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Quarta-feira, Fevereiro 25, 2009

Quar�te�to fan�t�s�ti�co der�ru�ba se�cre�t�rio

A Se�cre�ta�ria de Sa��de tor�nou-se uma es�p�cie de mo�e�dor de car�ne do go�ver�no Al�ci�des: qua�tro ti�tu�la�res em me�nos de dois anos. O de�pu�ta�do He�lio de Sou�sa (DEM) de�ci�diu en�tre�gar o car�go, ale�gan�do ra�z�es par�ti�cu�la�res. Ira�ni Ri�bei�ro de Mou�ra as�su�miu a se�cre�ta�ria. He�lio (li�ga�do ao gru�po de Ota�vi�nho La�ge, de Go�i�a�n�sia) evi�tou se co�lo�car em qual�quer si�tu�a���o po�l�mi�ca. Dis�se que te�ve to�tal res�pal�do da Se�cre�ta�ria da Fa�zen�da pa�ra to�car a Sa��de, um dos bar�cos do go�ver�no em que a con�ten���o de re�cur�sos se tor�na mais dra�m�ti�ca.

Ami�gos de He�lio n�o t�m d�vi�da de que a si�tu�a���o fi�nan�cei�ra da se�cre�ta�ria (to�da fil�tra�da pe�la Se�faz) era mo�ti�vo de an�g�s�tia pa�ra o de�pu�ta�do. �Foi um so�ma�t�rio de ra�z�es�, dis�se um ami�go de He�lio. �Ele quer fi�car mais tem�po com a mu�lher, que en�fren�ta uma gra�ve do�en��a, mas tam�b�m n�o es�ta�va gos�tan�do do des�gas�te po�l�ti�co. Por�que a se�cre�ta�ria n�o tem re�cur�sos su�fi�ci�en�tes.�

Um po�l�ti�co de Go�i�a�n�sia diz que o cha�ma�do Quar�te�to Fan�t�s�ti�co �An�t��nio Ri�car�do, Emer�son Fer�rei�ra, Je�o�val�ter Cor�reia e Der�ci�ley Al�mei�da � der�ru�bou He�lio. O quar�te�to fun�cio�na co�mo uma es�p�cie de se�cre�t�rio in�for�mal e de�ci�de tu�do so�bre pa�ga�men�tos e pro�gra�mas. He�lio ha�via se tor�na�do uma es�p�cie de ra�i�nha da In�gla�ter�ra. �Co�mo ele n�o sa�be fin�gir, pre�fe�riu ca�ir fo�ra, mas sem ati�rar, por�que n�o � de seu fei�tio�, re�la�ta um ali�a�do.

He�lio n�o quer se en�vol�ver em po�l�mi�cas, ex�ce�to se so�frer al�gum ata�que, e vai cu�i�dar, a par�tir de ago�ra, de sua re�e�lei���o. A per�da da pre�fei�tu�ra de Go�i�a�n�sia pa�ra o gru�po do pe�e�me�de�bis�ta Gil�ber�to Na�ves vai atra�pa�lhar sua cam�pa�nha.

O go�ver�na�dor Al�ci�des Ro�dri�gues re�co�men�dou ao PP que n�o dis�cu�ta a su�ces�s�o de 2010 em 2009. Os mi�li�tan�tes de�vem evi�tar par�ti�ci�par de en�con�tros po�l�ti�cos com es�te ob�je�ti�vo. At� se�tem�bro des�te ano.

PMDB que man�ter opo�si���o cons�tru�ti�va em re�la���o ao go�ver�no Al�ci�des�

O de�pu�ta�do Thi�a�go Pei�xo�to, do PMDB, de�li�mi�tou seu cam�po de atu�a���o: vai (es�t�) fa�zer opo�si���o ao go�ver�na�dor Al�ci�des Ro�dri�gues (PP). Mas a c�pu�la do PMDB ain�da n�o de�ci�diu o que vai fa�zer, pois h� es�pe�ran��a, su�ge�ri�da pe�lo pre�si�den�te Lu�la, de que Al�ci�des n�o vai com�por com o se�na�dor Mar�co�ni Pe�ril�lo, em 2010.

O ex-de�pu�ta�do Adib Eli�as, pre�si�den�te do PMDB, diz que Al�ci�des pe�gou o Es�ta�do fa�li�do. �Mar�co�ni dei�xou o Es�ta�do ar�re�ben�ta�do. A Celg es�t� li�qui�da�da e, sem uma re�for�ma pro�fun�da, a ven�da de 41% re�sol�ve o pro�ble�ma s� por dois anos. He�lio de Sou�sa dei�xou a Se�cre�ta�ria da Sa��de por fal�ta de di�nhei�ro. O go�ver�no de�ve�ria apli�car 15% do or��a�men�to em sa��de, mas s� in�ves�te de 8 a 9%. O PMDB n�o po�de fi�car aco�pla�do ao go�ver�no Al�ci�des. Va�mos re�u�nir a ban�ca�da es�ta�du�al e, de�pois, a fe�de�ral, pa�ra de�fi�nir uma po�si���o.� Um ex-de�pu�ta�do diz que o PMDB �n�o po�de per�der, em ne�nhu�ma hi�p�te�se, o dis�cur�so de que � opo�si���o, ain�da que cons�tru�ti�va�.

PP de Al�ci�des in�sis�te que Mei�rel�les � seu no�me pa�ra o go�ver�no

�N�o tem si�do f�cil se�gu�rar Hen�ri�que Mei�rel�les em Bra�s�lia. Ele quer mes�mo ser can�di�da�to a go�ver�na�dor de Go�i��s�, con�ta um em�pre�s�rio de seu c�r�cu�lo de ami�gos.

O ex-de�pu�ta�do Bar�bo�sa Ne�to (PSB) diz que, de fa�to, Mei�rel�les �quer dis�pu�tar man�da�to de go�ver�na�dor�.

O se�cre�t�rio-ge�ral do PP, S�r�gio Lu�cas, cor�ro�bo�ra a in�for�ma���o: �Mei�rel�les se�r� can�di�da�to a go�ver�na�dor pe�lo PP. Ele s� es�t� es�pe�ran�do o tem�po cer�to�.

A fi�li�a���o de Mei�rel�les ao PP se da�r�, con�for�me S�r�gio Lu�cas, em se�tem�bro. �Ele vai es�pe�rar o qua�dro fi�car mais de�li�ne�a�do pa�ra de�fi�nir sua po�si���o. Na ver�da�de, o pre�si�den�te do Ban�co Cen�tral quer se fi�li�ar an�tes.�

O ob�je�ti�vo do PP �, de�pois de ter um can�di�da�to com�pe�ti�ti�vo, cons�tru�ir uma gran�de ali�an��a pa�ra ali�cer���-lo. �A ali�an��a vai ser edi�fi�ca�da a par�tir do go�ver�na�dor Al�ci�des Ro�dri�gues, um po�l�ti�co que, de fa�to, agre�ga. Ele vai mol�dar a uni��o.�

S�r�gio Lu�cas ava�lia que Mar�co�ni po�de com�por com Mei�rel�les, apoi�an�do sua can�di�da�tu�ra. �Mar�co�ni tem di�to que n�o vai ser res�pon�s�vel pe�la de�su�ni��o da ba�se. Ele si�na�li�za que po�de ca�mi�nhar com o PP e Mei�rel�les nu�ma am�pla ali�an��a a fa�vor de Go�i��s. N�s que�re�mos cons�tru�ir uma ali�an��a su�pra�par�ti�d�ria.�

A ca�pa�ci�da�de de ar�ti�cu�la���o do de�pu�ta�do Ru�bens Oto�ni � o po�l�ti�co que re�pas�sa as in�for�ma���es pa�ra Lu�la so�bre Go�i��s � � elo�gi�a�da por S�r�gio Lu�cas. �Ru�bens � um cra�que e jo�ga pa�ra o ti�me. Ele tan�to po�de ser can�di�da�to a go�ver�na�dor quan�to po�de dis�pu�tar a vi�ce de Mei�rel�les ou uma va�ga no Se�na�do.� O DEM de Ro�nal�do Cai�a�do es�t� fe�cha�do com o go�ver�na�dor Al�ci�des, ga�ran�te S�r�gio Lu�cas. �Es�tou re�pro�du�zin�do a fa�la de Cai�a�do. As re�la���es do de�pu�ta�do com o go�ver�na�dor e com Mei�rel�les s�o mui�to bo�as.�

DEM e Se�na�do

O pro­je­to de Vil­mar Ro­cha vai ser de­fi­ni­do em mar­�o. O de­mo­cra­ta de­ve dis­pu­tar uma va­ga no Se­na­do ou man­da­to de de­pu­ta­do fe­de­ral. Em Bra­s�­lia, co­men­ta-se que, no ca­so de o se­na­dor Mar­co­ni Pe­ril­lo fi­car iso­la­do po­li­ti­ca­men­te, te­r�, co­mo par­cei­ros, pe­lo me­nos o DEM, PPS e PTB. O DEM in­di­ca­ria os dois can­di­da­tos ao Se­na­do, De­m�s­te­nes Tor­res e Vil­mar Ro­cha, e o PTB o vi­ce, Jo­va­ir Aran­tes.

Segunda-feira, Fevereiro 16, 2009

�Jamais serei respons�vel pela desintegra��o da base� Marconi Perilo


Com a bandeira branca na m�o. Essa tem sido a imagem que o senador Marconi Perillo (PSDB) tem passado a aliados, ex-aliados e at� advers�rios. N�o s� a imagem. � assim que o tucano tem agido, especialmente depois de ser empossado na 1� vice-presid�ncia do Senado. Os primeiros sinais de paz vieram com com encontros com os deputados Ronaldo Caiado (DEM) e Sandro Mabel (PR), considerados desafetos (Leia mais na p�gina 3 ). Na �ltima quarta, 11, o senador tucano recebeu a equipe da Tribuna do Planalto em um almo�o no gabinete da vice-presid�ncia. Poucas horas antes, havia recebido o colega A�cio Neves, governador de Minas Gerais em seu gabinete. "Ele veio fazer uma visita de cortesia", contou. No mesmo dia, o senador goiano tamb�m havia se encontrado com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, com quem diz ter falado apenas sobre economia. Apesar de rec�m-ocupada, a sala j� est� decorada com v�rios quadros das imagens da Cidade de Goi�s e Piren�polis, cidade onde o senador prefere passar seu maior tempo de descanso. Nesta entrevista, Marconi avalia o cen�rio econ�mico e o governo Lula, critica a reforma tribut�ria e diz que tem feito e vai fazer tudo para ver a base aliada unida novamente.

Anapaula Hoekveld, Eduardo Sartorato e Elizeth Ara�jo

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Tribuna do Planalto - Qual a import�ncia desse cargo, 1� vice-presid�ncia do Senado, para o Estado de Goi�s?
Marconi Perillo - Em primeiro lugar este cargo, esta fun��o d� visibilidade ao parlamentar, e naturalmente d� visibilidade ao Estado de origem do parlamentar. � um cargo relevante, sobretudo se considerarmos que o presidente Jos� Sarney vai compartilhar comigo muitas das a��es e muito dos compromissos da fun��o de presidente da Casa. Em segundo lugar, � uma fun��o importante porque, certamente, a partir dela, eu terei oportunidade de presidir in�meras sess�es deliberativas, porque uma coisa s�o as sess�es n�o-deliberativas, de discurso apenas. Outra coisa s�o as sess�es deliberativas, com ordem do dia, com pauta de projetos que s�o deliberados. E essas s�o as sess�es mais importantes. Na aus�ncia do presidente, apenas o primeiro vice-presidente pode presidir essas sess�es de car�ter deliberativo, porque s�o sess�es que deliberam sobre propostas de emenda � Constitui��o, Medidas Provis�rias, Projetos de Lei Complementar, entre outras mat�rias. Tamb�m existe o Conselho de L�deres, que eu quero estar participando sempre que poss�vel dessas reuni�es do Conselho. Al�m disso, estar representando o Senado aqui no Brasil em muitos eventos, em muitas discuss�es, f�runs e tamb�m fora daqui. Ent�o, as atribui��es s�o in�meras. Al�m de compartilhar com o presidente dessas responsabilidades, ainda existe tamb�m a responsabilidade de participar semanalmente de todas as reuni�es da Mesa Diretora, que define o cronograma de vota��es, que define toda a condu��o, toda sistem�tica de administra��o do Senado Federal.

Como o sr. pretende conciliar este trabalho no Senado, que vai ser duro, com as fun��es pol�ticas em Goi�s? O senhor n�o teme abandonar suas bases?
Olha, eu vou utilizar naturalmente o tempo dos finais de semana, feriados e o tempo que efetivamente me sobrar das atribui��es daqui que, como eu disse, s�o in�meras. Mas eu pretendo, nos momentos dispon�veis, continuar visitando munic�pios, participando de cerim�nias em Goi�nia ou onde elas ocorrerem, e para as quais eu for convidado. � claro que esta fun��o limita muito. Ontem mesmo (ter�a, 10) eu gostaria de ter acompanhado o governador na inaugura��o de uma pequena usina hidrel�trica. N�o pude, em fun��o dos compromissos aqui no Senado. Na sexta-feira (13 de fevereiro) eu gostaria tamb�m de acompanhar o governador na inaugura��o importante de uma rodovia, que foi iniciada no meu governo, mas n�o vou poder em fun��o de compromissos. Agora, de qualquer maneira, sendo poss�vel, eu conciliarei as fun��es de senador e de 1� vice-presidente da Casa com as fun��es pol�ticas e outras fun��es.

Qual a marca que o sr. pretende deixar na 1� vice-presid�ncia?
� a marca da assiduidade, do dinamismo, do interesse pelo resgate da imagem da Casa e muito trabalho, muito trabalho, presidindo as reuni�es, votando as mat�rias, colaborando para que haja celeridade, transpar�ncia, desburocratiza��o, enfim, colaborando para que o Senado possa cumprir a sua fun��o constitucional de discutir, deliberar, votar, aprovar ou rejeitar mat�rias de interesse p�blico, aprimorando a legisla��o em todos os seus aspectos, atrav�s dos projetos de iniciativa da Casa ou atrav�s de projetos de iniciativa dos outros poderes.

O cargo do sr. e mais os cargos dos outros parlamentares e mais a rela��o do governador Alcides Rodrigues como o governo federal, representam um novo momento no Estado de Goi�s hoje?
Eu n�o tenho d�vidas. H� dez anos quando cheguei ao governo eu tinha clareza meridiana em rela��o � import�ncia de Goi�s buscar novos espa�os, de se inserir qualitativamente no cen�rio nacional e internacional e brigar para conseguir os espa�os que j� eram e que hoje s�o mais evidenciados de espa�os nossos, que deveriam e devem continuar sendo conquistados pelos goianos. Goi�s deixou h� muito de ser uma prov�ncia atrasada. Goi�s � hoje um dos Estados mais modernos do Brasil, � um dos Estados mais ricos e mais adiantados do ponto de vista cient�fico, tecnol�gico, cultural, educacional e tamb�m na �rea da sa�de, dentre outras. � um Estado que, especialmente nesta �ltima d�cada, agregou muito valor �s suas mat�rias-primas e com isso conseguiu melhorar ainda mais a sua performance em termos de PIB e tamb�m de PIB industrial, renda per capita, exporta��es, melhoria de todos os indicadores sociais, como o IDH, mortalidade materno-infantil, pobreza, etc. Ent�o, nestes �ltimos anos, o Estado de Goi�s melhorou muito, e isso se deu gra�as a essa fase nova, a essa realidade nova que garantiu e continua garantindo forte visibilidade ao Estado, forte respeito por parte de todos os atores pol�ticos, econ�micos, sociais no Brasil. Os n�meros que Goi�s apresentou nos �ltimos anos foram muito expressivos tanto que Goi�s hoje, do ponto de vista econ�mico, do ponto de vista social, j� � um Estado respeitado, que goza de grande credibilidade e � medida que n�s ocupamos espa�os pol�ticos aqui, esta visibilidade, esta envergadura aumenta tamb�m de forma exponencial.

Ent�o, como o sr. avalia o governo Alcides Rodrigues?
Avalio de forma positiva. O governador Alcides Rodrigues tem procurado dar sequ�ncia a muitos dos programas que n�s come�amos juntos, trabalha para buscar desenvolver o Estado em bases, em pol�ticas econ�micas saud�veis e procura desenvolver o seu governo com vistas a cumprir os seus compromissos de campanha.

Como o sr. avalia as a��es do governo Lula diante do momento em que o Pa�s est� passando e frente a crise financeira internacional?
A crise internacional � forte. � a maior crise ap�s a crise de 1929, talvez at� maior. � uma crise que j� trouxe reflexos negativos para praticamente todas as regi�es do mundo, todos os pa�ses do mundo. Alguns sofreram e sofrem mais com a crise, outros sofrem menos. O Brasil, ao longo de mais de uma d�cada definiu os fundamentos macroecon�micos muito s�lidos e isso iniciado j� no governo Fernando Henrique e que teve sequ�ncia na gest�o do presidente do Banco Central, o goiano Henrique Meirelles. Esses fundamentos foram importantes para que o Pa�s pudesse atingir uma maturidade econ�mica forte para que tamb�m pudesse garantir uma pol�tica de equil�brio fiscal respeitada por todos, e isso se deve em grande parte n�o s� �s metas de infla��o, �s metas do Banco Central, Minist�rio da Fazenda, mas tamb�m � Lei de Responsabilidade Fiscal que, na minha opini�o, significa um paradigma novo para o Pa�s, do ponto de vista de gastan�a, de dinheiro p�blico. Esta lei limita hoje principalmente a gastan�a dos Estados e munic�pios. Agora, � claro que vamos depender muito do cen�rio externo para saber se a crise vai se agravar mais ainda ou menos no curso deste ano. N�o d� para saber se a crise j� est� passando, ou se j� est� amortecida, ou se j� est� atenuada. Eu creio que o governo do Brasil demorou um pouco para tomar algumas medidas para combater a crise, principalmente para reduzir os impactos da crise nos empregos, na redu��o da atividade econ�mica, por�m medidas foram tomadas e gra�as a esta estabilidade econ�mica o Brasil sofreu menos. Agora, de qualquer maneira, vamos depender muito do que vai ocorrer no mundo, especialmente nos Estados Unidos e Europa daqui para frente. Se n�o tivermos uma piora em rela��o � crise em alguns pa�ses do mundo, por certo a tend�ncia aqui � de estabiliza��o.

O presidente Fernando Henrique tem cobrado publicamente um posicionamento de oposi��o maior do PSDB em rela��o ao governo Lula. Como o senhor vai conduzir esse papel de oposi��o estando � frente da 1� vice-presidente?
� preciso lembrar que uma coisa � o cargo executivo de dirigente da Casa e outra coisa � a minha postura como cidad�o e de senador de oposi��o. N�s vamos continuar cobrando pol�ticas p�blicas s�rias, corretas, que efetivamente possam garantir ao Brasil crescimento com sustentabilidade, pol�ticas de inclus�o, de combate �s distor��es regionais. Melhorias significativas nas �reas que s�o fundamentais na vida das pessoas, como a sa�de, que passa por uma situa��o dif�cil, delicada, seguran�a p�blica, habita��o, saneamento b�sico, educa��o e etc. O presidente Fernando Henrique tem toda raz�o. No processo eleitoral n�s fomos colocados pela popula��o no campo da oposi��o, � medida que perdemos o governo e, como tal, devemos ser coerentes. Eu combato sistematicamente a pol�tica do fisiologismo, do adesismo. Isso n�o combina com o PSDB. N�s temos coer�ncia com aquilo que pregamos, com aquilo que fazemos. � comum, em v�rios outros partidos, perder a elei��o presidencial ou governamental e seus parlamentares procurarem espa�os especialmente junto �queles que venceram, ent�o no governo. Esse n�o � o nosso caso. Se estamos no governo procuramos governar com compet�ncia, com efici�ncia, com honestidade. Se estamos na oposi��o, n�o procuramos aderir a quem est� no governo.

Como o sr. v� esta alta popularidade do presidente Lula, apesar da crise e de todos os problemas que o governo tem enfrentado?
O presidente Lula tem uma a��o midi�tica hoje muito forte. Se voc� liga a televis�o todos os dias voc� assiste �s propagandas ininterruptas da Caixa Econ�mica, do Banco do Brasil, da Petrobras e de v�rios �rg�os do governo. Ent�o, em primeiro, uma a��o de m�dia muito forte. Em segundo, ele � uma pessoa que tem um poder de comunica��o, principalmente em rela��o �s massas. Em terceiro lugar, h� alguns fact�ides, como o PAC (Programa de Acelera��o do Crescimento). Isso acaba transformando a �urea do presidente numa �urea vencedora aos olhos da opini�o p�blica. Como grande parte dos �rg�os de comunica��o recebe esta avalanche de publicidade, de m�dia, � oposi��o sobra muito pouco em termos de questionamento, de cr�ticas e, sendo assim, a opini�o p�blica acaba ficando tamb�m muito desguarnecida em termos de n�meros, de dados, de informa��es para poder fazer uma avalia��o mais isenta, mais apurada.

Nisso o senhor n�o se acha parecido com ele porque tamb�m investiu e investe muito em m�dia?
Na verdade, esta quest�o da m�dia influencia, sim, na popularidade. Isso � uma grande verdade. Agora, � preciso ver como voc� faz, qual o n�vel de m�dia que se adota. N�s faz�amos campanha n�o no dia-a-dia, faz�amos campanhas peri�dicas. Tinha uma a��o para ser apresentada, tinha um resultado a ser mostrado, n�s apresent�vamos � sociedade. Agora, a que estou me referindo � a uma m�dia mais intensiva, no sentido do bombardeio mesmo. N�s temos m�dia todos os dias, al�m do que o presidente comunica bem com a popula��o. � a capacidade de comunica��o dele que � muito forte. E, mais do que isso, in�meras vezes o PT e o pr�prio governo federal acabam ficando no papel de oposi��o, ocupando o papel que deveria ser da oposi��o. O pr�prio governo criticando o governo e o governo tamb�m se defendendo. Eles batem no Henrique Meirelles como se ele n�o fosse governo Lula, mas fosse um estranho no ninho. Essas coisas todas acabam contribuindo para que o presidente Lula tenha uma boa popularidade.

�Em pol�tica n�o se fecha porta�

Como municipalista, o sr. v� com bons olhos este pacote apresentado pelo PT, ou foi mais um palanque para a ministra Dilma?
Eu conversei com os prefeitos e alguns deles se mostraram c�ticos. Claro, todos satisfeitos com a decis�o de prorroga��o das d�vidas do INSS, o alongamento da d�vida do INSS que era de 60 meses agora vai para 20 anos, mas ao mesmo tempo preocupados com outras a��es que deveriam tamb�m ser anunciadas em benef�cio do municipalismo. O munic�pio sofre muito, e os Estados tamb�m, porque h� uma concentra��o muito violenta de recursos, de receita, e de poder da Uni�o. Eu, particularmente, me preocupo com a Reforma Tribut�ria porque ela pretende acabar com o pacto federativo no que tange, no que diz respeito � autonomia dos Estados para legislar sobre o ICMS. De qualquer maneira, se fizermos uma estat�stica, ao longo desses �ltimos dez anos, a concentra��o de recursos, de dinheiro, de poder da Uni�o ocorreu de maneira escabrosa e at� vergonhosa. Hoje, quase 80% de todas as receitas recolhidas no Brasil ficam em poder da Uni�o. E aos Estados e munic�pios cabe o pires na m�o. Ent�o, esta � uma realidade muito cruel, muito perversa at� porque as pessoas n�o vivem da Uni�o. As pessoas vivem nas cidades e os Estados e munic�pios s�o respons�veis por quase praticamente todos os servi�os que dizem respeito ao interesse coletivo, ao interesse do usu�rio do servi�o p�blico e ao povo de uma maneira geral. Sa�de, seguran�a, educa��o, habita��o, pavimenta��o urbana, saneamento. Quase tudo isso � de responsabilidade dos Estados e munic�pios.

E a Reforma Tribut�ria foi mesmo o assunto principal que o sr. tratou com o deputado Sandro Mabel ou sobrou espa�o para tratar outros assuntos?
Eu conversei praticamente com o deputado Sandro Mabel a quest�o da Reforma Tribut�ria. N�s fizemos um entendimento no sentido de estarmos conversando mais a partir de agora, principalmente no in�cio deste ano, para nos inteirarmos do que est� ocorrendo na C�mara e no Senado do ponto de vista da Reforma Tribut�ria. Ele me comunicou tamb�m que est� organizando um grande semin�rio internacional, com a presen�a de representantes de parlamentos da Organiza��o de Coopera��o de Desenvolvimento Econ�mico, que � a OCDE aqui no Brasil e acertou comigo um almo�o onde vamos ter a presen�a dos senadores e deputados federais e representantes da OCDE aqui na vice-presid�ncia do Senado para uma conversa sobre a legisla��o tribut�ria nesses pa�ses todos.

Com rela��o a algum tipo de aproxima��o pol�tica, com o deputado Sandro Mabel, � poss�vel a base aliada ter o PR novamente, um partaido que hoje � um dos aliados do prefeito Iris Rezende do PMDB?
Esse � um assunto a ser tratado no futuro. Eu tenho dito e quero reiterar que o assunto elei��o 2010 dever� ser tratado a partir do in�cio do ano que vem. E eu n�o estou misturando as atribui��es do Legislativo, as atribui��es e responsabilidades que tenho como legislador com discuss�es que dizem respeito ao processo eleitoral do ano que vem, porque sen�o acaba ficando dif�cil o desenvolvimento da atua��o parlamentar. Portanto, este � um assunto que vai ser tratado oportunamente e eu preferi definir uma agenda com o deputado Sandro Mabel exclusivamente de trabalho parlamentar, levando em conta os interesses nacionais, mas principalmente os interesses de Goi�s.

Mas n�o � preocupante para o PSDB e para a base, o PSDB que quer reunir a base novamente as a��es dos outros partidos, como PT e PMDB? O prefeito Iris Rezende j� tem v�rios aliados
Cada elei��o tem suas peculiaridades pr�prias, ou seja, toda elei��o � diferente da outra. N�s t�nhamos um retrato em 98, outro retrato em 2002, outro retrato em 2006 e por certo teremos uma outra fotografia em 2010. Toda elei��o � dif�cil. N�o h� elei��o f�cil. Todas as elei��es disputadas por n�s foram dific�limas. As duas elei��es que disputei como candidato a governador, em 98 e 2002, foram duras, dif�ceis, consideradas por muitos analistas pol�ticos e da �rea da imprensa como imposs�veis. E depois teve uma terceira elei��o disputada pelo dr. Alcides como o apoio da nossa base, considerada mais imposs�vel ainda. Ent�o, os cen�rios que se formam para as elei��es s�o cen�rios que indicam sempre dificuldades tanto para um lado quanto para o outro. Isso tamb�m n�o � s� de um lado. � do outro tamb�m. E o importante � registrar que em 98 n�s t�nhamos cinco partidos na alian�a, que me elegeu governador e vice-governador o dr. Alcides, que eram o PSDB, PP, DEM, PTB e PSDC. Para a elei��o de 2002 esta alian�a foi mantida, e tivemos o apoio de mais outros partidos. Tivemos ao todo 11 ou 12 partidos, incluindo partidos menores. J� na elei��o do governador Alcides n�s n�o tivemos a presen�a do Democratas, mas em contrapartida tivemos o apoio do PR, que n�o tinha estado conosco em 98 e nem estado formalmente em 2002, mas j� em 2006 o PR entrou na alian�a e o DEM n�o entrou. Para a elei��o de 2010 certamente n�s poderemos ter uma outra configura��o, ou a manuten��o dos partidos originais da base de 98 incluindo outros. Vai depender, sobretudo, dos desdobramentos que termos a partir de agora.

Muito se falou, senador, em problemas dentro da base, principalmente em rela��o PSDB e PP por conta de quest�es de governo. Como o sr. tem feito nestes �ltimos dois anos para realmente apaziguar e reunir principalmente esses dois partidos que s�o os maiores da base, que s�o o PSDB e o PP?
Eu tenho trabalhado com muita responsabilidade e bom senso, com esp�rito p�blico, partid�rio e de equipe, procurando colocar �gua na fervura quando necess�rio, procurando estender as a��es, relacionamentos quando h� algum tipo de problema. Todas as minhas a��es nos �ltimos meses foram no sentido de manter a base aglutinada. Se isso vai acontecer, s�o outros quinhentos, mas n�o ser� de mim a responsabilidade. Quaisquer que sejam os desdobramentos futuros em rela��o � base, especialmente se tivermos problemas com rela��o � unidade, ningu�m ter� condi��es de dizer que fui o respons�vel por isso. Eu jamais serei respons�vel pela desintegra��o de uma base que, tendo uma configura��o ou outra nas diversas elei��es, foi importante para que Goi�s pudesse alcan�ar par�metros de desenvolvimento econ�mico e social dos mais expressivos do Brasil e pudesse garantir alta respeitabilidade e credibilidade no Brasil.

O sr. acredita que o PP do governador Alcides Rodrigues possa fazer uma alian�a com o PMDB, como est� sendo muito comentada por a�, a exemplo da alian�a nacional?
Em pol�tica nada � imposs�vel, mas eu acho dif�cil porque s�o realidades muito distintas, s�o programas distintos e tamb�m h� uma tradi��o de diverg�ncias, de disputas que come�aram na UDN e no PSD. Vale lembrar que o PP, � �poca PDC, j� apoiou o governo Iris Rezende na d�cada de 90, quando ele obteve algumas fun��es, alguns cargos, como a presid�ncia do Banco do Estado de Goi�s. Mas isso ocorreu uma vez que foi na elei��o do Maguito Vilela, no segundo turno, e durante o segundo governo Iris Rezende. Mas h� uma tradi��o hist�rica de conflitos e confrontos entre aqueles l�deres que vieram do antigo UDN e os que vieram do antigo PSC.

Com rela��o ao DEM chances de uma aproxima��o com o deputado Ronaldo Caiado, principalmente?
Eu creio que sim. Em pol�tica a gente n�o fecha portas, e mais do que isso, h� todo o interesse da dire��o nacional do DEM, da dire��o nacional do PSDB no sentido de que possamos ter em todos os Estados o m�ximo de harmonia poss�vel entre os dois partidos. Ent�o, eu vejo como poss�vel, sim, e vou torcer por isso, claro. Os partidos s�o independentes, t�m liberdade, ningu�m aceita ser ....., ningu�m aceita servir..., mas a coer�ncia, a sensatez e a pr�pria realidade v�o se encarregar de aproximar cada vez mais as duas legendas em torno das pr�ximas elei��es.

PP se di�vi�de en�tre Mar�co�ni Pe�ril�lo e Hen�ri�que Mei�rel�les

Pa�ra o PP, o no�me de seu fu�tu�ro can�di�da�to a go�ver�na�dor de�ve�r� co�me��ar com a letra �m�: Mar�co�ni (Pe�ril�lo) ou (Hen�ri�que) Mei�rel�les.

O PP n�o es�t� ra�cha�do, por�que n�o dis�cu�tiu a ques�t�o ofi�ci�al�men�te, mas al�guns de seus in�te�gran�tes se di�vi�dem quan�do se tra�ta da su�ces�s�o de 2010.

O gru�po que gra�vi�ta em tor�no do se�cre�t�rio de In�fraes�tru�tu�ra do go�ver�no Al�ci�des, Ser�j�o Cai�a�do, pre�si�den�te do PP re�gi�o�nal, n�o apoia Mar�co�ni. S�r�gio Lu�cas, di�re�tor fi�nan�cei�ro da Age�top e um dos che�f�es do PP, tam�b�m n�o apoia o tu�ca�no. O no�me de�les � mes�mo o de Mei�rel�les. Co�mo pri�mei�ra op���o. A se�gun�da op���o � o pe�tis�ta Ru�bens Oto�ni. O ex-pre�fei�to de Rio Ver�de Pau�lo Ro�ber�to Cu�nha tam�b�m � apon�ta�do co�mo ali�a�do de Mei�rel�les.

O gru�po do se�cre�t�rio Ro�ber�to Ba�les�tra, um dos ar�ti�cu�la�do�res po�l�ti�cos do go�ver�no Al�ci�des, ava�lia que apo�i�ar Mar�co�ni � mais ra�ci�o�nal. Por que rom�per com o que es�t� dan�do cer�to, ou se�ja, com a ali�an��a cha�ma�da Tem�po No�vo? � a per�gun�ta que fa�zem tan�to Ro�ber�to Ba�les�tra quan�to o pre�fei�to de In�hu�mas, Abe�lar�do Vaz, pr�xi�mo pre�si�den�te da As�so�cia���o Go�i�a�na dos Mu�ni�c�pios.

O fi�el da ba�lan��a �, l�gi�co, o go�ver�na�dor Al�ci�des Ro�dri�gues, o do�no da ca�ne�ta. O pe�pis�ta vai de�ci�dir, po�r�m, ape�nas em 2010 o no�me de seu can�di�da�to. Por tr�s mo�ti�vos. Pri�mei�ro, quer go�ver�nar em paz, sem a pre�sen��a de um in�c��mo�do can�di�da�to de�fi�ni�do com tan�ta an�te�ci�pa���o. Se�gun�do, por�que o jo�go na�ci�o�nal n�o es�t� de�fi�ni�do e, de al�gum mo�do, de�ve in�flu�en�ciar o plei�to es�ta�du�al. Ter�cei�ro, Al�ci�des es�t� fir�man�do uma ali�an��a com Lu�la e ain�da n�o se sa�be em que re�sul�ta�r�.

Man�da�tos pror�ro�ga�dos

O se�na�dor De�m�s�te�nes Tor�res, do De�mo�cra�tas, diz que n�o h� qual�quer chan�ce de a pror�ro�ga���o dos man�da�tos pas�sar no Con�gres�so.

Po�de ser. Mas, en�tre os prin�ci�pa�is in�te�gran�tes do go�ver�no Al�ci�des Ro�dri�gues, im�pe�ra a cer�te�za, de�pois de lon�gas con�ver�sas com o pre�si�den�te Lu�la da Sil�va, que, sim, a pror�ro�ga���o po�de pas�sar.

De�pu�ta�dos, se�na�do�res, go�ver�na�dores e o pre�si�den�te es�ta�ri�am in�te�res�sa�dos na pror�ro�ga���o.

Os tr�s mos�que�tei�ros que querem o lugar do prefeito Iris Rezende Machado em 2012

Po�l�ti�ca tem des�sas coi�sas: o se�gun�do man�da�to do pre�fei�to Iris Re�zen�de, do PMDB, mal co�me��ou, e os po�l�ti�cos j� es�t�o dis�cu�tin�do sua su�ces�s�o, em 2012, da�qui a tr�s anos e se�te mes�es.

O PP tra�ba�lha pa�ra con�quis�tar o pas�se do pe�e�me�de�bis�ta Val�di�vi�no de Oli�vei�ra com o ob�je�ti�vo de lan���-lo. O PSDB tam�b�m gos�ta�ria de ter o eco�no�mis�ta em seus qua�dros. Com o mes�mo ob�je�ti�vo do PP. Val�di�vi�no dis�se ao Jor�nal Op���o que seu so�nho � ser pre�fei�to de Go�i��nia. �Sei que n�o te�nho chan�ce de dis�pu�tar pe�lo PMDB.�

O PMDB, em�bo�ra n�o quei�ra ini�ci�ar o de�ba�te, pois es�t� fo�ca�do no su�ces�so da ad�mi�nis�tra���o de Iris, pla�ne�ja tra�ba�lhar o no�me de Fran�cis�co J�ni�or, o pre�si�den�te da C�ma�ra de Ve�re�a�do�res. Fran�cis�co J�ni�or, ca�t�li�co e li�ga�do aos ca�ris�m�ti�cos, in�te�gra o gru�po iris�ta. No blo�co dos in�de�pen�den�tes, o no�me mais lem�bra�do � do de�pu�ta�do Thi�a�go Pei�xo�to.

O PT tam�b�m evi�ta dis�cu�tir a ques�t�o, pe�lo me�nos aber�ta�men�te, mas, nos bas�ti�do�res, seus in�te�gran�tes di�zem que o par�ti�do es�t� com a fa�ca e o quei�jo nas m�os. Al�guns de�les acre�di�tam que o vi�ce-pre�fei�to, Pau�lo Gar�cia, do PT, as�su�me a pre�fei�tu�ra em 2010 � por�que, se�gun�do es�ta te�se, Iris de�ve�r� dis�pu�tar o go�ver�no do Es�ta�do � e se�r� can�di�da�to � re�e�lei���o (que de�ve ca�ir, pos�si�vel�men�te em 2012).

Dil�ma na vi�ce de Jos� Sar�ney

Po�de pa�re�cer pia�da, mas cir�cu�lou em Bra�s�lia, na se�ma�na pas�sa�da, a in�for�ma���o de que o pre�si�den�te Lu�la es�ta�ria dis�pos�to a ban�car uma cha�pa com Jo�s� Sar�ney (PMDB) pa�ra pre�si�den�te da Re�p�bli�ca, com a mi�nis�tra Dil�ma Rous�seff (PT) na vi�ce.

H� quem en�ten�da que Sar�ney es�t� �mui�to� ve�lho e que n�o te�ria sa��de pa�ra per�cor�rer um Pa��s de di�men�s�es con�ti�nen�tais. Nem sa��de nem von�ta�de. Mas que Lu�la po�de es�tar pre�pa�ran�do Dil�ma pa�ra ser vi�ce n�o � uma hi�p�te�se a ser des�car�ta�da.

PT se di�vi�de en�tre tr�s amo�res na dis�pu�ta de 2010

O PT go�i�a�no nun�ca es�te�ve t�o di�vi�di�do quan�to ago�ra, es�pe�ci�al�men�te de�pois que ad�mi�tiu que, pa�ra che�gar ao po�der, pre�ci�sa mes�mo en�ta�bu�lar ali�an��as po�l�ti�cas pou�co or�to�do�xas. Na dis�pu�ta de 2010, pa�ra a qual o par�ti�do vem se pre�pa�ran�do com des�ve�lo, so�bre�tu�do por pres�s�o do pre�si�den�te Lu�la da Sil�va, que quer v�-lo en�ga�ja�do no pro�je�to de Dil�ma Rous�seff, h� tr�s op���es.

O de�ca�den�te gru�po do de�pu�ta�do fe�de�ral Pe�dro Wil�son, que in�clui Ma�ri�na Sant�An�na e Ser�j�o Di�as, se re�cu�sa a apo�i�ar a can�di�da�tu�ra de Iris Re�zen�de ao go�ver�no do Es�ta�do. Ao mes�mo tem�po, n�o tem qual�quer sim�pa�tia por uma can�di�da�tu�ra do pe�tis�ta Ru�bens Oto�ni. Por�que Ru�bens � o prin�ci�pal opo�nen�te de Pe�dro no PT. N�o s�. Ru�bens de�vo�rou o es�pa��o de Pe�dro e ho�je � o prin�ci�pal l�der do par�ti�do no Es�ta�do. Te�ve qua�se 100 mil vo�tos pa�ra de�pu�ta�do fe�de�ral e Pe�dro me�nos de 50 mil. O gru�po de Pe�dro Wil�son quer mar�char com Hen�ri�que Mei�rel�les, mes�mo que o pre�si�den�te do Ban�co Cen�tral se fi�lie ao PP do go�ver�na�dor Al�ci�des Ro�dri�gues.

A Ar�ti�cu�la���o, gru�po ao qual per�ten�ce o vi�ce-pre�fei�to de Go�i��nia, Pau�lo Gar�cia, a ex-de�pu�ta�da Neyde Apa�re�ci�da e o pro�fes�sor Os�mar Ma�ga�lh�es, fe�chou ques�t�o: apoia in�te�gral�men�te Iris pa�ra go�ver�na�dor. Os gru�pos do de�pu�ta�do Lu�is Ce�sar Bu�e�no e do ve�re�a�dor go�i�a�ni�en�se Djal�ma Ara�jo apoi�am o pro�je�to do pe�e�me�de�bis�ta. Os tr�s gru�pos ava�li�am que Iris � o no�me mais con�sis�ten�te pa�ra en�fren�tar o se�na�dor Mar�co�ni Pe�ril�lo. �N�o po�de�mos su�bes�ti�mar o f��le�go elei�to�ral do tu�ca�no�, ano�ta Lu�is Ce�sar. �Por is�so, pre�ci�sa�mos de uma ali�an��a do PT com o go�ver�na�dor Al�ci�des Ro�dri�gues e com o pre�fei�to Iris Re�zen�de.�

O ter�cei�ro gru�po � he�ge�m��ni�co den�tro do PT, tra�ta-se da tend�ncia PT Pra Ven�cer, co�man�da�da pe�lo de�pu�ta�do Ru�bens Oto�ni, o pe�tis�ta go�i�a�no de mai�or pres�t�gio na�ci�o�nal. Em Bra�s�lia, n�o se diz Ru�bens � �um� pe�tis�ta de Go�i��s, e sim �o� pe�tis�ta de Go�i��s. Es�te blo�co in�clui o de�pu�ta�do es�ta�du�al Hum�ber�to Ai�dar, Ru�bens e o pre�si�den�te do PT me�tro�po�li�ta�no, Lu�iz Al�ber�to Go�mes de Oli�vei�ra. O pro�je�to � trans�for�mar Ru�bens no can�di�da�to de uma fren�te am�pla, mas o pe�tis�ta-che�fe n�o vai p�r a fa�ca no pes�co��o de nin�gu�m. Seu ob�je�ti�vo, obe�de�cen�do o de Lu�la, � der�ro�tar Mar�co�ni. Pa�ra tan�to, po�de apo�i�ar Iris ou Mei�rel�les, des�de que um de�les con�si�ga agre�gar uma am�pla ali�an��a po�l�ti�ca. No m�ni�mo, Ru�bens dis�pu�ta�ria, se n�o o go�ver�no, a vi�ce ou uma va�ga no Se�na�do.

Sexta-feira, Fevereiro 13, 2009

�Prefeitos deveriam mostrar uni�o�

Charles Daniel, Venceslau Pimentel e Renato Rodrigues

Vanderlan Vieira Cardoso, empres�rio de renome no cen�rio estadual, assumiu a Prefeitura de Senador Canedo em 2005 e foi reeleito nas �ltimas elei��es com quase 90% dos votos. Em visita � Reda��o do HOJE, o republicano revela que n�o deixar� a gest�o para se candidatar a qualquer cargo eletivo em 2010, mesmo se for convidado a ser candidato a vice-governador. Tamb�m comentou a articula��o pol�tica para a candidatura do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, ao governo de Goi�s, e o resultado do Encontro Nacional dos Prefeitos, na �ltima ter�a-feira , em Bras�lia. Ele critica a distribui��o de verbas federais aos munic�pios.


HOJE � O senhor acredita que o pacote anunciado na ter�a-feira pelo presidente Lula (PT) aos munic�pios aliviar� os cofres das prefeituras?

Vanderlan Cardoso � Qualquer ajuda que vier neste momento � boa, principalmente o alongamento do prazo para os pagamentos das d�vidas do INSS, mas eu esperava que o presidente fosse anunciar uma melhoria da participa��o dos munic�pios no bolo da arrecada��o dos impostos. Eu sonhava em termos participa��o nas contribui��es, principalmente do PIS (Programa de Integra��o Social) e do Cofins (Contribui��o para o Financiamento da Seguridade Social). Sabemos que o governo federal, atrav�s do BNDES, sempre teve dinheiro para financiamentos; o dif�cil s�o as prefeituras terem acesso a esse dinheiro, pois 90% delas est�o inadimplentes. Voc� tem de provar que n�o est� precisando do dinheiro.

HOJE � Uma das reivindica��es da Confedera��o Nacional dos Munic�pios � que as verbas, que devem ser repassadas aos munic�pios, acabam n�o chegando em virtude da burocracia.

Vanderlan � Exatamente, cria-se alguns programas para os recursos chegarem aos munic�pios, mas as dificuldades para que esses recursos cheguem � maior. Acho que deveria desburocratizar mais esse acesso aos recursos. Precisamos de uma participa��o maior para que realmente os recursos cheguem, principalmente nos munic�pios que est�o na regi�o metropolitana, nosso caso.

HOJE � Como conseguir uma melhor redistribui��o da arrecada��o federal nos munic�pios goianos?

Vanderlan � No Brasil, os munic�pios s�o pobres e os prefeitos s�o ref�ns. N�o culpo o governo federal nem o estadual por isso. Culpo os pr�prios prefeitos, que n�o t�m uni�o. Quando descobrirmos a for�a que temos e nos unirmos mais, esse quadro vai mudar. Elegemos deputado estadual, federal, senador, governador e presidente da Rep�blica. Quando vai se tirar qualquer benef�cio do munic�pio, como foi o caso da isen��o de 50% do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) para os ve�culos, nenhum prefeito foi consultado, ent�o simplesmente tira e arrebenta os munic�pios que j� contavam com aquela receita.

HOJE � Neste sentido, h� uma omiss�o por parte da Associa��o Goiana de Munic�pios (AGM)?

Vanderlan � N�o culpo a diretoria da AGM, porque n�o adianta. Se n�o houver participa��o em massa dos prefeitos, voc� pode colocar qualquer prefeito para ser o presidente da associa��o, n�o resolve. Falta uni�o. Estou acreditando que o novo presidente, eleito por chapa de consenso, Abelardo Vaz (PP), vai saber fazer esse trabalho de unir os prefeitos. Quando h� uni�o os avan�os s�o grandes.

HOJE � O senhor acredita que as for�as da base aliada se aglutinar�o novamente em 2010, como o governador Alcides Rodrigues (PP) e o senador Marconi Perillo (PSDB)?

Vanderlan � Vai depender demais da condu��o do governador Alcides para 2010, mas eu acho que n�o h� como separar Alcides de Marconi. As diverg�ncias s�o naturais, pois saiu o PSDB e entrou o PP, a turma do PSDB perdeu espa�o, alguns n�o concordaram e come�am as provoca��es, as intrigas, a confus�o. O PP, por sua vez, est� no poder e quer crescer, quer maior espa�o no governo, o que � natural. As coisas come�aram a se acomodar agora, porque a maioria do pessoal do PSDB deu uma acalmada, porque sabe que hoje quem est� no poder � o PP, atrav�s do governador Alcides Rodrigues. Acredito que os dois v�o estar juntos, agora, toda a base, vai depender de Alcides.

HOJE � Qual a opini�o do senhor sobre a articula��o de parte do PP para viabilizar a candidatura do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, ao governo em Goi�s? Ela atrapalharia a base?

Vanderlan � A maioria dos integrantes da base aliada tem simpatia pelo Henrique Meirelles, mas todo mundo fala dele e ele n�o fala nada. Na elei��o passada foi assim. Eu acho que Henrique Meirelles est� pouco ligando para a candidatura em Goi�s. O projeto dele � maior. Ele deixa todo mundo discutir e est� na dele. Quem quer ser candidato deveria estar falando algumas coisa. Acho que � mais especula��o, para causar mais intriga ou alguma coisa nesse sentido.

HOJE � Quais s�o seus projetos pol�ticos? Pretende cumprir os quatro anos � frente da prefeitura? Pode sair candidato em 2010?

Vanderlan � N�o, vamos ficar os quatro anos. Temos muita coisa para fazer ainda. Fico muito agradecido, at� vaidoso quando se fala em ser vice de Marconi ou de Iris. Tem uma disputa enorme para isso. Qualquer coisa que eu v� disputar em 2010 eu teria que deixar a prefeitura agora, e n�o vejo l�gica em deixar o projeto de Senador Canedo. A popula��o acreditou na gente para mais quatro anos. Eu gosto de administrar Senador Canedo. � um desafio que n�o posso deixar pela metade.

Domingo, Fevereiro 08, 2009

Ex-can�di�da�tos n�o apro�vam a pri�va�ti�za���o da �gua em Trin�da�de

O Jor�nal Op���o pe�diu que os can�di�da�tos der�ro�ta�dos a pre�fei�to de Trin�da�de � J�nio Car�los Frei�re (PSDB) e Ale�xan�dre C�sar (PP) � ava�li�as�sem o pri�mei�ro m�s do go�ver�no do pe�e�me�de�bis�ta Ri�car�do For�tu�na�to. Os dois di�zem que � ce�do pa�ra uma ava�li�a���o jus�ta da ges�t�o do jo�vem po�l�ti�co, mas dis�cor�dam de sua de�ci�s�o de pri�va�ti�zar o sis�te�ma de abas�te�ci�men�to de �gua do mu�ni�c�pio.

�For�tu�na�to de�ve con�ver�sar, de mo�do ade�qua�do e ci�vi�li�za�do, com o go�ver�na�dor Al�ci�des Ro�dri�gues e com o pre�si�den�te da Sa�ne�a�go, Ni�co�me�des Bor�ges. Co�mo o go�ver�no tem mais es�tru�tu�ra pa�ra fa�zer in�ves�ti�men�tos, � pre�ma�tu�ro pri�va�ti�zar os ser�vi��os de �gua�, pon�de�ra Ale�xan�dre. O l�der do PP lo�cal afir�ma que For�tu�na�to tam�b�m er�rou ao fe�char uni�da�des de sa��de e a far�m�cia po�pu�lar. �Trin�da�de n�o po�de per�der su�as con�quis�tas.� Ou�tra cr�ti�ca: �O pre�fei�to j� es�t� di�zen�do que n�o tem con�di���es de pa�gar o au�men�to dos pro�fes�so�res�.

J�nio Car�los � ta�xa�ti�vo: �N�o sou a fa�vor da pri�va�ti�za���o. Por�que o mu�ni�c�pio n�o tem es�tru�tu�ra fi�nan�cei�ra pa�ra ban�car os in�ves�ti�men�tos ne�ces�s�rios. A pre�fei�tu�ra n�o con�se�gui�ria con�quis�tar em�pr�s�ti�mos com fa�ci�li�da�de. A po�pu�la���o ser� a mais sa�cri�fi�ca�da�. O em�pre�s�rio diz que For�tu�na�to �tem de pres�sio�nar pa�ra que a Sa�ne�a�go fa��a mais in�ves�ti�men�tos no mu�ni�c�pio�. Co�mo no ca�so de An�po�lis. Sem fa�lar em pri�va�ti�za���o, o pre�fei�to An�t��nio Go�mi�de ar�ran�cou de�cla�ra���o do pre�si�den�te da Sa�ne�a�go, Ni�co�me�des Bor�ges, de que vai fa�zer in�ves�ti�men�tos ma�ci��os na ci�da�de.

Dalmy de Fa�ria po�de se tor�nar l�der da opo�si���o na OAB

Um gru�po de ad�vo�ga�dos prop�e o lan��a�men�to de Dalmy de Fa�ria, de 55 anos, 30 anos de car�rei�ra, pa�ra pre�si�den�te da OAB. Ele � es�pe�cia�lis�ta em di�rei�to elei�to�ral.

Os ad�vo�ga�dos su�ge�rem que, al�m de ex�pe�ri�en�te, Dalmy � for�te no in�te�ri�or, por�que ad�vo�ga pa�ra pre�fei�tos e ve�re�a�do�res.

H� tam�b�m pr�-can�di�da�tos, co�mo Ale�xan�dre Abreu e Le�on De�niz, que gos�ta�ri�am de ob�ter o �apoio qua�li�fi�ca�do� de Dalmy. Mas ele n�o fe�chou com ne�nhum dos dois. Ao Jor�nal Op���o, o ad�vo�ga�do dis�se que n�o es�t� ar�ti�cu�lan�do sua can�di�da�tu�ra, em�bo�ra sai�ba, por ouvir dizer, da mo�vi�men�ta���o pa�ra lan��ar seu no�me.

A opo�si���o ao gru�po OAB For�te tem si�do cha�ma�da, por ad�vo�ga�dos ex�pe�ri�men�ta�dos, de �aque�le ban�do de me�ni�nos que obe�de�ce ao Ri�car�do Di�as� (es�p�cie de ide��lo�go das opo�si���es). Por is�so, se con�quis�tar Dalmy, um pe�so-pe�sa�do da ad�vo�ca�cia, po�de ga�nhar mais �mus�cu�la�tu�ra�. �Dalmy po�de se tor�nar o l�der da opo�si���o e com uma van�ta�gem: al�m de ter o res�pei�to dos ad�vo�ga�dos, tem pres�t�gio no meio po�l�ti�co�, diz um ex-ali�a�do de De�niz. O fa�to � que o can�di�da�to que tem mes�mo es�tru�tu�ra pa�ra ban�car uma cam�pa�nha dis�pen�di�o�sa � De�niz. Os can�to�res ser�ta�ne�jos Bru�no e Mar�ro�ne de�ci�di�ram em�pres�tar um avi��o pa�ra sua cam�pa�nha. Se ba�ter um p�, e ele de�ve ba�ter os dois, se�r� o can�di�da�to da opo�si���o. Se for mais ha�bi�li�do�so, apos�ta na re�no�va���o. Do seu gru�po, dois jo�vens, Ale�xan�dre Abreu e M�r�cio Mes�si�as, s�o os mais co�ta�dos. Le�on e Dalmy re�pre�sen�tam a tra�di���o e, co�mo tal, s�o con�si�de�ra�dos �ti�mos ca�bos elei�to�ra�is; Abreu e Mes�si�as s�o o fa�to no�vo.

Re�cen�te�men�te, Dalmy foi dei�xa�do de fo�ra da lis�ta s�x�tu�pla que a OAB en�viou ao Tri�bu�nal de Jus�ti��a pa�ra a es�co�lha do pr�xi�mo de�sem�bar�ga�dor do quin�to cons�ti�tu�ci�o�nal. Um de seus ali�a�dos dis�se que ele ob�te�ve 15 dos 16 vo�tos do in�te�ri�or, mas, co�mo pre�ci�sa�va de 19, fi�cou fo�ra da lis�ta. O fa�to de dois con�se�lhei�ros na�tos, Fe�li�c�s�si�mo Se�na e Lu�iz Gue�des de Amo�rim, te�rem vo�ta�do au�men�tou o n�me�ro de in�te�gran�tes do co�l�gio elei�to�ral de 34 pa�ra 36, o que o te�ria pre�ju�di�ca�do.

Senador Canedo

O prefeito de Senador Canedo, Vanderlan Vieira Cardoso (PR), fez check up no Hospital Einstein e est� muito bem. Ele est� preocupado � com a economia brasileira. �Este ano vai ser muito dif�cil para os prefeitos. Aquele que conseguir quitar a folha, pagar os servi�os b�sicos e os fornecedores dever� dar-se por satisfeito. O ICMS de Senado Canedo caiu.� Ele diz que n�o disputa mandato de deputado estadual ou federal em 2010. �Vou ficar no Canedo.�

�Henrique Mei�rel�les po�de ser can�di�da�to �ni�co a go�ver�na�dor�

O l�der do PP S�r�gio Lu�cas, di�re�tor fi�nan�cei�ro da Age�top, sus�ten�ta que Hen�ri�que Mei�rel�les vai mes�mo tro�car a pre�si�d�n�cia do Ban�co Cen�tral pe�la can�di�da�tu�ra a go�ver�na�dor de Go�i��s. Pe�lo PP.

A re�vis�ta �Car�ta�Ca�pi�tal� pu�bli�cou, na �l�ti�ma edi���o, que Mei�rel�les de�ve dei�xar o BC em abril, apa�ren�te�men�te cor�ri�gi�ndo er�ro an�te�ri�or, que apon�ta�va a sa��da co�mo imi�nen�te.

S�r�gio re�ve�la que as con�ver�sas de Mei�rel�les com o PP es�t�o adi�an�ta�das. �Ele tra�ba�lha pa�ra que Go�i��nia se�ja se�de de jo�gos da Co�pa do Mun�do de Fu�te�bol�, afir�ma o pe�pis�ta. �A Co�pa pro�va�vel�men�te ocor�re�r� no seu go�ver�no.�

A re�ve�la���o mais in�te�res�san�te de S�r�gio � so�bre a co�a�li�z�o que de�ve apo�i�ar Mei�rel�les. �Nin�gu�m de�ve fi�car sur�pre�so se Mei�rel�les for can�di�da�to �ni�co a go�ver�na�dor, com o apoio do PP, PSDB, PMDB, PT, PR, PTB e ou�tros par�ti�dos. As li�de�ran��as po�l�ti�cas de Go�i��s, ama�du�re�ci�das, bus�cam a con�ver�g�n�cia. Pois Mei�rel�les de�ve ser o pro�du�to des�ta uni��o ge�ral.� S�r�gio afir�ma que Mei�rel�les ain�da n�o ace�nou pa�ra a po�pu�la���o e pa�ra os po�l�ti�cos. �Quan�do ace�nar, vai ge�rar um im�pac�to t�o gran�de no po�vo e nas li�de�ran��as que mu�da�r� o qua�dro po�l�ti�co do Es�ta�do. As ali�an��as fi�ca�r�o mais f�ceis.�

O go�ver�na�dor Al�ci�des Ro�dri�gues, na opi�ni��o de S�r�gio, �� um ca�pi�t�o que tem per�so�na�li�da�de agre�ga�do�ra. Ele po�de con�quis�tar a uni��o de to�dos por Go�i��s�.

En�tre os ali�a�dos do PP na em�prei�ta�da pr�-Mei�rel�les es�t� o de�pu�ta�do Ru�bens Oto�ni, que po�de ser o seu vi�ce. Es�pe�cu�la-se tam�b�m que o vi�ce pode ser do PMDB. Ru�bens iria ao Se�na�do.

Mes�mo oti�mis�ta, S�r�gio � re�a�lis�ta: �� pos�s�vel que o PMDB es�te�ja mais afoi�to em lan��ar can�di�da�to em 2010 do que o PSDB�. Lu�la apos�ta em tr�s no�mes pa�ra o go�ver�no: Iris, Mei�rel�les e Ru�bens. O que unir mais, e cri�ar mais ex�pec�ta�ti�va de po�der, de�ve ser un�gi�do. A cam�pa�nha vai ser di�ri�gi�da pe�los go�i�a�nos, mas com acom�pa�nha�men�to do marke�ting na�ci�o�nal de Lu�la.

O jogo de Alcides

Ganha corpo a tese de que o governador Alcides Rodrigues n�o ap�ia nenhum candidato do PSDB e do PMDB. Mas quer o apoio de um dos dois partidos, ou at� dos dois, para seu candidato a governador, em 2010.

A tend�ncia � Alcides apoiar seu candidato, possivelmente Henrique Meirelles, que se filiaria ao PP, ou ent�o apoiar Rubens Otoni, do PT, dando ao deputado, pela primeira vez na hist�ria do PT no Estado, estrutura pol�tica em todos os munic�pios.

Eleitor n�o tem medo de mudar

Gean Carvalho, dono do instituto de pesquisa Fortiori, diz que o eleitor goiano n�o tem medo de mudar e que h� uma tradi��o na disputa pelo governo do Estado de que quem sai na frente perde, pelo menos nas �ltimas elei��es.

Em 1990, Paulo Roberto Cunha despontou como favorito, como fato novo, e acabou perdendo para Iris Rezende. Em 1994, Ronaldo Caiado saiu na frente, com L�cia V�nia em segundo, e ambos perderam para Maguito Vilela. Em 1998, Iris liderava, com folga, mas foi derrotado por Marconi Perillo. Em 2002, Maguito superou o governador Marconi Perillo por um bom tempo, mas foi vencido no primeiro turno. Em 2006, Maguito de novo saiu na frente, mas Alcides Rodrigues sagrou-se vitorioso.

Calamidade nos munic�pios

Por conta da crise, o ICMS de Senador Canedo caiu 30%. O prefeito Vanderlan Vieira Cardoso garantez que os munic�pios mais pobres est�o sofrendo menos com a crise, porque dependem mais do Fundo de Participa��o dos Munic�pios, que � fixo, do que do ICMS, que � vari�vel. "A situa��o dos munic�pios m�dios � calamitosa", diz o l�der do PR. O prefeito-empres�rio avalia que a crise vai demorar a passar.

Sobre a alian�a do PP e do PSDB na Associa��o Goiana dos Munic�pios, Vanderlan diz que sinaliza para uma alian�a em 2010. "Os dois partidos mostraram boa vontade. O governador Alcides Rodrigues, o senador Marconi Perillo e o deputado Jovair Arantes mostraram-se competentes e afinados na busca de uma alian�a."

Vanderlan avalia que o pr�ximo presidente da AGM, Abelardo Vaz, � "tranquilo, competente. Ele vai ser importante no apoio aos prefeitos".

Desgosto de Cunha

O ex-prefeito de Rio Verde Paulo Roberto Cunha est� desgostoso com a pol�tica. Ele tem dito a aliados que quer reorganizar as finan�as da fam�lia. Porque, como prefeito, organizou a vida de muita gente, dando casas para v�rias fam�lias, mas n�o melhorou a vida da pr�pria fam�lia.

Integrantes do PP avaliam que Cunha deveria assumir logo a Secretaria da Agricultura.

"Quero ser prefeito de Goi�nia"

O secret�rio da Fazenda, Valdivino de Oliveira, tem um sonho: ser candidato a prefeito de Goi�nia. Em 2012. Ele disse ao Jornal Op��o que, como dificilmente encontrar� espa�o no PMDB, dever� disputar por outro partido. Economista, tido como brilhante na gest�o de contas p�blicas, tem sido convidado por v�rios partidos, como PP, PR e PTB.

O governador do Distrito Federal, Jos� Roberto Arruda, percebendo em Valdivino um quadro pol�tico promissor, sugeriu que transferisse seu domic�lio eleitoral para Bras�lia. Entretanto, Valdivino deve ser candidato a deputado federal, em 2010, por Goi�s. Ele tem influ�ncia na regi�o da Grande Goi�nia e tamb�m no Entorno do DF.

O que mais deixa Valdivino feliz atualmente � o time de seu cora��o, o Atl�tico. "Nosso aproveitamento � de 100%. N�s temos time para subir para a s�rie A".

Quarta-feira, Fevereiro 04, 2009

�Vou dis�pu�tar o go�ver�no de Go�i��s�

Ao con�tr�rio do que di�zem as fo�fo�cas de bas�ti�do�res, o se�na�dor Mar�co�ni Pe�ril�lo re�ve�lou ao Jor�nal Op���o na sex�ta-fei�ra, 30, que vai dis�pu�tar o go�ver�no de Go�i��s em 2010. �� o de�se�jo de meus com�pa�nhei�ros de PSDB e dos par�ti�dos ali�a�dos. Por�tan�to, se�r� mui�to di�f�cil n�o disputar o governo.�

Per�gun�ta�do so�bre a pos�si�bi�li�da�de de uma ali�an��a com o DEM nas pr�xi�mas elei���es, Mar�co�ni pre�fe�riu di�zer que con�ver�sas de�ve�r�o ser fei�tas, e em Go�i��s. �A po�l�cia lo�cal se de�ci�de lo�cal�men�te; n�o h� de�ter�mi�na���o ex�ter�na.� O se�na�dor des�ta�cou que n�o h� rom�pi�men�to com o go�ver�na�dor Al�ci�des Ro�dri�gues. �N�o ali�men�to as fo�fo�cas e, no que pos�so, pro�cu�ro aju�dar o go�ver�no.�

So�bre uma pos�s�vel can�di�da�tu�ra de Hen�ri�que Mei�rel�les ao go�ver�no, e pe�lo PP, Mar�co�ni ad�mi�te que o pre�si�den�te do Ban�co Cen�tral po�de dis�pu�tar � �em con�di���es fa�vo�r�veis, unin�do mais gen�te�. ��, pe�lo me�nos, o de�se�jo de al�guns.�

Ao co�men�tar a elei���o pa�ra pre�si�den�te do Se�na�do, Mar�co�ni dis�se que o pe�tis�ta Ti��o Vi�a�na, com o apoio do PSDB, se tor�nou um can�di�da�to com�pe�ti�ti�vo. Mes�mo as�sim, o tu�ca�no ad�mi�te que o se�na�dor Jo�s� Sar�ney per�ma�ne�ce co�mo fa�vo�ri�to. Mar�co�ni fri�sa que de�ve ocu�par a vi�ce-pre�si�d�n�cia, que n�o es�t� em dis�pu�ta. �Gran�je�ei ami�za�de de se�na�do�res de to�dos os par�ti�dos, de Jo�s� Sar�ney, do PMDB, de Agri�pi�no Maia, do DEM, e Ti��o Vi�a�na, do PT. O apoio pa�ra vi�ce-pre�si�den�te � s�li�do. Os se�na�do�res De�m�s�te�nes Tor�res e L�cia V�nia me aju�da�ram na ar�ti�cu�la���o.�

A dis�pu�ta pre�si�den�ci�al de 2010 tem um �ar�ti�cu�la�dor efi�ci�en�te�, ga�ran�te Mar�co�ni. �Jo�s� Ser�ra (PSDB) tra�ba�lha, com com�pe�t�n�cia, pa�ra am�pli�ar sua ba�se de apoio. Par�te do PMDB, de Es�ta�dos de�ci�si�vos, de�ve acom�pa�nh�-lo. O PMDB vai cin�di�do pa�ra a pr�xi�ma dis�pu�ta.�

Leonardo Vi�le�la diz que es�que�le�to n�o foi dei�xa�do pe�los tu�ca�nos

Pre�si�den�te do PSDB e ex-se�cre�t�rio de In�fra�es�tru�tu�ra, o de�pu�ta�do Le�o�nar�do Vi�le�la es�tra�nhou a de�cla�ra���o de que o �ae�ro�por�to [de Go�i��nia] � um dos es�que�le�tos dei�xa�dos pe�los tu�ca�nos�, fei�ta por um pe�e�me�de�bis�ta.

Le�o�nar�do diz que o atra�so na obra de am�pli�a���o do ae�ro�por�to � de in�tei�ra res�pon�sa�bi�li�da�de da In�fra�e�ro, co�man�da�da pe�lo PT e seus ali�a�dos, co�mo o PMDB.

Se�gun�do o de�pu�ta�do tu�ca�no, o go�ver�no de Go�i��s fez mui�to mais do que qual�quer ou�tro Es�ta�do pa�ra ga�ran�tir me�lho�ri�as no ter�mi�nal de pas�sa�gei�ros de sua ca�pi�tal.

O go�ver�no fe�de�ral, con�ti�nua Le�o�nar�do, de�ci�diu dar pri�o�ri�da�de a ou�tras ci�da�des e sus�pen�der a obra em Go�i��nia de�pois do pro�ble�ma com a li�ci�ta���o re�a�li�za�da pe�la In�fra�e�ro.

Leonardo Vi�le�la diz que es�que�le�to n�o foi dei�xa�do pe�los tu�ca�nos

Pre�si�den�te do PSDB e ex-se�cre�t�rio de In�fra�es�tru�tu�ra, o de�pu�ta�do Le�o�nar�do Vi�le�la es�tra�nhou a de�cla�ra���o de que o �ae�ro�por�to [de Go�i��nia] � um dos es�que�le�tos dei�xa�dos pe�los tu�ca�nos�, fei�ta por um pe�e�me�de�bis�ta.

Le�o�nar�do diz que o atra�so na obra de am�pli�a���o do ae�ro�por�to � de in�tei�ra res�pon�sa�bi�li�da�de da In�fra�e�ro, co�man�da�da pe�lo PT e seus ali�a�dos, co�mo o PMDB.

Se�gun�do o de�pu�ta�do tu�ca�no, o go�ver�no de Go�i��s fez mui�to mais do que qual�quer ou�tro Es�ta�do pa�ra ga�ran�tir me�lho�ri�as no ter�mi�nal de pas�sa�gei�ros de sua ca�pi�tal.

O go�ver�no fe�de�ral, con�ti�nua Le�o�nar�do, de�ci�diu dar pri�o�ri�da�de a ou�tras ci�da�des e sus�pen�der a obra em Go�i��nia de�pois do pro�ble�ma com a li�ci�ta���o re�a�li�za�da pe�la In�fra�e�ro.

Fran�cis�co Ged�da diz que te�se da pror�ro�ga���o dos man�da�to es�t� vi�va

Can�di�da�to a de�pu�ta�do es�ta�du�al, o pre�si�den�te da Me�tro�bus, Fran�cis�co Ged�da (PTN), diz que s� n�o sa�be em qual ano. �Por�que fa�lam em elei���es em 2010, mas � bem pos�s�vel que as elei���es ge�ra�is se�jam re�a�li�za�das em 2012. Se o pre�si�den�te Lu�la es�ti�ver bem, a pror�ro�ga���o dos man�da�tos se da�r� por in�ter�m�dio de um ple�bis�ci�to. O de�pu�ta�do San�dro Ma�bel � um dos au�to�res des�ta te�se. S� tem um go�ver�na�dor con�tra, o de S�o Pau�lo, Jo�s� Ser�ra. At� o A�cio Ne�ves [de Minas] � a fa�vor. A pror�ro�ga���o, se de�ci�di�da por ple�bis�ci�to, n�o seria der�ru�ba�da pe�lo Su�pre�mo Tri�bu�nal Fe�de�ral.�

Ged�da de�fen�de que o man�da�to ide�al � mes�mo o de cin�co anos. �Sou con�tra a re�e�lei���o.�

Per�gun�ta�do se o go�ver�na�dor Al�ci�des Ro�dri�gues vai tra�ba�lhar pa�ra Hen�ri�que Mei�rel�les em 2010, Ged�da res�pon�deu com uma per�gun�ta: �Qual go�ver�na�dor n�o que fa�zer o su�ces�sor?� De�pois, acres�cen�tou: �Al�ci�des cer�ta�men�te quer ban�car um can�di�da�to con�sis�ten�te, que te�nha o apoio da po�pu�la���o e a acei�ta���o dos po�l�ti�cos. Tam�b�m pre�ci�sa ser do agra�do do go�ver�na�dor�. Po�de ser Mei�rel�les ou Ru�bens Oto�ni? �S�o dois ex�ce�len�tes no�mes. Eles t�m von�ta�de de ser go�ver�na�dor de Go�i��s. Mas es�t� mui�to lon�ge e mui�ta coi�sa po�de mu�dar�. Ged�da diz que vai con�ver�sar com Mei�rel�les em Ja�ta�, na sex�ta-fei�ra, 6. Ele sem�pre in�sis�te: �De�ve�mos fa�lar de elei���es em 2010 em te�se. O mo�vi�men�to sub�ter�r�neo pe�la pror�ro�ga���o dos man�da�tos � mui�to for�te�.

Ged�da diz que, no mo�men�to, es�t� sa�tis�fei�to com tr�s coi�sas: �O su�ces�so do go�ver�no Al�ci�des�, su�as a��es no co�man�do da Me�tro�bus e seu tra�ba�lho de or�ga�ni�za���o do PTN, do qual � pre�si�den�te. �Re�for�ma�mos qua�se to�das as pla�ta�for�mas de �ni�bus da Ave�ni�da Anhan�gue�ra, va�mos re�fa�zer o pi�so com con�cre�to e con�ti�nua�mos com a pas�sa�gem com va�lor 50% me�nor do que a da ou�tras em�pre�sas de tran�spor�te co�le�ti�vo. Fi�ze�mos uma hor�ta pa�ra os fun�cio�n�rios e mon�ta�mos uma aca�de�mia mo�der�na pa�ra os fun�cio�n�rios.�

 

 

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