Exmo. Sr. Dr. Alcides Rodrigues Filho Governador do Estado de Goi�s
Senhor Governador,
Em 8 de maio de 2007, atendendo honroso convite de V. Exa., assumi a Presid�ncia das Empresas Celg Distribui��o e Celg Gera��o & Transmiss�o. Nesse per�odo e ainda durante o processo de Desverticaliza��o do Setor El�trico Brasileiro, o acionista controlador, Estado de Goi�s, criou a Holding Goiaspar (atualmente Celgpar) e a terceira empresa vinculada, a CelgTelecom e Solu��es, confiando-me tamb�m a dire��o de ambas. Procurei em todos os momentos comandar o Sistema Celg com responsabilidade, dedica��o e comprometimento com os maiores prop�sitos do Governo de V. Exa., notadamente, aqueles voltados � persegui��o constante e inarred�vel do reequil�brio econ�mico-financeiro da Celg Distribui��o S/A, Companhia com 53 anos de exist�ncia e enfrentando problemas de gest�o financeira h� mais de duas d�cadas. Juntamente com diretores, chefias e empregados, esforcei-me ao limite para concretizar a opera��o com o BNDES, recebendo de V.Exa. e do secret�rio da Fazenda, Jorcelino Braga, apoio incondicional para o atingimento de nossos objetivos, cumprindo com transpar�ncia e retid�o todas as etapas de um processo cuja engenharia financeira, embora complexa, foi muito bem assimilada pelos quadros t�cnicos da empresa. Busquei dotar as empresas de pr�ticas de Governan�a Corporativa, tendo recebido ades�o total dos colaboradores. Com isso, avan�amos sobre os problemas e, numa Gest�o Participativa e comprometida com resultados, diminu�mos custos. Apuramos, j� no Balan�o de 2007 (ap�s somente 8 meses de presid�ncia), diminui��o do preju�zo da Celg D em mais de R$ 90 milh�es, passando de R$ 267 para R$ 176 milh�es, melhorando praticamente em todos os indicadores e aproximando mais da empresa de Refer�ncia da Aneel. Sem poder aplicar os aumentos tarif�rios concedidos pelo �rg�o Regulador, a Celg D deixou de arrecadar desde setembro de 2006, cerca de R$ 800 milh�es, o que significou perda de receita de R$ 25 milh�es ao m�s. Veja V. Exa. que, nesse per�odo, a t�tulo de ICMS, deixaram de ser recolhidos ao Tesouro do Estado mais de R$ 200 milh�es. Assim, Senhor Governador, cumprindo minha proposta de recupera��o da empresa e entendendo que a opera��o com o BNDES � Banco Nacional de Desenvolvimento Econ�mico e Social dever� ainda cumprir etapas a serem alcan�adas mediante negocia��es em curso com a STN � Secretaria do Tesouro Nacional, vejo-me com a miss�o cumprida na etapa concernente �s tratativas com o BNDES em todas suas inst�ncias. Contando com a compreens�o de V.Exa., a quem agrade�o pela confian�a e apoio irrestrito nessa desafiadora miss�o, solicito minha libera��o das honrosas presid�ncias da Holding Celgpar e de suas subsidi�rias integrais, Celg D, Celg G&T e CelgTelecom e Solu��es. Muito embora possa vir a exercer atividade profissional em outro Estado, deverei permanecer aqui residindo, honrando os t�tulos de Cidad�o Goianiense e Goiano que me foram concedidos pelos Legislativos Municipal e Estadual, frutos da generosidade do povo deste Estado, que t�o bem acolheu a mim e a minha fam�lia. Finalmente, Senhor Governador, desejo registrar que, como cidad�o, sinto-me representado no Executivo do meu Estado por um Governador digno e realizador que, certamente, marcar� sua passagem pelo Governo, entre outras bandeiras, pela determina��o de devolver ao seu povo uma Celg forte, competitiva e saud�vel econ�mico e financeiramente.
Iris Rezende � a primeira, Meirelles a segunda e Rubens Otoni a terceira aposta de Lula
O presidente Lula da Silva � pol�tico � mais pol�tico do que administrador. Pode-se dizer que, enquanto ele faz pol�tica, ocupando o lugar que era �de� Jos� Dirceu, Dilma Rousseff gere a m�quina, com o apoio de Guido Mantega e outros. Pol�tico, quando se trata de elei��es, s� confia em pol�tico. Por isso mesmo Lula tem dito, segundo petistas e peemedebistas, que o candidato mais s�lido para enfrentar o senador Marconi Perillo, na disputa pelo governo do Estado em 2010, � o prefeito de Goi�nia, Iris Rezende. � nome confi�vel, que tem experi�ncia e resist�ncia e que, sobretudo, n�o teme enfrentar o tucano. �O pr�prio Iris sabe que o caminho dele, natural, � a disputa do governo�, diz um peemedebista de seu c�rculo �ntimo.
Lula mostra-se interessado em que Iris dispute e teria dito isto tanto a Henrique Meirelles quanto ao governador Alcides Rodrigues (que prefere Meirelles). Num dos encontros, estiveram presentes Iris, Alcides e Meirelles. �Meirelles foi o primeiro a saber que Lula avalia que Iris � o nome mais forte para enfrentar o nome tucano.� A pelo menos dois interlocutores, Lula teria dito, com seu linguajar peculiar, que Meirelles � �caba��o� em termos de disputa majorit�ria. �Elei��o � guerra�, teria dito o presidente.
Peemedebistas sabem, por�m, que dificilmente ter�o o apoio de Alcides, por conta de sua base eleitoral, sempre rival do PMDB no interior. �Ao clamar por Meirelles, Alcides est� enviando o seguinte recado: n�o quero apoiar Marconi e n�o sei se tenho condi��es de apoiar Iris.�
Se se filiar ao PP, Meirelles poderia ser candidato a senador. H� um problema. O PP quer Meirelles disputando o governo, mas, se sobrar uma vaga para o Senado, numa composi��o, a prioridade ser� um pol�tico com mais anos de partido.
O deputado Sandro Mabel afirmou na sexta-feira, 27, que Meirelles quer disputar o governo. �Em boas condi��es�, afirma o l�der do PR.
O deputado Rubens Otoni disse ao Jornal Op��o que seu nome n�o tem qualquer resist�ncia no PP e no PMDB. �Posso ser o candidato a governador de consenso do PT, do PP, do PR e do PMDB.� Adib Elias (ou Iris Ara�jo) poderia ser vice de Rubens. O PP e o PR lan�ariam candidatos a senador � Roberto Balesta e Sandro Mabel.
Mauro Rubem n�o ser� candidato a deputado federal. �Vou disputar a reelei��o e, em 2012, disputo a Prefeitura de Goi�nia.�
Os prefeitos goianos v�o entrar em greve por causa da redu��o do Fundo de Participa��o dos Munic�pios (FPM) e do Imposto Sobre Circula��o de Mercadorias e Servi�os (ICMS). V�rios prefeitos alegam que, com o ato, esperam sensibilizar principalmente o presidente Lula. Eles garantem que, sem uma Bolsa-Munic�pio, as prefeituras v�o quebrar.
Alguns prefeitos v�o aproveitar as �f�rias� para visitar fazendas, cidades tur�sticas e at� mesmo o Real Priv�. Munic�pios que elegeram gestores inexperientes podem quebrar mais cedo. Gestores experientes e criativos, como Vanderlan Vieira Cardoso, v�o passar apertados, mas conseguir�o sair da crise.
O governador Alcides Rodrigues autorizou ontem a proposta de amplia��o da linha Eixo Anhanguera, que ter� a extens�o dobrada para 30 quil�metros. A viabilidade da obra ser� analisada pela Metrobus, empresa respons�vel pela administra��o do Eixo. O presidente da empresa, Francisco Ant�nio de Carvalho Gedda, espera que o estudo de custos seja conclu�do em 90 dias.
Com a amplia��o, o Eixo Anhanguera percorrer� desde o Conjunto Vera Cruz, pr�ximo a Trindade, at� o Jardim das Oliveiras, sentido Senador Canedo. As duas cidades ter�o, nesta ordem, dois e um terminal para receber os �nibus. A Metrobus ainda n�o sabe quantas plataformas ser�o constru�das na extens�o, al�m das 19 j� existentes. �Como as pistas j� est�o duplicadas, o trabalho ficar� mais f�cil.�
Diariamente, 180 mil pessoas transitam pelo Eixo Anhanguera. A amplia��o do percurso permitir� que este volume chegue a 280 mil passageiros por dia. O c�lculo inicial � que a extens�o exigir� 40 novos �nibus articulados para atender aos novos usu�rios. Atualmente a empresa conta com 100 �nibus articulados, com vagas para 130 pessoas, e 10 biarticulados, com capacidade para 300 passageiros.
Reforma
�Teremos tamb�m de estudar a reformas dos terminais. Provavelmente iniciaremos com o do Dergo�, explicou Gedda. Na �ltima ter�a-feira, 24, a empresa assumiu a administra��o dos terminais Padre Pel�gio, Dergo, Novo Mundo e pra�as A e da B�blia. A decis�o coube � C�mara Deliberativa do Transporte Coletivo (CDTC). Fora as reformas, o custo mensal com a manuten��o destes terminais � calculado em R$ 600 mil.
Plataformas
A partir do dia 30 deste m�s, a empresa iniciar� a fase final da reforma das 19 plataformas do Eixo Anhanguera. O asfalto pr�ximo aos abrigos onde passam os �nibus ser� substitu�do por camadas de 35 cent�metros de concreto, que dever�o suportar melhor o peso dos ve�culos. O valor estimado da reforma � de R$ 2 milh�es e a obra ser� entregue em 120 dias.
A Metrobus tem o direito de administrar o Eixo Anhanguera at� 2010. Em 2008, com o fim do contrato de licita��o, a empresa assinou com o Estado aditivo para prolongar a administra��o da linha. Foi a �nica linha que n�o participou do processo de licita��o do transporte coletivo no ano passado.
Concess�o
As novas reformas e a amplia��o da linha podem levar a Metrobus a requerer a dila��o da concess�o para 20 anos, como ocorreu com as outras concession�rias. O presidente argumenta que a empresa est� sem d�vidas e tem todas as condi��es para gerir a linha pelos pr�ximos anos. O Estado subsidia 50% do valor da passagem do Eixo Anhanguera (R$ 1), o que seria um servi�o � popula��o. O baixo valor faz com que R$ 4 milh�es em recursos n�o sejam recebidos.
Motoristas do Citybus realizam testes nas ruas
Os motoristas do Citybus, transporte coletivo diferenciado, j� come�aram os testes com os ve�culos no tr�nsito da Capital. Ontem, durante os hor�rios de menor movimento, foi poss�vel observar os �fresc�es�, como foram apelidados, percorrendo as ruas da Goi�nia. Segundo o Setransp, os condutores dos novos �nibus treinavam o percurso das linhas, mas sem pegar passageiros. Os testes dever�o continuar hoje.
Daqui a oito dias, o secret�rio das Cidades e presidente da C�mara Deliberativa do Transporte Coletivo (CDTC), Paulo Gon�alves, dever� publicar documento que autoriza as empresas a operarem o Citybus na Capital por seis meses. O per�odo, cedido pela CDTC, � para que a Companhia Metropolitana do Transporte Coletivo (CMTC) consiga coletar dados reais sobre a aceita��o dos �nibus e os custos gerados.
�A CDTC autorizou a CMTC a fazer testes por seis meses.� O valor cobrado neste per�odo de teste ser� de R$ 4. Ap�s an�lise dos dados coletados, o valor poder� sofrer reajustes, para mais ou para menos, dependendo do custo gerado.
A deputada Mara Naves, l�der do PMDB na Assembleia Legislativa de Goi�s, � uma articuladora nata, por sua habilidade de dialogar e entender o processo pol�tico. Na semana passada, a parlamentar, representante de Goian�sia, conversou com o Jornal Op��o e falou sobre sucess�o e outros temas.
�O PMDB ter� candidato a governador�, avisa. �O PMDB vai buscar uma ampla coliga��o. Hoje, para quem ser vencedor, n�o tem mais esse neg�cio de chapa pura. O partido j� conta com o apoio de PSC, PC do B e possivelmente ter� o apoio do PR de Sandro Mabel e do PT de Rubens Otoni. Acredito que o acordo com o PT est� praticamente fechado, tanto local quanto nacionalmente.�
Para Mara, �o candidato do PMDB, por ser o nome mais s�lido, dever� ser Iris Rezende. O prefeito aglutina mais do que qualquer outro. � o primeiro da lista�.
� poss�vel uma composi��o entre o PP do governador Alcides Rodrigues e o PMDB de Iris? �N�o h� defini��es, no momento. Mas o PP faz parte da composi��o que apoia o presidente Lula. � preciso esperar um pouco mais. Alcides n�o sinalizou nada para n�s. Ele diz que n�o pode antecipar o processo e que deve cuidar da administra��o p�blica.�
A deputada aposta numa alian�a entre Alcides e o senador Marconi Perillo? �A quest�o � complicada, pois n�o se tem todos os dados para julgar a rela��o entre os dois.�
Para Mara, Meirelles s� ser� candidato pela esquema da terceira via. �Ele quer ter o apoio do senador Marconi Perillo ou do prefeito Iris Rezende, o que n�o ser� f�cil.�
Na sexta-feira, 27, depois de trabalhar na Assembleia, Mara voltou para Goian�sia, onde � primeira-dama, para atividades intensas. Participou de dois encontros, com idosos e magistrados. Al�m de competente e s�ria, Mara � polivalente. � pol�tica por voca��o. No estilo de seu marido, o craca�o Gilberto Naves, prefeito de Goian�sia.
Cotados para presidir a Celg: Jorcelino Braga, Ricardo Jayme, Oton Nascimento, Jalles Fontoura, Otavinho Lage, Orion Andrade, Nerivaldo Costa e Carlos Silva (o preferido do governador Alcides Rodrigues � mesmo Enio Branco. Tentaram derrub�-lo, mas o chefe pepista derrubou a conspira��o).
Se aceitasse presidir a Celg, Jorcelino Braga abriria espa�o para Valdivino de Oliveira, hoje muito pr�ximo do governador Alcides Rodrigues, na Secretaria da Fazenda.
Valdivino de Oliveira � brilhante e � elogiado, com frequ�ncia, pelo governador do Distrito Federal, Jos� Roberto Arruda. Secret�rio da Fazenda do DF, Valdivino Oliveira � respons�vel pelo crescimento da arrecada��o e tem contribu�do para que Arruda tenha recursos para fazer investimentos decisivos.
Com relut�ncia, Arruda emprestaria, pelo menos por alguns meses, Valdivino para Alcides. Valdivino � o tipo de economista que percebeu, antes de muitos outros, que governo n�o pode s� cortar � precisa investir, sen�o contribui para paralisar a economia.
Num governo tucano, de Jos� Serra, n�o se surpreendam se Valdivino virar ministro. Ele � craque. Alcides tem raz�o de estar de olho grande no seu passe. Se o Atl�tico e Arruda deixarem, Alcides contrata-o para seu time imediatamente.
A senadora L�cia V�nia, com excelente atua��o no Congresso, parece entender que seu advers�rio, em 2010, est� no PSDB. Pode ser um equ�voco de interpreta��o.
O inimigo de L�cia n�o mora ao lado. Mora quase ao lado. E � filiado ao PP.
Se compor com o senador Marconi Perillo, com presen�a na chapa majorit�ria, o PP vai exigir, por ser governo, duas vagas: uma de senador e a de vice-governador. O nome para senador dever� ser, se o governador Alcides Rodrigues n�o quiser a vaga, o do deputado-secret�rio Roberto Balestra. O vice de Marconi, para apresentar uma faceta nova, dever� ser Ernesto Roller, um dos mais competentes secret�rios de Alcides.
O PSDB, se quiser compor com o PP e com o DEM, deve lan�ar apenas o candidato a governador, Marconi. A outra vaga de senador, na disputa, ficar� para o senador Dem�stenes Torres, a aposta do deputado Ronaldo Caiado, do DEM.
Se o jogo descrito acima vigorar, L�cia n�o deve figurar na chapa majorit�ria. O governador Alcides gosta de L�cia e a respeita, mas, entre ela e seu PP, fica com o segundo.
S� em duas hip�teses L�cia ser� candidata a senadora. Se se filiar ao PP, em setembro deste ano, ou se Marconi perder o apoio do PP. Sem alian�a com o PP, e se fechar com o DEM de Caiado, o que n�o ser� f�cil, mas n�o imposs�vel, por conta do quadro nacional, o PSDB bancar� a reelei��o de L�cia, junto com a de Dem�stenes.
Se o DEM tamb�m ficar fora da alian�a com Marconi, optando por um eventual candidato de Alcides, a chapa para o Senado incluir� L�cia V�nia e, possivelmente, Jovair Arantes.
H� dois tipos de meirellistas em Goi�s: os do R, os radicais, e os do M, os moderados. Na semana passada, o Jornal Op��o conversou com dois radicais e eles disseram, mais uma vez, que Henrique Meirelles vai disputar o governo de Goi�s, em 2010, pelo PP, liderando uma grande coliga��o. Um deles fala em tr�plice alian�a � PP, PMDB e PT. Como conversamos com os radicais, abramos espa�o para um moderado, que prefere o anonimato, porque diz n�o ter autoriza��o para expressar as opini�es do amigo.
Meirelles disputa o governo? �N�o acredito�, diz o moderado. �N�o acredito num �candidato� que n�o est� fazendo campanha, ou pr�-campanha. Talvez n�o haja mais tempo para se lan�ar candidato, depois de o senador Marconi Perillo e o prefeito Iris Rezende terem colocado seus nomes no mercado pol�tico com tanta antecipa��o.�
Entretanto, por intermedi�rios, Meirelles tem dito que quer disputar o governo. �Nada disso. Ou melhor, o eleitor s� fica sabendo que um pol�tico quer ser candidato quando ele pr�prio vem a p�blico e diz: �Quero disputar o governo�. Meirelles n�o sinalizou efetivamente para ningu�m que quer disputar o governo. Ele at� quer ser governador, mas n�o sei se quer disputar o governo. Talvez seja a hora de pararem de chutar em nome de Meirelles.�
O empres�rio Melchior Luiz Duarte conversou longamente com a nossa fonte e fez a mesma pergunta: �O homem vem?� O pr�prio Melchior conversou com Meirelles e, como o moderado, n�o sabe se ele vai disputar o governo.
O que Meirelles vai fazer? �� prov�vel que v� surpreender meio mundo ao dizer que fica no governo Lula at� o final.�
Mas Meirelles vai se filiar a algum partido? �Ele deve se filiar at� setembro. Mas n�o sei se para disputar o governo. Pode cair no colo dele, e de gra�a, uma vaga no Senado e, assim, ele deixaria para disputar o governo em 2014, depois de mais entrosado com as coisas de Goi�s.�
Por que Meirelles pode n�o disputar o governo? �Porque banqueiro n�o entra em bola dividida. Enfrentar Marconi Perillo sozinho n�o � f�cil, imagine enfrentar Marconi e Iris Rezende, duas feras feridas. Marconi, porque furioso com o governador Alcides; Iris, porque furioso com Marconi. A campanha, se for entre Marconi e Iris, vai ser bomb�stica. N�o haver� espa�o para amadorismo, para novatos.�
Entretanto, se tiver o apoio do governador Alcides Rodrigues, Meirelles pode se tornar um candidato forte? �N�o sei, n�o. � fato que n�o h� governo fraco, por conta da m�quina, mas dificilmente, em virtude de seu pr�prio estilo, o governador Alcides se empenhar� 100% em qualquer campanha.�
Como n�o tem dinheiro para investir nos munic�pios, o governo dificilmente ter� condi��es de pressionar os prefeitos, diz o moderado meirillista. �O sr. � marconista?�, o Jornal Op��o perguntou. �N�o. Sou realista, adepto da realpolitik.�
Nin�gu�m as�su�me a res�pon�sa�bi�li�da�de pe�la d�vi�da de R$5,7 bi�lh�es da em�pre�sa, que du�ran�te mui�to anos pa�tro�ci�nou obras do Es�ta�do e for�ne�ceu car�gos pa�ra po�l�ti�cos
AN�DR�IA BA�HIA
� com ba�se em es�ta�t�s�ti�cas que se cons�tro�em as fa�l�cias mais bem fun�da�men�ta�das. Os n�me�ros, que n�o de�ve�ri�am dar mar�gem pa�ra d�vi�das, per�mi�tem in�ter�pre�ta���es di�ver�sas de uma mes�ma si�tu�a���o. � o que ocor�re em re�la���o � Celg, que pode se tornar o maior abacaxi do governo Alcides Rodrigues. Ca�da um con�se�gue ler nos ba�lan�ce�tes da em�pre�sa a ver�s�o que lhe con�v�m e, en�quan�to is�so, a ver�da�dei�ra si�tu�a���o da em�pre�sa � ex�ce�to o va�lor da d�vi�da, R$ 5,7 bi�lh�es � n�o con�se�gue vir � to�na pa�ra que a po�pu�la���o pos�sa co�nhe�cer os res�pon�s�veis por uma d�vi�da que, se�gun�do po�l�ti�cos de si�tu�a���o e de opo�si���o, po�de in�vi�a�bi�li�zar a em�pre�sa. Um d�bi�to que ul�tra�pas�sa o pa�tri�m��nio da Celg e im�pe�de a em�pre�sa at� mes�mo de re�a�jus�tar su�as ta�ri�fas, o que j� re�sul�tou em um pre�ju��zo de R$ 700 mi�lh�es � es�ta�tal. En�quan�to a Celg n�o qui�tar sua d�vi�da com su�as for�ne�ce�do�ras de ener�gia ela n�o po�de re�a�jus�tar as ta�ri�fas.
O de�pu�ta�do Da�ni�el Gou�lart (PSDB) ten�tou em�pla�car uma Co�mis�s�o Par�la�men�tar de In�qu�ri�to (CPI) pa�ra apu�rar as cau�sas do de�se�qui�l�brio fi�nan�cei�ro da Celg, mas seu re�que�ri�men�to te�ve o apoio de ape�nas 13 par�la�men�ta�res, o n�me�ro de de�pu�ta�dos da opo�si���o. Se�riam ne�ces�s�rias 14 as�si�na�tu�ras pa�ra apro�var o re�que�ri�men�to. A CPI da Celg te�ria si�do uma id�ia do se�na�dor Mar�co�ni Pe�ril�lo (PSDB), a quem a opo�si���o res�pon�sa�bi�li�za pe�lo en�di�vi�da�men�to da em�pre�sa. O PSDB, por sua vez, apon�ta o de�do pa�ra os go�ver�nos do PMDB. Na ver�da�de, cul�par es�te ou aque�le go�ver�nan�te pe�lo en�di�vi�da�men�to da Celg faz par�te do jo�go po�l�ti�co do mo�men�to e ao que tu�do in�di�ca to�dos t�m mes�mo al�gu�ma res�pon�sa�bi�li�da�de na atu�al si�tu�a���o da em�pre�sa, me�nor ou mai�or.
Os dados financeiros mais re�cen�tes da Celg d�o con�ta de uma d�vi�da de R$1,106 bi�lh�o na trans�fe�r�n�cia do go�ver�no de Iris Re�zen�de pa�ra Ma�gui�to Vi�le�la, em 1994. Ma�gui�to Vi�le�la, por sua vez, dei�xou a Celg com uma d�vi�da de R$1,221 bi�lh�o, em 1998. Nos dois go�ver�nos de Mar�co�ni Pe�ril�lo a d�vi�da sal�tou pa�ra R$ 4 bi�lh�es e ago�ra, no go�ver�no Al�ci�des Ro�dri�gues, atin�giu a ci�fra de R$ 5,7 bi�lh�es.
Pa�ra o au�tor do re�que�ri�men�to da CPI da Celg, Da�ni�el Gou�lart, o en�di�vi�da�men�to da em�pre�sa tem ori�gem nos go�ver�nos do PMDB, �quan�do o Es�ta�do fa�zia d�vi�das em no�me da Celg�. Ele mos�tra o re�la�t�rio do Tri�bu�nal de Con�tas do Es�ta�do (TCE) de ju�nho de 1999, re�fe�ren�te ao ano de 1998, no qual o tri�bu�nal faz res�sal�vas em re�la���o a d�vi�das acu�mu�la�das do Es�ta�do pa�ra com a Celg e n�o re�gis�tra�das no ba�lan��o do Es�ta�do. �D�vi�das em fun���o de au�to�ri�za���o de obras e ser�vi��os pa�ra pos�te�ri�or re�em�bol�so�, diz o pa�re�cer. Se�gun�do Da�ni�el Gou�lart, eram obras que n�o tra�ri�am ren�ta�bi�li�da�de al�gu�ma pa�ra a Celg, ilu�mi�na���o de cam�po de fu�te�bol, de ae�ro�por�to, de es�tra�das, e que o Es�ta�do nun�ca com�pen�sou � em�pre�sa.
Foi tam�b�m no go�ver�no de Ma�gui�to Vi�le�la, do PMDB, que a Usi�na de Ca�cho�ei�ra Dou�ra�da foi ven�di�da, ou�tro fa�tor do en�di�vi�da�men�to da em�pre�sa, se�gun�do os tu�ca�nos. �O di�nhei�ro ob�ti�do com a ven�da da usi�na n�o foi re�pas�sa�do pa�ra a Celg�, diz o de�pu�ta�do. �Com o re�cur�so com�pra�ram at� ces�ta b�si�ca�. Al�m dis�so, Da�ni�el Gou�lart afir�ma que o pro�ces�so da ven�da de Ca�cho�ei�ra Dou�ra�da foi �al�ta�men�te no�ci�vo, cri�mi�no�so e vi�ci�a�do.� No con�tra�to fi�cou es�ta�be�le�ci�do o for�ne�ci�men�to de ener�gia de Ca�cho�ei�ra Dou�ra�da pa�ra a Celg a um cus�to que che�ga a ser 53 por cen�to su�pe�ri�or ao de mer�ca�do. Ele con�ta que 46 por cen�to da des�pe�sa da Celg � re�fe�ren�te � aqui�si���o de ener�gia el�tri�ca.
Ov�dio de An�ge�lis pre�si�dia a Celg na �po�ca da pri�va�ti�za���o da Usi�na de Ca�cho�ei�ra Dou�ra�da, em 1997, e con�ta que to�do o pro�ces�so foi apro�va�do pe�la Ag�n�cia Na�ci�o�nal de Ener�gia El�tri�ca (Aneel) e que o con�tra�to as�se�gu�ra�va a vi�a�bi�li�da�de fi�nan�cei�ra da Celg. �Ha�via ter�mos de ajus�tes com o go�ver�no do Es�ta�do e com a Aneel que pre�vi�am a vi�a�bi�li�da�de da em�pre�sa�, diz..
Se�gun�do Da�ni�el Gou�lart, a CPI de Ca�cho�ei�ra Dou�ra�da, re�a�li�za�da em 2003, n�o mos�trou que a d�vi�da da cons�tru���o da quar�ta eta�pa de Ca�cho�ei�ra Dou�ra�da, cer�ca de R$ 270 mi�lh�es, foi trans�fe�ri�da pa�ra a Celg. Se�gun�do ele, es�se d�bi�to re�a�jus�ta�do es�t� ho�je na ca�sa dos R$ 750 mi�lh�es. A ven�da de Ca�cho�ei�ra Dou�ra�da te�ria, se�gun�do Da�ni�el Gou�lart, da�do pre�ju��zos in�di�re�tos tam�b�m. Com a ci�s�o, a Ceg per�deu sua gran�de fi�a�do�ra e pas�sou a pe�gar di�nhei�ro em�pres�ta�do com ju�ros mais al�tos por�que n�o ti�nha mais a usi�na pa�ra dar co�mo ga�ran�tia.
Na opi�ni��o do de�pu�ta�do tu�ca�no, mui�tos des�tes em�pr�s�ti�mos que ho�je de�se�qui�li�bram as con�tas da Celg fo�ram im�por�tan�tes pa�ra o de�sen�vol�vi�men�to do Es�ta�do e d� exem�plo de um fi�nan�cia�men�to fei�to ain�da no go�ver�no de Hen�ri�que San�til�lo com um fun�do ja�po�n�s pa�ra ele�tri�fi�ca���o ru�ral. A pri�mei�ra par�ce�la foi li�be�ra�da no pri�mei�ro go�ver�no de Mar�co�ni Pe�ril�lo. �E foi um pro�gra�ma mui�to bom pa�ra a agri�cul�tu�ra fa�mi�liar e pa�ra o agro�ne�g�cio do Es�ta�do�. Nem to�dos os em�pr�s�ti�mos fei�tos pe�la Celg fo�ram po�si�ti�vos pa�ra o Es�ta�do, na opi�ni��o do de�pu�ta�do, e os que n�o fo�ram pre�ci�sam ser in�ves�ti�ga�dos. Mas ou�tros fo�ram es�sen�ci�ais pa�ra o de�sen�vol�vi�men�to eco�n��mi�co de Goi�s. �Ago�ra, que o Es�ta�do equi�li�brou a re�la���o re�cei�ta e des�pe�sas, o go�ver�no de�ve�ria re�tri�bu�ir o que a Celg fez pa�ra seu de�sen�vol�vi�men�to e bus�car re�cur�sos pa�ra in�te�gra�li�zar o ca�pi�tal da em�pre�sa. O Es�ta�do tem uma d�vi�da gran�de com a Celg�.
O Es�ta�do de�ve in�clu�si�ve o pro�gra�ma Luz no Cam�po. N�o ca�be a em�pre�sa le�var luz pa�ra a �rea ru�ral por�que is�so n�o lhe traz ren�ta�bi�li�da�de. O Es�ta�do de�ve con�tas de ener�gia de �r�g�os p�bli�cos, co�mo a Sa�ne�a�go, que nun�ca se pre�o�cu�pa�ram em pa�gar � Celg, as�sim co�mo mui�tas pre�fei�tu�ras do in�te�ri�or. Cons�ta tam�b�m na con�ta do Es�ta�do o sa�l�rio de di�ver�sos fun�cio�n�rios da Celg que es�t�o � dis�po�si���o de �r�g�os es�ta�tais. A Celg con�ta�bi�li�zou es�sa d�vi�da em seus ba�lan�ce�tes, mas o Es�ta�do n�o. N�o con�ta�bi�li�zou e n�o pa�gou. Es�sa d�vi�da se�quer era cor�ri�gi�da at� 2003, �po�ca em que o en�t�o se�cre�t�rio da Fa�zen�da, Jo�s� Pau�lo Lou�rei�ro re�a�jus�tou seu va�lor. Pro�va�vel�men�te, es�se va�lor de R$1,2 bi�lh�o di�vul�ga�do co�mo di�vi�da do Es�ta�do com a Celg es�te�ja su�bes�ti�ma�do.
A d�vi�da da Celg tem ou�tros com�po�nen�tes que s�o ine�ren�tes a sua na�tu�re�za de em�pre�sa p�bli�ca de di�rei�to pri�va�do. �Con�tra a Celg h� uma in�d�s�tria de a��es tra�ba�lhis�tas�, con�ta Da�ni�el Gou�lart. Se�gun�do ele, a ad�vo�ga�da Eli�a�ne de Pla�ton per�deu pra�zo de uma a��o tra�ba�lhis�ta no va�lor de R$ 62 mi�lh�es em 2001. A ad�vo�ga�da Eli�a�ne de Pla�ton foi pro�cu�ra�da pe�la nos�sa re�por�ta�gem e n�o deu re�tor�no. A em�pre�sa con�tra�tou ou�tro ad�vo�ga�do e con�se�guiu re�cu�pe�rar R$ 32 mi�lh�es da a��o. Is�so foi em uma �ni�ca a��o tra�ba�lhis�ta. Se�gun�do o de�pu�ta�do tu�ca�no, a si�tu�a���o da Celg n�o se�ria t�o de�li�ca�da se o go�ver�no fe�de�ral pa�gas�se o d�bi�to de R$ 224 mi�lh�es que tem com a em�pre�sa re�fe�ren�te a uma a��o de re�cu�pe�ra���o tri�bu�t�ria. �Al�m de n�o pa�gar sua d�vi�da o go�ver�no fe�de�ral ne�ga o em�pr�s�ti�mo que a Celg pre�ci�sa�. Na opi�ni��o do de�pu�ta�do tu�ca�no, fal�tou von�ta�de po�l�ti�ca do go�ver�no Lu�la da Silva pa�ra apro�var o em�pr�s�ti�mo junto ao BNDES. �O Es�ta�do es�t� pe�nho�ran�do seu FPE (Fun�do de Par�ti�ci�pa���o do Es�ta�do) pa�ra con�se�guir um em�pr�s�ti�mo que o BNDES faz at� pa�ra mul�ti�na�cio�nais�.
Pa�ra al�guns ana�lis�tas do se�tor el�tri�co, a si�tu�a���o de en�di�vi�da�men�to da Celg n�o jus�ti�fi�ca a ne�ga�ti�va do BNDES em li�be�rar o em�pr�s�ti�mo. A si�tu�a���o da em�pre�sa �, na ver�da�de, mais po�si�ti�va do que era em 1994, quan�do o en�di�vi�da�men�to era de R$1 bi�lh�o, mas o fa�tu�ra�men�to n�o pas�sa�va de R$ 200 mi�lh�es. Ho�je, a em�pre�sa de�ve R$ 5.7 bi�lh�es, mas seu fa�tu�ra�men�to � de R$ 2 bi�lh�es. A Celg � uma das mai�o�res em�pre�sas do pa��s em li�nhas de trans�mis�s�o e mo�vi�men�ta um flu�xo de di�nhei�ro de R$ 250 mi�lh�es por m�s. Al�m dis�so, o di�nhei�ro do em�pr�s�ti�mo sai�ria do go�ver�no fe�de�ral e vol�ta�ria pa�ra o go�ver�no fe�de�ral por�que se�ria pa�ra pa�gar Fur�nas e a Ele�tro�br�s. Se�gun�do os ana�lis�tas, n�o se tra�ta de um ob�st�cu�lo t�c�ni�co, mas de fal�ta de von�ta�de po�l�ti�ca.
O dis�cur�so de in�vi�a�bi�li�da�de fi�nan�cei�ra tam�b�m di�fi�cul�ta por�que ne�nhum ban�co vai em�pres�tar di�nhei�ro pa�ra uma em�pre�sa que�bra�da.
O PMDB v� a si�tu�a���o da Celg com ou�tros olhos. Se�gun�do o de�pu�ta�do es�ta�du�al Thi�a�go Pei�xo�to, a d�vi�da da em�pre�sa � re�sul�ta�do de uma s�rie de a��es equi�vo�ca�das de di�ver�sos go�ver�nos. �Em�pr�s�ti�mos a ju�ros ex�ces�si�vos de at� 40 por cen�to com ban�cos de se�gun�da li�nha, n�me�ro ex�ces�si�vo de car�gos de di�re�to�ria, de pes�so�as sem qua�li�fi�ca���o in�di�ca�dos por po�l�ti�cos e con�tra�tos ter�cei�ri�za�dos com al�tos va�lo�res. Gas�ta-se mais com con�tra�tos ter�cei�ri�za�dos na Celg que com pes�so�al�. Con�tra�tos que es�t�o sen�do in�ves�ti�ga�dos pe�lo Mi�nis�t�rio P�bli�co do Tra�ba�lho.
Se�gun�do o de�pu�ta�do, de apro�xi�ma�da�men�te R$ 1 bi�lh�o de em�pr�s�ti�mos fei�tos em�pre�sa, R$ 800 mi�lh�es s�o pro�ve�ni�en�tes de ban�cos des�co�nhe�ci�dos que ope�ram com ta�xas bem aci�ma dos va�lo�res de mer�ca�do. Ele ci�ta as ins�ti�tu�i���es Pi�ne, Ma�xi�ma, Dayco�val, Pros�per e Se�me�ar. Ele con�ta que em 3 de de�zem�bro de 2008 foi fei�to um em�pr�s�ti�mo com ju�ros de 23,87 por cen�to mais IP�CA, o que to�ta�li�za�ria al�go em tor�no de 29 por cen�to ao ano.
O que mais im�pres�sio�na o de�pu�ta�do pe�e�me�de�bis�ta foi a mu�dan��a r�pi�da que ocor�reu na em�pre�sa, que pas�sou de su�pe�ra�vi�t�ria em 2005 pa�ra de�fi�ci�t�ria em 2008. �Em 2005, quan�do a em�pre�sa co�me�mo�ra�va seus 50 anos, a Celg era uma em�pre�sa lu�cra�ti�va, ren�t�vel e que ti�nha re�sol�vi�do os pro�ble�mas de Ca�cho�ei�ra Dou�ra�da. Tr�s anos de�pois, is�so n�o era ver�da�de�. Se�gun�do Thi�a�go Pei�xo�to, o go�ver�no de Mar�co�ni Pe�ril�lo co�me�teu cri�me con�t�bil. �Fi�ze�ram uma ma�no�bra con�t�bil pa�ra a Celg pa�re�cer lu�cra�ti�va�. Se�gun�do ele, as des�pe�sas fi�nan�cei�ras da Celg, R$ 650.324 mi�lh�es, so�ma�das aos en�car�gos da d�vi�da, R$ 537.147 mi�lh�es, com�pro�me�tem pra�ti�ca�men�te o to�tal da re�cei�ta ob�ti�da com for�ne�ci�men�to de ener�gia, R$ 1.246 bi�lh�o
Se�gun�do um re�la�t�rio fei�to pe�lo de�pu�ta�do, en�tre os anos de 2004 e 2005, a Celg apre�sen�tou um cres�ci�men�to im�pres�sio�nan�te de seu ati�vo imo�bi�li�za�do, sal�tan�do de R$ 842.953 mi�lh�es em 2004 pa�ra R$ 2,5 bi�lh�es em 2005. O tri�plo do va�lor que cons�ta�va no balan�cete do ano an�te�ri�or. Em 2006, es�ta ci�fra caiu pa�ra R$ 2,099 bi�lh�es, o que re�pre�sen�ta, em um ano, de�pre�ci�a���o da or�dem de 20 por cen�to, en�quan�to o nor�mal � que es�te per�cen�tu�al che�gue a 7.
Em re�la���o �s de�n�n�cias do PSDB de que a si�tu�a���o atu�al da Celg se�ja re�fle�xo da ven�da de Ca�cho�ei�ra Dou�ra�da, Thi�a�go Pei�xo�to ci�ta em�pre�sas al�ta�men�te lu�cra�ti�vas que ope�ram sem ge�ra�do�ra. A Ele�tro�pau�lo (S�o Pau�lo), Light (Rio de Ja�nei�ro), Ce�lesc (San�ta Ca�ta�ri�na) e Co�el�ce (Ce�a�r�). A Celg, por sua vez, ope�ra com um pre�ju��zo de 14 por cen�to, afir�ma o de�pu�ta�do. Se�gun�do ele, o re�sul�ta�do ne�ga�ti�vo da Celg � re�sul�ta�do da m� ges�t�o da em�pre�sa.
An�dr� Ro�cha foi pre�si�den�te da Celg no go�ver�no de Mar�co�ni Pe�ril�lo. Ele ex�pli�ca que a em�pre�sa vem se en�di�vi�dan�do ao lon�go de 20, 30, 40 anos pa�ra fa�zer obras no Es�ta�do. In�clu�si�ve usi�nas. No en�tan�to, o his�t�ri�co da d�vi�da da�ta de 1980. Se�gun�do ele, n�o se po�de fa�zer uma an�li�se fria dos n�me�ros. De�ve se con�ta�bi�li�zar os in�ves�ti�men�tos fei�tos, os cr�di�tos que a em�pre�sa tem pa�ra re�ce�ber do go�ver�no fe�de�ral, do Es�ta�do e mu�ni�c�pios, as d�vi�das her�da�das de Ca�cho�ei�ra Dou�ra�da, os di�ver�sos pla�nos eco�n��mi�cos que de�ram pre�ju��zo � em�pre�sa, o apa�g�o, a al�ta do d�lar pro�vo�ca�da pe�lo aten�ta�do de 11 de se�tem�bro. �Fa�to�res que le�va�ram a em�pre�sa a es�sa si�tu�a���o�. Uma si�tu�a���o que n�o � t�o com�pli�ca�da do pon�to de vis�ta fi�nan�cei�ra, na opi�ni��o de An�dr� Ro�cha. �A Celg de�ve du�as ve�zes me�nos que seu fa�tu�ra�men�to anual�. Al�m dis�so, ob�ser�va, as for��as po�l�ti�cas do Es�ta�do vi�vem um bom mo�men�to e po�dem se unir pa�ra so�lu�ci�o�nar o pro�ble�ma.
Se no �m�bi�to do le�gis�la�ti�vo, as in�ves�ti�ga���es so�bre a Celg es�bar�ram nos in�te�res�ses po�l�ti�cos, no do Ju�di�ci��rio o ob�st�cu�lo � a bu�ro�cra�cia. H� 55 in�qu�ri�tos so�bre a Celg em an�da�men�to no Mi�nis�t�rio P�bli�co, sen�do dois so�bre a ven�da da Usi�na de Ca�cho�ei�ra Dou�ra�da. Es�t� pre�vis�ta uma re�u�ni��o com os pro�mo�to�res pa�ra dis�cu�tir a uni�fi�ca���o dos pro�ces�sos. Se no cam�po po�l�ti�co a in�ves�ti�ga���o n�o ca�mi�nha, h� pe�lo me�nos uma pos�si�bi�li�da�de de vin�gar no Mi�nis�t�rio P�bli�co.
Dirigentes partid�rios e observadores ouvidos por esta reportagem do Jornal Op��o analisaram a situa��o dos 17 atuais deputados federais.
Dona Iris (PMDB)
Se disputar a reelei��o, dever�, mais uma vez, ser carregadora de votos do PMDB. Em 2006, inaugurou um clube exclusivo entre os federais goianos com mais de 200 mil votos em uma �nica elei��o.
Ronaldo Caiado (DEM)
Est� em ascens�o. Em 2002, recebeu 114 mil votos. Em 2006, subiu para 152 mil, ficando atr�s apenas de Dona Iris. Apesar dessa vota��o expressiva, s� conseguiu garantir vaga gra�as � candidatura de Vilmar Rocha (75 mil votos) que assegurou quociente eleitoral para o DEM. Tem anunciado sua disposi��o de disputar o governo do Estado se tiver o apoio do governador Alcides Rodrigues.
Sandro Mabel (PR)
Entre 2002 e 2006 perdeu uma montanha de votos (de 147 mil caiu para 108 mil). � muita coisa, mas � resultado conjuntural. Para ajudar seu colega de PR, Chico Abreu, praticamente n�o fez campanha em Aparecida de Goi�nia, seu maior col�gio eleitoral. Em 2010, poder� repetir a dose, e as dificuldades, caso o vice-governador Ademir Menezes dispute vaga de deputado federal. Isso dever� ocorrer se o governador Alcides Rodrigues resolver cumprir o seu mandato at� 31 de dezembro do ano que vem.
Leandro Vilela (PMDB)
Tamb�m est� crescendo. Em 2002, foi o �ltimo colocado entre os eleitos, com 60 mil votos. Em 2006, com o tio Maguito Vilela disputando o governo, subiu para 107 mil votos. Tem ampliado seu poder de fogo em sua regi�o natural, o Sudoeste.
Jovair Arantes (PTB)
N�o para nunca de somar mais votos a cada elei��o. Em 2006, pela primeira vez, entrou no clube dos 100 mil votos � 105 mil. � deputado que se dedica como poucos �s suas bases, sempre em maior n�mero. Deve crescer mais, a n�o ser que entre na chapa majorit�ria (vice-governador ou senador) ao lado de Marconi Perillo.
Roberto Balestra (PP)
Tamb�m � candidato de bases. Em 2002, teve 76 mil votos. Em 2006, subiu para 102 mil, e estreou no clube da elite. Teoricamente, faz um trabalho discreto na Secretaria Extraordin�ria. � seu estilo. Aparece pouco para o grande p�blico, mas n�o deixa suas bases abandonadas. Tem potencial para crescer mais um pouco, a n�o ser que o seu partido parta para uma aventura eleitoral solit�ria.
Pedro Chaves (PMDB)
Suas bases, antigamente, estavam quase todas elas situadas na regi�o Nordeste, com poucos eleitores e muito ch�o. Passou a abrir novas frentes e foi de 68 mil votos em 2002 para 94 mil, em 2006. Pode entrar para o clube dos 100 mil j� em 2010.
Sandes J�nior (PP)
Perdeu votos entre 2002 e 2006 (126 mil para 93 mil) principalmente por causa da forte presen�a de Dona Iris em Goi�nia, sua principal base. Nas duas elei��es, teve apoio decisivo de Formosa, atrav�s do ent�o prefeito Sebasti�o Caro�o. Em 2010, Formosa ter� outros candidatos a deputado federal, como Ernesto Roller, estadual e secret�rio de Seguran�a P�blica. Ter� que descobrir alguma m�gica para n�o correr s�rios riscos.
Leonardo Vilela (PSDB)
Outro que cresce muito. Em 2002, teve 63 mil votos. Em 2006, 91 mil. Deve romper a barreira dos 100 mil votos em 2010. Preside o PSDB estadual e � bra�o direito de Marconi. Desde sua pr�-campanha a governador, em 2005, vem se consolidando como um nome estadual. Nas elei��es municipais de 2008, conquistou o apoio de �guas Lindas, o terceiro maior eleitorado do Entorno de Bras�lia. Isso, sem se afastar de sua base principal, o Sudoeste.
Rubens Otoni (PT)
�, disparado, o petista mais consistente do ponto de vista eleitoral. Sua base principal � a cidade de An�polis. � l�, inclusive, onde ele est� refor�ado desde as elei��es de 2008, que terminou com a vit�ria de seu irm�o Antonio Gomide na disputa pela prefeitura. Teve 77 mil votos em 2002, 87 mil em 2006 e dever� disparar para mais de 100 mil em 2010, caso n�o dispute outro cargo. � cotado para a vice de Iris, ou para senador, mas tem anunciado que quer disputar o governo do Estado pela base lulista.
Jos� Tatico (PTB)
Esse est� fora. A Justi�a Eleitoral o condenou por compra de votos em 2006.
Raquel Teixeira (PSDB)
Estreou em 2002 com a for�a da Secretaria da Educa��o, onde esteve durante o primeiro mandato de Marconi Perillo, e surpreendeu com 126 mil votos. Em 2006, j� sem essa influ�ncia, caiu para 83 mil votos. Est� sob s�rio risco.
Luiz Bittencourt (PMDB)
Manteve-se na faixa dos 70 mil votos, embora tenha ca�do entre 2002 e 2006 (78 mil votos e 71 mil). O problema foi em algumas de suas bases, em que os prefeitos foram derrotados. Dificilmente entrar� para o clube dos 100 mil, mas dever� ficar entre os eleitos pelo PMDB. Tem procurado refor�ar as bases.
Jo�o Campos (PSDB)
Sua vota��o � boa, mas nada t�o extraordin�rio. Fica na faixa dos 60 e poucos mil votos. Depender� da legenda.
Marcelo Melo (PMDB)
Foi o �ltimo colocado do PMDB na sua estr�ia, em 2006, com 59 mil votos. Sua base � Luzi�nia, onde tem mantido uma excelente rela��o e parceria pol�tica com o prefeito C�lio da Silveira, do PSDB. Foi eleito gra�as � enorme vota��o de dona Iris, que ultrapassou a barreira dos 200 mil votos e melhorou o quociente eleitoral do partido como um todo.
Pedro Wilson (PT)
Teve cerca de 50 mil votos em 2006. Isso, apenas dois anos depois de disputar o 2� turno das elei��es para prefeito de Goi�nia como candidato � reelei��o, em 2004. Vai ter de melhorar muito seu desempenho se n�o quiser ficar novamente amea�ado.
Novas estrelas e velhos cometas federais
Um grande n�mero de candidatos surge em toda elei��o, para todos os cargos. Muitos come�am dispostos a enfrentar a guerra pelo governo, passam a aceitar o Senado, s�o convencidos a disputar uma vaga na C�mara dos Deputados e, algumas vezes, terminam no meio da multid�o de candidatos � Assembl�ia Legislativa. Isso quando n�o desistem, pura e simplesmente.
Em Goi�s, alguns pol�ticos novos e outros veteranos s�o as grandes estrelas de seus partidos para a disputa por uma das 17 vagas da C�mara dos Deputados. Outros, s�o velhos conhecidos que j� brilharam durante um certo tempo, mas, como cometas, se perderam pelos dif�ceis caminhos das elei��es. Abaixo, alguns dos nomes mais cotados para 2010.
PMDB
Thiago Peixoto
� deputado estadual. Com discurso muito bem estruturado, posi��o clara e definida � no caso, de oposi��o ao governo do Estado �, tem se destacado muito na Assembl�ia Legislativa. Estreou em 2006 e foi o terceiro mais bem votado no geral e o melhor de seu partido. Vem de fam�lia que � do ramo. Seu pai, o economista Fl�vio Peixoto, � o grande formulador do PMDB goiano. Seu av�, Peixoto da Silveira, foi prefeito de Jaragu�, deputado estadual e federal. Tem apoio do poderoso PMDB de Goian�sia.
Jos� Nelto
Tamb�m � deputado estadual, e liderou a bancada do seu partido, a maior da oposi��o, por mais de dois anos. � refer�ncia em boas articula��es e atua com maestria nos bastidores. � um dos pol�ticos goianos com maior n�mero de mandatos consecutivos, sete. Foi vereador por tr�s mandatos e est� em seu quarto mandato como deputado estadual. Tem muitas bases consistentes no interior. A principal delas � Catal�o.
PSDB
H�lder Valim
Estrela em franca ascens�o, foi vereador em Goi�nia por dois mandatos e est� em seu terceiro mandato como deputado estadual. Sua excelente capacidade nos bastidores culminou com sua elei��o para a Presid�ncia da Assembl�ia Legislativa por unanimidade. Tem discurso convergente pela base aliada estadual. Ele ainda n�o admite que disputar� a elei��o de deputado federal, mas existe forte press�o de suas bases. Dentro do PSDB, e at� em outros partidos da base aliada, como o PP, tem grande apoio.
F�bio Souza
De vereador campe�o de votos em Goi�nia, chegou � Assembl�ia Legislativa com boa vota��o. Est� em crescimento. Seu pai, o ap�stolo C�sar Augusto, � o l�der mundial da Igreja Fonte da Vida, com milhares de fi�is. Foi reconduzido � Presid�ncia da mais importante comiss�o da Assembl�ia, a de Constitui��o, Justi�a e Reda��o.
PP
Pedro Canedo
Vive fase de cometa desde que disputou e perdeu para Onofre Quinan, j� falecido, vaga no Senado da Rep�blica, na d�cada de 80. Suplente de deputado federal, disputa todas as elei��es, mas sempre bate na trave. � anapolino e sofre com as intensas divis�es de votos de sua cidade. Sua queda coincidiu com a perda de prest�gio de An�polis no cen�rio pol�tico estadual. Est� na Presid�ncia da Iquego.
Ney Nogueira
Estrela do PP, amigo pessoal do governador Alcides Rodrigues, � bom articulador. Depende, de certa forma, do prest�gio do Pal�cio das Esmeraldas. Se realmente disputar vaga de deputado federal, ter� que contar com decisivo empurr�o do pr�prio Alcides. Nesse caso, estaria praticamente eleito. � de Santa Helena.
Ozair Jos�
Deputado estadual, ter� o apoio do prefeito Maguito Vilela, de Aparecida de Goi�nia. Foi decisivo na campanha do ano passado e respons�vel pela alian�a do PP com o PMDB na cidade. Dentro do PP, � considerado um dos melhores candidatos a deputado federal pelo partido.
Ernesto Roller
Est� no segundo mandato como deputado estadual. Em 2006, foi o segundo mais bem votado e primeiro de seu partido. Assumiu a Secretaria de Seguran�a P�blica em 2007. � aposta absolutamente total do PP como candidato a deputado federal. Estrela em grande ascens�o.
Jorcelino Braga
Jorcelino Braga como candidato a deputado federal? Tamb�m. O secret�rio da Fazenda � cota��o garantida para qualquer dos cargos em disputa no ano que vem. Tem estofo para a disputa pelo governo do Estado, para o Senado ou para deputado federal. Em resumo, disputa o cargo que quiser. Pelo menos por enquanto, ele diz n�o querer disputar nada. Sua capacidade de articula��o � t�o boa que n�o enfrenta oposi��o na Assembl�ia Legislativa nem entre os mais radicais oposicionistas. � o grande trunfo do governo Alcides Rodrigues e respons�vel direto por consertar as finan�as do Estado.
DEM/PT/PSB/PR
Vilmar Rocha
Ex-deputado estadual e federal, foi muito bem votado em 2006, 75 mil votos, mas acabou na supl�ncia pela fragilidade da chapa proporcional do DEM, que acabou elegendo apenas Ronaldo Caiado. Tem grande prest�gio na c�pula nacional de seu partido e representa a ponta de lan�a do bem organizado grupo Lage, de Goian�sia. Continua sendo uma das grandes estrelas da pol�tica goiana, apesar de estar sem mandato. Se o DEM n�o partir para nova aventura eleitoral em 2010, deve retornar � C�mara dos Deputados.
Isaura Cardoso
Primeira-dama de Senador Canedo, a esposa do prefeito Vanderlan Vieira Cardoso come�a a aparecer como prov�vel candidata a deputada federal pelo PR. Com o prest�gio do marido e com seu trabalho social, poder� sair da cidade com vota��o significativa. Est� em ascens�o, mas ainda precisa do teste de fogo eleitoral.
Ademir Menezes
Vice-governador, ele ir� desincompatibilizar-se do cargo caso o governador Alcides Rodrigues resolva cumprir seu mandato integralmente. � o principal l�der do chamado grupo de Aparecida. Sofreu um forte rev�s na elei��o do ano passado com a vit�ria do PMDB na cidade, mas ainda mant�m grande prest�gio. Seu relacionamento com o deputado federal Sandro Mabel, presidente do PR, � excelente. � estrela que vive um drama, podendo voltar a brilhar intensamente ou passar definitivamente � classifica��o de cometa.
Humberto Aidar
Petista, foi vereador e � deputado estadual. Tem forte discurso de oposi��o ao PMDB e ao governo Alcides Rodrigues. Integra o grupo do deputado federal Rubens Otoni. Caso Otoni dispute algum outro cargo, como governador, vice ou senador, Humberto deve ser o herdeiro. Nesse caso, al�m de sua principal base, Goi�nia, ele contaria com o refor�o espetacular de An�polis, terceiro maior col�gio eleitoral do Estado. Tem apoio dos cat�licos. � estrela em ascen��o.
Barbosa Neto
De estrela passou � uma fase perigosa para um pol�tico. Foi vereador, deputado estadual e federal. Chegou ao cargo de corregedor da C�mara dos Deputados. Colocou tudo a perder em 2006 quando entrou na briga pelo governo do Estado. Fez campanha contra Alcides e Maguito, os dois principais concorrentes, e acabou como auxiliar do vencedor � presidente da Goi�s Turismo. Aposta em Goi�nia como uma das sedes da Copa do Mundo de 2014. Tem possibilidades de disputar vaga em Bras�lia, mas poder� se contentar com a guerra pela Assembl�ia Legislativa. � o presidente regional do PSB.
O ex-governador (1995/mar�o1998), ex-senador e hoje prefeito de Aparecida de Goi�nia, Maguito Vilela, disse em entrevista a Paulo Beringhs, na ter�a-feira, 3, que os dois governos de Marconi Perillo, do PSDB(1999/2002; 2003/mar�o2006), roubaram a Celg.
O v�deo com as declara��es do prefeito foram parar no YouTube.
"J� prestei contas de todo o meu governo. Tenho minha consci�ncia tranquila. Agora, o que o povo goiano precisa saber � que quem assaltou a Celg foi o PSDB. Foram os dois governos de Marconi Perillo que assaltou (sic) a Celg, roubou a Celg, desviou dinheiro na Celg para outras finalidades, e isso o povo goiano precisa saber."
A entrevista foi veiculada na TV Brasil Central, do governo do Estado, comandado hoje por Alcides Rodrigues (PP), que foi vice de Marconi, mas com quem mant�m, desde que foi reeleito, em 2006, uma rela��o pol�tica... bem... digamos... tumultuada nos bastidores.
Antes de Maguito bater duro em Marconi e no PSDB, foi mostrada resportagem sobre manobra frustrada do PMDB
O partido tentou em v�o aprovar convoca��o do presidente da Celg, Enio Branco, para dar explica��es na Casa sobre o endividamento da empresa. Enio tinha, inclusive, se comprometido a ir espontaneamente esta semana � Assembl�ia, depois desistiu. Da� a convoca��o.
A Celg deve mais de R$ 4 bilh�es, tenta um empr�stimo do BNDES e � piv� de uma disputa entre PSDB e PMDB para saber quem a endividou mais. (leia mais em Contra a Celg... e Alcides)
Na reportagem apresentada na TV Brasil Central, o deputado tucano Daniel Goulart foi direto no queixo de Maguito, difinindo como "irresponsabilidade tremenda" a administra��o da empresa durante o seu governo.
Segundo Daniel, Maguito "tinha que estar � em uma cela no Cepaigo", e n�o na prefeitura de Aparecida. S� para lembrar, o centro penitenci�rio fica exatamente em Aparecida.
As declara��es de Daniel tamb�m est�o no v�deo do YouTube.
Maguito acusou o PSDB de n�o querer apurar os fatos envolvendo o endividamento da Celg.
"O PSDB n�o quis a CPI da Assembl�ia Legislativa", afirmou.
Disse mais:
"Fiz at� desafio ao senador (Marconi Perillo), para que ele pegasse as assinatura dos deputados do PSDB e eu pegaria as dos deputados do PMDB, para fazer a CPI e mostrar ao povo goiano de uma vez por todas quem foi que administrou bem a Celg."
Paulo Beringhs chegou a questionar Maguito sobre se teria provas do que estava afirmando, o que o prefeito confirmou.
"Tenho provas disso, tanto � verdade que estou falando: o PSDB assaltou a Celg."
"Que provas o senhor teria?", insistiu Paulo.
"� s� ir � Justi�a. � s� fazer uma CPI para apurar. Ou ent�o, se eles acham que foi eu que errei, me levem na Justi�a que eu vou provar que foram eles que assaltaram a Celg."
Maguito disse tamb�m que a venda de Cachoeira Dourada, feita durante seu governo e criticada fortemente pelos tucanos, ajudou a pagar contas da Celg.
"N�o adianta eles quererem maquiar as coisas, esconder as coisas. Quem acabou com a Celg foram os dois governos do PSDB", insistiu.
***
O mais curioso � que, depois das declara��es de Maguito, o PSDB se calou.
N�o tocou mais no assunto.
A� o assunto foi parar no YouTube.
L�, por enquanto, a �ltima palavra sobre o "assalto" � Celg � dele.
Para ver as declara��es de Maguito no YouTube, clique em
Quer dizer que Maguito desafiou Marconi para fazer a CPI da Celg...
Quer dizer tamb�m que Iris � igualmente a favor da CPI da Celg...
Quer dizer, enfim, que Marconi topa o desafio, porque tamb�m prop�e que ela seja aberta...
Quer dizer que, assim sendo, a CPI da Celg tem votos garantidos de tucanos, marconistas (os dos outros partidos que n�o se assumem), maguitistas e iristas na Assembl�ia Legislativa?
Quer dizer...
Agora � que eu n�o acredito meeeeeesssmo que essa CPI vai sair.
Braga: �A Celg foi v�tima de uma sucess�o de erros�
Arredio a declara��es, o secret�rio da Fazenda de Goi�s, Jorcelino Braga, falou muito, em longa entrevista neste domingo, 8, a Vinicius Jorge Sassine, de O Popular.
Ele coloca mais lenha na fogueira de vaidades que virou esse debate (veja posts abaixo).
Al�m de afirmar o que est� em destaque no t�tulo acima, Jorcelino Braga diz mais:
"Tecnicamente, uma empresa chega a uma situa��o dessa numa sucess�o de erros. A Celg foi v�tima de uma sucess�o de erros. Tenho certeza de que esse governo n�o tem culpa no assunto, e tenho determina��o do governador para resolv�-lo."
"� um assunto grave: a companhia deve hoje R$ 5,7 bilh�es, levando em considera��o o curto prazo e o longo prazo. A companhia d� 52% de lucro bruto. Se uma empresa tem um lucro desse, como ela d� preju�zo? N�o pode. O que d� preju�zo na Celg � um endividamento financeiro que ela vem carreando ao longo dos anos e que corresponde � maior parte da rentabilidade. Como essa empresa se torna vi�vel? A partir do momento em que alongar sua d�vida e voltar a ter um fluxo de caixa positivo."
"� preciso deixar bem claro que em nenhum momento das reuni�es (com Lula) foi tratado de pol�tica. O presidente sempre recebeu o Estado de Goi�s com defer�ncia e sempre no intuito de ajudar. Ele pediu a seus auxiliares que nos ajudassem: o Olavo Noleto, o Alexandre Padilha, o Gilberto Carvalho (chefe de gabinete de Lula). As conversas n�o evolu�ram porque o Estado n�o tinha ainda condi��es t�cnicas de ter aumento do limite de endividamento. Com R$ 1 bilh�o a mais na receita, conseguimos um limite de R$ 500 milh�es para reforma de escolas, para estradas e para asfalto. Falei com o governador e a gente discutiu que era necess�rio pedir ajuda ao presidente, pois a Celg a cada dia estava mais sufocada. Pedir�amos urg�ncia. Fizemos uma reuni�o com ele e na hora ele ligou para o ministro (de Minas e Energia, Edison) Lob�o e para o (presidente do BNDES) Luciano Coutinho, pedindo para que achassem uma solu��o. Fomos ao Lob�o e ele disse: 'J� liguei para a Eletrobr�s e o que precisar n�s vamos conversar'. Decidimos: vamos ao BNDES."
"A Celg deve mais R$ 1 bilh�o para bancos e h� outros tipos de d�vidas. S�o v�rios fornecedores, v�rias coisas envolvidas (...) Deve encargos, impostos e ICMS aqui para o Tesouro. Hoje a Celg tem uma d�vida consider�vel."
"A �nica coisa que quero � n�o politizar essa discuss�o. N�o adianta procurar A ou B respons�vel. Quem vai procurar � a sociedade, vai ser a Justi�a. O que quero � solu��o. Eu tenho balan�os da Celg aqui desde 1986. Em 1986, a d�vida era de 2, 5 milh�es de cruzados da �poca. Em 1990, foi para 42,4 milh�es de cruzeiros. Em 1994, que j� d� para ter uma ideia em compara��o com hoje, j� havia uma d�vida de R$ 1,05 bilh�o. Em 1998, eram R$ 1,49 bilh�o. De 2001 para 2002 sai de R$ 1,8 bilh�o para R$ 2,4 bilh�es. Em 2006, R$ 4 bilh�es."
"Um exemplo do que aconteceu na Celg: renegociou-se com prefeituras prazos de 140, 200 meses, enquanto foi pego dinheiro no mercado a curto prazo. Quem aguenta isso? Todo gestor que percebe preju�zos nos balan�os deveria ficar atento e tentar reverter isso. Na gest�o do Enio, j� foi poss�vel uma redu��o das despesas, mas v�m as despesas financeiras e v�o comendo os resultados que ele obteve. A Celg � vi�vel, se forem retiradas as despesas financeiras. Servi�os de terceiros representam 14% sobre o faturamento l�quido, pessoal consome 8% e a maior despesa � a financeira, com 20%. As despesas financeiras correspondem a quase a soma dos terceirizados com pessoal."
"Toda terceiriza��o precisa ser estudada, algumas s�o ben�ficas e outras n�o. Eu, particularmente, acho que alguns contratos de terceiriza��o precisam ser revistos."
"Eu estive no Bradesco em busca de R$ 100 milh�es para a Celg, e o Bradesco disse n�o."
"O BNDES � um banco e, como banco, tem restri��es. Ele n�o pode dar dinheiro � companhia e depois n�o conseguir explicar aos novos controladores a forma como deu aquele cr�dito. O BNDES foi claro conosco: 'A Celg n�o vale o que voc�s est�o pedindo, n�s n�o podemos dar esse empr�stimo, e temos para voc�s outra solu��o'. Seria fazer um fatiamento da composi��o acion�ria da companhia. Eu disse para eles uma coisa s�: 'Esse assunto eu n�o vim aqui para discutir, eu estou aqui para discutir um empr�stimo'."
"(...) Eles disseram: 'Se voc�s n�o pensarem na hip�tese de abrir a companhia, o BNDES n�o tem como ajudar'. Eu disse que a hip�tese estava descartada: 'Eu n�o tenho autoriza��o do governador para conversar sobre esse assunto'. Chegamos aqui, tivemos uma reuni�o com o governador, e ficou de o Enio falar. Ele falou realmente do empr�stimo, mas parece que ficou um mal-entendido e ele colocou a venda das a��es."
"Eu acho que foi um mal-entendido do Enio (Branco, presidente da Celg) na express�o � imprensa. O que ele me disse foi que havia colocado � imprensa a tentativa de financiamento e, se precisasse, seriam vendidas as a��es. At� eu j� havia dito isso: se precisar vender, vende."
"O foco do governador � o empr�stimo. O BNDES n�o topa, mas � apenas uma figura do governo. N�s temos outra figura. Quando o BNDES deixou claro que n�o topava o financiamento, fizemos uma reuni�o e decidimos que s� nos restava uma alternativa: a STN. Marquei com a STN e fui pessoalmente. Nesta reuni�o fomos somente eu e dois t�cnicos da Celg, na semana atrasada. Sentamos com o Arno Augustin (titular da STN) e eu disse: 'Temos R$ 500 milh�es aprovados, houve crescimento da receita e melhorou muito a situa��o do Estado'. Ele disse que o Estado melhorou muito, mesmo, e eu pedi mais R$ 500 milh�es de limite. A gente pega esse R$ 1 bilh�o emprestado e integraliza na Celg."
"A discuss�o agora � entre Estado e Uni�o. A partir do momento em que houver R$ 1 bilh�o de limite, teremos de buscar um agente que nos d� o dinheiro. A STN gostou do desenho dessa opera��o (...) Vamos buscar o agente financeiro depois. Pode ser o BNDES, o Banco do Brasil. Essa � uma discuss�o secund�ria. Se o BNDES n�o pode conceder um empr�stimo � Celg, o governo precisou buscar outra janela de solu��o. J� que a minha empresa controlada n�o pode tomar R$ 1 bilh�o emprestado, vou tomar R$ 1 bilh�o emprestado."
"O empr�stimo (do BNDES) est� descartado. O Estado vai tomar o dinheiro, desde que a STN autorize. Pela Lei de Responsabilidade Fiscal, n�s temos um limite de endividamento. O limite � um por um: � a receita l�quida pelo limite de endividamento. O Estado vem cumprindo toda sua parte fiscal. Pode ser que o governo federal diga o seguinte: 'BNDES, agora voc� vai dar R$ 1 bilh�o para o Estado.'"
"Vai haver uma reuni�o (com a STN) semana que vem (nesta semana). Pediram uma s�rie de documentos do Estado. Foi exigido tudo aquilo que o Estado precisa cumprir em rela��o � Lei Fiscal."
"A ordem do governador � esgotar todas as possibilidades de empr�stimo. Vender as a��es da companhia num momento adverso significaria perda de dinheiro. O patrim�nio hoje, da empresa, � muito pequeno em rela��o ao que ela vale na realidade."
"Eu sou um homem t�cnico, e a gente tamb�m tem experi�ncia. Voc� percebe quando � um jogo de cena e quando n�o �. O presidente (Lula) pegou o telefone e disse que era para resolver, n�s chegamos no pessoal e eles disseram que o presidente havia dado ordens para resolver. Agora, tecnicamente, n�o foi vi�vel, existem regras a serem cumpridas. Onde vamos no governo federal somos recebidos de portas abertas e muito bem recebidos, a verdade � essa. Somos recebidos com agilidade, com praticidade, n�o tem esse neg�cio de jogo de cena. Precisamos de celeridade para o problema da Celg."
"N�s n�o ficamos preocupados com pol�tica. A verdade � que quando voc� come�a a expor a companhia, voc� s� a prejudica. Uma s�rie de not�cias negativas faz as a��es baixarem no mercado, os credores come�am a ficar preocupados e a restringir cr�dito."
"J� conseguimos R$ 500 milh�es de limite e podemos conseguir mais R$ 500 milh�es, pois essa possibilidade � vista com bons olhos. O Tesouro vem segurando a Celg para honrar os bancos, para n�o ficar inadimplente com os bancos. A companhia tem 53 anos, est� num dos mercados que mais crescem no Pa�s e � altamente vi�vel. Se for retirado o endividamento financeiro, � uma companhia rent�vel, com receita crescente e margem de lucro muito boa. Qualquer grupo privado viria na hora, porque sanearia a empresa e passaria a ter lucros. E o lucro futuro que ela vai gerar?"
"Se a Celg se inviabilizar, inviabiliza o Tesouro. Ela tem de pagar ICMS, e a partir do momento em que ela n�o paga, o Tesouro se sacrifica. A Celg � respons�vel por 10% da arrecada��o de ICMS do Estado. Por que o secret�rio da Fazenda est� envolvido diretamente nessa hist�ria? � o cofre do Estado que corre risco."
"Eu, particularmente, n�o conhe�o essa rela��o (Lula e Alcides juntos em 2010), e na minha frente nunca foi discutido pol�tica. Nas vezes em que o Alcides se reuniu comigo n�o foi discutido pol�tica, foram discutidos assuntos t�cnicos. Eu estou muito preocupado � com os assuntos t�cnicos do governo: fazer crescer a receita, crise econ�mica, buscar solu��o para o Estado."
PMDB e PSDB com discurso unido: em 2010, � Iris X Marconi
A an�lise, com mesmo t�tulo acima, � de Eduardo Sartorato, na coluna Linha Direta, da Tribuna do Planalto, que est� dispon�vel na internet desde a manh� de s�bado, 7 (a edi��o impressa chegou �s bancas no mesmo dia, � tarde):
A indefini��o do governador Alcides Rodrigues (PP) em rela��o ao caminho que o PP seguir� em 2010, abre uma brecha que tucanos e peemedebistas est�o usando bem. Sem a certeza da participa��o de uma terceira via, aliados do prefeito Iris Rezende (PMDB) e do senador Marconi Perillo (PSDB) propagam cada vez mais a id�ia do confronto entre os dois l�deres. A a��o ensaiada por lideran�as dos dois partidos mais antag�nicos do Estado tem como objetivo sepultar qualquer possibilidade de candidatura alternativa. Os tucanos temem que o PP possa viabilizar a candidatura do presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, e de quebra levar o DEM e o PR. H� ainda a possibilidade de o PP apoiar o deputado Ronaldo Caiado (DEM) que, com o Pal�cio das Esmeraldas, toparia a disputa. J� o PMDB n�o esconde a sua preocupa��o de perder o PT que, juntamente com este mesmo grupo, pode articular a candidatura do deputado federal Rubens Otoni (PT). A segunda disputa entre Iris e Marconi pelo governo do Estado � uma �tima sa�da conjunta para segurar PP e PT com as suas respectivas 'bases'. E que as diferen�as de entre Iris e Marconi sejam resolvidas nas urnas, no ano que vem.
Quem est� presidindo o Senado de fato � o piauiense M�o Santa, o terceiro-secret�rio. Como Marconi Perillo n�o tem paci�ncia, e fica muito tempo em Goi�s, est� perdendo a chance de ocupar espa�o na pol�tica nacional.
Sarney, como se sabe, fica apenas meia hora, ou no m�ximo uma hora, e sai. M�o Santa agradece e comanda as sess�es.
Marconi s� tem ficado em Bras�lia na ter�a, na quarta e na quinta-feira. Se quiser aparecer na m�dia nacional, com destaque, tem de ficar na capital da Rep�blica cinco dias por semana. Pelo menos.
Quem est� presidindo o Senado de fato � o piauiense M�o Santa, o terceiro-secret�rio. Como Marconi Perillo n�o tem paci�ncia, e fica muito tempo em Goi�s, est� perdendo a chance de ocupar espa�o na pol�tica nacional.
Sarney, como se sabe, fica apenas meia hora, ou no m�ximo uma hora, e sai. M�o Santa agradece e comanda as sess�es.
Marconi s� tem ficado em Bras�lia na ter�a, na quarta e na quinta-feira. Se quiser aparecer na m�dia nacional, com destaque, tem de ficar na capital da Rep�blica cinco dias por semana. Pelo menos.
De um petista: �O governador Alcides Rodrigues e o secret�rio da Fazenda, Jorcelino Braga, s�o inteiramente favor�veis � alian�a com o PT de Rubens Otoni�.
Alcides teria rompido, ainda que sem alarde, com o senador Marconi Perillo.
Um l�der do PP disse ao Jornal Op��o que dois deputados tucanos est�o for�ando a barra para que o governador Alcides Rodrigues anuncie o rompimento p�blico com o senador Marconi Perillo.
O fato � que Alcides e Marconi n�o querem dar o primeiro passo. Mas a tend�ncia pelo rompimento � mesmo muito forte. Muita gente acreditava que a crise era uma arma��o, para enganar Lula, mas n�o �.
Sabe-se que Marconi quer mesmo romper com a criatura, porque j� concluiu que a perdeu para Lula e Henrique Meirelles.
A Prefeitura de Goi�nia sai na frente de v�rias cidades brasileiras e come�a a fazer a coleta seletiva do lixo.
O fato prova, mais uma vez, que o prefeito Iris Rezende modernizou-se.
Dizia-se, � boca pequena, que o prefeito iria colocar jovens nos principais cargos, mas os velhinhos do PMDB mandariam por baixo dos panos. Nada disso ocorreu.
Entre outros, brilham os garotos Clarismindo J�nior (sim, tem 50 anos, mas trabalha como um menino de 25 anos), Wagner Siqueiram, Andrey Azeredo e Thiago Camargo. Brilharam, antes de assumir mandato de vereador, Francisco J�nior, na �rea de planejamento, e Agenor Mariano, o craque da administra��o.
O grupo de Henrique Meirelles comenta que ele ter� o apoio do PP, seu futuro partido, do PR, do PMDB, do PT, do PTN, do PT do B, do PSB, do PDT e do PC do B.
O PC do B est� numa encruzilhada, mas ter� de defender o �banqueiro� por dois motivos. Primeiro, porque Meirelles deve ser o candidato do presidente Lula. Segundo, porque o chef�o do partido, Aldo Arantes, � primo de Meirelles.
O l�der do PDT de An�polis, o hist�rico Haroldo Duarte, tamb�m � primo de Meirelles.
O grupo de Henrique Meirelles comenta que ele ter� o apoio do PP, seu futuro partido, do PR, do PMDB, do PT, do PTN, do PT do B, do PSB, do PDT e do PC do B.
O PC do B est� numa encruzilhada, mas ter� de defender o �banqueiro� por dois motivos. Primeiro, porque Meirelles deve ser o candidato do presidente Lula. Segundo, porque o chef�o do partido, Aldo Arantes, � primo de Meirelles.
O l�der do PDT de An�polis, o hist�rico Haroldo Duarte, tamb�m � primo de Meirelles.
O empres�rio Ces�rio Lopes � amigo de Henrique Meirelles e, de algum modo, seu porta-voz oficioso, quando o assunto � imprensa.
Lopes garante que Meirelles vai disputar o governo de Goi�s. Concordam com ele Serj�o Caiado, S�rgio Lucas, Alcides Rodrigues e toda a torcida do Vila Nova e do Goi�s.
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, conversou com uma importante pol�tica goiana e disse, com todas as letras, que ser� candidato a governador de Goi�s.
N�o vai disputar mandato de senador ou de deputado federal. Chega para disputar o governo. Est� tudo firmado, inclusive com o apoio do presidente Lula e do governador Alcides Rodrigues.