Na estaca zero. Foi assim que terminou a reuni�o do prefeito de Goi�nia, Iris Rezende (PMDB), com o presidente Luiz In�cio Lula da Silva ontem, em Bras�lia, para tentar contornar o mal-estar causado pela visita de Lula a Goi�s, na quinta-feira passada.
Embora n�o admita publicamente o conflito e prefira atribuir � imprensa a repercuss�o desfavor�vel das declara��es de Lula refor�ando a pr�-candidatura a governador do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, Iris saiu do encontro visivelmente insatisfeito. Concedeu em seguida entrevista � imprensa repleta de recados velados ao presidente e a Meirelles � a quem evitou todo o tempo nominar.
Lula, contou o prefeito, lhe disse que �em hip�tese alguma� teve a inten��o de deflagrar o debate sucess�rio ao fazer men��o ao presidente do BC nos eventos. Mas parece que nem o peemedebista acreditou. Iris garantiu na entrevista � a primeira ap�s os acontecimentos da semana passada � que o PMDB ter� candidato a governador em 2010, afirmou que as declara��es pr�-Meirelles n�o o afetam e alfinetou o presidente do BC dizendo que, por sua trajet�ria pol�tica, n�o precisa antecipar candidatura a mais de um ano das elei��es.
�Quem tem 50 anos de vida p�blica n�o precisa antecipar qualquer projeto e nem decidir com tanta anteced�ncia�, afirmou Iris, completando em seguida: �Se o presidente quis enaltecer o seu auxiliar, o presidente do Banco Central, isso n�o pode me atingir, porque o presidente foi a Goi�nia atendendo convite nosso, para inaugurar (casas populares), e eu n�o preciso de me preocupar com um projeto que eu ainda n�o o integro.�
Iris deixou subentendido que, ao contr�rio do que defendem alguns aliados do presidente � que falam em um suposto desejo do petista em ter duas candidaturas aliadas no Estado � a inten��o de Lula seria lan�ar uma chapa �nica em Goi�s com os partidos de sua base para enfrentar o senador Marconi Perillo (PSDB). Aproveitou para tamb�m criticar indiretamente a inten��o do Pal�cio do Planalto em tentar convencer o PMDB a abrir m�o de candidatura pr�pria para apoiar Meirelles.
�Quando decidi disputar a Prefeitura de Goi�nia (em 2004), o fiz com sete outros candidatos. Ent�o acho que pol�tico que come�a a escolher n�mero ou nomes de candidatos para disputar, ele j� come�a fracassado�, criticou. �O PMDB tem obriga��o de lan�ar candidato ao governo. Agora, isso vai depender do partido, nunca de mim. N�o sou eu quem vai ditar ordens ao PMDB. Se o partido entender amanh� de apoiar (Meirelles), que ap�ie e eu seguirei a decis�o.�
Mesmo com as alfinetadas, Iris frisou o tempo todo que n�o foi a Bras�lia para tratar dos acontecimentos em Goi�nia da semana passada e disse que s� o presidente poderia falar sobre esse epis�dio. �Eu acho que presidente n�o tem o dever de dar satisfa��o de express�es ou falas suas e nem eu buscaria isso dele�, ponderou.
Questionado se a reuni�o havia mudado alguma coisa do sentimento que havia ficado ap�s a visita presidencial, Iris foi evasivo: �Ontem (ter�a-feira) eu estava inaugurando uma grande escola. Amanh� (hoje) estarei inaugurando asfalto em dois bairros. A vida continua. Eu continuarei fazendo mais e melhor na Prefeitura de Goi�nia. Essa � a minha preocupa��o.�
A reuni�o de cerca de uma hora com Lula, no Centro Cultural Banco do Brasil, onde o presidente est� despachando provisoriamente, n�o contou com testemunhas. Acompanhava o prefeito o assessor especial Osmar Magalh�es (PT), que n�o chegou a entrar no gabinete. Iris disse que a conversa foi sobre quest�es administrativas, pol�tica nacional e �rapidamente� sobre o cen�rio estadual.
Embora tente disfar�ar seu descontentamento, o prefeito, segundo aliados, ficou �profundamente contrariado� com a forma como foi praticamente ignorado por Lula em Goi�nia, enquanto Meirelles ganhava men��es elogiosas no discurso.
A avalia��o entre auxiliares do prefeito � que o presidente conseguiu desmontar o trabalho de aproxima��o dos partidos da base lulista em Goi�s. A reuni�o com Lula, segundo Iris, foi marcada pelo pr�prio presidente, que lhe telefonou na sexta-feira. �Diante da repercuss�o, entendi que o presidente me convidou para que pudesse esclarecer que n�o era bem aquilo.�
Embora n�o admita publicamente o conflito e prefira atribuir � imprensa a repercuss�o desfavor�vel das declara��es de Lula refor�ando a pr�-candidatura a governador do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, Iris saiu do encontro visivelmente insatisfeito. Concedeu em seguida entrevista � imprensa repleta de recados velados ao presidente e a Meirelles � a quem evitou todo o tempo nominar.
Lula, contou o prefeito, lhe disse que �em hip�tese alguma� teve a inten��o de deflagrar o debate sucess�rio ao fazer men��o ao presidente do BC nos eventos. Mas parece que nem o peemedebista acreditou. Iris garantiu na entrevista � a primeira ap�s os acontecimentos da semana passada � que o PMDB ter� candidato a governador em 2010, afirmou que as declara��es pr�-Meirelles n�o o afetam e alfinetou o presidente do BC dizendo que, por sua trajet�ria pol�tica, n�o precisa antecipar candidatura a mais de um ano das elei��es.
�Quem tem 50 anos de vida p�blica n�o precisa antecipar qualquer projeto e nem decidir com tanta anteced�ncia�, afirmou Iris, completando em seguida: �Se o presidente quis enaltecer o seu auxiliar, o presidente do Banco Central, isso n�o pode me atingir, porque o presidente foi a Goi�nia atendendo convite nosso, para inaugurar (casas populares), e eu n�o preciso de me preocupar com um projeto que eu ainda n�o o integro.�
Iris deixou subentendido que, ao contr�rio do que defendem alguns aliados do presidente � que falam em um suposto desejo do petista em ter duas candidaturas aliadas no Estado � a inten��o de Lula seria lan�ar uma chapa �nica em Goi�s com os partidos de sua base para enfrentar o senador Marconi Perillo (PSDB). Aproveitou para tamb�m criticar indiretamente a inten��o do Pal�cio do Planalto em tentar convencer o PMDB a abrir m�o de candidatura pr�pria para apoiar Meirelles.
�Quando decidi disputar a Prefeitura de Goi�nia (em 2004), o fiz com sete outros candidatos. Ent�o acho que pol�tico que come�a a escolher n�mero ou nomes de candidatos para disputar, ele j� come�a fracassado�, criticou. �O PMDB tem obriga��o de lan�ar candidato ao governo. Agora, isso vai depender do partido, nunca de mim. N�o sou eu quem vai ditar ordens ao PMDB. Se o partido entender amanh� de apoiar (Meirelles), que ap�ie e eu seguirei a decis�o.�
Mesmo com as alfinetadas, Iris frisou o tempo todo que n�o foi a Bras�lia para tratar dos acontecimentos em Goi�nia da semana passada e disse que s� o presidente poderia falar sobre esse epis�dio. �Eu acho que presidente n�o tem o dever de dar satisfa��o de express�es ou falas suas e nem eu buscaria isso dele�, ponderou.
Questionado se a reuni�o havia mudado alguma coisa do sentimento que havia ficado ap�s a visita presidencial, Iris foi evasivo: �Ontem (ter�a-feira) eu estava inaugurando uma grande escola. Amanh� (hoje) estarei inaugurando asfalto em dois bairros. A vida continua. Eu continuarei fazendo mais e melhor na Prefeitura de Goi�nia. Essa � a minha preocupa��o.�
A reuni�o de cerca de uma hora com Lula, no Centro Cultural Banco do Brasil, onde o presidente est� despachando provisoriamente, n�o contou com testemunhas. Acompanhava o prefeito o assessor especial Osmar Magalh�es (PT), que n�o chegou a entrar no gabinete. Iris disse que a conversa foi sobre quest�es administrativas, pol�tica nacional e �rapidamente� sobre o cen�rio estadual.
Embora tente disfar�ar seu descontentamento, o prefeito, segundo aliados, ficou �profundamente contrariado� com a forma como foi praticamente ignorado por Lula em Goi�nia, enquanto Meirelles ganhava men��es elogiosas no discurso.
A avalia��o entre auxiliares do prefeito � que o presidente conseguiu desmontar o trabalho de aproxima��o dos partidos da base lulista em Goi�s. A reuni�o com Lula, segundo Iris, foi marcada pelo pr�prio presidente, que lhe telefonou na sexta-feira. �Diante da repercuss�o, entendi que o presidente me convidou para que pudesse esclarecer que n�o era bem aquilo.�


