PP) e ao secret�rio da Fazenda, Jorcelino Braga, foi refor�ado ontem pelo deputado federal Carlos Alberto Lereia (PSDB) em entrevista coletiva na Assembleia Legislativa.

Munido de uma a��o de indeniza��o contra Jorcelino Braga por danos morais � ao ter se referido ao deputado como �cachorro vira-lata� � e com cinco documentos de pedidos de investiga��o protocolados junto ao Minist�rio P�blico (MP) de Goi�s, Tribunais de Contas do Estado (TCE) e dos Munic�pios (TCM), Lereia disparou acusa��es e reclamou de �ingratid�o e trai��o�. �Se Marconi Perillo (PSDB) deixou um d�ficit em Goi�s, esse d�ficit tem nome e sobrenome: Alcides Rodrigues. Ele trouxe Braga.�

O secret�rio da Fazenda foi alvo da maioria dos ataques, a quem Lereia culpa de tentar desagregar a base aliada deste que assumiu a fun��o na Sefaz. Lereia iniciou a coletiva dizendo que Braga havia mentido �descaradamente� ao negar que a empresa Kanal V�deo, de propriedade do filho de Braga, teria neg�cios com prefeituras do PMDB.

O tucano acusa Braga de exercer concorr�ncia desleal � �qual empresa tem um secret�rio da Fazenda para inseri-la no servi�o p�blico?� � e de ter assumido irregularmente a fun��o na Sefaz. Segundo o tucano, Braga n�o teria se desvinculado da empresa da qual era propriet�rio na �poca que assumiu o cargo, em abril de 2007. �Ele diz que se desvinculou, mas tenho uma certid�o da empresa que mestra ele como administrador nomeado em julho de 2007�.

Ele tamb�m respondeu � provoca��o de Braga ao dizer que �cachorro vira-lata quando late, � porque o dono mandou�. Lereia retrucou: �Cachorro tem uma vantagem. Raposa morre de medo dele�, provocou.

Alcides
O governador tamb�m n�o escapou dos coment�rios do deputado. Ele disse que Alcides Rodrigues beneficiou Santa Helena, cidade administrada pela primeira-dama Raquel Rodrigues (PP), no pagamento da d�vida da Celg � prefeitura, relativa � cobran�a indevida de ICMS.

Conforme o deputado, v�rias cidades teriam pleiteado na Justi�a o pagamento desta d�vida pela Celg, mas apenas Santa Helena teria recebido o pagamento integral (sem desconto de d�vidas da prefeitura com a Celg) e logo ap�s a posse de Raquel, em 2007.

O valor da d�vida paga integralmente, segundo Lereia, seria entre R$ 14 milh�es e R$ 22 milh�es. �Isso � grav�ssimo do ponto de vista da rela��o do Estado com os munic�pios goianos, que est�o hoje vivendo uma verdadeira calamidade.� Lereia pediu ao MP que investigue se houve viola��o do princ�pio constitucional de isonomia neste caso.

O tucano considera ainda que o governador possa estar sendo influenciado por Braga, �este sim maldoso, perverso, daninho�.

OU�A A ENTREVISTA AQUI

Alcides responde L�reia e ataca Marconi


A antecipa��o do debate sucess�rio e a busca pelo poder provocaram a crise na base aliada, segundo o governador Alcides Rodrigues. Em entrevista coletiva na manh� de ontem, no Pal�cio Pedro Ludovico Teixeira, o pepista atacou a �vaidade� e o grupo do PSDB que trabalha para inviabilizar o governo. Foram 9 minutos com fortes declara��es. Alcides disse que ficou ofendido e que a postura do grupo de tucanos provoca quebra de confian�a.




O senhor se sentiu ofendido com as declara��es do deputado Carlos Alberto Lereia?
� claro que fiquei ofendido. Afinal de contas, tenho me pautado pela seriedade, pelo trabalho e pela retid�o ao longo da minha vida p�blica e tamb�m pessoal. O poder p�blico n�o pode resvalar para a �rea da irresponsabilidade, da leviandade e tamb�m do deboche. A sociedade, principalmente em Goi�s � Estado que est� crescendo e prosperando � precisa e exige dos homens p�blicos seriedade em suas condutas e decis�es. Neste sentido, o governo de Goi�s tem sido transparente, respons�vel e �tico. E vai continuar assim.

Depois desses epis�dios, fica complicada a uni�o da base aliada?

Eu disse que a antecipa��o das elei��es era inoportuna, inconveniente, indesej�vel e ia contra os interesses administrativos de Goi�s. O resultado est� a�: a antecipa��o do debate sucess�rio. Estamos muito longe ainda das elei��es. Neste momento, todos que fomos eleitos temos de trabalhar muito pelo nosso Estado para beneficiar a popula��o. � isso que estou fazendo com a minha equipe. Trabalhando muito, apresentando resultados positivos a cada dia, a cada instante. Goi�s est� sendo um canteiro de obras, n�o s� de infraestrutura, mas em todas as �reas, em todas as regi�es.

O senhor vai considerar lideran�as do PSDB como opositores ao governo oficialmente?

Vou tratar todos com considera��o, com respeito, como tenho feito at� este momento. A Assembleia Legislativa tem tido toda aten��o e considera��o como Poder pelo Executivo. Os outros poderes, idem. Ent�o, vou continuar nesta linha. N�o vou me resvalar hora nenhuma para o lado da discuss�o que n�o traz frutos para Goi�s.

Vai buscar ampliar o apoio na Assembleia Legislativa?

Nunca tive problemas na Assembleia. Tenho tido o respeito e a compreens�o dos parlamentares em todas as discuss�es que para l� foram encaminhadas pelo Executivo. Tenho tido uma rela��o respeitosa com o Legislativo. E assim h� de continuar.

Em sua opini�o, onde est� o come�o deste rompimento com o senador Marconi Perillo?

Eu quero dizer que os problemas come�aram a existir a partir do momento da busca do poder. Esta n�o deve ser a primeira discuss�o de um homem p�blico, em qualquer esfera. O debate sucess�rio � apaixonante. E muitos s�o mais apaixonados at� do que outros. Alguns s�o muito vaidosos. T�m de estar � frente em tudo, de ser considerado o melhor, o mais bonito, o mais-mais de tudo. E n�o � assim. Temos de ter esp�rito p�blico e procurar fazer valer a confian�a que foi nos depositada pelo povo goiano.

O vaidoso � o senador Marconi Perillo?

N�o disse nomes, n�o nominei. Eu disse que existem pessoas vaidosas. Os senhores n�o concordam?

O que acha da acusa��o de trai��o, de que na �poca da campanha o senhor defendia o governo anterior e depois surgiram as cr�ticas?

Olha, trai��o � daquele que n�o dignifica a confian�a do povo. � aquele que n�o cumpre compromissos. � aquele que fala uma coisa e faz outra. � aquele, ou aqueles que fazem reuni�es na calada da noite, fazendo estrat�gias para inviabilizar o governo. Estes � que s�o os traidores do povo de Goi�s. N�o (trai) quem trabalha diuturnamente, pagando contas, fazendo com que a coisa p�blica seja levada a s�rio, acabando com as tetas daqueles que n�o est�o percebendo que o tempo � outro e que agora n�o existe mais.

Tempo novo acabou?

Sempre existir� tempo novo, tempo bom, para aqueles que querem o bem da coisa p�blica e dos interesses do Estado.

O senhor concorda com o secret�rio Jorcelino Braga, que disse que h� um grupo do PSDB que quer desestabilizar seu governo?

Concordo em g�nero, n�mero e grau. O secret�rio Braga, como os demais secret�rios, t�m sido uns le�es na luta para que possamos ultrapassar tantos problemas que se apresentam � nossa frente, principalmente numa crise internacional. O Estado est� em melhores condi��es porque fizemos uma corajosa reforma administrativa a tempo. E tivemos a condi��o de atravessar esta turbul�ncia. Temos dificuldades, mas estamos trabalhando para ultrapassar estes obst�culos � alguns colocados at� por pessoas que querem inviabilizar o governo.

O que deixou o senhor mais indignado em todo este epis�dio?
A quebra da confian�a. Eu sempre fui um companheiro leal, correto, em todos os instantes. Correto, leal, prestativo, solid�rio e companheiro. Mas nunca me permiti estar na condi��o de t�tere ou de capacho.

Mandaria algum recado ao senador Marconi Perillo?

N�o, n�o quero mandar recado. Eu, se tiver de falar, falo pessoalmente e a hora que for conveniente. Hora nenhuma eu pe�o para algu�m falar em meu nome.

Est� mais revoltado com o deputado Lereia ou com o senador Marconi?

Quero esquecer este epis�dio, que tem nele embutido alguns que representam o Cavaleiro da Triste Figura.
Confirma que o PP ter� candidato a governador?

N�o quero discutir elei��es. � inoportuno e at� a legisla��o eleitoral n�o permite. Estamos � trabalhando, fazendo e conquistando muito por Goi�s.
O governo pensa em apresentar dados sobre o governo anterior?Os n�meros n�o mentem. Est�o a� para todos.

Braga rebate Ler�ia


Secret�rio rebate deputado e insiste sobre heran�a de dificuldades financeiras

Fabiana Pulcineli

A ordem do governo ontem foi esclarecer cada uma das acusa��es do deputado federal Carlos Alberto Lereia (PSDB), mas sem polemizar com mais den�ncias nem muita agressividade. Em entrevista coletiva para responder o tucano, o secret�rio da Fazenda, Jorcelino Braga, insistiu nos ataques relacionados �s dificuldades financeiras herdadas pela atual gest�o � disse que a situa��o era de �terra arrasada� � e atribuiu as declara��es do deputado a �um grupo do PSDB que trabalha 24 horas por dia para desestabilizar o governo�.

Antes de conceder a entrevista, em seu gabinete, Braga se reuniu por cerca de meia hora com o governador Alcides Rodrigues (PP). O pepista deu aval para que o secret�rio respondesse e disse que aguardaria os acontecimentos para se manifestar �no momento oportuno�. Depois do encontro com Alcides, Braga recebeu deputados estaduais e auxiliares do governo que pregaram �uma resposta equilibrada e com bom-senso� para evitar a oficializa��o do rompimento entre PP e PSDB.

A tese defendida pelo secret�rio da Fazenda � de que o grupo do PSDB � ele se recusou a citar nomes � tentou comandar o Estado ap�s a posse de Alcides e, diante do insucesso, trabalha para desestabilizar o governo (veja quadro). Lereia � um dos mais fi�is aliados do senador Marconi Perillo (PSDB).

Em entrevista � CBN Goi�nia na segunda-feira, o deputado chamou o secret�rio de �agiota�, acusando-o de ter laranjas em suas empresas e de atuar a servi�o do PMDB. Disse ainda que Alcides n�o tem car�ter e traiu Marconi.

Braga respondeu que aprendeu no mercado financeiro a �n�o jogar dinheiro pelo ralo� e que tem amigos em todos os partidos. Sobre trai��o, elevou o tom, afirmando que trair � deixar um governo que exige �sangue dia e noite para arrumar�. Disse ainda que �d�i� ouvir declara��es sobre o car�ter de Alcides e criticou acusa��es feitas por quem tem imunidade parlamentar. �� f�cil falar assim.�

Inicialmente, durante a coletiva, Braga afirmou que ningu�m tem a ver com os contratos de suas empresas � das quais ele ressaltou estar afastado. Mais tarde, ao POPULAR, disse ter conversado com o filho Danilo, um dos s�cios da produtora Kanal V�deo, e que o proibiu de fechar novos contratos com qualquer �rg�o p�blico. �Eu pessoalmente sou contra. N�o acho legal�, disse. A empresa tem tamb�m como s�cio Alberto Ara�jo.

Segundo ele, a produtora fechou apenas um contrato com prefeitura, a de Aparecida de Goi�nia, no valor de R$ 54 mil. �Como gestor p�blico, n�o posso gerir as empresas. N�o estou acompanhando o trabalho. Vou l� aos s�bados para tocar viol�o, mas s� isso.� O secret�rio sugeriu ainda que o Minist�rio P�blico investigue favorecimento a qualquer prefeitura na Sefaz.

Sobre as dificuldades financeiras, Braga disse que a atual gest�o encontrou problemas em todas as estatais, al�m do d�ficit de R$ 100 milh�es mensais do Estado. Segundo ele, seriam necess�rios ao menos mais dois mandatos para resolver todos os problemas financeiros do governo.

Ao comentar a Lei de Diretrizes Or�ament�rias (LDO), enviada � Assembleia, Braga disse que o Estado n�o brinca na hora de elaborar o Or�amento e n�o faz �planejamento pirot�cnico�. �O Or�amento de Goi�s no passado era considerado o pior pelo governo federal. Hoje � respeitado, � t�cnico�, afirmou.

No gabinete de Braga, os secret�rios pepistas S�rgio Caiado (Infraestrutura) e Roberto Balestra (Extraordin�ria) acompanharam a entrevista, al�m do presidente da Ag�ncia de Comunica��o, Marcus Vinicius de Faria Felipe.






Vanderlan busca amplia��o da avenida Leste-Oeste em Bras�lia



Os prefeitos de Goi�nia, Iris Rezende (PMDB), de Senador Canedo (PR), Vanderlan Vieira, e de Trindade (PMDB), Ricardo Fortunato, participaram na tarde de hoje (27) de uma audi�ncia em Bras�lia (DF), na qual solicitaram a libera��o das verbas para o t�rmino das obras da Leste-Oeste.

Os gestores das tr�s Prefeituras se reuniram com os ministros do Turismo, Luiz Barretto, da Integra��o Nacional, Geddel Vieira Lima, e das Cidades, M�rcio Fortes de Almeida, para discutir a autoriza��o do repasse de R$ 232 milh�es que ser�o utilizados na conclus�o dos 42 quil�metros restantes da Avenida Leste-Oeste. No total, a via possui 55 quil�metros de comprimento, 13 quil�metros (concentrados em Goi�nia), no entanto, j� est�o praticamente finalizados. A conclus�o que se faz urgente � restrita � liga��o entre as cidades de Senador Canedo e Trindade.

A justificativa para libera��o dos recursos est� veiculada ao desenvolvimento que a obra trar� tanto para a regi�o metropolitana da capital quanto �s cidades interligadas, al�m de favorecer aspectos tur�sticos devido � grande demanda de adeptos ao turismo religioso que movimenta o munic�pio de Trindade.

Ter�a-feira, Maio 26, 2009

Entrevista Lereia: �A empresa dele (Braga) tem contrato com o PMDB�

O deputado federal Carlos Alberto Lereia (PSDB) incendiou ontem as rela��es entre seu partido e o governo do Estado. Em entrevista ao programa Papo Pol�tico, da CBN Goi�nia, ele acusou o secret�rio Jorcelino Braga (Fazenda) de ter empresas em nome de laranjas e de prestar servi�o a prefeituras do PMDB. O tucano disse ainda que a explica��o para o governador Alcides Rodrigues (PP) ter mudado de opini�o sobre o governo de Marconi Perillo (PSDB, 1998-2006) � �falta de car�ter�.

Quais s�o as repostas do PSDB a essas cr�ticas do secret�rio da Fazenda (Jorcelino Braga)?
Quando li (a reportagem publicada domingo no POPULAR), achei estranho ele (Jorcelino Braga), de maneira arrogante, dizer que �assumiu o Estado�. Primeiro, esse cidad�o n�o tem voto. � um cidad�o que se fez em Goi�nia na agiotagem. Conhe�o seu passado e � sempre ligado ao mercado financeiro, agiotando, cobrando juros. Ent�o, botaram a raposa para tomar conta do galinheiro. Quando Marconi estava no governo foi muito importante para a elei��o do dr. Alcides (Rodrigues). De repente, se aproximaram do Lula, a servi�o do PMDB hoje. O sr. Braga trabalha para o PMDB. A empresa dele, aquela de produ��o de v�deo, tem contrato com as prefeituras do PMDB, inclusive com a prefeitura de Aparecida de Goi�nia, do sr. Maguito (Vilela, prefeito). Ele (Braga) est� a servi�o do PMDB. Eles conheciam muito bem a estrutura do governo, o dr. Alcides foi secret�rio do Meio Ambiente e Recursos H�dricos, foi prefeito-interventor em An�polis. Tudo a convite de Marconi Perillo. Ele assumiu antes de ser eleito e nunca disse um defeito do governo. De repente vem colocar defeito? Isso � trai��o, � sacanagem, n�o podemos ficar em sil�ncio. O Marconi � muito educado, que fique em sil�ncio. Eu n�o fico. N�o aceito esse tipo de comportamento, isso � desleal, de pessoas que n�o t�m nenhum compromisso, responsabilidade com as rela��es hist�ricas que existem. O sr. Braga, vou interpel�-lo judicialmente, porque ele, como secret�rio da Fazenda � e a sua empresa que produz v�deo deve estar em nome de laranjas, porque ele � useiro e vezeiro disso � est� fazendo contratos com prefeituras. � muito estranho que uma empresa de um secret�rio da Fazenda preste servi�o para as prefeituras onde a Secretaria da Fazenda tem de distribuir o ICMS, pagar os conv�nios. Ele tem de se explicar perante o Minist�rio P�blico.

Como o PSDB avalia essa mudan�a de posi��o que o sr. disse que o governador Alcides teve, ou seja, de algu�m que estava no governo, conhecia tudo e n�o reclamava, para um governo que hoje critica...
(Interrompendo a pergunta) � falta de car�ter! Essa � a explica��o, � falta de car�ter. Um homem que tem car�ter n�o age dessa maneira. Voc� � boazinha para mim enquanto voc� me � �til, mas a� o dia que voc� deixa de ser �til pra mim voc� passa a ter mil e um defeitos?! Ou ent�o, para eu me aproximar de algu�m que n�o gosta de voc�, eu vou denegrir sua imagem? Isso se chama falta de car�ter, n�o existe outra palavra.

O governador Alcides � que n�o tem car�ter, na opini�o do sr.?
N�o tenha d�vida, o sujeito se elegeu com um apoio e hoje nega tudo isso? Est� faltando car�ter, se comporta como um verdadeiro traidor.

O secret�rio da Fazenda aponta um problema concreto que todo mundo j� conhece, que � a n�o-contabiliza��o da d�vida de R$ 1 bilh�o do Estado com a Celg. O governo do PSDB ent�o errou ao n�o contabilizar essa d�vida?
Quem enviou esse projeto para a Assembleia foi o ex-governador, na �poca governador, Marconi Perillo. Quando eles (PP) assumiram o governo (o projeto) j� estava tramitando na Assembleia. Ent�o, o Marconi teve a iniciativa de mandar � Assembleia o reconhecimento da d�vida do Estado junto � Celg. Ele s� foi votado depois que o dr. Alcides estava no governo, mas a iniciativa foi do governador Marconi Perillo.

Na primeira a��o, o governo precisava enviar um projeto a Assembleia autorizando o Estado a assumir a d�vida. A segunda parte era o governo contabilizar essa d�vida, o que n�o foi feito. Por qu�?
O dr. Alcides, a primeira coisa que ele fez, assim que assumiu o governo, foi botar o diretor financeiro da Celg, que est� l� at� hoje, o Nerivaldo Costa (PP). Ent�o ele sabia muito bem sobre a Celg. E isso j� tem tr�s anos e agora que vem com essa hist�ria? Na �poca da elei��o, no caso do pr�prio Carlos Silva (presidente da Celg e suplente de deputado estadual), a Celg foi muito importante para ele. Acho que � uma boa investiga��o para o Minist�rio P�blico fazer. Parece que eles abusaram muito da empresa na elei��o de alguns deputados.

Outra quest�o apontada pelo governo s�o 11 acordos firmados pelo Estado com a Eletrobras, durante a gest�o de Marconi Perillo, que n�o foram cumpridos. E isso teria dificultado agora a quest�o da adimpl�ncia da Celg. O que o sr. sabe sobre isso?
Inclusive naquele relat�rio publicado pelo POPULAR tem pagamentos de juros a bancos. A maioria esmagadora foi feito na gest�o do dr. Alcides. � muito estranho ouvir eles fazendo lobby para pegar dinheiro emprestado de banco. Cabe uma investiga��o. Inclusive tem a� um pagamento � prefeitura de Santa Helena que � algo estranho. Por que os outros munic�pios goianos n�o receberam? A prefeitura de Santa Helena recebeu dezenas de milh�es de reais. E � administrada pela primeira-dama, a senhora Raquel (Rodrigues, PP). � algo tamb�m a ser muito bem explicado. Represento v�rios munic�pios, sou de uma cidade do porte de Santa Helena, Mina�u, que n�o recebeu. Caldas Novas n�o recebeu, Posse n�o recebeu, mas Santa Helena recebeu. Estranho esse pagamento de milh�es para a prefeitura de Santa Helena.

�A empresa dele, aquela de produ��o de v�deo, tem contrato com prefeituras do PMDB, inclusive com a prefeitura de Aparecida de Goi�nia.�
Lereia, em refer�ncia ao secret�rio Jorcelino Braga (Fazenda)
Ou�a a entrevista aqui

Lereia ataca secret�rio e piora crise

Apesar de afirmarem que cr�ticas n�o representam posi��o do PSDB, tucanos deram respaldo a a��o

Bruno Rocha Lima

Declara��es do deputado federal Carlos Alberto Lereia (PSDB) na R�dio CBN ontem (Confira o �udio da entrevista) abalaram de vez a j� fr�gil estrutura que sustentava a base aliada. Em entrevista ao programa Papo Pol�tico, Lereia acusou o secret�rio da Fazenda, Jorcelino Braga, de se beneficiar do cargo para fazer neg�cios pessoais e atacou o governador Alcides Rodrigues (PP), a quem classificou �sem car�ter�.

Embora as declara��es do tucano n�o tenham sido em nome do PSDB, contaram, extra-oficialmente, com o endosso da c�pula do partido. Lereia foi escalado para responder as cr�ticas de Braga � gest�o do PSDB no governo.

Presidente do diret�rio regional do PSDB, o deputado federal Leonardo Vilela, que estava ontem em Belo Horizonte, deu sua opini�o pessoal por meio de nota. �Respeito a opini�o do deputado Carlos Alberto Lereia, especialmente quando ele pede lealdade do grupo que ajudamos a eleger, pois sempre fomos leias ao governador Alcides Rodrigues�, diz a nota. �Da mesma forma que n�o pretendemos impor qualquer candidatura � base aliada, tamb�m n�o admitimos veto ao nome do senador Marconi Perillo�.

Marconi n�o quis comentar a entrevista de Lereia. Na semana passada, o senador e o secret�rio da Fazenda j� haviam trocado farpas pela imprensa. Mas a assessoria do tucano, ao falar sobre as acusa��es de Lereia, disse que o deputado �expressa a posi��o de integrantes da base que se sentem tratados de forma desleal pelo atual governo.�

A casa de Marconi virou ontem palco de romaria de lideran�as tucanas, que tra�avam os pr�ximos movimentos. Resolveram esperar uma manifesta��o do governo. A tend�ncia, dizem, � preservar Marconi do embate direto e revidar qualquer cr�tica a ele.

Sexta-feira, Maio 22, 2009

MP quer saber se irm� de prefeito tem sal�rio


O Minist�rio P�blico (MP) de Trindade informou ontem que vai investigar o caso da irm� do prefeito de Trindade, Ricardo Fortunato (PMDB), que trabalha na Secretaria de Assist�ncia Social do munic�pio. Segundo assessores da prefeitura, Michele Fortunato n�o tem v�nculo com a administra��o e n�o recebe pela atividade que desempenha na secretaria, cujo comando est� a cargo da m�e, Irani Oliveira.

Reportagem publicada ontem pelo POPULAR mostrou que a prefeitura de Trindade emprega pelo menos quatro parentes de autoridades: Vagner Fortunato, secret�rio de Obras e tio de Ricardo; Alfredo Neto, diretor de Compras e primo do prefeito; a m�e de Ricardo � secret�ria de Assist�ncia Social e o filho do vice-prefeito Arquivado Bites (PT), Fagner Bites, � secret�rio de Esportes de Trindade.

O promotor de Justi�a da comarca de Trindade, Jos� Ant�nio de S�, disse que vai analisar se questiona judicialmente a contrata��o de quatro parentes de autoridades na prefeitura, j� que decis�es pontuais do Supremo Tribunal Federal (STF) estabelecem o cargo de secret�rio como indica��o pol�tica e de livre nomea��o do prefeito. J� a situa��o de Michele Fortunato � considerada ilegal pelo promotor. �N�o � poss�vel exercer uma atividade p�blica sem v�nculo com a administra��o�, avalia Jos� Ant�nio.

A reportagem esteve ontem � tarde em Trindade para tentar ouvir o prefeito sobre o emprego de parentes. A informa��o do chefe de gabinete foi de que Ricardo Fortunato n�o estava na prefeitura.

Por causa da crise, Celg deve 272 milh�es em ICMS ao Estado


As dificuldades financeiras da Celg comprometeram a capacidade de investimentos do Estado em R$ 272 milh�es desde outubro do ano passado. � que a companhia repassou apenas parte do ICMS devido ao Tesouro, acumulando a d�vida em valor que representa 36,2% da receita mensal do Estado.

Se a salva��o para a empresa n�o sair at� o final do ano, o governo prev� preju�zo n�o s� aos investimentos como tamb�m em pagamentos da folha. �Se a situa��o se mantiver assim at� dezembro, o governo passa a ter problema. Por isso meu desespero em buscar solu��o. Isso afeta a sobreviv�ncia do Estado�, disse ontem ao POPULAR o secret�rio estadual da Fazenda, Jorcelino Braga.

O governo planejou no ano passado, ap�s o fim do d�ficit mensal de R$ 100 milh�es, reservar uma m�dia de R$ 40 milh�es por m�s para investimentos. No m�s passado, foi exatamente este o valor que a Celg deixou de pagar de ICMS. A companhia tem de repassar uma m�dia de R$ 70 milh�es por m�s de imposto, o que representa 10% da receita tribut�ria do Estado.

Braga reafirmou que a crise financeira mundial paralisou o processo de negocia��o da Celg com bancos, que previa a amplia��o dos prazos de pagamento da d�vida. Foi um golpe no planejamento do governo, que teve de canalizar para a Celg o que havia reservado para investimentos. �Hoje a companhia se socorre ao Tesouro�, diz o secret�rio.

Para compensar a perda com ICMS, Braga afirma que o governo tem investido em a��es para evitar perdas de receita. �Fazemos um trabalho pesado de evas�o fiscal e ampliamos a carteira negociada de R$ 44 milh�es para R$ 600 milh�es�, exemplificou.

Em rela��o �s despesas, Braga disse que o corte poss�vel j� foi feito na reforma administrativa. Ele ressalta, por�m, a dificuldade de controlar os gastos com a folha, citando o exemplo do aumento gradativo do piso dos professores. S� neste ano, o impacto no folha do funcionalismo ser� de R$ 550 milh�es.

Por conta da demora na negocia��o de empr�stimo de R$ 1,35 bilh�o do Banco de Desenvolvimento Econ�mico e Social (BNDES) � a previs�o do governo � que dure mais seis meses �, Braga anunciou na quarta-feira que tenta junto � Eletrobr�s uma negocia��o de pagamento da d�vida vinculada � libera��o do valor pelo banco. Na ocasi�o, ele disse que a inadimpl�ncia � com o consequente impedimento de reajuste da tarifa e de repasse de recursos da Uni�o � vai �matando� a Celg.

A classifica��o de risco (rating) do Estado � um novo entrave para a libera��o do empr�stimo por parte do BNDES. O governo federal aponta risco de inadimpl�ncia por parte do governo estadual por conta do hist�rico financeiro. O secret�rio anunciou que o Estado pediu � Secretaria do Tesouro Nacional nova an�lise desta nota de risco.

Hoje dois representantes do governo estadual ter�o audi�ncia no BNDES para explicar detalhes do balan�o das contas do ano passado. A ideia � mostrar ao banco o esfor�o da atual gest�o em equilibrar as contas. Na pr�xima segunda-feira, Braga voltar� ao BNDES para pedir agilidade na an�lise e ter� audi�ncia na Eletrobr�s para entregar pedido oficial da negocia��o do pagamento das d�vidas.

Contas
O presidente da Celg, Carlos Silva, confirmou ontem a d�vida do ICMS, mas disse tamb�m que a companhia espera receber recursos devidos por empresas � Metrobus, Iquego, Agehab e Saneago � e outros �rg�os do governo. �Estamos tentando pagar, com um sacrif�cio enorme, parte das d�vidas do ICMS e os fornecedores�, afirmou o presidente, em entrevista � r�dio CBN Goi�nia. Carlos Silva j� disse que o d�ficit mensal da empresa � de R$ 70 milh�es.

Braga explicou que est� em andamento um estudo do encontro de contas da Celg e do Estado. O secret�rio estima d�vida de cerca de R$ 100 milh�es do Tesouro com a companhia. Segundo ele, ap�s o fechamento da an�lise, haver� a compensa��o deste valor na d�vida de ICMS.

O governo baixou um decreto no m�s passado determinando que a Sefaz controle todas as despesas de energia e �gua do Estado. �Assim, vamos evitar a inadimpl�ncia e esse tipo de d�vida acumulada�, esclareceu o secret�rio.

Al�m do acerto com o Estado, a Celg negocia tamb�m a repactua��o da d�vida dos munic�pios.

PDV
Carlos Silva disse ontem que j� solicitou � diretoria administrativa e ao Recursos Humanos da Celg o estudo de um plano de demiss�o volunt�ria e de concurso para substitui��o. Ele reafirmou, por�m, a preocupa��o com a sa�da de importantes funcion�rios.

ANA L�CIA: MO��O DE REP�DIO A CAIADO

Em pronunciamento na Assembl�ia Legislativa do Estado de Sergipe, a deputada estadual Ana Lucia (PT) apresentou Mo��o de Rep�dio e Protesto ao deputado federal Ronaldo Caiado (DEM-GO), aprovada pelos delegados participantes da 2� Confer�ncia Estadual de Promo��o da Igualdade Racial em Sergipe, realizada no dia 19, no Audit�rio Lourival Batista, em Aracaju. O documento re�ne mais de 100 assinaturas.

Em evid�ncia est� a den�ncia � atua��o do deputado Ronaldo Caiado, destacando a��es de atrocidade desempenhadas pela Uni�o Democr�tica Ruralista � UDR -, grupo do qual o parlamentar � um dos l�deres. A Mo��o tamb�m registra a solidariedade dos participantes ao companheiro e l�der do Governo na Assembl�ia Legislativa, deputado Francisco Gualberto, o qual Ronaldo Caiado tentou desmoralizar.

H� d�cadas a UDR vem atacando os trabalhadores e suas organiza��es, cometendo, inclusive, assassinatos contra os trabalhadores rurais. Trata-se da mesma UDR que atuou como bra�o armado da ditadura militar e que agora vem a Aracaju atacar o povo sergipano e seu governo�, destaca o documento.

�Nessas persegui��es e atrocidades promovidas pela Uni�o Democr�tica Ruralista, quem mais sofreu foi a Pastoral da Terra e todos aqueles que sempre lutaram e lutam por Reforma Agr�ria. N�o poucos os exemplos vividos na regi�o Centro-Oeste do Brasil�, diz Ana Lucia.

Confer�ncia Nacional

De acordo com a parlamentar, eleita delegada para compor o grupo que representar� Sergipe na confer�ncia nacional, de 25 a 28 de junho, em Bras�lia, a Mo��o de Rep�dio e Protesto ser� entregue � C�mara de Deputados Federal e ao Senado.

A Confer�ncia Nacional de Promo��o da Igualdade Racial vai analisar e repactuar os princ�pios e diretrizes aprovados na 1� Confer�ncia Nacional, ocorrida em maio de 2005, al�m de avaliar a implementa��o do Plano Nacional de Promo��o da Igualdade Racial.

Tamb�m ser�o analisados a realidade brasileira a partir da implanta��o da Pol�tica de Promo��o da Igualdade Racial, os impactos de pol�ticas de igualdade estruturadas por estados e munic�pios, a participa��o e o controle social, al�m de temas priorit�rios da Secretaria Especial de Pol�ticas de Promo��o da Igualdade Racial (educa��o, trabalho e renda, seguran�a p�blica, sa�de e quilombos).

Outro foco da Confer�ncia ser� a discuss�o da Agenda Nacional sob a perspectiva do Plano de A��o de Durban. Este Plano foi definido durante a �ltima Confer�ncia Mundial contra o Racismo, a Discrimina��o Racial, a Xenofobia e a Intoler�ncia, que se realizou em 2001, na cidade de Durban, na �frica do Sul.

Fortunato emprega m�e, primo e tio na prefeitura de Trindade


Na contram�o do combate ao nepotismo na administra��o p�blica, o prefeito de Trindade, Ricardo Fortunato (PMDB), abriu o governo para os parentes e nomeou a m�e, o tio e o primo para cargos de primeiro e segundo escal�es. A irm� de Fortunato trabalha na Secretaria de Assist�ncia Social mas, segundo um assessor do prefeito, n�o recebe sal�rio da prefeitura. E ainda tem o filho do vice-prefeito, Arquivaldo Bites (PT), tamb�m empregado no primeiro escal�o municipal.

O tio do prefeito � Vagner Fortunato, secret�rio de Obras e Servi�os. O primo � Alfredo Neto, filho da irm� da m�e de Ricardo, nomeado diretor de Compras da prefeitura. A pr�pria m�e do prefeito, Irani Oliveira, � secret�ria de Assist�ncia Social. E Fagner Bites, filho de Arquivaldo, � secret�rio de Esportes.

O assessor de Comunica��o da prefeitura, Ladislau Couto, justificou que o cargo de secret�rio foi considerado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) uma fun��o pol�tica e, portanto, poderia ser dado a um parente da autoridade. Tamb�m alegou que �primo pode�, por ser quarto grau de parentesco.

Para o procurador-geral do Minist�rio P�blico (MP) junto ao Tribunal de Contas dos Munic�pios (TCM), Fabr�cio Motta, a pr�pria quantidade de parentes na prefeitura de Trindade j� denota favorecimento de Fortunato na administra��o p�blica.

�O secretariado pode n�o ser abrangido pela s�mula do STF, mas o fato de abrigar tantos parentes n�o deixa de ser uma afronta ao princ�pio da moralidade estabelecido pela Constitui��o Federal�, analisa Fabr�cio.

A promotora Marlene Nunes, coordenadora da �rea de Patrim�nio P�blico do Minist�rio P�blico de Goi�s (MP-GO), explica que o STF abriu precedentes para indica��es de parentes no cargo de secret�rio em decis�es pontuais, mas que a s�mula anti-nepotismo do Supremo pro�be contrata��o de parentes em qualquer situa��o.

�O MP entende que essas decis�es s�o um retrocesso. J� iniciamos um movimento em n�vel nacional para que o STF volte atr�s e edite nova s�mula restringindo o nepotismo tamb�m em cargos de natureza pol�tica�, afirma Marlene.

A promotora avalia ainda que algumas situa��es j� podem ser questionadas pelo promotor local, que s�o os casos de excesso de parentes � mesmo em caso de secret�rios � e tamb�m quando h� falta de qualifica��o t�cnica para o cargo que o parente exerce.

Demiss�es
No in�cio da administra��o, Ricardo Fortunato empregou outros dois parentes dele pr�prio e indicou a esposa de Arquivaldo para a dire��o de uma escola municipal. Jo�o Fortunato, tio do prefeito, era respons�vel pelo contato com fornecedores da merenda escolar. �Houve den�ncia de superfaturamento e o prefeito cortou o Jo�o imediatamente�, afirmou Ladislau Couto.

Uma sobrinha de Fortunato foi nomeada na Secretaria de Sa�de. Ela foi exonerada e a mulher do vice-prefeito deixou a diretoria da escola por recomenda��o do Minist�rio P�blico de Trindade.

V�nculo
A irm� de Ricardo Fortunato, Michele Fortunato, trabalha na Secretaria de Assist�ncia Social. Na reparti��o, a reportagem foi informada de que ela fica l� o dia inteiro, mas a pessoa que atendeu o telefone n�o soube dizer qual � a fun��o de Michele.

Ladislau Couto diz que ela �d� um apoio para a m�e (secret�ria da pasta), mas n�o tem fun��o espec�fica, n�o recebe nada�. Marlene Nunes questiona a pr�tica. �A pessoa que est� desenvolvendo uma atividade administrativa p�blica tem de estar legitimamente ligada � m�quina. N�o se pode praticar atos administrativos quando n�o h� um v�nculo leg�timo�, pondera.

Sem resposta
Procurado pela reportagem, o prefeito retornou a liga��o, mas n�o quis se pronunciar. Ricardo Fortunato foi informado do assunto em quest�o e respondeu �acho que voc�s deveriam procurar saber direito�, ao que foi respondido �� o que estamos fazendo. Queremos saber por que tantos parentes est�o empregados na prefeitura�.

Fortunato encerrou a liga��o dizendo que �prefere discutir o assunto na Justi�a�.

Diferente do prefeito, Ladislau Couto respondeu a todas as perguntas sobre os parentes na prefeitura de Trindade e concluiu: �� um dos grandes problemas dos novos executivos: administrar a fam�lia. � tristeza�.

Juiz afasta vereadores em Aparecida

Jo�o Ant�nio, presidente da c�mara, e William Ludovico s�o acusados de manter servidor fantasma na casa

Um trabalhador rural de 62 anos, analfabeto, nomeado assessor parlamentar do vereador de Aparecida, William Ludovico (PMDB), com sal�rio de R$ 1,7 mil, procurou o Minist�rio P�blico (MP) para denunciar que nunca soube da sua contrata��o, n�o prestou um dia sequer de servi�o � C�mara e que algu�m teria recebido em nome dele o valor de R$ 25 mil em 2008. A den�ncia foi transformada em a��o civil p�blica contra William e o presidente da C�mara de Aparecida, Jo�o Ant�nio Borges (PSB), que ontem foram afastados temporariamente do mandato por decis�o do juiz Desclieux Ferreira.

A den�ncia come�ou a ser investigada em fevereiro deste ano. Janiris dos Santos Ara�jo procurou o MP porque foi impedido de se aposentar como trabalhador rural. No INSS, informaram que ele tinha recebido R$ 25 mil no ano passado como assessor parlamentar da C�mara de Aparecida.

Segundo a den�ncia do MP, William Ludovico tirou c�pia da carteira de identidade de Janiris com a promessa de doa��o de um lote, mas usou o documento para nomear o trabalhador rural em seu gabinete. O promotor �lvio Vicente afirma que os cheques, de R$ 1,7 mil, referentes ao sal�rio de Janiris, eram endossados com assinatura falsa do servidor fantasma e depositados em contas banc�rias de pessoas pr�ximas ao vereador.

Os microfilmes mostram que quatro cheques ca�ram na conta de �dia Rodrigues de Oliveira, assessora parlamentar de William. Outros dois foram parar na conta da noiva de William e mais dois foram depositados em nome da ex-esposa de William.

O promotor diz que �dia confessou, em depoimento, que cobrava R$ 60 para cada cheque que era depositado na conta dela. Os dep�sitos teriam sido feitos por Wilson Francisco dos Santos, outro assessor parlamentar que segundo o MP est� envolvido no esquema fraudulento.

C�mplice
O promotor relata que o presidente da C�mara foi envolvido na fraude quando o MP solicitou c�pia dos recibos referentes aos sal�rios, que deveriam estar assinados por Janiris. �Jo�o Ant�nio avisou William da investiga��o, Janiris recebeu R$ 1 mil para assinar os recibos e o presidente entregou documentos falsos para o MP�, afirma �lvio.

O trabalhador rural tentou se aposentar novamente e, mais uma vez impedido, procurou o MP e confessou que teria recebido R$ 1 mil para assinar os recibos. �Segundo Janiris, William e Jo�o Ant�nio prometeram que em 30 dias ele estaria aposentado. Mas eles o enganaram mais uma vez�, diz o promotor.

�lvio Vicente afirma ter ouvido todos os envolvidos e que eles entraram em contradi��o durante os depoimentos: �Sem saber que eu estava de posse das c�pias dos cheques, Wilson chegou a afirmar que o cheque foi repassado para um supermercado�.

Al�m do afastamento de William e Jo�o Ant�nio, a liminar judicial determinou tamb�m o afastamento de �dia e Wilson, da tesoureira da C�mara de Aparecida, Olga Gon�alves Faria, e do procurador da Casa, Jo�o Bosco Boaventura. O juiz determinou ainda a indisponibilidade de bens dos vereadores no valor de at� R$ 25 mil.

Pol�cia
Os documentos reunidos pelo MP foram enviados ao 1� Ciops de Aparecida para abertura de inqu�rito. �O maior prejudicado foi um idoso que n�o conseguiu receber um lote (Janiris � militante do Movimento dos Sem Terra), n�o conseguiu aposentadoria e ainda est� com o nome sujo na Receita Federal porque n�o declarou a suposta renda de R$ 25 mil�, avalia �lvio.

Procurado pela reportagem, William Ludovico afirmou que a den�ncia contra ele � falsa e que vai recorrer da liminar judicial. William diz que Janiris trabalhou como entregador de correspond�ncia em seu gabinete, afirma que o servidor n�o � analfabeto e inventou toda a hist�ria quando foi demitido.

�Agora, eu j� fui julgado e condenado porque n�o tem nada pior para um vereador do que ver seu nome publicado em um jornal numa den�ncia como essa�, lamenta William. Jo�o Antonio n�o foi encontrado para falar sobre o assunto.

Manifestantes atacam tucanos em ato contra CPI da Petrobras

Cerca de 2.500 integrantes de movimentos sociais ligados � base governista realizaram ontem uma passeata contra a CPI da Petrobras no centro do Rio. A manifesta��o, que contou ainda com a participa��o de pol�ticos do PT, terminou com um abra�o simb�lico ao pr�dio da empresa. A avenida Rio Branco, uma das principais da cidade, chegou a ser interditada ao tr�nsito de ve�culos.

Afinados com o discurso do presidente Lula, que, na semana passada, chamou o PSDB de "pouco patriota" por criar a CPI, manifestantes empunharam faixas e entoaram palavras de ordem acusando a oposi��o de querer deixar a estatal em uma situa��o vulner�vel para ent�o privatiz�-la.

De cima de um carro de som, sindicalistas gritavam: "Sai seu tucano, sai seu ladr�o, larga a Petrobras, que � patrim�nio da na��o". Depois, a express�o "seu tucano" foi substitu�da pelo nome do governador de S�o Paulo, Jos� Serra, poss�vel candidato do PSDB nas elei��es presidenciais de 2010.

Um dos deputados petistas presentes, Antonio Carlos Biscaia (RJ), disse que a CPI � "irrespons�vel" e "desnecess�ria". "Se h� fato concreto, vamos investigar atrav�s do Minist�rio P�blico e do Tribunal de Contas", defendeu.

A presidente da UNE (Uni�o Nacional dos Estudantes), L�cia Stumpf, criticou o uso pol�tico da comiss�o e disse que ela vai "contra os interesses do povo". Segundo Stumpf, a entidade decidiu participar do protesto porque "sempre se mobilizou em defesa de um projeto nacional capaz de sustentar a educa��o do pa�s".
"Esse projeto de desenvolvimento passa pelo petr�leo brasileiro", disse. ela

J� o coordenador-geral da FUP (Federa��o �nica dos Petroleiros), Jo�o Antonio de Moraes, afirmou que a cria��o da CPI � "uma rea��o de setores que n�o querem que o Brasil tenha o controle sobre o pr�-sal".

Paulo Teles autoriza elabora��o de projeto para amplia��o de F�rum


O presidente do Tribunal de Justi�a de Goi�s (TJGO), desembargador Paulo Teles, autorizou a elabora��o do projeto de amplia��o do F�rum de Senador Canedo. O an�ncio foi feito hoje (22) durante a solenidade de inaugura��o da reforma do edif�cio, que passou por reestrutura��o el�trica e hidr�ulica, al�m de receber investimentos em seguran�a, com a instala��o de alarmes, grades e c�meras, e a inser��o de um moderno sistema de som no tribunal do j�ri. O presidente anunciou ainda que o Plano Estrat�gico para o bi�nio 2009/2011 prev� a cria��o de uma secretaria de planejamento que vai observar, com anteced�ncia, casos como o de Senador Canedo, que apresentou um crescimento econ�mico grande com reflexos para o Judici�rio.

�Essa secretaria vai acudir as necessidades do Judici�rio no sentido de prever o que vai acontecer. Senador Canedo ganhou um terminal da Petrobras e nunca o Judici�rio se preocupou em prever o impacto disso. Resultado, o Tribunal acordou um dia e viu uma comarca que come�ou com mil processos passar a ter 10 mil num curto espa�o de tempo. Estamos, com isso, nos preparando para o futuro�, afirmou Paulo Teles durante a solenidade que contou com a presen�a do prefeito de Senador Canedo, Vanderlan Vieira Cardoso, entre outras autoridades.

O prefeito elogiou o dinamismo de Paulo Teles, com que esteve reunido na semana passada solicitando a amplia��o do F�rum. O prefeito agradeceu a receptividade do presidente do TJ e afirmou que esta �saud�vel parceria tem elevado Senador Canedo, principalmente no que diz respeito � Justi�a, uma refer�ncia�, disse ele, que, depois do evento, convidou Paulo Teles para conhecer os projetos desenvolvidos pela Prefeitura.

Melhorias

Para a ju�za Liliam Margareth da Silva Ferreira Ara�jo, as melhorias realizadas no F�rum melhorar�o, significativamente, o atendimento ao jurisdicionado e proporcionar�o melhor ambiente de trabalho para os servidores. O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil � Seccional Goi�s (OAB-GO), Miguel Can�ado, tamb�m compareceu ao evento.

Aline Leonardo

Quarta-feira, Maio 20, 2009

Como � doloroso para Lula dizer n�o ao 3� mandato


De Lula, hoje, em visita � China:

- N�o discuto essa hip�tese. Em primeiro lugar, n�o existe um terceiro mandato. Em segundo, a Dilma est� bem.

E foi tudo o que ele disse.

Descontruindo a declara��o de Lula:

* "N�o discuto essa hip�tese".

De outras vezes ele discutiu, sim, para neg�-la com veem�ncia. Chegou a rebat�-la dizendo que "n�o se brinca com a democracia". E por a� foi.

O terceiro mandato existe, sim, por hip�tese. Ganhou a forma de emenda � Constitui��o que j� foi apresentada por um deputado do PMDB.


* "Em primeiro lugar, n�o existe terceiro mandato".

N�o, ainda n�o existe. Para existir a Constitui��o ter� de ser modificada.

� s� por isso que Lula n�o discute a hip�tese?

Por que simplesmente n�o a desautoriza novamente?

* "Em segundo, a Dilma est� bem".

Se n�o estivesse bem ou se vier a n�o ficar, a� Lula ser� capaz de discutir o terceiro mandato? De admiti-lo? De desej�-lo?

Logo depois de se reeleger presidente, Lula come�ou a sondar seus parceiros de confian�a sobre a hip�tese do terceiro mandato. Conversou com assessores e governadores de v�rios partidos. Cito logo tr�s: Jaques Wagner (Bahia), Paulo Hartung (Esp�rito Santo) e Eduardo Campos (Pernambuco).

A id�ia do terceiro mandato n�o foi bem acolhida por eles. Pelo contr�rio. Wagner refutou-a com firmeza durante uma viagem com Lula � Europa para o an�ncio do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014.

Registre-se que Lula fazia cara de aborrecido toda vez que esbarrava em opini�o contr�ria ao terceiro mandato. Depois deixou de mexer com o assunto.

O principal efeito colateral de se retomar agora a conversa sobre terceiro mandato seria o enfraquecimento em definitivo da candidatura de Dilma. E isso Lula n�o quer. Ao menos at� estar convencido de que ela poder� ou n�o concorrer � sua vaga.

De todo modo, o calend�rio conspira contra o terceiro mandato. Ele teria que ser aprovado este ano para Lula poder disput�-lo no pr�ximo.

Ter�a-feira, Maio 19, 2009

Deputado deve propor emenda do 3� mandato

O deputado federal Jackson Barreto (PMDB-SE) quer apresentar at� o fim do m�s a proposta de emenda constitucional para que o presidente Lula concorra a nova reelei��o.

A emenda prev� a realiza��o de um referendo em setembro, para valer j� para a elei��o de 2010, como revelou anteontem a Folha. Barreto j� tem o m�nimo de 171 assinaturas de deputados (16 delas dos oposicionistas do PSDB, DEM e PPS) para protocolar a proposta, que prev� duas reelei��es para presidente, governador e prefeito.

"Pretendo entrar com a emenda at� o final do m�s", disse Barreto. Ele corre contra o tempo: a emenda teria menos de seis meses para ser aprovada na C�mara e Senado, o que faz com que a ideia seja vista com ceticismo no Congresso.

"Estou expressando o que eu sinto no Nordeste. O Nordeste se sente prestigiado, a popula��o se sente cidad� em raz�o das pol�ticas p�blicas do governo Lula", afirmou o deputado.

A emenda ser� a primeira tratando especificamente de um terceiro mandato para 2010. No ano passado, o petista Devanir Ribeiro (SP) amea�ou fazer o mesmo, mas foi dissuadido pelo Pal�cio do Planalto.

Charge - N�o

Abuso de dinheiro p�blico derruba presidente da C�mara

Aten��o foi na Inglaterra

O presidente da C�mara dos Comuns (C�mara Baixa brit�nica), Michael Martin, apresentou nesta ter�a-feira a sua ren�ncia, ap�s as press�es recebidas devido ao esc�ndalo do abuso de dinheiro p�blico por parte dos deputados. Ele deve deixar o cargo no dia 21 de junho.

Em um breve pronunciamento, Martin justificou a sua sa�da como uma tentativa de "manter a unidade" da C�mara.

- Isso vai permitir que a Casa eleja um novo presidente. � tudo o que tenho a dizer sobre o assunto - disse ele, recusando-se a responder a perguntas.

O substituto de Martin, h� oito anos no cargo, ser� eleito pelos 646 deputados que comp�em a C�mara Baixa brit�nica no dia 22 de junho. � a primeira vez que a sa�da do presidente da C�mara � pedida em mais de 300 anos.

O premier brit�nico, Gordon Brown, deve dar uma entrevista ainda hoje para falar sobre a reforma no sistema de gastos do governo.

Brasil Foods



O presidente da Perdig�o, Nildemar Secches, e o presidente do Conselho de Administra��o da Sadia, Luiz Fernando Furlan, anunciaram oficialmente em entrevista nesta ter�a-feira (19), em S�o Paulo, a cria��o da Brasil Foods (BRF), resultante da fus�o das duas empresas.

A nova empresa foi apresentada por Secches como "a grande multinacional brasileira de alimentos brasileiros processados". A Brasil Foods, entretanto, ter� apenas a fun��o institucional, sem a fun��o de substituir qualquer das marcas do grupo.

No esquema desenhado para a fus�o, a Brasil Foods ser� a sucessora da Perdig�o. Os acionistas das duas empresas se tornar�o acionistas da BRF e a Sadia se tornar�, em um primeiro momento, subsidi�ria da nova empresa. Durante esse per�odo, Sadia e BRF ter�o conselhos compostos pelos mesmos membros.



Marcas e mudan�as

Para apresentar a nova empresa ao p�blico, e assegurar que os produtos que ele conhece continuar�o no mercado, a Brasil Foods colocar� no ar a partir desta quarta-feira (20) uma campanha publicit�ria estrelada pela atriz Marieta Severo (do seriado "A Grande Fam�lia", da TV Globo).

J� a atual estrela da campanha da Sadia - personagem que zomba das demais marcas - deve perder espa�o: "O Juvenal vai embora ou vai mudar de foco", disse o executivo da Sadia. "O tempo da alfinetada acabou, agora � s� amor", brincou Nildemar Secches.

"A BRF vai dar a face para os segmentos institucionais. As marcas t�m sua vida, sua comunica��o pr�pria. Vamos continuar com Perdig�o, Sadia, Qualy, Doriana, Batavo", ressaltou o executivo da Perdig�o.

"No mercado interno, as marcas hoje e sempre v�o continuar. S�o marcas com um grande conhecimento." "Do ponto de vista comercial, os consumidores n�o v�o sentir nada no dia seguinte, todas as marcas estar�o l�", acrescentou Furlan.

No mercado externo, Secches afirma que ser� feito um estudo para definir qual segmento ser� explorado por cada uma das denomina��es.

De acordo com dados divulgados durante a entrevista, Sadia e Perdig�o operam comercialmente em 110 pa�ses. "Quase metade do nosso faturamento vem do exterior", afirmou Secches. A nova empresa j� nasce l�der em alimentos processados no pa�s, com cerca de 120 mil funcion�rios.

Segunda-feira, Maio 18, 2009

Jornal O Cidad�o

Saiba quem os 41 deputados estaduais apoiar�o para o governo do Estado

A base governista tende a apoiar Marconi Perillo, j� que Alcides Rodrigues ainda n�o sinalizou qual caminho seguir�. No caso do pepista realmente bancar a candidatura do presidente do BC, Henrique Meirelles, cada deputado ter� de escolher o seu lado e seguir PP ou PSDB.

Fi�is

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Quem ap�ia? Marconi Perillo
Por qu�? � o maior aliado que o senador tucano tem na Assembleia Legislativa e j� age publicamente em prol de sua candidatura. Intensificar� as a��es � medida que as elei��es se aproximarem.

Jardel Sebba (PSDB)
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Quem ap�ia? Marconi Perillo
Por qu�? Apesar de alguns embates com o prefeito de Porangatu na �poca das elei��es, ser� o principal cabo eleitoral tucano no norte do Estado. Mesmo sendo suplente de deputado, e ganho a vaga devido �s articula��es de Alcides, n�o esconde a sua prefer�ncia pelo senador.

J�lio da Ret�fica (PSDB)
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Quem ap�ia? Marconi Perillo
Por qu�? Junto com Jardel � outro p�lo marconista na Assembl�ia. Defende os projetos tucanos com unhas e dentes e, quando necess�rio, ataca o PMDB. J� anunciou que n�o tentar� a reelei��o, e planeja ser coordenador da campanha de Marconi.

Daniel Goulart (PSDB)
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Quem ap�ia? Marconi Perillo
Por qu�? Ex-l�der do governo Marconi na Assembl�ia, o deputado n�o tem se envolvido muito nas quest�es pol�ticas desde o fim do governo tucano. Mesmo assim, estar� pronto para lutar em prol de uma candidatura do senador para o governo do Estado.

Honnor Cruvinel (PSDB)
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Quem ap�ia? Marconi Perillo
Por qu�? Representante do senador no nordeste do Estado. Atuar� como a grande lideran�a tucana daquela regi�o, em busca de votos. Trabalhar� em conjunto � sua campanha, j� que � candidato certo � reelei��o.

Iso Moreira (PSDB)
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Quem ap�ia? Marconi Perillo
Por qu�? L�der do PSDB na Assembl�ia Legislativa, o deputado estar� com Marconi, apesar da frustrada alian�a com o PMDB no ano passado, quando apoiou Wagner Guimar�es � prefeitura de Rio Verde.

Padre Ferreira (PSDB)
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Quem ap�ia? Marconi Perillo
Por qu�? O parlamentar da igreja Fonte da Vida tem liga��es muito grandes com o senador desde o in�cio da sua vida p�blica. Na C�mara de Goi�nia fez oposi��o forte ao PMDB e na Assembl�ia mant�m atua��o ligada a Marconi.

F�bio Souza (PSDB)
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Quem ap�ia? Iris Rezende
Por qu�? Foi eleito com grande ajuda do prefeito, em 2006, e sua atua��o sempre foi a de exaltar o l�der peemedebista. Apesar de alguns desgastes internos, seguir� o prefeito no projeto que ele escolher.

Thiago Peixoto (PMDB)
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Quem ap�ia? Marconi Perillo
Por qu�? Foi presidente da Comiss�o de Constitui��o e Justi�a, a mais importante da Casa, durante o governo de Marconi. Isto quer dizer que tem confian�a por parte do tucanato. J� defende que o seu partido, o DEM, apoie o senador para o governo.

H�lio de Souza (DEM)
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Quem ap�ia? Iris Rezende
Por qu�? Diferentemente de 2006, quando o ent�o prefeito de Catal�o, Adib Elias, disputou a indica��o da candidatura ao governo, desta vez o presidente regional do partido j� defende Iris. A deputada, sua esposa, certamente o seguir�.

Adriete Elias (PMDB)
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Quem ap�ia? Marconi Perillo
Por qu�? Tem um hist�rico ligado ao senador, tanto na Assembl�ia quanto em sua atua��o pol�tica. Junto com H�lio e o ex-deputado Vilmar Rocha, foi um dos que defendeu que o partido deveria estar com Marconi e Alcides, em 2006.

Nilo Rezende (DEM)
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Quem ap�ia? Iris Rezende
Por qu�? � a maior lideran�a peemedebista de Rio Verde, quinto maior munic�pio do Estado em n�mero de eleitores. Assim como a maior parte do PMDB apoiar� Iris e dar� suporte � sua postula��o no sudoeste.

Wagner Guimar�es (PMDB)
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Quem ap�ia? Marconi Perillo
Por qu�? � o representante de Luzi�nia na Assembl�ia Legislativa e nutre alian�a pol�tica com o prefeito C�lio Silveira, marconista de primeira hora. Al�m disto o PTB j� anunciou apoio ao senador, o que facilitar� a sua vida.

Cristov�o Tormin (PTB)
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Quem ap�ia? Iris Rezende
Por qu�? Foi l�der do prefeito durante a sua perman�ncia na C�mara Municipal e segue a risca as orienta��es de Iris. Sem d�vida estar� com o peemedebista, caso ele for candidato. Caso contr�rio, estar� com o candidato que ele apoiar.

Samuel Belchior (PMDB)
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Quem ap�ia? Marconi Perillo
Por qu�? Apesar de fazer parte de um partido que tende apoiar o projeto do governador Alcides, a deputada seguir� o tucano. Vale lembrar que o conselheiro do TCE, Sebasti�o Tejota, seu marido, tem forte liga��es com Marconi.

Betinha Tejota (PSB)
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Quem ap�ia? Iris Rezende
Por qu�? Lideran�a de Jata�, cidade importante onde o PMDB recuperou a sua hegemonia pol�tica, o deputado n�o ter� problemas em apoiar Iris Rezende. Em 2010, lutar� pela sua reelei��o ao parlamento.

Romilton Morais (PMDB)
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Quem ap�ia? Marconi Perillo
Por qu�? � integrado com o senador Marconi Perillo e com o deputado Jovair Arantes, marconista de carteirinha. Representa o setor da seguran�a p�blica, pasta tamb�m priorizada pelo tucano em seu governo.

Coronel Queiroz (PTB)
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Quem ap�ia? Iris Rezende
Por qu�? Apagado no parlamento, j� deu mostras de que continuar� e seguir� o seu partido na sucess�o de 2010. Disputar� a reelei��o dando suporte a uma candidatura do prefeito de Goi�nia para governador.

Lu�s Carlos do Carmo (PMDB)
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Quem ap�ia? Iris Rezende
Por qu�? L�der do PMDB na Assembl�ia, a deputada faz coro ao restante do partido em rela��o � naturalidade do prefeito. � esposa do prefeito de Goian�sia, Gilberto Naves, que tamb�m dar� apoio a uma candidatura de Iris.

Mara Naves (PMDB)
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Quem ap�ia? Iris Rezende
Por qu�? � apoiado pela Igreja Universal e far� dobradinha com o secret�rio de Administra��o de Goi�nia, Jorge Pinheiro (PRB), que tentar� vaga na C�mara Federal. Assim, continuar� dando suporte ao cl� peemedebista.

Miguel �ngelo (PMDB)
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Quem ap�ia? Iris Rezende
Por qu�? Vive uma situa��o muito polarizada em Porangatu, sua principal base eleitoral. Apoiar� Iris Rezende para fazer contraposi��o ao deputado J�lio da Ret�fica (PSDB), que comandar� a frente marconista, no norte do Estado.

Vanuza Valadares (PSC)
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Quem ap�ia? Iris Rezende
Por qu�? Articulou o apoio de seu partido em prol da candidatura do prefeito � reelei��o, no ano passado. Tem liga��es pr�ximas ao Pa�o, tanto que indicou Miguel Thiago, seu aliado, para a Ag�ncia Municipal de Tr�nsito (ex-SMT).

Lu�s C�sar Bueno (PT)
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Quem ap�ia? Rubens Otoni
Por qu�? Sem clima para apoiar Iris ou Marconi, o deputado apoiar� a tese da candidatura pr�pria, assim como fez na sucess�o municipal, no ano passado. Como o nome do deputado Rubens Otoni � o que mais une, o petista n�o ter� d�vidas.

Mauro Rubem (PT)
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Quem ap�ia? Rubens Otoni
Por qu�? Aliado de primeira hora do deputado Rubens Otoni, o parlamentar j� 'faz campanha' em favor da candidatura pr�pria. Principalmente porque se Rubens for candidato majorit�rio, Aidar ganhar� o seu apoio para a C�mara Federal.

Humberto Aidar (PT)
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Quem ap�ia? Henrique Meirelles
Por qu�? Desde que assumiu o mandato o deputado � alinhado com o Pal�cio das Esmeraldas. Prop�s a pol�mica PEC de diminui��o de repasses a �rg�os de Ci�ncia e Tecnologia e � um dos mais fortes governistas. Seguir� Alcides.

Wellington Valim (PT do B)
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Quem ap�ia? Henrique Meirelles
Por qu�? �nico pepista da Casa depois da sa�da de Carlos Silva para a Celg, o parlamentar j� defende candidatura pr�pria de seu partido e garante que a op��o n�mero um do governador � o presidente do Banco Central.

Ozair Jos� (PP)
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Tend�ncia

Quem deve apoiar? Marconi Perillo
Por qu�? O presidente da Assembl�ia � um dos mais dif�ceis de se prever, mas nos �ltimos dias aumentaram as apostas de que ficar� com o tucano. Pode apoiar tamb�m uma candidatura de Meirelles, lembrando que era membro do antigo grupo meirellista.

Helder Valin (PSDB)
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Quem deve apoiar? Marconi Perillo
Por qu�? Tende a apoiar o tucano, mas pode ficar ref�m de seu partido. Isto porque o PR deve seguir os partidos do presidente Lula, apoiando a candidatura de Iris Rezende ou at� mesmo uma investida de Henrique Meirelles.

Cilene Guimar�es (PR)
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Quem deve apoiar? Marconi Perillo
Por qu�? Tem o mesmo problema de Cilene Guimar�es. Se depender dele, n�o tem d�vidas em apoiar o senador tucano, mas aguarda defini��o do partido. Tem grande aproxima��o com Marconi.

Cl�udio Meirelles (PR)
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Quem deve apoiar? Marconi Perillo
Por qu�? Tudo indica que estar� com o senador. A �nica d�vida � em rela��o ao grupo de Aparecida, do qual faz parte, encabe�ado pelo vice-governador Ademir Menezes (PR), e que ainda n�o decidiu seu caminho.

Marl�cio Pereira (PTB)
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Quem deve apoiar? Marconi Perillo
Por qu�? Apesar de estar no PDT, partido que participa da administra��o municipal de Goi�nia, o deputado tem liga��es muito pr�ximas � base aliada do governo estadual. Ele, por�m, n�o se arriscaria em seguir o projeto de Alcides.

Misael Oliveira (PDT)
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Quem deve apoiar? Marconi Perillo
Por qu�? O deputado � voz quase �nica pr�-Marconi em seu partido. Pode estar com o senador, mas tamb�m h� possibilidade de apoiar o projeto de Alcides, caso o partido o pressione. A c�pula do PT do B � alcidista.

Ti�ozinho Costa (PT do B)
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Quem deve apoiar? Iris Rezende
Por qu�? Desde as elei��es municipais, quando deixou o grupo de Aparecida para apoiar o prefeito Maguito Vilela, tem acompanhado o caminho do peemedebista. Mesmo assim, ainda faz parte da base governista, o que gera d�vidas.

Dr. Valdir Bastos (PR)
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Quem deve apoiar? Henrique Meirelles
Por qu�? Como l�der do governo, tem defendido bravamente a administra��o de Alcides e pode ir para o PP. Se n�o tiver a janela de filia��es, por�m, ficar� com o seu partido e apoiar� a candidatura de Marconi Perillo.

Evandro Magal (PSDB)
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Quem deve apoiar? Henrique Meirelles
Por qu�? Tem o mesmo dilema de Magal. A diferen�a que a deputada j� est� de malas prontas para o PP, s� esperando a janela. Caso esta n�o venha, pode n�o sobrar alternativa do que continuar e empunhar a bandeira do PSDB.

Laudeni Lemes (PSDB)
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Indefinidos

Quem pode apoiar? Marconi Perillo ou Henrique Meirelles
Por qu�? Ainda � cota do PSDB, mas n�o possui liga��es com o senador Marconi depois da elei��o para a mesa diretora de 2004. Era do grupo meirellista, mas j� h� coment�rios de que pode ser for�ado a apoiar o tucano.

Samuel Almeida (PSDB)
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Quem deve apoiar? Qualquer um
Por qu�? � visto muito mais como um governista do que um oposicionista. O seu passado (j� foi filiado ao PSDB) e a sua recente aproxima��o com Alcides coloca um ponto de interroga��o no seu futuro pol�tico.

Jos� Nelto (PMDB)
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Quem deve apoiar? Qualquer um
Por qu�? � mais governista do que Jos� Nelto, tanto que sempre segue o Pal�cio em vota��es pol�micas. A sua filia��o o coloca como um prov�vel apoiador de Iris, mas ningu�m se surpreender� se n�o seguir este caminho.

Paulo C�sar Martins (PMDB)
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Quem deve apoiar? Qualquer um
Por qu�? Aliado forte ao governo estadual, mas segue a cartilha do prefeito de Itumbiara, Jos� Gomes da Rocha (PP). O pepista � pr�ximo a Alcides, Marconi e Iris, e pode apoiar qualquer um dos tr�s.

�lvaro Guimar�es (PR)
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Quem deve apoiar? Henrique Meirelles ou Marconi Perillo
Por qu�? � da base aliada, est� em um partido alinhado com o senador, mas pode apoiar o projeto de Alcides, j� que tem fortes rela��es com o secret�rio Jorcelino Braga. O embate com o PSDB, nas elei��es de 2008, tamb�m desgastaram as rela��es.

Frei Valdair (PTB)
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Quem deve apoiar? Iris Rezende ou Henrique Meirelles
Por qu�? Tinha tudo para apoiar o prefeito Iris Rezende, mas preferiu se afastar do PMDB e compor com o governo. Recentemente vem votando contra o Pal�cio, o que deixa d�vidas sobre o seu futuro.

Isaura Lemos (PDT)

�Vice-governador � trunfo do PR� Vanderlan Vieira

Vanderlan Vieira, tamb�m se revelou um pol�tico promissor. A frente da prefeitura do munic�pio pela segunda vez, o republicano promoveu avan�os na cidade, em todas as �reas. Em visita � Tribuna, na quinta, 14, Vanderlan fez um balan�o desses primeiros meses do segundo mandato, e falou do impacto causado pela diminui��o do repasse de verbas federais para a administra��o municipal. Presidente da Ammeg, Vanderlan elogia a integra��o entre os prefeitos da regi�o metropolitana e aponta problemas enfrentados pelos munic�pios do entorno de Goi�nia.

Aline Mil, Anapaula Hoekveld, Eduardo Sartorato e Elizeth Ara�jo


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Tribuna do Planalto - O prefeito de Santa Cruz, Esley Augusto D�maso (PP), esteve aqui na Tribuna h� alguns dias e reclamou que nada do que foi prometido pelo governo federal foi cumprido e que os prefeitos n�o puderam parcelar o alongamento da d�vida com o INSS, e nem pegaram ainda o dinheiro da reposi��o da perda do FPM. O que o senhor tem a dizer sobre isso?
Vanderlan Vieira - A quest�o do INSS at� hoje n�o foi resolvida. Mas, a gente sabe que at� que se conclua a parte burocr�tica, realmente demora alguns dias. Isso foi anunciado h�s uns trinta dias. Ent�o, eu acredito que ainda demora uns 60, 90 dias para que seja conclu�do. A libera��o dos recursos para repor as perdas do FPM foi aprovada, se n�o me engano, a semana passada, e acredito que esse ser� mais r�pido. Acredito que at� o final do m�s a reposi��o j� vai estar na conta das prefeituras.

A reclama��o dele � que, como o governo federal fez um an�ncio com muito estardalha�o, a comunidade est� cobrando dos prefeitos e os prefeitos est�o em uma saia justa. O sr. acha que procede essa reclama��o?
Eu acho que o governo federal deu uma ajuda muito grande aos munic�pios. Muitos at� n�o esperavam que fosse anunciada uma ajuda t�o r�pido. E � l�gico que o governo, fazendo esse an�ncio, iria dar uma divulga��o muito grande como ele fez quando ajudou os munic�pios. Agora, a gente tem de convir que � preciso esperar a resolu��o da quest�o burocr�tica. Por mais que o presidente seja a maior autoridade do Pa�s, ele tem de obedecer aos tr�mites legais.

Senador Canedo sofreu com essa diminui��o do FPM?
Sofreu bastante. Todas as cidades sofreram.

Qual o impacto dessa redu��o?
No ano passado os munic�pios receberam do bolo tribut�rio em torno de R$ 52 bilh�es. Para este ano est�o previstos R$ 44 bilh�es, ou seja, v�o diminuir 8 bilh�es. Particularmente acho desigual essa distribui��o: O munic�pio deveria participar pelo menos com o dobro ou o triplo do que � repassado hoje aos munic�pios, e passar algumas outras obriga��es que hoje est�o com os munic�pios, mas eles n�o recebem por esses servi�os prestados, como seguran�a, cadeia, uma parte do Judici�rio e tantas outras obriga��es que hoje passam para os munic�pios, mas que n�o chegam recursos para estas despesas. Acho que se houvesse a municipaliza��o de direito, porque de fato j� est�, desses servi�os, o certo seria repassar esses recursos para o munic�pio para bancar preso, bancar funcion�rio para Judici�rio, para delegacia, para cadeia, combust�vel para alguns �rg�os estaduais, principalmente. Ent�o, deveria municipalizar realmente e dar condi��es como � feito na Europa e Estados Unidos, em que o munic�pio fica com a maior parte da arrecada��o do bolo tribut�rio.

E a Reforma Tribut�ria, prefeito, � um avan�o no sentido de dar mais autonomia aos munic�pios?
Eu vejo a Reforma Tribut�ria como uma sa�da. Ela tem de se fazer de alguma forma, para que se corrija essa quest�o da distribui��o dos impostos. Pelo que j� vi e estive conversando at� mesmo com o deputado Sandro Mabel, que � o relator da mat�ria, sobre a quest�o das contribui��es, o que est� se fazendo na reforma agora � passar para os munic�pios mesmo que gradativamente uma grande parte dessas contribui��es que v�o se transformar praticamente em um imposto s�. A�, sim, os munic�pios ter�o condi��es melhores de ter os seus recursos e atender a popula��o.

O sr. assumiu recentemente a Associa��o dos Munic�pios da Regi�o Metropolitana, Ammeg. Como est� a integra��o entre esses munic�pios?
Com a crise, os prefeitos resolveram se unir mais. E a gente est� sentindo isso tanto na AGM quanto nas associa��es regionais. No caso da nossa associa��o, os prefeitos agora est�o mais unidos, principalmente para buscar solu��es para os problemas da Regi�o Metropolitana. Tivemos uma reuni�o agora com discuss�es amplas sobre anel vi�rio, que est� esquecido, est� parado no tempo. Goi�nia at� hoje n�o ter o seu anel vi�rio conclu�do � uma vergonha. Isso � uma vergonha n�o s� para os munic�pios que acompanham a Regi�o Metropolitana, mas para a classe pol�tica como um todo, porque � ela que representa o Estado. Com certeza ela se sente envergonhada de n�o resolver o problema do anel vi�rio. Em quase todas as cidades em que a gente chega hoje neste Brasil afora tem o anel vi�rio e Goi�nia ainda n�o tem por quest�es, �s vezes, pol�ticas, por birra. Estou vendo agora que o pr�prio governador est� muito interessado por causa da Copa do Mundo. Copa sem anel vi�rio, pode esquecer. O tr�nsito est� terr�vel ao redor de Goi�nia.

Como o sr. avalia a �rea do transporte. Ela avan�ou?
Acho que o transporte coletivo vai ser resolvido quando tiver um metr� de superf�cie em Goi�nia. Por mais que voc� coloque �nibus, n�o adianta. Pode colocar mais dois mil �nibus a�, porque n�o v�o andar. O problema vai continuar. Ent�o, se n�o colocar mais corredores, se n�o colocar um metr� de superf�cie em Goi�nia, pode inventar �nibus com ar-condicionado, computador de bordo. Pode p�r at� cama, que n�o vai resolver. O pessoal vai sair e para andar cinco quil�metros vai demorar duas horas. Ent�o, a solu��o que eu vejo do tr�nsito de Goi�nia � o metr� de superf�cie.

E aquele projeto do sr. de estender o Eixo Anhanguera at� Senador Canedo?
Isso, na verdade, � um sonho nosso e um compromisso do governo do Estado, firmado em 2006.

Teve algum andamento?
Eu n�o tive ainda uma informa��o do governo. A informa��o que tenho � que o Eixo iria at� a regi�o de Senador Canedo, que � no Jardim das Oliveiras. Por�m, n�o fui comunicado oficialmente que o Eixo Anhanguera vai ser estendido at� Senador Canedo ou at� Trindade. Eu acredito que est� em estudo e esse compromisso do governador Alcides Rodrigues, como o compromisso a duplica��o da GO- 403 e do Est�dio de Futebol de Senador Canedo, ainda precisa ser resgatado. Mas ainda est� em tempo e, com certeza, o Eixo Anhanguera chegando a Senador vai ser um grande avan�o.

O sr. falou da integra��o da Regi�o Metropolitana. E a sua integra��o com o prefeito de Goi�nia, como � o relacionamento de voc�s?
� excelente. Sempre que a gente precisa ele est� pronto para atender e ajudar. Desde que assumiu, o prefeito tem procurado em conjunto conosco resolver os problemas de divisa, e praticamente todos j� foram resolvidos.

Como o sr. avalia este in�cio de segundo mandato, que j� come�a com essa crise dos munic�pios em rela��o �s verbas?
N�s antecipamos um pouco a crise e fizemos uma reforma logo ap�s as elei��es. Come�amos no m�s de outubro e conclu�mos no m�s de novembro. Ent�o, essa reforma que fizemos � que est� nos ajudando a atravessar esta crise. Com o planejamento feito no ano passado, a gente est� conseguindo at� aumentar o n�mero de trabalhadores na prefeitura, com rela��o ao ano passado.

Quais os principais problemas que a cidade enfrenta hoje?
S�o muitos. Temos problemas de transporte coletivo, que ainda � cr�tico. Por�m, temos um problema cr�tico, que � a quest�o do esgotamento sanit�rio. N�s estamos trabalhando e buscando alternativas de esta��es de tratamento mais modernas, mais compactas, de um custo mais baixo.

E em rela��o � constru��o do alcooduto, prefeito, quais as suas perspectivas?
A nossa esperan�a � que seja constru�do, mas a cada dia que passa parece que est� ficando mais distante o in�cio da constru��o do alcooduto. Faltam recursos. Muitas pessoas investiram em usinas no Estado de Goi�s, no Tocantins, ent�o, acredito que pode ser prorrogado a� por mais dois ou tr�s anos, mas a obra vai sair.

Prefeito, o sr. � um dos que acreditam na vinda do Henrique Meirelles a Goi�s para se candidatar em 2010. Essa opini�o � do PR ou n�o?
Essa � uma opini�o minha, pessoal. Para mim, o que est� desenhando � que o Henrique Meirelles viria para ser candidato pelo PP e que o prefeito Iris Rezende iria para o Senado. Mas , temos o vice-governador, Ademir Menezes, que � um candidato natural. E se o governador sair e o Ademir ficar, seria at� desrespeitoso da minha parte dizer que o nosso candidato seria Henrique Meirelles ou Iris Rezende ou Marconi Perillo.

Ent�o, o Ademir seria a alternativa do PR para a candidatura ao governo?
Ele � o candidato natural sendo vice-governador. Se ele pleitear e o partido realmente apoiar e tiver mais partidos apoiando eu creio que ele ser� candidato.

O futuro pol�tico do PR fica indefinido at� mar�o. A tend�ncia � essa?
Acredito que at� mar�o n�o se define nada porque o partido precisa saber antes se o governador vai sair, se o Ademir vai ficar, e tamb�m eu acredito que o vice-governador n�o vai querer ser candidato � reelei��o no caso de ele assumir simplesmente por querer. Tem de ver a base de apoio, as pesquisas, se realmente vai haver condi��es para isso. Mas o que eu volto a afirmar � o seguinte: que ele � o candidato natural. Ent�o, n�s como membros do PR at� em respeito a ele, que � o vice-governador, n�o podemos falar em apoio a outra candidatura que n�o seja a dele � reelei��o.

Mas � um projeto do PR lan�ar candidato em 2010?
O PR ainda est� conversando. Ali�s, ele est� mais ouvindo os candidatos do que tendo realmente um projeto que seja o Ademir ou que seja outro para 2010.

O sr. acha que Ademir Menezes � um nome forte o suficiente para ser candidato, levando em considera��o os dois nomes que j� est�o colocados, do prefeito Iris e do senador Marconi?
Olha, uma coisa � ele hoje como vice-governador e outra � ele como governador e candidato � reelei��o. Ent�o, vai depender muito do projeto que ele fizer antes, se ele for assumir o governo, que, com certeza, se tiver esse pensamento, j� deve ter algum projeto elaborado para ser executado em curto espa�o de tempo. Ent�o, vai depender muito da capacidade dele neste per�odo dele assumir e ser candidato � reelei��o. Eu vejo assim com potencial. Se ele chegar e j� implantar projetos, pode ter grande retorno. Existem muitos projetos simples que podem ser executados em pouco tempo.

Mas a� o sr. est� considerando que ele vai assumir o governo. Para ele assumir, o governador Alcides tem de sair. O sr. acredita nessa possibilidade? Essa � uma d�vida que todo mundo tem hoje. O governador � muito fechado e ningu�m consegue tirar praticamente nada dele. Ent�o, ningu�m sabe ainda. Pode sair, pode n�o sair. Esta � d�vida que todos t�m. Ser� que ele vai disputar um cargo ou ser� que n�o vai. Ent�o, Ademir Menezes com o vice-governador n�o tem tanta for�a como governador, com a m�quina na m�o.

Al�m de contar com esta sa�da do governador, o que o PR tem feito para se fortalecer?
Eu acho que um dos maiores trunfos do PR hoje � ter o vice-governador. Se voc� pegar a� a hist�ria anterior, quem � o governador Alcides? Ele foi vice-governador do Marconi. Ent�o, Ademir � um candidato natural. Acho que o processo eleitoral em 2010 vai passar pelo PR. N�o tem jeito. N�s temos o vice-governador. Ent�o, o maior trunfo do PR hoje � ter o vice-governador.

Hoje, prefeito, existem dois projetos a� bem claros. O projeto do PSDB e o do PMDB. Independentemente de nomes, dentro desses dois projetos, com qual o PR se identificaria mais hoje?
Acho que esta resposta quem estaria mais capacitado para d�-la � o presidente do partido, o Sandro Mabel. No meu caso, por exemplo, eu me dou bem com todos. Tenho uma admira��o e um carinho especial pelo prefeito Iris Rezende. Ele � um pol�tico que tem uma hist�ria. O senador Marconi Perillo me ajudou muito quando comecei em Senador Canedo. O Henrique Meirelles, eu o conhe�o pouco. Falei com ele uma ou duas vezes, mas acho que se ele vier realmente a ser candidato o prefeito Iris possivelmente desistir� da candidatura ao governo.

�Munic�pio parecia vila suja de Goi�nia�

Ent�o o sr. acredita numa polariza��o nesta elei��o?
A �nica certeza que a gente tem hoje � que o senador Marconi Perillo � candidato. Porque � o �nico que est� fazendo campanha 24 horas por dia e � o jeito dele. O senador Marconi faz pol�tica 24 horas por dia, anda o Estado todo, � uma pessoa muito querida e em todos os lugares que vai � muito bem recebido. Ent�o, ele � o �nico que a gente v� a� que est� fazendo campanha. O Henrique Meirelles na campanha passada, eu estou vendo que vai ser a mesma coisa de 2006. Vem n�o vem. � n�o �. Ent�o, h� muita especula��o. Ele mesmo n�o falou nada, at� mesmo porque ele � presidente do Banco Central. E se ele anunciar que � candidato vai ter de sair imediatamente, � uma quest�o de estrat�gia. Mas hoje se formos analisar o senador Marconi Perillo � um candidato fort�ssimo, que vai dar muito trabalho para quem quer que seja: Henrique Meirelles, Iris Rezende, ou qualquer um que vier. Ele vai dar muito trabalho.

O sr. se sente � vontade hoje se por acaso o caminho for apoiar o senador Marconi Perillo j� que existe um problema pessoal do presidente do partido com o senador?
Olha, o problema pessoal que estiver no passado n�o influencia, porque se influenciasse o PR n�o teria apoiado o Marconi Perillo para o Senado e o Alcides para governador nas elei��es de 2006. Naquela �poca o problema, da hist�ria do mensal�o, estava em uma fase bem mais complicada. Ent�o, isso n�o influencia. O deputado Sandro Mabel sempre respeitou a decis�o do partido, ele n�o define nada sozinho, sempre define com todos os companheiros do partido. Assim, o que ficar acertado, tenho certeza de que o Sandro vai respeitar, e ele tem falado isso, que a decis�o n�o � s� dele. E realmente, desde que estou no partido, nunca foi somente dele.

Como deve ser essa prepara��o do partido para 2010? Vai haver encontros e um esfor�o maior para filiar lideran�as? Como vai ser essa estrat�gia?
Isso j� est� acontecendo, s� que se trabalha muito nos bastidores com rela��o a aumentar o n�mero de filiados e de potenciais candidatos, porque isso � como desenvolver um produto numa empresa. Se tiver desenvolvendo e mostrar antes da hora a concorr�ncia vem em cima e leva. Ent�o, estamos conversando com muita gente que possivelmente vai ser candidato tanto a deputado estadual quanto federal, para termos uma chapa boa que aumente a representatividade do partido.

A expectativa do partido � aumentar a bancada em 2010?
Acho que todo partido quer crescer. Ent�o, o objetivo � esse: o partido quer crescer e tamb�m quer ser respeitado.

Prefeito, o fato do partido participar da administra��o municipal, da estadual e tamb�m da federal ajuda ou atrapalha na hora de definir o rumo para as elei��es de 2010?
N�o houve acordos para as elei��es de 2010, ent�o o partido est� livre para definir e tomar as posi��es no momento certo.

E o futuro pol�tico do sr.? Existe uma possibilidade do sr. se candidatar agora em 2010 para deputado federal?
Essa quest�o de candidatura � mais especula��o. Nunca me passou pela cabe�a ser candidato a federal. A gente tem tido algumas conversas com companheiros, amigos que s�o poss�veis candidatos, com propostas, mas o projeto nosso ainda � Senador Canedo e terminar os quatro anos no munic�pio.

S�o v�rios os problemas financeiros que o governo enfrenta. Com a d�vida da Celg, a agenda positiva, acaba n�o vindo ou vindo em doses menores. Como o sr. v� essas dificuldades do governo?
Se voc� observar nos outros Estados, por exemplo a quest�o de arrecada��o de impostos estaduais, houve uma queda muito grande. Aqui, devido �s provid�ncias que foram tomadas nos �ltimos dois anos, o Estado de Goi�s este ano n�o est� tendo queda, perda de receita. Isso reflete tanto no Estado quanto para os munic�pios. O que tenho falado a alguns prefeitos � que embora �s vezes n�o esteja chegando aos munic�pios os recursos, o d�ficit foi superado gra�as �s atitudes e as medidas que foram tomadas pelo governo do Estado com o corte de muitos abusos. O governo cortou cr�ditos absurdos que existiam, como cr�ditos outorgados, alguns incentivos fiscais e mais algumas cadeias produtoras que tinham a� que, na verdade, agregavam pouca coisa ao Estado. No caso da Celg, a gente v� coisas absurdas, contratos absurdos que foram colocados ali e n�o d� para entender muito bem de como voc� compra uma energia talvez por R$ 80, R$ 100 o quilowatt e vende por quatrocentos e d� preju�zo. Ent�o, alguma coisa est� errada. O presidente novo, Carlos Silva, pelos cortes anunciados, em pouco tempo vai contornar a situa��o.

Muito se fala que a arrecada��o de Senador Canedo � alta por conta do petr�leo. Isso � mito?
N�s temos hoje a arrecada��o principal do munic�pio oriunda do ICMS. Temos no munic�pio, ind�strias, o frigor�fico, que no momento est� fechado, que era um dos maiores empregadores depois da prefeitura, que � o Goi�s Carne, e a Petrobras. A Petrobras ainda � a maior fonte arrecadadora de ICMS, at� porque o FPM praticamente vem quase tudo descontado por d�vidas anteriores. Mas, a Petrobras est� no munic�pio desde 1995, e algumas pessoas questionam isso. E eu gosto de lembrar que a Petrobras est� l� desde 95 e se voc� for observar a cidade de Senador Canedo at� 2004, parecia que era uma vila das mais sujas e desorganizadas de Goi�nia. E de 2005 para c� � que a gente come�ou a arrumar a cidade. Estamos construindo uma nova cidade em todos os aspectos, desde sa�de, educa��o, infraestrutura e agora trabalhando para resolver definitivamente o problema da �gua e do esgotamento sanit�rio.

O que os prefeitos esperam do governo estadual agora para este ano e para o ano que vem, em termos de obras e de repasses de recursos do governo estadual?
A gente espera que comece a libera��o de alguns conv�nios para asfalto. Al�m disso, a gente est� vendo o governador muito preocupado com rela��o � moradia, tanto � que aumentou o cheque moradia de R$ 8 para R$ 15 mil e est� desenvolvendo projetos de casas em parceria, e eu acredito que vai haver a� um mutir�o para executar asfalto e moradia num prazo recorde, porque sen�o n�o d� nem tempo mais.

Essas dificuldades que o governador tem hoje podem impedir que ele tenha uma influ�ncia maior nas elei��es do ano que vem?
Com certeza. Se o governo leva obras aos munic�pios, todos ficam satisfeitos e isso se reflete em votos. Ent�o, quem ele tiver apoiando vai ter um ganho com isso. E ele pr�prio, se for candidato, com certeza, com obras, com benfeitorias vai estar todo mundo rindo para as paredes. Se n�o h� obras, como ter ganho pol�tico? O governador est� com muitos projetos e muitos conv�nios para serem feitos com os munic�pios e vai conseguir recuperar esse tempo perdido.

PMDB � mais ele


Para os governos, bons tempos aqueles onde o presidente do Senado ou da C�mara, diante do pedido de cria��o de uma CPI com o n�mero de assinaturas necess�rias, podia arquiv�-lo a qualquer pretexto.

Um dia o Supremo Tribunal Federal decidiu: CPI � direito da minoria. Satisfeitas as exig�ncias para ser criada, ela deve funcionar de imediato.

Uma penca de motivos conspirou para que a oposi��o derrotasse o governo na batalha pela cria��o da CPI da Petrobr�s, destinada a investigar poss�veis podres da empresa detectados pelo Minist�rio P�blico e o Tribunal de Contas da Uni�o.

Jos� Sarney (PMDB-AP), presidente do Senado, n�o v� a hora de outro assunto atrair o interesse da m�dia ocupada h� tr�s meses em expor esc�ndalos protagonizados por seus pares.

Romero Juc� (PMDB-RR), l�der do governo no Senado, ainda n�o engoliu a demiss�o do irm�o e da cunhada antes alojados na Infraero. Fez um discurso col�rico contra o ministro Nelson Jobim, da Defesa.

Ouviu como resposta que suas cr�ticas eram �irrelevantes�. Juc� n�o mexeu um dedinho para evitar a derrota do governo. N�o deu um telefonema para pedir a ningu�m que retirasse a assinatura do requerimento de cria��o da CPI.

Gedel Vieira Lima, ministro da Integra��o Nacional e cabe�a coroada do PMDB, celebrou em rigoroso sil�ncio o �xito da oposi��o. Jos� S�rgio Gabrielli, presidente da Petrobr�s e baiano como ele, � nome forte para concorrer a uma vaga no Senado em 2010.

Gedel sonha em tomar o lugar do governador Jaques Wagner (PT). Mas n�o descarta a hip�tese de se compor com Wagner e sair candidato ao Senado. Gabrielli s� o atrapalha.

Renan Calheiros (PMDB-AL) manteve-se distante do empenho da oposi��o em recolher assinaturas para instalar a CPI e do esfor�o de �ltima hora do governo em reduzir o n�mero de assinaturas.

Para n�o ser apontado como omisso, no in�cio da noite da �ltima sexta-feira telefonou para um dos l�deres da oposi��o: �E a�, como est�o as coisas?� O tal l�der respondeu: �As coisas est�o bem�. A conversa foi curta. Renan nada pediu.

Est�o frias as rela��es de Renan com o governo e o PT desde que ele escapou de ser cassado pelo uso de um lobista de empreiteira para pagar despesas de uma ex-amante.

O PT votou a favor da absolvi��o dele. Em troca, Renan foi obrigado a renunciar � presid�ncia do Senado. Em fevereiro passado, para aborrecimento de Lula, Renan elegeu Sarney presidente contra Ti�o Viana, candidato do PT e do PSDB.

Nada mais favor�vel a um partido predador como o PMDB do que um governo carente de sua ajuda para chegar a bom termo.

Sem um PMDB compacto ao seu lado, Lula jamais conseguir� eleger Dilma Rousseff presidente. E basta que o PMDB do Senado fa�a um pouco de corpo mole para que a CPI da Petrobr�s provoque uma forte dor de cabe�a em Lula e, de quebra, na pr�pria Dilma.

No escurinho dos gabinetes do PMDB s�o poucos no momento os que ainda apostam suas fichas na elei��o de Dilma. Nada a ver com a sa�de dela.

A maioria simplesmente acredita mais nas chances de uma chapa presidencial encabe�ada pelo governador Jos� Serra e tendo o governador A�cio Neves como vice. Acha que essa chapa sair� do forno at� o fim do ano. E que quando sair n�o haver� mais para ningu�m.

At� l�, o melhor neg�cio para o PMDB � garantir �a governabilidade�, mantendo os cargos que tem e ganhando outros.

Haver� de tirar vantagem dos nomes de que disp�e para disputar governos estaduais e vagas no Senado. A composi��o com o PT ser� dif�cil em v�rios Estados.

A for�a de atra��o do PSDB reside paradoxalmente em sua fraqueza: tem poucos nomes fortes para os governos e o Senado.

Nem por isso o futuro reserva ao PMDB uma alian�a formal com o PSDB. O mais razo�vel � que ele nem v� com Dilma nem com Serra para poder, aqui e ali, ir com um e com o outro de acordo com suas conveni�ncias.

Caso queira governar, qualquer um que ven�a governar� com o PMDB.

Oposi��o quer privatizar Petrobras, diz ministro sobre CPI

Para Paulo Bernardo, oposi��o quer 'desmoralizar' empresa.
Nelson Jobim diz que CPI quer antecipar processo eleitoral de 2010.


O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse nesta segunda-feira (18) que a oposi��o, com a cria��o da Comiss�o Parlamentar de Inqu�rito (CPI) para investigar poss�veis irregularidades na administra��o cont�bil da Petrobras, pretende "desmoralizar" a empresa com o intuito de privatiz�-la.

"O que o PSDB gostaria mesmo � de privatizar a Petrobras e eles n�o conseguiram fazer isso no governo Fernando Henrique [1995-2003]", disse. "Provavelmente v�o querer desmoralizar a Petrobras para fazer isso no futuro, mas tenho certeza de que n�o v�o conseguir."

Bernardo afirmou que o governo vai esclarecer todas as suspeitas levantadas contra a petrol�fera estatal. "E vamos continuar fazendo investimentos na �rea do pr�-sal normalmente, mantendo a Petrobras com a grande empresa que �", destacou.

Na justificativa do pedido de CPI, protocolado na �ltima quarta-feira (13), o senador tucano �lvado Dias (PR) manifesta preocupa��o com as seguidas den�ncias contra a Petrobras e a ANP. �� preocupante que a maior empresa estatal brasileira tenha passado a freq�entar as p�ginas policiais da imprensa."

Segundo Bernardo, o Brasil anda na contram�o da tend�ncia mundial. "Enquanto os grandes pa�ses desenvolvidos est�o fazendo tudo para proteger suas empresas, n�s fazemos alguma coisa para derrubar a maior empresa do continente sul-americano", reclamou.

"A oposi��o, no seu af� de dificultar as coisas para o governo pode prejudicar uma empresa que � uma das maiores do mundo."

O ministro do Planejamento ressaltou, no entanto, que a instala��o da CPI n�o conseguir� paralisar as atividades do governo.

"N�s vamos acompanhar essa gritaria que est�o fazendo, mas de forma alguma vamos deixar paralisar. Nem as a��es de investimento da Petrobras ser�o paralisadas, nem o Programa de Acelera��o do Crescimento (PAC), nem o programa Minha Casa, Minha Vida. Vamos tocar tudo normalmente", assegurou Bernardo.

Jobim

Para o ministro da Defesa, Nelson Jobim, a cria��o da CPI da Petrobras representa uma antecipa��o do processo eleitoral de 2010.

"Isso tudo a� � briga pol�tica, se chama 2010", disse Jobim a jornalistas ap�s participar da abertura de um encontro de fuzileiros navais.

A leitura do requerimento na sexta-feira para cria��o da CPI, primeiro passo no processo de instala��o da comiss�o, foi comandada pelo PSDB, partido que rivaliza com o PT na sucess�o presidencial do ano que vem. Mesmo o Democratas, aliado dos tucanos, n�o t�m interesse na CPI.

Nelson Jobim, que � do PMDB, acredita que a oposi��o vai criar novos fatos pol�ticos ao longo deste ano para tentar enfraquecer o governo.

"Vai haver a partir dessa antecipa��o do processo eleitoral uma enormidade de retalia��es, que s�o naturais, considerando a elei��o de 2010. N�o existem regras para isso. As coisas acontecem", disse.

Exame confirma que deputado estava embriagado em acidente no PR

resultado do exame de dosagem alco�lica feito na amostra de sangue do deputado estadual Fernando Ribas Carli Filho (PSB) comprovou que o parlamentar estava embriagado no momento do acidente que matou dois jovens em Curitiba, na madrugada de quinta-feira (7).

De acordo com a an�lise, realizada pelo Instituto M�dico-Legal (IML) de Curitiba e divulgado no fim da manh� desta segunda-feira (18) pela Secretaria de Estado da Seguran�a P�blica (Sesp), havia no sangue do deputado 7,8 decigramas de �lcool por litro de sangue. Para o C�digo Brasileiro de Tr�nsito (artigo 306), a apresenta��o de dosagem acima de 6 decigramas j� � considerada crime, e o n�vel tolerado � de 2 decigramas

O material examinado pelo IML foi coletado pelo Hospital Evang�lico para exames cl�nicos logo ap�s o acidente, mas s� uma semana depois do acidente, quando a Delegacia de Delitos de Tr�nsito (Dedetran) solicitou as amostras de sangue . �Hoje � poss�vel afirmar com 100% de certeza que o deputado estava sob influ�ncia alco�lica no momento da colis�o�, disse � Ag�ncia Estadual de Not�cias o delegado Armando Braga de Moraes Neto, da Dedetran, que acompanha as investiga��es.

Segundo a Sesp, para a conclus�o do inqu�rito ainda falta finaliza��o de outros laudos periciais, como o de levantamento do local de morte, que possibilitar� compreender a din�mica da colis�o e a poss�vel velocidade dos ve�culos envolvidos, e o resultado da necropsia das v�timas. Ainda nesta semana a pol�cia pretende realizar a reconstitui��o do acidente.

Fam�lia das v�timas

A empres�ria Cristiane Yared e a auxiliar de limpeza Vera de Almeida passaram a semana anestesiadas pela dor. Vera e Cristiane perderam seus filhos Carlos Murilo, de 20 anos, e Gilmar Rafael, de 26 anos. O carro onde eles estavam colidiu com o ve�culo dirigido pelo deputado estadual Fernando Carli Filho (PSB).

O deputado estadual, de 26 anos, estava com a habilita��o suspensa. Ele tinha 130 pontos na carteira. Nos �ltimos seis anos recebeu 30 multas, 23 por excesso de velocidade.

O acidente aconteceu quase 1h da manh�, hor�rio em que, com menos carros circulando, os sem�foros piscam a luz amarela, em alerta, em v�rios cruzamentos de Curitiba. � um sinal para que os motoristas diminuam a velocidade, olhem com aten��o e s� ent�o avancem. Testemunhas dizem que o deputado ignorou todos esses cuidados e acabou acertando em cheio o primeiro carro que cruzou o caminho dele.

As c�meras do posto de combust�vel que fica na esquina onde ocorreu o acidente registraram as �ltimas imagens do carro onde estavam os dois rapazes que morreram. Nas imagens, o carro das v�timas passa em frente ao posto e freia ao se aproximar do cruzamento. Quando avan�a, � atingido pelo carro do deputado que vinha na outra rua.


Vinho no restaurante


Os gar�ons e seguran�as do restaurante onde o deputado jantou, pouco antes do acidente, confirmaram que ele havia tomado vinho. O socorrista que atendeu Carli Filho registrou no boletim "h�lito et�lico", ou seja, cheiro de �lcool.

S� na �ltima sexta-feira (15), nove dias depois do acidente, a Justi�a determinou que seja feito o exame de dosagem alco�lica no deputado. O teste foi feito no sangue colhido no dia do acidente.

Em S�o Paulo, onde o filho est� internado, a m�e do deputado decidiu falar pela primeira vez depois do acidente. �Tenho pensado onde que n�s erramos. Voc� cria o filho, faz tudo por ele, ensina os primeiros passos, e de repente voc� se v� envolvida numa trag�dia, uma dor dessas, onde a vida para�, diz Ana Rita Carli.

O deputado est� na UTI. Passou por uma cirurgia que durou 14 horas para recompor os ossos do cr�nio e da face e ainda deve ser operado novamente. Por ser deputado estadual, Fernando Carli Filho s� pode ser julgado por desembargadores do Paran�.


* ( Com informa��es da Gazeta do Povo)

Segunda-feira, Maio 11, 2009

PP + PT

Convites para viagens ao exterior, homenagens do mais alto escal�o no Itamaraty, apoio para resolver os problemas financeiros do Estado. � evidente que o presidente Luiz In�cio Lula da Silva (PT) est� tentando conquistar a simpatia do governador Alcides Rodrigues (PP). Se a estrela vermelha tem conseguido ou n�o povoar os pensamentos pepistas � um mist�rio que a serenidade do governador n�o deixa transparecer. Em entrevista � Tribuna do Planalto, durante a abertura da 2� Bienal do Livro de Goi�s, Alcides declarou que a aproxima��o com o governo federal s� traz grandes benef�cios para o Estado. Questionado se essa parceria agrada tamb�m aos pepistas goianos, Alcides foi conciso ao dizer que n�o existe discuss�o partid�ria quando o assunto � ajudar Goi�s a angariar recursos. Se o governador � discreto sobre uma poss�vel parceria entre PP e PT nas pr�ximas elei��es, prefeitos e outros pol�ticos seguem um posicionamento distinto.

O senador Marconi Perillo (PSDB), personagem j� escalada para o cen�rio goiano em 2010, tem utilizado o argumento de que os currais pol�ticos s�o o que mais sustenta uma candidatura estadual e, nesse ponto, a uni�o entre PP e PSDB � algo natural e bem aceito pelos prefeitos goianos. O senador acredita que, no interior do Estado, a separa��o da base aliada n�o � o desejo dos administradores municipais e isso tornaria uma uni�o entre PP e PT uma tarefa complicada para Alcides. Alguns discordam desse paradigma, mas a maioria dos prefeitos do PP tem assinado embaixo no descr�dito de Marconi, apesar de se colocarem totalmente � disposi��o da decis�o da for�a majorit�ria do partido.

Os prefeitos pepistas e aliados declaram aos quatro ventos que v�o seguir Alcides, qualquer seja a sua decis�o, principalmente se o tema for uma candidatura pr�pria. Colocando � parte a discuss�o sobre a filia��o ou n�o do presidente do Banco Central Henrique Meirelles ao PP e a sua ent�o suposta candidatura ao governo do Estado, at� prefeitos que conservam bom relacionamento com o PT n�o acreditam que a aglutina��o possa acontecer em 2010. O processo sucess�rio de 2008 mostrou que o n�mero de munic�pios que aglutinam literalmente a base � realmente relevante. A Tribuna analisou o dom�nio do Partido Progressista no interior e constatou que dos 49 munic�pios comandados pelo PP, 17 possuem vice-prefeituras tucanas. Em contraponto, apenas tr�s munic�pios liderados pelo PP possuem vice-prefeituras comandadas pelo PT. E, ainda, cinco prefeituras com chapa PP e PMDB.


PMDB

A maior dificuldade que alguns prefeitos veem na parceria com o PT em 2010 � o cortejo expl�cito que existe, hoje, entre o Partido dos Trabalhadores e o PMDB goiano. O prefeito de Inhumas e presidente da Associa��o Goiana dos Munic�pios, Abelardo Vaz (PP), � um dos poucos prefeitos pepistas no Estado que tem parceria direta com o PT, j� que seu vice, Davi Isaias da Silva (PT), � do partido de Lula. Ainda assim, Abelardo faz parte do time de administradores municipais que n�o acreditam em um processo sucess�rio estadual em que PP e PT ocupem uma mesma chapa. "Hoje n�o vislumbro esse cen�rio exatamente pela proximidade que o PT firma a cada dia com o PMDB. Para mim, PP e PMDB s�o como �gua e �leo", declara. Abelardo concorda com o posicionamento do senador Marconi Perillo, dizendo que a parceria entre PP e PSDB no interior do Estado � real e pode ser vista na pr�tica. "Em Inhumas o PSDB me ajuda muito. Me ajudou na elei��o e me ajuda agora na administra��o. Considero fundamental.", exemplifica.

O deputado federal Leonardo Vilela (PSDB), presidente estadual do PSDB, insistiu no argumento de que Goi�s s� suporta processos sucess�rios polarizados em duas candidaturas e que, por isso, segundo ele, o PP vai se unir com o PSDB e descartar qualquer relacionamento com o PT e, principalmente, com o PMDB. "A pol�tica em Goi�s sempre foi polarizada. � o grupo do PSDB, do PP, do DEM, do PTB, do PR de um lado e o PMDB e seus aliados de outro. E vai ser novamente assim, da mesma forma que a elei��o presidencial", argumenta. Para o deputado, a elei��o presidencial vai ficar entre o candidato do PT e o candidato do PSDB. H� de se levar em conta que o PSDB surgiu da costela do PMDB em Goi�s e que o deputado � opositor do governo Lula na C�mara e luta arduamente para conseguir a uni�o de PP e PSDB em 2010, de modo que seu partido n�o perca um aliado estrat�gico e tempo de TV no hor�rio eleitoral.

Prefeitos e Lula

Para o prefeito de Santa Cruz de Goi�s, Esley Augusto Damaso (PP), a proximidade de Alcides e Lula n�o se reflete nos pequenos munic�pios do Estado. Em visita � Tribuna, Esley (mais conhecido como Diley) reclamou que o presidente n�o tem atendido a promessa de fazer o repasse de ajuste do Fundo de Participa��o dos Munic�pios (FPM).

O acordo foi feito depois do manifesto de in�meros prefeitos, apoiados pelas associa��es municipais, que protestaram contra a queda do FPM depois da medida presidencial que reduziu o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), principal fonte de arrecada��o do fundo.

Sobre 2010, Diley acredita que PP e PSDB estar�o juntos. Pare ele, o medo que alguns pepistas t�m de se unir novamente aos tucanos reside apenas na grande c�pula do partido. "Somos 14 munic�pios na Estrada de Ferro. Falo por todos eles que nossa rela��o com o senador Marconi n�o poderia ser melhor", pontua. Mas Alcides continua sendo seu grande mentor na sucess�o. "Mesmo n�o sendo o presidente do partido, quem Alcides definir, o PP ir� apoiar".

Parcerias de resultados

Ao todo, 49 munic�pios goianos s�o liderados pelo PP. As coliga��es feitas em cada cidade:

PP x PSDB
�guas Lindas, Brazabrantes, Campos Belos de Goi�s, Guap�, Hidrol�ndia, Iaciara, Itaguari, Jovi�nia, Ouvidor, Porteir�o, Portel�ndia, Rubiataba, Santa Cruz de Goi�s, Santa Helena de Goi�s, Santa Tereza de Goi�s, S�o Luiz do Norte, S�o Miguel do Araguaia.

PP + PMDB
Abadi�nia, Americano do Brasil, Bon�polis, Campinorte, Moss�medes.

PP + PT
Inhumas, Trombas, Uruana.

PP + PP
Formosa, Goian�polis, Cidade de Goi�s, Mauril�ndia, Montes Claros de Goi�s, Piren�polis.

PP + DEM
Cabeceiras, Gameleira de Goi�s, Mundo Novo, Palmelo.

PP + PR
Catura�, Hidrolina, Piracanjuba, Santa F� de Goi�s, Urua�u.
Demais partidos...

PP + PDT
Campo Alegre de Goi�s.

PP + PTB
Ipiranga de Goi�s, Itumbiara, S�o Sim�o.

PP + PSC
Itabera�, Morrinhos.

PP + PTN
Montividiu do Norte.

PP + PTC
Santa Rita do Araguaia.

PP est� cada vez mais pr�ximo do PT

O governador Alcides Rodrigues (PP) e o presidente da Rep�blica, Luiz In�cio Lula da Silva (PT), est�o cada vez mais pr�ximos. A parceria administrativa caminha para uma alian�a pol�tica entre PP e PT no Estado de Goi�s, em 2010. � o que tudo indica. Na �ltima semana, o governador recebeu a mais alta comenda, grau Gr�-Cruz, da Ordem do Rio Branco no Pal�cio do Itamaraty. Durante o evento, o pepista fez quest�o de ressaltar a sensibilidade do governo federal no tratamento dispensado ao Estado.

"O governo Lula tem sido sens�vel com as causas de Goi�s. Existe uma boa conviv�ncia com o governo federal. � um reconhecimento � import�ncia de Goi�s por uma administra��o federal que tem dado especial aten��o ao Estado", destacou o governador.

Alcides e Lula ocuparem o mesmo palanque est� se tornando algo corriqueiro. E a troca de elogios entre eles, virando rotina. H� pouco mais de duas semanas, os dois estiveram juntos em Itumbiara. Na ocasi�o, o presidente anunciou o aumento da capacidade de endividamento da Celg. O pepista demonstrou toda sua gratid�o pelo apoio hipotecado pelo governo federal. O an�ncio deu novo f�lego ao governo, que admitiu, na �ltima semana, que a crise na companhia � o principal entrave para que a gest�o estadual possa deslanchar.

Falta um ano e meio para o final do mandato do pepista. Muitas promessas de campanha ainda s�o s� promessas. Mas, com o saneamento da d�vida da estatal, a expectativa � de que isso possa mudar nos pr�ximos meses. O governador est� otimista.

Desde que assumiu o comando do Pal�cio das Esmeraldas, Alcides Rodrigues priorizou o pagamento das d�vidas do Estado. Pouco dinheiro foi investido em obras. A prioridade era zerar o d�ficit. Com a reforma administrativa e a conten��o de gastos, o governador parece estar conseguindo resolver o problema.

A d�vida da Celg dificultou a vida do governador. Ainda dificulta. A parceria com o governo federal � a chance do pepista para melhorar a imagem do governo e sua pr�pria imagem, que acabou desgastada. Para reverter esse quadro, o pepista aposta na recupera��o da Celg, que, segundo ele, trar� retornos positivos ao desenvolvimento de Goi�s.

O governador n�o est� mais pr�ximo apenas do presidente Lula, mas tamb�m do prefeito de Goi�nia, Iris Rezende (PMDB). O relacionamento entre eles � mais que harmonioso. � promissor. O PT aposta nessa alian�a. Nos bastidores, h� quem diga que o governador est� cada vez mais simp�tico a essa id�ia, de reproduzir em Goi�s a base lulista para o pr�ximo pleito.

Para se tornar um forte aliado no grupo de partidos que sustentam o governo federal, primeiro Alcides Rodrigues ter� de fazer o governo deslanchar. Se realmente quer o apoio do PP em Goi�s, Lula far� de tudo para fortalecer o governador. A ajuda para a recupera��o da Celg � um exemplo disso. Assim, as chances de o governador cumprir promessas de campanha e melhorar seus �ndices de popularidade aumentam substancialmente.

A proximidade de Alcides com Lula rende ao Estado recursos da Uni�o, ao passo que o bom relacionamento com o PMDB d� tranq�ilidade ao governador. Contando com a possibilidade de formalizar a alian�a PP-PMDB em 2010, o partido do prefeito Iris Rezende evita embates com o governo estadual e faz uma oposi��o morna na Assembleia Legislativa.

Nos pr�ximos dias, o presidente Luiz In�cio Lula da Silva vir� a Goi�nia para entregar, junto com o prefeito Iris Rezende, cerca de 5 mil casas populares constru�das pela prefeitura com recursos municipais e da Uni�o - s�o R$50 milh�es da prefeitura e R$70 milh�es do governo federal. Mais uma vez, o governo Lula investe no sucesso dos aliados. Aos poucos o PT costura a alian�a t�o desejada pelo presidente e monta no estado o palanque para o sucessor do petista � presid�ncia da Rep�blica. (Anapaula Hoekveld)

Marconi desafia Lula

o senador Marconi Perillo afirmou n�o acreditar na participa��o direta do Presidente Lula na forma��o de uma terceira via em Goi�s.

Segundo o senador, o presidente tem muito com o que se preocupar: �com a crise econ�mica mundial, com a candidata dele, com o governo dele� declarou.

Marconi disse ainda que o presidente Lula n�o seria mesquinho nem med�ocre de se excluir em quest�es locais e estaduais e entrar na pol�tica partid�ria.


Juscelino Kubitchek

O senador afirmou que para Lula trabalhar como estadista assim como foi Juscelino Kubitschek deve sobre por essas quest�es.

�Como Presidente da Rep�blica, Lula est� acima dessas coisas e para se transformar em um grande estadista como foi Juscelino Kubitschek certamente vai ter que pairar acima dessas quest�es�, declarou.

Ou�a a entrevista aqui

Quarta-feira, Maio 06, 2009

BOLSA DE EMPREGO

Vagas anunciadas.
 
Vagas de trabalho em Senador Canedo.
 
2- Aux. de produ��o. Idade acima de 18 anos, com ou sem experi�ncia.
1- Servi�os gerais. Idade acima de 27 anos, com experi�ncia em jardinagem.
1- Mec�nico de Manuten��o Industrial. Idade acima de 23 anos, com experi�ncia comprovada e n�o fumante.
1- Eletricista Industrial. Idade acima de 23 anos, com experi�ncia comprovada e com disponibilidade de hor�rios.
1- Costureira. Para m�quina overloque.
 
 
 
ELZIMAR RIBEIRO
 
BOLSA DE EMPREGOS.
Fone: 3275-9971


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Ter�a-feira, Maio 05, 2009

Jobim na investiga��o do Araguaia

Mesmo n�o agradando a setores das For�as Armadas, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, pretende esclarecer definitivamente os acontecimentos da Guerrilha do Araguaia. Al�m de uma colet�nea de documentos sobre o assunto, dispon�vel no Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro e que ser� enviado � Justi�a Federal, o ministro quer levar adiante as investiga��es. Na semana passada, por meio de portaria, Jobim mandou criar um grupo de trabalho para tentar localizar ossadas de pessoas supostamente desaparecidas no confronto iniciado h� 37 anos.

Calados desde a sa�da de alguns generais remanescentes do golpe militar de 31 de mar�o de 1964, oficiais do grupo considerado linha dura dentro das For�as Armadas evitam entrar em confronto com Jobim. Mas h� uma insatisfa��o pela edi��o da portaria na �ltima quinta-feira. A medida mostra a inten��o do ministro de ir fundo na investiga��o. �O processo de procura dos desaparecidos come�ou h� v�rios anos, mesmo antes da demanda judicial, e vai at� o fim�, afirma um colaborador pr�ximo de Jobim.

A pr�pria portaria reconhece que as investiga��es at� agora n�o foram suficientes por causa �da limita��o dos resultados alcan�ados nas expedi��es j� realizadas para o fim de localizar, recolher e identificar os restos mortais de guerrilheiros e militares mortos no epis�dio conhecido como Guerrilha do Araguaia�.

Agora, uma nova comiss�o formada de militares do Ex�rcito, governos do Par� e Distrito Federal e outros �rg�os p�blicos deve seguir para a regi�o at� o in�cio do pr�ximo semestre em busca de ossadas. Desta vez, usando m�todos cient�ficos que ser�o planejados pelo grupo.

Os primeiros trabalhos para tentar recuperar os corpos dos desaparecidos do Araguaia ocorreram em 2003, quando o governo constituiu uma comiss�o interministerial, que tinha como finalidade obter informa��es que levassem � localiza��o de poss�veis ossadas.

Na �poca, as For�as Armadas se encarregaram de indicar locais onde os confrontos teriam acontecido. Depois disso, outras tr�s expedi��es foram enviadas � regi�o, sendo a �ltima em dezembro do ano passado. Todos os relat�rios sobre o tema foram inconclusivos, j� que n�o tinham informa��es concretas sobre os restos mortais.

Articula��o para 2010 faz balan�ar alian�a PSDB-DEM

A um ano e meio das elei��es, j� est� chegando ao fim a lua de mel PSDB-DEM. A bancada do PSDB na C�mara se queixou ontem ao governador Jos� Serra (PSDB) do apetite democrata no Estado de S�o Paulo.

Sob orienta��o do prefeito Gilberto Kassab, o DEM trabalha para dobrar o n�mero de deputados federais: de 5 para 10. Investir� em 12 candidatos.

"Tentaremos eleger de 8 a 12 deputados", disse o secret�rio Rodrigo Garcia (DEM).

DEM e PSDB tradicionalmente se unem nas elei��es para deputados. Mas o PSDB de S�o Paulo resiste � composi��o, sob o argumento de que monta uma chapa inteira da qual os democratas se beneficiam concentrando esfor�os num time forte. O problema dever� se reproduzir pelo pa�s em 2010.

Coordenador da bancada paulista, Fernando Chucre foi o porta-voz da preocupa��o ontem, na reuni�o de duas horas, no Pal�cio dos Bandeirantes. "Muita gente da bancada fica incomodada, com medo de perder espa�o", admitiu o deputado Ricardo Tripoli (PSDB).

Comit� Rio 2016 levanta suspeita de espionagem

A suspeita de uma estrat�gia de espionagem por parte da cidade "rival" Madri fez com que o comit� da candidatura do Rio para os Jogos de 2016 partisse para o ataque: cassou a credencial do jornalista Simon Walsh, que se apresentara como correspondente da ag�ncia espanhola EFE durante a visita da comiss�o de avalia��o do COI ao Rio - mas que, na verdade, estaria a servi�o da candidatura de Madri.

O secret�rio-geral do Comit� Rio 2016, Carlos Roberto Os�rio, estuda agora se leva a den�ncia � Comiss�o de �tica do Comit� Ol�mpico Internacional (COI). Madri nega que tenha enviado um espi�o.

O comit� Rio 2016 afirma ter checado com a pr�pria ag�ncia EFE, que negou ter Walsh no seu quadro de colaboradores. Outro agravante: o comit� est� de posse de um press release sobre a candidatura oficial de Madri assinado pelo jornalista e que traz ainda seus telefones.

Vanderlan Cardoso comemora colheita

Em Senador Canedo, o prefeito Vanderlan Cardoso (PR) celebrou ontem, em confraterniza��o com funcion�rios e assessores, o encerramento da colheita do Programa Lavoura Comunit�ria 2008-2009, no munic�pio. O rendimento da safra neste ano, segundo o diretor do programa, Vicente Paulo da Luz (Tequinha), foi de um total aproximado de 160 mil quilos de arroz, que agora, ser�o distribu�dos entre as 380 fam�lias benefici�rias cadastradas no programa.

Segundo Tequinha, a quantidade que caber� a cada fam�lia � suficiente para o pr�prio consumo durante um ano. O programa Lavoura Comunit�ria de Senador Canedo � custeado pela parceria Estado-munic�pio. Este �ltimo promove a articula��o junto aos fazendeiros, para a doa��o do terreno; complementa as sementes e o adubo e ainda entra com as m�quinas para a prepara��o do terreno, colheita e transporte. As lavouras foram plantadas numa �rea de 75 hectares.

BOLSA DE EMPREGOS

VAGAS ANUNCIADAS DIA 05/05/2009 TER�A- FEIRA.

4- Vagas para vendedor(a) externo(a). Com ou sem experi�ncia, empresa oferece o treinamento.
1- Analista cont�bil. Homem ou mulher com experi�ncia comprovada em concilia��es e fechamentos.
2- Picolezeiro(a). Idade acima de 18 anos, n�o precisa ter experi�ncia, empresa oferece �tima comiss�o.
2- Auxiliar Administrativo (est�gio), que esteja cursando o curso superior de administra��o de empresas.
2- Costureira para fac��o.
1- Vaqueiro. Com experi�ncia na ordenha manual das vacas, se for casado contrata-se a mulher para trabalhar como dom�stica na fazenda.

ELZIMAR RIBEIRO



FONE: (62)3275-9971

Avenida Progresso, Qd 10 Lt 03 - Conjunto Sabi� - Senador Canedo

Domingo, Maio 03, 2009

Maguito abre comemora��es do 87� anivers�rio de Aparecida de Goi�nia

O prefeito de Aparecida de Goi�nia, Maguito Vilela (PMDB), abre oficialmente neste domingo, 3, as comemora��es do 87� anivers�rio da cidade com a realiza��o de um desfile c�vico-militar. �Queremos fazer uma grande festa para a comunidade�, pontuou o peemedebista, que aguarda a participa��o do governador Alcides Rodrigues (PP), do prefeito de Goi�nia, Iris Rezende (PMDB), e de v�rias autoridades.

Tropeiros, carros-de-bois, membros do Ex�rcito, Pol�cia Militar, Pol�cia Rodovi�ria Federal (PRF), Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal, Superintend�ncia Municipal de Tr�nsito de Aparecida (SMTA), alunos da rede municipal de Educa��o e representantes das secretarias d�o vida ao desfile que contar� com mais de 20 carros aleg�ricos. Da regi�o metropolitana, a contribui��o de 400 cavaleiros. A hist�ria da cidade, desde sua funda��o, ser� contada no decorrer dos blocos. Antes, paraquedistas animam a plateia. �Vamos aproveitar este momento para elevar a autoestima de todos os aparecidenses�, sublinhou Maguito, que h� mais de dois meses determinou a organiza��o do evento.

A comitiva de mais de 6 mil integrantes sair� de tr�s pontos distintos do munic�pio (Bairro Vera Cruz, Cidade Livre e Village Garavelo), com o intuito de chamar a popula��o local para o desfile, que come�a �s 8h30, na Avenida Independ�ncia. Um p�blico de cerca de 20 mil pessoas � esperado pela organiza��o. O tema deste ano � Fam�lia, Cidadania e Solidariedade. A proposta � convidar o cidad�o a refletir sobre o assunto, valorizando o respeito ao pr�ximo. O desfile ter� duas perspectivas: a hist�ria do munic�pio e as a��es empreendidas pelo atual governo, que ser�o contadas pelas secretarias municipais.

Aparecida de Goi�nia foi fundada em 11 de maio de 1922, a partir da doa��o de terras de fazendeiros para a constru��o da igreja Nossa Senhora Aparecida. Para homenagear um dos fundadores do munic�pio, Maguito inaugurou em janeiro a est�tua do casal Jos� C�ndido de Queir�s e Maria Elias de Deus. Foram eles quem doaram a �rea onde hoje se encontra a igreja da Matriz, no Centro Hist�rico.

PASSEIO CICLISTICO - No decorrer da semana que celebra o anivers�rio da cidade, a Secretaria de Esporte e Lazer (Smel) promove, no dia 9 de maio, o primeiro Grande Pr�mio Cicl�stico Cidade de Aparecida, na Avenida Independ�ncia (Centro e Village Garavelo). Os tr�s primeiros colocados de cada categoria - elite, master e amador � ser�o premiados. Os interessados devem se inscrever na Smel, localizada no Centro Ol�mpico de Aparecida � Rua 8, quadra 21, Setor Conde dos Arcos - at� o dia 7 de maio. Para se inscrever, basta levar dois quilos de alimentos n�o perec�veis, que ser�o repassados para a Secretaria de A��o Social.

Go�ver�no vai aos tran�cos e bar�ran�cos na As�sem�bleia

Um re�ca�do dos de�pu�ta�dos da ba�se go�ver�nis�ta. Es�sa � a im�pres�s�o que fi�ca da der�ru�ba�da de 18 ve�tos do go�ver�no a emen�das ao Or��a�men�to 2009, to�das re�la�ti�vas � As�sem�bleia. A vo�ta���o foi na ses�s�o ex�tra�or�di�n�ria de ter��a-fei�ra, 28. O go�ver�no de�ve ter de en�go�lir o gas�to ex�tra de qua�se R$ 130 mi�lh�es em�bu�ti�do nas emen�das pro�pos�tas pe�los de�pu�ta�dos. Ob�ser�va�do�res do Le�gis�la�ti�vo es�ta�du�al n�o acre�di�tam que se�ja uma in�sur�rei���o aber�ta. N�o ago�ra, pe�lo me�nos.

O que h�, se�gun�do um des�ses ana�lis�tas, � um des�con�ten�ta�men�to per�ma�nen�te dos par�la�men�ta�res da ba�se com o tra�ta�men�to dis�pen�sa�do a eles pe�lo go�ver�no. Os de�pu�ta�dos n�o s�o re�ce�bi�dos pe�lo go�ver�na�dor nem que a va�ca tus�sa. Nos bas�ti�do�res da As�sem�bleia j� vi�rou pia�da o co�men�t�rio (se�ria ape�nas mal�do�so?) de que o l�der do go�ver�no, Evan�dro Ma�gal, fi�ca at� 30 di�as sem fa�lar com o go�ver�na�dor. Na ver�da�de, nin�gu�m sa�be qual � o in�ter�lo�cu�tor do go�ver�no com a As�sem�bleia. O che�f�o da Se�faz, Jor�ce�li�no Bra�ga, at� que se en�tu�si�as�mou du�ran�te um tem�po com mais es�sa fun���o. N�o deu cer�to por�que ele tem ou�tras res�pon�sa�bi�li�da�des e, no�va�men�te se�gun�do as m�s l�n�guas, nem pos�sui vo�ca���o pa�ra o com�pli�ca�do di��lo�go com par�la�men�ta�res mais pi�d�es.

De qual�quer for�ma, o �re�ca�do� dos ve�tos ten�de a se trans�for�mar em uma afron�ta mais gra�ve ao que tu�do in�di�ca. Um te�ma mais sen�s�vel po�de ser o ter�m��me�tro: o go�ver�no quer apro�var a emen�da cons�ti�tu�ci�o�nal que re�duz os re�pas�ses � Fun�da���o de Am�pa�ro � Pes�qui�sa do Es�ta�do de Go�i��s (Fa�peg) dos atu�ais 0,5% do or��a�men�to pa�ra 0,1%. At� as pa�re�des do Pa�l�cio Al�fre�do Nas�ser sa�bem que, nes�te mo�men�to, o go�ver�no n�o con�se�gui�r� os 25 vo�tos ne�ces�s�rios � apro�va���o da PEC. H� du�as se�ma�nas, a ma�t�ria en�trou na pau�ta e foi re�ti�ra�da �s pres�sas por�que aca�ba�ria sen�do ar�qui�va�da por fal�ta de vo�tos.

Vetos derrubados

Deputados derrubam 18 vetos do governo ao Or�amento 2009, que tratam de emendas relativas � Assembleia.

Os deputados apreciaram em plen�rio nesta ter�a-feira, 28, em duas fases, vetos parciais da Governadoria sobre o aut�grafo de lei n� 29, de 8 de janeiro de 2009, que trata de emendas or�ament�rias relacionadas � Assembleia Legislativa, no tocante ao Or�amento para 2009.

Foram derrubados em plen�rio 18 dos vetos da Governadoria a v�rias emendas oriundas da mesa diretora, entre elas:

- Emenda 226, que suplementa verba na dota��o or�ament�ria constante dos encargos com inativos e pensionistas da Assembleia, no valor de R$ 4,09 milh�es;

- Emenda 227, que suplementa verba na dota��o or�ament�ria do "apoio administrativo" (servidores em atividade, incluindo os 41 deputados estaduais), no valor de R$ 16,08 milh�es;

- Emenda 228, que suplementa verba para constru��o da nova sede da Assembleia Legislativa, no valor de R$ 54,99 milh�es;

- Emenda 231, que suplementa verba para a a��o "Transpar�ncia das A��es Legislativas" (verba indenizat�ria) da Assembleia, no valor de 6,16 milh�es;

- Emenda 232, que suplementa verba para o Programa Identidade Legislativa: Responsabilidade Social, no valor de R$ 18 mil;

- Emenda 233, que suplementa verba para o Programa Assembleia do Futuro, no valor de R$ 6 mil;

- Emenda 236, que suplementa verba para a a��o "Integra��o, Desenvolvimento e Aperfei�oamento do Poder Legislativo, no valor de R$ 18 mil;

- Emenda 237, que tamb�m suplementa verba da a��o "Integra��o, Desenvolvimento e Aperfei�oamento do Poder Legislativo, no valor de R$ 20 mil;

- Emenda 239, que suplementa verba na "Veicula��o e Divulga��o de Atividades Parlamentares", no valor de R$ 7 mil;

- Emenda 243, que suplementa verba para o programa "Assembleia Itinerante", no valor de R$ 106 mil, e para o programa Identidade Legislativa, no valor de R$ 25 mil;

- Emenda 244, que suplementa verba na a��o "Coleta Seletiva do Lixo" e para o programa Identidade Legislativa, nos valores de R$ 3900,00 e R$ 1700,00;

- Emendas 245 e 246, que suplementa verba na dota��o or�ament�ria da a��o "Reda��o Escolar e Monografia Universit�ria" e para o programa Identidade Legislativa, nos valores de R$ 1 mil e R$ 9 mil respectivamente;

- Emendas 247 e 248, que suplementa verba para a "A��o na Promo��o da Excel�ncia Gerencial nas Organiza��es P�blicas do Estado de Goi�s" e para o programa Identidade Legislativa, nos valores de R$ 7mil e 200 e R$ 620 mil respectivamente;

- Emenda 249, que suplementa verba na a��o "Apoio Administrativo" (com manuten��o e passagens a�reas) , no valor de R$ 11,44 milh�es;

- Emenda 250, que suplementa verba na dota��o or�ament�ria "Constru��o, Amplia��o e Reforma da Assembleia", no valor de R$ 650 mil;

- Emenda 251, que suplementa verba na a��o "Encargos Judiciais" (URV) da Assembleia, no valor de R$ 34,76 milh�es.

O �nico veto da Governadoria mantido em vota��o pelos deputados foi ao par�grafo �nico do artigo 20. A Governadoria justificou o veto dizendo que o dispositivo, se fosse sancionado, inviabilizaria a an�lise pelo Poder Executivo de cada uma das emendas parlamentares apresentadas.

�Mar�co�ni, se elei�to, vai ser o Ram�bo do PP�

O PP n�o quer apo�i�ar o se�na�dor Mar�co�ni Pe�ril�lo pa�ra o go�ver�no, em 2010. Nas con�ver�sas com pe�pis�tas e at� com tu�ca�nos, al�guns in�te�gran�tes do PP, co�mo S�r�gio Cai�a�do, n�o es�con�dem a ani�mo�si�da�de.

Um pe�pis�ta dis�se pa�ra um tu�ca�no: �Se for elei�to go�ver�na�dor, Mar�co�ni vai atro�pe�lar o PP, co�mo se fos�se Ram�bo�.

O mes�mo pe�pis�ta, mui�to pr�xi�mo de S�r�gio Cai�a�do, su�ge�re que nem Iris Re�zen�de, se elei�to, jo�ga�ria t�o pe�sa�do con�tra o PP quan�to Mar�co�ni. �O se�na�dor es�t� mui�to res�sen�ti�do com o dou�tor Al�ci�des Ro�dri�gues. Ele que�ria man�dar no go�ver�no, e n�o con�se�guiu.�

Ou�tro pe�pis�ta diz que, se Mar�co�ni qui�ser apo�i�ar Mei�rel�les pa�ra go�ver�na�dor, o apoio � �bem-vin�do�. �O pro�ble�ma � que o PSDB po�de que�rer par�ti�ci�par da cha�pa ma�jo�ri�t�ria e n�o h� es�pa��o pa�ra aga�sa�lhar to�dos.�

Na se�ma�na pas�sa�da, os pe�pis�tas da�vam co�mo cer�ta a can�di�da�tu�ra de Mei�rel�les a go�ver�na�dor, nu�ma ali�an��a am�pla, que de�ve in�clu�ir PMDB, PT e PR. �A cha�pa ide�al � Mei�rel�les pa�ra o go�ver�no, com Iris Ar�u�jo na vi�ce, Ru�bens Oto�ni e Ro�ber�to Ba�les�tra pa�ra o Se�na�do�, afir�ma.

S�bado, Maio 02, 2009

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