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Ter�a-feira, Mar�o 31, 2009

Enio deixa a Celg


Exmo. Sr.
Dr. Alcides Rodrigues Filho
Governador do Estado de Goi�s

Senhor Governador,

Em 8 de maio de 2007, atendendo honroso convite de V. Exa., assumi a Presid�ncia das Empresas Celg Distribui��o e Celg Gera��o & Transmiss�o. Nesse per�odo e ainda durante o processo de Desverticaliza��o do Setor El�trico Brasileiro, o acionista controlador, Estado de Goi�s, criou a Holding Goiaspar (atualmente Celgpar) e a terceira empresa vinculada, a CelgTelecom e Solu��es, confiando-me tamb�m a dire��o de ambas.
Procurei em todos os momentos comandar o Sistema Celg com responsabilidade, dedica��o e comprometimento com os maiores prop�sitos do Governo de V. Exa., notadamente, aqueles voltados � persegui��o constante e inarred�vel do reequil�brio econ�mico-financeiro da Celg Distribui��o S/A, Companhia com 53 anos de exist�ncia e enfrentando problemas de gest�o financeira h� mais de duas d�cadas.
Juntamente com diretores, chefias e empregados, esforcei-me ao limite para concretizar a opera��o com o BNDES, recebendo de V.Exa. e do secret�rio da Fazenda, Jorcelino Braga, apoio incondicional para o atingimento de nossos objetivos, cumprindo com transpar�ncia e retid�o todas as etapas de um processo cuja engenharia financeira, embora complexa, foi muito bem assimilada pelos quadros t�cnicos da empresa.
Busquei dotar as empresas de pr�ticas de Governan�a Corporativa, tendo recebido ades�o total dos colaboradores. Com isso, avan�amos sobre os problemas e, numa Gest�o Participativa e comprometida com resultados, diminu�mos custos.
Apuramos, j� no Balan�o de 2007 (ap�s somente 8 meses de presid�ncia), diminui��o do preju�zo da Celg D em mais de R$ 90 milh�es, passando de R$ 267 para R$ 176 milh�es, melhorando praticamente em todos os indicadores e aproximando mais da empresa de Refer�ncia da Aneel.
Sem poder aplicar os aumentos tarif�rios concedidos pelo �rg�o Regulador, a Celg D deixou de arrecadar desde setembro de 2006, cerca de R$ 800 milh�es, o que significou perda de receita de R$ 25 milh�es ao m�s. Veja V. Exa. que, nesse per�odo, a t�tulo de ICMS, deixaram de ser recolhidos ao Tesouro do Estado mais de R$ 200 milh�es. Assim, Senhor Governador, cumprindo minha proposta de recupera��o da empresa e entendendo que a opera��o com o BNDES � Banco Nacional de Desenvolvimento Econ�mico e Social dever� ainda cumprir etapas a serem alcan�adas mediante negocia��es em curso com a STN � Secretaria do Tesouro Nacional, vejo-me com a miss�o cumprida na etapa concernente �s tratativas com o BNDES em todas suas inst�ncias.
Contando com a compreens�o de V.Exa., a quem agrade�o pela confian�a e apoio irrestrito nessa desafiadora miss�o, solicito minha libera��o das honrosas presid�ncias da Holding Celgpar e de suas subsidi�rias integrais, Celg D, Celg G&T e CelgTelecom e Solu��es.
Muito embora possa vir a exercer atividade profissional em outro Estado, deverei permanecer aqui residindo, honrando os t�tulos de Cidad�o Goianiense e Goiano que me foram concedidos pelos Legislativos Municipal e Estadual, frutos da generosidade do povo deste Estado, que t�o bem acolheu a mim e a minha fam�lia.
Finalmente, Senhor Governador, desejo registrar que, como cidad�o, sinto-me representado no Executivo do meu Estado por um Governador digno e realizador que, certamente, marcar� sua passagem pelo Governo, entre outras bandeiras, pela determina��o de devolver ao seu povo uma Celg forte, competitiva e saud�vel econ�mico e financeiramente.

Enio Andrade Branco

Segunda-feira, Mar�o 30, 2009

Dilma cresce dentro da margem de erro da pesquisa

O Instituto Sensus fez v�rias simula��es de uma eventual elei��o em segundo turno para a sucess�o de Lula.

Quando o confronto � entre Jos� Serra e Dilma Rousseff, d� o seguinte:

* Serra - 53,5% (tinha 50,8% em janeiro);

* Dilma - 21,3% (tinha 16,6% em janeiro).

Quando o confronto � entre A�cio Neves e Dilma, d�:

* Dilma - 29,1% (tinha 23,9% em janeiro);

* A�cio - 28,3% (tinha 30,4% em janeiro).

Quando o confronto � entre Serra e Ciro Gomes, d�:

* Serra - 49,9% (tinha 50,2% em janeiro);

* Ciro - 20,3% (tinha 14,7% em janeiro).

Quando o confronto � entre A�cio e Ciro, d�:

* Ciro - 31,2% (tinha 24,7% em dezembro);

* A�cio - 26,8% (tinha 29,1% em janeiro).

A margem de erro da pesquisa � de tr�s pontos percentuais para mais ou para menos.

Goi�s: Estado que Iris "fez", Marconi "modernizou" e que Alcides administra de forma "respons�vel"

Domingo, Mar�o 29, 2009

Iris Rezende � a primeira, Meirelles a segunda e Rubens Otoni a terceira aposta de Lula

O presidente Lula da Silva � pol�tico � mais pol�tico do que administrador. Pode-se dizer que, enquanto ele faz pol�tica, ocupando o lugar que era �de� Jos� Dirceu, Dilma Rousseff gere a m�quina, com o apoio de Guido Mantega e outros. Pol�tico, quando se trata de elei��es, s� confia em pol�tico. Por isso mesmo Lula tem dito, segundo petistas e peemedebistas, que o candidato mais s�lido para enfrentar o senador Marconi Perillo, na disputa pelo governo do Estado em 2010, � o prefeito de Goi�nia, Iris Rezende. � nome confi�vel, que tem experi�ncia e resist�ncia e que, sobretudo, n�o teme enfrentar o tucano. �O pr�prio Iris sabe que o caminho dele, natural, � a disputa do governo�, diz um peemedebista de seu c�rculo �ntimo.

Lula mostra-se interessado em que Iris dispute e teria dito isto tanto a Henrique Meirelles quanto ao governador Alcides Rodrigues (que prefere Meirelles). Num dos encontros, estiveram presentes Iris, Alcides e Meirelles. �Meirelles foi o primeiro a saber que Lula avalia que Iris � o nome mais forte para enfrentar o nome tucano.� A pelo menos dois interlocutores, Lula teria dito, com seu linguajar peculiar, que Meirelles � �caba��o� em termos de disputa majorit�ria. �Elei��o � guerra�, teria dito o presidente.

Peemedebistas sabem, por�m, que dificilmente ter�o o apoio de Alcides, por conta de sua base eleitoral, sempre rival do PMDB no interior. �Ao clamar por Meirelles, Alcides est� enviando o seguinte recado: n�o quero apoiar Marconi e n�o sei se tenho condi��es de apoiar Iris.�

Se se filiar ao PP, Meirelles poderia ser candidato a senador. H� um problema. O PP quer Meirelles disputando o governo, mas, se sobrar uma vaga para o Senado, numa composi��o, a prioridade ser� um pol�tico com mais anos de partido.

O deputado Sandro Mabel afirmou na sexta-feira, 27, que Meirelles quer disputar o governo. �Em boas condi��es�, afirma o l�der do PR.

O deputado Rubens Otoni disse ao Jornal Op��o que seu nome n�o tem qualquer resist�ncia no PP e no PMDB. �Posso ser o candidato a governador de consenso do PT, do PP, do PR e do PMDB.� Adib Elias (ou Iris Ara�jo) poderia ser vice de Rubens. O PP e o PR lan�ariam candidatos a senador � Roberto Balesta e Sandro Mabel.

Mauro Rubem n�o ser� candidato a deputado federal. �Vou disputar a reelei��o e, em 2012, disputo a Prefeitura de Goi�nia.�

Greve dos prefeitos

Os prefeitos goianos v�o entrar em greve por causa da redu��o do Fundo de Participa��o dos Munic�pios (FPM) e do Imposto Sobre Circula��o de Mercadorias e Servi�os (ICMS). V�rios prefeitos alegam que, com o ato, esperam sensibilizar principalmente o presidente Lula. Eles garantem que, sem uma Bolsa-Munic�pio, as prefeituras v�o quebrar.

Alguns prefeitos v�o aproveitar as �f�rias� para visitar fazendas, cidades tur�sticas e at� mesmo o Real Priv�. Munic�pios que elegeram gestores inexperientes podem quebrar mais cedo. Gestores experientes e criativos, como Vanderlan Vieira Cardoso, v�o passar apertados, mas conseguir�o sair da crise.

Eixo em Senador Canedo

O governador Alcides Rodrigues autorizou ontem a proposta de amplia��o da linha Eixo Anhanguera, que ter� a extens�o dobrada para 30 quil�metros. A viabilidade da obra ser� analisada pela Metrobus, empresa respons�vel pela administra��o do Eixo. O presidente da empresa, Francisco Ant�nio de Carvalho Gedda, espera que o estudo de custos seja conclu�do em 90 dias.

Com a amplia��o, o Eixo Anhanguera percorrer� desde o Conjunto Vera Cruz, pr�ximo a Trindade, at� o Jardim das Oliveiras, sentido Senador Canedo. As duas cidades ter�o, nesta ordem, dois e um terminal para receber os �nibus. A Metrobus ainda n�o sabe quantas plataformas ser�o constru�das na extens�o, al�m das 19 j� existentes. �Como as pistas j� est�o duplicadas, o trabalho ficar� mais f�cil.�

Diariamente, 180 mil pessoas transitam pelo Eixo Anhanguera. A amplia��o do percurso permitir� que este volume chegue a 280 mil passageiros por dia. O c�lculo inicial � que a extens�o exigir� 40 novos �nibus articulados para atender aos novos usu�rios. Atualmente a empresa conta com 100 �nibus articulados, com vagas para 130 pessoas, e 10 biarticulados, com capacidade para 300 passageiros.

Reforma

�Teremos tamb�m de estudar a reformas dos terminais. Provavelmente iniciaremos com o do Dergo�, explicou Gedda. Na �ltima ter�a-feira, 24, a empresa assumiu a administra��o dos terminais Padre Pel�gio, Dergo, Novo Mundo e pra�as A e da B�blia. A decis�o coube � C�mara Deliberativa do Transporte Coletivo (CDTC). Fora as reformas, o custo mensal com a manuten��o destes terminais � calculado em R$ 600 mil.

Plataformas

A partir do dia 30 deste m�s, a empresa iniciar� a fase final da reforma das 19 plataformas do Eixo Anhanguera. O asfalto pr�ximo aos abrigos onde passam os �nibus ser� substitu�do por camadas de 35 cent�metros de concreto, que dever�o suportar melhor o peso dos ve�culos. O valor estimado da reforma � de R$ 2 milh�es e a obra ser� entregue em 120 dias.

A Metrobus tem o direito de administrar o Eixo Anhanguera at� 2010. Em 2008, com o fim do contrato de licita��o, a empresa assinou com o Estado aditivo para prolongar a administra��o da linha. Foi a �nica linha que n�o participou do processo de licita��o do transporte coletivo no ano passado.

Concess�o

As novas reformas e a amplia��o da linha podem levar a Metrobus a requerer a dila��o da concess�o para 20 anos, como ocorreu com as outras concession�rias. O presidente argumenta que a empresa est� sem d�vidas e tem todas as condi��es para gerir a linha pelos pr�ximos anos. O Estado subsidia 50% do valor da passagem do Eixo Anhanguera (R$ 1), o que seria um servi�o � popula��o. O baixo valor faz com que R$ 4 milh�es em recursos n�o sejam recebidos.

Motoristas do Citybus realizam testes nas ruas

Os motoristas do Citybus, transporte coletivo diferenciado, j� come�aram os testes com os ve�culos no tr�nsito da Capital. Ontem, durante os hor�rios de menor movimento, foi poss�vel observar os �fresc�es�, como foram apelidados, percorrendo as ruas da Goi�nia. Segundo o Setransp, os condutores dos novos �nibus treinavam o percurso das linhas, mas sem pegar passageiros. Os testes dever�o continuar hoje.

Daqui a oito dias, o secret�rio das Cidades e presidente da C�mara Deliberativa do Transporte Coletivo (CDTC), Paulo Gon�alves, dever� publicar documento que autoriza as empresas a operarem o Citybus na Capital por seis meses. O per�odo, cedido pela CDTC, � para que a Companhia Metropolitana do Transporte Coletivo (CMTC) consiga coletar dados reais sobre a aceita��o dos �nibus e os custos gerados.

�A CDTC autorizou a CMTC a fazer testes por seis meses.� O valor cobrado neste per�odo de teste ser� de R$ 4. Ap�s an�lise dos dados coletados, o valor poder� sofrer reajustes, para mais ou para menos, dependendo do custo gerado.


Fonte: Matheus �lvares

�Alcides nada sinalizou para o PMDB�

A deputada Mara Naves, l�der do PMDB na Assembleia Legislativa de Goi�s, � uma articuladora nata, por sua habilidade de dialogar e entender o processo pol�tico. Na semana passada, a parlamentar, representante de Goian�sia, conversou com o Jornal Op��o e falou sobre sucess�o e outros temas.

�O PMDB ter� candidato a governador�, avisa. �O PMDB vai buscar uma ampla coliga��o. Hoje, para quem ser vencedor, n�o tem mais esse neg�cio de chapa pura. O partido j� conta com o apoio de PSC, PC do B e possivelmente ter� o apoio do PR de Sandro Mabel e do PT de Rubens Otoni. Acredito que o acordo com o PT est� praticamente fechado, tanto local quanto nacionalmente.�

Para Mara, �o candidato do PMDB, por ser o nome mais s�lido, dever� ser Iris Rezende. O prefeito aglutina mais do que qualquer outro. � o primeiro da lista�.

� poss�vel uma composi��o entre o PP do governador Alcides Rodrigues e o PMDB de Iris? �N�o h� defini��es, no momento. Mas o PP faz parte da composi��o que apoia o presidente Lula. � preciso esperar um pouco mais. Alcides n�o sinalizou nada para n�s. Ele diz que n�o pode antecipar o processo e que deve cuidar da administra��o p�blica.�

A deputada aposta numa alian�a entre Alcides e o senador Marconi Perillo? �A quest�o � complicada, pois n�o se tem todos os dados para julgar a rela��o entre os dois.�

Para Mara, Meirelles s� ser� candidato pela esquema da terceira via. �Ele quer ter o apoio do senador Marconi Perillo ou do prefeito Iris Rezende, o que n�o ser� f�cil.�

Na sexta-feira, 27, depois de trabalhar na Assembleia, Mara voltou para Goian�sia, onde � primeira-dama, para atividades intensas. Participou de dois encontros, com idosos e magistrados. Al�m de competente e s�ria, Mara � polivalente. � pol�tica por voca��o. No estilo de seu marido, o craca�o Gilberto Naves, prefeito de Goian�sia.

Presidente da Celg e Valdivino

Cotados para presidir a Celg: Jorcelino Braga, Ricardo Jayme, Oton Nascimento, Jalles Fontoura, Otavinho Lage, Orion Andrade, Nerivaldo Costa e Carlos Silva (o preferido do governador Alcides Rodrigues � mesmo Enio Branco. Tentaram derrub�-lo, mas o chefe pepista derrubou a conspira��o).

Se aceitasse presidir a Celg, Jorcelino Braga abriria espa�o para Valdivino de Oliveira, hoje muito pr�ximo do governador Alcides Rodrigues, na Secretaria da Fazenda.

Valdivino de Oliveira � brilhante e � elogiado, com frequ�ncia, pelo governador do Distrito Federal, Jos� Roberto Arruda. Secret�rio da Fazenda do DF, Valdivino Oliveira � respons�vel pelo crescimento da arrecada��o e tem contribu�do para que Arruda tenha recursos para fazer investimentos decisivos.

Com relut�ncia, Arruda emprestaria, pelo menos por alguns meses, Valdivino para Alcides. Valdivino � o tipo de economista que percebeu, antes de muitos outros, que governo n�o pode s� cortar � precisa investir, sen�o contribui para paralisar a economia.

Num governo tucano, de Jos� Serra, n�o se surpreendam se Valdivino virar ministro. Ele � craque. Alcides tem raz�o de estar de olho grande no seu passe. Se o Atl�tico e Arruda deixarem, Alcides contrata-o para seu time imediatamente.

O inimigo de L�cia V�nia � o PP

A senadora L�cia V�nia, com excelente atua��o no Congresso, parece entender que seu advers�rio, em 2010, est� no PSDB. Pode ser um equ�voco de interpreta��o.

O inimigo de L�cia n�o mora ao lado. Mora quase ao lado. E � filiado ao PP.

Se compor com o senador Marconi Perillo, com presen�a na chapa majorit�ria, o PP vai exigir, por ser governo, duas vagas: uma de senador e a de vice-governador. O nome para senador dever� ser, se o governador Alcides Rodrigues n�o quiser a vaga, o do deputado-secret�rio Roberto Balestra. O vice de Marconi, para apresentar uma faceta nova, dever� ser Ernesto Roller, um dos mais competentes secret�rios de Alcides.

O PSDB, se quiser compor com o PP e com o DEM, deve lan�ar apenas o candidato a governador, Marconi. A outra vaga de senador, na disputa, ficar� para o senador Dem�stenes Torres, a aposta do deputado Ronaldo Caiado, do DEM.

Se o jogo descrito acima vigorar, L�cia n�o deve figurar na chapa majorit�ria. O governador Alcides gosta de L�cia e a respeita, mas, entre ela e seu PP, fica com o segundo.

S� em duas hip�teses L�cia ser� candidata a senadora. Se se filiar ao PP, em setembro deste ano, ou se Marconi perder o apoio do PP. Sem alian�a com o PP, e se fechar com o DEM de Caiado, o que n�o ser� f�cil, mas n�o imposs�vel, por conta do quadro nacional, o PSDB bancar� a reelei��o de L�cia, junto com a de Dem�stenes.

Se o DEM tamb�m ficar fora da alian�a com Marconi, optando por um eventual candidato de Alcides, a chapa para o Senado incluir� L�cia V�nia e, possivelmente, Jovair Arantes.

Moderado diz que Meirelles disputa Senado

H� dois tipos de meirellistas em Goi�s: os do R, os radicais, e os do M, os moderados. Na semana passada, o Jornal Op��o conversou com dois radicais e eles disseram, mais uma vez, que Henrique Meirelles vai disputar o governo de Goi�s, em 2010, pelo PP, liderando uma grande coliga��o. Um deles fala em tr�plice alian�a � PP, PMDB e PT. Como conversamos com os radicais, abramos espa�o para um moderado, que prefere o anonimato, porque diz n�o ter autoriza��o para expressar as opini�es do amigo.

Meirelles disputa o governo? �N�o acredito�, diz o moderado. �N�o acredito num �candidato� que n�o est� fazendo campanha, ou pr�-campanha. Talvez n�o haja mais tempo para se lan�ar candidato, depois de o senador Marconi Perillo e o prefeito Iris Rezende terem colocado seus nomes no mercado pol�tico com tanta antecipa��o.�

Entretanto, por intermedi�rios, Meirelles tem dito que quer disputar o governo. �Nada disso. Ou melhor, o eleitor s� fica sabendo que um pol�tico quer ser candidato quando ele pr�prio vem a p�blico e diz: �Quero disputar o governo�. Meirelles n�o sinalizou efetivamente para ningu�m que quer disputar o governo. Ele at� quer ser governador, mas n�o sei se quer disputar o governo. Talvez seja a hora de pararem de chutar em nome de Meirelles.�

O empres�rio Melchior Luiz Duarte conversou longamente com a nossa fonte e fez a mesma pergunta: �O homem vem?� O pr�prio Melchior conversou com Meirelles e, como o moderado, n�o sabe se ele vai disputar o governo.

O que Meirelles vai fazer? �� prov�vel que v� surpreender meio mundo ao dizer que fica no governo Lula at� o final.�

Mas Meirelles vai se filiar a algum partido? �Ele deve se filiar at� setembro. Mas n�o sei se para disputar o governo. Pode cair no colo dele, e de gra�a, uma vaga no Senado e, assim, ele deixaria para disputar o governo em 2014, depois de mais entrosado com as coisas de Goi�s.�

Por que Meirelles pode n�o disputar o governo? �Porque banqueiro n�o entra em bola dividida. Enfrentar Marconi Perillo sozinho n�o � f�cil, imagine enfrentar Marconi e Iris Rezende, duas feras feridas. Marconi, porque furioso com o governador Alcides; Iris, porque furioso com Marconi. A campanha, se for entre Marconi e Iris, vai ser bomb�stica. N�o haver� espa�o para amadorismo, para novatos.�

Entretanto, se tiver o apoio do governador Alcides Rodrigues, Meirelles pode se tornar um candidato forte? �N�o sei, n�o. � fato que n�o h� governo fraco, por conta da m�quina, mas dificilmente, em virtude de seu pr�prio estilo, o governador Alcides se empenhar� 100% em qualquer campanha.�

Como n�o tem dinheiro para investir nos munic�pios, o governo dificilmente ter� condi��es de pressionar os prefeitos, diz o moderado meirillista. �O sr. � marconista?�, o Jornal Op��o perguntou. �N�o. Sou realista, adepto da realpolitik.�

Ter�a-feira, Mar�o 24, 2009

D�vida da CELG

Nin�gu�m as�su�me a res�pon�sa�bi�li�da�de pe�la d�vi�da de R$5,7 bi�lh�es da em�pre�sa, que du�ran�te mui�to anos pa�tro�ci�nou obras do Es�ta�do e for�ne�ceu car�gos pa�ra po�l�ti�cos

AN�DR�IA BA�HIA

� com ba�se em es�ta�t�s�ti�cas que se cons�tro�em as fa�l�cias mais bem fun�da�men�ta�das. Os n�me�ros, que n�o de�ve�ri�am dar mar�gem pa�ra d�vi�das, per�mi�tem in�ter�pre�ta���es di�ver�sas de uma mes�ma si�tu�a���o. � o que ocor�re em re�la���o � Celg, que pode se tornar o maior abacaxi do governo Alcides Rodrigues. Ca�da um con�se�gue ler nos ba�lan�ce�tes da em�pre�sa a ver�s�o que lhe con�v�m e, en�quan�to is�so, a ver�da�dei�ra si�tu�a���o da em�pre�sa � ex�ce�to o va�lor da d�vi�da, R$ 5,7 bi�lh�es � n�o con�se�gue vir � to�na pa�ra que a po�pu�la���o pos�sa co�nhe�cer os res�pon�s�veis por uma d�vi�da que, se�gun�do po�l�ti�cos de si�tu�a���o e de opo�si���o, po�de in�vi�a�bi�li�zar a em�pre�sa. Um d�bi�to que ul�tra�pas�sa o pa�tri�m��nio da Celg e im�pe�de a em�pre�sa at� mes�mo de re�a�jus�tar su�as ta�ri�fas, o que j� re�sul�tou em um pre�ju��zo de R$ 700 mi�lh�es � es�ta�tal. En�quan�to a Celg n�o qui�tar sua d�vi�da com su�as for�ne�ce�do�ras de ener�gia ela n�o po�de re�a�jus�tar as ta�ri�fas.

O de�pu�ta�do Da�ni�el Gou�lart (PSDB) ten�tou em�pla�car uma Co�mis�s�o Par�la�men�tar de In�qu�ri�to (CPI) pa�ra apu�rar as cau�sas do de�se�qui�l�brio fi�nan�cei�ro da Celg, mas seu re�que�ri�men�to te�ve o apoio de ape�nas 13 par�la�men�ta�res, o n�me�ro de de�pu�ta�dos da opo�si���o. Se�riam ne�ces�s�rias 14 as�si�na�tu�ras pa�ra apro�var o re�que�ri�men�to. A CPI da Celg te�ria si�do uma id�ia do se�na�dor Mar�co�ni Pe�ril�lo (PSDB), a quem a opo�si���o res�pon�sa�bi�li�za pe�lo en�di�vi�da�men�to da em�pre�sa. O PSDB, por sua vez, apon�ta o de�do pa�ra os go�ver�nos do PMDB. Na ver�da�de, cul�par es�te ou aque�le go�ver�nan�te pe�lo en�di�vi�da�men�to da Celg faz par�te do jo�go po�l�ti�co do mo�men�to e ao que tu�do in�di�ca to�dos t�m mes�mo al�gu�ma res�pon�sa�bi�li�da�de na atu�al si�tu�a���o da em�pre�sa, me�nor ou mai�or.

Os dados financeiros mais re�cen�tes da Celg d�o con�ta de uma d�vi�da de R$1,106 bi�lh�o na trans�fe�r�n�cia do go�ver�no de Iris Re�zen�de pa�ra Ma�gui�to Vi�le�la, em 1994. Ma�gui�to Vi�le�la, por sua vez, dei�xou a Celg com uma d�vi�da de R$1,221 bi�lh�o, em 1998. Nos dois go�ver�nos de Mar�co�ni Pe�ril�lo a d�vi�da sal�tou pa�ra R$ 4 bi�lh�es e ago�ra, no go�ver�no Al�ci�des Ro�dri�gues, atin�giu a ci�fra de R$ 5,7 bi�lh�es.

Pa�ra o au�tor do re�que�ri�men�to da CPI da Celg, Da�ni�el Gou�lart, o en�di�vi�da�men�to da em�pre�sa tem ori�gem nos go�ver�nos do PMDB, �quan�do o Es�ta�do fa�zia d�vi�das em no�me da Celg�. Ele mos�tra o re�la�t�rio do Tri�bu�nal de Con�tas do Es�ta�do (TCE) de ju�nho de 1999, re�fe�ren�te ao ano de 1998, no qual o tri�bu�nal faz res�sal�vas em re�la���o a d�vi�das acu�mu�la�das do Es�ta�do pa�ra com a Celg e n�o re�gis�tra�das no ba�lan��o do Es�ta�do. �D�vi�das em fun���o de au�to�ri�za���o de obras e ser�vi��os pa�ra pos�te�ri�or re�em�bol�so�, diz o pa�re�cer. Se�gun�do Da�ni�el Gou�lart, eram obras que n�o tra�ri�am ren�ta�bi�li�da�de al�gu�ma pa�ra a Celg, ilu�mi�na���o de cam�po de fu�te�bol, de ae�ro�por�to, de es�tra�das, e que o Es�ta�do nun�ca com�pen�sou � em�pre�sa.

Foi tam�b�m no go�ver�no de Ma�gui�to Vi�le�la, do PMDB, que a Usi�na de Ca�cho�ei�ra Dou�ra�da foi ven�di�da, ou�tro fa�tor do en�di�vi�da�men�to da em�pre�sa, se�gun�do os tu�ca�nos. �O di�nhei�ro ob�ti�do com a ven�da da usi�na n�o foi re�pas�sa�do pa�ra a Celg�, diz o de�pu�ta�do. �Com o re�cur�so com�pra�ram at� ces�ta b�si�ca�. Al�m dis�so, Da�ni�el Gou�lart afir�ma que o pro�ces�so da ven�da de Ca�cho�ei�ra Dou�ra�da foi �al�ta�men�te no�ci�vo, cri�mi�no�so e vi�ci�a�do.� No con�tra�to fi�cou es�ta�be�le�ci�do o for�ne�ci�men�to de ener�gia de Ca�cho�ei�ra Dou�ra�da pa�ra a Celg a um cus�to que che�ga a ser 53 por cen�to su�pe�ri�or ao de mer�ca�do. Ele con�ta que 46 por cen�to da des�pe�sa da Celg � re�fe�ren�te � aqui�si���o de ener�gia el�tri�ca.

Ov�dio de An�ge�lis pre�si�dia a Celg na �po�ca da pri�va�ti�za���o da Usi�na de Ca�cho�ei�ra Dou�ra�da, em 1997, e con�ta que to�do o pro�ces�so foi apro�va�do pe�la Ag�n�cia Na�ci�o�nal de Ener�gia El�tri�ca (Aneel) e que o con�tra�to as�se�gu�ra�va a vi�a�bi�li�da�de fi�nan�cei�ra da Celg. �Ha�via ter�mos de ajus�tes com o go�ver�no do Es�ta�do e com a Aneel que pre�vi�am a vi�a�bi�li�da�de da em�pre�sa�, diz..

Se�gun�do Da�ni�el Gou�lart, a CPI de Ca�cho�ei�ra Dou�ra�da, re�a�li�za�da em 2003, n�o mos�trou que a d�vi�da da cons�tru���o da quar�ta eta�pa de Ca�cho�ei�ra Dou�ra�da, cer�ca de R$ 270 mi�lh�es, foi trans�fe�ri�da pa�ra a Celg. Se�gun�do ele, es�se d�bi�to re�a�jus�ta�do es�t� ho�je na ca�sa dos R$ 750 mi�lh�es. A ven�da de Ca�cho�ei�ra Dou�ra�da te�ria, se�gun�do Da�ni�el Gou�lart, da�do pre�ju��zos in�di�re�tos tam�b�m. Com a ci�s�o, a Ceg per�deu sua gran�de fi�a�do�ra e pas�sou a pe�gar di�nhei�ro em�pres�ta�do com ju�ros mais al�tos por�que n�o ti�nha mais a usi�na pa�ra dar co�mo ga�ran�tia.

Na opi�ni��o do de�pu�ta�do tu�ca�no, mui�tos des�tes em�pr�s�ti�mos que ho�je de�se�qui�li�bram as con�tas da Celg fo�ram im�por�tan�tes pa�ra o de�sen�vol�vi�men�to do Es�ta�do e d� exem�plo de um fi�nan�cia�men�to fei�to ain�da no go�ver�no de Hen�ri�que San�til�lo com um fun�do ja�po�n�s pa�ra ele�tri�fi�ca���o ru�ral. A pri�mei�ra par�ce�la foi li�be�ra�da no pri�mei�ro go�ver�no de Mar�co�ni Pe�ril�lo. �E foi um pro�gra�ma mui�to bom pa�ra a agri�cul�tu�ra fa�mi�liar e pa�ra o agro�ne�g�cio do Es�ta�do�. Nem to�dos os em�pr�s�ti�mos fei�tos pe�la Celg fo�ram po�si�ti�vos pa�ra o Es�ta�do, na opi�ni��o do de�pu�ta�do, e os que n�o fo�ram pre�ci�sam ser in�ves�ti�ga�dos. Mas ou�tros fo�ram es�sen�ci�ais pa�ra o de�sen�vol�vi�men�to eco�n��mi�co de Goi�s. �Ago�ra, que o Es�ta�do equi�li�brou a re�la���o re�cei�ta e des�pe�sas, o go�ver�no de�ve�ria re�tri�bu�ir o que a Celg fez pa�ra seu de�sen�vol�vi�men�to e bus�car re�cur�sos pa�ra in�te�gra�li�zar o ca�pi�tal da em�pre�sa. O Es�ta�do tem uma d�vi�da gran�de com a Celg�.

O Es�ta�do de�ve in�clu�si�ve o pro�gra�ma Luz no Cam�po. N�o ca�be a em�pre�sa le�var luz pa�ra a �rea ru�ral por�que is�so n�o lhe traz ren�ta�bi�li�da�de. O Es�ta�do de�ve con�tas de ener�gia de �r�g�os p�bli�cos, co�mo a Sa�ne�a�go, que nun�ca se pre�o�cu�pa�ram em pa�gar � Celg, as�sim co�mo mui�tas pre�fei�tu�ras do in�te�ri�or. Cons�ta tam�b�m na con�ta do Es�ta�do o sa�l�rio de di�ver�sos fun�cio�n�rios da Celg que es�t�o � dis�po�si���o de �r�g�os es�ta�tais. A Celg con�ta�bi�li�zou es�sa d�vi�da em seus ba�lan�ce�tes, mas o Es�ta�do n�o. N�o con�ta�bi�li�zou e n�o pa�gou. Es�sa d�vi�da se�quer era cor�ri�gi�da at� 2003, �po�ca em que o en�t�o se�cre�t�rio da Fa�zen�da, Jo�s� Pau�lo Lou�rei�ro re�a�jus�tou seu va�lor. Pro�va�vel�men�te, es�se va�lor de R$1,2 bi�lh�o di�vul�ga�do co�mo di�vi�da do Es�ta�do com a Celg es�te�ja su�bes�ti�ma�do.

A d�vi�da da Celg tem ou�tros com�po�nen�tes que s�o ine�ren�tes a sua na�tu�re�za de em�pre�sa p�bli�ca de di�rei�to pri�va�do. �Con�tra a Celg h� uma in�d�s�tria de a��es tra�ba�lhis�tas�, con�ta Da�ni�el Gou�lart. Se�gun�do ele, a ad�vo�ga�da Eli�a�ne de Pla�ton per�deu pra�zo de uma a��o tra�ba�lhis�ta no va�lor de R$ 62 mi�lh�es em 2001. A ad�vo�ga�da Eli�a�ne de Pla�ton foi pro�cu�ra�da pe�la nos�sa re�por�ta�gem e n�o deu re�tor�no. A em�pre�sa con�tra�tou ou�tro ad�vo�ga�do e con�se�guiu re�cu�pe�rar R$ 32 mi�lh�es da a��o. Is�so foi em uma �ni�ca a��o tra�ba�lhis�ta. Se�gun�do o de�pu�ta�do tu�ca�no, a si�tu�a���o da Celg n�o se�ria t�o de�li�ca�da se o go�ver�no fe�de�ral pa�gas�se o d�bi�to de R$ 224 mi�lh�es que tem com a em�pre�sa re�fe�ren�te a uma a��o de re�cu�pe�ra���o tri�bu�t�ria. �Al�m de n�o pa�gar sua d�vi�da o go�ver�no fe�de�ral ne�ga o em�pr�s�ti�mo que a Celg pre�ci�sa�. Na opi�ni��o do de�pu�ta�do tu�ca�no, fal�tou von�ta�de po�l�ti�ca do go�ver�no Lu�la da Silva pa�ra apro�var o em�pr�s�ti�mo junto ao BNDES. �O Es�ta�do es�t� pe�nho�ran�do seu FPE (Fun�do de Par�ti�ci�pa���o do Es�ta�do) pa�ra con�se�guir um em�pr�s�ti�mo que o BNDES faz at� pa�ra mul�ti�na�cio�nais�.

Pa�ra al�guns ana�lis�tas do se�tor el�tri�co, a si�tu�a���o de en�di�vi�da�men�to da Celg n�o jus�ti�fi�ca a ne�ga�ti�va do BNDES em li�be�rar o em�pr�s�ti�mo. A si�tu�a���o da em�pre�sa �, na ver�da�de, mais po�si�ti�va do que era em 1994, quan�do o en�di�vi�da�men�to era de R$1 bi�lh�o, mas o fa�tu�ra�men�to n�o pas�sa�va de R$ 200 mi�lh�es. Ho�je, a em�pre�sa de�ve R$ 5.7 bi�lh�es, mas seu fa�tu�ra�men�to � de R$ 2 bi�lh�es. A Celg � uma das mai�o�res em�pre�sas do pa��s em li�nhas de trans�mis�s�o e mo�vi�men�ta um flu�xo de di�nhei�ro de R$ 250 mi�lh�es por m�s. Al�m dis�so, o di�nhei�ro do em�pr�s�ti�mo sai�ria do go�ver�no fe�de�ral e vol�ta�ria pa�ra o go�ver�no fe�de�ral por�que se�ria pa�ra pa�gar Fur�nas e a Ele�tro�br�s. Se�gun�do os ana�lis�tas, n�o se tra�ta de um ob�st�cu�lo t�c�ni�co, mas de fal�ta de von�ta�de po�l�ti�ca.

O dis�cur�so de in�vi�a�bi�li�da�de fi�nan�cei�ra tam�b�m di�fi�cul�ta por�que ne�nhum ban�co vai em�pres�tar di�nhei�ro pa�ra uma em�pre�sa que�bra�da.

O PMDB v� a si�tu�a���o da Celg com ou�tros olhos. Se�gun�do o de�pu�ta�do es�ta�du�al Thi�a�go Pei�xo�to, a d�vi�da da em�pre�sa � re�sul�ta�do de uma s�rie de a��es equi�vo�ca�das de di�ver�sos go�ver�nos. �Em�pr�s�ti�mos a ju�ros ex�ces�si�vos de at� 40 por cen�to com ban�cos de se�gun�da li�nha, n�me�ro ex�ces�si�vo de car�gos de di�re�to�ria, de pes�so�as sem qua�li�fi�ca���o in�di�ca�dos por po�l�ti�cos e con�tra�tos ter�cei�ri�za�dos com al�tos va�lo�res. Gas�ta-se mais com con�tra�tos ter�cei�ri�za�dos na Celg que com pes�so�al�. Con�tra�tos que es�t�o sen�do in�ves�ti�ga�dos pe�lo Mi�nis�t�rio P�bli�co do Tra�ba�lho.

Se�gun�do o de�pu�ta�do, de apro�xi�ma�da�men�te R$ 1 bi�lh�o de em�pr�s�ti�mos fei�tos em�pre�sa, R$ 800 mi�lh�es s�o pro�ve�ni�en�tes de ban�cos des�co�nhe�ci�dos que ope�ram com ta�xas bem aci�ma dos va�lo�res de mer�ca�do. Ele ci�ta as ins�ti�tu�i���es Pi�ne, Ma�xi�ma, Dayco�val, Pros�per e Se�me�ar. Ele con�ta que em 3 de de�zem�bro de 2008 foi fei�to um em�pr�s�ti�mo com ju�ros de 23,87 por cen�to mais IP�CA, o que to�ta�li�za�ria al�go em tor�no de 29 por cen�to ao ano.

O que mais im�pres�sio�na o de�pu�ta�do pe�e�me�de�bis�ta foi a mu�dan��a r�pi�da que ocor�reu na em�pre�sa, que pas�sou de su�pe�ra�vi�t�ria em 2005 pa�ra de�fi�ci�t�ria em 2008. �Em 2005, quan�do a em�pre�sa co�me�mo�ra�va seus 50 anos, a Celg era uma em�pre�sa lu�cra�ti�va, ren�t�vel e que ti�nha re�sol�vi�do os pro�ble�mas de Ca�cho�ei�ra Dou�ra�da. Tr�s anos de�pois, is�so n�o era ver�da�de�. Se�gun�do Thi�a�go Pei�xo�to, o go�ver�no de Mar�co�ni Pe�ril�lo co�me�teu cri�me con�t�bil. �Fi�ze�ram uma ma�no�bra con�t�bil pa�ra a Celg pa�re�cer lu�cra�ti�va�. Se�gun�do ele, as des�pe�sas fi�nan�cei�ras da Celg, R$ 650.324 mi�lh�es, so�ma�das aos en�car�gos da d�vi�da, R$ 537.147 mi�lh�es, com�pro�me�tem pra�ti�ca�men�te o to�tal da re�cei�ta ob�ti�da com for�ne�ci�men�to de ener�gia, R$ 1.246 bi�lh�o

Se�gun�do um re�la�t�rio fei�to pe�lo de�pu�ta�do, en�tre os anos de 2004 e 2005, a Celg apre�sen�tou um cres�ci�men�to im�pres�sio�nan�te de seu ati�vo imo�bi�li�za�do, sal�tan�do de R$ 842.953 mi�lh�es em 2004 pa�ra R$ 2,5 bi�lh�es em 2005. O tri�plo do va�lor que cons�ta�va no balan�cete do ano an�te�ri�or. Em 2006, es�ta ci�fra caiu pa�ra R$ 2,099 bi�lh�es, o que re�pre�sen�ta, em um ano, de�pre�ci�a���o da or�dem de 20 por cen�to, en�quan�to o nor�mal � que es�te per�cen�tu�al che�gue a 7.

Em re�la���o �s de�n�n�cias do PSDB de que a si�tu�a���o atu�al da Celg se�ja re�fle�xo da ven�da de Ca�cho�ei�ra Dou�ra�da, Thi�a�go Pei�xo�to ci�ta em�pre�sas al�ta�men�te lu�cra�ti�vas que ope�ram sem ge�ra�do�ra. A Ele�tro�pau�lo (S�o Pau�lo), Light (Rio de Ja�nei�ro), Ce�lesc (San�ta Ca�ta�ri�na) e Co�el�ce (Ce�a�r�). A Celg, por sua vez, ope�ra com um pre�ju��zo de 14 por cen�to, afir�ma o de�pu�ta�do. Se�gun�do ele, o re�sul�ta�do ne�ga�ti�vo da Celg � re�sul�ta�do da m� ges�t�o da em�pre�sa.

An�dr� Ro�cha foi pre�si�den�te da Celg no go�ver�no de Mar�co�ni Pe�ril�lo. Ele ex�pli�ca que a em�pre�sa vem se en�di�vi�dan�do ao lon�go de 20, 30, 40 anos pa�ra fa�zer obras no Es�ta�do. In�clu�si�ve usi�nas. No en�tan�to, o his�t�ri�co da d�vi�da da�ta de 1980. Se�gun�do ele, n�o se po�de fa�zer uma an�li�se fria dos n�me�ros. De�ve se con�ta�bi�li�zar os in�ves�ti�men�tos fei�tos, os cr�di�tos que a em�pre�sa tem pa�ra re�ce�ber do go�ver�no fe�de�ral, do Es�ta�do e mu�ni�c�pios, as d�vi�das her�da�das de Ca�cho�ei�ra Dou�ra�da, os di�ver�sos pla�nos eco�n��mi�cos que de�ram pre�ju��zo � em�pre�sa, o apa�g�o, a al�ta do d�lar pro�vo�ca�da pe�lo aten�ta�do de 11 de se�tem�bro. �Fa�to�res que le�va�ram a em�pre�sa a es�sa si�tu�a���o�. Uma si�tu�a���o que n�o � t�o com�pli�ca�da do pon�to de vis�ta fi�nan�cei�ra, na opi�ni��o de An�dr� Ro�cha. �A Celg de�ve du�as ve�zes me�nos que seu fa�tu�ra�men�to anual�. Al�m dis�so, ob�ser�va, as for��as po�l�ti�cas do Es�ta�do vi�vem um bom mo�men�to e po�dem se unir pa�ra so�lu�ci�o�nar o pro�ble�ma.

Se no �m�bi�to do le�gis�la�ti�vo, as in�ves�ti�ga���es so�bre a Celg es�bar�ram nos in�te�res�ses po�l�ti�cos, no do Ju�di�ci��rio o ob�st�cu�lo � a bu�ro�cra�cia. H� 55 in�qu�ri�tos so�bre a Celg em an�da�men�to no Mi�nis�t�rio P�bli�co, sen�do dois so�bre a ven�da da Usi�na de Ca�cho�ei�ra Dou�ra�da. Es�t� pre�vis�ta uma re�u�ni��o com os pro�mo�to�res pa�ra dis�cu�tir a uni�fi�ca���o dos pro�ces�sos. Se no cam�po po�l�ti�co a in�ves�ti�ga���o n�o ca�mi�nha, h� pe�lo me�nos uma pos�si�bi�li�da�de de vin�gar no Mi�nis�t�rio P�bli�co.

Evolu��o da d�vida de 1990 para c�

1994 � Iris Rezende para Maguito Vilela � R$1,106 bilh�o
1998 � Maguito Vilela para Marconi Perillo � R$1,221 bilh�o
2002 � Marconi Perillo para Alcides Rodrigues � R$ 4 bilh�es
2009 � Alcides Rodrigues � R$ 5,7 bilh�es

Ter�a-feira, Mar�o 17, 2009

An�lise do Jornal Op��o sobre a elei��o de 2010

A si­tu­a­��o dos fe­de­ra­is

Di­ri­gen­tes par­ti­d�­rios e ob­ser­va­do­res ou­vi­dos por es­ta re­por­ta­gem do Jor­nal Op­��o ana­li­sa­ram a si­tu­a­��o dos 17 atu­ais de­pu­ta­dos fe­de­ra­is.

Do­na Iris (PMDB)

Se dis­pu­tar a re­e­lei­��o, de­ve­r�, mais uma vez, ser car­re­ga­do­ra de vo­tos do PMDB. Em 2006, inau­gu­rou um clu­be ex­clu­si­vo en­tre os fe­de­ra­is go­i­a­nos com mais de 200 mil vo­tos em uma �ni­ca elei­��o.

Ro­nal­do Cai­a­do (DEM)

Es­t� em as­cen­s�o. Em 2002, re­ce­beu 114 mil vo­tos. Em 2006, su­biu pa­ra 152 mil, fi­can­do atr�s ape­nas de Do­na Iris. Ape­sar des­sa vo­ta­��o ex­pres­si­va, s� con­se­guiu ga­ran­tir va­ga gra­�as � can­di­da­tu­ra de Vil­mar Ro­cha (75 mil vo­tos) que as­se­gu­rou quo­ci­en­te elei­to­ral pa­ra o DEM. Tem anun­ci­a­do sua dis­po­si­��o de dis­pu­tar o go­ver­no do Es­ta­do se ti­ver o apoio do go­ver­na­dor Al­ci­des Ro­dri­gues.

San­dro Ma­bel (PR)

En­tre 2002 e 2006 per­deu uma mon­ta­nha de vo­tos (de 147 mil caiu pa­ra 108 mil). � mui­ta coi­sa, mas � re­sul­ta­do con­jun­tu­ral. Pa­ra aju­dar seu co­le­ga de PR, Chi­co Abreu, pra­ti­ca­men­te n�o fez cam­pa­nha em Apa­re­ci­da de Go­i­�­nia, seu mai­or co­l�­gio elei­to­ral. Em 2010, po­de­r� re­pe­tir a do­se, e as di­fi­cul­da­des, ca­so o vi­ce-go­ver­na­dor Ade­mir Me­ne­zes dis­pu­te va­ga de de­pu­ta­do fe­de­ral. Is­so de­ve­r� ocor­rer se o go­ver­na­dor Al­ci­des Ro­dri­gues re­sol­ver cum­prir o seu man­da­to at� 31 de de­zem­bro do ano que vem.

Le­an­dro Vi­le­la (PMDB)

Tam­b�m es­t� cres­cen­do. Em 2002, foi o �l­ti­mo co­lo­ca­do en­tre os elei­tos, com 60 mil vo­tos. Em 2006, com o tio Ma­gui­to Vi­le­la dis­pu­tan­do o go­ver­no, su­biu pa­ra 107 mil vo­tos. Tem am­pli­a­do seu po­der de fo­go em sua re­gi­�o na­tu­ral, o Su­do­es­te.

Jo­va­ir Aran­tes (PTB)

N�o pa­ra nun­ca de so­mar mais vo­tos a ca­da elei­��o. Em 2006, pe­la pri­mei­ra vez, en­trou no clu­be dos 100 mil vo­tos � 105 mil. � de­pu­ta­do que se de­di­ca co­mo pou­cos �s su­as ba­ses, sem­pre em mai­or n�­me­ro. De­ve cres­cer mais, a n�o ser que entre na cha­pa ma­jo­ri­t�­ria (vi­ce-go­ver­na­dor ou se­na­dor) ao la­do de Mar­co­ni Pe­ril­lo.

Ro­ber­to Ba­les­tra (PP)

Tam­b�m � can­di­da­to de ba­ses. Em 2002, te­ve 76 mil vo­tos. Em 2006, su­biu pa­ra 102 mil, e es­tre­ou no clu­be da eli­te. Te­o­ri­ca­men­te, faz um tra­ba­lho dis­cre­to na Se­cre­ta­ria Ex­tra­or­di­n�­ria. � seu es­ti­lo. Apa­re­ce pou­co pa­ra o gran­de p�­bli­co, mas n�o dei­xa su­as ba­ses aban­do­na­das. Tem po­ten­ci­al pa­ra cres­cer mais um pou­co, a n�o ser que o seu par­ti­do par­ta pa­ra uma aven­tu­ra elei­to­ral so­li­t�­ria.

Pe­dro Cha­ves (PMDB)

Su­as ba­ses, an­ti­ga­men­te, es­ta­vam qua­se to­das elas si­tu­a­das na re­gi­�o Nor­des­te, com pou­cos elei­to­res e mui­to ch�o. Pas­sou a abrir no­vas fren­tes e foi de 68 mil vo­tos em 2002 pa­ra 94 mil, em 2006. Po­de en­trar pa­ra o clu­be dos 100 mil j� em 2010.

San­des J�­ni­or (PP)

Per­deu vo­tos en­tre 2002 e 2006 (126 mil pa­ra 93 mil) prin­ci­pal­men­te por cau­sa da for­te pre­sen­�a de Do­na Iris em Go­i­�­nia, sua prin­ci­pal ba­se. Nas du­as elei­��es, te­ve apoio de­ci­si­vo de For­mo­sa, atra­v�s do en­t�o pre­fei­to Se­bas­ti­�o Ca­ro­�o. Em 2010, For­mo­sa te­r� ou­tros can­di­da­tos a de­pu­ta­do fe­de­ral, co­mo Er­nes­to Rol­ler, es­ta­du­al e se­cre­t�­rio de Se­gu­ran­�a P�­bli­ca. Te­r� que des­co­brir al­gu­ma m�­gi­ca pa­ra n�o cor­rer s�­rios ris­cos.

Le­o­nar­do Vi­le­la (PSDB)

Ou­tro que cres­ce muito. Em 2002, te­ve 63 mil vo­tos. Em 2006, 91 mil. De­ve rom­per a bar­rei­ra dos 100 mil vo­tos em 2010. Pre­si­de o PSDB es­ta­du­al e � bra�o direito de Marconi. Desde sua pr�-campa­nha a governador, em 2005, vem se consolidando como um nome estadual. Nas elei��es municipais de 2008, conquistou o apoio de �guas Lindas, o terceiro maior eleitorado do Entorno de Bras�lia. Isso, sem se afastar de sua ba­se prin­ci­pal, o Su­do­es­te.

Ru­bens Oto­ni (PT)

�, dis­pa­ra­do, o pe­tis­ta mais con­sis­ten­te do pon­to de vis­ta elei­to­ral. Sua ba­se prin­ci­pal � a ci­da­de de An�­po­lis. � l�, in­clu­si­ve, on­de ele es­t� re­for­�a­do des­de as elei­��es de 2008, que ter­mi­nou com a vi­t�­ria de seu ir­m�o An­to­nio Go­mi­de na dis­pu­ta pe­la pre­fei­tu­ra. Te­ve 77 mil vo­tos em 2002, 87 mil em 2006 e de­ve­r� dis­pa­rar pa­ra mais de 100 mil em 2010, ca­so n�o dis­pu­te ou­tro car­go. � co­ta­do pa­ra a vi­ce de Iris, ou pa­ra se­na­dor, mas tem anun­ci­a­do que quer dis­pu­tar o go­ver­no do Es­ta­do pe­la ba­se lu­lis­ta.

Jo­s� Ta­ti­co (PTB)

Es­se es­t� fo­ra. A Jus­ti­�a Elei­to­ral o con­de­nou por com­pra de vo­tos em 2006.

Ra­quel Tei­xei­ra (PSDB)

Es­tre­ou em 2002 com a for­�a da Se­cre­ta­ria da Edu­ca­��o, on­de es­te­ve du­ran­te o pri­mei­ro man­da­to de Mar­co­ni Pe­ril­lo, e sur­pre­en­deu com 126 mil vo­tos. Em 2006, j� sem es­sa in­flu­�n­cia, caiu pa­ra 83 mil vo­tos. Es­t� sob s�­rio ris­co.

Lu­iz Bit­ten­court (PMDB)

Man­te­ve-se na fai­xa dos 70 mil vo­tos, em­bo­ra te­nha ca­�­do en­tre 2002 e 2006 (78 mil vo­tos e 71 mil). O pro­ble­ma foi em al­gu­mas de su­as ba­ses, em que os pre­fei­tos fo­ram der­ro­ta­dos. Di­fi­cil­men­te en­tra­r� pa­ra o clu­be dos 100 mil, mas de­ve­r� fi­car en­tre os elei­tos pe­lo PMDB. Tem pro­cu­ra­do re­for­�ar as ba­ses.

Jo­�o Cam­pos (PSDB)

Sua vo­ta­��o � boa, mas na­da t�o ex­tra­or­di­n�­rio. Fi­ca na fai­xa dos 60 e pou­cos mil vo­tos. De­pen­de­r� da le­gen­da.

Mar­ce­lo Me­lo (PMDB)

Foi o �l­ti­mo co­lo­ca­do do PMDB na sua es­tr�ia, em 2006, com 59 mil vo­tos. Sua ba­se � Lu­zi­�­nia, on­de tem man­ti­do uma ex­ce­len­te re­la­��o e par­ce­ria po­l�­ti­ca com o pre­fei­to C�­lio da Sil­vei­ra, do PSDB. Foi elei­to gra­�as � enor­me vo­ta­��o de do­na Iris, que ul­tra­pas­sou a bar­rei­ra dos 200 mil vo­tos e me­lho­rou o quo­ci­en­te elei­to­ral do par­ti­do co­mo um to­do.

Pe­dro Wil­son (PT)

Te­ve cerca de 50 mil vo­tos em 2006. Is­so, ape­nas dois anos de­pois de dis­pu­tar o 2� tur­no das elei­��es pa­ra pre­fei­to de Go­i­�­nia co­mo can­di­da­to � re­e­lei­��o, em 2004. Vai ter de me­lho­rar mui­to seu de­sem­pe­nho se n�o qui­ser fi­car no­va­men­te ame­a­�a­do.­

No­vas es­tre­las e ve­lhos co­me­tas fe­de­ra­is

Um gran­de n�­me­ro de can­di­da­tos sur­ge em to­da elei­��o, pa­ra to­dos os car­gos. Mui­tos co­me­�am dis­pos­tos a en­fren­tar a guer­ra pe­lo go­ver­no, pas­sam a acei­tar o Se­na­do, s�o con­ven­ci­dos a dis­pu­tar uma va­ga na C�­ma­ra dos De­pu­ta­dos e, al­gu­mas ve­zes, ter­mi­nam no meio da mul­ti­d�o de can­di­da­tos � As­sem­bl�ia Le­gis­la­ti­va. Is­so quan­do n�o de­sis­tem, pu­ra e sim­ples­men­te.

Em Go­i­�s, al­guns po­l�­ti­cos no­vos e ou­tros ve­te­ra­nos s�o as gran­des es­tre­las de seus par­ti­dos pa­ra a dis­pu­ta por uma das 17 va­gas da C�­ma­ra dos De­pu­ta­dos. Ou­tros, s�o ve­lhos co­nhe­ci­dos que j� bri­lha­ram du­ran­te um cer­to tem­po, mas, co­mo co­me­tas, se per­de­ram pe­los di­f�­ceis ca­mi­nhos das elei­��es. Abai­xo, al­guns dos no­mes mais co­ta­dos pa­ra 2010.

PMDB

Thi­a­go Pei­xo­to

� de­pu­ta­do es­ta­du­al. Com dis­cur­so mui­to bem es­tru­tu­ra­do, po­si­��o cla­ra e de­fi­ni­da � no ca­so, de opo­si­��o ao go­ver­no do Es­ta­do �, tem se des­ta­ca­do mui­to na As­sem­bl�ia Le­gis­la­ti­va. Es­tre­ou em 2006 e foi o ter­cei­ro mais bem vo­ta­do no ge­ral e o me­lhor de seu par­ti­do. Vem de fa­m�­lia que � do ra­mo. Seu pai, o eco­no­mis­ta Fl�­vio Pei­xo­to, � o gran­de for­mu­la­dor do PMDB go­i­a­no. Seu av�, Pei­xo­to da Sil­vei­ra, foi pre­fei­to de Ja­ra­gu�, de­pu­ta­do es­ta­du­al e fe­de­ral. Tem apoio do po­de­ro­so PMDB de Go­i­a­n�­sia.

Jo­s� Nel­to

Tam­b�m � de­pu­ta­do es­ta­du­al, e li­de­rou a ban­ca­da do seu par­ti­do, a mai­or da opo­si­��o, por mais de dois anos. � re­fe­r�n­cia em bo­as ar­ti­cu­la­��es e atua com ma­es­tria nos bas­ti­do­res. � um dos po­l�­ti­cos go­i­a­nos com mai­or n�­me­ro de man­da­tos con­se­cu­ti­vos, se­te. Foi ve­re­a­dor por tr�s man­da­tos e es­t� em seu quar­to man­da­to co­mo de­pu­ta­do es­ta­du­al. Tem mui­tas ba­ses con­sis­ten­tes no in­te­ri­or. A prin­ci­pal de­las � Ca­ta­l�o.

PSDB

H�l­der Va­lim

Es­tre­la em fran­ca as­cen­s�o, foi ve­re­a­dor em Go­i­�­nia por dois man­da­tos e es­t� em seu ter­cei­ro man­da­to co­mo de­pu­ta­do es­ta­du­al. Sua ex­ce­len­te ca­pa­ci­da­de nos bas­ti­do­res cul­mi­nou com sua elei­��o pa­ra a Pre­si­d�n­cia da As­sem­bl�ia Le­gis­la­ti­va por una­ni­mi­da­de. Tem dis­cur­so con­ver­gen­te pe­la ba­se ali­a­da es­ta­du­al. Ele ain­da n�o ad­mi­te que dis­pu­ta­r� a elei­��o de de­pu­ta­do fe­de­ral, mas exis­te for­te pres­s�o de su­as ba­ses. Den­tro do PSDB, e at� em ou­tros par­ti­dos da ba­se ali­a­da, co­mo o PP, tem gran­de apoio.

F�­bio Sou­za

De ve­re­a­dor cam­pe­�o de vo­tos em Go­i­�­nia, che­gou � As­sem­bl�ia Le­gis­la­ti­va com boa vo­ta­��o. Es­t� em cres­ci­men­to. Seu pai, o ap�s­to­lo C�­sar Au­gus­to, � o l�­der mun­di­al da Igre­ja Fon­te da Vi­da, com mi­lha­res de fi­�is. Foi re­con­du­zi­do � Pre­si­d�n­cia da mais im­por­tan­te co­mis­s�o da As­sem­bl�ia, a de Cons­ti­tu­i­��o, Jus­ti­�a e Re­da­��o.

PP

Pe­dro Ca­ne­do


Vi­ve fa­se de co­me­ta des­de que dis­pu­tou e per­deu pa­ra Ono­fre Qui­nan, j� fa­le­ci­do, va­ga no Se­na­do da Re­p�­bli­ca, na d�­ca­da de 80. Su­plen­te de de­pu­ta­do fe­de­ral, dis­pu­ta to­das as elei­��es, mas sem­pre ba­te na tra­ve. � ana­po­li­no e so­fre com as in­ten­sas di­vi­s�es de vo­tos de sua ci­da­de. Sua que­da co­in­ci­diu com a per­da de pres­t�­gio de An�­po­lis no ce­n�­rio po­l�­ti­co es­ta­du­al. Es­t� na Pre­si­d�n­cia da Ique­go.

Ney No­guei­ra

Es­tre­la do PP, ami­go pes­so­al do go­ver­na­dor Al­ci­des Ro­dri­gues, � bom ar­ti­cu­la­dor. De­pen­de, de cer­ta for­ma, do pres­t�­gio do Pa­l�­cio das Es­me­ral­das. Se re­al­men­te dis­pu­tar va­ga de de­pu­ta­do fe­de­ral, te­r� que con­tar com de­ci­si­vo em­pur­r�o do pr�­prio Al­ci­des. Nes­se ca­so, es­ta­ria pra­ti­ca­men­te elei­to. � de San­ta He­le­na.

Oza­ir Jo­s�

De­pu­ta­do es­ta­du­al, te­r� o apoio do pre­fei­to Ma­gui­to Vi­le­la, de Apa­re­ci­da de Go­i­�­nia. Foi de­ci­si­vo na cam­pa­nha do ano pas­sa­do e res­pon­s�­vel pe­la ali­an­�a do PP com o PMDB na ci­da­de. Den­tro do PP, � con­si­de­ra­do um dos me­lho­res can­di­da­tos a de­pu­ta­do fe­de­ral pe­lo par­ti­do.

Er­nes­to Rol­ler

Es­t� no se­gun­do man­da­to co­mo de­pu­ta­do es­ta­du­al. Em 2006, foi o se­gun­do mais bem vo­ta­do e pri­mei­ro de seu par­ti­do. As­su­miu a Se­cre­ta­ria de Se­gu­ran­�a P�­bli­ca em 2007. � apos­ta ab­so­lu­ta­men­te to­tal do PP co­mo can­di­da­to a de­pu­ta­do fe­de­ral. Es­tre­la em gran­de as­cen­s�o.

Jor­ce­li­no Bra­ga

Jor­ce­li­no Bra­ga co­mo can­di­da­to a de­pu­ta­do fe­de­ral? Tam­b�m. O se­cre­t�­rio da Fa­zen­da � co­ta­��o ga­ran­ti­da pa­ra qual­quer dos car­gos em dis­pu­ta no ano que vem. Tem es­to­fo pa­ra a dis­pu­ta pe­lo go­ver­no do Es­ta­do, pa­ra o Se­na­do ou pa­ra de­pu­ta­do fe­de­ral. Em re­su­mo, dis­pu­ta o car­go que qui­ser. Pe­lo me­nos por en­quan­to, ele diz n�o que­rer dis­pu­tar na­da. Sua ca­pa­ci­da­de de ar­ti­cu­la­��o � t�o boa que n�o en­fren­ta opo­si­��o na As­sem­bl�ia Le­gis­la­ti­va nem en­tre os mais ra­di­cais opo­si­cio­nis­tas. � o gran­de trun­fo do go­ver­no Al­ci­des Ro­dri­gues e res­pon­s�­vel di­re­to por con­ser­tar as fi­nan­�as do Es­ta­do.

DEM/PT/PSB/PR

Vil­mar Ro­cha


Ex-de­pu­ta­do es­ta­du­al e fe­de­ral, foi mui­to bem vo­ta­do em 2006, 75 mil vo­tos, mas aca­bou na su­pl�n­cia pe­la fra­gi­li­da­de da cha­pa pro­por­ci­o­nal do DEM, que aca­bou ele­gen­do ape­nas Ro­nal­do Cai­a­do. Tem gran­de pres­t�­gio na c�­pu­la na­ci­o­nal de seu par­ti­do e re­pre­sen­ta a pon­ta de lan­�a do bem or­ga­ni­za­do gru­po La­ge, de Go­i­a­n�­sia. Con­ti­nua sen­do uma das gran­des es­tre­las da po­l�­ti­ca go­i­a­na, ape­sar de es­tar sem man­da­to. Se o DEM n�o par­tir pa­ra no­va aven­tu­ra elei­to­ral em 2010, de­ve re­tor­nar � C�­ma­ra dos De­pu­ta­dos.

Isau­ra Car­do­so

Pri­mei­ra-da­ma de Se­na­dor Ca­ne­do, a es­po­sa do pre­fei­to Van­der­lan Vi­ei­ra Car­do­so co­me­�a a apa­re­cer co­mo pro­v�­vel can­di­da­ta a de­pu­ta­da fe­de­ral pe­lo PR. Com o pres­t�­gio do ma­ri­do e com seu tra­ba­lho so­ci­al, po­de­r� sa­ir da ci­da­de com vo­ta­��o sig­ni­fi­ca­ti­va. Es­t� em as­cen­s�o, mas ain­da pre­ci­sa do tes­te de fo­go elei­to­ral.

Ade­mir Me­ne­zes

Vi­ce-go­ver­na­dor, ele ir� de­sin­com­pa­ti­bi­li­zar-se do car­go ca­so o go­ver­na­dor Al­ci­des Ro­dri­gues re­sol­va cum­prir seu man­da­to in­te­gral­men­te. � o prin­ci­pal l�­der do cha­ma­do gru­po de Apa­re­ci­da. So­freu um for­te re­v�s na elei­��o do ano pas­sa­do com a vi­t�­ria do PMDB na ci­da­de, mas ain­da man­t�m gran­de pres­t�­gio. Seu re­la­ci­o­na­men­to com o de­pu­ta­do fe­de­ral San­dro Ma­bel, pre­si­den­te do PR, � ex­ce­len­te. � es­tre­la que vi­ve um dra­ma, po­den­do vol­tar a bri­lhar in­ten­sa­men­te ou pas­sar de­fi­ni­ti­va­men­te � clas­si­fi­ca­��o de co­me­ta.

Hum­ber­to Ai­dar

Pe­tis­ta, foi ve­re­a­dor e � de­pu­ta­do es­ta­du­al. Tem for­te dis­cur­so de opo­si­��o ao PMDB e ao go­ver­no Al­ci­des Ro­dri­gues. In­te­gra o gru­po do de­pu­ta­do fe­de­ral Ru­bens Oto­ni. Ca­so Oto­ni dis­pu­te al­gum ou­tro car­go, co­mo go­ver­na­dor, vi­ce ou se­na­dor, Hum­ber­to de­ve ser o her­dei­ro. Nes­se ca­so, al�m de sua prin­ci­pal ba­se, Go­i­�­nia, ele con­ta­ria com o re­for­�o es­pe­ta­cu­lar de An�­po­lis, ter­cei­ro mai­or co­l�­gio elei­to­ral do Es­ta­do. Tem apoio dos ca­t�­li­cos. � es­tre­la em as­cen­��o.

Bar­bo­sa Ne­to

De es­tre­la pas­sou � uma fa­se pe­ri­go­sa pa­ra um po­l�­ti­co. Foi ve­re­a­dor, de­pu­ta­do es­ta­du­al e fe­de­ral. Che­gou ao car­go de cor­re­ge­dor da C�­ma­ra dos De­pu­ta­dos. Co­lo­cou tu­do a per­der em 2006 quan­do en­trou na bri­ga pe­lo go­ver­no do Es­ta­do. Fez cam­pa­nha con­tra Al­ci­des e Ma­gui­to, os dois prin­ci­pa­is con­cor­ren­tes, e aca­bou co­mo au­xi­li­ar do ven­ce­dor � pre­si­den­te da Go­i­�s Tu­ris­mo. Apos­ta em Go­i­�­nia co­mo uma das se­des da Co­pa do Mun­do de 2014. Tem pos­si­bi­li­da­des de dis­pu­tar va­ga em Bra­s�­lia, mas po­de­r� se con­ten­tar com a guer­ra pe­la As­sem­bl�ia Le­gis­la­ti­va. � o pre­si­den­te re­gi­o­nal do PSB.

Segunda-feira, Mar�o 09, 2009

Maguito diz que Marconi "assaltou" a Celg

O ex-governador (1995/mar�o1998), ex-senador e hoje prefeito de Aparecida de Goi�nia, Maguito Vilela, disse em entrevista a Paulo Beringhs, na ter�a-feira, 3, que os dois governos de Marconi Perillo, do PSDB(1999/2002; 2003/mar�o2006), roubaram a Celg.

O v�deo com as declara��es do prefeito foram parar no YouTube.

"J� prestei contas de todo o meu governo. Tenho minha consci�ncia tranquila. Agora, o que o povo goiano precisa saber � que quem assaltou a Celg foi o PSDB. Foram os dois governos de Marconi Perillo que assaltou (sic) a Celg, roubou a Celg, desviou dinheiro na Celg para outras finalidades, e isso o povo goiano precisa saber."

A entrevista foi veiculada na TV Brasil Central, do governo do Estado, comandado hoje por Alcides Rodrigues (PP), que foi vice de Marconi, mas com quem mant�m, desde que foi reeleito, em 2006, uma rela��o pol�tica... bem... digamos... tumultuada nos bastidores.

Antes de Maguito bater duro em Marconi e no PSDB, foi mostrada resportagem sobre manobra frustrada do PMDB

O partido tentou em v�o aprovar convoca��o do presidente da Celg, Enio Branco, para dar explica��es na Casa sobre o endividamento da empresa. Enio tinha, inclusive, se comprometido a ir espontaneamente esta semana � Assembl�ia, depois desistiu. Da� a convoca��o.

A Celg deve mais de R$ 4 bilh�es, tenta um empr�stimo do BNDES e � piv� de uma disputa entre PSDB e PMDB para saber quem a endividou mais. (leia mais em Contra a Celg... e Alcides)

Na reportagem apresentada na TV Brasil Central, o deputado tucano Daniel Goulart foi direto no queixo de Maguito, difinindo como "irresponsabilidade tremenda" a administra��o da empresa durante o seu governo.

Segundo Daniel, Maguito "tinha que estar � em uma cela no Cepaigo", e n�o na prefeitura de Aparecida. S� para lembrar, o centro penitenci�rio fica exatamente em Aparecida.

As declara��es de Daniel tamb�m est�o no v�deo do YouTube.

Maguito acusou o PSDB de n�o querer apurar os fatos envolvendo o endividamento da Celg.

"O PSDB n�o quis a CPI da Assembl�ia Legislativa", afirmou.

Disse mais:

"Fiz at� desafio ao senador (Marconi Perillo), para que ele pegasse as assinatura dos deputados do PSDB e eu pegaria as dos deputados do PMDB, para fazer a CPI e mostrar ao povo goiano de uma vez por todas quem foi que administrou bem a Celg."

Paulo Beringhs chegou a questionar Maguito sobre se teria provas do que estava afirmando, o que o prefeito confirmou.

"Tenho provas disso, tanto � verdade que estou falando: o PSDB assaltou a Celg."

"Que provas o senhor teria?", insistiu Paulo.

"� s� ir � Justi�a. � s� fazer uma CPI para apurar. Ou ent�o, se eles acham que foi eu que errei, me levem na Justi�a que eu vou provar que foram eles que assaltaram a Celg."

Maguito disse tamb�m que a venda de Cachoeira Dourada, feita durante seu governo e criticada fortemente pelos tucanos, ajudou a pagar contas da Celg.

"N�o adianta eles quererem maquiar as coisas, esconder as coisas. Quem acabou com a Celg foram os dois governos do PSDB", insistiu.

***

O mais curioso � que, depois das declara��es de Maguito, o PSDB se calou.

N�o tocou mais no assunto.

A� o assunto foi parar no YouTube.

L�, por enquanto, a �ltima palavra sobre o "assalto" � Celg � dele.

Para ver as declara��es de Maguito no YouTube, clique em

Maguito afirma: QUEM ACABOU COM A CELG FOI O MARCONI E O PSDB...

Para ver todo o programa, v� direto � p�gina de Paulo Beringhs na internet.

O endere�o � www.pauloberinghs.com.br.

Link direto, AQUI.

Iris, Maguito e Marconi querem CPI da Celg. Ser�?

Quer dizer que Maguito desafiou Marconi para fazer a CPI da Celg...

Quer dizer tamb�m que Iris � igualmente a favor da CPI da Celg...

Quer dizer, enfim, que Marconi topa o desafio, porque tamb�m prop�e que ela seja aberta...

Quer dizer que, assim sendo, a CPI da Celg tem votos garantidos de tucanos, marconistas (os dos outros partidos que n�o se assumem), maguitistas e iristas na Assembl�ia Legislativa?

Quer dizer...

Agora � que eu n�o acredito meeeeeesssmo que essa CPI vai sair.

Algu�m a� acredita?

Braga: �A Celg foi v�tima de uma sucess�o de erros�

Arredio a declara��es, o secret�rio da Fazenda de Goi�s, Jorcelino Braga, falou muito, em longa entrevista neste domingo, 8, a Vinicius Jorge Sassine, de O Popular.

Ele coloca mais lenha na fogueira de vaidades que virou esse debate (veja posts abaixo).

Al�m de afirmar o que est� em destaque no t�tulo acima, Jorcelino Braga diz mais:

"Tecnicamente, uma empresa chega a uma situa��o dessa numa sucess�o de erros. A Celg foi v�tima de uma sucess�o de erros. Tenho certeza de que esse governo n�o tem culpa no assunto, e tenho determina��o do governador para resolv�-lo."

"� um assunto grave: a companhia deve hoje R$ 5,7 bilh�es, levando em considera��o o curto prazo e o longo prazo. A companhia d� 52% de lucro bruto. Se uma empresa tem um lucro desse, como ela d� preju�zo? N�o pode. O que d� preju�zo na Celg � um endividamento financeiro que ela vem carreando ao longo dos anos e que corresponde � maior parte da rentabilidade. Como essa empresa se torna vi�vel? A partir do momento em que alongar sua d�vida e voltar a ter um fluxo de caixa positivo."

"� preciso deixar bem claro que em nenhum momento das reuni�es (com Lula) foi tratado de pol�tica. O presidente sempre recebeu o Estado de Goi�s com defer�ncia e sempre no intuito de ajudar. Ele pediu a seus auxiliares que nos ajudassem: o Olavo Noleto, o Alexandre Padilha, o Gilberto Carvalho (chefe de gabinete de Lula). As conversas n�o evolu�ram porque o Estado n�o tinha ainda condi��es t�cnicas de ter aumento do limite de endividamento. Com R$ 1 bilh�o a mais na receita, conseguimos um limite de R$ 500 milh�es para reforma de escolas, para estradas e para asfalto. Falei com o governador e a gente discutiu que era necess�rio pedir ajuda ao presidente, pois a Celg a cada dia estava mais sufocada. Pedir�amos urg�ncia. Fizemos uma reuni�o com ele e na hora ele ligou para o ministro (de Minas e Energia, Edison) Lob�o e para o (presidente do BNDES) Luciano Coutinho, pedindo para que achassem uma solu��o. Fomos ao Lob�o e ele disse: 'J� liguei para a Eletrobr�s e o que precisar n�s vamos conversar'. Decidimos: vamos ao BNDES."

"A Celg deve mais R$ 1 bilh�o para bancos e h� outros tipos de d�vidas. S�o v�rios fornecedores, v�rias coisas envolvidas (...) Deve encargos, impostos e ICMS aqui para o Tesouro. Hoje a Celg tem uma d�vida consider�vel."

"A �nica coisa que quero � n�o politizar essa discuss�o. N�o adianta procurar A ou B respons�vel. Quem vai procurar � a sociedade, vai ser a Justi�a. O que quero � solu��o. Eu tenho balan�os da Celg aqui desde 1986. Em 1986, a d�vida era de 2, 5 milh�es de cruzados da �poca. Em 1990, foi para 42,4 milh�es de cruzeiros. Em 1994, que j� d� para ter uma ideia em compara��o com hoje, j� havia uma d�vida de R$ 1,05 bilh�o. Em 1998, eram R$ 1,49 bilh�o. De 2001 para 2002 sai de R$ 1,8 bilh�o para R$ 2,4 bilh�es. Em 2006, R$ 4 bilh�es."

"Um exemplo do que aconteceu na Celg: renegociou-se com prefeituras prazos de 140, 200 meses, enquanto foi pego dinheiro no mercado a curto prazo. Quem aguenta isso? Todo gestor que percebe preju�zos nos balan�os deveria ficar atento e tentar reverter isso. Na gest�o do Enio, j� foi poss�vel uma redu��o das despesas, mas v�m as despesas financeiras e v�o comendo os resultados que ele obteve. A Celg � vi�vel, se forem retiradas as despesas financeiras. Servi�os de terceiros representam 14% sobre o faturamento l�quido, pessoal consome 8% e a maior despesa � a financeira, com 20%. As despesas financeiras correspondem a quase a soma dos terceirizados com pessoal."

"Toda terceiriza��o precisa ser estudada, algumas s�o ben�ficas e outras n�o. Eu, particularmente, acho que alguns contratos de terceiriza��o precisam ser revistos."

"Eu estive no Bradesco em busca de R$ 100 milh�es para a Celg, e o Bradesco disse n�o."

"O BNDES � um banco e, como banco, tem restri��es. Ele n�o pode dar dinheiro � companhia e depois n�o conseguir explicar aos novos controladores a forma como deu aquele cr�dito. O BNDES foi claro conosco: 'A Celg n�o vale o que voc�s est�o pedindo, n�s n�o podemos dar esse empr�stimo, e temos para voc�s outra solu��o'. Seria fazer um fatiamento da composi��o acion�ria da companhia. Eu disse para eles uma coisa s�: 'Esse assunto eu n�o vim aqui para discutir, eu estou aqui para discutir um empr�stimo'."

"(...) Eles disseram: 'Se voc�s n�o pensarem na hip�tese de abrir a companhia, o BNDES n�o tem como ajudar'. Eu disse que a hip�tese estava descartada: 'Eu n�o tenho autoriza��o do governador para conversar sobre esse assunto'. Chegamos aqui, tivemos uma reuni�o com o governador, e ficou de o Enio falar. Ele falou realmente do empr�stimo, mas parece que ficou um mal-entendido e ele colocou a venda das a��es."

"Eu acho que foi um mal-entendido do Enio (Branco, presidente da Celg) na express�o � imprensa. O que ele me disse foi que havia colocado � imprensa a tentativa de financiamento e, se precisasse, seriam vendidas as a��es. At� eu j� havia dito isso: se precisar vender, vende."

"O foco do governador � o empr�stimo. O BNDES n�o topa, mas � apenas uma figura do governo. N�s temos outra figura. Quando o BNDES deixou claro que n�o topava o financiamento, fizemos uma reuni�o e decidimos que s� nos restava uma alternativa: a STN. Marquei com a STN e fui pessoalmente. Nesta reuni�o fomos somente eu e dois t�cnicos da Celg, na semana atrasada. Sentamos com o Arno Augustin (titular da STN) e eu disse: 'Temos R$ 500 milh�es aprovados, houve crescimento da receita e melhorou muito a situa��o do Estado'. Ele disse que o Estado melhorou muito, mesmo, e eu pedi mais R$ 500 milh�es de limite. A gente pega esse R$ 1 bilh�o emprestado e integraliza na Celg."

"A discuss�o agora � entre Estado e Uni�o. A partir do momento em que houver R$ 1 bilh�o de limite, teremos de buscar um agente que nos d� o dinheiro. A STN gostou do desenho dessa opera��o (...) Vamos buscar o agente financeiro depois. Pode ser o BNDES, o Banco do Brasil. Essa � uma discuss�o secund�ria. Se o BNDES n�o pode conceder um empr�stimo � Celg, o governo precisou buscar outra janela de solu��o. J� que a minha empresa controlada n�o pode tomar R$ 1 bilh�o emprestado, vou tomar R$ 1 bilh�o emprestado."

"O empr�stimo (do BNDES) est� descartado. O Estado vai tomar o dinheiro, desde que a STN autorize. Pela Lei de Responsabilidade Fiscal, n�s temos um limite de endividamento. O limite � um por um: � a receita l�quida pelo limite de endividamento. O Estado vem cumprindo toda sua parte fiscal. Pode ser que o governo federal diga o seguinte: 'BNDES, agora voc� vai dar R$ 1 bilh�o para o Estado.'"

"Vai haver uma reuni�o (com a STN) semana que vem (nesta semana). Pediram uma s�rie de documentos do Estado. Foi exigido tudo aquilo que o Estado precisa cumprir em rela��o � Lei Fiscal."

"A ordem do governador � esgotar todas as possibilidades de empr�stimo. Vender as a��es da companhia num momento adverso significaria perda de dinheiro. O patrim�nio hoje, da empresa, � muito pequeno em rela��o ao que ela vale na realidade."

"Eu sou um homem t�cnico, e a gente tamb�m tem experi�ncia. Voc� percebe quando � um jogo de cena e quando n�o �. O presidente (Lula) pegou o telefone e disse que era para resolver, n�s chegamos no pessoal e eles disseram que o presidente havia dado ordens para resolver. Agora, tecnicamente, n�o foi vi�vel, existem regras a serem cumpridas. Onde vamos no governo federal somos recebidos de portas abertas e muito bem recebidos, a verdade � essa. Somos recebidos com agilidade, com praticidade, n�o tem esse neg�cio de jogo de cena. Precisamos de celeridade para o problema da Celg."

"N�s n�o ficamos preocupados com pol�tica. A verdade � que quando voc� come�a a expor a companhia, voc� s� a prejudica. Uma s�rie de not�cias negativas faz as a��es baixarem no mercado, os credores come�am a ficar preocupados e a restringir cr�dito."

"J� conseguimos R$ 500 milh�es de limite e podemos conseguir mais R$ 500 milh�es, pois essa possibilidade � vista com bons olhos. O Tesouro vem segurando a Celg para honrar os bancos, para n�o ficar inadimplente com os bancos. A companhia tem 53 anos, est� num dos mercados que mais crescem no Pa�s e � altamente vi�vel. Se for retirado o endividamento financeiro, � uma companhia rent�vel, com receita crescente e margem de lucro muito boa. Qualquer grupo privado viria na hora, porque sanearia a empresa e passaria a ter lucros. E o lucro futuro que ela vai gerar?"

"Se a Celg se inviabilizar, inviabiliza o Tesouro. Ela tem de pagar ICMS, e a partir do momento em que ela n�o paga, o Tesouro se sacrifica. A Celg � respons�vel por 10% da arrecada��o de ICMS do Estado. Por que o secret�rio da Fazenda est� envolvido diretamente nessa hist�ria? � o cofre do Estado que corre risco."

"Eu, particularmente, n�o conhe�o essa rela��o (Lula e Alcides juntos em 2010), e na minha frente nunca foi discutido pol�tica. Nas vezes em que o Alcides se reuniu comigo n�o foi discutido pol�tica, foram discutidos assuntos t�cnicos. Eu estou muito preocupado � com os assuntos t�cnicos do governo: fazer crescer a receita, crise econ�mica, buscar solu��o para o Estado."

PMDB e PSDB com discurso unido: em 2010, � Iris X Marconi

A an�lise, com mesmo t�tulo acima, � de Eduardo Sartorato, na coluna Linha Direta, da Tribuna do Planalto, que est� dispon�vel na internet desde a manh� de s�bado, 7 (a edi��o impressa chegou �s bancas no mesmo dia, � tarde):

A indefini��o do governador Alcides Rodrigues (PP) em rela��o ao caminho que o PP seguir� em 2010, abre uma brecha que tucanos e peemedebistas est�o usando bem. Sem a certeza da participa��o de uma terceira via, aliados do prefeito Iris Rezende (PMDB) e do senador Marconi Perillo (PSDB) propagam cada vez mais a id�ia do confronto entre os dois l�deres. A a��o ensaiada por lideran�as dos dois partidos mais antag�nicos do Estado tem como objetivo sepultar qualquer possibilidade de candidatura alternativa. Os tucanos temem que o PP possa viabilizar a candidatura do presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, e de quebra levar o DEM e o PR. H� ainda a possibilidade de o PP apoiar o deputado Ronaldo Caiado (DEM) que, com o Pal�cio das Esmeraldas, toparia a disputa. J� o PMDB n�o esconde a sua preocupa��o de perder o PT que, juntamente com este mesmo grupo, pode articular a candidatura do deputado federal Rubens Otoni (PT). A segunda disputa entre Iris e Marconi pelo governo do Estado � uma �tima sa�da conjunta para segurar PP e PT com as suas respectivas 'bases'. E que as diferen�as de entre Iris e Marconi sejam resolvidas nas urnas, no ano que vem.

Segunda-feira, Mar�o 02, 2009

M�o Santa ocupa espa�o de Marconi

Quem est� presidindo o Senado de fato � o piauiense M�o Santa, o terceiro-secret�rio. Como Marconi Perillo n�o tem paci�ncia, e fica muito tempo em Goi�s, est� perdendo a chance de ocupar espa�o na pol�tica nacional.

Sarney, como se sabe, fica apenas meia hora, ou no m�ximo uma hora, e sai. M�o Santa agradece e comanda as sess�es.

Marconi s� tem ficado em Bras�lia na ter�a, na quarta e na quinta-feira. Se quiser aparecer na m�dia nacional, com destaque, tem de ficar na capital da Rep�blica cinco dias por semana. Pelo menos.

M�o Santa ocupa espa�o de Marconi

Quem est� presidindo o Senado de fato � o piauiense M�o Santa, o terceiro-secret�rio. Como Marconi Perillo n�o tem paci�ncia, e fica muito tempo em Goi�s, est� perdendo a chance de ocupar espa�o na pol�tica nacional.

Sarney, como se sabe, fica apenas meia hora, ou no m�ximo uma hora, e sai. M�o Santa agradece e comanda as sess�es.

Marconi s� tem ficado em Bras�lia na ter�a, na quarta e na quinta-feira. Se quiser aparecer na m�dia nacional, com destaque, tem de ficar na capital da Rep�blica cinco dias por semana. Pelo menos.

Rompimento

De um petista: �O governador Alcides Rodrigues e o secret�rio da Fazenda, Jorcelino Braga, s�o inteiramente favor�veis � alian�a com o PT de Rubens Otoni�.

Alcides teria rompido, ainda que sem alarde, com o senador Marconi Perillo.

Um l�der do PP disse ao Jornal Op��o que dois deputados tucanos est�o for�ando a barra para que o governador Alcides Rodrigues anuncie o rompimento p�blico com o senador Marconi Perillo.

O fato � que Alcides e Marconi n�o querem dar o primeiro passo. Mas a tend�ncia pelo rompimento � mesmo muito forte. Muita gente acreditava que a crise era uma arma��o, para enganar Lula, mas n�o �.

Sabe-se que Marconi quer mesmo romper com a criatura, porque j� concluiu que a perdeu para Lula e Henrique Meirelles.

Modernidade

A Prefeitura de Goi�nia sai na frente de v�rias cidades brasileiras e come�a a fazer a coleta seletiva do lixo.

O fato prova, mais uma vez, que o prefeito Iris Rezende modernizou-se.

Dizia-se, � boca pequena, que o prefeito iria colocar jovens nos principais cargos, mas os velhinhos do PMDB mandariam por baixo dos panos. Nada disso ocorreu.

Entre outros, brilham os garotos Clarismindo J�nior (sim, tem 50 anos, mas trabalha como um menino de 25 anos), Wagner Siqueiram, Andrey Azeredo e Thiago Camargo. Brilharam, antes de assumir mandato de vereador, Francisco J�nior, na �rea de planejamento, e Agenor Mariano, o craque da administra��o.

Ele vem mesmo 3

O grupo de Henrique Meirelles comenta que ele ter� o apoio do PP, seu futuro partido, do PR, do PMDB, do PT, do PTN, do PT do B, do PSB, do PDT e do PC do B.

O PC do B est� numa encruzilhada, mas ter� de defender o �banqueiro� por dois motivos. Primeiro, porque Meirelles deve ser o candidato do presidente Lula. Segundo, porque o chef�o do partido, Aldo Arantes, � primo de Meirelles.

O l�der do PDT de An�polis, o hist�rico Haroldo Duarte, tamb�m � primo de Meirelles.

Ele vem mesmo 3

O grupo de Henrique Meirelles comenta que ele ter� o apoio do PP, seu futuro partido, do PR, do PMDB, do PT, do PTN, do PT do B, do PSB, do PDT e do PC do B.

O PC do B est� numa encruzilhada, mas ter� de defender o �banqueiro� por dois motivos. Primeiro, porque Meirelles deve ser o candidato do presidente Lula. Segundo, porque o chef�o do partido, Aldo Arantes, � primo de Meirelles.

O l�der do PDT de An�polis, o hist�rico Haroldo Duarte, tamb�m � primo de Meirelles.

Ele vem mesmo 2

O empres�rio Ces�rio Lopes � amigo de Henrique Meirelles e, de algum modo, seu porta-voz oficioso, quando o assunto � imprensa.

Lopes garante que Meirelles vai disputar o governo de Goi�s. Concordam com ele Serj�o Caiado, S�rgio Lucas, Alcides Rodrigues e toda a torcida do Vila Nova e do Goi�s.

Ele vem mesmo 1

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, conversou com uma importante pol�tica goiana e disse, com todas as letras, que ser� candidato a governador de Goi�s.

N�o vai disputar mandato de senador ou de deputado federal. Chega para disputar o governo. Est� tudo firmado, inclusive com o apoio do presidente Lula e do governador Alcides Rodrigues.

 

 

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