Charles Daniel, Venceslau Pimentel e Renato Rodrigues
Vanderlan Vieira Cardoso, empres�rio de renome no cen�rio estadual, assumiu a Prefeitura de Senador Canedo em 2005 e foi reeleito nas �ltimas elei��es com quase 90% dos votos. Em visita � Reda��o do HOJE, o republicano revela que n�o deixar� a gest�o para se candidatar a qualquer cargo eletivo em 2010, mesmo se for convidado a ser candidato a vice-governador. Tamb�m comentou a articula��o pol�tica para a candidatura do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, ao governo de Goi�s, e o resultado do Encontro Nacional dos Prefeitos, na �ltima ter�a-feira , em Bras�lia. Ele critica a distribui��o de verbas federais aos munic�pios.
HOJE � O senhor acredita que o pacote anunciado na ter�a-feira pelo presidente Lula (PT) aos munic�pios aliviar� os cofres das prefeituras?
Vanderlan Cardoso � Qualquer ajuda que vier neste momento � boa, principalmente o alongamento do prazo para os pagamentos das d�vidas do INSS, mas eu esperava que o presidente fosse anunciar uma melhoria da participa��o dos munic�pios no bolo da arrecada��o dos impostos. Eu sonhava em termos participa��o nas contribui��es, principalmente do PIS (Programa de Integra��o Social) e do Cofins (Contribui��o para o Financiamento da Seguridade Social). Sabemos que o governo federal, atrav�s do BNDES, sempre teve dinheiro para financiamentos; o dif�cil s�o as prefeituras terem acesso a esse dinheiro, pois 90% delas est�o inadimplentes. Voc� tem de provar que n�o est� precisando do dinheiro.
HOJE � Uma das reivindica��es da Confedera��o Nacional dos Munic�pios � que as verbas, que devem ser repassadas aos munic�pios, acabam n�o chegando em virtude da burocracia.
Vanderlan � Exatamente, cria-se alguns programas para os recursos chegarem aos munic�pios, mas as dificuldades para que esses recursos cheguem � maior. Acho que deveria desburocratizar mais esse acesso aos recursos. Precisamos de uma participa��o maior para que realmente os recursos cheguem, principalmente nos munic�pios que est�o na regi�o metropolitana, nosso caso.
HOJE � Como conseguir uma melhor redistribui��o da arrecada��o federal nos munic�pios goianos?
Vanderlan � No Brasil, os munic�pios s�o pobres e os prefeitos s�o ref�ns. N�o culpo o governo federal nem o estadual por isso. Culpo os pr�prios prefeitos, que n�o t�m uni�o. Quando descobrirmos a for�a que temos e nos unirmos mais, esse quadro vai mudar. Elegemos deputado estadual, federal, senador, governador e presidente da Rep�blica. Quando vai se tirar qualquer benef�cio do munic�pio, como foi o caso da isen��o de 50% do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) para os ve�culos, nenhum prefeito foi consultado, ent�o simplesmente tira e arrebenta os munic�pios que j� contavam com aquela receita.
HOJE � Neste sentido, h� uma omiss�o por parte da Associa��o Goiana de Munic�pios (AGM)?
Vanderlan � N�o culpo a diretoria da AGM, porque n�o adianta. Se n�o houver participa��o em massa dos prefeitos, voc� pode colocar qualquer prefeito para ser o presidente da associa��o, n�o resolve. Falta uni�o. Estou acreditando que o novo presidente, eleito por chapa de consenso, Abelardo Vaz (PP), vai saber fazer esse trabalho de unir os prefeitos. Quando h� uni�o os avan�os s�o grandes.
HOJE � O senhor acredita que as for�as da base aliada se aglutinar�o novamente em 2010, como o governador Alcides Rodrigues (PP) e o senador Marconi Perillo (PSDB)?
Vanderlan � Vai depender demais da condu��o do governador Alcides para 2010, mas eu acho que n�o h� como separar Alcides de Marconi. As diverg�ncias s�o naturais, pois saiu o PSDB e entrou o PP, a turma do PSDB perdeu espa�o, alguns n�o concordaram e come�am as provoca��es, as intrigas, a confus�o. O PP, por sua vez, est� no poder e quer crescer, quer maior espa�o no governo, o que � natural. As coisas come�aram a se acomodar agora, porque a maioria do pessoal do PSDB deu uma acalmada, porque sabe que hoje quem est� no poder � o PP, atrav�s do governador Alcides Rodrigues. Acredito que os dois v�o estar juntos, agora, toda a base, vai depender de Alcides.
HOJE � Qual a opini�o do senhor sobre a articula��o de parte do PP para viabilizar a candidatura do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, ao governo em Goi�s? Ela atrapalharia a base?
Vanderlan � A maioria dos integrantes da base aliada tem simpatia pelo Henrique Meirelles, mas todo mundo fala dele e ele n�o fala nada. Na elei��o passada foi assim. Eu acho que Henrique Meirelles est� pouco ligando para a candidatura em Goi�s. O projeto dele � maior. Ele deixa todo mundo discutir e est� na dele. Quem quer ser candidato deveria estar falando algumas coisa. Acho que � mais especula��o, para causar mais intriga ou alguma coisa nesse sentido.
HOJE � Quais s�o seus projetos pol�ticos? Pretende cumprir os quatro anos � frente da prefeitura? Pode sair candidato em 2010?
Vanderlan � N�o, vamos ficar os quatro anos. Temos muita coisa para fazer ainda. Fico muito agradecido, at� vaidoso quando se fala em ser vice de Marconi ou de Iris. Tem uma disputa enorme para isso. Qualquer coisa que eu v� disputar em 2010 eu teria que deixar a prefeitura agora, e n�o vejo l�gica em deixar o projeto de Senador Canedo. A popula��o acreditou na gente para mais quatro anos. Eu gosto de administrar Senador Canedo. � um desafio que n�o posso deixar pela metade.
Vanderlan Vieira Cardoso, empres�rio de renome no cen�rio estadual, assumiu a Prefeitura de Senador Canedo em 2005 e foi reeleito nas �ltimas elei��es com quase 90% dos votos. Em visita � Reda��o do HOJE, o republicano revela que n�o deixar� a gest�o para se candidatar a qualquer cargo eletivo em 2010, mesmo se for convidado a ser candidato a vice-governador. Tamb�m comentou a articula��o pol�tica para a candidatura do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, ao governo de Goi�s, e o resultado do Encontro Nacional dos Prefeitos, na �ltima ter�a-feira , em Bras�lia. Ele critica a distribui��o de verbas federais aos munic�pios.
HOJE � O senhor acredita que o pacote anunciado na ter�a-feira pelo presidente Lula (PT) aos munic�pios aliviar� os cofres das prefeituras?
Vanderlan Cardoso � Qualquer ajuda que vier neste momento � boa, principalmente o alongamento do prazo para os pagamentos das d�vidas do INSS, mas eu esperava que o presidente fosse anunciar uma melhoria da participa��o dos munic�pios no bolo da arrecada��o dos impostos. Eu sonhava em termos participa��o nas contribui��es, principalmente do PIS (Programa de Integra��o Social) e do Cofins (Contribui��o para o Financiamento da Seguridade Social). Sabemos que o governo federal, atrav�s do BNDES, sempre teve dinheiro para financiamentos; o dif�cil s�o as prefeituras terem acesso a esse dinheiro, pois 90% delas est�o inadimplentes. Voc� tem de provar que n�o est� precisando do dinheiro.
HOJE � Uma das reivindica��es da Confedera��o Nacional dos Munic�pios � que as verbas, que devem ser repassadas aos munic�pios, acabam n�o chegando em virtude da burocracia.
Vanderlan � Exatamente, cria-se alguns programas para os recursos chegarem aos munic�pios, mas as dificuldades para que esses recursos cheguem � maior. Acho que deveria desburocratizar mais esse acesso aos recursos. Precisamos de uma participa��o maior para que realmente os recursos cheguem, principalmente nos munic�pios que est�o na regi�o metropolitana, nosso caso.
HOJE � Como conseguir uma melhor redistribui��o da arrecada��o federal nos munic�pios goianos?
Vanderlan � No Brasil, os munic�pios s�o pobres e os prefeitos s�o ref�ns. N�o culpo o governo federal nem o estadual por isso. Culpo os pr�prios prefeitos, que n�o t�m uni�o. Quando descobrirmos a for�a que temos e nos unirmos mais, esse quadro vai mudar. Elegemos deputado estadual, federal, senador, governador e presidente da Rep�blica. Quando vai se tirar qualquer benef�cio do munic�pio, como foi o caso da isen��o de 50% do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) para os ve�culos, nenhum prefeito foi consultado, ent�o simplesmente tira e arrebenta os munic�pios que j� contavam com aquela receita.
HOJE � Neste sentido, h� uma omiss�o por parte da Associa��o Goiana de Munic�pios (AGM)?
Vanderlan � N�o culpo a diretoria da AGM, porque n�o adianta. Se n�o houver participa��o em massa dos prefeitos, voc� pode colocar qualquer prefeito para ser o presidente da associa��o, n�o resolve. Falta uni�o. Estou acreditando que o novo presidente, eleito por chapa de consenso, Abelardo Vaz (PP), vai saber fazer esse trabalho de unir os prefeitos. Quando h� uni�o os avan�os s�o grandes.
HOJE � O senhor acredita que as for�as da base aliada se aglutinar�o novamente em 2010, como o governador Alcides Rodrigues (PP) e o senador Marconi Perillo (PSDB)?
Vanderlan � Vai depender demais da condu��o do governador Alcides para 2010, mas eu acho que n�o h� como separar Alcides de Marconi. As diverg�ncias s�o naturais, pois saiu o PSDB e entrou o PP, a turma do PSDB perdeu espa�o, alguns n�o concordaram e come�am as provoca��es, as intrigas, a confus�o. O PP, por sua vez, est� no poder e quer crescer, quer maior espa�o no governo, o que � natural. As coisas come�aram a se acomodar agora, porque a maioria do pessoal do PSDB deu uma acalmada, porque sabe que hoje quem est� no poder � o PP, atrav�s do governador Alcides Rodrigues. Acredito que os dois v�o estar juntos, agora, toda a base, vai depender de Alcides.
HOJE � Qual a opini�o do senhor sobre a articula��o de parte do PP para viabilizar a candidatura do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, ao governo em Goi�s? Ela atrapalharia a base?
Vanderlan � A maioria dos integrantes da base aliada tem simpatia pelo Henrique Meirelles, mas todo mundo fala dele e ele n�o fala nada. Na elei��o passada foi assim. Eu acho que Henrique Meirelles est� pouco ligando para a candidatura em Goi�s. O projeto dele � maior. Ele deixa todo mundo discutir e est� na dele. Quem quer ser candidato deveria estar falando algumas coisa. Acho que � mais especula��o, para causar mais intriga ou alguma coisa nesse sentido.
HOJE � Quais s�o seus projetos pol�ticos? Pretende cumprir os quatro anos � frente da prefeitura? Pode sair candidato em 2010?
Vanderlan � N�o, vamos ficar os quatro anos. Temos muita coisa para fazer ainda. Fico muito agradecido, at� vaidoso quando se fala em ser vice de Marconi ou de Iris. Tem uma disputa enorme para isso. Qualquer coisa que eu v� disputar em 2010 eu teria que deixar a prefeitura agora, e n�o vejo l�gica em deixar o projeto de Senador Canedo. A popula��o acreditou na gente para mais quatro anos. Eu gosto de administrar Senador Canedo. � um desafio que n�o posso deixar pela metade.



