O corpo do jurista Goffredo Carlos da Silva Telles Júnior, 94 anos, foi enterrado por volta das 17 horas de ontem no cemitério da Consolação (região central da capital paulista). Segundo a assessoria do cemitério, a cerimônia foi rápida. Ao longo do dia, o corpo do jurista, que morreu na noite de sábado, foi velado no Salão Nobre da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), no Largo São Francisco.
Familiares disseram que Telles estava em casa e morreu de causas naturais, por volta das 19 horas. De acordo com sua filha, Olívia Raposo da Silva Telles, o advogado “morreu de velhice, como um passarinho”. Além de Olívia, ele deixa a mulher, Maria Eugênia, e duas netas.
Goffredo da Silva Telles era filho de Goffredo Teixeira da Silva Telles. Para evitar confusão com o nome do pai, o jurista adotou o nome de Goffredo da Silva Telles Junior. “Júnior” era filho de Goffredo com Carolina Penteado da Silva Telles. Ele cursou em 1937 a Faculdade de Direito da USP. Em 1932, participou como soldado da Revolução Constitucionalista de São Paulo. Desde 1940 era professor de Direito na USP, onde lecionou por 45 anos.
Em 1946, Goffredo foi deputado constituinte e notabilizou-se, entre outras causas, pela defesa da Amazônia. Em 1977, em pleno regime militar (1964-85), redigiu e leu a “Carta aos Brasileiros”, marco da resistência democrática.
Segundo a filha, apesar da aposentadoria em 1985, o jurista continuou trabalhando no seu escritório e nos últimos anos orientava alunos. Ele recebeu o título de professor emérito da USP.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em nota, que o jurista foi “um dos mais destacados combatentes pela democracia e pelo estado de direito da história do Brasil”. Como professor, disse Lula, Goffredo conquistou “a admiração de milhares de alunos e discípulos, dando lições não apenas de Direito, mas também de humanismo e fé na luta por um mundo mais justo e fraterno.”
Familiares disseram que Telles estava em casa e morreu de causas naturais, por volta das 19 horas. De acordo com sua filha, Olívia Raposo da Silva Telles, o advogado “morreu de velhice, como um passarinho”. Além de Olívia, ele deixa a mulher, Maria Eugênia, e duas netas.
Goffredo da Silva Telles era filho de Goffredo Teixeira da Silva Telles. Para evitar confusão com o nome do pai, o jurista adotou o nome de Goffredo da Silva Telles Junior. “Júnior” era filho de Goffredo com Carolina Penteado da Silva Telles. Ele cursou em 1937 a Faculdade de Direito da USP. Em 1932, participou como soldado da Revolução Constitucionalista de São Paulo. Desde 1940 era professor de Direito na USP, onde lecionou por 45 anos.
Em 1946, Goffredo foi deputado constituinte e notabilizou-se, entre outras causas, pela defesa da Amazônia. Em 1977, em pleno regime militar (1964-85), redigiu e leu a “Carta aos Brasileiros”, marco da resistência democrática.
Segundo a filha, apesar da aposentadoria em 1985, o jurista continuou trabalhando no seu escritório e nos últimos anos orientava alunos. Ele recebeu o título de professor emérito da USP.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em nota, que o jurista foi “um dos mais destacados combatentes pela democracia e pelo estado de direito da história do Brasil”. Como professor, disse Lula, Goffredo conquistou “a admiração de milhares de alunos e discípulos, dando lições não apenas de Direito, mas também de humanismo e fé na luta por um mundo mais justo e fraterno.”


