O PSDB encontra-se diante de um embara�oso desafio: defender o capital pol�tico acumulado pelo senador Marconi Perillo desde 1998 e manter, ao mesmo tempo, a apar�ncia de que ainda permanece aliado do governo de Alcides Rodrigues (PP). O embara�o ocorre justamente porque para defender o senador, os tucanos precisam reagir contra a��es pol�ticas e administrativas que ferem exatamente o ativo que necessitam preservar.
Os tucanos poderiam ter rompido a alian�a com o PP h� duas semanas, quando o deputado federal Carlos Alberto Lereia fez den�ncias contra o secret�rio da Fazenda, Jorcelino Braga, e ainda acusou Alcides de ser traidor e de n�o ter car�ter, mas seus deputados recuaram por temer pela sobreviv�ncia em 2010. Por isso o partido vive esse angustiante dilema.
Sobra ao PSDB fazer as duas coisas ao mesmo tempo, estar no governo sem ser governo, uma realidade que limita sua a��o pol�tica apenas � defesa da imagem de Marconi. O deputado estadual Daniel Goulart (PSDB), principal porta-voz do senador, retomou na semana passada o debate na Assembleia Legislativa sobre a situa��o financeira do Estado nos governos tucanos como parte dessa estrat�gia de defesa.
Apresentou c�pia de uma carta assinada pelo secret�rio do Tesouro Nacional, Arno Hugo August�n Filho, informando que o super�vit prim�rio de 1999 a 2006, per�odo dos governos de Marconi, cresceu de R$ 29 milh�es para R$ 751 milh�es e que a receita do Estado saltou de R$ 3,7 bilh�es para R$ 7,12 bilh�es.
Esse esfor�o, diz o documento, garantiu a redu��o de dois dos principais indicadores de endividamento do Estado e a melhoria de sua posi��o relativa no ranking nacional. A rela��o d�vida financeira/receita l�quida real passou de 3,92, em dezembro de 1998, para 2,49, em dezembro de 2006. A evolu��o da rela��o d�vida consolidada l�quida/receita corrente l�quida foi de 3,13 em 2000 para 1,82 em 2006.
Os governistas tentaram, inicialmente, questionar o documento por ele n�o ter o timbre da Secretaria do Tesouro Nacional (STN). S� que mesmo n�o sendo oficial, o documento tem import�ncia pol�tica, pois est� assinado pelo secret�rio da STN, o mesmo que agora atesta para a Secretaria da Fazenda a efici�ncia do ajuste fiscal implementado por este governo.
Em fun��o disso, deputados governistas mudaram de atitude e passaram a combater o conte�do da carta. Alegaram que os dados estavam incompletos e divulgaram outros indicadores. Curiosamente coube ao deputado petista Luis Cesar Bueno, e n�o a um deputado de um dos partidos da base aliada, apresentar a vers�o da Secretaria da Fazenda.
Luis Cesar disse na Assembleia que a carta dos tucanos apresenta a evolu��o fiscal das receitas, mas que n�o detalha as d�vidas e outras metas, al�m do super�vit prim�rio. Das seis metas do ajuste fiscal, Goi�s teria descumprido, por exemplo, a de redu��o da d�vida financeira e, por isso, foi punido pela STN em tr�s ocasi�es � 2001, 2002 e 2004 �, quando recebeu multas que somaram R$ 37,71 milh�es.
Al�m de rebater com outros n�meros os n�meros apresentados por Daniel Goulart, o governo solicitou � STN informa��es detalhadas sobre a evolu��o do ajuste fiscal do Estado entre 1999 a 2008, certamente com prop�sito de expor ainda mais a gest�o marconista e de compar�-la � de Alcides. Al�m dessas a��es, declara��es do governador indicam que n�o � sua inten��o parar com essa contesta��o. Na quinta-feira, ele disse que o secret�rio Braga tem todos os dados oficiais e que, se necess�rio, eles ser�o apresentados. �Inclusive h� outros n�meros que acho bastante interessantes que poderiam ser apresentados � sociedade�, provocou.
S�bado em S�o Lu�s de Montes Belos, Marconi contribuiu para a continuidade desse debate. Ele afirmou que Goi�s inteiro sabe que foi �o primeiro governador a deixar o cargo com a folha do funcionalismo, as obriga��es com o Tesouro Nacional e os programas sociais rigorosamente em dia�.
Mesmo respondendo claramente aos ataques governistas, ele tentou negar a briga dizendo que a discuss�o envolve s� �um deputado (Lereia) e um secret�rio (Braga)�. Esse artif�cio de minimizar a diferen�a entre os dois grupos e a disposi��o de discutir o endividamento do Estado como estrat�gia de defesa de Marconi pode n�o surtir o efeito esperado, pois, ao entrar nesse debate os tucanos contribuem para difundir junto ao eleitorado goiano pelo menos a d�vida sobre a efici�ncia fiscal de seus governos.
O PSDB come�ou a perder os an�is desde que passou o bast�o do governo para Alcides, mas age como se ainda pudesse recuperar esses an�is, isto �, a alian�a PP/PSDB e a mesma imagem que Marconi tinha em 2006. N�o enxerga o leite derramado. A mensagem tucana da propaganda gratuita no r�dio e na TV, que foi ao ar semana passada, dizia que �a coragem, a ousadia e a determina��o do povo � que v�o fazer nascer um novo tempo novo em Goi�s�. O desafio tucano agora � aceitar que os an�is se foram e encontrar uma sa�da para construir esse tal de �novo tempo novo�.
Os tucanos poderiam ter rompido a alian�a com o PP h� duas semanas, quando o deputado federal Carlos Alberto Lereia fez den�ncias contra o secret�rio da Fazenda, Jorcelino Braga, e ainda acusou Alcides de ser traidor e de n�o ter car�ter, mas seus deputados recuaram por temer pela sobreviv�ncia em 2010. Por isso o partido vive esse angustiante dilema.
Sobra ao PSDB fazer as duas coisas ao mesmo tempo, estar no governo sem ser governo, uma realidade que limita sua a��o pol�tica apenas � defesa da imagem de Marconi. O deputado estadual Daniel Goulart (PSDB), principal porta-voz do senador, retomou na semana passada o debate na Assembleia Legislativa sobre a situa��o financeira do Estado nos governos tucanos como parte dessa estrat�gia de defesa.
Apresentou c�pia de uma carta assinada pelo secret�rio do Tesouro Nacional, Arno Hugo August�n Filho, informando que o super�vit prim�rio de 1999 a 2006, per�odo dos governos de Marconi, cresceu de R$ 29 milh�es para R$ 751 milh�es e que a receita do Estado saltou de R$ 3,7 bilh�es para R$ 7,12 bilh�es.
Esse esfor�o, diz o documento, garantiu a redu��o de dois dos principais indicadores de endividamento do Estado e a melhoria de sua posi��o relativa no ranking nacional. A rela��o d�vida financeira/receita l�quida real passou de 3,92, em dezembro de 1998, para 2,49, em dezembro de 2006. A evolu��o da rela��o d�vida consolidada l�quida/receita corrente l�quida foi de 3,13 em 2000 para 1,82 em 2006.
Os governistas tentaram, inicialmente, questionar o documento por ele n�o ter o timbre da Secretaria do Tesouro Nacional (STN). S� que mesmo n�o sendo oficial, o documento tem import�ncia pol�tica, pois est� assinado pelo secret�rio da STN, o mesmo que agora atesta para a Secretaria da Fazenda a efici�ncia do ajuste fiscal implementado por este governo.
Em fun��o disso, deputados governistas mudaram de atitude e passaram a combater o conte�do da carta. Alegaram que os dados estavam incompletos e divulgaram outros indicadores. Curiosamente coube ao deputado petista Luis Cesar Bueno, e n�o a um deputado de um dos partidos da base aliada, apresentar a vers�o da Secretaria da Fazenda.
Luis Cesar disse na Assembleia que a carta dos tucanos apresenta a evolu��o fiscal das receitas, mas que n�o detalha as d�vidas e outras metas, al�m do super�vit prim�rio. Das seis metas do ajuste fiscal, Goi�s teria descumprido, por exemplo, a de redu��o da d�vida financeira e, por isso, foi punido pela STN em tr�s ocasi�es � 2001, 2002 e 2004 �, quando recebeu multas que somaram R$ 37,71 milh�es.
Al�m de rebater com outros n�meros os n�meros apresentados por Daniel Goulart, o governo solicitou � STN informa��es detalhadas sobre a evolu��o do ajuste fiscal do Estado entre 1999 a 2008, certamente com prop�sito de expor ainda mais a gest�o marconista e de compar�-la � de Alcides. Al�m dessas a��es, declara��es do governador indicam que n�o � sua inten��o parar com essa contesta��o. Na quinta-feira, ele disse que o secret�rio Braga tem todos os dados oficiais e que, se necess�rio, eles ser�o apresentados. �Inclusive h� outros n�meros que acho bastante interessantes que poderiam ser apresentados � sociedade�, provocou.
S�bado em S�o Lu�s de Montes Belos, Marconi contribuiu para a continuidade desse debate. Ele afirmou que Goi�s inteiro sabe que foi �o primeiro governador a deixar o cargo com a folha do funcionalismo, as obriga��es com o Tesouro Nacional e os programas sociais rigorosamente em dia�.
Mesmo respondendo claramente aos ataques governistas, ele tentou negar a briga dizendo que a discuss�o envolve s� �um deputado (Lereia) e um secret�rio (Braga)�. Esse artif�cio de minimizar a diferen�a entre os dois grupos e a disposi��o de discutir o endividamento do Estado como estrat�gia de defesa de Marconi pode n�o surtir o efeito esperado, pois, ao entrar nesse debate os tucanos contribuem para difundir junto ao eleitorado goiano pelo menos a d�vida sobre a efici�ncia fiscal de seus governos.
O PSDB come�ou a perder os an�is desde que passou o bast�o do governo para Alcides, mas age como se ainda pudesse recuperar esses an�is, isto �, a alian�a PP/PSDB e a mesma imagem que Marconi tinha em 2006. N�o enxerga o leite derramado. A mensagem tucana da propaganda gratuita no r�dio e na TV, que foi ao ar semana passada, dizia que �a coragem, a ousadia e a determina��o do povo � que v�o fazer nascer um novo tempo novo em Goi�s�. O desafio tucano agora � aceitar que os an�is se foram e encontrar uma sa�da para construir esse tal de �novo tempo novo�.


