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Segunda-feira, Maio 18, 2009

�Vice-governador � trunfo do PR� Vanderlan Vieira

Vanderlan Vieira, tamb�m se revelou um pol�tico promissor. A frente da prefeitura do munic�pio pela segunda vez, o republicano promoveu avan�os na cidade, em todas as �reas. Em visita � Tribuna, na quinta, 14, Vanderlan fez um balan�o desses primeiros meses do segundo mandato, e falou do impacto causado pela diminui��o do repasse de verbas federais para a administra��o municipal. Presidente da Ammeg, Vanderlan elogia a integra��o entre os prefeitos da regi�o metropolitana e aponta problemas enfrentados pelos munic�pios do entorno de Goi�nia.

Aline Mil, Anapaula Hoekveld, Eduardo Sartorato e Elizeth Ara�jo


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Tribuna do Planalto - O prefeito de Santa Cruz, Esley Augusto D�maso (PP), esteve aqui na Tribuna h� alguns dias e reclamou que nada do que foi prometido pelo governo federal foi cumprido e que os prefeitos n�o puderam parcelar o alongamento da d�vida com o INSS, e nem pegaram ainda o dinheiro da reposi��o da perda do FPM. O que o senhor tem a dizer sobre isso?
Vanderlan Vieira - A quest�o do INSS at� hoje n�o foi resolvida. Mas, a gente sabe que at� que se conclua a parte burocr�tica, realmente demora alguns dias. Isso foi anunciado h�s uns trinta dias. Ent�o, eu acredito que ainda demora uns 60, 90 dias para que seja conclu�do. A libera��o dos recursos para repor as perdas do FPM foi aprovada, se n�o me engano, a semana passada, e acredito que esse ser� mais r�pido. Acredito que at� o final do m�s a reposi��o j� vai estar na conta das prefeituras.

A reclama��o dele � que, como o governo federal fez um an�ncio com muito estardalha�o, a comunidade est� cobrando dos prefeitos e os prefeitos est�o em uma saia justa. O sr. acha que procede essa reclama��o?
Eu acho que o governo federal deu uma ajuda muito grande aos munic�pios. Muitos at� n�o esperavam que fosse anunciada uma ajuda t�o r�pido. E � l�gico que o governo, fazendo esse an�ncio, iria dar uma divulga��o muito grande como ele fez quando ajudou os munic�pios. Agora, a gente tem de convir que � preciso esperar a resolu��o da quest�o burocr�tica. Por mais que o presidente seja a maior autoridade do Pa�s, ele tem de obedecer aos tr�mites legais.

Senador Canedo sofreu com essa diminui��o do FPM?
Sofreu bastante. Todas as cidades sofreram.

Qual o impacto dessa redu��o?
No ano passado os munic�pios receberam do bolo tribut�rio em torno de R$ 52 bilh�es. Para este ano est�o previstos R$ 44 bilh�es, ou seja, v�o diminuir 8 bilh�es. Particularmente acho desigual essa distribui��o: O munic�pio deveria participar pelo menos com o dobro ou o triplo do que � repassado hoje aos munic�pios, e passar algumas outras obriga��es que hoje est�o com os munic�pios, mas eles n�o recebem por esses servi�os prestados, como seguran�a, cadeia, uma parte do Judici�rio e tantas outras obriga��es que hoje passam para os munic�pios, mas que n�o chegam recursos para estas despesas. Acho que se houvesse a municipaliza��o de direito, porque de fato j� est�, desses servi�os, o certo seria repassar esses recursos para o munic�pio para bancar preso, bancar funcion�rio para Judici�rio, para delegacia, para cadeia, combust�vel para alguns �rg�os estaduais, principalmente. Ent�o, deveria municipalizar realmente e dar condi��es como � feito na Europa e Estados Unidos, em que o munic�pio fica com a maior parte da arrecada��o do bolo tribut�rio.

E a Reforma Tribut�ria, prefeito, � um avan�o no sentido de dar mais autonomia aos munic�pios?
Eu vejo a Reforma Tribut�ria como uma sa�da. Ela tem de se fazer de alguma forma, para que se corrija essa quest�o da distribui��o dos impostos. Pelo que j� vi e estive conversando at� mesmo com o deputado Sandro Mabel, que � o relator da mat�ria, sobre a quest�o das contribui��es, o que est� se fazendo na reforma agora � passar para os munic�pios mesmo que gradativamente uma grande parte dessas contribui��es que v�o se transformar praticamente em um imposto s�. A�, sim, os munic�pios ter�o condi��es melhores de ter os seus recursos e atender a popula��o.

O sr. assumiu recentemente a Associa��o dos Munic�pios da Regi�o Metropolitana, Ammeg. Como est� a integra��o entre esses munic�pios?
Com a crise, os prefeitos resolveram se unir mais. E a gente est� sentindo isso tanto na AGM quanto nas associa��es regionais. No caso da nossa associa��o, os prefeitos agora est�o mais unidos, principalmente para buscar solu��es para os problemas da Regi�o Metropolitana. Tivemos uma reuni�o agora com discuss�es amplas sobre anel vi�rio, que est� esquecido, est� parado no tempo. Goi�nia at� hoje n�o ter o seu anel vi�rio conclu�do � uma vergonha. Isso � uma vergonha n�o s� para os munic�pios que acompanham a Regi�o Metropolitana, mas para a classe pol�tica como um todo, porque � ela que representa o Estado. Com certeza ela se sente envergonhada de n�o resolver o problema do anel vi�rio. Em quase todas as cidades em que a gente chega hoje neste Brasil afora tem o anel vi�rio e Goi�nia ainda n�o tem por quest�es, �s vezes, pol�ticas, por birra. Estou vendo agora que o pr�prio governador est� muito interessado por causa da Copa do Mundo. Copa sem anel vi�rio, pode esquecer. O tr�nsito est� terr�vel ao redor de Goi�nia.

Como o sr. avalia a �rea do transporte. Ela avan�ou?
Acho que o transporte coletivo vai ser resolvido quando tiver um metr� de superf�cie em Goi�nia. Por mais que voc� coloque �nibus, n�o adianta. Pode colocar mais dois mil �nibus a�, porque n�o v�o andar. O problema vai continuar. Ent�o, se n�o colocar mais corredores, se n�o colocar um metr� de superf�cie em Goi�nia, pode inventar �nibus com ar-condicionado, computador de bordo. Pode p�r at� cama, que n�o vai resolver. O pessoal vai sair e para andar cinco quil�metros vai demorar duas horas. Ent�o, a solu��o que eu vejo do tr�nsito de Goi�nia � o metr� de superf�cie.

E aquele projeto do sr. de estender o Eixo Anhanguera at� Senador Canedo?
Isso, na verdade, � um sonho nosso e um compromisso do governo do Estado, firmado em 2006.

Teve algum andamento?
Eu n�o tive ainda uma informa��o do governo. A informa��o que tenho � que o Eixo iria at� a regi�o de Senador Canedo, que � no Jardim das Oliveiras. Por�m, n�o fui comunicado oficialmente que o Eixo Anhanguera vai ser estendido at� Senador Canedo ou at� Trindade. Eu acredito que est� em estudo e esse compromisso do governador Alcides Rodrigues, como o compromisso a duplica��o da GO- 403 e do Est�dio de Futebol de Senador Canedo, ainda precisa ser resgatado. Mas ainda est� em tempo e, com certeza, o Eixo Anhanguera chegando a Senador vai ser um grande avan�o.

O sr. falou da integra��o da Regi�o Metropolitana. E a sua integra��o com o prefeito de Goi�nia, como � o relacionamento de voc�s?
� excelente. Sempre que a gente precisa ele est� pronto para atender e ajudar. Desde que assumiu, o prefeito tem procurado em conjunto conosco resolver os problemas de divisa, e praticamente todos j� foram resolvidos.

Como o sr. avalia este in�cio de segundo mandato, que j� come�a com essa crise dos munic�pios em rela��o �s verbas?
N�s antecipamos um pouco a crise e fizemos uma reforma logo ap�s as elei��es. Come�amos no m�s de outubro e conclu�mos no m�s de novembro. Ent�o, essa reforma que fizemos � que est� nos ajudando a atravessar esta crise. Com o planejamento feito no ano passado, a gente est� conseguindo at� aumentar o n�mero de trabalhadores na prefeitura, com rela��o ao ano passado.

Quais os principais problemas que a cidade enfrenta hoje?
S�o muitos. Temos problemas de transporte coletivo, que ainda � cr�tico. Por�m, temos um problema cr�tico, que � a quest�o do esgotamento sanit�rio. N�s estamos trabalhando e buscando alternativas de esta��es de tratamento mais modernas, mais compactas, de um custo mais baixo.

E em rela��o � constru��o do alcooduto, prefeito, quais as suas perspectivas?
A nossa esperan�a � que seja constru�do, mas a cada dia que passa parece que est� ficando mais distante o in�cio da constru��o do alcooduto. Faltam recursos. Muitas pessoas investiram em usinas no Estado de Goi�s, no Tocantins, ent�o, acredito que pode ser prorrogado a� por mais dois ou tr�s anos, mas a obra vai sair.

Prefeito, o sr. � um dos que acreditam na vinda do Henrique Meirelles a Goi�s para se candidatar em 2010. Essa opini�o � do PR ou n�o?
Essa � uma opini�o minha, pessoal. Para mim, o que est� desenhando � que o Henrique Meirelles viria para ser candidato pelo PP e que o prefeito Iris Rezende iria para o Senado. Mas , temos o vice-governador, Ademir Menezes, que � um candidato natural. E se o governador sair e o Ademir ficar, seria at� desrespeitoso da minha parte dizer que o nosso candidato seria Henrique Meirelles ou Iris Rezende ou Marconi Perillo.

Ent�o, o Ademir seria a alternativa do PR para a candidatura ao governo?
Ele � o candidato natural sendo vice-governador. Se ele pleitear e o partido realmente apoiar e tiver mais partidos apoiando eu creio que ele ser� candidato.

O futuro pol�tico do PR fica indefinido at� mar�o. A tend�ncia � essa?
Acredito que at� mar�o n�o se define nada porque o partido precisa saber antes se o governador vai sair, se o Ademir vai ficar, e tamb�m eu acredito que o vice-governador n�o vai querer ser candidato � reelei��o no caso de ele assumir simplesmente por querer. Tem de ver a base de apoio, as pesquisas, se realmente vai haver condi��es para isso. Mas o que eu volto a afirmar � o seguinte: que ele � o candidato natural. Ent�o, n�s como membros do PR at� em respeito a ele, que � o vice-governador, n�o podemos falar em apoio a outra candidatura que n�o seja a dele � reelei��o.

Mas � um projeto do PR lan�ar candidato em 2010?
O PR ainda est� conversando. Ali�s, ele est� mais ouvindo os candidatos do que tendo realmente um projeto que seja o Ademir ou que seja outro para 2010.

O sr. acha que Ademir Menezes � um nome forte o suficiente para ser candidato, levando em considera��o os dois nomes que j� est�o colocados, do prefeito Iris e do senador Marconi?
Olha, uma coisa � ele hoje como vice-governador e outra � ele como governador e candidato � reelei��o. Ent�o, vai depender muito do projeto que ele fizer antes, se ele for assumir o governo, que, com certeza, se tiver esse pensamento, j� deve ter algum projeto elaborado para ser executado em curto espa�o de tempo. Ent�o, vai depender muito da capacidade dele neste per�odo dele assumir e ser candidato � reelei��o. Eu vejo assim com potencial. Se ele chegar e j� implantar projetos, pode ter grande retorno. Existem muitos projetos simples que podem ser executados em pouco tempo.

Mas a� o sr. est� considerando que ele vai assumir o governo. Para ele assumir, o governador Alcides tem de sair. O sr. acredita nessa possibilidade? Essa � uma d�vida que todo mundo tem hoje. O governador � muito fechado e ningu�m consegue tirar praticamente nada dele. Ent�o, ningu�m sabe ainda. Pode sair, pode n�o sair. Esta � d�vida que todos t�m. Ser� que ele vai disputar um cargo ou ser� que n�o vai. Ent�o, Ademir Menezes com o vice-governador n�o tem tanta for�a como governador, com a m�quina na m�o.

Al�m de contar com esta sa�da do governador, o que o PR tem feito para se fortalecer?
Eu acho que um dos maiores trunfos do PR hoje � ter o vice-governador. Se voc� pegar a� a hist�ria anterior, quem � o governador Alcides? Ele foi vice-governador do Marconi. Ent�o, Ademir � um candidato natural. Acho que o processo eleitoral em 2010 vai passar pelo PR. N�o tem jeito. N�s temos o vice-governador. Ent�o, o maior trunfo do PR hoje � ter o vice-governador.

Hoje, prefeito, existem dois projetos a� bem claros. O projeto do PSDB e o do PMDB. Independentemente de nomes, dentro desses dois projetos, com qual o PR se identificaria mais hoje?
Acho que esta resposta quem estaria mais capacitado para d�-la � o presidente do partido, o Sandro Mabel. No meu caso, por exemplo, eu me dou bem com todos. Tenho uma admira��o e um carinho especial pelo prefeito Iris Rezende. Ele � um pol�tico que tem uma hist�ria. O senador Marconi Perillo me ajudou muito quando comecei em Senador Canedo. O Henrique Meirelles, eu o conhe�o pouco. Falei com ele uma ou duas vezes, mas acho que se ele vier realmente a ser candidato o prefeito Iris possivelmente desistir� da candidatura ao governo.

�Munic�pio parecia vila suja de Goi�nia�

Ent�o o sr. acredita numa polariza��o nesta elei��o?
A �nica certeza que a gente tem hoje � que o senador Marconi Perillo � candidato. Porque � o �nico que est� fazendo campanha 24 horas por dia e � o jeito dele. O senador Marconi faz pol�tica 24 horas por dia, anda o Estado todo, � uma pessoa muito querida e em todos os lugares que vai � muito bem recebido. Ent�o, ele � o �nico que a gente v� a� que est� fazendo campanha. O Henrique Meirelles na campanha passada, eu estou vendo que vai ser a mesma coisa de 2006. Vem n�o vem. � n�o �. Ent�o, h� muita especula��o. Ele mesmo n�o falou nada, at� mesmo porque ele � presidente do Banco Central. E se ele anunciar que � candidato vai ter de sair imediatamente, � uma quest�o de estrat�gia. Mas hoje se formos analisar o senador Marconi Perillo � um candidato fort�ssimo, que vai dar muito trabalho para quem quer que seja: Henrique Meirelles, Iris Rezende, ou qualquer um que vier. Ele vai dar muito trabalho.

O sr. se sente � vontade hoje se por acaso o caminho for apoiar o senador Marconi Perillo j� que existe um problema pessoal do presidente do partido com o senador?
Olha, o problema pessoal que estiver no passado n�o influencia, porque se influenciasse o PR n�o teria apoiado o Marconi Perillo para o Senado e o Alcides para governador nas elei��es de 2006. Naquela �poca o problema, da hist�ria do mensal�o, estava em uma fase bem mais complicada. Ent�o, isso n�o influencia. O deputado Sandro Mabel sempre respeitou a decis�o do partido, ele n�o define nada sozinho, sempre define com todos os companheiros do partido. Assim, o que ficar acertado, tenho certeza de que o Sandro vai respeitar, e ele tem falado isso, que a decis�o n�o � s� dele. E realmente, desde que estou no partido, nunca foi somente dele.

Como deve ser essa prepara��o do partido para 2010? Vai haver encontros e um esfor�o maior para filiar lideran�as? Como vai ser essa estrat�gia?
Isso j� est� acontecendo, s� que se trabalha muito nos bastidores com rela��o a aumentar o n�mero de filiados e de potenciais candidatos, porque isso � como desenvolver um produto numa empresa. Se tiver desenvolvendo e mostrar antes da hora a concorr�ncia vem em cima e leva. Ent�o, estamos conversando com muita gente que possivelmente vai ser candidato tanto a deputado estadual quanto federal, para termos uma chapa boa que aumente a representatividade do partido.

A expectativa do partido � aumentar a bancada em 2010?
Acho que todo partido quer crescer. Ent�o, o objetivo � esse: o partido quer crescer e tamb�m quer ser respeitado.

Prefeito, o fato do partido participar da administra��o municipal, da estadual e tamb�m da federal ajuda ou atrapalha na hora de definir o rumo para as elei��es de 2010?
N�o houve acordos para as elei��es de 2010, ent�o o partido est� livre para definir e tomar as posi��es no momento certo.

E o futuro pol�tico do sr.? Existe uma possibilidade do sr. se candidatar agora em 2010 para deputado federal?
Essa quest�o de candidatura � mais especula��o. Nunca me passou pela cabe�a ser candidato a federal. A gente tem tido algumas conversas com companheiros, amigos que s�o poss�veis candidatos, com propostas, mas o projeto nosso ainda � Senador Canedo e terminar os quatro anos no munic�pio.

S�o v�rios os problemas financeiros que o governo enfrenta. Com a d�vida da Celg, a agenda positiva, acaba n�o vindo ou vindo em doses menores. Como o sr. v� essas dificuldades do governo?
Se voc� observar nos outros Estados, por exemplo a quest�o de arrecada��o de impostos estaduais, houve uma queda muito grande. Aqui, devido �s provid�ncias que foram tomadas nos �ltimos dois anos, o Estado de Goi�s este ano n�o est� tendo queda, perda de receita. Isso reflete tanto no Estado quanto para os munic�pios. O que tenho falado a alguns prefeitos � que embora �s vezes n�o esteja chegando aos munic�pios os recursos, o d�ficit foi superado gra�as �s atitudes e as medidas que foram tomadas pelo governo do Estado com o corte de muitos abusos. O governo cortou cr�ditos absurdos que existiam, como cr�ditos outorgados, alguns incentivos fiscais e mais algumas cadeias produtoras que tinham a� que, na verdade, agregavam pouca coisa ao Estado. No caso da Celg, a gente v� coisas absurdas, contratos absurdos que foram colocados ali e n�o d� para entender muito bem de como voc� compra uma energia talvez por R$ 80, R$ 100 o quilowatt e vende por quatrocentos e d� preju�zo. Ent�o, alguma coisa est� errada. O presidente novo, Carlos Silva, pelos cortes anunciados, em pouco tempo vai contornar a situa��o.

Muito se fala que a arrecada��o de Senador Canedo � alta por conta do petr�leo. Isso � mito?
N�s temos hoje a arrecada��o principal do munic�pio oriunda do ICMS. Temos no munic�pio, ind�strias, o frigor�fico, que no momento est� fechado, que era um dos maiores empregadores depois da prefeitura, que � o Goi�s Carne, e a Petrobras. A Petrobras ainda � a maior fonte arrecadadora de ICMS, at� porque o FPM praticamente vem quase tudo descontado por d�vidas anteriores. Mas, a Petrobras est� no munic�pio desde 1995, e algumas pessoas questionam isso. E eu gosto de lembrar que a Petrobras est� l� desde 95 e se voc� for observar a cidade de Senador Canedo at� 2004, parecia que era uma vila das mais sujas e desorganizadas de Goi�nia. E de 2005 para c� � que a gente come�ou a arrumar a cidade. Estamos construindo uma nova cidade em todos os aspectos, desde sa�de, educa��o, infraestrutura e agora trabalhando para resolver definitivamente o problema da �gua e do esgotamento sanit�rio.

O que os prefeitos esperam do governo estadual agora para este ano e para o ano que vem, em termos de obras e de repasses de recursos do governo estadual?
A gente espera que comece a libera��o de alguns conv�nios para asfalto. Al�m disso, a gente est� vendo o governador muito preocupado com rela��o � moradia, tanto � que aumentou o cheque moradia de R$ 8 para R$ 15 mil e est� desenvolvendo projetos de casas em parceria, e eu acredito que vai haver a� um mutir�o para executar asfalto e moradia num prazo recorde, porque sen�o n�o d� nem tempo mais.

Essas dificuldades que o governador tem hoje podem impedir que ele tenha uma influ�ncia maior nas elei��es do ano que vem?
Com certeza. Se o governo leva obras aos munic�pios, todos ficam satisfeitos e isso se reflete em votos. Ent�o, quem ele tiver apoiando vai ter um ganho com isso. E ele pr�prio, se for candidato, com certeza, com obras, com benfeitorias vai estar todo mundo rindo para as paredes. Se n�o h� obras, como ter ganho pol�tico? O governador est� com muitos projetos e muitos conv�nios para serem feitos com os munic�pios e vai conseguir recuperar esse tempo perdido.

 

 

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